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Como recuperar clientes inativos do seu supermercado?
Conhecer boas estratégias para recuperar clientes inativos é essencial para supermercadistas que buscam aumentar as vendas e otimizar ações de marketing. Afinal, manter um cliente fiel é muito mais barato do que atrair novos consumidores. Mas quando o assunto é reativação, é preciso ir além de promoções e descontos. Estamos falando de consumidores que já conhecem sua marca, compraram com você e, por algum motivo, deixaram de fazê-lo — possivelmente escolhendo a concorrência. Entender o porquê e agir de forma estratégica é o primeiro passo para reconquistá-los. Segundo André Miceli, coordenador do MBA de Negócios Digitais da FGV, “a reativação de clientes é uma das iniciativas de marketing mais rentáveis no varejo, porque lida com uma base de consumidores que já passou pelo funil de conversão. O desafio é entender as razões do afastamento e oferecer valor de forma personalizada”. O primeiro passo é identificar quem deixou de comprar. Ferramentas de Gestão de Clientes (CRM ou CBM) ajudam a reconhecer padrões de comportamento e apontar perfis de consumidores que reduziram a frequência de compra. “A inteligência de dados permite segmentar esses clientes e criar campanhas muito mais eficazes. É impossível reativar o que não se consegue medir”, afirma Miceli. Analise e personalize Com os dados em mãos, é hora de interpretar. Analise histórico de compras, ticket médio e feedbacks para entender o motivo da inatividade. A partir disso, personalize a comunicação. Campanhas segmentadas, cupons de desconto em produtos preferidos e mensagens que reforcem o vínculo emocional com a marca são boas práticas. “O consumidor atual é extremamente sensível à personalização. Ele percebe quando a comunicação é genérica e quando é pensada para ele. Um supermercado que conhece seu cliente consegue falar com relevância, e isso é um diferencial competitivo enorme”, destaca Miceli. Use canais digitais a seu favor - O uso inteligente das plataformas digitais é outra frente importante. Redes sociais, e-mail marketing, aplicativos e mensagens SMS ajudam a manter o relacionamento ativo e permitem comunicações direcionadas. Cada canal deve ter uma estratégia própria e complementar, reforçando a presença da marca no dia a dia do cliente. Ofereça benefícios e experiências Clubes de descontos, cashback, programas de pontos e ações exclusivas ajudam a reaproximar o público. Mais do que atrair de volta, é preciso criar motivos para permanecer. E isso passa por experiência. “A fidelização não é resultado apenas de promoções, mas de uma jornada positiva. Cada ponto de contato — seja o aplicativo, o atendimento no caixa ou o pós-venda — precisa gerar uma boa lembrança. É essa experiência consistente que transforma o cliente inativo em promotor da marca”, conclui o especialista da FGV.
16/10/2025
Indústria em cena
Preços dinâmicos: a nova fronteira da rentabilidade no varejo supermercadista
O varejo brasileiro está diante de uma transformação silenciosa, mas poderosa: a adoção dos preços dinâmicos, estratégia já amplamente consolidada no e-commerce e que começa a ganhar espaço também nas lojas físicas. O conceito é simples — mas seu impacto pode ser profundo. De forma prática, o preço dinâmico consiste em ajustar os valores dos produtos em tempo real, conforme fatores como demanda, clima, estoque e sazonalidade. “É o mesmo princípio usado por empresas como Uber e companhias aéreas, em que o preço varia conforme o número de pessoas querendo comprar e a disponibilidade do serviço”, explica Michel Jasper, especialista em varejo. Em um supermercado, por exemplo, o recurso pode ser aplicado de forma estratégica. “Em um dia de calor intenso, é natural que bebidas geladas tenham maior procura, o que permite um pequeno ajuste de preço. Já em dias frios, pode-se reduzir o valor desses itens para estimular as vendas. Isso é preço dinâmico aplicado de maneira inteligente e contextualizada”, destaca Jasper. O especialista lembra que, embora o conceito ainda seja recente no Brasil, países da Europa e os Estados Unidos já utilizam amplamente essa tecnologia, especialmente com o apoio das etiquetas eletrônicas de gôndola. “Estive em Porto Rico recentemente e vi os preços mudando enquanto eu fazia compras, conforme a variação do clima. No varejo americano, mais de 90% dos produtos são vendidos a preço cheio e apenas 10% estão em promoção. Isso é possível porque eles ajustam o preço em tempo real, conforme o comportamento do consumidor”, afirma. No cenário nacional, a principal barreira ainda é o custo de implementação das etiquetas eletrônicas, mas Jasper ressalta que os ganhos operacionais