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Atualidades
NRF termina com foco no "backoffice" e na experiência do consumidor
O terceiro e último dia da NRF 2026 consolidou um movimento que vinha se revelando desde o início da feira: foco em aplicações reais, mensuráveis e urgentes da inteligência artificial para a gestão dos negócios, o chamado "backoffice". A IA deixou de ser um diferencial para se firmar como algo essencial nas decisões estratégicas no varejo. Para Fábio Queiróz, presidente da ASSERJ e da ALAS, a NRF foi emblemática justamente por colocar o setor diante de escolhas práticas. “A NRF termina mostrando que não existe mais espaço para tecnologia como vitrine. O varejo precisa contar com a maturidade operacional dos sistemas autônomos. Ou seja: eficiência acima do discurso". IA como infraestrutura do negócio A sessão AI-Powered Grocery, considerada uma das mais relevantes de toda a programação, trouxe casos concretos de uso da inteligência artificial para três pilares críticos do setor: margem, prevenção de perdas e fidelização. Ferramentas de precificação dinâmica, redução de desperdício, visão computacional no self-checkout e personalização avançada deixaram claro que a IA passa a operar como infraestrutura invisível do varejo. “O grande recado é que a inteligência artificial não é mais um projeto paralelo. Ela se tornou parte do motor do negócio. Quem não integrar isso à operação vai perder competitividade rapidamente”, destacou Queiróz. Omnicanalidade: menos discurso, mais conta no papel Outro ponto alto do dia foi o New Omnichannel Playbook for Grocery, que abordou os desafios reais de fazer o omnichannel funcionar em um setor de margens apertadas e produtos perecíveis. Fulfillment, picking em loja, micro-fulfillment centers e a busca pelo break-even ganharam uma abordagem mais honesta e menos romantizada. Automação e robótica: necessidade operacional A pauta de robôs e automação em foodservice e operações de loja também avançou em maturidade. A escassez de mão de obra, os custos crescentes e a busca por consistência colocaram a robótica como resposta pragmática, e não mais como curiosidade tecnológica. O consumidor nativo em IA muda tudo Encerrando o dia, a provocação de Jason Goldberg sobre o AI Native Consumer trouxe um olhar mais radical para o futuro do consumo. A ideia de que algoritmos passam a mediar descoberta, decisão e fidelidade acendeu um alerta importante para marcas e varejistas. “Quando a IA passa a recomendar, comparar e até comprar pelo consumidor, o jogo muda completamente. O desafio do varejo será continuar relevante quando a relação deixa de ser direta e passa a ser mediada por sistemas inteligentes”, refletiu o presidente da ASSERJ. O futuro é agora A NRF terminou com diversas conclusões para o varejo, mas, talvez, a mais essencial seja: enquanto a tecnologia avança nos bastidores operacionais, o humano segue como diferencial no contato com o consumidor. Afinal, o varejo é feito de pessoas e para pessoas. "Para quem você é essencial? Por que você é importante? O que você resolve?". Essas três perguntas são a chave para responder se você é autêntico e essencial para o consumidor, ou se será só mais um na aba de pesquisas. Ao mesmo tempo em que nos apresentou o desenvolvimento tecnológico nos bastidores das operações, a NRF também reforçou a necessidade de criar para o consumidor um senso de pertencimento e de cuidado por parte da marca que o conhece. Como? Por meio de experiências reais, autênticas e personalizadas, não apenas com conceitos repetidos. Isso é a construção da cultura do negócio.
