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Como crescer e proteger margens em um cenário cada vez mais concorrido? ASSERJ lista práticas essenciais
O ambiente supermercadista está cada dia mais concorrido. Margens apertadas, consumidores mais exigentes e custos crescentes, exigem do varejista estratégia e inovações para manter a competitividade, a relevância e a rentabilidade em um setor onde operações gerenciadas com competência em proporcionar uma experiência de alto quilate ao cliente são as chaves para bons resultados. Nesse ecossistema, como aponta Júlio Alves, CMO do Carrefour Varejo & Sam's Club, práticas específicas se apresentam como pilares fundamentais do sucesso. Precificação inteligente: se apoie em dados A adoção de modelos de precificação dinâmicos vem ganhando força na busca para equilibrar margens e volumes de venda. Essa estratégia se baseia na análise da elasticidade da demanda, levando em conta como o consumidor reage às variações de preço em diferentes categorias e o histórico de compras. "A metodologia de pricing dinâmico baseia-se na análise contínua de três variáveis fundamentais: elasticidade-preço da demanda, que mede como mudanças de preço afetam volume de vendas; elasticidade-cruzada, que analisa como preços de produtos relacionados influenciam demanda; e elasticidade-renda, que considera impacto de mudanças no poder de compra dos consumidores", explica Júlio Alves. A eficiência dessa estratégia depende diretamente da categoria analisada, por isso, é preciso usar de forma inteligente sistemas de business intelligence (BI) e monitoramento em tempo real, garantindo agilidade e reações rápidas. O CMO do Carrefour Varejo pontua: "A implementação prática do pricing dinâmico requer sistemas integrados que monitorem concorrência, níveis de estoque e padrões de demanda continuamente. Ferramentas de BI permitem ajustes automáticos de preços baseados em regras pré-estabelecidas". Mix de produtos: a margem de contribuição é o guia Outra frente estratégica é a revisão do portfólio de acordo com a margem de contribuição de cada SKU, focando em itens que performem financeiramente melhor, analisa Júlio Alves: "A metodologia de análise ABC por margem de contribuição classifica produtos em três categorias. A (alta margem, alta rotatividade), B (margem média, rotatividade moderada) e C (baixa margem ou baixa rotatividade). Esta classificação orienta decisões de espaço em loja, investimento em marketing e políticas de desconto". Alves indica que os três grupos devem ser distribuídos por relevância apontada: A: produtos de maior margem e giro elevado, que representam cerca de 20% do mix, mas respondem por até 60% da margem; B: itens de margem intermediária, que podem ganhar força por meio de ações como vendas casadas com produtos da categoria A; C: produtos de baixa margem ou baixa rotatividade, que devem ser avaliados para reposicionamento ou descontinuidade. Ferramentas de ERP têm relevância ímpar nesse momento, ajudando a calcular custos de forma completa, considerando todas as variáveis possíveis, corroborando decisões assertivas sobre o que priorizar. Estoques sob controle: sinônimo de liberação de capital A gestão de estoque é um pilar da saúde financeira do setor. Manter o capital de giro equilibrado exige atenção à entrada e saída de produtos, à sazonalidade e ao tempo de reposição. O CMO do Carrefour Varejo salienta: "A otimização de níveis de estoque representa uma das alavancas mais importantes para manutenção de margens em períodos de crise. Com o custo do crédito projetado para chegar a quase 48% ao ano até o final de 2025, a redução de capital imobilizado em estoque torna-se fundamental para sustentabilidade financeira". Produtos de alto giro demandam acordos de reposição mais umbilicais com fornecedores, o que pode reduzir estoques sem comprometer disponibilidade. Itens de giro médio precisam de previsões baseadas em dados externos. E os de baixa rotatividade exigem liquidações planejadas e estoques mínimos. "A metodologia de gestão de estoque baseada em giro considera três fatores críticos. Velocidade de rotação histórica, sazonalidade de demanda e lead time de reposição. Esta abordagem permite manter níveis ótimos de disponibilidade com investimento mínimo em capital de giro", esclarece Júlio Alves. Tecnologias precisas, como RFID, são ferramentas valiosas nesse quesito, rastreando produtos de forma eficaz, reduzindo