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"Não esquecer do passado, viver o presente e nunca deixar de olhar para o futuro", confira a abertura oficial do Rio Innovation Week
As palestras já iniciaram, os corredores já foram tomados de expositores, palestras e visitantes. O Rio Innovation Week / Conecta Varejo já começou. Mas para simbolicamente "cortar a fita", foi realizada a Cerimônia de Abertura do RIW 2025 na Plenária, sediada no Galpão Kobra, nesta terça-feira, 12 de agosto. A mesa, formada por diversas autoridades, foi aberta pelo presidente da ASSERJ, Fábio Queiróz, cofundador do Rio Innovation Week. "Sejam muito bem-vindos à 5ª edição do Rio Innovation Week. Obrigado pela presença de cada um de vocês. Queria começar agradecendo a presença de todas as autoridades, palestrantes, ouvintes e a todos da equipe que faz esse evento possível. O RIW nasceu no meio da pandemia. Hoje ele transforma o Rio na capital mundial da inovação por 4 dias. Nada foi fácil. Governador, prefeito, estávamos juntos na primeira edição, mas estávamos sob jugo da Covid e não sabíamos se o evento aconteceria, mesmo estando já montado. E chovia muito, a obra não andava, a tensão era enorme... ainda assim, tivemos uma primeira edição já muito grande. O Rio nasce já um elefante, mas um elefante bebê. E fomos nos aperfeiçoando, passando por muitas coisas. Isso só foi possível pela colaboração de alguns. Nosso primeiro patrocinador, a Fecomércio. E aqui, faço uma pausa muito emocionada para relembrar nosso querido Júlio Cezar, do SEBRAE, que em nosso primeiro evento subiu nesse mesmo palco e disse: 'acabo de voltar de um dos maiores eventos de tecnologia no mundo e o evento de vocês não deve nada para ninguém'. Isso na nossa primeira edição, quando tivemos tantos percalços, tantos quebra-molas e tantas dúvidas, porque ninguém faz um evento desses sem dúvidas. E nesses processos nos agarramos em alguns pilares. Como o governador Cláudio Castro, que abraçou o evento, um grande entusiasta da nossa ideia. Do prefeito Eduardo Paes, que está trazendo para o Rio de Janeiro a veia, a pegada, como dizem os mais novos, o match, como dizem os mais novos ainda, da tecnologia e inovação. É um trabalho incansável ao lado do vice-prefeito Eduardo Cavalieri. Porque cada vez que vocês trazem inovações para o Rio de Janeiro, estamos falando de todo o ecossistema e isso é muito importante e nos dá muito orgulho", ressaltou Fábio Queiróz. O presidente da ASSERJ ainda frisou: "Eu olho para o futuro. eu venho do setor de supermercados. Muitos de vocês sabem, sou presidente da ASSERJ e sou o primeiro vice-presidente da ALAS. E pensamos muito no futuro. O supermercado do futuro... você vai baixar um aplicativo, ver se tem vaga no supermercado para estacionar, ver se está cheio, se está vazio. O pagamento será feito por aplicativo. E é isso que a Rio Innovation Week, paralelamente, se propõe, a olhar para o futuro, a inspirar. Mas qual é o papel de cada um de nós? É entender o avanço da tecnologia através do olhar ético. O ser humano precisa estar no comando. A privacidade precisa ser respeitada. A formação de novas tecnologias precisa respeitar a responsabilidade social. As empresas que aqui estão precisam ter esse olhar e, por isso, a RIW se propõe a ter esse olhar ético. O nosso papel é não esquecer do passado, viver e se adaptar ao presente e nunca, jamais, deixar de olhar para o futuro. Nós estamos muito orgulhosos. Muito obrigado a cada um de vocês". Bruna Reis, diretora executiva do Rio Innovation Week 2025, também destacou: "O objetivo do Rio Innovation Week é conectar mundos diferentes. A ciência e a cultura, o setor público e as start-ups, o global e o local, o que já é realidade e o que ainda é um sonho conectarmos por aqui. É sobre colocar lado a lado um prêmio Nobel da Paz e um criador de conteúdo digital, um filósofo e o maior engenheiro de inteligência artificial do mundo, uma atleta olímpica e um líder indígena. E ver tudo que pode nascer a partir desse encontro. Mais do que números, o que queremos é movimento. Movimento de ideias, de