13/01/2026
Comportamento & tendência
3 maneiras dos supermercados aumentarem a fidelidade do cliente por meio da experiência na loja
Em um cenário de consumo cada vez mais seletivo, a experiência dentro da loja voltou a ocupar papel central na estratégia do varejo supermercadista. Dados recentes mostram que 88% dos consumidores preferem fazer compras de supermercado presencialmente, reforçando a importância de ambientes atrativos, funcionais e capazes de gerar conexão emocional com o shopper. Para Nicole Hudson, diretora de canais alternativos da KeHE Distributors, esse movimento exige uma mudança clara de mentalidade por parte dos varejistas. “Os consumidores não vão às lojas apenas para repor itens. Eles esperam experiências envolventes, convenientes e memoráveis. Quem entende isso consegue não só atrair, mas fidelizar”, afirma. Com mais de 20 anos de experiência no setor, Hudson aponta três pilares essenciais para transformar a loja física em uma alavanca de fidelização: curadoria de sortimento, uso inteligente da tecnologia e renovação do ambiente de compra. Sortimento estratégico: variedade que gera conexão A ampliação e qualificação da seleção de produtos é um dos primeiros caminhos para fortalecer o vínculo com o consumidor. Produtos locais, artesanais, naturais e orgânicos ganham relevância ao oferecer não apenas qualidade, mas também propósito e identificação. “Os clientes querem se conectar com produtos que tenham história, que representem a comunidade e transmitam valores. Isso cria um sentimento de pertencimento que nenhuma promoção isolada consegue gerar”, destaca Hudson. Segundo a Associação da Indústria Alimentícia (FMI), 83% dos varejistas veem os produtos locais como um diferencial competitivo, e 58% consideram essa estratégia altamente bem-sucedida. A lógica também se aplica às marcas próprias, que ganham espaço como ferramenta de fidelização e margem. Metade dos consumidores afirma comprar mais marcas próprias do que nunca, impulsionados pela percepção de custo-benefício e qualidade equivalente às marcas tradicionais. Além disso, tendências como sabores internacionais e culinárias regionais têm atraído especialmente as gerações mais jovens. “Oferecer produtos internacionais ao lado de opções nacionais permite que o consumidor explore novos sabores sem sair de um ambiente familiar”, explica a executiva. Tecnologia como aliada da personalização e da conveniência Outro fator decisivo para a fidelização é o uso da tecnologia para tornar a jornada de compra mais fluida e personalizada. Pesquisas da Deloitte indicam que sete em cada dez executivos do varejo esperam implementar soluções de inteligência artificial para personalizar ofertas e melhorar a experiência do consumidor. “Tecnologia não é só inovação é conveniência. Listas inteligentes, autoatendimento e ofertas personalizadas tornam a compra mais simples e relevante”, afirma Hudson. Dados da PYMNTS mostram que 66% dos consumidores preferem caixas de autoatendimento, enquanto sistemas de gestão de estoque mais eficientes ajudam a reduzir rupturas, um dos principais fatores de insatisfação no varejo supermercadista. Mesmo ferramentas tradicionais, como cupons, ganham nova vida com o apoio da tecnologia. “Quando combinamos dados, personalização e promoções inteligentes, conseguimos gerar valor real para o cliente e para o negócio”, completa. Ambiente de loja: quando o layout conta uma história A experiência também passa pelo espaço físico. Displays interativos, degustações e demonstrações culinárias estão entre as estratégias mais citadas por executivos do varejo para engajar consumidores em 2025. No entanto, Hudson reforça que nenhuma ativação funciona sem uma equipe bem treinada. “O atendimento é o elo entre o produto e a experiência. Funcionários que conhecem o sortimento transformam a visita à loja em algo memorável”, diz. Planogramas bem estruturados, corredores intuitivos e merchandising estratégico são peças-chave nesse processo. “Um bom planograma precisa funcionar como uma boa narrativa: clara, lógica e envolvente”, compara. Pontas de gôndola e refrigeradores bem posicionados, com produtos de alta demanda e compra por impulso, ajudam a acelerar decisões e aumentam o ticket médio. Colaboração como motor da fidelização Para Nicole Hudson, o futuro da fidelização passa pela colaboração entre varejo supermercadista e distribuidores. “Quando trabalhamos juntos, conseguimos inovar, acompanhar as mudanças de comportamento do consumidor e otimizar a operação. A fidelidade é construída todos os dias, na soma de pequenas experiências bem executadas.” Com sortimento relevante, tecnologia aplicada de forma estratégica e ambientes de loja bem planejados, o varejo supermercadista transforma a experiência presencial em um ativo competitivo e a fidelização deixa de ser consequência para se tornar estratégia.
