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FLV pede nova estratégia de comunicação para destravar vendas
Os supermercados estão deixando de aproveitar oportunidades relevantes de crescimento nas vendas de frutas, legumes e verduras (FLV). É o que revela um relatório da Circana, que indica que o setor perde espaço ao não direcionar estratégias de promoção e comunicação para grupos específicos de consumidores. De acordo com a empresa de pesquisa, as vendas de produtos frescos devem crescer cerca de 2% ao ano até 2026, com destaque para as frutas frescas, que tendem a superar o desempenho médio da categoria. No entanto, esse avanço poderia ser mais expressivo caso o setor reagisse de forma mais eficaz à forte concorrência de mensagens promocionais vindas de categorias como snacks e doces. Segundo Jonna Parker, vice-presidente de alimentos frescos da Circana, a pressão promocional sobre outros alimentos acaba ofuscando o FLV. “O crescimento existe, mas poderia ser maior se o setor conseguisse se comunicar melhor com o consumidor em meio a tantas mensagens concorrentes”, afirma. Preço não é o problema, mas também não é a solução Enquanto os preços médios dos alimentos no varejo aumentaram entre 30% e 40% desde 2019, o valor dos produtos frescos subiu cerca de 18% por quilo no mesmo período. Em alguns casos, os preços atuais são até menores do que os registrados há sete anos. Mesmo com reajustes mais moderados, a demanda por frutas e verduras avança lentamente. Para Parker, esse é um sinal de alerta. “A trajetória de crescimento dos produtos frescos praticamente empata com o total das vendas de alimentos e bebidas no varejo, o que é surpreendente”, avalia. Falta de conexão com a forma como o consumidor compra hoje Na visão da executiva, a principal diferença entre o setor de FLV e outras áreas do supermercado é a dificuldade de acompanhar como o consumidor descobre e escolhe alimentos atualmente. Muitos varejistas ainda apostam apenas em preço baixo e no discurso de “produto mais fresco”, argumentos que já não são suficientes para gerar diferenciação real. “Outras seções do supermercado defendem propostas muito mais claras além de preço e frescor. É aí que o FLV perde espaço”, destaca Parker. Em categorias como vinhos, queijos ou até água engarrafada, varejistas e fornecedores trabalham a diversidade, segmentam marcas e dialogam com perfis específicos de consumidores. No entanto, essa lógica raramente é aplicada às frutas e verduras, mesmo em produtos com ampla variedade, como as maçãs. Oportunidade está na segmentação e na orientação ao consumidor Ainda segundo a Circana, os supermercados ainda falham ao explorar o potencial dos chamados “microsegmentos” no setor de FLV. O foco excessivo em inovação científica, como técnicas de cultivo, colheita e produtividade, acaba deixando de lado a conversa com o consumidor final. “Temos inovações incríveis em sabor e produção, mas essas discussões ficam restritas à cadeia de suprimentos. Não ajudam o consumidor a decidir”, afirma Parker. Para ela, orientar melhor a escolha pode ser decisivo para impulsionar as vendas. “Hoje, classificamos variedades diferentes de maçãs. Como o consumidor pode saber qual é a ideal para ele? Pense no vinho: seria impensável ter apenas três opções na prateleira”, compara. O cenário reforça que o crescimento do FLV passa menos por preço e mais por comunicação, segmentação e experiência, abrindo uma janela estratégica para o varejo supermercadista que souber colocar o consumidor no centro da decisão.
11 de February, 2026
Economia
Inflação avança 0,33% em janeiro, com menor pressão de alimentos desde 2006
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial do país, registrou alta de 0,33% em janeiro, segundo dados divulgados nesta terça-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado repete a variação observada em dezembro de 2025. No acumulado dos últimos 12 meses, a inflação alcançou 4,44%, acima dos 4,26% registrados no período imediatamente anterior. Em janeiro de 2025, a variação mensal havia sido de 0,16%. O resultado ficou ligeiramente acima das expectativas do mercado, que projetava alta de 0,32% no mês e inflação acumulada de 4,43% em 12 meses. Entre os grupos analisados, Alimentação e bebidas apresentou desaceleração, passando de 0,27% em dezembro para 0,23% em janeiro, a menor variação para o mês desde 2006. A alimentação no domicílio teve alta de 0,10%, abaixo dos 0,14% registrados no mês anterior, refletindo movimentos distintos nos preços. Entre as principais quedas, destacam-se: Leite longa vida: -5,59% Ovo de galinha: -4,48% Já entre as altas, chamam atenção: Tomate: 20,52% Carnes (média): 0,84% Contrafilé: 1,86% Alcatra: 1,61% Inflação no Rio de Janeiro - O IPCA ficou abaixo da média nacional, no Rio de Janeiro, em janeiro de 2026. A região metropolitana fluminense registrou inflação de 0,30% no primeiro mês do ano, uma desaceleração em relação ao 0,52% registrado em dezembro. O acumulado dos últimos 12 meses é 3,69%, dentro do teto da meta. Para André Nunes, economista-chefe do Sicredi, "os alimentos continuam contribuindo para conter a inflação, favorecidos por uma safra positiva, enquanto os preços dos serviços seguem em trajetória compatível com o teto da meta, sem sinais de deterioração do cenário inflacionário."
11 de February, 2026
Indústria em cena
Charge entra na categoria de proteínas e amplia oportunidades no varejo supermercadista
O segmento de alimentos proteicos, que movimenta cerca de R$ 2 bilhões ao ano no Brasil, segundo a Euromonitor, segue em forte expansão e passa a contar com um novo produto estratégico para o varejo supermercadista. A Nestlé, em parceria com a Nutrata, lança o Charge Proteico, ampliando a presença da marca em uma categoria de alto valor agregado, crescimento acelerado e forte apelo junto ao consumidor. Desenvolvida pela equipe da Nutrata, a barra combina chocolate ao leite, caramelo, amendoim e proteína, preservando o perfil sensorial do clássico Charge e, ao mesmo tempo, atendendo às demandas por funcionalidade. Com 45g, o produto entrega 11g de proteína proveniente do whey protein, não contém adição de açúcar e é zero glúten, atributos que reforçam seu potencial de giro em diferentes missões de compra dentro do varejo supermercadista. Segundo a Nutrata, o lançamento inaugura uma agenda de novidades previstas para 2026, fortalecendo a estratégia conjunta com a Nestlé na construção de um portfólio alinhado às tendências de saúde, conveniência e performance. “No desenvolvimento da barra proteica Charge, nosso foco foi preservar a identidade sensorial do clássico da Nestlé”, afirma Charles Formigari, sócio-fundador da Nutrata. Na avaliação da Nestlé, o movimento reflete uma mudança estrutural no comportamento do consumidor, em que prazer e funcionalidade passam a caminhar juntos, criando novas oportunidades de sortimento, exposição e cross merchandising no ponto de venda. “A barra proteica que une Charge e Nutrata nasce exatamente dessa convergência: entregar energia, sabor icônico e nutrição em um formato prático, alinhado à rotina de quem busca performance sem abrir mão do prazer”, destaca Nathaly Glashan, gerente executiva de Marketing da divisão de Chocolates da Nestlé. Vale ressaltar que, na edição de março da revista Super Negócios, na editoria Caderno Especial, você confere uma matéria que mostra como a proteína vem redefinindo os hábitos de consumo no varejo supermercadista. Clique AQUI e leia a partir da página 36.
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