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Por dentro da asserj
Saiba como a IA e o retail media ganham protagonismo na nova jornada do consumidor
A inteligência artificial, a hiperpersonalização e o retail media foram o centro das discussões da segunda palestra do segundo dia do palco Retail Talks do São Paulo Innovation Week. Com o tema “IA, Hiperpersonalização e Retail Media – Como Criar Experiência e Lealdade”, o painel reuniu Alberto Serrentino e Eduardo de Almeida Salles Terra, com mediação de Priscila Ariani. Na ocasião, os especialistas discutiram como a inteligência artificial está remodelando o varejo em diversas frentes, desde a otimização operacional até a personalização da jornada de compra. Durante o painel, Alberto Serrentino destacou que a IA deve provocar uma das maiores transformações da história do setor. “A agenda de IA é complexa, ela é muito desafiadora, vai ser provavelmente o elemento de maior impacto na história do varejo, vai provocar mudanças importantes nas jornadas dos clientes e vai obrigar o varejo a mergulhar nisso e ter uma estratégia”, afirmou. O especialista ressaltou que, apesar das oportunidades, o setor ainda vive um estágio inicial de maturação tecnológica e cultural. Para ele, o sucesso da implementação depende de organização de dados, governança e pragmatismo na definição de prioridades. “Você precisa trabalhar alguns requisitos fundamentais. Os dados são essenciais. A empresa tem que estar com as bases de dados centralizadas, organizadas, atualizadas, protegidas e padronizadas, acessíveis para que os modelos e agentes possam rodar”, explicou Serrentino. Outro tema central da palestra foi a transformação da jornada digital de consumo. De acordo com o executivo, o varejo caminha para um modelo muito mais conversacional e contextual, impulsionado por plataformas de IA e agentes inteligentes. “O AI e-commerce é uma agenda que vai desafiar muito o varejo, porque nós vamos viver uma mudança importante nas jornadas digitais. Durante toda a evolução do e-commerce, elas foram baseadas em catálogo e busca. Agora vamos para jornadas cada vez mais de contexto, descoberta e diálogo”, destacou Serrentino. A hiperpersonalização também foi apontada como uma das principais oportunidades para ampliar relacionamento e lealdade. Segundo Serrentino, a inteligência artificial permitirá que o varejo personalize experiências em escala, com recomendações cada vez mais precisas e individualizadas. “O tema da personalização está conectado a isso. Nós vamos finalmente poder destravar o potencial de personalizar em escala. Nas plataformas conversacionais você tem uma personalização individualizada, porque o diálogo ensina os modelos de agentes as preferências dos clientes”, afirmou. Além da experiência do consumidor, o painel discutiu o avanço do retail media como nova frente de monetização para o varejo. Na visão de Serrentino, a estratégia ganha relevância especialmente em segmentos multimarca, como o varejo supermercadista, farma, eletro e materiais de construção. “O retail media é uma agenda emergente importante, porque o varejo sempre foi um negócio de margens baixas e vem sendo muito pressionado pela intensificação da competição e pelo crescimento da penetração digital”, explicou Serrentino. O executivo ressaltou ainda que a monetização passa diretamente pela capacidade de utilizar ativos estratégicos, como lojas, plataformas digitais e dados de clientes. “Isso permite gerar receita incremental, capturar novas fontes de margem e resultado, principalmente com os fornecedores, mas pressupõe preparação da empresa, automação e estruturação”, completou. Outro destaque do debate foi a relevância da loja física em um ambiente cada vez mais digitalizado. Para Serrentino, as unidades continuam sendo ativos estratégicos e devem assumir funções ainda mais amplas dentro do varejo moderno. “A loja não deixa de ser um ativo relevante e estratégico para o varejo. Ela está se transformando em um hub logístico, de serviços, de experiências e de conexão com clientes”, afirmou. A programação também aprofundou discussões sobre IA operacional versus IA de experiência, programas de fidelidade, hipersegmentação, comércio agêntico e os principais desafios enfrentados pelos varejistas diante da aceleração tecnológica. Entre as reflexões propostas esteve a necessidade de separar investimentos estruturais em tecnologia de movimentos motivados apenas por tendências passageiras. Durante o painel, os especialistas também discutiram como o varejo pode usar inteligência de dados para construir estratégias de lealdade mais eficientes e relevantes. Como resumiu Alberto Serrentino, “entender a jornada só é possível pelos dados”. Já Eduardo Terra destacou a mudança de lógica provocada pela tecnologia na relação entre consumidores e marcas: “Por séculos, pessoas buscaram produtos. Hoje, produtos buscam pessoas.”