negócios, de pessoas". Autoridades presentes Dentre as autoridades que manifestaram seus depoimentos sobre o Rio Innovation Week, o presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Rio de Janeiro (Fecomércio-RJ), Antônio Florencio de Queiroz, pontuou: "Esse é um evento que se consolidou. Um encontro que é o futuro com consciência e responsabilidade. Nessa quinta edição, o tema, 'O olhar através da ética', não é só tão presente e tão necessário, mas nos convida a refletir sobre o impacto das nossas escolhas e o papel da inovação em um mundo de conjunturas aceleradas. Discutir inovação também é discutir para quem, como e por que inovamos. É pensar em soluções que promovam o desenvolvimento econômico, inclusão social e sustentabilidade, sem perder de vista os valores que sustentam uma sociedade justa". Já Ricardo Wagner de Araujo, diretor executivo de Governança da Petrobras, representando a presidente da estatal Magda Chambriard, focou ainda mais no olhar sobre o futuro: "O RIW se consolidou como uma importante conferência global sobre tecnologia e inovação e seus impactos no futuro. É com satisfação que parabenizamos a organização deste evento de relevância mundial. O tema proposto hoje, com foco na ética, nos convida a uma reflexão fundamental sobre como podemos garantir que o progresso tecnológico seja um instrumento de inclusão, evitando a ampliação das desigualdades. Vivenciamos uma era de transformações significativas. A inteligência artificial, a automação, a biotecnologia e outras ferramentas poderosas estão alterando a maneira como vivemos, trabalhamos e nos relacionamos. Essas tecnologias têm o potencial de expandir o acesso à saúde, à educação e à energia, promovendo a inclusão de forma inédita. Contudo, também apresentam riscos, como o aprofundamento de desigualdades e a exclusão de grupos marginalizados. A tecnologia, em si, não é intrinsecamente ética ou antiética; ela reflete os valores de seus criadores, reguladores e usuários. Por essa razão, o papel das lideranças nunca foi tão crucial. Líderes precisam ser, além de competentes, conscientes, compreendendo que inovação sem responsabilidade é um caminho para a exclusão, e que eficiência sem equidade representa um progresso ilusório. É imprescindível assegurar que o avanço tecnológico seja um instrumento de inclusão, e não um fator de ampliação das desigualdades. Que tipo de legado queremos deixar para as próximas gerações? A resposta está em nossas mãos". Juliana Benício, secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação de Niterói, representando o prefeito do município Rodrigo Neves, afirmou: "É muito bonito ver o nosso estado unido em prol da inovação. Nos atuais tempos a inovação nunca decepciona, sempre mostra que o nosso futuro é promissor. A economia do conhecimento, a inovação, é um processo indissociável da sobrevivência no mercado. Para isso, precisamos preparar nossos agentes econômicos para esse futuro". "Há um ano eu vinha nesse mesmo local aqui, junto com o Fábio, fazer a abertura do Rio Innovation Week. A cada ano que passa, vemos um evento cada vez maior. Competência de vocês organizadores, que fala por si só. Hoje vemos a extensão. Não tinha mais para onde crescer? Colocaram um navio. Eu tenho absoluta certeza que na 20ª edição, essa frente aqui da Baía de Guanabara estará fechada com diversos navios para que possamos contemplar a todos", exaltou Anderson Moraes, secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação. O almirante de esquadra Marcos Sampaio Olsen, comandante da Marinha, retificou: "A inovação transcende fator diferencial, afirma-se alicerce do progresso humano. O contexto geopolítico, interligado por complexas redes de informação e por evolução tecnológica sem precedentes, avança para a configuração de novas estruturas econômicas, sociais e culturais. Nesse contexto, redefine-se a essência e relevância dos Estados que lograrão converter ciência em soluções tangíveis, tecnologia em prosperidade e ideias em vetores de desenvolvimento sustentável. Serão sobretudo vértices decisórios e delineadores do