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Fábio Queiróz, presidente da ASSERJ, é eleito presidente da Associação das Américas de Supermercados (ALAS)
Com a promessa de fortalecer integração, inovação e representatividade do setor supermercadista, Fábio Queiróz, presidente da ASSERJ, foi eleito nesta quarta-feira, 1º de outubro, o novo presidente da Associação das Américas de Supermercados (ALAS), entidade que reúne associações e federações do varejo abastecedor de todo o continente. O mandato será válido para o biênio 2026-2027. A eleição marca um momento histórico para o varejo brasileiro, reforçando o protagonismo do país nas discussões sobre o futuro do setor supermercadista internacional. Fundada em 1986 no Rio de Janeiro e sediada atualmente em Bogotá, a ALAS tem como missão promover a integração, a troca de boas práticas e o fortalecimento institucional entre as nações das Américas. A entidade não era presidida por um brasileiro há mais de 30 anos. Em seu discurso de posse, Queiróz destacou o simbolismo dessa conquista: "Não se trata apenas de uma conquista pessoal, mas de um chamado coletivo. O Brasil tem muito a contribuir para o desenvolvimento do setor nas Américas, especialmente em temas como inovação, transformação digital e governança". Os eixos de gestão Ao assumir a presidência, Fábio Queiróz reafirmou o compromisso com a continuidade do trabalho desenvolvido pelo ex-presidente Jaime Cabal, responsável por restaurar a credibilidade e a força institucional da ALAS. O novo presidente anunciou que sua gestão será orientada por três eixos principais: continuidade de governança, inovação e eventos. O objetivo é ampliar a representatividade da entidade e aprofundar a colaboração entre países. Entre as propostas apresentadas, estão o fortalecimento do associativismo participativo, a ampliação do número de países membros e a criação de novas frentes de capacitação profissional. Um dos destaques é a ampliação da Escola ASSERJ para Escola ASSERJ-ALAS, que funcionará como um polo continental de educação, integração e inovação. "A Escola ASSERJ amplia seu poder de atuação, tornando-se a Escola ASSERJ-ALAS, um espaço de formação nível Américas que simboliza integração, inovação e futuro para o varejo", ressaltou Queiróz. Um líder moldado pela coragem e pela crise Em um momento de forte emoção, Fábio relembrou passagens marcantes de sua trajetória, especialmente durante a pandemia de Covid-19, quando liderou a ASSERJ em um dos períodos mais desafiadores da história recente. "As portas das cidades se fecharam, mas as nossas não poderiam se fechar. Foi um tempo de medo, de incertezas, mas também da coragem. Liderança não é apenas sobre estar à frente, mas sobre estar junto". Durante a crise sanitária, Queiróz articulou medidas que garantiram o abastecimento da população, protegeram empregos e reforçaram a importância social do setor supermercadista. "Não é porque as coisas são difíceis que nós não ousamos. É porque não ousamos que elas são difíceis", citou, lembrando o filósofo Sêneca. Essas experiências moldaram sua visão de liderança, baseada na colaboração e na construção de pontes. "Queremos que cada país participe, compartilhe ideias e boas práticas. Só assim construiremos uma ALAS mais forte, mais unida e com maior impacto em toda a região", completou o presidente da ASSERJ e da ALAS. Inovação e legado Reconhecido por sua capacidade de articulação e visão estratégica, Fábio Queiróz também destacou iniciativas que marcaram sua trajetória à frente da ASSERJ, como o Conecta Varejo, que originou o Rio Innovation Week (do qual é cofundador), e a SRE Super Rio Expofood, hoje o principal evento B2B das Américas. Agora, à frente da ALAS, ele planeja levar esse espírito inovador para toda a região. Uma das propostas é criar um palco ALAS na primeira edição do São Paulo Innovation Week, prevista para 2026. Encerrando seu discurso, o novo presidente citou Gabriel García Márquez, deixando uma mensagem inspiradora sobre o legado que pretende construir: "A vida não é a que a gente viveu, e sim a que a gente recorda e como recorda para contá-la. Que esta presidência seja lembrada não apenas pelo que realizaremos, mas pela coragem como construiremos essa jornada". Um marco para o Brasil e para o Rio de Janeiro A eleição de Fábio Queiróz para a presidência da ALAS representa um avanço estratégico para a ASSERJ, o Rio de Janeiro e o Brasil, projetando o país como protagonista em um dos setores mais essenciais da economia: o varejo abastecedor. Com essa nova liderança, espera-se uma integração ainda mais sólida entre os países-membros, com oportunidades de negócios, inovação e formação profissional que beneficiarão todo o ecossistema supermercadista das Américas. "Somos aliados em uma mesma missão: abastecer famílias, impulsionar o comércio e ampliar nossos laços. Que essa presidência seja marcada pela união e pela coragem de inovar", concluiu Fábio Queiróz.
