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Supermarket Alvorada acelera expansão e inaugura nova unidade em São Gonçalo
O Supermarket Grupo Alvorada deu mais um passo importante em sua trajetória de crescimento com a inauguração da 35ª loja, localizada na Avenida Humberto de Alencar Castelo Branco, 3240, no bairro Rocha, em São Gonçalo. A nova unidade chega ao mercado após uma obra realizada em tempo recorde e reforça a presença da rede em uma das regiões mais estratégicas do município. Com 1.100 m² de área de venda, a loja conta com 14 checkouts, um mix de quase 9 mil SKUs e gerou 120 empregos diretos, contribuindo para o desenvolvimento econômico local e para a geração de oportunidades na região. Segundo Gustavo Bonifácio, diretor do Supermarket Grupo Alvorada, o projeto foi conduzido com agilidade para aproveitar um dos períodos mais relevantes do varejo supermercadista. “É um prazo enorme estar inaugurando essa loja que pegamos há apenas 35 dias. Fizemos uma obra recorde para conseguir aproveitar o momento de final de ano, que é o mais importante para o nosso setor. A expectativa está lá em cima”, afirma. Foco em sortimento, bazar e marca própria Entre os diferenciais da nova unidade está a aposta em uma loja de bazar robusta e no fortalecimento da marca própria, que vem sendo desenvolvida a partir da área de importação do grupo. A estratégia reflete uma visão clara de diversificação de mix e ampliação de margem, alinhada às tendências do varejo supermercadista. “Estamos desenvolvendo a JVG, nossa marca própria, com base na nossa importação, e acreditamos que essa área vai crescer bastante no próximo ano. Temos uma expectativa muito grande para 2026, com muitos projetos que queremos colocar em prática”, destaca Gustavo Bonifácio. A inauguração também carrega um significado especial para o executivo, que já conhecia a unidade antes de integrá-la ao grupo. “É uma honra estar lançando essa loja. Sempre visitei esse ponto como concorrente, porque trabalhava aqui ao lado, no Grupo Torre, do Seu Paulo Bonifácio. Foi ali a minha escola, onde aprendi tudo sobre chão de loja”, relembra. Expansão com planejamento A 35ª loja consolida o posicionamento do grupo como um dos protagonistas do varejo supermercadista fluminense e sinaliza um 2026 marcado por novos investimentos, especialmente nas áreas de importação, marca própria e eficiência operacional. A ASSERJ deseja muitas vendas, clientes e, com certeza, sucesso à mais nova loja do Grupo Alvorada.
22/12/2025
Atualidades
Preço do café em 2026: o que esperar dos preços no varejo supermercadista
O ano de 2025 começou com o café entre os itens de maior pressão inflacionária da cesta de consumo. Em fevereiro, o produto registrou a maior alta acumulada em 12 meses desde a criação do real, movimento que já impacta diretamente margens, negociação com fornecedores e o comportamento de compra do shopper no varejo supermercadista. O nível de preços chegou a estimular, inclusive, a circulação de produtos irregulares no mercado, como o chamado “café fake”. Para 2026, a expectativa é de algum alívio, mas distante de uma normalização. A tendência apontada por analistas é de queda moderada, insuficiente para devolver o café a um patamar considerado barato. Para o varejo supermercadista, isso significa um cenário ainda desafiador, com necessidade de gestão fina de sortimento, preços e comunicação no ponto de venda. Segundo Renato Garcia Ribeiro, pesquisador do Cepea, apesar de condições climáticas mais favoráveis para a safra atual, os efeitos acumulados de anos de calor excessivo e seca ainda limitam a recuperação dos cafezais. "A oferta segue abaixo do necessário para atender plenamente a demanda, o que reduz o espaço para recuos mais expressivos nos preços ao consumidor." Esse movimento já aparece nos números: em agosto, o café apresentou uma leve deflação de 0,23%, a primeira desde dezembro de 2023. Um sinal positivo, mas ainda tímido para aliviar a pressão sobre o varejo supermercadista. Clima ajuda, mas não resolve no curto prazo As projeções climáticas