século XXI. O Brasil, detetor de vasto território, pluralidade cultural e econômica. De juventude dotada de um notável vigor criativo em serra potencial similar para a condição de uma dinâmica e difusa transição. O verdadeiro esteio reside em compreender que inovação não se sustenta unicamente em máquinas e algoritmos, mas substancialmente em pessoas, talentos e sinergia colaborativa que as unem. É precisamente na convergência de propósitos e visões que hoje materializa-se o Rio Innovation Week, encontro em que forjam soluções, testes, alianças e perspectivas de desenvolvimento para o país. Um momento oportuno para enfatizar o papel estratégico da marinha do Brasil nessa construção. Para além da missão precípua e indelegável da defesa e salvaguarda dos interesses nacionais". O prefeito do Rio Eduardo Paes também festejou a relevância da RIW para o Rio: "No caminho para cá, eu estava relendo a programação intensa desses próximos dias de inovação, e eu não tive dúvida nenhuma, não existe lugar melhor do mundo pra se falar de tecnologia, inovação e soluções inteligentes para as cidades do que o nosso Rio de Janeiro. Eu tenho certeza de que lá atrás, quando a internet ainda não era pra todos os celulares, e os celulares apenas faziam ligação, a gente acreditava na tecnologia digital como uma força transformadora. Inclusive, temos dois anúncios importantes, que estamos lançando hoje aqui e que representam muito bem o que a Prefeitura tem feito para fomentar a inovação e o desenvolvimento tecnológico. Estamos lançando hoje o terceiro ciclo do Sandbox, nosso Sandbox regulatório, premiado internacionalmente. Ele permite que as empresas desenvolvam e testem tecnologias inovadoras aqui, flexibilizando as normas municipais. Quem for selecionado vai poder testar livremente as suas soluções em parceria com a prefeitura. E o segundo anúncio é o 'Desafio Rio'. Através dele a prefeitura vai se tornar investidora anjo de projetos inovadores que melhorem os serviços públicos principais. É um conjunto de investimentos que vai permitir que a prefeitura possa atuar como uma verdadeira catalisadora. Todas essas iniciativas têm algo em comum, queremos colocar o Rio no centro da rota global de tecnologia, rumo ao futuro digital sustentável, inclusive, com o olhar sempre atento e melhorando a vida da nossa gente. Queria, mais uma vez, aqui, saudar o Fábio e toda a organização desse fantástico evento e dizer que esse é o espírito da Rio Innovation Week 2025". Por fim, o governador Cláudio Castro concluiu: "O RIW está no centro da pauta da atenção das políticas de Estado. Esse processo, Fábio, eu lembro bem das nossas primeiras conversas, de pegar todo esse potencial do Rio de Janeiro e criar uma marca que ficasse. Aproveitar o Rio de Janeiro, que já é uma marca maravilhosa, mas transformá-la em algo que pudéssemos ser, inclusive, vendável mesmo, que pudéssemos levar para outros lugares, divulgar como mídia, como marketing. Óbvio que as dificuldades de uma primeira edição são ímpares. Mas é assim com a segunda, terceira, quarta e quinta. Não é tão diferente pelo plano expansionista que vocês estão impondo ao evento. Se continuar assim, um dia terá que dar feriado no Rio de Janeiro só para Rio Innovation Week tamanho sucesso que ela vem tendo". Demais autoridades Também compuseram a mesa: Eduardo Cavaliere, vice-prefeito do Rio de Janeiro; Bernardo Rossi, secretário de Estado do Ambiente e Sustentabilidade; Flávio Ferreira, secretário de Estado de Agricultura, Pecuária, Pesca e Abastecimento; Gustavo Tutuca, secretário de Estado de Turismo; Feu Braga, secretário de Estado de Transformação Digital; Fernanda Curdi, secretária de Estado de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços; Tatiana Roque, secretária Municipal de Ciência, Tecnologia e Invoação; Alexandre Nogueira, presidente da Light; e Vinicius Farah, presidente do Detran-RJ. A ASSERJ tem muito orgulho de promover aos associados passaporte gratuito para um evento dessa magnitude. Com a certeza de que o encontro como um todo, proporciona uma troca extremamente rica de conteúdo.