e estratégicos compensam o investimento. “Hoje, um supermercado de pequeno porte troca cerca de 150 etiquetas manualmente por dia; um médio, 500; e um grande, até 3 mil. É um processo demorado, sujeito a erros e que consome mão de obra. As etiquetas eletrônicas e os preços dinâmicos resolvem isso num piscar de olhos”, explica. Além de reduzir custos e erros, o modelo oferece melhor visibilidade ao consumidor e fortalece o posicionamento da loja. “As etiquetas eletrônicas destacam promoções, exibem informações com clareza e podem ser personalizadas com cores, fontes e tamanhos diferentes. Isso melhora a comunicação no ponto de venda e eleva a experiência do shopper”, reforça Jasper. Os preços dinâmicos também ajudam o varejista a atuar de forma mais sustentável, reduzindo desperdícios e otimizando margens. “Um produto próximo do vencimento pode ter seu preço ajustado ao longo do dia, em vez de receber um único desconto fixo. Você pode começar com 5% pela manhã e ir escalonando conforme a necessidade. Isso ajuda a vender mais, evita perdas e aumenta a rentabilidade”, exemplifica. Para Jasper, o preço dinâmico é um verdadeiro divisor de águas no varejo. “Mais do que uma inovação tecnológica, é uma mudança de mentalidade. Ele permite ao supermercadista reagir em tempo real às variáveis do mercado, otimizar recursos e oferecer uma experiência mais personalizada ao cliente. Em um setor de margens apertadas, isso é um diferencial competitivo enorme”, conclui. Vale ressaltar que as redes que já utilizam etiquetas eletrônicas — pequenos visores digitais conectados ao servidor interno do mercado e atualizados por comandos sem fio, que exibem com precisão os preços, nomes e demais detalhes dos produtos — já estão à frente das demais para criar o preço dinâmico.
16/10/2025
Indústria em cena
Qualitá e Spoleto firmam parceria e lançam linha de massas congeladas
O consumo de alimentos congelados segue em alta no Brasil, impulsionado pela busca por praticidade e qualidade. Um estudo recente aponta que o mercado deve alcançar R$ 408,05 bilhões até 2029, refletindo o crescimento expressivo do setor. Já dados da Kantar Worldpanel mostram que 61% dos brasileiros consomem alimentos congelados diariamente, um aumento de 21% em relação ao ano anterior. De olho nesse cenário, a Qualitá — marca exclusiva das redes Pão de Açúcar e Extra Mercado — firmou uma parceria com o Spoleto, do Grupo Trigo, unindo a força do varejo à tradição da culinária italiana. O resultado é uma nova linha de massas recheadas congeladas, disponível em cinco versões: gnocchi de batata, ravioli de queijos, ravioli de carne, ravioli de carne seca com requeijão e ravioli de espinafre com mussarela de búfala. Com embalagens de 400g e preços entre R$ 18,90 e R$ 24,90, a collab tem como proposta democratizar a boa gastronomia em casa, oferecendo uma experiência prática, saborosa e de qualidade. “A collab com o Spoleto reforça o compromisso de Qualitá em inovar e oferecer novas experiências aos consumidores. Estamos sempre atentos às tendências do mercado, visando proporcionar aos nossos clientes as melhores opções de produtos, sempre unindo praticidade, sabor e diferenciação”, explica Anderson Brito, gerente comercial de marcas exclusivas do GPA – Grupo Pão de Açúcar. Os produtos já estão disponíveis nas lojas físicas do Extra Mercado e Pão de Açúcar, além dos e-commerces e aplicativos das marcas. “A parceria com Qualitá foi uma oportunidade de unir expertise e propósito. As receitas exclusivas desenvolvidas para a collab e produzidas em nossa fábrica traduzem o sabor autêntico das massas Spoleto e reforçam nossa missão de democratizar a boa culinária, levando qualidade e sabor para as gôndolas dos mercados”, comenta Rodolfo Dana, diretor de Suprimentos do Grupo Trigo. A iniciativa reforça o avanço das marcas próprias no varejo supermercadista, que vêm conquistando cada vez mais espaço no carrinho dos brasileiros. De acordo com levantamento da NielsenIQ (NIQ), 51% dos consumidores acreditam que os produtos de marca própria têm qualidade igual ou superior às marcas comerciais. Para 72%, o excelente custo-benefício é o principal fator de escolha — já que esses itens podem ser até 30% mais baratos do que os líderes de mercado. O estudo mostra ainda que 69% dos entrevistados veem as marcas próprias como uma alternativa às marcas tradicionais, enquanto 66% afirmam que comprariam mais produtos desse tipo se houvesse maior variedade disponível. Com a parceria entre Qualitá e Spoleto, o consumidor passa a ter mais uma opção de qualidade, sabor e conveniência — refletindo o novo momento do varejo, em que inovação, colaboração e experiência são ingredientes fundamentais para o sucesso nas gôndolas.
