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Inteligência artificial no varejo: oportunidades, riscos e o que você precisa saber agora
No segundo dia do Conecta Varejo, a palestra “IA aplicada ao varejo | O futuro chegou: Os dilemas da IA no mundo corporativo” reuniu líderes do setor para discutir como a inteligência artificial transforma negócios, processos e cultura nas empresas. O debate contou com Alessandra Fu Vivian, diretora de arquitetura da Salesforce, e Renato Rocha, diretor comercial da América Latina e África da Suvinil, com mediação de Cláudia Fernandes, CEO da Radar Consult, sobre os impactos da IA no varejo. Alessandra abriu a conversa destacando a importância de entender a tecnologia como aliada estratégica. “A inteligência artificial não é mais apenas um conjunto de dados, mas algoritmos treinados para gerar funcionalidades que transformam decisões e resultados. Quando pensamos em IA, não estamos no início da revolução, mas apenas no começo da jornada de transformação. O grande desafio é como nós, como pessoas, podemos usar melhor a tecnologia para gerar resultados sem sermos dominados por ela”, afirmou. A diretora da Salesforce ressaltou a necessidade de democratizar a tecnologia. “Não é para o grande ou para o pequeno, não é para quem tem mais ou menos acesso. A tecnologia deve ser para todos. Precisamos discutir como fazer a IA acessível e democrática em todos os níveis do varejo”, disse Alessandra. Para Renato Rocha, o futuro da IA no varejo é agora. “Não é algo do futuro, o futuro é agora. Trabalhamos com parceiros em 90% dos municípios do Brasil, e o desafio é despersonalizar e unificar dados no ponto de varejo. A inteligência artificial permite que qualquer empresa, grande ou pequena, utilize ferramentas avançadas para entender melhor o consumidor e otimizar processos”, destacou. Ele comparou o momento atual com a chegada da internet em meados dos anos 1990: “Estamos vivendo uma transformação tão significativa quanto aquela. Quem não se adaptar, ficará para trás.” A palestra trouxe ainda recomendações práticas sobre como começar a usar IA no varejo. Alessandra explicou a evolução da tecnologia: “A inteligência artificial preditiva já nos ajuda a prever demanda, comportamento do consumidor e padrões de compra. Hoje, com a inteligência artificial generativa, podemos criar soluções personalizadas em escala, desde comunicações individualizadas até otimização logística e produtos sob demanda.” Ela reforçou que a combinação de recursos humanos e computacionais é essencial. “O grande desafio na era da IA é definir uma lógica de trabalho conjunta. A tecnologia funciona rápido, mas precisa da supervisão e da criatividade humana. Quando conseguimos equilibrar isso, vemos resultados concretos que fazem sentido para o negócio e para o consumidor.” Renato complementou com exemplos práticos do varejo: “No nosso setor, usamos IA para previsibilidade de produção e distribuição. Nos Estados Unidos, o Walmart utiliza inteligência artificial para abastecer lojas com itens essenciais antes de tornados ou desastres naturais, garantindo que as regiões críticas estejam preparadas. Isso mostra o poder transformador da tecnologia quando combinada com uma mentalidade aberta e estratégica.” Ele também destacou que a IA não vai tirar empregos, mas transformará quem não se adaptar. “A inteligência artificial vai aumentar a produtividade de quem sabe utilizá-la. O mercado está oferecendo oportunidades para todos os tipos de varejo — do pequeno ao grande — que estejam dispostos a aprender e aplicar essas ferramentas.” Ambos os especialistas reforçaram que o equilíbrio entre tecnologia, cultura e propósito é fundamental. “A IA não é mágica. É matemática aplicada, mas seu impacto depende de uma cultura que valorize experimentação, aprendizado e colaboração”, disse Renato. Alessandra completou: “O futuro pertence às empresas que entendem que a inovação é um processo cultural, apoiado em tecnologia e focado no cliente. Sem isso, a IA não gera resultados sustentáveis.” Limites e dilemas da inteligência artificial: ética, dados e consciência humana Na ocasião, Alessandra Fu Vivian chamou atenção para os limites da inteligência artificial e a importância da consciência humana. “Olhando na tela, você está alinhando o algoritmo sobre o ponto que quer ver. E se você está vendo coisas que talvez não sejam relevantes, isso é um reflexo das suas escolhas. A consciência humana precisa ser protagonista nesse processo”, afirmou. Ela destacou que o que é considerado certo ou errado varia culturalmente e que a IA não substitui julgamentos humanos. “No Japão, por exemplo, é permitido criar imagens inspiradas nos traços dos