Leandro Barreto

Unilever tem novo CMO global

22/12/2025

Indústria em cena
Leandro Barreto

A Unilever anunciou uma mudança relevante em sua estrutura global de marketing com a saída de Esi Eggleston Bracey, atual chief growth & marketing officer, prevista para o fim de janeiro de 2026. A executiva encerra um ciclo de oito anos na companhia, marcado pela consolidação de uma agenda de crescimento ancorada em marcas fortes, criatividade e diversidade.

Como parte desse movimento, a multinacional decidiu não manter o cargo de Chief Growth & Marketing Officer. Em seu lugar, promove Leandro Barreto, até então CMO global de Beauty & Wellbeing, para um mandato ampliado como chief marketing officer da Unilever. A partir de 1º de janeiro de 2026, ele passa a responder pela agenda global de marketing do grupo, acumulando a função com a liderança da vertical de beleza e bem-estar.

“À medida que o ano chega ao fim, me vejo fazendo uma pausa não apenas para refletir sobre métricas de desempenho, mas para valorizar as pessoas, a paixão e o propósito que definiram estes últimos doze meses”, compartilhou Leandro Barreto em uma publicação no LinkedIn. “2025 foi um ano de apostas ousadas e avanços significativos. Foi um privilégio trabalhar ao lado de equipes que aparecem todos os dias com coragem, curiosidade e cuidado.”

De acordo com a companhia, "a mudança reflete uma evolução na forma como o marketing se conecta às operações e às unidades de negócio, com maior foco em execução, agilidade e impacto direto no crescimento das marcas. O objetivo é aproximar ainda mais as capacidades globais de marketing das demandas específicas de cada categoria e mercado."

Durante sua gestão, Esi Eggleston Bracey teve papel central na defesa da criatividade como motor de crescimento, no fortalecimento da cultura de marca e na ampliação da representatividade dentro e fora das campanhas da empresa. Sua saída ocorre em um momento em que grandes anunciantes revisitam estruturas e papéis do marketing diante de um cenário mais fragmentado, orientado por dados e pressionado por resultados de curto prazo.

A escolha de Barreto sinaliza continuidade, mas também pragmatismo. Reconhecido internamente por seu trabalho à frente de marcas globais e por uma abordagem que combina criatividade, cultura e disciplina comercial, o executivo assume em um contexto no qual o marketing é cada vez mais cobrado por entregar diferenciação criativa sem perder eficiência operacional.

Para o mercado, a decisão reforça uma tendência entre grandes anunciantes: menos camadas corporativas e maior integração entre estratégia de marca, vendas e execução nos pontos de contato com o consumidor — uma equação complexa, mas essencial para sustentar relevância e crescimento em escala.