
Dia do café: categoria atrai diferentes perfis de consumidor nos supermercados do RJ

Dia Internacional do Café celebra importância da bebida tradicionalmente amada pelos brasileiros
1º de outubro é o Dia Internacional do Café! O Brasil ocupa o posto de segundo maior consumidor da bebida no mundo - atrás apenas dos Estados Unidos -, o que comprova a enorme relevância do alimento tanto em âmbito global quanto nacional. O produto vai muito além da primeira refeição do dia: ele marca presença no lanche da tarde, após o almoço ou naqueles minutos de pausa para recarregar as energias.
Com tantas ocasiões de consumo e totalmente enraizado na cultura brasileira, o item se consolida como um dos principais geradores de venda nos supermercados. É o que destaca Celírio Inácio, diretor executivo da ABIC (Associação Brasileira da Indústria de Café):
"O café é uma categoria extremamente relevante para o supermercado, pois o alimento faz parte do dia a dia do brasileiro e tem grande frequência de compra. Além de movimentar vendas, ele contribui para gerar fluxo e estimular a compra de outros produtos associados ao seu consumo", explica.
No entanto, o fato de ser uma categoria tradicional não significa estagnação. Hoje, o mercado vive uma grande transformação puxada pela expansão dos cafés de maior valor agregado. Ajustar o sortimento, otimizar o espaço de gôndola e entender as novas demandas são passos indispensáveis para os supermercadistas conquistarem tanto o cliente clássico quanto o novo adepto das tendências.
Do tradicional ao premium: o comportamento de consumo no RJ
Embora o café tradicional e o extraforte mantenham uma base sólida de fãs no estado, o setor observa uma nítida diversificação no portfólio, com o avanço expressivo das linhas gourmet e especiais. Segundo Celírio, o carioca tem um perfil naturalmente aberto a novidades, comportamento que ganha ainda mais força entre os mais jovens.
"A Geração Z, muito conectada às redes sociais e às tendências das cafeterias, tem contribuído para ampliar o interesse por diferentes formas de consumir café, novos métodos de preparo, bebidas à base de café e produtos de maior valor agregado. Esse movimento também ajuda a despertar a curiosidade por cafés Superiores, Gourmets e Especiais", afirma o diretor executivo da ABIC.
Essa mudança já faz parte da rotina de redes supermercadistas no estado, como o Terê Frutas. Leandro Ferreira, gerente geral do grupo, aponta que os cafés especiais ganharam protagonismo nas gôndolas. "Temos essa linha de café premium porque o público vem crescendo, procurando variedade e qualidade. Hoje, o nosso mix de loja tem a parte tradicional e a parte premium", afirma.
Leandro revela que, em algumas lojas da rede, a versão premium já ultrapassa o volume da tradicional. "O consumo muda, as pessoas vão experimentando e, quando a gente vê, acaba agregando. Até porque o preço está mais agradável para levar um café diferenciado para sua casa", afirma.
Porém, o crescimento do premium não significa uma substituição do tradicional. Na verdade, categorias diferentes atendem a perfis e ocasiões de consumo distintas. "Para o supermercado, essa diversidade representa uma oportunidade: manter os produtos já consolidados no carrinho do carioca e, ao mesmo tempo, oferecer novidades capazes de atrair um consumidor que deseja experimentar e conhecer mais sobre o universo do café", aponta Celírio Inácio.
Como trabalhar o portfólio de cafés nos supermercados?
Com tantas opções nas prateleiras, estruturar o mix exige planejamento. O primeiro passo apontado pela ABIC é a garantia de procedência e qualidade.
"Antes de qualquer estratégia de exposição, o supermercado precisa demonstrar ao consumidor o cuidado e a responsabilidade que tem com a segurança do alimento, priorizando em suas gôndolas cafés certificados, que ofereçam confiança quanto à qualidade e conformidade do produto", diz.
O segundo passo é entender que o café e seu consumidor não são sempre iguais. Organizar a gôndola apenas por preço ou marca já não é suficiente.
"Hoje, o consumidor encontra diferentes categorias, perfis de bebida e propostas de consumo. A exposição precisa ajudá-lo a entender essas diferenças e fazer sua escolha. A recomendação é ter uma gôndola organizada, diversificada e didática, com produtos certificados e uma clara identificação das diferentes categorias. Dessa forma, o supermercado oferece segurança, facilita a escolha e atende desde o consumidor mais tradicional até aquele que busca novas experiências", recomenda Celírio Inácio.
Como aproveitar o dia do café no supermercado?
Uma curiosidade interessante é que a bebida é celebrada em dose dupla: o Dia Internacional do Café, em 1º de outubro, e o Dia Nacional do Café, em 24 de maio (instituído pela ABIC).
Segundo Celírio Inácio, a data é a ocasião perfeita para os supermercadistas explorarem a categoria de maneiras diferentes do usual.
"Essas datas permitem ao supermercado ir além da promoção de preço e criar uma verdadeira experiência em torno do café. É possível destacar a gôndola, promover degustações, apresentar as diferentes categorias, divulgar métodos de preparo e orientar o consumidor sobre qualidade e certificação", afirma Celírio.
Segundo ele, o Dia do Café também é uma ótima oportunidade para realizar ações integradas com produtos que fazem parte do mesmo momento de consumo - como leite, pães, bolos e chocolates - e potencializar o cross-selling.
"Mais do que comemorar uma data, o varejo pode aproveitar esses momentos para valorizar o café, levar informação ao consumidor e transformar uma das bebidas mais presentes na vida dos brasileiros em uma experiência dentro da loja", afirma Celírio Inácio.
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