estúdios Ghibli, mas não comercializá-las. Aqui no Brasil, a lei de direitos autorais impede isso. Portanto, é necessário praticar habilidades humanas que não podem ser ensinadas a uma máquina, como empatia e visão rápida do mundo”, explicou. Alessandra também reforçou a importância da qualidade dos dados. “Se você entra com dados ruins, o resultado será ruim também. A responsabilidade sobre os dados que alimentam os algoritmos é enorme. Devemos ter consciência do que estamos criando e como isso impacta nosso ambiente de trabalho e decisões de negócio”, alertou. Ela citou aplicações práticas, como sensores que capturam informações de clientes ou do clima, e destacou que mesmo dados sintéticos podem carregar preconceitos e vieses, exigindo atenção e ética no uso da tecnologia. Renato Rocha complementou, comparando os dados a um recurso precioso: “Os dados hoje são como um petróleo descoberto. Podem transformar literalmente uma vida. Mas é preciso usá-los com responsabilidade e eficiência para gerar resultados e construir o futuro. A transformação cultural é tão importante quanto a tecnológica. Quem souber aplicar dados de forma ética e estratégica terá vantagem competitiva.” Ambos enfatizaram que a IA é poderosa, mas não é mágica. Alessandra concluiu: “A máquina aprende a partir de algoritmos e dados, mas não substitui a consciência humana. Precisamos refletir sobre o impacto do que estamos criando e como isso influencia nossas decisões, nosso negócio e nossa sociedade.” Renato reforçou a necessidade de adaptabilidade e alfabetização digital. “As transformações acontecem rápido. Não é apenas abraçar a tecnologia, mas entender seu valor, aplicá-la com responsabilidade e educar as pessoas para que possam trabalhar em conjunto com os recursos digitais.” A mensagem final foi clara: o futuro da IA no varejo depende da combinação entre tecnologia avançada, dados de qualidade, ética, consciência humana e cultura organizacional. Empresas que equilibram esses fatores estarão preparadas para inovar, automatizar processos e tomar decisões mais estratégicas, de forma sustentável e responsável.
13/08/2025
“Errar não é falhar!”. Fórmula de sucesso das empresas revelada no Conecta Varejo. Vem saber!
No segundo dia do Conecta Varejo, o keynote Arthur Igreja, especialista em tecnologia e inovação, trouxe ao público uma reflexão profunda sobre como cultura, inovação e inteligência artificial (IA) podem transformar empresas. “A inovação não depende apenas de tecnologia ou ferramentas, ela começa na forma como pensamos e nos preparamos para o novo”, afirmou durante sua palestra. Para Igreja, criar ambientes férteis para novas ideias é essencial. “Empresas que querem gerar inovação precisam criar espaços que incentivem experimentação, colaboração e troca de experiências. Sem isso, qualquer tecnologia, por mais avançada que seja, não terá impacto real”, explicou. Um ponto central foi a adaptabilidade. “O mercado muda rapidamente. Empresas que não conseguem se adaptar e aprender com os erros ficam para trás. A inovação é tanto uma questão de mindset quanto de recursos”, disse. Uma cultura sólida permite que os colaboradores se sintam encorajados a testar novas soluções e aprender continuamente, transformando desafios em oportunidades. A colaboração também foi destacada: “A inovação não é um esforço individual. Ela nasce do coletivo, da capacidade de integrar diferentes perspectivas e da coragem de experimentar. Uma cultura que valoriza a colaboração transforma ideias em soluções concretas e relevantes”, explicou. Igreja também trouxe à tona a importância de aprender com os erros. “Errar não é falhar; é descobrir novos caminhos e aprimorar soluções. Uma cultura que aceita o erro como parte do processo de inovação cria profissionais mais engajados e criativos”, completou. A inteligência artificial foi apresentada como uma ferramenta estratégica, mas com alertas importantes. “A IA é a interface que nos permite pensar no consumidor de forma mais precisa. Usar IA é ótimo para inovação, mas se a empresa depender dela constantemente, perde sua capacidade cognitiva. Estamos tão produtivos que não temos mais tempo para pensar; funcionamos no piloto automático”, alertou. Ele enfatizou que a IA potencializa a inovação, mas que seu efeito depende da saúde mental das equipes. “Se as pessoas estão com burnout, não adianta tecnologia. Precisamos equilibrar produtividade com espaço para reflexão, caso contrário voltamos a vender produtos mais analógicos”, disse. Outro ponto levantado foi a batalha geracional no ambiente corporativo. “As gerações estão defendendo suas próprias formas de trabalhar, especialmente quando falamos de tecnologia. É