para o fim de 2025 e início de 2026 indicam condições favoráveis, especialmente durante a fase de florada das lavouras, com previsão de chuvas regulares. Caso o primeiro trimestre confirme esse cenário, a produção brasileira de café arábica pode crescer, contribuindo para recompor estoques globais. Até lá, no entanto, a oferta seguirá restrita. Além disso, o café é uma cultura bienal: após uma safra mais intensa, a produção seguinte tende a ser menor, pois a planta precisa se recuperar. Para 2026, muitos talhões ainda estarão em fase de desenvolvimento, o que limita ganhos rápidos de produtividade. Estoques apertados e impacto direto no varejo Do ponto de vista do abastecimento, o cenário segue pressionado. A demanda global cresce, enquanto os estoques permanecem baixos no Brasil. O Itaú BBA projeta que apenas na safra 2026/2027 a produção mundial deve superar o consumo, em cerca de 7 milhões de sacas. Até lá, a disponibilidade de arábica continua restrita, com exportações possivelmente limitadas. Outro fator relevante para o varejo supermercadista é o calendário da colheita: embora a colheita comece em abril, o café só chega efetivamente ao mercado a partir de setembro. Isso mantém os estoques sob tensão ao longo do ano, especialmente diante do aumento das compras dos Estados Unidos após o fim da tarifa de 50% sobre o café brasileiro. A safra de 2025, segundo o Cepea, já está praticamente toda negociada, sem margem para novos clientes, o que reduz a flexibilidade comercial e aumenta a pressão sobre preços e contratos.
22/12/2025
Economia
Alta da confiança melhora perspectivas do varejo supermercadista em 2026
O avanço da confiança do consumidor em dezembro reforça um cenário de expectativas mais positivas para o início de 2026, mas ainda exige leitura estratégica por parte do varejo supermercadista. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV), o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) subiu 0,4 ponto em relação a novembro, com ajuste sazonal, atingindo 90,2 pontos, o maior nível desde dezembro de 2024 e o quarto aumento consecutivo. Na média móvel trimestral, o índice avançou 0,9 ponto, indicando uma tendência de melhora gradual no sentimento das famílias, ainda que com diferenças relevantes entre renda, percepção do presente e expectativas futuras. “A confiança do consumidor subiu pelo quarto mês seguido, impulsionada pela melhora das expectativas para os próximos meses, enquanto os indicadores que refletem a percepção sobre o momento atual recuaram. Entre as faixas de renda, o avanço da confiança foi mais expressivo entre os consumidores de menor renda”, avalia Anna Carolina Gouveia, economista do Ibre/FGV. Expectativas puxam o índice, mas presente segue desafiador A decomposição do indicador revela um ponto de atenção importante para o varejo supermercadista. O Índice de Situação Atual (ISA) recuou 1,4 ponto, para 83,4 pontos, interrompendo duas altas consecutivas. Já o Índice de Expectativas (IE) avançou 1,4 ponto, alcançando 95,2 pontos. Na prática, o consumidor demonstra maior confiança no futuro, mas ainda sente restrições no dia a dia — combinação que tende a impactar diretamente decisões de compra, tíquete médio e migração de marcas. “Os indicadores de situação atual sugerem um quadro ainda desafiador para as famílias, pressionadas por endividamento e inadimplência, apesar de um mercado de trabalho aquecido e maior poder de compra”, completa Gouveia. Para as redes supermercadistas, esse cenário reforça a importância de estratégias voltadas a preço, marca própria, embalagens econômicas, promoções táticas e gestão eficiente de sortimento, especialmente nas categorias de maior recorrência. Baixa renda lidera avanço da confiança O recorte por faixa de renda traz sinais relevantes para o planejamento comercial. O maior avanço da confiança ocorreu entre os consumidores com renda familiar de até R$ 2.100, cujo índice subiu 4,2 pontos, para 90,4 pontos. Esse movimento tende a favorecer formatos mais populares, atacarejos, lojas de bairro e estratégias de alto giro. Já