13/01/2026
Atualidades
NRF 2º dia: a tecnologia deixa de ser protagonista e a liderança volta ao centro
O segundo dia da NRF 2026 foi menos barulhento do que muitos esperavam — e justamente por isso, muito mais revelador. Se o primeiro dia marcou o fim definitivo do discurso tecnológico inflado, o segundo trouxe à tona um debate mais profundo e, talvez, mais incômodo: decisão, identidade e responsabilidade. Não se falou menos de tecnologia. Falou-se melhor. E, principalmente, falou-se do que fazer com ela — e do que não fazer. A sensação dominante ao final do dia foi clara: a era em que bastava adotar tecnologia para parecer moderno ficou para trás. Agora, a tecnologia cobra posicionamento, critério e liderança. “A tecnologia já chegou para todos. O diferencial não está mais no acesso, mas na capacidade de decidir com clareza o que faz sentido para o negócio e o que é apenas distração cara”, analisa Juarez Leão, CEO do Leão Group. A pergunta deixou de ser “o que a IA faz” e passou a ser “quem decide” Uma mudança de tom atravessou praticamente todos os painéis. O debate saiu do campo das possibilidades da inteligência artificial e migrou para a governança das escolhas. IA, dados, agentic commerce, computer vision, personalização e GEO já estão disponíveis. O desafio agora é a curadoria estratégica. “O varejo começa a entender que adotar tudo é, na prática, não decidir nada. Liderar hoje é saber dizer ‘sim’ com propósito e ‘não’ com convicção”, destacou Juarez Leão. A fala mais honesta do dia não veio de uma big tech, mas de um varejista tradicional: “a tecnologia só vale a pena quando melhora claramente a operação, a experiência e a decisão. Se não, é distração cara”. A frase resumiu o espírito do segundo dia da NRF. Marca voltou a ser assunto sério — não campanha O painel de Ryan Reynolds foi um dos mais emblemáticos do dia. Não apenas pelo carisma, mas pela clareza com que tratou a construção de marca em um ambiente saturado de mensagens. A lógica apresentada foi direta: marcas fortes não nascem de campanhas perfeitas, mas de leitura cultural, velocidade de resposta e investimento emocional real. “O caso do Wrexham AFC mostra algo fundamental para qualquer setor, inclusive o varejo supermercadista: pertencimento gera defesa espontânea. E isso nenhuma verba de mídia compra”, observa Juarez Leão. Nesse contexto, marca deixa de ser estética e passa a operar como um sistema vivo, que conecta cultura, experiência e identidade de forma contínua. O luxo mostrou como inovar sem perder a alma A conversa entre Ralph Lauren e Microsoft foi uma das mais sofisticadas do evento. Não pela tecnologia em si, mas pela maturidade estratégica. A adoção de IA pela marca partiu de uma pergunta essencial: isso preserva ou dilui nossa herança? “O que mais chama atenção é a coragem de não acelerar vendas a qualquer custo. A IA foi usada para orientar, inspirar e reforçar identidade, não para substituir o humano. Isso é liderança criativa aplicada à tecnologia”, avalia o CEO do Leão Group. A principal lição foi clara: tecnologia sem visão criativa não gera valor, apenas acelera decisões ruins. IA boa é a que quase ninguém vê Outro ponto recorrente ao longo do dia foi a valorização da IA aplicada ao bastidor. Aquela que não vira campanha, mas transforma a qualidade da decisão. Casos como Macy’s e Boot Barn mostraram ganhos concretos em sortimento, leitura de tráfego, conversão, redução de rupturas e preparo dos times. “A pergunta ‘so what?’ precisa acompanhar qualquer projeto de IA. O que muda, de fato, depois que essa tecnologia entra? Se não houver resposta clara, o projeto nasce errado”, reforça Juarez Leão. O varejo começa a reconhecer que dados ruins amplificados por IA geram decisões ruins em escala e isso custa caro. A loja física não voltou. Ela foi ressignificada Os debates sobre o varejo urbano de Nova York deixaram claro que a loja física não perdeu relevância, mas mudou de papel. Ela deixou de ser apenas ponto de venda para se tornar espaço cultural, social, sensorial e, cada vez mais, mídia viva. “O físico virou resposta direta à fadiga digital. Em um mundo mediado por telas, tocar, provar e permanecer virou diferencial competitivo”, pontua o executivo. A loja agora precisa justificar sua existência. E estoque, sozinho, já não é suficiente. O que o segundo dia realmente deixou claro? Ao final do Dia 2 da NRF 2026, algumas certezas se consolidaram. O varejo que emerge é mais exigente, menos tolerante a discurso vazio e menos encantado com novidade pela novidade. Cresce a importância de lideranças com critério, marcas com identidade clara e operações capazes de sustentar a promessa feita ao cliente. “Tudo o que é adotado por medo de ficar para trás perde espaço. O que avança é o que nasce de convicção estratégica”, resume Juarez Leão. Uma conclusão necessária O segundo dia da NRF 2026 não foi confortável — e isso é um excelente sinal. Ele deixou claro que não basta adotar tecnologia nem repetir discursos sobre inovação. O varejo entrou em uma fase em que decidir mal custa caro, e adiar decisões estruturais custa ainda mais. "O verdadeiro Next Now não está no próximo software ou na próxima buzzword. Está na capacidade dos líderes de filtrar ruído, escolher com clareza e sustentar identidade, mesmo quando a tecnologia permite fazer tudo", destaca Juarez Leão.
13/01/2026
Indústria em cena
CEO da Heineken deixa o cargo após seis anos à frente da companhia
O presidente-executivo da Heineken, Dolf van den Brink, anunciou sua renúncia após seis anos no comando da cervejaria holandesa. A saída, considerada inesperada, ocorre poucos meses depois da apresentação de um novo plano estratégico voltado à expansão do consumo de cerveja. Van den Brink assumiu a liderança da segunda maior fabricante de cervejas do mundo em junho de 2020, em meio à pandemia da Covid-19. Desde então, conduziu a empresa durante um dos períodos mais desafiadores de sua história recente, marcado por inflação elevada, aumento de custos, retração do consumo em determinados mercados e impacto negativo sobre vendas, margens e desempenho das ações. A decisão acontece em um cenário de pressão crescente de investidores por resultados mais consistentes. O plano estratégico anunciado recentemente buscava reposicionar a companhia diante das mudanças no comportamento do consumidor e da desaceleração em mercados considerados estratégicos. Em comunicado, a Heineken informou que dará início ao processo de busca por um novo CEO. "A posição é considerada central na gestão de um portfólio global que reúne marcas como Heineken, Tiger e Amstel, além de operações distribuídas por dezenas de países." A mudança no comando inaugura um novo ciclo para a companhia, que agora terá o desafio de retomar volumes, reconquistar a confiança do mercado e sustentar o crescimento em um ambiente global ainda pressionado por custos, concorrência acirrada e transformações nos hábitos de consumo.