16/10/2025
Por dentro da asserj
Vitória da ASSERJ: Justiça derruba lei de Barra do Piraí que obrigava supermercados a dar sacolas biodegradáveis grátis
O Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ) julgou procedente a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) nº 0032181-78.2025.8.19.0000, movida pela Associação de Supermercados do Estado do Rio de Janeiro (ASSERJ), contra a Lei Municipal nº 3.970/2025, de Barra do Piraí. A norma obrigava os estabelecimentos comerciais do município a fornecerem sacolas plásticas biodegradáveis de forma gratuita aos consumidores. De acordo com o voto do relator, a lei municipal violou princípios constitucionais e excedeu os limites da competência legislativa local. Segundo o magistrado, a norma “impôs indevida intervenção estatal no setor privado, em violação aos princípios da livre iniciativa, da isonomia e da livre concorrência”. A decisão, unânime, reconheceu que o município tem competência para legislar sobre meio ambiente, mas apenas no limite de seu interesse local e em harmonia com a legislação estadual e federal vigente. No caso, a Lei Estadual nº 8.473/2019, que alterou a Lei nº 8.006/2019, permite a cobrança pelas sacolas plásticas recicláveis ou reutilizáveis, desde que o valor não ultrapasse o preço de custo. "A lei municipal, além de ferir o princípio da razoabilidade, criava uma desigualdade competitiva entre os supermercados de Barra do Piraí e os de municípios vizinhos, onde a cobrança das sacolas é autorizada. A obrigatoriedade de distribuição gratuita geraria aumento de custos operacionais para os estabelecimentos, sem base legal para isso", afirma a advogada da ASSERJ e especialista em varejo, Dra. Ana Paula Rosa. Vale ressaltar que o Tribunal seguiu o entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) no Tema 970 de Repercussão Geral, segundo o qual é constitucional a lei municipal que obriga à substituição de sacolas plásticas por biodegradáveis — desde que o regramento local não entre em conflito com normas estaduais ou federais. Com a decisão, a Lei Municipal nº 3.970/2025 de Barra do Piraí foi declarada inconstitucional com efeitos retroativos, ou seja, sua aplicação fica anulada desde a origem. "A decisão reforça ainda o entendimento consolidado pelo TJRJ em casos semelhantes ocorridos em outros municípios fluminenses, como Maricá e Porto Real, cujas leis que proibiam a cobrança de sacolas também foram consideradas inconstitucionais", destaca a Dra. Ana Paula Rosa.