entre consumidores com renda entre R$ 2.100,01 e R$ 4.800, houve queda expressiva de 5,2 pontos, para 87,6 pontos, indicando maior sensibilidade a preços e maior cautela nas decisões de consumo. Nas faixas intermediárias, de R$ 4.800,01 a R$ 9.600, o índice subiu 1,5 ponto, enquanto entre os consumidores de maior renda houve leve recuo de 0,6 ponto. Implicações práticas para o varejo supermercadista Do ponto de vista B2B, os dados da FGV sugerem que o início de 2026 deve ser marcado por um consumidor menos pessimista, porém ainda seletivo e racional. A confiança maior entre as famílias de menor renda reforça a relevância de: Política comercial agressiva em itens básicos Expansão e fortalecimento de marcas próprias Gestão fina de preços e mix por perfil regional Atenção ao poder de compra real, e não apenas às expectativas Ao mesmo tempo, a queda na percepção sobre a situação financeira atual exige cautela na projeção de volumes, evitando excesso de estoque e investimentos descolados da realidade do consumo. A coleta dos dados da pesquisa foi realizada entre 1º e 18 de dezembro, período que antecede o pico do consumo de fim de ano, o que reforça a importância de acompanhar os próximos indicadores para confirmar se a melhora das expectativas se converte, de fato, em maior tração no varejo supermercadista ao longo de 2026.
22/12/2025
Indústria em cena
Unilever tem novo CMO global
A Unilever anunciou uma mudança relevante em sua estrutura global de marketing com a saída de Esi Eggleston Bracey, atual chief growth & marketing officer, prevista para o fim de janeiro de 2026. A executiva encerra um ciclo de oito anos na companhia, marcado pela consolidação de uma agenda de crescimento ancorada em marcas fortes, criatividade e diversidade. Como parte desse movimento, a multinacional decidiu não manter o cargo de Chief Growth & Marketing Officer. Em seu lugar, promove Leandro Barreto, até então CMO global de Beauty & Wellbeing, para um mandato ampliado como chief marketing officer da Unilever. A partir de 1º de janeiro de 2026, ele passa a responder pela agenda global de marketing do grupo, acumulando a função com a liderança da vertical de beleza e bem-estar. “À medida que o ano chega ao fim, me vejo fazendo uma pausa não apenas para refletir sobre métricas de desempenho, mas para valorizar as pessoas, a paixão e o propósito que definiram estes últimos doze meses”, compartilhou Leandro Barreto em uma publicação no LinkedIn. “2025 foi um ano de apostas ousadas e avanços significativos. Foi um privilégio trabalhar ao lado de equipes que aparecem todos os dias com coragem, curiosidade e cuidado.” De acordo com a companhia, "a mudança reflete uma evolução na forma como o marketing se conecta às operações e às unidades de negócio, com maior foco em execução, agilidade e impacto direto no crescimento das marcas. O objetivo é aproximar ainda mais as capacidades globais de marketing das demandas específicas de cada categoria e mercado." Durante sua gestão, Esi Eggleston Bracey teve papel central na defesa da criatividade como motor de crescimento, no fortalecimento da cultura de marca e na ampliação da representatividade dentro e fora das campanhas da empresa. Sua saída ocorre em um momento em que grandes anunciantes revisitam estruturas e papéis do marketing diante de um cenário mais fragmentado, orientado por dados e pressionado por resultados de curto prazo. A escolha de Barreto sinaliza continuidade, mas também pragmatismo. Reconhecido internamente por seu trabalho à frente de marcas globais e por uma abordagem que combina criatividade, cultura e disciplina comercial, o executivo assume em um contexto no qual o marketing é cada vez mais cobrado por entregar diferenciação criativa sem perder eficiência operacional. Para o mercado, a decisão reforça uma tendência entre grandes anunciantes: menos camadas corporativas e maior integração entre estratégia de marca, vendas e execução nos pontos de contato com o consumidor — uma equação complexa, mas essencial para sustentar relevância e crescimento em escala.