13/01/2026
Comportamento & tendência
2º dia de NRF: executar é o novo inovar. Leia a análise de Fábio Queiróz, presidente da ASSERJ e ALAS
O segundo dia da NRF 2026 confirmou uma mudança definitiva no discurso e prática do varejo global: a tecnologia deixou de ser narrativa aspiracional e passou a ser cobrada por resultado real, mensurável e aplicado ao dia a dia das operações. Das estratégias de brand building de Ryan Reynolds às discussões profundas sobre inteligência artificial, people-first (pessoas em primeiro lugar) e transformação de modelos tradicionais, o que se vê em Nova York é um varejo mais pragmático, mais humano e menos tolerante a projetos que não entregam valor claro ao consumidor e à operação. Para Fábio Queiróz, presidente da ASSERJ e da ALAS, o grande fio condutor do dia foi a maturidade do setor. “A NRF deste ano mostra que o varejo entrou numa fase adulta. Não se trata mais de testar tecnologia por curiosidade, mas de entender como ela resolve problemas concretos de margem, gente, sortimento e experiência. Quem não consegue conectar inovação com execução fica para trás”, afirmou. Ao longo da manhã, temas como autenticidade de marca, turnaround de negócios tradicionais e a convivência entre herança e inovação dominaram o palco. A apresentação de Fran Horowitz, CEO da Abercrombie & Fitch, foi um dos pontos altos do dia ao detalhar como uma marca considerada irrelevante conseguiu 11 trimestres consecutivos de crescimento ao ouvir profundamente o consumidor, empoderar equipes e tomar decisões difíceis, inclusive sobre o que parar de fazer. “O caso da Abercrombie é um alerta direto para o varejo supermercadista: escutar o cliente e a loja genuinamente é mais transformador do que qualquer dashboard sofisticado”, destacou Queiróz. No campo da tecnologia, a discussão evoluiu claramente para aplicações em escala. Exemplos como Macy’s, Kroger e Sam’s Club mostraram como a inteligência artificial já está integrada a decisões de merchandising, gestão de pessoas, planejamento de demanda e experiência do cliente. “A grande virada é entender que IA não substitui gente no varejo supermercadista, ela potencializa. Quem usa tecnologia para empoderar o time de loja e melhorar a execução ganha produtividade e consistência”, avaliou o executivo. À tarde, o foco se voltou para comportamento do consumidor e construção de marcas duradouras. As discussões sobre Gen Z, loyalty (fidelidade), marcas próprias e, principalmente, o impacto de tendências como medicamentos GLP-1 no consumo alimentar reforçaram a necessidade de adaptação rápida de sortimento, tamanhos de embalagem e estratégias de categoria. Para Queiróz, esse ponto é crítico: “Estamos falando de mudanças estruturais no padrão de consumo. O varejo supermercadista e a indústria precisam agir juntos, com dados. Redesenhar categorias inteiras não é mais ajuste fino, é reposicionamento”. O encerramento do dia consolidou uma mensagem clara: o varejo do futuro será menos sobre tecnologia pela tecnologia e mais sobre decisões difíceis, bem executadas, com pessoas no centro e dados como suporte. “O segundo dia da NRF deixa claro que o jogo agora é de consistência. Não vence quem faz mais barulho, mas quem entrega melhor, todos os dias, na loja física, no digital e na relação com o consumidor”, concluiu Fábio Queiróz.