01/10/2025
Vale a pena implementar bodycams no seu supermercado?
Para Carlos Eduardo dos Santos, presidente da ABRAPPE, a resposta é clara: “A bodycam é mais do que uma câmera acoplada ao uniforme: é uma ferramenta estratégica de proteção à reputação empresarial. Em tempos em que qualquer interação pode ser gravada e compartilhada em segundos, o uso de câmeras corporais traz uma camada adicional de transparência e controle, protegendo não só pessoas, mas também decisões, operações e a própria imagem da marca.” Segundo ele, muito além da vigilância, a bodycam permite registrar a verdade dos fatos, reduzir conflitos e fortalecer a gestão de riscos com evidências claras e acessíveis. “Empresas de diferentes setores estão adotando a bodycam como aliada estratégica. Ela não só registra ocorrências, mas também fortalece a credibilidade institucional e melhora a interação com clientes e colaboradores”, afirma Carlos Eduardo. Mas o que exatamente é a bodycam? Trata-se de uma câmera portátil, geralmente fixada no uniforme de agentes de segurança ou colaboradores em contato direto com o público. “Diferentemente das câmeras fixas de CFTV, a bodycam grava a partir do ponto de vista do operador, captando imagens e sons. Alguns modelos ainda oferecem geolocalização, permitindo acompanhar a localização do portador em tempo real”, explica. A gravação pode ocorrer de forma contínua, manual ou automática por sensores, e todo o material é armazenado em servidores seguros, locais ou na nuvem, disponível para auditorias, treinamentos ou como prova jurídica. O uso da bodycam vem crescendo devido à exposição constante e à velocidade das redes sociais. “Vivemos uma era em que muitas vezes o que prevalece não é a verdade, mas a versão mais rápida ou viral de uma situação. Por isso, empresas estão usando bodycams para se proteger contra acusações falsas, garantir transparência, reduzir conflitos, evitar processos infundados e reforçar sua credibilidade institucional”, destaca Carlos Eduardo. Ele ainda cita setores que já adotam a tecnologia, como segurança privada, transporte público, shopping centers e redes de varejo, todos exigindo cada vez mais evidências visuais de condutas e procedimentos. Casos reais reforçam a importância da bodycam No Brasil, o Grupo Carrefour Brasil se tornou pioneiro ao implementar bodycams em larga escala, com investimento de R$ 16 milhões, equipando mais de 800 unidades e distribuindo 4 mil dispositivos em quatro meses. “Os resultados já são expressivos: redução de 30% nos incidentes violentos, 87% dos colaboradores percebem melhoria na interação com clientes e 86% acreditam que a tecnologia fortalece a segurança nas lojas”, afirma. Além do impacto institucional, a bodycam traz benefícios práticos para a operação. “A presença visível da câmera muda o comportamento de clientes e colaboradores. Em disputas trabalhistas ou auditorias internas, as imagens servem como prova objetiva. Também podem ser usadas para treinamento, padronizando condutas e ajustando protocolos em situações de estresse”, explica Carlos Eduardo. Ele ainda acrescenta que as melhores soluções se integram a outros sistemas de segurança, como CFTV, controle de acesso e alarmes, permitindo uma visão completa da operação. O que considerar antes de implementar bodycams? Para redes interessadas, Carlos Eduardo orienta alguns cuidados: “Escolha equipamentos com boa resolução, longa duração de bateria, gravação criptografada e resistência a impactos. Defina políticas claras de uso e privacidade, garanta armazenamento seguro e treine a equipe para uso correto, respeitando limites éticos. Também é essencial observar a legislação aplicável, como a LGPD, garantindo que o uso esteja de acordo com as normas.” “Se sua operação envolve equipes de segurança, atendimento direto ao público, risco de conflitos e reputação sensível, a bodycam pode ser o diferencial que sua marca precisa”, finaliza Carlos Eduardo. Ele reforça que a tecnologia registra o presente e protege o futuro: “Segurança não é apenas prevenir riscos físicos. É preservar a integridade da operação e a reputação da marca com inteligência, tecnologia e responsabilidade.”
01/10/2025
Do ritual à economia! O que mudou no consumo do café pelo brasileiro?
