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“Gerenciamento por categoria é uma jornada de conhecimento”, como uma boa estratégia pode transformar as suas gôndolas
No cenário atual do varejo supermercadista, compreender e aplicar o Gerenciamento por Categoria (GC) deixou de ser uma mera vantagem competitiva. Esse movimento passou a ser uma necessidade. Muito além de um simples planograma, o GC é um processo estruturado, contínuo e estratégico, que organiza a loja em torno do comportamento do consumidor, transformando a gôndola em uma ferramenta viva de conversão e resultado. E as melhores práticas de aplicação de um GC planejado, e que faça sentido para os objetivos de cada negócio, foi o assunto da palestra “Gerenciamento por Categoria: maximizando a gôndola”, conduzida por Fátima Merlin, CEO da Connect Shopper e mentora de GC, no Workshop Trade da SA+ Trade, promovido em parceria com a ASSERJ e a Associação de Supermercados das Américas (ALAS), realizado na última quarta-feira, 9 de outubro, no Lead Américas, na Barra da Tijuca. Logo de início, a palestrante deixou um recado bem claro a todos os presentes: “Existe uma ciência por trás do planograma. O planograma é 10% do trabalho do gerenciamento por categoria. O gerenciamento por categoria é um processo que começa há muitos anos e implica em várias coisas. Primeiro, conhecer o cliente. Como ele decide a compra?”. E deu um exemplo prático: “A primeira decisão para achocolatado, por exemplo, são os sabores. Se eu misturar chocolate com morango e outros sabores, deixo o coitado do cliente achando que está fazendo um shopper safari, perdido na gôndola sem entender nada. Essa segmentação equivocada gera confusão, desorganização e muitas vezes a não compra do cliente”. A definição de categorias A CEO da Connect Shopper enfatizou a premissa inicial para todo o processo, respeitar a hierarquia da decisão do cliente. Se isso não for tratado como primordial, o resultado será, inevitavelmente, a confusão e perda de venda: “Quando o planograma não respeita a hierarquia do shopper, isso gera improdutividade, ineficiência e, muitas vezes, perda de cliente. E pior: quando dou o mesmo espaço para marcas diferentes, ignoro o peso real de cada uma. Se uma tem uma porcentagem X e outra Y e elas têm o mesmo espaço, o que acontece? Ruptura daquilo que é relevante e superestoque daquilo que não é. Resultado: perdas e impactos diretos no desempenho da loja.” Por isso, Fátima Merlin reforçou: “GT não é planograma. Gerenciamento por categoria é um processo, que tem como um grande impacto o pilar do P de produto. 60% do resultado de um gerenciamento por categoria, e até do resultado do varejista, está atrelado ao mix ideal. Se eu tiver realmente aquilo que é relevante, de acordo com premissas orientadas pelo GC, respeitando os papéis de cada categoria, o que é destino, rotina, conveniência, sazonalidade, dentre outros, eu já tenho garantido 60% do meu resultado”. Esse mix ideal citado é construído a partir de uma análise estratégica e técnica, que começa pela definição dos papéis de categoria. “Como fazemos para classificar papéis de categoria? Na pior das hipóteses, vamos olhar presença em cupom e valor gasto. Quando olhamos isso, criamos um padrão. Muita presença em cupom e muito valor gasto: categoria destino, muita gente vai à loja e gasta bastante para comprar essa categoria. Quanto menor o gasto, mas ainda assim com muita presença em cupom, categoria rotina. E assim por diante. Tem que desenhar essa estratégia dos papéis de categoria e aplicar isso nas decisões de mix, promoção, pricing e de gôndola. Revisar o sortimento e a exposição a partir desse processo e monitorar resultado, para garantir que de fato se está conquistando aquilo que se almejava”, destacou a mentora de GC. O papel de cada categoria define como ela será trabalhada, quais produtos estarão presentes, o espaço que ocuparão e o tipo de ação promocional que merecem. Tudo orientado pelos cinco P’s (Produto, Preço, PDV, Promoção e “Prateleiras – Gôndolas”), como explicou a palestrante: “O papel da categoria determina como eu vou trabalhar cada categoria, o P de produto em termos de variedade, amplitude, profundidade de mix. Se é destino, eu tenho que ser especialista na categoria; se é rotina, reduzo a participação; se é conveniência, não preciso ter tudo de tudo. É o papel da categoria que determina cada P. Categoria destino, por exemplo, tem ruptura zero, não tolera. É a razão do cliente estar na loja. A gente cria regras de acordo com os papéis de categoria”. Segundo Fátima Merlin, um erro comum é tratar todas as categorias da mesma forma: “O que eu vejo visitando lojas é que tratamos praticamente todas as categorias iguais. Todas têm em média 5 a 8 marcas, todas as variantes de todas as marcas. Olha a oportunidade que temos de olhar o papel da categoria e aplicar isso em cada peça, inclusive no espaço que ela deve ocupar e na forma como deve ser segmentada.” A palestrante frisou que a aplicação do GC tem resultados claros e impactos imediatos para o negócio: “Chegamos a excluir entre 20% e 30% de itens irrelevantes que estão ocupando estoque e não trazem valor agregado, nem para o negócio, nem para o cliente. Estamos muitas vezes com mais coisas do que precisamos e, com certeza, não dando relevância ao que deveríamos”. Pilar essencial: o consumidor no centro das decisões Por conta desses dados, Fátima Merlin pontuou que o GC é, na verdade, a transformação da gôndola em um processo estruturado para melhorar a jornada de compra, facilitando a escolha do consumidor e entendendo a dinâmica de cada categoria convertida na prática. Ter muitas marcas e produtos semelhantes pode causar o efeito inverso do pretendido, criando uma barreira no processo de compra. A CEO da Connect Shopper também ressaltou que o GC, enquanto processo de consolidação de todos os P’s os conecta à proposta de valor e ao público-alvo. “O GC parte da proposta de valor do varejista: quem eu sou, o que quero entregar. Cada um tem uma estratégia, uma proposta de valor, ser um varejo de cuidados da casa, tradicional, de conveniência, gourmet. Isso implica em decisões de mix e na relevância de cada categoria. Mas mais do que clareza da proposta de valor, é preciso conhecer o público-alvo e o consumidor. Somar essas duas inteligências e desenhar tudo: produto, PDV, preço, promoção, gôndola na ótica do abastecimento e da exposição. Se eu pudesse resumir o GC em uma frase, seria: GC é todos P’s conectados. E, ali, pessoas.” A maior conclusão ao fim da apresentação de Fátima Merlin, para além da importância do GC, é que, no fim, sem pessoas preparadas, o processo não se sustenta: “Se não tivermos pessoas capacitadas para aplicar o gerenciamento por categoria, não como uma área, mas como um processo no dia a dia, vamos perder dinheiro e sem conectar todos os P’s com o cliente no centro das decisões”. E completou, com humor e propósito: “Quanto mais eu colocar o consumidor no centro das decisões, melhor será o resultado. Com um clique hoje o cliente pode nos trocar, se não atendermos ele da melhor forma.” Encerrando sua palestra, a CEO da Connect Shopper trouxe uma reflexão inspiradora sobre o propósito do GC: “Gerenciamento por categoria é mais do que técnica. É uma jornada de conhecimento, escuta, conexão e impacto. Quando todos os P’s se alinham ao propósito e ao público-alvo, o varejo supermercadista deixa de ser transação e passa a ser relação, e resultados.” Seminário Super Negócios Relembramos também que o Seminário Super Negócios de 2025 da ASSERJ já está com inscrições abertas. Confirmado para o dia 29 de outubro, às 14h, no Riale Brisa Barra Hotel, na Barra da Tijuca, o encontro é voltado para compradores e profissionais de marketing e trade, trazendo uma programação cuidadosamente estruturada para impactar diretamente o dia a dia, com conteúdos práticos e aplicáveis à rotina de cada setor. O keynote desta edição será Bernardinho, técnico da seleção masculina de vôlei do Brasil e uma referência mundial em liderança. Não perca a chance de participar dessa experiência completa, que reunirá conhecimento estratégico, boas práticas e networking qualificado para impulsionar os resultados. Para mais informações, entre em contato com o SAA.