14/05/2026
Por dentro da asserj
Como grandes marcas mantêm vínculo emocional com consumidores
As marcas que conseguem atravessar gerações sem perder relevância estiveram no centro da primeira palestra do segundo dia do palco Retail Talks do São Paulo Innovation Week. Com o tema “Loved Brands”, o painel reuniu Eduardo Rebola, Daniela Lupo e mediação de Geovana Pagel para discutir como marcas tradicionais conseguem manter conexão emocional com os consumidores em um cenário de transformação constante. Durante a conversa, Daniela Lupo destacou o legado construído pela marca ao longo de mais de um século de atuação e a importância de continuar relevante diante das mudanças de comportamento e consumo. “São 105 anos de indústria e varejo, e com isso a gente faz parte de quase toda a família brasileira. Tem algum item da Lupo na memória afetiva das pessoas, nos pés das pessoas”, afirmou. A executiva relembrou que, durante 75 anos, a empresa atuou exclusivamente no segmento de meias e, posteriormente, expandiu seu portfólio para outras categorias. Segundo ela, o grande desafio da marca é equilibrar tradição, inovação e comunicação. “Nosso maior desafio, sem dúvida nenhuma, é se manter relevante, dialogando com o futuro, com tecnologia e inovação nos produtos e também na forma como comunicamos tudo isso”, destacou. Daniela também ressaltou a abrangência da operação da marca no Brasil, presente em diferentes perfis de consumo e canais de venda. “São 35 mil pontos de venda no Brasil, desde um shopping center sofisticado até uma loja no interior do Brasil, na esquina do seu João. Essa característica construída ao longo desses 100 anos faz com que a gente seja considerada uma marca amada”, disse. Representando o Grupo Boticário, Eduardo Rebola destacou que a construção de uma marca forte passa diretamente pelo alinhamento entre propósito, responsabilidade social e relacionamento com o consumidor. “Nossas essências, assim como nosso propósito, são orientados pelo respeito às pessoas, ao meio ambiente e aos Direitos Humanos”, afirmou. Segundo o executivo, a atuação da companhia é guiada por princípios que unem desenvolvimento de negócios, sustentabilidade e impacto social. “Pautamos nossa atuação, incluindo campanhas de comunicação e marketing, por diretrizes éticas, beneficiando causas socialmente responsáveis ou ambientais”, explicou. Eduardo também ressaltou que acompanhar as mudanças no comportamento do consumidor é essencial para manter a relevância da marca ao longo do tempo. “A nossa história, enquanto Grupo Boticário, sempre foi pautada pelas mudanças e, principalmente, pelas necessidades do nosso consumidor. O nosso jeito de comprar, de trabalhar e de viver muda e evolui a todo o momento”, destacou. Para ele, apesar das constantes transformações do mercado, os pilares da companhia seguem os mesmos. “O que se mantém são os pilares nos quais acreditamos desde sempre: nosso propósito e as nossas essências”, completou.
14/05/2026
Por dentro da asserj
O que acontece quando a IA passa a mediar nossas decisões? Lucas Daibert responde
A última palestra do primeiro dia do palco Retail Talks, no São Paulo Innovation Week, será conduzida por Lucas Daibert. Com o tema “Para Além da IA”, o executivo propõe uma reflexão sobre como a inteligência artificial está transformando a forma como as pessoas se relacionam com marcas, consomem informação e tomam decisões no cotidiano. Durante a apresentação, Lucas destaca que a IA deixou de ser apenas uma ferramenta tecnológica para assumir um papel central na mediação das relações entre consumidores, empresas e o mundo digital. Segundo ele, a grande transformação não está somente nos avanços tecnológicos, mas principalmente na mudança de comportamento das pessoas diante de um ambiente cada vez mais automatizado e conectado. “A verdadeira ruptura não está apenas na tecnologia, mas na forma como as pessoas passam a se relacionar com ela. Estamos diante de consumidores mais fluidos, hiperconectados e influenciados por sistemas que automatizam decisões em tempo real”, afirma. A palestra também aborda conceitos como agentic commerce, confiança digital, criatividade mediada por inteligência artificial e o fortalecimento das marcas como ecossistemas relacionais. Para o executivo, em um cenário em que a tecnologia se torna infraestrutura, o diferencial competitivo passa a estar na capacidade humana de gerar conexão emocional, significado e experiências autênticas. “Em um mundo cada vez mais automatizado, talvez aquilo que tenha mais valor seja justamente o que continua profundamente humano: encontros reais, histórias autênticas, sensibilidade e presença”, destaca Lucas Daibert.