perdas e rupturas, agilizando processos, garantindo mais produtos nas gôndolas e melhorando também a experiência do consumidor, como, por exemplo, com pagamentos mais rápidos. Fornecedores: parceiros estratégicos A negociação inteligente com a indústria pode ser determinante para ampliar margens. Além do preço, é fundamental que estejam na pauta condições de pagamento, suporte promocional e desenvolvimento conjunto de produtos. "A renegociação de condições comerciais com fornecedores representa uma oportunidade significativa para melhoria de margens sem impacto direto no preço ao consumidor. Esta tática requer abordagem estruturada que considere poder de barganha, relacionamentos estratégicos e oportunidades de colaboração. A análise de poder de barganha deve considerar volume de compras, importância estratégica do varejista para o fornecedor, disponibilidade de fornecedores alternativos e exclusividade de produtos", destaca o CMO do Carrefour Varejo. Produtos de marca própria têm um destaque especial neste ponto, com margens de 20% a 40% maiores que marcas tradicionais e com alto poder de fortalecer a fidelização dos clientes. Automação é eficiência A redução de custos estruturais com a automação de processos gera maiores possibilidades para atividades estratégicas. Ou seja, eficiência operacional é diferencial competitivo. Processos automatizados, da precificação à gestão de categorias, permitem cortar custos, reduzir erros e dar liberdade para equipes desenvolverem projetos mais rentáveis. Sistemas integrados de BI consolidam informações de vendas, estoque e margem em dashboards automáticos, oferecendo visão completa para decisões rápidas. Júlio Alves frisa: "A implementação de sistemas de gestão de categoria automatizados permite análise contínua de performance de produtos, identificação de oportunidades de otimização de mix e geração automática de relatórios gerenciais. Esta automação reduz tempo de análise e melhora qualidade de decisões. Ferramentas de precificação automática baseadas em regras de negócio pré-definidas permitem ajustes rápidos de preços em resposta a mudanças de mercado. Esta capacidade de resposta rápida é fundamental em mercados voláteis como o atual". Acompanhe de perto todo o processo O sucesso dessas práticas depende de uma implementação estruturada. É preciso iniciar por um diagnóstico detalhado da operação, seguido da definição de prioridades e de um cronograma claro de ações. O acompanhamento contínuo, com métricas bem traçadas, como margem bruta, giro de estoque e satisfação do cliente, garante resultados sustentáveis ao negócio. Pesquisas e monitoramento de reclamações complementam essa estratégia, aliando eficiência ao não comprometimento da experiência de compra. Essas práticas, quando bem aplicadas em conjunto, criam uma base sólida para o varejo supermercadista se manter competitivo, preservando a saúde financeira da organização e a confiança do consumidor.
23/09/2025
Supermercados com crescimento de dois dígitos até novembro! Vem entender!
O mais recente levantamento do Índice Antecedente de Vendas (IAV-IDV) sinaliza um trimestre positivo para o varejo supermercadista. Para o segmento de hiper e supermercados, a previsão é de alta nominal de 12,3% em setembro, 14,4% em outubro e 13% em novembro, sempre na comparação anual. Em agosto, o setor já havia registrado crescimento de 0,8% frente ao mesmo mês de 2024. Contexto do varejo No varejo total, o IAV-IDV aponta expansão nominal de 7,8% em setembro, 8% em outubro e 7,3% em novembro. Ajustados pela inflação (IPCA), os números projetam avanço de 2,5%, 3% e 2,4%, respectivamente. Segundo Jorge Gonçalves Filho, presidente do IDV, “o resultado de agosto foi impactado pela queda de 0,3% na intenção de consumo das famílias, influenciada pelo crédito mais caro e pelo cenário de incertezas econômicas. A taxa média de juros ao consumidor segue 3,6 pontos percentuais acima do patamar de julho de 2024, o que tende a moderar a propensão ao consumo”. O que isso significa para supermercadistas Apesar da inflação projetada em 4,83% — acima da meta de 3% do CMN —, a expectativa é que a cesta de alimentos continue com desempenho acima da média do varejo, sustentando as vendas em hiper e supermercados. O índice do IDV é formado por empresas que representam cerca de 20% do varejo brasileiro e coleta mensalmente as projeções de faturamento de seus associados para os três meses seguintes.