preciso entender essas diferenças para criar uma cultura inclusiva e colaborativa”, explicou. Igreja reforçou a necessidade de pragmatismo nas empresas. “As organizações devem ser objetivas no planejamento, focar em resolver problemas de forma rápida e eficiente. Uma cultura prática ajuda a transformar ideias em resultados reais”, completou. Segundo ele, tecnologia, cultura e inovação caminham juntas. “O futuro pertence às empresas que entendem que inovar é um processo cultural: é sobre como as pessoas pensam, colaboram, se adaptam e utilizam ferramentas como IA de forma estratégica. Sem cultura, não há inovação sustentável”, concluiu. O público do Conecta Varejo, formado por líderes, executivos e profissionais do setor varejista, saiu da palestra com insights claros e aplicáveis: inovação nasce da cultura, se fortalece na colaboração, se potencializa com inteligência artificial, precisa de pragmatismo e atenção à saúde mental das equipes, e só se concretiza quando as empresas resolvem seus problemas de forma objetiva. Supermercadista, a cultura da sua empresa está aberta a inovar?
13/08/2025
Transformação digital e inteligência artificial: como o varejo pode e deve explorar essas inovações?
A segunda palestra do segundo dia do Conecta Varejo 2025, trouxe Juliana Noronha, Executiva em Estratégia e Inovação pelo MIT Sloan, e Renate Fuchs, Managing Director da Accenture Brasil, duas referências em transformação digital, com mediação de Mariana Castro, Head de Curadoria do Kes. O debate abordou como a inteligência artificial, automação e cultura digital estão moldando o varejo e a experiência do consumidor. Para nós, supermercadistas, papos como esses são fundamentais para entendermos a melhor forma dos nossos negócios e profissionais lidarem com a tecnologia. Renate Fuchs destacou mudanças no comportamento do consumidor frente à tecnologia. “A gente tem menos paciência com a informação. As pessoas buscam respostas rápidas sobre saúde, finanças e felicidade, muitas vezes recorrendo a vídeos curtos ou realizando auto-diagnósticos online. Isso muda a forma como as marcas precisam se relacionar e oferecer experiências”. Ela também comentou sobre os impactos da tecnologia no trabalho e nas relações sociais. “Nos sentimos mais pressionados no trabalho com a entrada das tecnologias, mas é essencial restaurar o contato humano e criar experiências reais. As marcas precisam pensar em como se conectar genuinamente com o consumidor no mundo digital, sem perder a dimensão social e emocional”. Renate ainda exemplificou o uso da inteligência artificial para personalização de produtos e serviços: “A partir de inteligência generativa, podemos oferecer recomendações mais customizadas, seja para compras, receitas ou produtos, tornando a experiência do consumidor mais eficiente e relevante”. Juliana Noronha complementou ressaltando a importância de experiências reais e autênticas para o engajamento das marcas. “As gerações mais jovens querem experiências que possam tocar e sentir, que conectem digital e físico. Para as marcas, isso significa criar experiências sensoriais significativas e personalizadas, que vão além da simples interação online”. Ela também destacou o papel da IA na personalização do atendimento: “É fundamental conhecer o histórico e as interações do consumidor para oferecer uma experiência autêntica e personalizada. A inteligência artificial ajuda a organizar esses dados, mas o toque humano continua essencial. A personalização não pode se tornar robotizada”. Case de varejistas e recomendações práticas de IA Renate Fuchs trouxe um exemplo de aplicação de inteligência artificial em varejo: “Uma empresa francesa de materiais de construção trabalhou por 2,5 anos com IA de duas formas: uma, para ganhar experiência do consumidor, e a segunda, para apoiar os vendedores. Se você quer pintar a sua casa, pode entrar no site, detalhar o que deseja e a plataforma sugere materiais, quantidade necessária, marcas e onde comprar. Mas muitos clientes ainda preferem ir à loja, conversar com o vendedor, e a IA ajuda o profissional a conhecer melhor o cliente, aumentando a capacidade de venda com recomendações mais precisas”. Juliana Noronha complementou com uma recomendação estratégica: “Cada empresa deve entender primeiro o problema de negócio para escolher a ferramenta correta de IA. Não se trata de aplicar tecnologia por aplicar, mas de usar de forma inteligente para gerar valor real ao cliente e à operação”. A palestra reforçou que a reinvenção do varejo passa por equilíbrio entre tecnologia e humanidade, usando dados e automação para aprimorar experiências, mas sem perder autenticidade, empatia e proximidade com os clientes.
