
Copa do Mundo continua nos supermercados: como incentivar as vendas após a eliminação do Brasil

Corredor de supermercado enfeitado com bandeirinhas de diversos países em clima de Copa do Mundo, com três clientes fazendo compras
A eliminação do Brasil da Copa do Mundo no último domingo (5), em jogo contra a Noruega, adiou o sonho do Hexa mais uma vez. O clima de desânimo após as oitavas de final é inevitável. Mas, se o campeonato chegou ao fim para alguns, para o varejo supermercadista, ele está longe de terminar.
Embora o tradicional churrasco dos dias de jogo do Brasil sofra um baque, o Mundial continua sendo uma das maiores alavancas de consumo e sazonalidade do ano. Agora, o desafio do setor é outro: o foco deixa de ser a seleção brasileira e passa a ser o trabalho estratégico para evitar estoques encalhados e manter o giro de alimentos e bebidas em alta.
Afinal, o brasileiro ainda é apaixonado por futebol e as grandes finais de julho prometem prender a atenção do público, sendo excelentes oportunidades de vendas. Veja a seguir estratégias práticas para o supermercado continuar faturando alto durante a competição!
Próximos jogos prometem altas emoções
A Copa do Mundo é uma das datas que mais movimentam o varejo supermercadista e, apesar dos jogos do Brasil registrarem o grande pico de vendas, o consumidor tem o hábito de se reunir para assistir a diversos outros confrontos. O Mundial está no meio das oitavas de final, o que significa que ainda há muita bola para rolar, com direito a clássicos históricos e seleções gigantes em campo.
O segredo para o varejo é acompanhar de perto o calendário de jogos para prever o fluxo de loja e focar nas categorias de alto giro na estação: cervejas, carnes de churrasco, petiscos e salgadinhos. Manter esses itens em destaque e nas pontas de gôndola é uma ótima maneira de incentivar as compras do público que respira o clima do Mundial.
Os últimos jogos da Copa costumam ser decisivos e emocionantes, reunindo amantes do esporte para acompanhar partidas repletas de grandes estrelas do futebol internacional. Por isso, já marca na agenda e abasteça os estoques! As semifinais acontecem nos dias 14 e 15 de julho. Já o dia da final da Copa do Mundo é 19 de julho, um domingo, às 16h. O fato de ser no final de semana e bem no meio da tarde é um fator altamente favorável para reunir famílias e amigos diante da televisão, o que representa um cenário perfeito para alavancar o ticket médio das compras de última hora.
Mudança de tom e adaptação do espaço
Com o Brasil fora da Copa do Mundo, os supermercados precisam atualizar o seu tom de voz e a comunicação visual do ponto de venda. As campanhas com foco exclusivo nos jogos da Seleção Brasileira e elementos verdes e amarelos devem ser pausadas ou adaptadas, já que perderam o forte apelo emocional.
Neste momento, o ideal é focar na experiência do esporte e na grandiosidade do evento como um todo. A identidade visual nas lojas deve ser redirecionada para as finais do Mundial, com cartazes chamativos para os próximos confrontos e destacando a qualidade dos produtos para acompanhar os grandes clássicos que estão por vir.
Atenção para o estoque encalhado
Certas categorias do supermercado tendem a registrar queda na procura com a eliminação do Brasil. É o caso do setor de Bazar, que vinha registrando alta com adereços, vuvuzelas e a venda de figurinhas da Copa. Supermercados com seção de vestuário também notarão a diminuição na saída de camisas da Seleção Brasileira ou peças com forte apelo verde e amarelo.
A estratégia recomendada para evitar que essas mercadorias fiquem paradas é apostar em promoções especiais e campanhas relâmpago, como as tradicionais "Leve 2 e Pague 1" ou descontos no aplicativo de fidelidade. Trabalhar com o cross-selling (oferecendo um copo temático por um valor simbólico ao comprar um pack de cerveja, por exemplo) também é uma forma de liberar espaço nas gôndolas para o estoque regular, além de evitar possíveis prejuízos.
Ações especiais da Copa do Mundo seguem em alta
Uma excelente estratégia para movimentar as vendas do supermercado na Copa do Mundo é apostar em ações com alimentos típicos dos países que entram em campo. Por exemplo: promover uma degustação de doce de leite ou vinhos Malbec em dias de jogos da Argentina; ativar promoções para saquinhos de chá e biscoitos amanteigados quando a Inglaterra jogar; ou criar uma fornada especial de croissants e baguetes na padaria em dias de partida da França.
Outra opção certeira é apostar na rivalidade histórica entre as seleções para engajar o consumidor. Se gigantes como Argentina e França se enfrentarem na reta final, promova uma "disputa saborosa" na loja, contrapondo o alfajor argentino e os vinhos franceses. Vale incluir descontos progressivos para quem levar os dois ou uma competição entre os clientes em que o item com mais votos ganha uma oferta especial.
A criação de combos temáticos focados nas seleções que continuam vivas também gera ótimos resultados. Kits combinando "frios fatiados e vinhos espanhóis" para os jogos da Espanha ou uma "seleção de queijos e chocolates importados" para as partidas da Suíça estimulam cross-selling, ajudam na saída de produtos e aumentam o faturamento.
A principal estratégia para o varejo é não tratar a Copa como um evento que termina com a participação do Brasil. As fases finais continuam mobilizando consumidores e gerando ocasiões de compra. Ao adaptar a comunicação, promover novas ativações e reposicionar produtos como opções para confraternizações e momentos de lazer, os supermercados mantêm o giro das categorias, reduzem o risco de encalhe e aproveitam todo o potencial comercial que o torneio ainda oferece até a grande final.
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