15/10/2025
Economia
Agosto de alerta: mês desafiador para o varejo fluminense impacta resultado de supermercados
O cenário desafiador enfrentado pelo varejo fluminense como um todo interrompeu a sequência de quatro meses consecutivos de alta no desempenho dos supermercados no Rio de Janeiro. Dados da Pesquisa Mensal do Comércio do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (PMC/IBGE), divulgados nesta quarta-feira, 15 de outubro, mostram que, em agosto de 2025, a receita dos supermercados do nosso estado caiu 1,3% em termos reais, já descontada a inflação, na comparação com o mesmo mês do ano anterior. Apesar da baixa registrada no oitavo mês do ano, no acumulado de janeiro a agosto, os supermercados apresentaram alta de 1,3%, enquanto no somatório dos últimos 12 meses o avanço chegou a 1,7%, em ambos os casos já descontada a inflação. Vale mencionar ainda que a retração do nosso setor foi uma das mais baixas do comércio varejista fluminense em agosto (na comparação com o mesmo período de 2024), em um mês marcado por quedas na maioria das atividades mapeadas. Tecidos/vestuário e calçados (-12,5%), móveis (-7,8%) e material de construção (-5,5%) tiveram os maiores tombos no Rio de Janeiro. "Agosto foi um mês de desafios, mas também de aprendizado para o varejo supermercadista. Em um contexto de retração no cenário como um todo, o desempenho dos supermercados fluminenses, ainda assim, mostra a resiliência do nosso setor, que não acompanhou as quedas bruscas de outros segmentos. Esse momento reforça a importância de estratégias voltadas para eficiência operacional, gestão inteligente de estoques e conexão com o consumidor. Apostar em categorias sazonais, fortalecer o relacionamento com o cliente por meio de programas de fidelidade e investir em promoções personalizadas são caminhos para sustentar o crescimento mesmo em períodos de menor aquecimento econômico", destaca Fábio Queiróz, presidente da ASSERJ.
15/10/2025
Atendimento: 97% de entrevistados apontam como fator decisivo na compra de um produto ou serviço! Vem saber
O atendimento ao cliente não é mais apenas um suporte ou um mero diferencial de serviço. Sua importância ganhou tamanha consideração na jornada de consumo que passou a ser um dos principais critérios de decisão de compra avaliados pelo brasileiro. É o que aponta a pesquisa "Atendimento ao Cliente 2025", realizada pela Hibou, empresa de pesquisa e insights de consumo. Segundo o levantamento, o atendimento ocupa o 3º lugar da lista de fatores mais importantes para o consumidor, superando até o preço. Ao todo, 97% dos entrevistados afirmam que ele é determinante na hora de escolher um produto ou serviço. Os dados do estudo deste ano mostram um crescimento de dois pontos percentuais em relação a 2023, o que reforça que a relação entre marcas e clientes se tornou um diferencial competitivo para garantir a decisão. No entanto, apesar da exigência, o resultado das avaliações de desempenho ainda está longe de fazer jus à visão do consumidor. A nota média atribuída ao atendimento foi de só 3,6 em uma escala de 1 a 5. Somente 12% dos entrevistados deram nota máxima ao quesito, o que aponta claramente para um gargalo: o descompasso expressivo entre expectativa e experiência real. Isso evidencia que a maioria das empresas ainda não está preparada para alcançar o desejo do cliente. Ligia Mello, CSO da Hibou, destaca: "O consumidor não aceita mais desculpas. Ele quer ser ouvido, quer clareza e quer ter certeza de que existe alguém preparado para ajudá-lo. O atendimento ruim custa caro: custa clientes que não voltam mais". A implacável consequência da má experiência A pesquisa também indica que o consumidor brasileiro está menos permissivo em relação às falhas. Mais de um terço (37%) não dá uma segunda chance à marca após um mau atendimento. Já 49% desistem após duas ou três experiências ruins. Ou seja, 86% dos clientes abandonam uma empresa rapidamente se a assistência for avaliada negativamente. Por outro lado, mas em termos expressivamente inferiores, 13% demonstram alguma tolerância, mas pontuam limites claros, enquanto meramente 1% mantém fidelidade mesmo diante de frustrações constantes de expectativas. Traduzindo os números: cada interação conta para o consumidor. A fidelidade é frágil e, quando quebrada, não é possível remendar. Tecnologia no atendimento: opiniões divididas O uso de chatbots e inteligência artificial já é uma realidade para a maioria das empresas. Porém, para os consumidores, as ferramentas ainda não conquistaram a confiança. Segundo o levantamento, 89% já foram atendidos por bots, mas 61% afirmam que não resolvem sempre os problemas. Para 41%, a humanização da tecnologia tornaria mais fácil a aceitação. 