12 de August, 2025
Atualidades
Descubra como construir marcas fortes e relevantes: insights da Rebu no Conecta Varejo
Na quinta palestra do primeiro dia do Conecta Varejo, Fernando Andreazi, cofundador da agência de branding Rebu, e Pedro Mattos, designer da mesma agência, trouxeram uma discussão valiosa sobre como construir marcas fortes e relevantes em mercados cada vez mais competitivos e complexos. Voltada especialmente para supermercadistas, a palestra destacou a importância de ir além do produto, focando em estratégias que geram identificação e vínculos verdadeiros com os consumidores. “Branding é o encontro do espelho com a janela” Fernando abriu o debate destacando que o diferencial de uma marca está em condensar sua essência em poucas palavras, idealmente uma ou três, para que a comunicação seja clara e focada. “Parece loucura, mas quem trabalha com comunicação sabe que plataformas de marca enormes, cheias de palavras, confundem mais do que ajudam. A gente precisa ser simples e direto”, explicou. Para ilustrar essa simplicidade poderosa, ele citou exemplos reais de projetos da Rebu, como o desenvolvimento da marca “Play”, criada para um empreendedor brasileiro com um posicionamento claro e emocional, fácil de ser entendido por todos. Outro case marcante foi a criação da marca do jogador Neymar, um trabalho que buscou traduzir sua autenticidade e criatividade urbana, distante dos estereótipos regionais do Brasil, e que resultou em uma expressão visual e verbal forte — como o nome “Play By Name”, registrado globalmente para proteger a identidade da marca. Pedro Mattos complementou reforçando a importância do empreendedor se identificar com a essência da marca. “A fricção da marca é justamente esse equilíbrio entre a verdade do empreendedor e o que ela entrega de diferencial para o mercado. Quando isso acontece, nasce um projeto potente e autêntico.” Olhar para dentro e não para o concorrente Um dos insights mais impactantes veio com uma provocação de Fernando: “Muitos empreendedores ficam viciados em observar o que o concorrente faz — a cor, a fonte, a promoção. Mas isso rouba a chance de construir sua própria história.” Ele enfatizou que a verdadeira força de uma marca vem do autoconhecimento e da clareza sobre seu diferencial. Para mostrar isso na prática, trouxeram o case da marca de cacau “Dengo”. A equipe da Rebu trabalhou para desconstruir conceitos equivocados sobre o produto, reposicionando-o não como assistencialismo a pequenos produtores, mas como expressão de alta qualidade e empreendedorismo familiar. A partir do nome, do design da embalagem e do branding cuidadoso, a marca conquistou uma sofisticação sutil que transformou a percepção do consumidor. Detalhes que fazem a diferença Fernando destacou a importância dos detalhes na construção da marca. “As marcas vivem dos detalhes.” Ele explicou que pequenas mudanças em cores, tipografia, design de embalagem e interface, mesmo que quase invisíveis, trazem elegância e rigor que o consumidor percebe no subconsciente. “É isso que diferencia uma marca comum de uma memorável.” Pedro reforçou que essa experiência não pode acabar na loja ou no supermercado. “A embalagem e o design precisam prolongar a experiência, reforçando valores e crenças da marca, criando uma conexão 360° com o consumidor.” Palavras que contam histórias A escolha do nome e do slogan da marca foi destacada como fundamental para construir identidade e narrativa. Fernando citou o exemplo da marca “Nut”, uma linha de leites de origem, cujo nome simples e o uso do ponto final (“Nude.”) comunicam pureza e autenticidade. “Não é só uma palavra, é o conceito central da marca”, explicou. Fernando também refletiu sobre a necessidade de respeitar o momento do empreendedor no processo criativo. “Nosso objetivo, como consultores de marca, é puxar para frente, mas às vezes é preciso segurar o empreendedor. É mais fácil segurar do que tentar empurrar um projeto criativo que já está cheio de elementos difíceis de mudar, como logo, nome ou cor. Quando o empreendedor diz ‘não mudo meu logo, meu nome, minha cor’, a gente fala: ‘Então tá tudo ótimo, segue a vida aí’. Nosso papel é ajudar para que o processo flua, evitando loucuras, mas também estagnação.” Estratégia é o roteiro, não o filme Para fechar, Fernando trouxe uma analogia importante: “Estratégia é o roteiro do filme, não o filme em si. Muita gente pede projeto de estratégia, mas poucos realmente conhecem o roteiro inteiro. A estratégia precisa ser visível e refletida em cada ponto de contato, senão não funciona.” Ele explicou que a Rebu costuma aceitar cerca de 40% dos projetos, justamente para garantir que possam desenvolver um conceito forte e a expressão que será o reflexo desse conceito. “Às vezes, aceitamos um conceito legal que precisa ser bem expressado, outras vezes, o contrário — mas fazer o todo junto é essencial para o sucesso.” Mensagem final Ao concluir, Fernando e Pedro reforçaram que o branding é uma ferramenta estratégica essencial para supermercados e negócios que querem se destacar, especialmente em mercados saturados. “Marcas verdadeiras, autênticas e claras criam vínculos profundos. E essa é a chave para superar a concorrência e construir um relacionamento duradouro com o consumidor.”