13/05/2026
Por dentro da asserj
Moda funcional ganha espaço e nova geração de tecidos redefine consumo e bem-estar
Painel da Insider no Retail Talks mostra como tecnologia, conforto térmico e praticidade estão transformando a relação do consumidor com as roupas
13/05/2026
Por dentro da asserj
Do anúncio à experiência: retail media ganha protagonismo no varejo supermercadista
Debate no Retail Talks destacou o avanço da hiperpersonalização e o uso estratégico de dados para fortalecer marcas e aumentar conexão com o consumidor
13/05/2026
Por dentro da asserj
Menos tela, mais conexão: marketing de experiência aposta em relações mais humanas
Painel do Retail Talks, no SPIW, destaca nova fase do marketing de experiência, com mudança no comportamento do consumidor e valorização de conexões mais profundas
13/05/2026
Por dentro da asserj
Segurança de dados entra no centro das estratégias do varejo supermercadista
A proteção de dados deixou de ser apenas uma preocupação jurídica e passou a ocupar posição estratégica dentro das empresas. Durante a palestra “Dados Seguros, Negócios Fortes”, a advogada e especialista em proteção de dados Barbara Ferrari destacou os desafios enfrentados pelo varejo supermercadista na era digital, especialmente diante do avanço das trocas de informações entre indústria, varejistas e consumidores. O painel abordou a importância de garantir segurança, governança e conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), equilibrando privacidade e geração de valor nas relações comerciais. Segundo Barbara, muitas empresas ainda não têm clareza sobre os riscos envolvidos no armazenamento e na utilização de dados sem observância adequada da legislação. “É urgente a necessidade das empresas e dos negócios observarem a proteção de dados, a transação de dados, como é guardado o seu dado e todas as medidas de prevenção. Também explicamos o que são dados sensíveis, que precisam de autorização da outra parte para serem utilizados”, afirmou. A especialista alertou ainda para os impactos financeiros e jurídicos que podem surgir quando as organizações deixam de cumprir as exigências previstas na LGPD. “Mostramos também um cenário de como as empresas podem ser multadas se não observarem a LGPD e todas as conformidades em razão dos dados coletados”, destacou. Durante a apresentação, Barbara detalhou as etapas necessárias para a implementação de uma política eficaz de proteção de dados, incluindo mapeamento das informações coletadas, definição de responsáveis internos e adoção de sistemas adequados para armazenamento seguro. “Fazemos um grande mapa sobre a implantação de uma LGPD eficaz, com fase de mapeamento, nomeação de responsável e estruturação dos processos, justamente por conta da fragilidade que existe hoje em armazenar dados sem observância da legislação”, explicou. Outro ponto abordado foi o valor estratégico das informações coletadas pelas empresas e os limites legais para o uso desses dados em diferentes finalidades comerciais. “Trazemos também uma visão sobre a importância do dado e como ele pode ser comercializado para fins distintos daquele para o qual foi coletado. Por isso, é fundamental que as empresas expliquem claramente para a pessoa que está fornecendo as informações qual será a utilização daquele dado, principalmente quando falamos de dados sensíveis”, concluiu. Confira a programação completa AQUI!