09/10/2025
“Transformar PDV’s em pontos de mídia é a grande tendência”, como o retail media está mudando o jogo da atenção do consumidor
O comportamento do consumidor mudou, e com ele, o papel da comunicação dentro do varejo supermercadista também. Hoje, o jogo da atenção está cada vez mais fragmentado e a jornada de compra se tornou múltipla, atravessando diferentes telas, canais e momentos do dia. Nesse cenário, compreender o ponto de venda como um ambiente de mídia se torna fundamental. Esse foi o grande destaque da palestra “Retail Media: a nova fonte de receitas para o varejista”, ministrada por Tiago Alves, chefe de desenvolvimento de negócios e marketing da Varejo ADS / Árvore Digital, no Workshop Trade da SA+ Trade, promovido em parceria com a ASSERJ e a Associação de Supermercados das Américas (ALAS), realizado na última quarta-feira, 9 de outubro, no Lead Américas, na Barra da Tijuca. “Os shoppers estão buscando uma experiência de compra, e quando você está falando da experiência de compra no momento, no PDV, ela é muito mais receptiva que qualquer outro”, destacou Tiago Alves. No ponto de venda, o consumidor está emocionalmente e racionalmente disponível. Ele não apenas circula pelo ambiente, ele vivencia uma experiência de decisão, aberta a estímulos e mensagens que influenciam suas escolhas. Mas alcançar esse consumidor se tornou um desafio. Com a fragmentação das audiências e a queda da mídia linear tradicional, os planejamentos publicitários precisaram se reinventar, tornando-se mais digitalizados e orientados por dados. O chefe de desenvolvimento de negócios e marketing da Varejo ADS / Árvore Digital ressaltou: “O planejamento de mídia mudou, ele está muito mais digitalizado, está muito mais informatizado, está usando muito mais dados do que estava se usado antigamente. Então, ele precisa ter esse link com o retorno por parte do varejo”. Supermercados: um canhão de mídia A consequência desse novo modelo é que diversos ambientes cotidianos se transformaram em potenciais canais de comunicação, principalmente pela proximidade das decisões de compra, como pontuou Tiago Alves: “Então, isso transforma os canais de mídia em vários locais, que antes não eram abordados assim, mas passam a ser, porque estão inseridos na jornada do dia a dia”. “Por exemplo, quando olhamos o mercado americano hoje em dia, redes de supermercado têm mais audiência do que redes de TV. Quando que íamos falar sobre essa realidade? Isso tudo porque você consegue falar com mais gente, você alcança a audiência com mais gente, dentro do varejo”. Isso significa que as lojas deixaram de ser apenas espaços de venda e se tornaram potentes plataformas de mídia. “Transformar pontos de venda em pontos de mídia é a grande tendência”, frisou o palestrante. E o motivo dessa tendência é claro: o ponto de venda é o ambiente mais receptivo da jornada do consumidor. É ali que ele está disponível, atento e predisposto à compra, como explicou o chefe de desenvolvimento de negócios e marketing da Varejo ADS / Árvore Digital: “Quando falamos da receptividade por parte da audiência, estamos falando de uma pesquisa que foi feita nesse eixo de probabilidade de prestar atenção nos anúncios e a experiência com eles, perguntado se a experiência é positiva. Quando falamos da mídia in store, que é a publicidade em loja, ela atinge os maiores índices da probabilidade junto ao consumidor de captar a atenção e da experiência com anúncio”. Nesse contexto, não é preciso mais convencer o consumidor a se deslocar até a loja, ele já está lá, pronto para consumir. “Você está falando com a pessoa no momento que ela está propensa ao consumo. Eu não preciso convencer ela a fazer o deslocamento à loja e passar por todo aquele processo que eu preciso sugestionar o complemento da jornada”, salientou o palestrante. Tiago Alves ratificou ainda o diferencial desse momento de contato: “No ponto de venda, eu já estou naquele momento crucial, propenso à compra. O consumidor já quer comprar, tanto aqueles objetos que ele está buscando, como qualquer outro serviço ou produto que esteja sendo exibido. A mente já está assetada”. É por isso que o PDV se consolida como o espaço de maior atenção, receptividade e conversão, e os supermercados se posicionam como um local onde mídia e experiência se unem de forma natural. No ponto de venda, a jornada de compra e a jornada de comunicação se fundem, tornando cada estímulo uma oportunidade de gerar valor e decisão. Seminário Super Negócios Relembramos também que o Seminário Super Negócios de 2025 da ASSERJ já está com inscrições abertas. Confirmado para o dia 29 de outubro, às 14h, no Riale Brisa Barra Hotel, na Barra da Tijuca, o encontro é voltado para compradores e profissionais de marketing e trade, trazendo uma programação cuidadosamente estruturada para impactar diretamente o dia a dia, com conteúdos práticos e aplicáveis à rotina de cada setor. O keynote desta edição será Bernardinho, técnico da seleção masculina de vôlei do Brasil e uma referência mundial em liderança. Não perca a chance de participar dessa experiência completa, que reunirá conhecimento estratégico, boas práticas e networking qualificado para impulsionar os resultados. Para mais informações, entre em contato com o SAA.
09/10/2025
“Não será mais guerra de preço, será a de valor”, como o trade marketing pode fazer a diferença?