Um companheiro inseparável, um rito mais que tradicional. É essa a relação do brasileiro com o café, presente em todos os momentos do dia de 96% da população. Porém, esse relacionamento vem enfrentando silenciosas transformações. A bebida presente nas xícaras e copos segue a mesma, mas sua composição, e as razões para esse convívio, já não são iguais. É o que aponta a nova edição da pesquisa da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic) “Café – Hábitos e Preferências do Consumidor (2019–2025)”, realizada pelo Instituto Axxus, em parceria com o Instituto Agronômico de Campinas (IAC) e o Núcleo de Economia Industrial e da Tecnologia da Universidade Estadual de Campinas (NEIT/Unicamp). Os resultados mostram que o brasileiro segue apaixonado pelo café, mas a relação tem vivenciado um momento de esfriamento, com menos consumo, mais cuidado nas escolhas e, principalmente, mais atenção ao preço. Por outro lado, esse mesmo consumidor se mostra mais curioso, mudando o simbolismo do café: o que antes era o resumo da rotina, está virando uma questão de estilo. “Os resultados mostram uma transformação nos hábitos de consumo. Porém, o brasileiro continua amando e comprando café”, destaca Mônica Pinto, gerente de Marketing da ABIC. Hábitos de Consumo Entre 2019 e 2025, o consumo de café no Brasil passou por mudanças sutis, mas reveladoras. Apesar de 70% dos brasileiros ainda consumirem três xícaras ou mais por dia, o levantamento deste ano aponta uma redução de três pontos percentuais na comparação com 2019 e de cinco com 2023. Já o número de pessoas que consomem até duas xícaras por dia cresceu, passando de 8% em 2019, para 10% em 2023 e chegando a 14% em 2025, o que reforça uma tendência de moderação no consumo cotidiano. Por outro lado, o total dos que não consomem café caiu pela metade. Em 2025, apenas 4% afirmaram não ingerir a bebida, uma retração de quatro pontos percentuais em relação a 2019 e uma alta de um ponto percentual sobre 2023. Isso ratifica a ampliação da base de consumidores, mesmo com menor volume diário. Um dos resultados mais marcantes é o fato de que 24% dos entrevistados declararam ter reduzido o consumo em 2025 (em 2019 apenas 7% relataram esse movimento). A parcela que afirma ter aumentando a ingestão de café também caiu drasticamente: de 36% em 2019 para apenas 2% em 2025. Em contrapartida, a maioria 74% afirmou ter mantido os mesmos hábitos. Apesar das variações, o cenário apresentado é estável, ainda que menos expansivo na comparação entre os últimos seis anos, demonstrando a maturidade do café, com consumo estável e moderado. O Rito do Consumo: horários de ingestão No que diz respeito aos horários de consumo, os resultados permaneceram estáveis desde 2019, refletindo que papel ritualístico do café na vida do brasileiro segue resiliente. O produto segue fortíssimo e indispensável da rotina matinal: 96% dos entrevistados afirmaram tomá-lo ao acordar, uma baixa de apenas 1% com o registrado em 2019 e em 2023. O mesmo padrão é visto no consumo durante a manhã, que se manteve elevado, com 87% (também com queda de somente um ponto percentual nas comparações com 2019 e 2023). O cenário é similar para os horários após o almoço (76%) e durante a tarde (61%), que tiveram pequenas quedas. Apenas o consumo na parte da noite aponta uma diminuição mais expressiva, de 36% em 2019, para 34% em 2023 e 31% em 2025. Motivações: do humor à paz individual, passando pelo prazer de degustar As mudanças nas motivações para tomar café merecem destaque. Desde 2019, a bebida ganhou um ar mais intimista para o brasileiro, passando a fazer parte dos momentos de bem-estar, prazer sensorial individual e de introspecção. Em 2025, o principal estímulo relatado para consumir a bebida foi “melhorar o humor e a disposição”, citado por 63%, uma alta de 7% em relação a 2019. O aspecto de “ritual, prazer e bem-estar” subiu cinco pontos percentuais, ficando em 42%. Agora, a principal subida está na motivação “momento para pausa, reflexão e paz”, que saiu de 2% em 2019 para 22% em 2025. Movimento semelhante foi trilhado pelo júbilo de “degustar e saborear a bebida”, que triplicou de 2019 para 2025, chegando a 12%. Já a importância do café como instrumento de socialização diminuiu nove pontos percentuais, ficando em 33%, o que pode refletir mudanças nas dinâmicas de convivência e trabalho ao longo da década. Onde se consome? O ranking dos locais de consumo do café se manteve estável no período. O trabalho continua sendo o principal ambiente onde os brasileiros mais ingerem a bebida, seguido pela