22/12/2025
Associados em foco
Supermercados Unidos aposta em Jardim Gramacho com loja moderna e foco no atendimento
O bairro de Jardim Gramacho, em Duque de Caxias, ganhou um novo e importante reforço para o comércio local com a inauguração da nova unidade do Supermercados Unidos, localizada na Avenida Monte Castelo, 985, na manhã desta sexta-feira, dia 19 de dezembro. A abertura marca um novo capítulo na história da rede, que atua na região há três décadas e aposta em um modelo de loja mais moderno, confortável e alinhado às necessidades do consumidor atual. Com 800 m² de área de vendas, a unidade conta com 10 checkouts e gera 76 empregos diretos, além de uma projeção de atendimento de 2.500 clientes por dia. O layout foi pensado para oferecer uma experiência de compra mais fluida, com corredores amplos e setores estratégicos bem destacados. Entre os principais diferenciais estão os setores de hortifruti, frios e açougue, que recebem atenção especial na operação. Outro destaque é a comercialização de ovos de produção própria, vendidos diretamente da granja do grupo, garantindo frescor, rastreabilidade e maior controle de qualidade. Segundo Roberto Bittencourt, sócio-diretor, a nova loja simboliza o reconhecimento da importância do bairro para a trajetória da empresa. “Estamos no bairro há 30 anos e, para comemorar essa data, resolvemos fazer uma loja moderna e confortável, para oferecer uma qualidade de atendimento muito melhor. Muitos não querem valorizar o bairro por ser afastado do centro, mas nós valorizamos, porque tudo o que conquistamos foi graças a esse bairro e aos colaboradores que estão conosco há anos.” A história do Supermercados Unidos começou de forma simples, mas com visão de crescimento. Cristina Bittencourt, sócia-diretora, relembra a trajetória desde os primeiros passos. “Nós começamos aqui em 1994 como um sacolão e fomos crescendo gradativamente. Agora, chegamos a uma loja mais moderna. Foi muito sacrifício, mas somos muito gratos aos nossos consumidores, colaboradores e fornecedores.” A inauguração reforça não apenas a expansão do negócio, mas também o vínculo da rede com a comunidade local, apostando na geração de empregos, no fortalecimento da economia do entorno e na oferta de um varejo supermercadista mais qualificado para a população de Jardim Gramacho. A ASSERJ deseja muitas vendas, clientes e, com certeza, sucesso à mais nova loja do Supermercados Unidos!
19/12/2025
Associados em foco
Rede Market inaugura loja no Frade e consolida presença com foco em experiência e mix completo
A inauguração da nova loja da Rede Market, no bairro do Frade, em Angra dos Reis, nesta quinta-feira, dia 18, foi marcada por um clima de celebração e forte conexão com a comunidade local. O evento reuniu moradores, colaboradores e convidados em um momento simbólico que uniu emoção, acolhimento e o espírito natalino, com direito à chegada especial do Papai Noel, encantando adultos e crianças. Com um projeto cuidadosamente planejado, a nova unidade nasce como um marco para a região, reforçando o compromisso da rede em oferecer conforto, experiência de compra diferenciada e um mix moderno, alinhado às novas demandas do consumidor. A CEO da rede, Ana Lucia Gullo, fez questão de agradecer à comunidade do Frade pela receptividade e ressaltou o cuidado envolvido em todo o projeto. “Queremos agradecer à população do Frade por nos receber tão bem. Essa loja foi planejada com muito carinho, idealizada pensando no conforto do cliente e, principalmente, em oferecer uma experiência especial para cada pessoa que passar por aqui”, afirmou. Para Ana Alice Venâncio, diretora de marketing, a inauguração representa a realização de um sonho construído com atenção a cada detalhe. “Estamos muito felizes de inaugurar essa loja. Foi um sonho, um planejamento, com cada detalhe pensado para que conseguíssemos entregar uma loja incrível para a população”, destacou. Estrutura