13/08/2025
Economia
Junho positivo: supermercados do RJ impulsionam o varejo com alta de 1,6%
O desempenho dos supermercados no Rio de Janeiro segue positivo, mesmo em um cenário desafiador para o varejo como um todo. Dados do PMC/IBGE mostram que, em junho de 2025, a receita dos supermercados fluminenses cresceu 1,6% em termos reais, já descontada a inflação, na comparação com o mesmo mês do ano anterior. Foi o terceiro mês consecutivo de alta, sobre uma base de comparação já elevada (+2,4% em junho de 2024). “O setor de supermercados segue desempenhando acima da média do varejo e mostra resiliência mesmo diante de quedas em outros segmentos, como combustíveis e vestuário. Esse crescimento contínuo evidencia a capacidade do setor de se adaptar e atender à demanda dos consumidores”, afirma William Figueiredo, consultor econômico da ASSERJ. De acordo com o especialista, o desempenho positivo dos supermercados ajudou a limitar a queda de 2,9% observada no varejo fluminense em junho, puxada principalmente pelos setores de combustíveis (-10,6%), vestuário e calçados (-8,8%) e equipamentos de informática e comunicação (-6,1%). “Pelo 24º mês consecutivo, os supermercados performaram melhor que o varejo como um todo no Rio, consolidando o setor como um dos mais estratégicos da economia local”, destaca Figueiredo. Em nível nacional, a receita dos supermercados se manteve estável (+0,0%), com crescimento em oito das doze unidades da federação pesquisadas pelo IBGE, incluindo destaque para o Distrito Federal (+4,2%) e queda no Espírito Santo (-1,9%). O Rio de Janeiro apresentou o quinto maior resultado estadual em junho e o melhor desempenho da região Sudeste. No acumulado do primeiro semestre de 2025, a receita dos supermercados fluminenses também apresentou crescimento real de 1,6%, desacelerando em relação ao mesmo período de 2024 (+5,7%). “O ritmo mais moderado do crescimento não diminui a importância do setor para a economia local. Ele continua sendo um pilar fundamental para o varejo fluminense e para a manutenção da oferta de produtos essenciais à população”, explica Figueiredo. Segundo o presidente da ASSERJ, Fábio Queiróz, os números reforçam a resiliência e a relevância estratégica do setor. “Mesmo com um início de ano desafiador para o varejo como um todo (-2,1% no acumulado até junho), os supermercados demonstram que conseguem equilibrar demanda, logística e gestão eficiente, garantindo resultados consistentes”, conclui.
13/08/2025
Como se reinventar sem perder a identidade? Confira cases e dicas!