12 de August, 2025
Camila Salek revela o futuro do varejo: venha saber qual é!
Na quarta palestra do primeiro dia do Conecta Varejo, a keynote Camila Salek, autora, palestrante e futurista especializada em varejo, trouxe uma reflexão profunda sobre a transformação que o setor enfrenta na era da jornada de compra fragmentada e imprevisível. Com um olhar que vai além da multicanalidade tradicional, ela provocou o público a repensar como as marcas e varejistas podem atender um consumidor que navega constantemente entre canais físicos e digitais, exigindo experiências cada vez mais integradas e personalizadas. “O varejo que conhecíamos já não existe mais. Estamos vivendo a sexta geração do varejo, um momento em que a integração entre os canais físicos e digitais não é mais um diferencial, mas uma obrigação para qualquer marca que queira sobreviver”, afirmou Camila Salek. Ela contextualizou essa evolução, partindo da loja de vizinhança — onde o contato era próximo e direto — passando pelas grandes redes físicas e chegando aos complexos modelos escaláveis atuais, que demandam uma visão sistêmica da jornada do cliente. Segundo Camila, “hoje, o consumidor não segue uma linha reta; ele navega por um labirinto de canais e pontos de contato, buscando conveniência, experiência e personalização.” Por isso, a jornada deixou de ser linear e passou a ser uma experiência unificada. “Não dá mais para pensar o varejo como algo segmentado, onde o cliente compra online e retira na loja, ou o contrário, como se fossem coisas isoladas. Precisamos construir uma narrativa única, uma conversa integrada, que envolva WhatsApp, redes sociais, e-commerce e lojas físicas, tudo isso conectado.” Essa integração, enfatizou, é essencial para evitar que o consumidor se perca no caminho e abandone a compra. Camila também ressaltou que a personalização é um dos grandes pilares dessa nova realidade. Ela destaca que o varejo do futuro “escuta, entende e se adapta” por meio do uso inteligente de dados e da escuta ativa do cliente. “Usar dados não é só sobre tecnologia, é sobre respeitar e antecipar as necessidades reais de cada cliente, entregando exatamente o que ele busca.” Essa abordagem, segundo ela, permite entregar experiências cada vez mais relevantes, que geram conexão e fidelidade. Apesar da expansão do digital, Camila destaca o papel estratégico do varejo físico como “o coração da conexão” entre marcas e consumidores. “O varejo físico não morreu, ele se transformou. Hoje, ele precisa oferecer experiências sensoriais, criar comunidades e possibilitar uma conexão emocional que o digital sozinho não consegue entregar.” Para ilustrar, apresentou conceitos como “branded stores” — lojas que funcionam como plataformas de mídia para posicionar e fortalecer a marca — e “anyplace stores”, que englobam dark stores, franquias e lojas compactas, que priorizam distribuição e conveniência, mas também devem oferecer uma dose de experiência e valor. Ela alerta ainda para o caráter dinâmico e contínuo do varejo. “O varejo é um jogo sem fim”, marcado por transformações constantes. “A inovação precisa ser contínua. Não podemos descansar sobre o que já conquistamos, porque o consumidor muda, o mercado muda, e a velocidade dessa mudança só aumenta.” Com essa visão futurista e integrada, Camila Salek inspira varejistas e marcas a repensarem seus modelos, apostando na total integração dos canais e na criação de experiências autênticas, relevantes e conectadas à nova realidade do consumo. “O varejo é uma casa aberta, um palco em que todos os dias surgem novos desafios e oportunidades. A pergunta é: estamos prontos para jogar esse jogo sem fim?”