13/05/2026
Por dentro da asserj
IA física ganha espaço no varejo e promete mudar a experiência de compra
A inteligência artificial deixou de atuar apenas nos bastidores e começa a ganhar presença física dentro das operações, das lojas e até dos eventos. Durante a palestra “Varejo 4.0: A Ascensão da Physical AI”, realizada na Mercado Livre Arena Pacaembu, o diretor da Ventura Robotics, Guilherme Marostica, apresentou como a combinação entre IA, robótica e automação está redesenhando a relação entre marcas, tecnologia e consumidores. Segundo Marostica, a transformação atual representa uma continuidade das revoluções industriais, mas agora com impacto direto no comportamento social e no varejo supermercadista. “Essa última revolução que a gente está passando hoje tem um impacto gigantesco na sociedade como um todo. Por isso, eu trago o termo da indústria 4.0 e mostro como ela vira varejo 4.0”, explicou. Durante a palestra, o executivo destacou que o comportamento do consumidor mudou e que as estratégias tradicionais já não garantem mais resultados no ponto de venda. “As marcas precisam entender que as coisas mudaram. Não basta mais fazer uma pirâmide de panetone e achar que isso vai garantir venda. O consumidor está buscando experiência, conexão e interação. E é justamente aí que entram a robótica e a inteligência artificial”, afirmou. Além de abordar a evolução da IA, Marostica mostrou como os próximos passos da tecnologia passam pela integração com robôs físicos, capazes de atuar diretamente na experiência de consumo, no atendimento e nas ativações de marca. “Eu faço um panorama da evolução da inteligência artificial e mostro que as próximas etapas são justamente a evolução da IA física com robôs. Depois, conecto isso ao varejo e apresento muitos dos cases que estamos desenvolvendo no Brasil com diferentes marcas”, destacou. A apresentação também reforçou como o varejo supermercadista passa a disputar atenção em um ambiente cada vez mais físico-digital, no qual experiências memoráveis tendem a ter peso tão importante quanto preço ou exposição de produtos. Com bom humor, interações ao vivo e demonstrações práticas, robô influenciador Zeca Byte, que dividiu o palco com Marostica e virou uma das atrações mais comentadas da programação. Interagindo ao vivo durante a apresentação, o robô reforçou na prática o conceito de “Physical AI”, que propõe uma inteligência artificial cada vez mais integrada ao mundo físico e às experiências humanas.
13/05/2026
Por dentro da asserj
Prevenção de perdas exige mais do que tecnologia, afirma especialista no SPIW
A tecnologia tem ganhado cada vez mais espaço nas estratégias de prevenção de perdas no varejo supermercadista, mas seu sucesso depende diretamente da cultura organizacional e do engajamento das equipes. Esse foi o principal tema da quinta palestra do primeiro dia do palco Retail Talks, no São Paulo Innovation Week. Com o tema “Tecnologia sem cultura não resolve: o fator humano na prevenção de perdas”, Carlos Eduardo Santos destacou que processos, pessoas e tecnologia precisam atuar de forma integrada para que os resultados sejam sustentáveis dentro das empresas. Segundo o especialista, muitas organizações investem em soluções tecnológicas avançadas, mas deixam de lado um dos pontos mais importantes da prevenção de perdas: o comportamento humano. “Não tem como não falar de processos e pessoas. Existe uma tríade fundamental para um programa sustentável de prevenção de perdas, que envolve processos, pessoas e tecnologia. Quando um desses pilares não funciona bem, o resultado fica comprometido”, afirmou. Durante a apresentação, Carlos Eduardo explicou que o chamado “básico bem feito” continua sendo essencial para reduzir perdas no varejo supermercadista. Para ele, antes mesmo da adoção de ferramentas sofisticadas, é necessário garantir processos claros, indicadores consistentes e equipes capacitadas. “Vou falar justamente sobre o que seria esse básico bem feito para que a empresa tenha um programa sustentável do ponto de vista de processos, além da importância das pessoas para manter um programa equilibrado dentro das operações”, destacou. O palestrante também apresentou indicadores relacionados às perdas operacionais e reforçou que a liderança exerce papel decisivo no fortalecimento da cultura preventiva dentro das empresas. Inteligência artificial ganha espaço na prevenção de perdas Apesar do foco no fator humano, a tecnologia também teve destaque na palestra. Carlos Eduardo apontou que ferramentas de inteligência artificial e análise de dados estão entre as principais tendências utilizadas atualmente na prevenção de perdas. “Como estamos em um evento de tecnologia, não tem como deixar de apresentar as principais soluções que vêm sendo utilizadas hoje, principalmente inteligência artificial e ciência de dados”, explicou. Segundo ele, essas ferramentas ajudam empresas a identificar padrões, antecipar riscos, monitorar operações e tomar decisões mais rápidas e assertivas. No entanto, o especialista alertou que nenhuma tecnologia consegue gerar resultados sozinha. “A tecnologia potencializa os resultados, mas ela depende de pessoas preparadas e de uma cultura organizacional forte para funcionar de verdade”, afirmou.