79% ainda frisam que as empresas deveriam ser obrigadas a avisar quando o atendimento é feito por uma máquina. A divisão de opiniões dos clientes fica ainda mais evidente quando o recorte é específico sobre IA. 31% acreditam que ela pode melhorar a experiência, mas 33% não confiam na ferramenta. 36% se dizem indecisos. Apesar disso, o consumidor se mostra otimista, com 92% acreditando que o atendimento tende a melhorar com o uso da tecnologia, mas com aplicação inteligente, uso de dados reais e linguagem adequada. "A tecnologia é bem-vinda, mas o consumidor brasileiro já entendeu que ela não substitui a humanização. Um chatbot pode agilizar, mas quem fideliza é a escuta ativa, o conhecimento do produto e a clareza da comunicação. No fundo, a confiança só se conquista de pessoa para pessoa", ressalta Ligia Mello. Atendimento gera valor e aumenta ticket Por fim, o estudo apresenta a disposição do consumidor em reconhecer a boa experiência. Mais da metade dos entrevistados (61%) afirma que pagaria mais por um produto se o atendimento demonstrar conhecimento da oferta e 54% destacam eficiência e interação humana como pontos de valorização. Além disso, 60% apreciam facilidade de pagamento e 47% estão dispostos a gastar mais com empresas que demonstram responsabilidade social. Para o varejo supermercadista, o levantamento traz conclusões essenciais. Atendimento de qualidade é ativo estratégico e não somente uma questão de diferenciação, capaz de impactar significativamente a percepção do consumidor sobre a marca, de forma positiva ou negativa. O recado é cristalino: investir em relacionamento e escuta ativa é fundamental para conquistar o imaginário, fidelizar o cliente e aumentar o ticket médio.
15/10/2025
Consumo Consciente como valor: Cencosud Brasil se destaca em ações de sustentabilidade
Um dos temas modernos mais pautado pela sociedade é a sustentabilidade, que evoluiu de tendência para valor, compromisso e estratégia de negócio. E em um mundo em que consumidores buscam cada vez mais propósito em suas escolhas de compra, o consumo consciente se consolida como um dos protagonistas dessa bandeira. Inclusive para o varejo supermercadista. Mas como integrá-lo de forma real à operação e, ao mesmo tempo, gerar valor tangível para clientes? Neste dia 15 de outubro, Dia do Consumo Consciente, um bom exemplo vem do Prezunic, controlado pelo grupo Cencosud Brasil, que mostra para todo o setor, como pequenas ações diárias produzem grandes impactos positivos tanto para o negócio, quanto para o consumidor. Sustentabilidade em movimento Entre as iniciativas que traduzem essa cultura está a implantação dos Pontos de Entrega Voluntária (PEVs) nas lojas, que incentivam o descarte correto de resíduos e aproximam consumidores e colaboradores, além de promover parcerias com a indústria, em prol do meio ambiente. Um retrato de sucesso é o projeto PEVs Cargill/Liza, com 114 coletores espalhados pelas redes da Cencosud, incluindo o Prezunic. A ação já recolheu mais de 17 mil litros de óleo de cozinha usado, evitando que o resíduo fosse despejado de forma incorreta e contaminasse rios e solos. Economia circular e impacto positivo O compromisso com a economia circular também é destaque. Em parceria com a Seiva Coleta Reciclagem e o programa Volte Sempre, da Heineken, a Cencosud Brasil mantém um projeto de reciclagem de vidro em diversas lojas. Só entre janeiro e setembro deste ano, foram mais de 46 toneladas de garrafas com destinação ambientalmente correta. Além de estimular o descarte responsável, o programa oferece um benefício direto aos consumidores: quem participa pode trocar o vidro reciclado por cashback em produtos Heineken nas lojas participantes. A iniciativa reduz a geração de resíduos, as emissões de CO₂ e o consumo de energia, reforçando o compromisso da rede com práticas de baixo impacto ambiental. "Estamos comprometidos com a sustentabilidade e queremos incentivar nossos clientes a, cada vez mais, adotarem hábitos no dia a dia que contribuam para a preservação ambiental, a exemplo do descarte correto de resíduos", destaca a rede. Eficiência hídrica: case Rio de Janeiro Especificamente falando sobre a atuação da Cencosud