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Economia
Inflação desacelera em abril, mas alta dos alimentos mantém alerta nos supermercados do Rio
Varejo abastecedor fluminense registra alta de 1,30%, com destaque para aumentos em hortifruti, leite e carnes
12 de May, 2026
Conecta
Consumidores aceitam compartilhar dados, mas o que esperam em troca no varejo supermercadista
Os consumidores estão cada vez mais abertos a compartilhar informações de compra com os varejistas, desde que percebam vantagens concretas nessa troca. É o que aponta uma pesquisa da Dunnhumby, que revela maior receptividade do público a mensagens personalizadas, promoções direcionadas e sugestões baseadas em hábitos de consumo. O levantamento, realizado com 3 mil consumidores em todo o mundo, mostrou que quase 70% dos entrevistados confiam em recomendações de produtos feitas com base em compras anteriores. Além disso, mais da metade afirmou acreditar em sugestões relacionadas a promoções e descontos personalizados. Em contrapartida, apenas 30% disseram confiar em recomendações baseadas no comportamento de pessoas com perfil semelhante, enquanto 24% demonstraram credibilidade em sugestões ligadas a tendências gerais de consumo. A pesquisa também revelou que aproximadamente metade dos participantes considera as recomendações personalizadas “muito úteis”, enquanto menos de 10% classificaram esse tipo de abordagem como “inútil”. Outro dado que chama atenção é que mais de 90% dos entrevistados afirmaram se sentir confortáveis em permitir que os varejistas registrem informações sobre suas compras. Para Diogo Augusto, coordenador de marketing da Rede Market, o consumidor atual entende melhor o valor da personalização, desde que ela gere conveniência e benefícios reais durante a jornada de compra. “Hoje, o cliente já percebe que compartilhar determinados dados pode tornar a experiência mais prática e assertiva. Quando o varejo supermercadista consegue transformar essas informações em ofertas relevantes, economia e mais agilidade na compra, a tendência é aumentar a confiança e fortalecer o relacionamento com o consumidor”, afirma. O estudo também aponta maior aceitação de tecnologias que tragam ganhos práticos para o dia a dia. Quase dois terços dos entrevistados disseram estar entusiasmados com modelos de precificação personalizada, enquanto mais da metade demonstrou interesse em sugestões preditivas e notificações em tempo real com ofertas relevantes. Segundo Renato Furtado, especialista em tecnologia, CEO da Allgenius Automação Comercial e influenciador da SRE Super Rio Expofood, o grande desafio do varejo supermercadista é utilizar os dados dos consumidores de forma estratégica e personalizada. “Muitos varejistas já possuem clube de vantagens e CRM, mas ainda utilizam essas ferramentas de forma genérica. O consumidor espera ofertas direcionadas, benefícios personalizados e uma experiência mais próxima. Quando os dados são bem utilizados, o varejo supermercadista consegue aumentar o engajamento, fortalecer o relacionamento e gerar mais vendas”, destaca. Quando o supermercado entende o histórico de consumo, consegue criar ações muito mais inteligentes: uma oferta personalizada para quem compra determinada categoria com frequência, um benefício especial no mês de aniversário, cashback direcionado para estimular recompra, sugestão de produtos no e-commerce com base nas compras anteriores e campanhas segmentadas para clientes que deixaram de comprar. “O grande erro é tratar todos os clientes como se fossem iguais. Dois consumidores podem comprar na mesma loja, mas terem hábitos completamente diferentes. A tecnologia permite que o supermercado pare de fazer comunicação em massa e comece a construir relacionamento individualizado em escala”, afirma Renato Furtado. Segundo ele, esse movimento também contribui para aumentar a percepção de valor do consumidor em relação ao varejo supermercadista. “Quando o cliente percebe que recebe ofertas e benefícios alinhados ao seu perfil de compra, a relação deixa de ser apenas transacional e passa a ser mais próxima e estratégica, fortalecendo a fidelização”, completa Apesar da boa aceitação das soluções personalizadas, algumas tecnologias ainda enfrentam resistência. Apenas 29% dos entrevistados afirmaram estar animados com compras automatizadas, enquanto quase metade classificou esse recurso como “intrusivo ou desnecessário”. Assistentes de voz, dispositivos vestíveis e chatbots personalizados também tiveram adesão mais tímida, com aprovação de cerca de um terço dos participantes da pesquisa.
12 de May, 2026
Economia
Por que os brasileiros ainda sentem dificuldade nas compras mesmo com melhora da economia?