O varejo supermercadista brasileiro é um dos mais complexos e vibrantes do mundo. Diverso, competitivo e em constante reinvenção, o setor reflete a força e os desafios de um mercado que aprendeu a crescer mesmo diante de instabilidades. E o desenvolvimento do trade marketing reflete bem essa realidade. Esse foi o tema da palestra “Trade Marketing – Do Operacional ao Estratégico”, apresentada por Fabio Acayaba, diretor de Marketing da SA+ Internacional, no Workshop Trade da SA+ Trade, promovido em parceria com a ASSERJ e a Associação de Supermercados das Américas (ALAS), realizado na última quarta-feira, 9 de outubro, no Lead Américas, na Barra da Tijuca. Na apresentação, os presentes foram convidados a refletirem sobre o cenário atual, sobre como o varejo supermercadista evoluiu, onde estão as oportunidades e o que precisa mudar para garantir relevância no futuro. A força e os desafios do varejo brasileiro O Brasil construiu um ecossistema varejista sólido, autônomo e competitivo. Essa capacidade de negociar e comprar bem é o que sustenta o sucesso de muitas redes. Mas o palestrante provocou uma reflexão importante: “Esse jogo já conhecemos bem. Porém, e para os que não estão conseguindo ir bem nessas condições? E os que não estão conseguindo enxergar o próximo passo, além disso? Porque isso não vai mudar.” Ele destacou que, mesmo com o amadurecimento do mercado, nem todos conseguem acompanhar o ritmo da transformação. Há varejos em crescimento, mas também há aqueles que enfrentam dificuldades para se adaptar. “A relação de estresse entre indústria e varejo é exatamente a mesma. O cliente que compra por preço, ele não é fiel a ninguém. Ele é fiel ao preço. Então, ter sempre o melhor preço é excelente. Mas esse é o tipo de competição que você está fadado, um dia, a perder. E o cliente que você está atraindo é o cliente que vai buscar preço”, reforçou Fabio Acayaba. A fala reforçou um ponto crucial. Competir apenas por preço é perigoso, como enfatizou o diretor de Marketing da SA+ Internacional: “Temos visto muitos varejistas investindo muito dinheiro na sua comunicação para comunicar quem tem o menor preço. E isso é estressante, porque chega um limite, e toda vez que você gasta aquele dinheiro, seja na comunicação de rua, de loja ou de TV, no dia seguinte que um outro supermercado oferece uma condição melhor, todo aquele seu esforço e investimento vai por água abaixo, porque o cliente que vai atrás de preço vai para outro lugar. Então essa condição é uma condição que, num mundo que está se transformando hoje, é perigosa, porque ela te limita”. A escolha do cliente e a relevância da loja física No varejo supermercadista moderno, a ida do cliente à loja física não é mais uma obrigação, é uma decisão individual. “Hoje, o cliente só vai na loja física porque ele quer, ele não precisa. Então, a pergunta que fica é: você sabe por que o cliente foi na sua loja? Se ele quiser resolver o problema dele de compra hoje, através da internet, do WhatsApp, de alguns formatos que já conhecemos, ele resolve todo o problema dele de compra. Então, quando ele vai na sua loja, é uma escolha, não é mais uma necessidade”, frisou o palestrante. Essa mudança de comportamento desafia a forma como o varejo enxerga sua própria relevância, segundo Fabio Acayaba: “Viemos de uma cultura em que eu ter uma loja, ou ser uma super marca, me dava o direito de dizer: todo mundo vai comer, o cliente vai precisar vir aqui comprar. ‘Eu sou a marca tal e ninguém vive sem a minha marca’. Esses momentos de um preço esplêndido faziam com que tivéssemos atitudes de nos colocarmos em uma posição de que eles precisariam vir até nós. Só que isso está mudando. Seja pelo nível de concorrência, seja pelo nível que a tecnologia nos trouxe”. O diretor de Marketing da SA+ Internacional alertou que compreender por que o cliente escolhe a sua loja e não a do concorrente é essencial: “É um ponto importante. Essa avaliação deve sempre ser feita pelos varejos para poder entender o posicionamento, para entender como ele é visto. Isso é uma das tarefas que, por exemplo, o trade pode ajudar.” E lançou uma provocação contundente: “No meu ponto de vista, um tabloide como conhecemos hoje morreu. Não faz mais o menor sentido você ter um grupo de ofertas igual para todo mundo”. O público então foi convidado a refletir: como reinventar a comunicação e o engajamento em um cenário em que cada cliente é único? A evolução do trade marketing A transformação tecnológica, o surgimento de novas gerações de consumidores e a multiplicidade de comportamentos exigem uma nova mentalidade no varejo supermercadista. “Hoje é a única vez que nós vivemos com cinco gerações com poder de compra, e essas cinco gerações têm hábitos de consumo distintos, pensam diferente, e não tivemos ainda a capacidade de organizar nossos negócios pensando como é que cada uma dessas gerações compra produtos. Essa condição tem mudado a regra do jogo”, pontuou o palestrante. Nesse contexto, surge o papel renovado, e de extrema relevância, do trade marketing: “E o que o trade marketing tem a ver com isso? Aqui que acho que é o ponto de reflexão que vale termos. Está tendo uma transformação muito grande, muito rápida, uma transformação de negócio. Muita rede entra agora em um momento de dificuldade, muita indústria com marcas e produtos em dificuldade. Essa transformação talvez não tenha sido assimilada do jeito que deveria para eu poder me atualizar. E a tendência é que vai piorar a competitividade.” O palestrante ressaltou que o trade marketing precisa evoluir para ser parte da solução: “Senão, também não conseguimos ajudar. Se eu não estou pronto para ajudar, eu primeiro preciso estar preparado. Isso é um ponto importante para refletirmos”. E convidou o público a olhar para dentro das suas organizações: “A pergunta que fica é: como vocês, as empresas de vocês, estão entendendo como se organizar, se preparar para atender e atuar nessas mudanças que falamos? Porque é difícil acumular”. A Jornada de Maturidade e o novo caminho do trade A palestra apresentou o modelo de maturidade do trade marketing do nível mais operacional ao estratégico. Mas, mais do que teoria, a fala destacou o sentido dessa evolução: o trade como força transformadora no negócio. Nível 1: Trade Reativo: puramente operacional; Nível 2: Trade Tático: início de padronização de processos; Nível 3: Trade Coordenado: gerenciamento estrutura de categorias e monetização sistemática de espaços; Nível 4: Trade Orientado por Dados: insight direcionando decisões, segmentação de clientes e fornecedores e personalização de ofertas baseadas em comportamento; Nível 5: Trade Estratégico: integração total com a estratégia de negócios, monetização avançada de dados e espaços, personalização em escala e impulsionamento da inovação no negócio. “As competências do trade marketing podem realmente fazer a diferença nos negócios do varejo supermercadista e da indústria. Porque não vai ser mais guerra de preço, dela estamos no limite. Já sabemos como é o jogo e o resultado que ele dá. Vamos passar a entrar em outra guerra, que é a de valor. O cliente vai escolher quem lhe oferecer a melhor personalização”, ratifica Fabio Acayaba. Esse é o novo campo de batalha do varejo: o valor percebido, e não o preço. O supermercado do futuro O diretor de Marketing da SA+ Internacional encerrou sua fala olhando para o futuro e questionando a estrutura atual das empresas: “O supermercado do futuro não terá uma área de trade marketing separada. Todas as áreas serão orientadas pelo shopper. As redes estão se preparando para essa realidade?”. Antes de finalizar, ele apresentou ainda os caminhos e desafios da transição do trade, de operacional para estratégico: Cultura Organizacional: trade visto como executor e não como estrategista; Falta de Ferramentas: análises estratégicas com planilhas e processos manuais; Capacitação: equipes focadas em habilidades operacionais, não estratégicas; Métricas Limitadas: só se melhora com o que se consegue medir; Silos organizacionais: isolamento do trade das decisões comerciais e estratégicas. E concluiu com uma das frases mais marcantes do encontro: “Quando se coloca o cliente no centro das decisões, 99% das vezes você terá razão. Não quer dizer que a sua opinião será a escolhida. Mas sempre que se colocar as perguntas, se é melhor para o shopper, se melhorará sua experiência, sempre que colocar o cliente como objetivo, na maioria das vezes você terá razão. Isso facilita um pouco a trazer as outras áreas”. Aprenda a jogar o novo jogo A palestra trouxe uma provocação essencial: o jogo do preço já foi jogado. O novo desafio é competir por valor, relevância e personalização. No centro dessa transformação, o cliente é o verdadeiro norte. E o trade marketing, preparado, estratégico e orientado por dados, é a ponte entre o que o consumidor deseja e o que o negócio pode entregar. Seminário Super Negócios Relembramos também que o Seminário Super Negócios de 2025 da ASSERJ já está com inscrições abertas. Confirmado para o dia 29 de outubro, às 14h, no Riale Brisa Barra Hotel, na Barra da Tijuca, o encontro é voltado para compradores e profissionais de marketing e trade, trazendo uma programação cuidadosamente estruturada para impactar diretamente o dia a dia, com conteúdos práticos e aplicáveis à rotina de cada setor. O keynote desta edição será Bernardinho, técnico da seleção masculina de vôlei do Brasil e uma referência mundial em liderança. Não perca a chance de participar dessa experiência completa, que reunirá conhecimento estratégico, boas práticas e networking qualificado para impulsionar os resultados. Para mais informações, entre em contato com o SAA.
09/10/2025
Não basta ter dados, é preciso saber analisá-los! Eles são a essência da conversão!