Brasil no Rio de Janeiro, outro destaque é o projeto de eficiência hídrica implantado em 21 lojas do Prezunic. Somente no primeiro semestre deste ano, foram economizados 20.394 m³ de água, volume equivalente ao consumo mensal de mais de 130 famílias brasileiras. Outras ações Além de todas as iniciativas já destacadas, a Cencosud Brasil também tem obtido outros resultados expressivos: Nos PEVs Reciclus, disponíveis em outras bandeiras do grupo, mais de 17 toneladas de lâmpadas foram descartadas corretamente neste ano; Mais de 1.600 toneladas de papelão e outros recicláveis provenientes das operações das lojas foram encaminhadas corretamente para reciclagem; Em energia, a companhia registrou uma redução de 3,2% no consumo em relação ao mesmo período de 2024, economizando 3.895 MWh. Esse resultado é produzido por um conjunto de ações integradas, como automação de ar-condicionado, monitoramento em tempo real, controle de cargas e modernização da iluminação com lâmpadas LED. Iniciativas que geram reconhecimento As ações não renderam à Cencosud Brasil apenas resultados junto a consumidores e indústrias. A companhia ganhou este ano, pela segunda vez consecutiva, o Schneider Electric Sustainability Impact Awards. O prêmio celebra empresas que unem tecnologia e inovação à eficiência operacional e ao uso responsável dos recursos naturais. A ASSERJ parabeniza o Prezunic, e a Cencosud Brasil, por integrar sustentabilidade, eficiência e inovação ao seu modelo de gestão, se comprometendo com um futuro mais sustentável. Porque quando o consumo é consciente, o impacto é coletivo.
15/10/2025
O custo invisível: como a falta de higiene corrói o lucro do seu supermercado
No dia a dia do varejo supermercadista, o termo “quebra operacional” é sinônimo de prejuízo. Ele representa todo produto perdido por deterioração, avaria ou manuseio inadequado. Embora muitos fatores contribuam para essas perdas, a falta de controle sanitário é um dos principais catalisadores, agindo silenciosamente para reduzir as margens de lucro. De acordo com a 8ª edição da pesquisa da Associação Brasileira de Prevenção de Perdas (ABRAPPE), o índice médio de perdas no varejo alimentar brasileiro atingiu 2,39% do faturamento bruto em 2024. Em supermercados convencionais, esse número chega a 2,79%. Pode parecer pouco, mas, em um setor de margens apertadas, esse percentual representa bilhões de reais perdidos anualmente. Os setores mais afetados são justamente os de produtos perecíveis — rotisseria (6,11%), FLV (6,10%), padaria (4,82%) e açougue (3,75%). Ambientes úmidos e ricos em matéria orgânica são o cenário ideal para a proliferação de bactérias, fungos e outros microrganismos que aceleram a deterioração dos alimentos. No setor de hortifrúti, por exemplo, resíduos orgânicos deixados em gôndolas e caixas servem de alimento para esses microrganismos, reduzindo a vida útil dos produtos e tornando-os impróprios para venda. Segundo Flávio Graça, consultor técnico de Alimento Seguro da ASSERJ, o controle sanitário é uma das principais ferramentas de prevenção de perdas. “Muitos supermercadistas ainda enxergam as medidas preventivas como custo, quando na verdade são um investimento. Isto se deve à dificuldade de mensurar e correlacionar as quebras operacionais em decorrência de falhas nos processos de higiene na manipulação de alimentos. Um ambiente livre de contaminações reduz perdas, aumenta a vida útil dos produtos e fortalece a imagem do negócio”, destaca. Ele explica que a falta de cuidados quanto ao fluxo de produção e a higienização de equipamentos podem gerar contaminação cruzada ou seja, quando microrganismos ou substâncias indesejadas passam de um alimento contaminado para outro não contaminado. “Uma tábua de corte ou faca mal higienizada ou utilizada em outro alimento pode transferir bactérias para diversas superfícies e produtos, multiplicando o prejuízo e colocando em risco a saúde do consumidor”, alerta. Além das perdas de produtos, a má gestão da higiene pode gerar sanções por parte dos órgãos reguladores. As principais regulamentações que regem o setor são a Resolução RDC nº 216/04 da ANVISA, e, no município do Rio, a portaria Nº 2 do IVISA de 11/11/2020 que estabelecem as Boas Práticas para Serviços de Alimentação as quais se aplicam a todas as etapas da operação, desde o recebimento de insumos até a exposição do produto final para venda. O não cumprimento dessas diretrizes pode resultar multas, inutilização de