12/01/2026
Comportamento & tendência
Estudo comportamental revela que maioria dos carrinhos de compras está aberta à influência no PDV
Uma pesquisa comportamental conduzida com milhares de clientes da Tesco aponta que a maior parte das decisões de compra no supermercado sofre influência ao longo da jornada. O estudo, realizado pela Tesco Media com 7 mil consumidores, revelou que 76% dos itens presentes nos carrinhos são considerados “novos, abandonados ou ocasionais”, e não produtos de consumo habitual. Além disso, sete em cada dez compradores afirmam que a decisão final sobre o que comprar acontece no próprio momento da compra, e uma proporção semelhante diz apreciar a descoberta de novas marcas durante a experiência no supermercado. “O supermercado não é apenas um local onde as decisões são concluídas, mas onde elas são formadas”, afirma Stacy Gratz, diretora de vendas e marketing da Tesco Media. As conclusões do levantamento — realizado em parceria com a consultoria independente MTM — contrariam a crença de que os consumidores entram no supermercado com uma lista fechada e decisões já tomadas, destaca Gratz. “Em vez disso, a pesquisa mostra que os compradores são curiosos, interessados em descobrir novos produtos e abertos à inspiração ao longo de toda a jornada de compra”, completa. O estudo identificou sete diferentes “mentalidades de compra”, sendo que 51% dos consumidores transitam entre um comportamento funcional e outro emocional durante a experiência. As principais fontes de inspiração incluem redes sociais, familiares e amigos, e-mails de varejistas, navegação no site da Tesco e estímulos presentes nas lojas físicas. Mais da metade dos consumidores descobre novos produtos antes mesmo de iniciar a compra, enquanto uma parcela semelhante faz essas descobertas durante o percurso pelo supermercado. Segundo a Tesco Media, “momentos reais de mentalidade de compra” foram analisados em jornadas realizadas tanto em lojas físicas quanto em canais online, abrangendo categorias como mercearia, compras por impulso, cerveja, vinho e destilados, além de saúde e beleza. O supermercado, assim como outros grandes players do setor, tem intensificado seus investimentos em mídia de varejo nos últimos anos. A empresa vem expandindo rapidamente sua rede de telas digitais nas lojas e lançou anúncios baseados em localização em dispositivos de autoatendimento. No fim do ano passado, a Tesco Media anunciou o Tesco Media Creative Studio, iniciativa voltada à criação ágil de anúncios em conformidade com as normas, em diferentes formatos e com o uso de inteligência artificial generativa. A rede também passou a monitorar a reação dos consumidores aos painéis de publicidade digital por meio de captação de imagens nas lojas. De acordo com dados divulgados pela WARC Media, o investimento global em publicidade no varejo deve alcançar US$ 196,7 bilhões em 2026, superando o investimento combinado em TV linear e conectada já no próximo ano. Em 2019, a mídia de varejo representava pouco mais de um quarto do mercado total de TV. Além de atrair marcas de alimentos e bebidas, os supermercados também vêm ampliando o foco para empresas não alimentícias. Um estudo da Tesco aponta que 78% dos consumidores estão abertos à publicidade contextualizada de marcas não endêmicas, que não têm produtos à venda na loja, como serviços financeiros, entretenimento, turismo e saúde.
12/01/2026
Comportamento & tendência
Autenticidade, cultura e IA: os aprendizados que estão redesenhando a liderança no varejo, diz Fátima Merlin
Em um cenário de transformação acelerada, no qual tecnologia, comportamento do consumidor e cultura se cruzam o tempo todo, a liderança no varejo passa menos pela busca da perfeição e mais pela capacidade de ser real, rápida e relevante. Para Fátima Merlin, CEO da Connect Shopper e consultora de varejo, marcas que entendem esse novo jogo conseguem construir valor de forma muito mais consistente. “Autenticidade escala mais do que a perfeição. O que funciona é o que é real”, afirma. Segundo ela, campanhas excessivamente polidas perdem espaço para narrativas humanas, capazes de gerar conexão genuína. Nesse contexto, emoção passa a ser um ativo estratégico. “Uma emoção bem construída gera mais retorno do que um grande orçamento financeiro”, destaca. Outro