23/09/2025
Vendas por impulso: Princesa Supermercados fecha nova parceria com Nestlé Sorvetes
O Princesa Supermercados acaba de firmar uma nova parceria com a Nestlé Sorvetes, reforçando sua estratégia de oferecer mais conveniência e atratividade aos clientes. O acordo prevê a instalação de freezers exclusivos nos checkouts das lojas, além de ações de divulgação em mídias digitais, e-commerce e painéis de LED. A iniciativa busca fortalecer o impulso de compra e tornar o momento de pagamento ainda mais prazeroso. Segundo Brendaw Manhães, executivo de trade do Princesa Supermercados, a novidade reflete o compromisso da rede com inovação e qualidade e, na categoria de sorvetes, a ação pode gerar um crescimento médio de 25%. “Queremos proporcionar ao cliente uma experiência completa, em que ele possa encontrar produtos de desejo em pontos estratégicos da loja. A parceria com a Nestlé Sorvetes é mais um passo para surpreender e encantar quem nos visita”, afirma. Brendaw destaca ainda que o projeto abre novas oportunidades para outros parceiros e reforça a imagem do Princesa como referência no varejo supermercadista do Rio de Janeiro. “A presença dos freezers nos checkouts aumenta a visibilidade da marca e impulsiona vendas por conveniência. Ao mesmo tempo, mostramos que o Princesa está aberto a colaborações que gerem benefícios para todos: clientes, fornecedores e a própria operação”, completa. Aproveitando o ensejo, ressaltamos que já estão abertas as inscrições para o Seminário Super Negócios de 2025. Confirmado para o dia 29 de outubro, às 14h, no Riale Brisa Barra Hotel, na Barra da Tijuca, o encontro é voltado para compradores e profissionais de marketing e trade, trazendo uma programação cuidadosamente estruturada para impactar diretamente o dia a dia, com conteúdos práticos e aplicáveis à rotina de cada setor. Para mais informações, entre em contato com o SAA.
23/09/2025
FEMSA (Coca-cola) anuncia novo CEO
A FEMSA, dona da maior engarrafadora de Coca-Cola do mundo, anunciou uma grande movimentação no comando de operações da empresa. Jose Antonio Fernández Garza-Lagüera será o novo CEO da companhia a partir do dia 1º de novembro deste ano. O executivo, que atualmente lidera as operações de lojas de conveniência e drogarias da FEMSA, assume o cargo no lugar de seu pai, Jose Antonio Fernández Carbajal, chairman executivo desde 2001, e que ocupava a posição de CEO interino desde a saída de Daniel Rodríguez Cofré, em 2022. "Sinto-me profundamente orgulhoso de assumir a direção geral da FEMSA. A FEMSA é muito mais do que uma empresa: é uma instituição com uma história construída por milhares de pessoas comprometidas, que deixaram sua marca ao longo de seus 135 anos de trajetória. É uma honra assumir essa responsabilidade e assumir um legado em movimento de uma organização extraordinária. Agradeço a confiança que o Conselho de Administração da FEMSA depositou em mim. Tive a sorte de aprender e admirar aqueles que me precederam neste papel. Seus legados, de visão estratégica, apostas ousadas no longo prazo e execução disciplinada no presente, me inspiram e me comprometem a conduzir minha liderança rumo a um crescimento sustentável e a uma operação sólida", afirma Jose Antonio Fernández Garza-Lagüera. Formado em Administração pela Universidade de Stanford, Garza-Lagüera possui mais de 15 anos de experiência e está na FEMSA desde 2015. Durante sua trajetória na empresa, passou por posições de liderança em operações na América Central, planejamento estratégico, melhoria de processos, desenvolvimento de negócios e iniciativas digitais. O novo CEO também reforçou seu compromisso com a equipe e a continuidade do crescimento da companhia: "Assumo esse desafio com humildade, entusiasmo e profundo compromisso. Estou convencido de que, com o talento e a dedicação de todas e todos que fazemos parte da FEMSA, continuaremos construindo sobre o que nos trouxe até aqui, criando valor e escrevendo juntos o próximo capítulo da nossa história". A transição reforça a continuidade do modelo de gestão da companhia e marca o início de uma nova etapa para a FEMSA, alinhada a estratégias de crescimento e inovação no setor varejista.