O segundo dia do Conecta Varejo 2025 começou com a palestra “Marcas em movimento, a reinvenção como estratégia”, reunindo Vanessa Gordilho, CMO da Vibra; Luís Arruda, VP Comercial e Marketing da Porto; e mediação de Amanda Graciano, CEO da Trama. Em um mundo em constante mudança, estar em movimento e saber se reinventar de forma estratégica é fundamental para acompanhar as novas necessidades que vão surgindo na sociedade como um todo. Marcas atentas a esses movimentos e abertas às suas próprias reinvenções não ficam para trás! Essa palestra foi sobre isso! Luís Arruda ressaltou que a mudança de posicionamento da Porto busca ampliar horizontes e fortalecer a conexão com o consumidor. “A Porto sempre esteve na vanguarda e à frente do setor no país. Nos últimos anos, evoluímos para ser muito mais que uma seguradora, nos tornando uma empresa com um grande ecossistema de produtos, serviços e soluções para todos os momentos da vida. Queremos expandir nossos negócios oferecendo experiências fantásticas para as pessoas sem abrir mão da nossa essência”, afirmou. Ele destacou ainda a importância de manter a identidade no processo de reinvenção. “Pretendemos atuar de forma mais ampla em temas e segmentos mais diversos, mas as verticais seguirão conectadas, buscando sinergias em soluções e produtos. Tudo sem perder a qualidade do atendimento e a parceria com os corretores, que fazem parte da nossa identidade”. Arruda acrescentou que a inteligência artificial já está presente em diversos serviços da companhia, “desde a personalização de ofertas até o atendimento, ajudando a ganhar agilidade e precisão sem perder o toque humano”. Vanessa Gordilho falou sobre a transformação constante como motor para impulsionar negócios. “Transformação tem que ser do bem para o bem”, disse. Ela também reforçou a necessidade de se manter alinhada à cultura e aos valores da marca: “Queremos ser reconhecidos como uma companhia inovadora, que utiliza as mais recentes tecnologias para oferecer soluções energéticas eficientes e sustentáveis”. Segundo ela, a inteligência artificial também faz parte dessa evolução, “permitindo otimizar processos, prever demandas e oferecer soluções mais inteligentes para nossos clientes”. Para ela, o sucesso da reinvenção está em equilibrar tradição e inovação. “Queremos ser uma empresa mais inclusiva e diversa, que valoriza seus colaboradores e contribui para o desenvolvimento das comunidades nas quais atuamos”. A troca de experiências entre os executivos mostrou que reinventar marcas é um processo que exige coerência, propósito e conexão genuína com as pessoas. Supermercadistas, vocês estão atentos às mudanças de hábitos da sociedade? Elas impactam nos negócios e ter agilidade para se adaptar e atender essas mudanças é sair na frente! Para isso, nós, da ASSERJ, estamos sempre compartilhando conteúdos relevantes, promovendo eventos enriquecedores e estratégicos e lado a lado com vocês nessa missão de desenvolver o setor! Vamos juntos!
13/08/2025
Tem associado no Rio Innovation Week | Conecta Varejo. Saiba qual!
Com DNA 100% digital, o SPID, rede de mercados de proximidade da Cencosud Brasil, marca presença novamente no Rio Innovation Week 2025, realizado de 12 a 15 de agosto no Píer Mauá, na Zona Portuária do Rio de Janeiro. Com expectativa de receber mais de 180 mil visitantes, o RIW se consolida como o maior evento global de tecnologia e inovação. Em um estande de 30 m² no Armazém 3, próximo ao Palco Conecta, claro, o SPID combina conveniência e tecnologia a favor da experiência do cliente. O espaço oferece mais de 100 produtos para consumo imediato e conta com um totem interativo com jogo da memória e brindes exclusivos. Os visitantes também podem baixar o app SPID, se cadastrar e conhecer os serviços que têm facilitado o dia a dia de milhares de clientes na cidade. “Participar do Rio Innovation Week | Conecta Varejo é uma oportunidade de mostrar como o SPID une tecnologia, agilidade e conveniência para atender ao consumidor onde ele está. Queremos estar cada vez mais presentes na vida das pessoas, criando experiências práticas e inovadoras e fortalecendo nosso propósito de servir de forma extraordinária em cada momento”, afirma a Cencosud Brasil. O serviço das lojas SPID funciona diariamente, incluindo fins de semana e feriados, das 8h às 21h, com entregas em até 30 minutos. O mix inclui desde lanches prontos e carnes para churrasco até snacks, bebidas geladas, produtos de higiene e limpeza, sempre com preços competitivos. Nossos associados sempre conectados às necessidades e experiência dos consumidores!