12 de August, 2025
Geração Z e o consumo consciente: o que o varejo precisa saber para se conectar
A terceira palestra do primeiro dia do Conecta Varejo marcou o início da trilha de Tendência com o painel “Saturados: prazer, conexão e consumo”, que reuniu especialistas para discutir como as novas gerações lidam com o excesso de estímulos e o que isso significa para marcas e varejistas. Mediado por Ivan Padilha, editor executivo da Exame, o debate contou com a participação de Flávia Molina, da Camil, e Guilherme Martins, da Diageo. O objetivo da conversa foi oferecer ao setor supermercadista insights sobre como se comunicar e criar experiências de compra que dialoguem com os valores dessas gerações, promovendo conexões autênticas e relevantes. Guilherme Martins abriu a discussão destacando a profunda transformação na relação das pessoas com bebidas destiladas nos últimos dez anos, citando a democratização dos coquetéis como um exemplo dessa mudança cultural. “O coquetel mudou a forma como as pessoas interagem com comida, bebida e celebração”, afirmou, ressaltando que hoje a experiência é mais rica, inclusiva e diversificada, com espaço para diferentes gostos e perfis. Essa evolução reflete uma busca por experiências mais significativas e personalizadas. Ainda nessa linha, Martins enfatizou a importância do consumo consciente e da moderação, alertando para a responsabilidade das indústrias em comunicar essa mensagem em diversos segmentos, desde bebidas até tecnologia. Ele também abordou a crescente popularidade dos produtos zero álcool, que atendem a uma socialização que valoriza a presença qualificada, não o excesso, alinhando-se às mudanças comportamentais das novas gerações. Complementando esse panorama, Flávia Molina trouxe o olhar da Camil sobre a Geração Z, destacando o alto consumo de café dessa faixa etária — que pode chegar a cinco ou seis expressos por dia — e a forma como o café se tornou um ritual de conexão adaptado às novas formas de socialização. Para ela, essa geração rejeita o excesso e busca um prazer mais “limpo”, que esteja alinhado a valores como equilíbrio entre vida pessoal e trabalho, saúde e bem-estar. “Eles são altamente conectados, vivem para as câmeras e para serem vistos em momentos que refletem seus ideais — e esses ideais não incluem o excesso”, explicou Molina. Para que as marcas realmente se conectem com esse público, é preciso estar presente no cotidiano desses consumidores de forma verdadeira e coerente, construindo relações que vão muito além das redes sociais. Nesse contexto, tanto Martins quanto Molina concordam que a nova geração valoriza a possibilidade de escolha e rejeita experiências impostas ou artificiais. A autenticidade, portanto, é elemento chave para gerar identificação e engajamento real. “Não adianta criar conteúdo para impressionar se isso não se traduz em verdade no ponto de contato com o cliente”, alertou Flávia Molina. Essa busca por conexões genuínas e equilíbrio representa um grande desafio — e, ao mesmo tempo, uma oportunidade para o varejo supermercadista, que precisa repensar suas estratégias para atender a consumidores cada vez mais conscientes e seletivos. Sobre a comunicação com essa nova geração, Flávia reforça que o contato é 100% digital, mas também acontece em eventos presenciais, especialmente ligados à música, que se tornam plataformas importantes de engajamento e troca. Já Guilherme acrescenta que as marcas devem ir além da comunicação tradicional, conectando-se com a cultura de forma ampla e autêntica. Para ele, os jovens se identificam com marcas que representam valores e causas reais, criando vínculos por meio de símbolos de força e pertencimento cultural, o que torna o engajamento mais profundo e significativo.
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