casa. Cafeterias, bares e restaurantes ficam em terceiro lugar e casa de amigos ou parentes fecha a lista. Formas de Preparo O estudo também observou mudanças na forma como o brasileiro prepara o seu café. Dentre as formas mais utilizadas, destacam-se: o coador de pano, que continua sendo o método mais utilizado, embora tenha tido leve queda de seis pontos percentuais, ficando em 52% em 2025; a cafeteira elétrica com coador de papel, que registrou o maior avanço, subindo de 26% em 2019 para 35% em 2025; e o tradicional coador de papel se manteve estável, com 34%. Por outro lado, o expresso de máquina, que já chegou a representar 45% das menções em 2019, recuou 16 pontos percentuais, chegando a 29% em 2025, o que evidencia a redução do consumo em ambientes comerciais e maior foco no preparo doméstico. E o açúcar? Principal parceiro do café tem leve queda O modo de consumir o café manteve o perfil tradicional e doce ao longo dos anos, mas apresenta leves baixas em relação à combinação com o açúcar: 1º - Com leite e açúcar: 54% (queda de 1 pp em relação a 2023); 2º - Puro com açúcar: 50% (queda de 2 pp); 3º - Com leite e adoçante: 46% (alta de 3 pp); 4º - Puro com adoçante: 43% (queda de 1 pp); 5º - Quente com outros ingredientes: 14% (alta de 2 pp); 6º - Puro sem açúcar: 11% (alta de 3 pp). 7º - Gelado com outros ingredientes: 9% (alta de 2 pp); 8º - Outras formas: 5% (alta de 1 pp); 9º - Com leite sem açúcar: 3% (queda de 1 pp). Os números sinalizam uma preocupação crescente com saúde e bem-estar, principalmente no que tange ao controle do açúcar. As variações mostram ainda a abertura do brasileiro a maior diversificação e experimentação de diferentes formas de ingerir café. E na hora da compra? O que importa? A decisão de compra do café atravessa uma mudança estrutural significativa, marcada pelo fim do equilíbrio entre fidelidade e preço, que se tornou indubitavelmente o fator decisivo de compra. Em 2019, apenas 7% dos entrevistados declaravam comprar o café mais barato disponível, mas esse percentual saltou para 39% em 2025, tornando-se o comportamento predominante. Outro avanço significativo foi o dos que compram o produto apenas em promoções, que subiu 7 pontos percentuais, chegando a 13%. Na contramão, questões relativas à fidelidade de marca tiveram reduções expressivas. O total dos que compram a marca favorita, independente do preço, caiu pela metade entre 2019 e 2025, ficando em 13%. Entre aqueles que de uma lista de rótulos preferidos compram qualquer um, a redução foi de 10 pontos percentuais, totalizando 11%. Já os que escolhem a opção mais barata, de uma lista de favoritos, a baixa foi de 11 pontos percentuais, ficando em 22%. "Mesmo em um cenário de alta expressiva nos preços, o café segue presente no cotidiano dos brasileiros, mas de forma mais moderada e seletiva. A pesquisa revela que o consumidor não abre mão da bebida, mas está adaptando seus hábitos ao novo contexto econômico", comenta o pesquisador do IAC e coautor do estudo, Sérgio Parreiras Pereira. Estilos de Café: baixo nível de conhecimento A percepção do consumidor sobre os estilos e classificações do café ainda é bastante limitada. Quase metade dos entrevistados (48%) admitiu não saber diferenciar os estilos “tradicional”, “extraforte”, “superior”, “gourmet” e “especial”. 33% têm conhecimento parcial e apenas 19% compreendem plenamente as distinções. Essa falta de familiaridade sugere que, mesmo com o avanço da cultura do café no país, a segmentação do mercado ainda é percebida de forma superficial pelo brasileiro. Em relação à preferência, os estilos extraforte (21%) e tradicional (20%) continuam dominando o gosto popular. Eles também são os mais vendidos, com 23% e 32%, respectivamente. Os cafés gourmet (21%), especial (18%) e superior (15%) aparecem com taxas próximas na questão da preferência, mas com porcentagens muito inferiores quando o quesito se torna a compra efetiva, com nenhuma das opções ultrapassando 15%. Local de Compra: supermercados, a casa do café Quanto aos canais de aquisição do café, o varejo supermercadista continua sendo a casa do produto. Os supermercados são o principal ponto de compra para a categoria, com 63,1% das menções. O atacarejo aparece em segundo lugar, com 28,2%. Um destaque importante é o avanço dos marketplaces, que entre 2023 e 2025 subiram 2,7 pontos percentual, chegando a 3,5%. A pesquisa O levantamento ouviu 4.200 consumidores, entre homens e mulheres, de todas as regiões do país, de todas as classes sociais e faixas etárias. O nível de confiança é de 99% e a margem de erro