Apesar da queda histórica do desemprego e do aumento da renda média no Brasil nos últimos anos, a sensação de bem-estar da população não acompanha os indicadores positivos do mercado de trabalho. A avaliação é do pesquisador do FGV IBRE e doutor em economia pela FGV EPGE, Luiz Guilherme Schymura. Segundo o economista, um dos principais motivos para esse descompasso está no avanço expressivo da inflação dos alimentos, que tem afetado diretamente o orçamento das famílias brasileiras e mudado a percepção da população sobre seu poder de compra nas compras realizadas nos supermercados. De acordo com Schymura, embora a taxa de desemprego tenha atingido 5,6% no terceiro trimestre de 2025, o menor nível da série histórica, o aumento dos preços dos alimentos acima do IPCA reduziu o impacto positivo da melhora do mercado de trabalho na vida cotidiana dos consumidores. “A alimentação passou a ocupar uma parcela maior do orçamento das famílias, especialmente entre as de baixa renda. Isso faz com que, mesmo com emprego e renda melhores, a percepção seja de perda de poder de compra”, afirma Luiz Guilherme Schymura. O economista ressalta que os alimentos consumidos dentro do domicílio acumulam inflação quase 20 pontos percentuais acima do IPCA desde 2019. Entre as famílias que recebem entre um e um salário mínimo e meio, os gastos com alimentação passaram de 18,9% para 22,2% da renda mensal. Esse cenário é percebido diretamente nas compras realizadas no varejo supermercadista, já que itens básicos passaram a comprometer uma fatia maior do orçamento familiar. Segundo a pesquisa do FGV IBRE, 74% dos entrevistados apontaram a alimentação como a despesa que mais pesa nas contas do mês. Entre quem recebe até dois salários mínimos, esse percentual sobe para 79,5%. Além da inflação dos alimentos, Schymura destaca que boa parte das vagas criadas nos últimos anos está concentrada em ocupações de menor remuneração, como comércio, serviços de limpeza e transporte por aplicativos. “Embora o desemprego esteja baixo, muitos dos empregos gerados possuem salários inferiores à média nacional. Isso ajuda a explicar por que os números agregados da economia não se traduzem automaticamente em sensação de melhora para a população”, ressalta Luiz Guilherme Schymura. Outro ponto levantado pelo pesquisador é que parte da melhora dos indicadores do mercado de trabalho decorre de mudanças estruturais na população, como maior escolaridade e envelhecimento da força de trabalho, e não necessariamente de um ganho efetivo de produtividade ou renda. Na prática, o consumidor sente os impactos diretamente no momento das compras. O levantamento aponta que, quando a renda é ajustada pela inflação dos alimentos e pelas mudanças demográficas, há percepção de perda de renda real desde 2019. “Quando a pessoa percebe que não consegue comprar a mesma quantidade de produtos com o mesmo dinheiro, isso afeta diretamente a sensação de bem-estar econômico”, conclui Luiz Guilherme Schymura.
12 de May, 2026
Por dentro da ASSERJ
Escola ASSERJ promove workshop sobre implantação da NR-1 e riscos psicossociais nas empresas
A Escola ASSERJ realizou nesta segunda-feira, 11 de maio, o workshop “Como estruturar a implantação da NR-1”, ministrado pela advogada trabalhista Dra. Bárbara Ferrari. O encontro reuniu profissionais do varejo supermercadista para discutir os impactos da nova redação da Norma Regulamentadora nº 1, que passa a exigir das empresas a identificação, monitoramento e prevenção dos chamados riscos psicossociais no ambiente de trabalho. Durante o workshop, foram abordados temas como saúde mental corporativa, prevenção ao assédio moral e sexual, elaboração de planos de ação, fortalecimento de canais de denúncia, documentação obrigatória e os riscos jurídicos relacionados ao descumprimento da norma. A especialista também explicou como as empresas devem estruturar diagnósticos psicossociais, grupos focais e mecanismos de acompanhamento contínuo previstos na NR-1. Segundo Dra. Bárbara Ferrari, a atualização da norma representa uma mudança significativa na forma como as organizações precisam enxergar a gestão de pessoas e os ambientes de trabalho. “A saúde mental deixa de ser apenas uma pauta de bem-estar e passa a integrar diretamente a responsabilidade legal das empresas. A NR-1 exige ações práticas, documentação adequada, treinamento de lideranças e mecanismos preventivos contínuos”, destacou. A advogada também alertou para a importância da atuação integrada entre RH, jurídico, lideranças e áreas de segurança do trabalho, além da necessidade de as empresas criarem processos internos capazes de demonstrar efetivamente a prevenção dos riscos psicossociais. Ao final do encontro, Adriana Alves, analista de educação corporativa da ASSERJ, destacou que a iniciativa foi criada para oferecer apoio prático às empresas neste momento de adaptação às novas exigências legais. “Nosso objetivo é justamente ajudar o varejo supermercadista a transformar a teoria em prática. Muitas empresas ainda têm dúvidas sobre como iniciar esse processo de implantação da NR-1, quais prioridades devem ser observadas e como estruturar ações efetivas dentro da rotina corporativa. O workshop foi pensado para trazer clareza, orientação e apoio técnico nesse momento de mudança”, afirmou.
11 de May, 2026
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