ponto central é a leitura do tempo cultural. Para Fátima, velocidade não significa pressa, mas sensibilidade. “Velocidade cultural importa. O chamado fast advertising não é sobre fazer rápido, e sim sobre agir no timing certo, dentro do contexto cultural.” Errar, inclusive, faz parte do processo. “Fracasso é parte do caminho. O importante é errar rápido, aprender e seguir em frente.” Essa lógica se reflete diretamente na construção de marcas fortes. “Marcas que criam pertencimento são defendidas pelas pessoas. Quando o consumidor se sente visto, ele vira porta-voz”, afirma. Em um ambiente em que redes sociais e plataformas ampliam vozes, o impacto se multiplica. “Hoje, todo mundo é mídia”, resume. E completa: “Experiência não é apenas fricção zero. Ser frictionless é ser fácil, humano e honesto.” Quando o tema é transformação digital, Fátima Merlin reforça que a inteligência artificial não pode ser tratada como um projeto isolado ou apenas tecnológico. “Transformação em IA é transformação do negócio”, afirma, destacando que o sucesso depende de bases sólidas. Para ela, dados estruturados são indispensáveis, já que “os dados são o combustível da IA”, mas não suficientes por si só. A consultora alerta que sem uma cultura organizacional aberta à experimentação e à inovação, a tecnologia não escala. “Cultura é o fator crítico de sucesso”, ressalta. Além disso, Fátima destaca que a adoção da IA exige responsabilidade. “IA responsável é inegociável. Governança, ética e confiança precisam estar no centro das decisões.” Por fim, ela chama atenção para o papel das parcerias estratégicas nesse processo. “Escolher parceiros certos importa muito. Eles precisam projetar sua marca, proteger seus dados e compartilhar sua visão de longo prazo.” Para o varejo supermercadista, os aprendizados reforçam que tecnologia, emoção e cultura não competem entre si — elas se complementam. Liderar, hoje, é equilibrar dados e sensibilidade humana, inovação e propósito, velocidade e consciência.
12/01/2026
Comportamento & tendência
Fiscalização sanitária: 6 passos para preparar sua loja para uma inspeção
No varejo supermercadista, a fiscalização da Vigilância Sanitária não deve ser encarada como um evento pontual ou excepcional. Ao contrário: ela é o reflexo direto de uma rotina bem estruturada de segurança sanitária, baseada em automonitoramento, padronização de processos e prevenção contínua de riscos. Em um mercado cada vez mais atento à qualidade, à segurança e à procedência dos alimentos, estar preparado para uma inspeção é também uma estratégia de proteção da marca, do negócio e da confiança do consumidor. Segundo Flávio Graça, consultor técnico de Segurança Alimentar da ASSERJ, um dos erros mais comuns dos estabelecimentos é adotar uma postura reativa, agindo apenas quando a fiscalização é iminente ou após a identificação de falhas. “O foco deve estar no dia a dia da operação. Não adianta tentar ‘arrumar a casa’ na véspera — ou pior, depois que o problema já causou prejuízos. Os processos precisam funcionar corretamente todos os dias”, destaca. A seguir, o consultor elenca os principais pontos estratégicos para uma preparação eficaz e sustentável: 1 - Manutenção contínua das instalações Flávio Graça alerta que as demandas de manutenção precisam ser tratadas de forma contínua e sistemática. Segundo ele, pequenos problemas negligenciados tendem a se acumular e se transformar em intervenções estruturais mais complexas. Pisos danificados, tomadas sem espelho, revestimentos descascados, infiltrações e pinturas comprometidas favorecem o acúmulo de sujidades, dificultam a higienização e ampliam o risco sanitário. "Esse cenário dialoga com a chamada Teoria das Janelas Quebradas, segundo a qual sinais visíveis de descuido transmitem a percepção de abandono, estimulando a perda de disciplina operacional. A correção imediata de pequenas falhas fortalece a cultura de cuidado, organização e responsabilidade diária — algo que também é observado pelo fiscal no momento da inspeção", explica. 