é de 2%. Café: companheiro fiel, mas com uma nova relação Entre 2019 e 2025, o consumo de café no Brasil passou por um processo de amadurecimento e racionalização, refletindo transformações sociais, econômicas e culturais. A pesquisa mostra que o produto segue tradicional para os brasileiros, mas com presença mais moderada, em uma mudança pautada pelo prazer e pelo bem-estar, em detrimento da automatização do hábito, apesar da manutenção do aspecto funcional da bebida. Outro ponto marcante é a forte migração para o critério de preço, que se tornou determinante para a maioria dos consumidores. Essa tendência indica não apenas a maior sensibilidade econômica do brasileiro, mas também um consumo mais pragmático, que alia equilíbrio entre qualidade e custo-benefício. Além disso, vale destacar o crescente interesse pela diversificação da experimentação, mesmo diante da consolidação dos estilos tradicional e extraforte. O resultado da pesquisa aponta um consumidor mais seletivo, que reconhece o valor simbólico do café, mas toma decisões cada vez mais orientadas pelo contexto econômico. Atenção, supermercadista! O café continua sendo um gigante do varejo abastecedor, mas o comportamento do consumidor agora exige mais estratégia. Quem entender e se adaptar ao novo ritual de consumo do produto, e também às questões de valor intrínsecas, sairá na frente. Reforço de sortimento por faixas de preço: com a maioria dos clientes apontando o preço como fator essencial, é primordial garantir opções acessíveis, sem abrir mão da qualidade, é um diferencial. É preciso aliar ofertas de opções econômicas, mantendo linhas com valor agregado para a parcela considerável que busca diferenciação; Promoções estratégicas: campanhas promocionais foram um ponto de relevância levantado na pesquisa. Ações generalizadas e ofertas personalizadas via CRM podem ser boas apostas para criar gatilhos de compras; Informe o consumidor: a maioria dos entrevistados afirmou não saber diferenciar os estilos de café. Promover ações destacando as variações do produto e criando experiências pode ser o fator decisivo para influenciar a escolha e ampliar o ticket-médio; Valorize a experiência: o café vem tendo significado mais pessoal e ligado ao prazer do consumidor. Explorar ambientações sensoriais e comunicações que reforcem esses momentos pode ser um diferencial.
01/10/2025
DaColônia cresce em cremes e paçocas e consolida presença junto aos associados ASSERJ
A DaColônia se consolidou como referência nacional na categoria de cremes e pastas de amendoim, atingindo 33,6% de market share em volume no acumulado de janeiro a julho de 2025, segundo dados do Painel Scanntech. O desempenho representa um crescimento de 4,5 pontos percentuais em relação ao mesmo período de 2024, quando detinha 29,8% do mercado. Na categoria de paçocas, a marca também se destaca, sendo TOP 2 nacional, com 12,3% de market share, avanço de 0,7 ponto percentual na comparação anual. Financeiramente, a linha de paçocas representou 22% do faturamento da empresa no primeiro semestre de 2025, seguida pela pasta de amendoim AmendoPower, com 13%. O Rio de Janeiro responde por 6% do faturamento da empresa, que tem associados da ASSERJ como parceiros, incluindo Mundial, Guanabara, Barcelos, Prezunic, Multimarket, Zona Sul, Campeão, Rio Sul, Super Compras e Princesa. Além dos produtos tradicionais, como rapadura de melado, paçoquinhas e pé de moleque, a DaColônia investe em alimentos funcionais e saudáveis, incluindo pastas de amendoim e castanha-de-caju, barras de proteína, biomassa de banana verde, e produtos livres de aditivos e açúcares. A empresa alia tradição e inovação a um portfólio de alta qualidade nutricional, com rastreabilidade e responsabilidade socioambiental. “Nossas certificações internacionais, aliadas a embalagens exclusivas para o mercado exterior, ampliam a aceitação da marca fora do país”, afirma Wagner Freitas, diretor de Marketing da DaColônia. “Estamos preparados para crescer de forma sustentável e inovadora, utilizando matérias-primas selecionadas e processos tecnológicos avançados. Nosso portfólio conta com certificações de Produto Vegano, Produto Orgânico, selo Pró Amendoim da ABICAB, além de auditorias da DNV, IBD, IFS Food e Halal, entre outras.” Com crescimento consistente e foco em qualidade e inovação, a DaColônia reforça sua presença tanto no varejo supermercadista nacional quanto nos mercados internacionais, destacando-se como um parceiro estratégico para redes que buscam atender à demanda por produtos tradicionais, funcionais e sustentáveis.