23/09/2025
Supermercados em prédios históricos: um bom negócio!
"Um povo sem memória é um povo sem história", já disse a historiadora Emília Viotti da Costa. Ou, como cita a inscrição no Estádio Nacional do Chile, "Um povo sem memória é um povo sem futuro". E cidades como o Rio de Janeiro são exemplos emblemáticos e extremamente ricos nesse quesito. Porém, como conciliar a evolução necessária do espaço urbano, se adaptar à modernização, sem colocar em risco o que deve ser preservado? É o paradoxo do desenvolvimento e da conservação. Preservação e desenvolvimento: antagonistas? "Na verdade, o que impede construção é um imóvel preservado, porque ele não pode ser alterado para construções de edifícios maiores. Qualquer imóvel tombado ou preservado, se tem alguém interessado em mantê-lo, já é muito bom. Porque a condição dos imóveis tombados no Rio de Janeiro, ou em qualquer cidade do mundo, são sempre precárias, porque não existe incentivo para a manutenção deles, como o seu tombamento e suas características. O interesse (de supermercadistas), talvez, venha porque os preços desses imóveis diminuam, então vale a pena para os supermercados ocuparem", explica o arquiteto e urbanista Rogerio Goldfeld Cardeman. O urbanista Mário Márcio Queiroz, professor doutor do Departamento de Urbanismo da Escola de Arquitetura da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), membro Comissão Temática de Assistência Técnica de Habitação de Interesse Social do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Rio de Janeiro (CATHIS/CAU-RJ) e representante do CAU-RJ na CATHIS/CAU-BR, analisa: "O Estado do Rio de Janeiro e, em particular, a sua capital passam por processos de requalificação urbana nas suas áreas centrais, em espaços aos quais situam-se grande estoque de imóveis tombados e/ou históricos. Todavia, outros imóveis com características de tombamento se assentam em várias outras regiões da cidade. Desta forma, a inserção da atividade supermercadista proporcionaria a reinserção predial na operacionalidade urbana da cidade e o cumprimento da função social da propriedade privada, tombada ou não, prevista no artigo 5º da Constituição Federal de 1988, com o consequente enquadramento às normas urbanísticas das cidades e conciliadas às diretrizes apostas pelas legislações do patrimônio histórico edificado". Revitalização, preservação e reuso: possibilidades frente às especificidades Ainda que um desafio, a revitalização de imóveis históricos e tombados não é uma contraposição ao desenvolvimento. E é exatamente nesse momento que entra o varejo supermercadista. Nosso setor tem se mostrado um grande aliado do processo de preservação de imóveis históricos ou tombados. Exemplos não faltam pela cidade, inclusive, em um movimento contínuo. Nos próximos meses, duas novas unidades de associados da ASSERJ, darão sequência a essa parceria. Uma delas é a nova loja do Zona Sul na Rua do Catete. O imóvel de quase 4 mil m², construído em 1875 e tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) desde 1962, foi adquirido há cerca de dois anos e agora passará por reformas, porém, mantendo suas características históricas, como expõe Ademilson Andreu, diretor de Operações do Zona Sul: "Nosso objetivo é trabalhar incansavelmente para o cliente e para nossos quase sete mil colaboradores. Entender o que necessitam, suas vontades, criar e antecipar a demanda de ambos. E a escolha de novas lojas segue esse caminho, com um olhar sobre a oportunidade de levar este conceito cliente-colaborador e serviço para um novo ponto. O Casarão do Catete foi um achado, pois guarda uma linda história de hotel do século XIX com as famosas refeições que custavam mais que a diária de hospedagem, assim como o cocho que fornecia água fresca para os cavalos. É um fato que vamos aproveitar e trazer todo este registro para o local em nossa nova loja. Quem sabe até criarmos pratos que remetam a história da época. Preservação da