No atual momento do varejo supermercadista, a diferença entre vender e converter está na capacidade de usar dados para criar conexões que geram valor. Essa foi a tônica da primeira palestra do Workshop Trade da SA+ Trade, promovido em parceria com a ASSERJ e a Associação de Supermercados das Américas (ALAS), realizado na última quarta-feira, 9 de outubro, no Lead Américas, na Barra da Tijuca. Na apresentação "Turbinando Receitas de Trade usando CRM e personalização", de Rafael Matos, da Rock Encantech, que destacou o papel estratégico da informação como essência da conversão. Quando se fala sobre esse tema, o primeiro passo é informar e entender como ela acontece. Nesse sentido, a apresentação destacou como gerar conexões que criam valor a partir dos dados da loja e do comportamento do consumidor. "Trabalhar na questão da audiência é fundamental, porque através dos dados conseguimos o encantamento da audiência, das mensagens, do impacto, principalmente da personalização. Hoje as ofertas não são mais generalizadas. Elas são muito específicas", enfatizou Rafael Matos. Segundo ele, compreender o ambiente da loja é o primeiro passo para transformar dados em decisões, entendendo o potencial de cada categoria, o perfil de consumo e a jornada do cliente dentro do ponto de venda. Hoje, é possível mapear a área de influência, saber quantos quilômetros o consumidor percorre até chegar, o que o faz trocar de estabelecimento e quais estímulos aumentam o consumo quando ele está ali. Com a inteligência de dados, o supermercadista deixa de falar para muitos e passa a se comunicar com cada cliente de forma única. Isso se chama hiperpersonalização, conceito que vai além da segmentação tradicional. Ao compreender hábitos, preferências e perfis familiares, o varejo supermercadista pode criar campanhas personalizadas, com taxas de conversão que chegam a 70% ou 80%, como explica Rafael Matos: " Vocês têm o dado, têm a audiência, têm a presença do consumidor na loja, têm outros canais também que não são só digitais. A questão da personalização torna-se fundamental”. O palestrante da Rock Encantech prosseguiu, pontuando que os dados também se tornam um ativo estratégico de relacionamento com a indústria: "Quanto mais informações vocês tiverem, maior será o poder de negociação. O varejista mostra retorno, comprova resultados e se torna o parceiro mais atrativo para a indústria". A audiência que passa dentro das lojas é gigantesca, e quando o varejo entende quem está ali, quanto tempo permanece e como consome, cria um diferencial que nenhuma mídia digital isolada oferece. “Vocês têm algo que ninguém mais tem: o dado real, o comportamento concreto do consumidor na loja”, resumiu Rafael Matos. Trade, Retail Media e a força da informação Outro ponto de destaque foi o papel do Trade Marketing e do Retail Media, que aliados aos dados, são capazes de extrema assertividade na hiperpersonalização: “E principalmente através do trade, através do retail media, porque no final das contas, com informação, com conhecimento, a abordagem é certeira, é como se fosse um sniper. Ela vai exatamente naquele cliente. Quero oferecer fraldas para uma mãe que tem filho pequeno. Essa é a oferta personalizada para essa audiência. É uma abordagem precisa, certeira, como um sniper: vai direto no alvo", pontuou o palestrante. Essas estratégias unem dados de audiência, comportamento e consumo para construir ações segmentadas e mensuráveis, que fortalecem o vínculo com o shopper e atraem investimento da indústria, como analisou o profissional da Rock Encantech: “Olhando para o lado da indústria, é fundamental também, porque isso maximiza a abordagem de vocês perante a indústria, para trazer mais investimento. A audiência que passa dentro da loja é gigantesca. Então, quanto mais dados, mais informações vocês tiverem, mais poder terão”. Ecossistema de valor e novas oportunidades O uso de dados também permite que o varejo supermercadista amplie seu ecossistema de valor, oferecendo produtos e serviços além das gôndolas tradicionais. “Se atentem para os aplicativos das lojas, para o e-commerce, e para novas pautas importantes. Já existem supermercados trabalhando com o que chamamos de gôndola estendida. Tem os produtos mais tradicionais que se vendem na loja, mas tem gente vendendo colchões, outras coisas que jamais estariam vendendo dentro de um supermercado, como viagens e até assinaturas”, ressaltou Rafael Matos. A hiperpersonalização possibilita ainda a criação de novas frentes de negócio, como crédito, benefícios e assinaturas, como detalha o palestrante: “A audiência, a informação, todo esse ecossistema de valor é fundamental. Por que o supermercado não pode vender uma assinatura de Netflix? Se eu conheço meu cliente, sei que ele tem filhos e o que ele consome, posso oferecer algo que faça sentido pra ele”, exemplificou. Assim, o dado passa a integrar produtos, serviços e experiências, criando um relacionamento mais completo e duradouro com o consumidor. “O ambiente da loja, o ecossistema que vocês têm, através do dado, da informação, da personalização, pode transformar a maneira, na essência, que interagimos com o consumidor. Seja no físico, seja no digital, tem um mundo de oportunidade. Acho que a mensagem que eu quero deixar para vocês é: usem o dado, o dado como essência para aumentar a conversão, baseado em uma audiência. Quem é a audiência? É o público que vai pra dentro da loja”, frisou Rafael Matos. Hiperpersonalização e inteligência de dados A palavra-chave da palestra foi hiperpersonalização, como descreveu o palestrante: “Uma das palavras que mais vamos ouvir é hiperpersonalização. A personalização cria audiência, a pessoa sente que você está falando diretamente com ela. Isso agrega valor, gera receita. Para isso, conheça o shopper, baseado nos dados que vocês têm. Com isso, cada ativação será mais certeira”. Ele reforçou que a tecnologia é ótima para executar ações, mas que de nada adianta sem inteligência humana para direcionar seu uso: “A tecnologia é ótima para fazer as ações, mas ela de nada adianta sem a inteligência para seu uso. Quanto mais qualificação da informação inicial levantada, mais assertiva será a ativação.” Ou seja, quanto mais qualificada for a informação inicial, mais assertiva será a ativação e maior será o impacto nas vendas. Ações e comprovação de resultados O palestrante também ratificou que a tecnologia já permite segmentar públicos específicos e acionar campanhas automatizadas: “No final das contas, o varejo tem muitos ativos para gerar conversões eficazes, tanto para o próprio negócio quanto para comprovação para indústrias. Eu posso selecionar um público, disparar um e-mail ou uma notificação, e quando o consumidor passar no caixa, ele retira o produto com desconto simbólico. Tudo isso é possível quando há dados bem estruturados”. Essas estratégias transformam a relação com o shopper, tornando-a mais relevante e mensurável. As campanhas promocionais e as ofertas personalizadas, segundo ele, são o caminho natural para aumentar a conversão, e o Retail Media é a grande pauta do momento. “Temos várias ferramentas que hoje podem ser usadas, mas a essência parte da segmentação dos dados. Campanhas promocionais para aumentar a conversão, ofertas personalizadas e a pauta do momento, que é a questão do retail media. Mas usem os dados por trás. Trabalhem para ter cada vez mais as ofertas segmentadas, snipers, muito focadas para o aumento de conversão”, salientou o profissional da Rock Encantech. Mensagem final Encerrando a palestra, Rafael Matos reforçou que quanto mais a indústria compreender o valor dos dados do varejo, mais investimentos serão direcionados para o setor: “Eu conheço meu cliente. Eu ativo. Eu sei a conversão. Tenho as minhas plataformas e meus mecanismos. E a indústria vai saber onde está o retorno. Com isso, ela coloca mais dinheiro, porque há mais venda, mais receita e mais margem.” A informação é a base para personalização, eficiência, mensuração e aumento de investimento da indústria: “Trabalhem a audiência e trabalhem os dados. O dado é, e sempre será, a essência da conversão”. Seminário Super Negócios Relembramos também que o Seminário Super Negócios de 2025 da ASSERJ já está com inscrições abertas. Confirmado para o dia 29 de outubro, às 14h, no Riale Brisa Barra Hotel, na Barra da Tijuca, o encontro é voltado para compradores e profissionais de marketing e trade, trazendo uma programação cuidadosamente estruturada para impactar diretamente o dia a dia, com conteúdos práticos e aplicáveis à rotina de cada setor. O keynote desta edição será Bernardinho, técnico da seleção masculina de vôlei do Brasil e uma referência mundial em liderança. Não perca a chance de participar dessa experiência completa, que reunirá conhecimento estratégico, boas práticas e networking qualificado para impulsionar os resultados. Para mais informações, entre em contato com o SAA.