01/10/2025
Por dentro da asserj
Fábio Queiróz, presidente da ASSERJ, é forte candidato à presidência da ALAS
Fábio Queiróz, presidente da Associação de Supermercados do Estado do Rio de Janeiro (ASSERJ) e atual 1º vice-presidente da Associação de Supermercados das Américas (ALAS), é um dos principais nomes cogitados para assumir a presidência da entidade no próximo mandato. Em busca de apoios para a candidatura, Fábio Queiróz reforça a relevância do Brasil no cenário internacional do setor supermercadista. A eleição está marcada para esta quarta-feira, 1º de outubro. A ALAS, fundada em 1986, no Rio de Janeiro, e sediada em Bogotá (Colômbia), integra associações e federações do varejo abastecedor em todos os três continentes das Américas, tendo como missão promover o livre comércio, a troca de boas práticas, a inovação e a integração entre os supermercadistas do continente. Um passo histórico para o Rio de Janeiro e o Brasil Atualmente 1º vice-presidente da ALAS, Fábio Queiróz possui ampla experiência na articulação com entidades e eventos internacionais (como o Rio Innovation Week, por exemplo). Sua candidatura à presidência da ALAS representa uma oportunidade histórica de colocar o Brasil, e o Rio de Janeiro, em posição de protagonismo nos debates sobre o futuro do varejo supermercadista nas Américas. A entidade não é presidida por um brasileiro há mais de 30 anos. "É um momento de união, aprendizado e representatividade. Acredito que o Brasil tem muito a contribuir para o desenvolvimento do setor nas Américas, especialmente em temas como inovação, transformação digital e governança. Assim como as Américas têm muito a nos ensinar", destaca o presidente da ASSERJ. Queiróz ainda acrescenta: "Minha candidatura à presidência da ALAS também tem como objetivo dar sequência ao legado do Jaime Cabal, fortalecendo a integração entre as associações do continente e promovendo inovação e oportunidades para todos os supermercadistas das Américas". Relevância para a ASSERJ e para o setor A candidatura de Fábio Queiróz reforça o papel da ASSERJ como referências nacional e internacional. Nos últimos anos, nossa Associação vem ampliando sua atuação por meio de eventos como a SRE Super Rio Expofood e o Conecta Varejo (nosso palco no Rio Innovation Week), além de oferecer capacitação, parcerias estratégicas e apoio às redes supermercadistas de todos os portes. Ter um representante da ASSERJ na presidência da ALAS permitirá fortalecer ainda mais o intercâmbio de informações, abrir novas oportunidades de negócios e projetar ainda mais a voz dos supermercadistas brasileiros em âmbito global. Integração continental Caso seja eleito, Fábio Queiróz terá a missão de liderar a ALAS em um momento marcado por transformações profundas no varejo, como a digitalização, a inovação em modelos de consumo e o fortalecimento de agendas específicas. "Estar à frente da ALAS é, acima de tudo, um compromisso de integração. Queremos construir pontes, aproximar países e transformar os desafios em oportunidades para todos os supermercadistas das Américas", afirma Queiróz. A candidatura oficial de Fábio Queiróz representa um marco para o supermercadistas brasileiros, consolidando a liderança da ASSERJ no cenário internacional e reforçando o papel do Brasil no desenvolvimento do setor nas Américas.
30/09/2025
Por dentro da asserj
ASSERJ promove reunião do Conselho Jurídico com foco em desafios regulatórios do setor supermercadista
Nesta terça-feira (30), a Associação de Supermercados do Estado do Rio de Janeiro (ASSERJ) promoveu mais uma reunião do seu Conselho Jurídico, conduzida pela Dra. Ana Paula Rosa, advogada da entidade e especialista no segmento supermercadista. O encontro, realizado de forma on-line, reuniu executivos e profissionais jurídicos das principais redes associadas para debater pautas estratégicas que impactam diretamente a operação do setor. Entre os principais temas estiveram a precificação de produtos e a regulamentação de ofertas. “As redes precisam reforçar a proibição dos itens quantitativos nas promoções. Atenção total, principalmente por conta da Black Friday”, alertou a Dra. Ana Paula. Outro destaque foi a discussão sobre mudanças recentes na legislação trabalhista, como a lei sancionada nesta segunda-feira (29) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que permite prorrogar a licença-maternidade pelo período de internação hospitalar da mãe ou do bebê, quando essa internação ultrapassar