história do Rio e inovação não irão faltar na nova loja do Zona Sul". Filipe Marino, professor adjunto do Departamento de Arquitetura e Urbanismo da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), complementa: "Primeiro, sem dúvida alguma, é que esses imóveis históricos de grande porte geralmente oferecem grandes vãos entre pilares, grandes áreas e também um pé-direito bem alto. Então, pensando na possibilidade de layout que esses imóveis oferecem, são tremendos. Tem uma segunda questão que temos que pensar muito, que é a expansão da cidade. Ela se expande em um sentido que vai deixando para trás esse legado patrimonial, que acaba ficando bem localizado em áreas que são consolidadas. Então, geralmente, são áreas em que você tem um adensamento no entorno, e eles acabam servindo muito bem para que esse setor do varejo consiga se localizar perto dos consumidores. Tem uma outra questão também, que acho que podemos pensar, que é das compensações financeiras que alguns grupos podem ter em relação a ocupar imóveis que estão fechados e retrofitar esses imóveis, o que é também muito interessante". "Isso é muito bom para a cidade, porque qualquer espaço vazio, sem uso, traz insegurança. O que promove segurança é o que chamamos de fachada ativa, de uso da cidade por vários tipos como residencial, comercial, serviços. Então, quanto mais se tem usos na cidade, e usos diversificados, mais vitalidade temos. Do ponto de vista da preservação, essa aliança é muito importante, porque a preservação de bens que tenham características para tombamento é fundamental para entendermos a evolução histórica da cidade. Como é que ela saiu, desde que foi fundada. Ter sempre edifícios característicos de várias épocas, e não só aquelas antigas, mas as mais novas, as mais contemporâneas, mostram, então, a evolução da arquitetura e da cidade. Isso é superimportante. Mas não é a preservação de qualquer imóvel que seja antigo, mas sim os que tenham características importantes para entendermos essa história, isso é muito bom", pontua Rogerio Goldfeld. Mário Márcio Queiroz salienta: "Na verdade, um atributo especifico de construções caracterizadas em processos de tombamento ou salvaguarda patrimonial se caracteriza por oferta de dimensões espaciais de maior porte e situados, em sua grande maioria, em centralidades urbanas com potencial mercado consumidor. Esta articulação possibilita a que a rede supermercadista possa investir na recuperação patrimonial de imóveis tombados, com reenquadramento operacional de dinâmica urbana por atividades econômicas que possibilitem a geração de empregos e oferta de atividades comerciais à população". Filipe Marino ratifica: "O setor supermercadista surge como um ativo que pode trazer uma nova utilização. Tem uma dificuldade que alguns imóveis apresentam, dependendo do grau de tombamento e de preservação, para que ele tenha um novo uso, principalmente para o patrimônio industrial, que geralmente são grandes lotes, grandes galpões, mas com baixa adaptabilidade. Então, se pensarmos, o setor supermercadista olha para isso por precisar de uma grande área expositiva, para produtos e estoque, ele acaba tendo uma reutilização adaptativa desses grandes volumes edilícios. E de uma maneira que ele consegue transformar alguns vazios urbanos para esse uso mais cotidiano. Temos vários exemplos aqui no Rio de Janeiro, e isso acaba dando uma viabilidade econômica para essas obras de retrofit que acontecem nesses imóveis", ratifica Filipe Marino, professor adjunto do Departamento de Arquitetura e Urbanismo da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). Outro exemplo de memória e futuro é a nova loja do Redeconomia, em um antigo imóvel na Avenida Professor Pereira Reis, no Santo Cristo. O espaço será o primeiro supermercado da Zona Portuária desde o início da revitalização da região, em 2014. Além disso, a unidade atenderá aos novos moradores dos quase 20 empreendimentos em