09/10/2025
Associados em foco
Hortifruti Natural da Terra e OIM firmam parceria para ampliar a contratação de migrantes
Com o objetivo de promover inclusão socioeconômica e valorizar a diversidade no ambiente de trabalho, o Hortifruti Natural da Terra firmou uma parceria com a OIM (Agência da ONU para as Migrações) para ampliar a contratação de pessoas migrantes nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro. A iniciativa busca gerar oportunidades para quem chega ao Brasil em busca de recomeço, transformando a rede em um espaço de acolhimento e desenvolvimento humano. Atualmente, o Hortifruti Natural da Terra conta com colaboradores de países como Venezuela, Haiti, Colômbia e República Democrática do Congo, que já integram as equipes de seis lojas da marca. As contratações são realizadas de forma contínua, sem número fixo de vagas, e fazem parte de um projeto que vem crescendo mês a mês. “A presença do Hortifruti Natural da Terra no seu segmento é marcada pela qualidade, e essa excelência também está na valorização das pessoas. A diversidade é um dos nossos principais ativos e uma ferramenta concreta de inclusão social”, afirma Flavia Picanço, head de Gente & Gestão da varejista. Além da pluralidade de vivências e perspectivas, a executiva destaca que o domínio de idiomas, como espanhol e francês, tem se mostrado um diferencial. “Essa fluência pode contribuir para um atendimento ainda mais acolhedor a clientes de diferentes nacionalidades, especialmente em lojas localizadas em áreas turísticas, como no Rio de Janeiro”, complementa. A OIM atua globalmente no apoio à integração socioeconômica de migrantes e, desde 2019, já impactou a vida de mais de 56 mil pessoas no Brasil. As ações incluem qualificação profissional, aulas de português, estímulo ao empreendedorismo e preparação para o mercado de trabalho, em parceria com organizações públicas e privadas. Há pouco mais de dois meses, o Hortifruti Natural da Terra se uniu a essa rede e implementou um projeto-piloto de contratação de migrantes, que já começa a mostrar resultados positivos para ambas as partes. “Pessoas migrantes estão ingressando no mercado de trabalho e contribuindo para o crescimento da economia nacional. A OIM apoia empresas na atração e retenção de talentos migrantes, tornando os processos de contratação e integração mais seguros e eficientes”, explica Paolo Caputo, chefe de missão da OIM no Brasil. “Além do impacto social, a integração laboral dessa população representa uma oportunidade econômica importante para as companhias”, conclui. A parceria entre o Hortifruti Natural da Terra e a OIM reforça o papel do varejo supermercadista como agente de transformação social, promovendo inclusão, diversidade e novas perspectivas de vida para centenas de famílias em movimento pelo país.
09/10/2025
Experiência digital X loja física: desafios dos supermercados na era híbrida
Jennie Bell, diretora administrativa de lanches e bebidas da NielsenIQ, reforçou durante o Groceryshop 2025, nos Estados Unidos, a importância dos canais digitais para o futuro dos supermercados. “O digital está no centro de cada decisão que os consumidores tomam”, afirmou Bell no domingo. “Se você é uma marca ou um varejista, é essencial embarcar nessa jornada.” A executiva apresentou dados que ilustram o avanço desse movimento: cerca de US$ 4,7 bilhões em compras de alimentos e bebidas migraram para o ambiente on-line, com grandes redes como o Walmart capturando quase dois terços desse valor. O comércio eletrônico no setor cresce a uma taxa anual de 19,2% e pode dobrar nos próximos cinco anos, segundo Bell. Outro ponto de destaque foi o comércio social, que vem remodelando a jornada de compra digital. Bell revelou que quase US$ 6 bilhões em vendas são gerados pela TikTok Shop, com os lanches liderando o ranking de categorias. Os produtos de beleza aparecem em sétimo lugar, enquanto os alimentos são o segundo item de consumo embalado mais vendido. Instagram e Facebook também continuam exercendo papel decisivo nas escolhas de compra. “É preciso estar disposto a explorar e vencer nessa era do comércio social”, reforçou a executiva. Para os varejo supermercadista, o desafio está em acompanhar a velocidade com que o comportamento do consumidor evolui — antecipando tendências e assumindo a dianteira no espaço digital. O segredo, segundo Bell, é encontrar o consumidor onde ele está — e onde estará nos próximos anos, mesmo que o cenário mude completamente. A loja física é um santuário Enquanto Bell defendeu a expansão digital, Sonya Gafsi Oblisk, diretora de merchandising e marketing da Whole Foods, lembrou que o ponto físico continua sendo parte fundamental da experiência do cliente. Ela contou que uma parcela expressiva do orçamento de marketing da rede ainda é destinada ao calendário promocional. “Quero que os clientes entrem na loja e vejam muitas placas de liquidação, para que saibam que podem comprar bem sem gastar muito”, afirmou. A Whole Foods também mantém um programa de ofertas diárias, com promoções às terças e sextas-feiras. As terças são dedicadas a refeições em família, enquanto as sextas destacam itens para lazer e entretenimento, como pizzas e ostras. Oblisk descreveu as lojas da rede como “santuários”, locais onde os consumidores se sentem bem e acolhidos. “Eles saem de nossas lojas se sentindo seguros e felizes”, disse. A executiva destacou ainda o investimento contínuo em capacitação de colaboradores, para garantir um atendimento acolhedor, bem informado e capaz de proporcionar uma experiência de compra prazerosa e memorável.
09/10/2025
Economia
Cesta básica em queda no Rio: quinta deflação seguida aumenta oportunidade para o setor supermercadista. ASSERJ analisa
Pelo quinto mês consecutivo, o valor da cesta básica caiu no Rio de Janeiro. De acordo com levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), em setembro, a retração nos preços ficou em 0,26% na cidade, na comparação com agosto. A baixa representa a sequência da onda de alívio para o orçamento das famílias cariocas. No nono mês do ano, oito dos 13 produtos que compõem a cesta tiveram redução nos preços médios. Registraram queda: batata (-11,75%); tomate (-8,73%); café em pó (-2,92%); feijão preto (-2,26%); arroz agulhinha (-1,69%); manteiga (-1,52%); açúcar refinado (-0,66%); e leite integral (-0,41%). Por outro lado subiram: banana (6,52%); óleo de soja (6,11%); farinha de trigo (1,59%); pão francês (1,24%); e carne bovina de primeira (1,04%). No cômputo geral, a queda de preços da cesta básica em setembro foi uma das mais tímidas da sequência de cinco meses consecutivos de deflação no Rio, o que pode indicar uma estabilização da tendência. Para efeito de comparação, as retrações registradas anteriormente foram: maio (-0,20%), junho (-0,56%), julho (-2,33%) e agosto (-2,7%). Mesmo com uma baixa menor, o resultado de setembro segue apresentando um alívio para o bolso da população carioca, que gasta a maior parcela de seus rendimentos com a compra de alimentos e bebidas nos supermercados. O presidente da ASSERJ, Fábio Queiróz, destaca: "Essa sequência de cinco meses de deflação na cesta básica é uma boa notícia para o consumidor e também uma oportunidade para o setor supermercadista. Com a capacidade de aquisição um pouco mais equilibrada, as famílias voltam a planejar melhor suas compras e ampliam o consumo de itens que haviam diminuído ou até mesmo deixado de lado. É um momento de reafirmar o papel dos supermercados como parceiros do consumidor, garantindo acesso a produtos de qualidade, variedade e preço justo. Para nós, da ASSERJ, acompanhar e entender esse cenário é fundamental para orientar os nossos associados e manter o varejo ainda mais conectado às necessidades da população". Sequência de quedas: cenário de oportunidades para os supermercadistas, mas alerta aceso Em nível nacional, 22 das 27 capitais brasileiras registraram deflação na cesta básica em setembro. O aparente pé no freio deflacionário, porém, liga um sinal de alerta para o varejo supermercadista. "Esse cenário abre uma janela de oportunidades para o varejo. A redução de preços em produtos essenciais, como arroz, feijão e batata, cria um ambiente propício para fortalecer o relacionamento com o consumidor. O supermercadista pode investir em ações de comunicação mais próximas, reforçar ofertas, promover a cesta básica como símbolo de economia e, principalmente, gerar valor agregado com experiências de compra mais inteligentes e estratégicas", reforça o presidente da ASSERJ. Fábio Queiróz, porém, ressalta: "O arrefecimento da deflação pode mostrar um caminhando para um ponto de equilíbrio nos preços. Depois de meses de queda mais acentuada, a leve desaceleração aponta que o mercado começa a se ajustar. Para o setor supermercadista, é um momento de cautela e planejamento para entender como essa estabilidade pode influenciar o comportamento do consumidor e ajustar estratégias para manter competitividade e atratividade nas lojas, negociando com indústrias e demais parceiros".