moderna e foco na experiência do cliente Com 2.100 m² de área total, a loja foi projetada para proporcionar fluidez, conforto e praticidade. O estacionamento conta com mais de 100 vagas, garantindo comodidade no acesso. O sortimento reúne aproximadamente 12 mil SKU’s, com destaque para uma sessão exclusiva de produtos naturais, repleta de inovações e suplementos. A unidade também oferece uma linha completa de bomboniere, com chocolates especiais, além de uma adega robusta, com rótulos premiados nacionais e importados. Outro diferencial é o bazar completo, com itens de cama, mesa, banho, cozinha e mesa posta, além de walk-in cooler e soluções de retail mídia interna e externa, que ampliam as possibilidades de comunicação com o cliente dentro e fora da loja. “É uma loja extremamente ampla, com tudo do bom e do melhor para atender nossos clientes, oferecendo um mix completo e pensado para diferentes perfis de consumo”, ressalta Filipe Oliveira, diretor comercial da Rede Market. Pensando em agilidade e conveniência, a operação conta com 11 check-outs tradicionais e 12 self-checkouts, atendendo uma previsão média de 2.500 clientes por dia. Geração de empregos e impacto local - A nova loja também contribui diretamente para o desenvolvimento econômico da região, com a geração de mais de 170 empregos diretos e indiretos, reforçando o papel social do empreendimento junto à comunidade do Frade. Mais do que uma inauguração, o evento simbolizou o início de um novo capítulo, marcado por acolhimento, proximidade com o consumidor e o compromisso de oferecer uma experiência de compra completa, moderna e humanizada. A ASSERJ deseja muitas vendas, clientes e, com certeza, sucesso à mais nova loja da Rede Market.
19/12/2025
Comportamento & tendência
Cross-selling sem estratégia de shopper funciona ou só polui a gôndola?
A prática de cross-selling é frequentemente apontada como uma alavanca para aumento do ticket médio e estímulo à compra por impulso no varejo supermercadista. No entanto, quando aplicada sem estratégia, sem dados e sem o shopper no centro da decisão, a execução pode gerar mais ruído do que valor. O alerta é de Fátima Merlin, especialista em varejo supermercadista, shopper insights e gestão por categorias (GC), que analisou uma execução recente compartilhada por colegas do setor. A ação colocava um clip strip vertical de chocolates em meio à gôndola de absorventes íntimos — uma decisão que, à primeira vista, poderia parecer uma tentativa de cross-selling, mas que, na prática, revela falhas conceituais importantes. “Cross-selling sem insight e sem o shopper no centro não é estratégia. Antes de cruzar categorias, é preciso cruzar dados, missões de compra e estados emocionais”, afirma Fátima. Missão de compra ignorada Segundo a especialista, o primeiro erro da execução está na ruptura da lógica da missão de compra. A categoria de absorventes íntimos atende a uma necessidade funcional, racional e objetiva, com baixo espaço mental para decisões indulgentes. “Quem está nessa gôndola está resolvendo um problema funcional. O chocolate entra como um corpo estranho naquele momento da jornada”, explica. Conflito emocional e simbólico Outro ponto crítico é o conflito emocional entre as categorias. Enquanto absorventes estão associados a cuidado, higiene e privacidade, o chocolate remete a prazer e indulgência. “Essa associação é forçada e pode gerar desconforto no shopper. Não existe conexão simbólica natural entre essas categorias nesse contexto”, pontua Fátima. Baixa conversão e ausência de dados Do ponto de vista de performance, a probabilidade de conversão também é baixa. Não há evidências claras de complementaridade imediata entre os produtos naquele momento da jornada de compra. “Já testamos iniciativas semelhantes, inclusive em ambientes virtuais, e os resultados são desastrosos. O produto está lá, mas não gira. Visualmente, é possível perceber que não