construção na área do Porto Maravilha. O urbanista destaca: "Se falarmos, por exemplo, do Centro do Rio, onde tem diversos imóveis que são tombados e preservados, isso, além da ocupação que tem no Reviver Centro, ocupando edifícios de escritórios com residências, essas residências e os moradores sempre precisarão de algum tipo de serviço, como supermercados, que são essenciais. Então, se você só tiver residencial sem nenhum tipo de comércio, não consegue ocupar e trazer uma vitalidade à cidade. A cidade fica meio abandonada. A pessoa teria que sair, pegar metrô ou carro para ir em um mercado longe. Então, isso ajuda muito o reestabelecimento dos centros históricos das cidades. Traz nova vida, onde já tínhamos perdido a esperança de ver os centros ocupados novamente". O professor de Arquitetura e Urbanismo da Uerj também levanta outra questão: "Mas tem uma coisa que é legal pensar: quando você consegue associar a marca do seu empreendimento com uma obra que tem um carinho da população, num sentido da preservação mesmo. Você conhece determinado lugar por um nome, e você cria um supermercado ali, naquele prédio, naquela fábrica; isso acaba sendo uma coisa muito positiva também. Associar sua marca a áreas e edifícios que contam com uma memória afetiva da população. Além desse valor simbólico, tem o valor patrimonial material. Quando bem utilizado, ele agrega valor no valor econômico do empreendimento. Geralmente, quando você tem esse patrimônio bem integrado na cidade, você acaba tendo ganhos de escala em diversas questões do funcionamento da cidade, que são muito interessantes. Você consegue, num primeiro momento, ampliar. A rede varejista gera empregos, gera tributos, tem a valorização do entorno e do patrimônio, a melhoria da paisagem. Então, tem muitos aspectos de ganho em torno dessa ocupação". Supermercados: uma solução prática para cidades vivas A presença de supermercados em imóveis históricos traz múltiplos benefícios para as cidades. Além de garantir a manutenção dos prédios, o comércio ativa as regiões de diversas formas, com serviço essencial, circulação de pessoas, segurança, transportes, urbanização, dentre tantos outros pontos, diversificados usos de edificações e dando mais vitalidade à cidade, auxiliando na criação de um ecossistema urbano saudável, que alie passado e presente na construção de um futuro com memória. Os cases são dos mais diversos, como: a antiga garagem da Viação Cometa, atual Supermercado Guanabara; a antiga filial da churrascaria Estrela do Sul, atual Supermarket; a antiga concessionária Roma Fiat, atual Supermarket; a antiga Associação Atlética Vila Isabel, atual Prezunic; o antigo cinema de rua na Praia de Botafogo, hoje Supermarket; dentre tantos outros. Ainda podemos citar as antigas fábricas da Tecidos Confiança e da Companhia Hanseática, ambas na Zona Norte. Além das recentes especulações sobre a revitalização do antigo prédio da Caixa Econômica Federal, na Avenida Rio Branco, no Centro. A Prefeitura do Rio já recebeu um pedido de licença para retrofitar e converter o Edifício Almirante Barroso em residencial, com previsão de instalação de um supermercado no térreo. "Sem dúvida alguma, você pensa em equipamento cotidiano da rede varejista, qualquer que seja a rede de supermercado. Utilizar uma edificação que estava sem uso, nesse primeiro momento já pensando em desenvolvimento urbano, tem um ganho grande de atrair emprego, atrair fluxo de pessoas, gerar impostos; geralmente, aumenta a segurança da área. É uma densificação que é sustentável no sentido do consumo, do uso do solo mesmo, da realização da função social da cidade. Tem algumas questões que são importantes, para além da reciclagem do edifício, mas também pensar uma cidade com variedade de uso misto, com vitalidade das ruas, os edifícios históricos participando do cotidiano, não como esculturas ou museus, mas ligados a um uso cotidiano dos espaços, quando se vai no mercado e se