08/10/2025
Como o ovo saiu da base das gôndolas para virar uma categoria?
Toda segunda sexta-feira do mês de outubro é celebrado o Dia Mundial do Ovo. Uma data que simboliza muito para um produto com uma evolução extremamente singular. Por muito tempo, o ovo foi um item discreto, reservado às partes inferiores das gôndolas do varejo supermercadista. Prático, nutritivo, mas escondido, raramente lembrado como ator principal, no máximo, um coadjuvante com algumas falas no roteiro. Porém, algo aconteceu. O produto, antes tímido, ganhou status de estrela, em um processo de transformação cultural no modo como os brasileiros se alimentam. O ovo passou a ocupar um espaço central na mesa, pela sua versatilidade, pelo preço acessível, pelo estilo de vida ou pela percepção de valor. Fato é que o produto cresceu de tal forma que se tornou uma categoria estratégica e valorizada nos supermercados. Saiu da parte de baixo das gôndolas para se tornar uma categoria estratégica e valorizada nos supermercados, com espaço exclusivo, embalagens premium e consumidores fiéis. Então, para entendermos com detalhes o passado, presente e futuro do ovo, além de apontar as principais oportunidades para o nosso setor, batemos um papo exclusivo com um dos nomes que mais entende do produto no Brasil, Leandro Pinto, fundador e presidente do conselho Mantiqueira Brasil. “A evolução do ovo no varejo brasileiro é resultado direto de uma mudança de mentalidade do consumidor: de vilão a um produto saudável e nutritivo, e a Mantiqueira Brasil teve papel central nesse movimento de descomoditização e valorização do ovo para a saúde”, afirma Leandro Pinto. Segundo o executivo, a transformação aconteceu por meio de três frentes estratégicas: 1. Qualidade consistente: com padronização, rastreabilidade e automação completa, garantindo um produto uniforme, seguro e de alto padrão, do campo à classificação; 2. Inovação de portfólio e diferenciação: a Mantiqueira foi pioneira em transformar o ovo em marca, com propósito e identidade. O portfólio atual atende a vários públicos e necessidades: - Ovos Mantiqueira, marca líder e Top of Mind no Brasil; - Happy Eggs, referência em bem-estar animal com ovos de galinhas livres; - Fazenda da Toca, especializada em ovos orgânicos. 3. Construção de categoria no PDV: o ovo passou a ser tratado não como uma commodity, mas como um alimento nobre que merece visibilidade, comunicação e curadoria no ponto de venda, com planogramas, materiais de apoio e exposição inteligente, além de informações educativas. O fundador da empresa prossegue: “Com isso, redefinimos o modo como o consumidor enxerga o ovo: não mais um item básico, mas um alimento nutritivo, versátil e com qualidade”. “A comunicação da Mantiqueira sempre destacou o papel do ovo como fonte natural de proteína, vitaminas e minerais, reforçando sua contribuição para uma alimentação equilibrada e acessível. O discurso de saúde e bem-estar passou a ser central na relação com o consumidor. Gradualmente, deixamos de ‘vender caixas’ e passamos a oferecer experiências de compra bem definidas, fortalecendo a percepção de valor”, destaca Leandro Pinto. Ele finaliza: “Hoje, o ovo é uma categoria estratégica dentro do varejo, e a Mantiqueira orgulha-se de ter liderado o processo de reposicionamento do produto no Brasil, mostrando que inovação, marca e propósito podem transformar completamente a forma como o consumidor escolhe e consome proteína”. Crescimento comprovado em números O desenvolvimento do ovo enquanto categoria não é uma constatação apenas nos corredores do varejo supermercadista. Ele é comprovado por dados. Segundo dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), neste ano, a produção nacional de ovos deve chegar a 62 bilhões de unidades, uma alta de 7,5% em volume na comparação om 2024. Já para 2026, a projeção é de 65 bilhões, uma nova alta de 4,8%. Quando abrimos o leque para um intervalo de tempo maior, essa evolução se torna ainda mais impressionante. Entre 2000 e 2024, a produção brasileira saltou impressionantes 189%. Somente no ano passado, o país produziu o equivalente a mais de 1.800 ovos por segundo, ainda de acordo com informações da ABPA. Os números consolidaram o Brasil como o 5º maior produtor mundial do item. Essa elevação de produção é acompanhada por uma crescente evolução da demanda interna, que consome 99,14% do total gerado. Em 2024, o consumo per capita chegou a 269 unidades por habitantes. As projeções da ABPA apontam uma subida de 7,1% para este ano, com 288 unidades por pessoa, e de 6,3% para 2026, alcançando 306 ovos consumidor por um brasileiro em um ano. “O forte do consumo posicionará o Brasil ao final de 2025, pela primeira vez, entre os 10 maiores consumidores per capita de ovos do planeta. A projeção de forte expansão do consumo deve seguir em 2026, ampliando a presença da proteína como base de segurança alimentar do país”, frisa Ricardo Santin, presidente da ABPA. Além do fortalecimento do mercado interno, o Brasil também vem expandindo fronteiras no cenário internacional. Impulsionadas pela qualidade sanitária, pelo avanço tecnológico nas granjas e pela profissionalização da cadeia produtiva, as exportações de ovos e ovoprodutos nacionais para mercados exigentes e diversificados também têm crescido de forma consistente. Ou seja, o ovo não virou uma estrela apenas no varejo supermercadista. Antes subestimado, ele hoje também representa um pilar estratégico de expansão e faturamento do agronegócio nacional. “Monitoramos (o crescimento) por meio de painéis de varejo, análise de sell-out, dados internos de NPS e métricas de campanhas. Internamente, marcos que destacamos: automação total nas unidades produtivas, expansão das unidades Lorena/SP, Formosa/GO e São João do Itaperiu/SC para atender a alta demanda de Happy Eggs, ações consistentes de marketing e comunicação para gerar cada vez mais conexão com os consumidores e a evolução de canais diretos ao consumidor, nosso clube de assinaturas Mantiqueira em Casa”, explica Leandro Pinto. A Mantiqueira Brasil, inclusive, contribui para a profissionalização da categoria unindo processo, marca e experiência integrada, transformando o modo como o ovo é produzido, apresentado e percebido pelos consumidores. Processo: automação total, rastreabilidade e controle rigoroso de qualidade e consistência, garantindo segurança de alimentos e padronização em todas as etapas do campo ao centro de distribuição; Marca: propósito, comunicação clara e embalagens informativas, que educam o consumidor e reforçam valores como bem-estar animal e sustentabilidade; Experiência: investimentos em posicionamento visual estratégico no ponto de venda, storytelling simples e campanhas que aproximam o ovo do dia a dia das pessoas, com dicas de consumo, receitas e conteúdo educativo. “Essa combinação elevou o giro dos SKUs mais bem trabalhados e ampliou a percepção de valor da categoria. Hoje, o consumidor não enxerga mais o ovo apenas como um item básico, mas como um alimento completo, versátil e cheio de significado, resultado direto do trabalho de reposicionamento que a Mantiqueira vem liderando no Brasil e na América do Sul”, ressalta o presidente do conselho da empresa. Mudanças no comportamento do consumidor O crescimento da importância do ovo está, óbvia e intrinsecamente, vinculado às transformações do comportamento do brasileiro. Somado ao foco em uma