
Negócios, impacto social, cultura, finanças, NR-1 e IA: confira tudo o que marcou o terceiro dia da SRE 2026

O último dia da Super Rio Expofood (SRE) 2026 consolidou a diversidade de temas que marcaram toda a feira: da geração de negócios ao papel social do varejo supermercadista, passando por gestão, dados, legislação e tendências globais. A programação reuniu lideranças do setor, especialistas e nomes de destaque em uma jornada intensa de conteúdo e conexões.
Logo nas primeiras horas, o ritmo já era acelerado com a Rodada de Negociação do Prezunic. O encontro reuniu colaboradores da rede e parceiros da indústria em um ambiente de integração e alinhamento estratégico. Durante a apresentação, o diretor geral, Gerson Estevam, e a diretora comercial, Patrícia Rotelli, reforçaram o compromisso da empresa com inovação, crescimento sustentável e fortalecimento das relações com fornecedores, destacando a importância do evento como catalisador de oportunidades de negócios.
No palco Convenção Américas, a abertura trouxe um tom inspirador ao reunir fé, empreendedorismo social e responsabilidade coletiva. O painel contou com a participação do Padre Omar e do David Hertz, que discutiram o papel transformador do varejo supermercadista nas comunidades. A principal mensagem foi clara: supermercados vão além da função comercial e se consolidam como espaços de convivência e impacto social. Para Hertz, o setor tem potencial estratégico na construção de uma sociedade mais justa, atuando desde a cadeia produtiva até o relacionamento com colaboradores e consumidores.
Na sequência, o escritor Fabrício Carpinejar trouxe uma abordagem mais humana com a palestra “A Arte de Conectar Gente: Construindo Culturas Inquebráveis”, destacando a importância das relações, da cultura organizacional e da empatia na construção de equipes sólidas e resilientes.
Encerrando o palco Convenção Américas, o chef e empresário Henrique Fogaça apresentou uma palestra marcada por relatos pessoais e aprendizados práticos sobre disciplina, liderança e gestão. Ao traçar um paralelo entre a cozinha profissional e o ambiente corporativo, Fogaça destacou a importância do planejamento, da adaptação constante e do controle de qualidade. “A cozinha precisa de organização, mas também de atenção total às mudanças. O mise en place e a relação com fornecedores são fundamentais para garantir consistência”, afirmou.
Já no palco Varejo & Negócios, o foco esteve nos pilares estratégicos que sustentam a competitividade das empresas. Na palestra sobre estrutura financeira, Tiago Martinelli destacou o papel dos braços financeiros próprios e dos FIDCs como ferramentas para captura de valor. Segundo ele, empresas que internalizam suas operações financeiras deixam de transferir margens para instituições externas e passam a transformar o financeiro em um motor de rentabilidade.
Na sequência, a advogada Bárbara Ferrari trouxe um alerta importante sobre a atualização da NR-1. A especialista ressaltou que a norma passa a incorporar riscos psicossociais, refletindo o aumento dos adoecimentos mentais relacionados ao trabalho. Com fiscalização mais rigorosa prevista para começar em 26 de maio, ela reforçou a necessidade de as empresas transformarem a norma em cultura organizacional, e não apenas em obrigação legal.
O uso de dados como diferencial competitivo foi o tema da apresentação de Priscila Ariani. Com a palestra “Somos todos vendedores: dados que movem o lucro”, a executiva destacou que, no varejo supermercadista, todas as áreas impactam diretamente as vendas. Para ela, o desafio não é apenas vender mais, mas vender melhor, fidelizando o consumidor e aumentando margens a partir de decisões orientadas por dados.
Encerrando o ciclo de conteúdo do palco, Lucas Daibert apresentou tendências globais na palestra “Retail Trends 2026: o varejo para além da IA”. O executivo destacou que a transformação do setor vai além da tecnologia e está profundamente ligada ao comportamento do consumidor. Um dos pontos centrais foi a disputa pela interface digital, com a ascensão de sistemas de inteligência artificial que passam a mediar a relação entre consumidores e o ambiente online, redefinindo a dinâmica de busca, consumo e relacionamento.
Com uma programação plural e estratégica, o último dia da SRE 2026 reforçou o protagonismo do varejo supermercadista como agente econômico e social. Entre negócios, inovação e propósito, o evento encerra sua edição deixando claro que o futuro do setor passa pela integração entre tecnologia, humanidade e colaboração.
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