13/08/2025
Por dentro da asserj
"A personalização virou uma commodity", estratégias para alavancar a hiperpersonalização e aumentar vendas
O Rio Innovation Week é um verdadeiro celeiro de ideias para aplicar no dia a dia do varejo supermercadista. E aproveitar essas oportunidades pode fazer surgir um insight antes desconhecido e transformar suas estratégias e fazer o seu negócio crescer ainda mais. Uma dessas tendências abordada nesta terça-feira, 12 de agosto, no palco Innovation Retail Talks é "A Era da Hiperpersonalização", dissertada por Pedro Scripilliti, area manager da Connectif. "A personalização não é mais suficiente. O consumidor está mais exigente, mais imediatista e sobrecarregado de informação. A personalização virou uma commodity e o que se torna o diferencial do mercado é o que se pode trazer para melhorar sua conversão, sua venda ou seu produto. Quando falamos de junção de dados para hiperpersonalização estamos falando de todo o ecossistema da marca", destaca Pedro Scripilliti. Hiperpersonalização: eficiência, diferenciação e conversão O palestrante frisou a importância de sempre ter, de forma imprescindível, um foco primordial: o cliente no centro das estratégias. "No cenário atual, a hiperpersonalização e eficiência são fundamentais. Se você não fizer diferente, o concorrente fará. Se o cliente tem uma má experiência, ele vai para outra loja. Só que hoje isso é muito mais rápido. Se você perde esse timming, você perda venda e cliente. As estratégias precisam ser ainda mais eficientes e focadas. A hiperpersonalização nada mais é do que avançarmos nos dados que já temos. Pegarmos tudo que podemos fazer com inteligência artificial, automação, e potencializar os dados que temos do nosso consumidor, oferecendo experiências únicas e individualizadas. Isso é o game changer para você fidelizar o consumidor". Benefícios e problemas: atenção aos desafios Pedro Scripilliti também pontuou as vantagens e os pontos de atenção necessários para uma estratégia eficaz de hiperpersonalização: "Quais os benefícios essenciais da hiperpersonalização para o negócio? Primeiro, o aumento da conversão, com melhora de comunicação, sem perder o cliente no meio da jornada. Depois, engajamento. Se você não engajar o consumidor na sua cultura, seu concorrente o fará. Terceiro, redução de churn. Todos os negócios brigam hoje para não perder cliente. Todos investem. Se você investe, sua concorrência também investe. A questão é quem planeja melhor, quem melhora o engajamento. Na sequência, obviamente, ofertas de produtos mais relevantes, o produto certo para a pessoa certa. Em quinto, a experiência mais fluida, uma jornada mais completa, de ponta a ponta da venda. E, por último, o atendimento mais eficiente". "Por exemplo, mapear a jornada de ponta a ponta, seja no físico ou no online. Saber qual cliente deixou qual produto em um carrinho e não concluiu uma compra. Para, posteriormente, ofertar esse mesmo produto a esse cliente, um parente, como uma sugestão de presente, e concretizar em venda o que seria uma oportunidade perdida. Isso só é possível na hiperpersonalização, com conhecimento profundo do seu consumidor. Conhecer o seu cliente é o básico", prosseguiu o palestrante. Scripilliti continuou pontuando as dificuldades da estratégia: "Os grandes problemas: dispersão nos dados em diversas ferramentas, é preciso ter um centralizador; falta de estratégia de CRM; segmentações estáticas, como só atender um cliente se ele comprar. É preciso se comunicar com o cliente que não é ativo e convertê-lo; jornada não automatizada. Não adianta ter as melhores plataformas se você não comunica de forma eficiente; e, claro, eficiência do time de tecnologia". Hiperpersonalização não é apenas venda, é fortalecimento de marca: conheça o seu cliente O palestrante frisou a importância de conhecer o cliente, não apenas as preferências de compra, mas hábitos, histórico e tudo que influência em seu dia a dia, com atenção especial a forma de comunicação: "Conectar-se com todo o seu tráfego, inclusive os usuários anônimos. É preciso impactá-lo de alguma maneira, claro, respeitando a LGPD. É possível falar com esses usuários anônimos, tanto quando com o conhecido. Isso é rastrear e ativar os dados de cada cliente em tempo real. Se um cliente comprou, você corta a comunicação de 'compre agora'. Isso frustra o consumidor. Essa comunicação é extremamente importante. É preciso também segmentar a audiência de forma inteligente. Use seus dados, eles estão à sua mão em sua base de cadastros. Personalize conversas, um chatbot não precisa ser chato. Ensine a ferramenta, seja qual for a que você utilize, a se comportar como um agente seu. Oferecer experiências omnicanal. É necessário conhecer o seu cliente e saber por qual meio ele se comunica mais. Não adianta enviar um e-mail para um indivíduo que não o usa. Temos que conhecer os hábitos para ter uma hiperpersonalização eficiente. E, para isso, temos que analisar o passado do cliente, entender o presente dele e prever o futuro". Capacitação: o elo essencial Ainda que uso de inteligência artificial e ferramentas de automação sejam um passo sem retorno, só elas não bastam. É preciso estar sempre atualizado: "A tecnologia é só um meio de comunicar. Nada adianta se a comunicação não for fluida. Estamos evoluindo muito rápido. A evolução é muito clara e quem não interagir com ela, estará perdendo espaço no mercado. A inteligência artificial só vai substituir quem não se atualizar. Precisamos aprender a usar as ferramentas para nos diferenciar e conhecermos nosso cliente, seja na loja física, seja na loja online", encerrou Pedro Scripilliti. A hiperpersonalização está redefinindo o relacionamento entre marcas e consumidores. É preciso unir dados, utilizar ferramentas e criar conexões únicas e relevantes. O foco no cliente tem se tornado cada vez mais fundamental para o sucesso dos negócios, e o varejo supermercadista não foge à regra. É extremamente relevante construir uma base de dados clara, organizada e completa, analisando todas as informações disponíveis para comunicar da melhor e mais personalizada forma possível. Esse pode ser o passo para converter alguém que não é seu cliente ou é casual em um consumidor fidelizado.