produtos e até interdição do estabelecimento. Para Graça, o segredo é enxergar a legislação como aliada, e não como obstáculo, pois a partir delas são criados os POPs (Procedimentos Operacionais Padronizados), capazes de nortear as ações nos mercados. Flávio Graça também recomenda que o varejista vá além do básico e implemente o programa de autocontrole, o PAC. Ele permite identificar, controlar e mitigar riscos além de monitorar diariamente o cumprimento das boas práticas. Além de proteger o consumidor, os registros do PAC permitem a correção do problema antes que danos maiores sejam causados. Mas o impacto da higiene vai além da operação e da conformidade. Uma pesquisa da ISSA (Associação Internacional de Limpeza Profissional) mostra que 60% dos clientes afirmam comprar mais em ambientes limpos, e 94% não voltariam a um local com banheiros sujos — associando a falta de cuidado à baixa qualidade dos produtos. Para Graça, essa percepção é determinante. “O cliente não vê a planilha de custos nem o POP de higienização. Ele percebe a qualidade e a conservação dos alimentos mesmo após levar para casa. Alimentos manipulados corretamente rendem mais porque se mantém frescos e saborosos por mais tempo. Isso é marketing silencioso que fideliza”, observa. A segurança alimentar no varejo começa muito antes de o produto chegar à gôndola. Segundo o consultor, o processo deve ser rigoroso desde a doca de recebimento, onde é essencial inspecionar o transporte e a procedência, as condições de temperatura e higiene dos veículos e a integridade de embalagens. Quanto ao armazenamento, outra etapa importante, produtos de limpeza nunca devem ser armazenados junto com alimentos. Os prazos de validade dos produtos estocados devem ser verificados periodicamente. Ele destaca também que câmaras frias e freezers devem ser higienizados regularmente e possuir boa iluminação. As pilhas de produtos devem ser afastadas entre si e das paredes para permitir a circulação de ar. Todas as unidades de frio devem ter as suas temperaturas aferidas e registradas em planilhas de modo a detectar precocemente falhas na refrigeração ou congelamento. Nos setores de maior risco, como açougue, peixaria, padaria e hortifrúti, o cuidado precisa ser redobrado. “No açougue, as superfícies devem ser de material não poroso e as facas precisam ser higienizadas constantemente. No hortifrúti, a limpeza diária das gôndolas evita a formação de biofilmes que aceleram a deterioração dos alimentos. Já na padaria e na rotisseria, é fundamental a informação correta e o uso criterioso de corantes permitidos, principalmente por conta dos alérgenos”, detalha o especialista. A escolha dos produtos e equipamentos de limpeza também faz diferença. Somente produtos registrados na ANVISA e próprios para superfícies que entram em contato com alimentos garantem eficácia e segurança. Não são recomendados produtos de uso doméstico. As diluições recomendadas devem ser obedecidas caso contrário pode-se deixar resíduos tóxicos e contaminar os alimentos além de promover o desperdício”, alerta Graça. Para o consultor, a segurança sanitária além de um dever é também um investimento que dá retorno. Um supermercado que trabalha com padrões elevados de higiene ganha em três frentes: reduz perdas, evita multas e conquista a confiança do cliente”, conclui. Escola ASSERJ A Escola ASSERJ está com inscrições abertas para a turma “Noções Básicas de Higiene e Boas Práticas de Manipulação de Alimentos em Serviços de Alimentação”. A formação é um diferencial de extrema importância para a prestação de um serviço de excelência no tratamento de alimentos dentro do setor supermercadista, abordando desde conceitos básicos sobre causas e fatores que influenciam a contaminação e a ocorrência de doenças transmitidas por alimentos (DTAs), passando por manipulação, boas práticas de higiene de instalações, equipamentos e pessoal, até a etapa voltada à saúde do manipulador, abordando especificamente a alimentação saudável. O curso será ministrado pelo especialista Flávio Graça, consultor de Alimento Seguro da ASSERJ, e ao final, os participantes realizarão uma prova para obter a certificação. As turmas, exclusivas para colaboradores de associados da ASSERJ, serão realizadas em formato virtual e estão programadas para: Turma 1: 04/11/2025, das 9h às 13h; Turma 2: 11/11/2025, das 14h às 18h; Turma 3: 18/11/2025, das 14h às 18h;
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