alimentação mais saudável e balanceada, o consumo de proteína também é cada vez mais direcionado pelo hábito e praticidade. Segundo um estudo da Kantar, 61,7% dos consumidores afirmam ingerir ovos por costume, com a praticidade sendo apontada como fator determinante, um reflexo evidente da aceleração da vida urbana e da busca por refeições rápidas e acessíveis. A evolução do consumidor é extremamente positiva para o setor. Como aponta Leandro Pinto, o cliente mais informado, consciente e exigente, faz escolhas não apenas por preço, mas também por propósito, qualidade e valores, fazendo com que os produtores precisem também se desenvolver. Características do consumidor: 1. Mais exigente e informado: quer saber a origem dos produtos, os processos de produção, o impacto ambiental e as condições de bem-estar animal; 2. Busca por atributos tangíveis: dá preferência a produtos com certificações, práticas sustentáveis e transparência nas informações; 3. Conveniência em destaque: valoriza embalagens práticas, formatos funcionais e modelos de compra recorrente, como clubes de assinatura e entregas diretas; 4. Valorização da nutrição: reconhece o ovo como uma proteína completa, acessível e versátil, fundamental para uma alimentação equilibrada. “No passado, as decisões de compra eram baseadas quase exclusivamente em preço e disponibilidade. Hoje, o consumidor busca valor total, o equilíbrio entre qualidade, propósito, saúde e segurança alimentar. Esse novo perfil tem impulsionado a profissionalização da categoria e reforçado o papel da Mantiqueira Brasil como líder na oferta de produtos que unem bem-estar animal, tecnologia e sustentabilidade”, enfatiza Leandro Pinto. Além disso, outro ponto também tem forte influência para o desempenho do ovo. De acordo com levantamento do UOL Economia, 35% das famílias passaram a substituir carnes por alternativas mais econômicas. 22% optaram pelo ovo como principal fonte de proteína. Essa substituição reforçou a presença do produto na mesa. Apesar do destaque para as elevações entre as classes D e E, o consumo do ovo não é restrito à uma classe social. Por diversos motivos, como apelo nutricional, diversidade de formatos ou apresentações, o produto tem ampliado penetração em todas as camadas da sociedade brasileira. O fundador da Mantiqueira Brasil pontua: “O ovo é, sem dúvida, a proteína com a melhor relação entre valor nutricional e custo ao consumidor. Reúne densidade nutricional e versatilidade. Ele está presente em todas as classes sociais e em diferentes momentos de consumo. Em cenários de inflação ou de redução do poder de compra, ele ganha ainda mais relevância. O ovo se mantém como uma fonte completa, segura e democrática de proteína, o que o torna essencial na cesta alimentar das famílias brasileiras”. Na forma de consumo, o ovo frito é o líder, com 61% das ocasiões de preparo, mas usos em receitas saudáveis e funcionais tem tido avanço considerável. “Além disso, (o ovo) possui uma multifuncionalidade única: está presente em receitas, refeições rápidas e pratos elaborados, ampliando sua participação nas diferentes ocasiões de consumo e reforçando sua presença diária na mesa do brasileiro. Para o varejo, o ovo é uma âncora de fluxo e fidelização, um produto de alta recompra, que garante ticket médio saudável e recorrente quando bem-posicionado, comunicado e abastecido”, descreve Leandro Pinto. O executivo complementa: “Na visão da Mantiqueira Brasil, o ovo tem papel central na alimentação brasileira e seguirá crescendo como uma das proteínas mais estratégicas do varejo moderno, completa e sustentável. Recentemente, lançamos a linha ‘Ovos Mantiqueira - Naturalmente Proteico’, que destaca de forma clara e educativa a quantidade de proteína presente em cada ovo, reforçando o nosso compromisso em ajudar o consumidor a fazer escolhas conscientes por uma alimentação saudável e de alto valor nutricional”. Outro ponto importante da atenção do consumidor é a preocupação com atributos de sustentabilidade e bem-estar animal, tendência que tem criado oportunidades para a indústria, e também para o varejo supermercadista, que tem a chance de ampliar o sortimento com itens diferenciados e de maior valor agregado. “Esses temas não são apenas parte da nossa estratégia, são fundamentos do modelo de negócio da Mantiqueira Brasil. Acreditamos que produzir alimentos com responsabilidade é o caminho para garantir um futuro mais equilibrado para o mundo”, salienta o presidente do conselho da Mantiqueira Brasil. Leandro Pinto também detalha os pilares trabalhados pela empresa e as formas de integração contínua: Expansão da produção de galinhas livres com marcas como Happy Eggs e Fazenda da Toca, ampliando os sistemas cage-free, garantindo bem-estar animal real e certificável; Processos automatizados que reduzem perdas e desperdícios, otimizando recursos e aumentando a eficiência produtiva; Agricultura regenerativa, com reaproveitamento do esterco das aves como fertilizante orgânico, devolvendo nutrientes ao solo e fortalecendo o ciclo sustentável da produção; Eficiência hídrica e energética com investimentos contínuos em soluções para economia de energia e uso racional da água, com ETEs (Estações de Tratamento de Efluentes) instaladas nas unidades, garantindo o reuso e o descarte responsável da água utilizada no processo produtivo; Rastreabilidade completa, assegurando transparência em toda a cadeia produtiva, do campo ao ponto de venda, para que o consumidor saiba exatamente de onde vem o alimento que consome; Comunicação aberta e educativa, mostrando, com clareza, como se cuida das aves, a geração de impacto ambiental positivo e como se valoriza os produtores e colaboradores. “Na Mantiqueira, sustentabilidade e bem-estar animal não são tendências, mas compromissos permanentes. Cada ovo que produzimos carrega essa responsabilidade: alimentar bem as pessoas e cuidar do amanhã”, conclui o executivo. Por fim, claro, o preço, se mantém como um diferencial fundamental para o ovo. Em comparação com as demais proteínas, o produto demonstra profunda acessibilidade, mesmo em eventuais períodos de alta, evidenciando seu papel como alternativa viável para diferentes perfis de consumidores. O crescimento da categoria, e consequentemente a descomoditização, não é resultado de um único fator, mas sim da combinação equilibrada de vários elementos citados por Leandro Pinto, tais como: - Saudabilidade e valor nutricional são os principais motivadores de recompra. O ovo é percebido como um alimento completo, natural e de alta qualidade proteica; - Praticidade e conveniência fazem o consumidor incluir o ovo como solução rápida para o dia a dia, presente em todas as refeições; - Preço, que assegura acessibilidade e mantém o produto como uma das melhores relações custo-benefício entre as fontes de proteína; - Bem-estar animal é o grande diferencial de valor, fortalecendo as marcas e fidelizando o público que busca produtos com propósito e responsabilidade socioambiental. “Quando esses quatro pilares caminham juntos (saúde, qualidade, conveniência, preço e propósito) e são comunicados com clareza, a categoria se fortalece, ganha relevância e conquista novos consumidores. É exatamente essa sinergia que a Mantiqueira Brasil tem buscado promover: unir tecnologia, sustentabilidade e bem-estar para entregar um alimento que faz bem às pessoas, aos animais e ao