13/05/2026
Por dentro da asserj
Do preço ao “adorei”: como o varejo supermercadista pode transformar atendimento em afeto
Criar uma experiência memorável não depende necessariamente de grandes investimentos financeiros. Para Edmour Saiani, fundador da Ponto de Referência, o diferencial está na intenção, na cultura e na capacidade de colocar o cliente no centro das decisões. Esse foi o foco da quarta palestra do primeiro dia do palco Retail Talks, no São Paulo Innovation Week, com o tema “Experiência memorável não custa caro, custa intenção”. Durante a apresentação, Edmour destacou que o varejo vive uma transformação importante: a saída de um modelo puramente transacional para uma lógica baseada em conexão emocional, pertencimento e relacionamento. “Estamos saindo de uma fase de transações comerciais básicas para um momento em que as marcas precisam criar conexões profundas, capazes de gerar carinho de verdade. A experiência do cliente não acontece por acaso. Ela é desenhada estrategicamente para transformar uma relação fria em uma conexão emocional”, afirmou. Segundo o especialista, o consumidor atual não busca apenas resolver uma necessidade prática. Ele deseja se sentir reconhecido, acolhido e valorizado durante toda a jornada de compra. Nesse contexto, o varejo supermercadista precisa compreender que atendimento deixou de ser apenas operação e passou a ser construção de vínculo. Edmour explicou que o cliente só retorna quando a experiência recebida funciona como um convite para voltar. “O cliente só fica se o atendimento que recebeu for um convite para ele voltar. Hoje, não basta vender produto. É preciso criar uma sensação tão positiva que retornar se torne a escolha mais natural para o consumidor”, destacou. De “interesseiro” para “interessante” Um dos principais pontos abordados na palestra foi a diferença entre marcas “interesseiras” e marcas “interessantes”. Para Edmour, muitas empresas ainda operam focadas apenas na venda imediata, sem construir relacionamento de longo prazo. Ele divide essa evolução em três níveis. O primeiro é o da marca interesseira, que pensa apenas na própria venda. O segundo é o da marca interessada, que já tenta entender a jornada do consumidor. Já o terceiro estágio é o da marca interessante, capaz de gerar encantamento e conexão emocional. “Enquanto a razão resolve um problema momentâneo, é a emoção que encanta. O consumidor lembra de quem faz ele se sentir bem”, explicou. A fórmula PhD da experiência Outro conceito apresentado foi a chamada fórmula “PhD”, composta pela integração entre físico, humano e digital. Segundo Edmour, a experiência só se torna completa quando esses três pilares trabalham juntos. “O elemento humano é a cola que conecta o físico e o digital. Sem o humano, o físico vira apenas concreto e o digital vira somente programação”, afirmou. A palestra também trouxe reflexões sobre a evolução das expectativas dos consumidores. Em um dos slides apresentados, Edmour destacou os principais fatores valorizados atualmente pelos clientes: carinho, sustentabilidade, personalização, educação, entretenimento, atendimento, design, conveniência, produto e segurança. Entre as expectativas destacadas estavam frases como “Me reconheça como único e me faça sentir especial”, “Facilite minha vida” e “Me proteja e me dê tranquilidade”. Segurança primeiro, carinho depois Ao explicar a chamada “escada do carinho”, o especialista mostrou como a relação entre marca e consumidor evolui gradualmente. Segundo ele, tudo começa pela sobrevivência, ou seja, pela necessidade básica de segurança. “A primeira obrigação de qualquer negócio é entregar segurança, seja física, financeira ou até relacionada aos dados do consumidor. Sem isso, não existe relação”, pontuou. Depois disso, entram fatores como produto, conveniência, educação, personalização e, no topo da jornada, o carinho, momento em que o consumidor cria vínculo emocional com a marca. “O grande objetivo é fazer o cliente sair do ‘encontrei o que precisava’ para chegar ao ‘adorei’. Esse ‘adorei’ é o sinal de que a conexão emocional foi construída com sucesso”, disse. O que o varejo supermercadista pode aprender Para o varejo supermercadista, a principal mensagem da palestra foi clara: experiência não depende apenas de tecnologia ou grandes projetos, mas da soma de pequenos detalhes capazes de gerar percepção positiva. Desde a organização da loja até o atendimento no caixa, passando pela personalização de ofertas, ambientação, conveniência e acolhimento, cada ponto de contato pode contribuir para fortalecer a relação entre marca e consumidor. “A marca que apenas gerencia processos operacionais fica presa em relações frias. Já a marca que constrói experiências cria conexão humana verdadeira”, concluiu Edmour Saiani.