duas semanas e estiver relacionada ao parto. “A sanção da lei exige atenção redobrada dos empregadores do setor supermercadista para readequar políticas de RH, cálculo de benefícios, controle de prazos e comunicação dos impactos trabalhistas e previdenciários”, explicou a Dra. Ana Paula. A Dra. Valéria, advogada do GMAP Supermercados (Supermarket), complementou o debate sobre a nova lei, destacando que, mesmo com a apresentação dos laudos médicos obrigatórios, o INSS pode eventualmente negar a prorrogação das licenças, fazendo com que os custos do afastamento continuado acabem recaindo sobre os empregadores. A reunião também tratou da gestão de resíduos e logística reversa, além das exigências de segurança alimentar e fiscalização sanitária. “Em tese, estamos bem alinhados com as normas no estado do Rio de Janeiro. A ASSERJ mantém convênio com o INEA e outros programas. Quem tiver algum problema ou dúvida pode entrar em contato com o SAA, da ASSERJ”, ressaltou. No tema de Segurança Alimentar e Fiscalização Sanitária, a Dra. Ana Paula destacou que as redes no município do Rio de Janeiro têm recebido constantes visitas de equipes da INVISA. Segundo ela, a peixaria é o setor que requer maior atenção. “A orientação é pedir para chamar a coordenação da equipe que está no local”, pontuou. A pauta incluiu ainda a análise de decisões judiciais relacionadas à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), casos de responsabilidade civil e consumerista – como recalls de produtos – e a revisão de litígios relevantes em andamento. De acordo com a Dra. Ana Paula Rosa, a agenda demonstra a importância de manter o setor supermercadista alinhado às exigências legais e preparado para responder às constantes atualizações normativas. “O varejo supermercadista lida diariamente com questões jurídicas complexas, que vão desde a relação com os consumidores até temas trabalhistas e ambientais. Reunir especialistas e lideranças jurídicas em um espaço de debate é essencial para garantir segurança, compliance e competitividade ao setor”, destacou. Ao final, os participantes reforçaram a relevância do Conselho Jurídico da ASSERJ como fórum de orientação e troca de experiências, capaz de antecipar tendências e apoiar o desenvolvimento sustentável das redes supermercadistas fluminenses.
30/09/2025
Licença-maternidade prorrogada: o que muda para o setor supermercadista?
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a lei que permite prorrogar a licença-maternidade pelo período de internação hospitalar da mãe ou do bebê, quando essa internação ultrapassar duas semanas e estiver relacionada ao parto. A medida altera a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e garante que esse tempo seja somado aos 120 dias já previstos de afastamento. Na prática, a mudança assegura que trabalhadoras em situação de internação prolongada, assim como seus recém-nascidos, tenham a possibilidade de uma recuperação mais adequada, sem prejuízos ao vínculo empregatício ou à remuneração. O salário-maternidade, que já é custeado pela Previdência Social, também acompanhará a extensão do período. Para o setor supermercadista, a nova lei representa um ponto de atenção na gestão de pessoas, especialmente nas áreas de recursos humanos e folha de pagamento, que precisarão rever prazos, procedimentos internos e comunicação com as colaboradoras. “A recente sanção que permite prorrogar a licença-maternidade em até 120 dias após a alta hospitalar da mãe ou do bebê, em casos de internação prolongada por complicações do parto, exige atenção redobrada dos empregadores do setor supermercadista para readequar políticas de RH, cálculo de benefícios, controle de prazos e comunicação dos impactos trabalhistas e previdenciários”, explica a Dra. Ana Paula Rosa, advogada da ASSERJ e especialista no segmento de supermercados. Para Michelle Rodrigues, gerente de Gestão de Pessoas da ASSERJ, a medida também reforça o papel social das empresas. “A função do RH é disseminar a informação de forma clara e garantir que todos os envolvidos no processo estejam alinhados e preparados para adotar o novo formato”, destacou. Com o reforço legal, empresas do setor precisam alinhar suas práticas de gestão de pessoas para garantir conformidade, segurança jurídica e, sobretudo, cuidado com as colaboradoras em um período de grande sensibilidade.
30/09/2025
As indulgências ficam! Percepção do cliente sobre o seu carrinho de compras. Vem saber!