planeta”, sinaliza Leandro Pinto. Como o varejo supermercadista pode aproveitar o potencial do ovo? A importância do varejo supermercadista para a categoria é evidenciada pelo fundador da Mantiqueira Brasil: “Temos fortalecido nossas parcerias estratégicas com os principais varejistas do país, implementando materiais promocionais inovadores, gôndolas exclusivas e ações de visibilidade que aumentam o giro e a rentabilidade da categoria de ovos nos pontos de venda. A Mantiqueira Brasil construiu, ao longo dos anos, marcas que se tornaram sinônimo de qualidade, inovação e confiança, tanto para os clientes quanto para os consumidores. Essas iniciativas reforçam a identificação da marca com o público e promovem crescimento mútuo e sucesso sustentável, por meio de planos de negócio estruturados e desenvolvidos em conjunto com cada parceiro de varejo”. Leandro Pinto ainda manifesta como a atenção ao comportamento do consumidor é determinante para o movimento conjunto de evolução da categoria e do setor supermercadista: “Um exemplo marcante de ação inovadora foi o display especial de Happy Eggs instalado nas principais redes supermercadistas, em posição estratégica de check stand. A iniciativa nasceu de estudos sobre hábitos de consumo e jornada de compra, que mostraram a importância de aproximar o produto do consumidor em pontos de alto fluxo e fácil acesso. Esse formato transformou a relação entre varejistas, consumidores e a categoria de ovos, levando um produto de alto giro e valor agregado para o palco principal do varejo”. Diante de um cenário de crescimento exponencial, e da transformação dos hábitos dos consumidores, o ovo, estrela das gôndolas, apresenta uma gama de oportunidades para o varejo abastecedor, que pode explorar ainda mais seu potencial como uma categoria de alto giro. As estratégias possíveis são inúmeras: Criar espaços temáticos ou ilhas exclusivas para ovos e derivados; Investir em embalagens diferenciadas e comunicação que destaque atributos como saúde, praticidade e bem-estar animal; Ampliar o mix de produtos com ovos orgânicos, caipiras e enriquecidos, aumentando o sortimento com itens diferenciados, de maior valor agregado e maior margem; Promover campanhas educativas e degustações, reforçando os benefícios nutricionais e as diversas formas de preparo; Aproveitar datas sazonais, como o Dia Mundial do Ovo, para impulsionar ações promocionais e de engajamento com o consumidor. “O ponto de venda é um espaço essencial para educar, inspirar e criar conexão com o consumidor. Temos observado excelentes resultados quando combinamos organização, clareza e propósito na comunicação da categoria”, evidencia o presidente do conselho Mantiqueira Brasil. “Quando o PDV ‘fala’ com o cliente, transmitindo informação e experiência de forma organizada e inspiradora, a conversão cresce de maneira consistente. Essa é uma das frentes em que a Mantiqueira Brasil mais investe: transformar a gôndola em um canal de diálogo e educação, onde o ovo é apresentado não apenas como um produto, mas como um alimento completo, moderno e essencial na rotina das pessoas. Vale destacar que, embora o consumo de ovos tenha crescido mais de 50% nos últimos 10 anos, muitos pontos de venda ainda não acompanharam esse movimento. Há uma oportunidade clara para repensar o espaço da categoria, ampliando visibilidade e exposição proporcional ao novo patamar de consumo e o varejo que fizer isso sairá na frente”, alerta Leandro Pinto. O executivo também afirma: “Acreditamos que os varejistas são protagonistas na missão de levar nossos produtos até o consumidor final. Por isso, todas essas ações refletem o compromisso da Mantiqueira Brasil em educar, inspirar e conscientizar o público sobre a importância de escolhas alimentares responsáveis e sustentáveis. Seja na televisão, no rádio ou no ponto de venda, nosso objetivo é consolidar ainda mais a liderança de Happy Eggs, Ovos Mantiqueira e Fazenda da Toca como as marcas que estão à frente do movimento de valorização e profissionalização da categoria de ovos no Brasil”. O produto já representa mais de 1% do faturamento do setor, segundo dados de mercado, mostrando que, quando bem trabalhado, o ovo assume um papel estratégico no varejo supermercadista. “Algumas redes já atingem patamares próximos de 3% do faturamento total, reflexo direto do aumento de consumo e da valorização do produto. O varejo tem percebido esse movimento e, em resposta, ampliado os espaços dedicados à categoria, com maior visibilidade, sortimento e comunicação”, aponta o fundador da Mantiqueira Brasil. Leandro Pinto ressalta: “Na prática, as redes que entendem essa transformação crescem o faturamento com ovos. E sim, há muito espaço para crescer. Hoje, ninguém sai de um nutricionista ou endocrinologista sem ovo na receita. O alimento tornou-se sinônimo de uma dieta equilibrada e saudável. Essa legitimidade nutricional sustenta o crescimento contínuo da categoria. Portanto, quando varejistas e produtores trabalham em conjunto garantindo abastecimento contínuo, prevenindo rupturas e comunicando bem os diferenciais do produto, a participação da categoria pode avançar de forma expressiva, consolidando o ovo como um dos pilares de crescimento sustentável no varejo abastecedor”. Tendências para o futuro Como analisa o presidente do conselho da Mantiqueira Brasil, o futuro da categoria de ovos será definido pela combinação entre inovação, propósito e experiência de consumo. O setor está evoluindo rapidamente e as empresas que conseguirem unir tecnologia, sustentabilidade e conveniência liderarão o próximo ciclo de crescimento. Entre as principais tendências, o executivo destaca: Avanço de linhas especiais: crescimento das linhas de galinhas livres, orgânicas e ovos enriquecidos com ômega e vitaminas reflete o desejo do consumidor por produtos mais saudáveis, éticos e com valor agregado; Sortimento orientado à ocasião de consumo: embalagens mais inteligentes e funcionais, pensadas para diferentes perfis de lares e momentos de uso, além de modelos de compra recorrente e entrega direta ao consumidor; Uso intensivo de dados e inteligência de campo: ferramentas de análise que permitem acompanhar elasticidade da demanda, precificação dinâmica, prevenção de ruptura e desempenho por loja ou região, aumentando a eficiência e o resultado no varejo; Educação contínua do consumidor: ações que reforçam o valor nutricional do ovo, orientam sobre preparo e conservação, e consolidam o alimento como protagonista da cesta de proteínas; ESG mensurável e transparente: indicadores claros de bem-estar animal, agricultura regenerativa, retorno ao solo e eficiência hídrica e energética, mostrando que é possível crescer com responsabilidade; Modelos de assinatura e conexão direta: iniciativas como o Mantiqueira em Casa, já presentes no Rio de Janeiro e em São Paulo, aproximam a marca do consumidor, fortalecendo fidelização e experiência de compra; Expansão de produtos à base de ovo: novas aplicações industriais e funcionais, como biscoitos proteicos, suplementos, bebidas e snacks com clara de ovo, ampliam o alcance da categoria e reposicionam o ovo como ingrediente nobre da alimentação moderna; O futuro pertence às empresas que unirem execução de excelência, propósito em ESG e capacidade de adaptação às novas tendências de consumo, com inovação responsável.
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