13/05/2026
Por dentro da asserj
Ticket médio na véspera dos jogos da Copa de 2026 deve subir 24%, aponta Scanntech
Estudo apresentado no Retail Talks mostra que véspera dos jogos pode aumentar o ticket medio e elevar fluxo em loja em até 8,3%
13/05/2026
Por dentro da asserj
O que os supermercados podem aprender com o segmento de luxo?
O que faz uma experiência se tornar inesquecível? Essa foi uma das reflexões apresentadas por Caio Zalc durante a segunda palestra do primeiro dia do palco Retail Talks, no São Paulo Innovation Week. Com o tema “O Novo Luxo da Hospitalidade: experiências autênticas que conectam pessoas, lugares e histórias”, o executivo mostrou como o setor de hospitalidade tem transformado serviços em memórias. Segundo Caio Zalc, o consumidor atual busca muito mais do que apenas produtos ou serviços. Ele procura conexão emocional, autenticidade e experiências que gerem lembranças duradouras. Para o executivo, esse conceito também pode ser aplicado ao varejo supermercadista, especialmente em um cenário em que a experiência do cliente se torna um diferencial competitivo. “Em março deste ano, o Belmond realizou uma parceria com o grupo Iguatemi em uma residência de uma semana na Casa de Genópolis, em São Paulo. Criamos experiências que o dinheiro não pode comprar para um público muito especializado, formado por clientes estratégicos, imprensa e influenciadores”, explicou. A ação reuniu experiências imersivas envolvendo gastronomia, moda, bem-estar e entretenimento. Entre os destaques, esteve um jantar de gala inspirado no famoso Venice Simplon-Orient-Express, considerado um dos trens de luxo mais icônicos do mundo e conhecido por ter inspirado a obra “Assassinato no Expresso do Oriente”, de Agatha Christie. Além disso, a marca trouxe para São Paulo o designer sul-africano Thebe Magugu, referência internacional da moda, que participou de palestras e apresentou peças desenvolvidas em parceria com grandes marcas de luxo. Outra ativação envolveu o tradicional bar do hotel Cipriani, em Veneza, levando ao público brasileiro os mesmos profissionais responsáveis por preparar drinks para celebridades internacionais. “Os mesmos bartenders que fazem drinks para George Clooney, Julia Roberts e Cate Blanchett estavam em São Paulo contando histórias e criando experiências únicas para os convidados”, destacou Zalc. "Para o varejo supermercadista, o aprendizado está justamente na capacidade de criar conexões mais humanas e memoráveis com os consumidores. Mais do que oferecer produtos, as empresas podem investir em experiências, ambientações, ações sensoriais, eventos e ativações que aproximem as marcas das pessoas", completa o executvo. Confira a programação completa do São Paulo Innovation Week AQUI!
13/05/2026
Por dentro da asserj
Supermercados vivem corrida por eficiência, personalização e inovação no varejo abastecedor
Debate com a APAS no São Paulo Innovation Week mostra como algoritmos, inteligência de consumo e automação já impactam vendas e decisões estratégicas
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Supermarket Blue oferece experiência gastronômica em celebração ao Dia Nacional do Café
5/22/26, 3:55 PM
Supermercado Serra Azul conquista Prêmio Julius Arp de Empreendedorismo em Nova Friburgo
5/7/26, 9:00 AM
No ritmo da Páscoa, Supermarket Blue vira Fábrica de Chocolate neste sábado (28)
3/27/26, 5:00 PM
Guanabara amplia equipe e fortalece sua operação no varejo supermercadista
2/11/26, 4:00 PM
Está sabendo? GPA anuncia novo CFO
2/5/26, 4:00 PM
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