O carrinho de compras sempre foi um foco de atenção do consumidor. Porém, ele nunca foi analisado de forma tão criteriosa. Cada produto colocado é observado nos mínimos detalhes, com comparações de rótulos, revisão de orçamento e escolhas planejadas. Esse hábito é reflexo direto do cenário econômico, que tem pressionado o bolso de clientes e redefinido prioridades. A pesquisa "Consumo em Tempos de Inflação e Repriorização", conduzida pela Neogrid em parceria com o Opinion Box, apresenta detalhes desse comportamento. Mais do que um recorte do momento, o levantamento apresenta como o cliente relaciona o cenário econômico e suas compras no supermercado, transformando sua relação com o consumo, tentando aliar necessidade, pequenas indulgências e poder de compra, e como isso impacta nas estratégias do varejo supermercadista e das indústrias. Segundo o estudo, 95% dos brasileiros perceberam aumento de preços nos últimos 12 meses. 55% ainda dizem acreditar que a alta deve prosseguir nos próximos meses. Sobre o impacto dessas percepções na jornada de compra, a pesquisa aponta que 82% dos consumidores fizeram alguma substituição de produtos por versões com preços mais baixos. Dentre os principais motivos apontados estão economizar (34%) e não conseguir adquirir as marcas preferidas (28%). Já em relação às categorias mais afetadas pela substituição mencionada pelos entrevistados estão: produtos de limpeza (68,86%); higiene pessoal (57,06%); alimentos e bebidas (53,77%); carnes e derivados (53,04%); cosméticos (29,20%); e ovos e laticínios (28,71%). Apesar do atual contexto, o levantamento indica uma expectativa esperançosa. 63% dos consumidores estão dispostos a retomar a aquisição de produtos negligenciados se os preços retornarem aos níveis anteriores. Christiane Cruz Citrângulo, diretora-executiva de Marketing e Performance na Neogrid, destaca: "O estudo mostra como o consumidor brasileiro está cada vez mais atento e disposto a adaptar seus hábitos de compra diante da inflação e da repriorização de gastos. Para a indústria e o varejo, entender esse movimento é essencial. Quem conseguir traduzir esses sinais em estratégias inteligentes terá condições de se conectar melhor com o shopper, oferecer alternativas acessíveis e fortalecer a relação de confiança". Indulgências resistem: pequenos prazeres são mantidos Apesar do orçamento mais apertado e de escolhas mais criteriosas, os consumidores ainda se permitem pequenas indulgências. De acordo com a pesquisa, 73% mantiveram produtos ou hábitos que consideram importantes para o bem-estar, ainda que mais caros do que gostariam ou poderiam pagar. Dentre os principais salvaguardados relacionados ao varejo supermercadista estão chocolates e doces (45%) e bebidas alcoólicas (19%). "Esses pequenos prazeres cumprem um papel emocional importante. Eles funcionam como válvulas de escape em meio à pressão financeira, permitindo ao consumidor sustentar a sensação de normalidade e bem-estar", explica Christiane Citrângulo. Outros momentos que se mantêm preservados pelos clientes são as datas comemorativas, mesmo que sofrendo adequações orçamentárias. Segundo o levantamento, 51,3% dos entrevistados reduziram gastos, mas seguiram com o hábito de consumir em ocasiões especiais. 24% não mudaram em nada seus costumes, enquanto 19% afirmaram ter abandonado as compras para celebrar. Para os próximos meses, a projeção revela certo otimismo: 60% dos consumidores pretendem continuar realizando compras em datas especiais. Somente 16% disseram não ter planos de consumo. A diretora-executiva de Marketing e Performance na Neogrid analisa: "Mesmo em tempos de incerteza, datas comemorativas carregam um forte simbolismo. As pessoas podem gastar menos, contudo, dificilmente abdicam de celebrar. Isso demonstra a resiliência de aspectos culturais e afetivos no nosso padrão de consumo". O que fazer diante desse cenário? Para o varejo supermercadista, o levantamento enfatiza a seletividade e a racionalidade cada vez mais presentes nas decisões de compra do consumidor, porém, ele ainda se mostra aberto a compras por impulso para pequenos momentos de prazer individual, revelando que, na balança do cliente, existe uma tendência ao equilíbrio de economia e indulgência. Com muita atenção, nosso setor precisa desenvolver estratégias que aliem conveniência, sensibilidade de preço e experiência de compra, fortalecendo a relação com o cliente. Mix robusto de produtos acessíveis: versões econômicas e marcas próprias em categorias sensíveis à substituição, como limpeza, higiene e alimentos básicos pode impactar positivamente no ticket-médio; Valorizar indulgências: destacar os itens mais considerados pelos clientes, como chocolates, doces e cervejas, em ações promocionais reforçam a percepção de atenção com o momento do cliente, fortalecendo o vínculo emocional; Atenção às datas comemorativas: a maioria dos consumidores afirma que, ainda que o orçamento seja menor, ocasiões de celebração seguem fortes. Montar campanhas temáticas e kits promocionais pode estimular as compras para essas situações; Reforçar ações de trade: parcerias com a indústria podem garantir preços mais competitivos e sortimento ajustado tanto à realidade, quanto à percepção do cliente. É preciso que o varejo supermercadista tenha especial atenção aos sentimentos e visões dos consumidores sobre suas jornadas de compras. Iniciativas planejadas e estruturadas podem ser o trunfo do nosso setor para responder às mudanças no comportamento e transformar o que antes seriam desafios em oportunidades de crescimento.
30/09/2025
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