há sequer ruptura do item de impulso”, relata. Quebra de planograma e poluição visual Além de não gerar venda incremental, a intervenção compromete a leitura da categoria. A inserção vertical de um produto estranho à gôndola quebra o planograma, dificulta a comparação entre marcas, tamanhos e preços — fatores decisivos em uma compra funcional. “Essa poluição visual atrapalha a experiência do shopper e prejudica a eficiência da categoria como um todo”, reforça. Cross-selling exige estratégia, não apenas fluxo Para Fátima Merlin, o erro mais comum está em confundir fluxo de pessoas com oportunidade de venda cruzada. “Isso é cross-merchandising sem insight de shopper. A decisão é tomada olhando apenas para o fluxo, e não para a jornada real de compra”, critica. Ela destaca que esse tipo de ação pode fazer sentido em outros contextos, como checkouts, áreas de conveniência ou missões claramente indulgentes. Mesmo assim, defende que toda iniciativa deve ser sustentada por dados, testes controlados e KPIs bem definidos. “Cross-selling não é sobre fluxo. É sobre missão de compra. Não basta cruzar categorias — é preciso cruzar missões, estados emocionais e momentos de consumo”, conclui. No varejo supermercadista, a mensagem é clara: sem shopper no centro, sem dados e sem estratégia, o cross-selling deixa de ser alavanca de rentabilidade e passa a ser apenas mais um ruído na gôndola.
19/12/2025
Comportamento & tendência
Vendas de água com gás em supermercados crescem mais de 21% no último ano; virou tendência?
A demanda por água com gás segue em forte crescimento, acompanhando a tendência de substituição do álcool por alternativas consideradas mais saudáveis. Esse movimento se reflete com intensidade nos supermercados, onde as vendas da categoria cresceram 21,4% no último exercício, de acordo com dados da Circana. Segundo a consultoria, o mercado total de águas com gás atingiu um volume 14,3% superior ao registrado no ano anterior. A alta é impulsionada por uma mudança nos hábitos de consumo, que favorece bebidas sem açúcar, com menos calorias e percebidas como alternativas tanto aos refrigerantes quanto ao consumo ocasional de álcool, especialmente entre jovens urbanos e consumidores atentos à saúde. Dados da Natural Mineral Waters indicam que 35% dos consumidores já optam por água engarrafada com gás em vez de versões sem gás, proporção que vem crescendo de forma consistente nos últimos anos. A expectativa é de continuidade desse movimento, segundo a Market Data Forecast, impulsionado pela inovação em embalagens, pelo crescimento do consumo fora do lar e pela entrada de novas marcas premium. De acordo com Marcos Angeli, diretor-geral da Lindoya Verão. o aumento do consumo da água mineral natural com gás está associado a hábitos incorporados à rotina do brasileiro. “Quem precisa ou decide parar de tomar refrigerantes tem a água com gás como alternativa”, diz. “É uma bebida que dispensa o açúcar e permite a adição de complementos saudáveis como frutas, a exemplo de limão ou laranja.” O varejo supermercadista se consolida como o principal motor desse crescimento. O avanço em ritmo de dois dígitos nos supermercados é explicado tanto pela ampliação de sortimentos especializados — que vão de águas naturais com gás a opções aromatizadas sem calorias — quanto pela normalização do consumo diário desse tipo de produto.
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Supermarket Blue oferece experiência gastronômica em celebração ao Dia Nacional do Café
5/22/26, 3:55 PM
Supermercado Serra Azul conquista Prêmio Julius Arp de Empreendedorismo em Nova Friburgo
5/7/26, 9:00 AM
No ritmo da Páscoa, Supermarket Blue vira Fábrica de Chocolate neste sábado (28)
3/27/26, 5:00 PM
Guanabara amplia equipe e fortalece sua operação no varejo supermercadista
2/11/26, 4:00 PM
Está sabendo? GPA anuncia novo CFO
2/5/26, 4:00 PM
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