12/08/2025
Retail Media na prática: saiba como supermercados estão monetizando dados e audiência
Na última palestra desta terça-feira (12), a trilha de Retail Media do palco Conecta Varejo trouxe ao centro da discussão um tema cada vez mais relevante no setor: como o varejo brasileiro está monetizando dados e audiência para gerar novas receitas e fortalecer o relacionamento com a indústria. Participaram Roberta Becker, diretora de marketing do St. Marché, e Amanda Vasconcelos, diretora do Hiperideal Supermercados, com mediação de Fábio Amorim, CEO da Pixel Retail. O ponto de partida foi claro: compreender esse novo cenário é essencial para ampliar a rentabilidade e criar parcerias mais estratégicas. Roberta Becker destacou que a estratégia vem dando resultados concretos. “A gente prova o valor do nosso cliente. Temos acesso a dados transacionais e comportamentais que mostram o que, quando e onde ele compra, além de entender o porquê daquela escolha. Isso tem muito valor para a indústria”, afirmou. Ela reforçou que o uso inteligente desses dados permite um nível de segmentação sem precedentes. “Ao invés de um tiro de canhão em mídia massiva, conseguimos dar um tiro de sniper, direcionando mensagens hiperpersonalizadas para perfis específicos”, disse. Segundo Roberta, isso aumenta taxas de conversão, reduz o custo de aquisição e entrega mais valor para o parceiro industrial. Amanda Vasconcelos, por sua vez, abordou o potencial de ampliar o uso da mídia dentro das lojas. “Por que não pegar parte da verba que hoje vai para elevadores ou outdoors e investir no ponto de venda, onde o consumidor efetivamente decide a compra?”, questionou. Ela citou parcerias com escolas e empreendimentos locais como exemplos de novas fontes de receita, aproveitando a grande circulação e a capacidade de segmentar públicos com precisão. Roberta ainda ressaltou que o grande diferencial do St. Marché está no relacionamento próximo com o cliente. “O nosso principal asset é o cliente. Conversamos com Classe AB em São Paulo e temos taxas de recorrência muito altas. Essa intimidade não é comum nos grandes players”, disse, lembrando que produtos e experiências são pensados para fazer parte do dia a dia do consumidor. Amanda concordou, acrescentando que o critério na escolha dos produtos e campanhas é fundamental. “Não é qualquer item que colocamos em destaque. Trabalhamos muito com produtos de maior margem ou que precisam de um cliente mais específico, construindo campanhas 360° em parceria com a indústria”, explicou. Para ela, redes regionais têm a vantagem de testar e ajustar estratégias de forma mais ágil do que grandes redes. Ao final, a mensagem da palestra foi unânime: o varejo que souber usar dados de forma estratégica, com personalização e relacionamento próximo, poderá transformar sua audiência em um ativo de altíssimo valor — tanto para a própria operação quanto para a indústria e parceiros externos.
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Minuto ASSERJ
Supermarket Blue oferece experiência gastronômica em celebração ao Dia Nacional do Café
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Supermercado Serra Azul conquista Prêmio Julius Arp de Empreendedorismo em Nova Friburgo
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No ritmo da Páscoa, Supermarket Blue vira Fábrica de Chocolate neste sábado (28)
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Guanabara amplia equipe e fortalece sua operação no varejo supermercadista
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