2 - Clareza e padronização dos processos O especialista lembra ainda que com um turnover que pode variar entre 35% e 45% no setor supermercadista, a formalização dos processos é indispensável. Para ele, Procedimentos Operacionais Padronizados (POPs) devem estar claros, acessíveis e atualizados, contemplando, no mínimo: ⦁ Recebimento e conferência de mercadorias ⦁ Armazenamento e controle de estoque ⦁ Higienização de equipamentos, instalações e utensílios ⦁ Higiene e conduta dos colaboradores ⦁ Controle de temperaturas "Além disso, ambientes devidamente sinalizados e rotinas de monitoramento diário garantem uniformidade, rastreabilidade e maior segurança operacional", diz Flávio Graça. 3 - Capacitação e treinamento contínuos Graça destaca ainda que não é razoável exigir conformidade de colaboradores que não foram capacitados. De acordo com ele, embora o afastamento temporário da operação para treinamentos possa parecer uma perda de produtividade, o retorno em eficiência, engajamento e redução de riscos compensa amplamente o investimento. "Funcionários que compreendem o porquê dos procedimentos tendem a agir com mais responsabilidade. O ideal é que a capacitação ocorra já na admissão ou durante o período de experiência, com avaliação formal como critério de permanência na função", acrescenta. 4 - Registro e controle interno das não conformidades O consultor pondera ainda que o registro sistemático de inadequações é uma ferramenta estratégica de gestão da qualidade. Graça diz que ele permite aprendizado contínuo, feedback estruturado para as equipes e maior transparência no controle sanitário. "Em países com sistemas sanitários mais maduros, esses registros costumam ser o primeiro item analisado durante uma fiscalização. A inspeção aprofundada só ocorre quando há indícios de falhas graves ou reincidentes". 5 - Organização e disponibilidade da documentação obrigatória Flávio Graça aponta também que manter toda a documentação organizada e facilmente acessível é fundamental. Durante a fiscalização — normalmente sob pressão — a dificuldade em localizar documentos pode resultar em autuações evitáveis, mesmo quando as exigências estão cumpridas. Entre os documentos essenciais estão: ⦁ Alvará de funcionamento ⦁ Licença sanitária vigente ⦁ Certificado de potabilidade da água ⦁ Certificado de higienização dos reservatórios ⦁ Certificado de controle de pragas e vetores, com ordens de serviço atualizadas ⦁ Certificado de coleta de resíduos por empresa licenciada ⦁ Planilhas de controle de temperatura dos equipamentos ⦁ Manual de Boas Práticas No município do Rio de Janeiro, destacam-se ainda: ⦁ Certificado de capacitação no Curso Oficial de Higiene na Manipulação de Alimentos (IVISA/ASSERJ) para todos os colaboradores ⦁ Anotação de Responsabilidade Técnica para estabelecimentos enquadrados no REPA (SIM-RIO) “A ausência de documentos é uma das principais causas de autuação. Não basta executar corretamente, é preciso comprovar”, reforça Graça. 6 - Postura profissional diante da fiscalização Para Graça, a fiscalização sanitária deve ser entendida como a etapa final de validação das medidas preventivas, funcionando como uma auditoria técnica e, muitas vezes, como uma consultoria externa. De acordo com ele, os colaboradores devem estar orientados a receber os fiscais de forma tranquila, colaborativa e respeitosa. É possível esclarecer dúvidas, solicitar orientações e, quando necessário, requerer prazos para adequações — especialmente em casos que envolvam obras ou aquisição de equipamentos, desde que haja justificativa técnica. "Demonstrar boa-fé, organização, sinalização adequada e transparência contribui para uma avaliação mais equilibrada. Afinal, o supermercado é um “organismo vivo”, sujeito a variações operacionais. Passar por uma fiscalização sanitária em uma estrutura complexa como a de um supermercado sem nenhuma não conformidade é um grande desafio. Por isso, o esforço precisa ser contínuo, metódico e incorporado à rotina operacional”, aponta o consultor. Para o varejo supermercadista, estar preparado para a fiscalização vai além do cumprimento legal. Trata-se de garantir continuidade operacional, evitar prejuízos financeiros, reduzir riscos reputacionais e fortalecer a confiança de clientes e parceiros comerciais. “Quem entende a Vigilância Sanitária como aliada da gestão e da qualidade sai na frente — com mais credibilidade, menos riscos e maior sustentabilidade no mercado”, finaliza Graça.
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Minuto ASSERJ
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