relaciona com patrimônio edificado. Também acaba reduzindo os impactos ambientais, se pensarmos, por exemplo, nos impactos que teria para construir um novo edifício. Então, temos um modelo urbano resiliente, onde o patrimônio está operando com a economia local e a mobilidade, e acaba trabalhando em prol dessa fluidez, trazendo um desenvolvimento muito equilibrado e muito mais sustentável para a cidade", comenta Filipe Marino. "O sistema de desenvolvimento dessas regiões depende justamente da manutenção da tradição e da ocupação histórica. E o varejo supermercadista surge com um papel central nesse processo, trazendo movimento, serviços e segurança para o entorno, além de promover empregos e atuar diretamente na saúde econômicas dessas regiões", afirma Fábio Queiróz, presidente da ASSERJ. Mário Márcio Queiroz ressalta: "Torna-se de fundamental importância a valorização da funcionalidade urbana de imóveis preservados que ofereçam atividades comerciais compatíveis à condição de preservação patrimonial. No caso específico de atividades supermercadistas, faz-se necessário adequar algumas práticas operacionais da atividade que evitem distúrbios para seu entorno, na movimentação de cargas e, sobretudo, na condição para armazenamento e comercialização de mercadorias perecíveis, que já devam ser ofertadas ao consumo acondicionadas em embalagens próprias, bem como demais produtos que necessitem de preparo antecipado para sua comercialização". "As diretrizes operacionais das cidades brasileiras, em seus instrumentos de política urbana tais como Plano Diretor Participativo e Preservação do Patrimônio Edificado, instruem as instâncias municipais à permanência de sítios de representatividade histórica e cultural de suas áreas assentadas aos núcleos urbanos. Desta forma, recuperar uma edificação de cunho preservacionista possibilita a recuperação da vivência urbana destas regiões. E, sobremaneira, as diversas atividades que se componham nesses espaços recuperados significam a verdadeira complementação funcional de reinserção urbana, na qual as funções comerciais, institucionais, educacionais e culturais, dentre outras, promovam a reconexão urbanística com as demais regiões adjacentes de seu entorno", finaliza o professor doutor membro da CATHIS/CAU-RJ. Para o nosso setor, é uma oportunidade clara: ocupar imóveis históricos não é apenas um investimento comercial de custo mais atrativo. É também um compromisso com a memória da cidade, com qualidade de vida de seus moradores e com o desenvolvimento não apenas econômico, mas social e imobiliário, transformando o varejo supermercadista em um segmento atuante muito além do serviço de abastecimento da população, chegando a alcançar o imaginário do consumidor em diversas facetas. Mais do que isso, é uma forma concreta de contribuir para que o Rio de Janeiro recupere suas regiões, mantenha viva a sua história e continue evoluindo sem perder sua identidade, afinal, "Um povo sem memória é um povo sem futuro".
22/09/2025
Por dentro da asserj
ALAS e ASSERJ promoverão webinar "O Futuro do Varejo Supermercadista com Inteligência Artificial". Saiba tudo!
A Associação de Supermercados das Américas (ALAS), em parceria com a ASSERJ e a Yango Tech, promoverão, nesta terça-feira, 23 de setembro, o webinar, "O Futuro do Varejo Supermercadista com Inteligência Artificial", gratuito e imperdível, que mostrará como a tecnologia já está transformando a forma de operar e de se relacionar com o consumidor no setor supermercadista. A inteligência artificial não é mais uma promessa distante. Hoje, ela já revoluciona a experiência de compra, aumenta a eficiência das operações e contribui diretamente para a rentabilidade das redes. Participar deste webinar é uma oportunidade única de entender, na prática, como aplicar soluções inovadoras no dia a dia dos supermercados. O encontro contará com as participações de Fábio Queiróz, presidente da ASSERJ e 1º vice-presidente da ALAS, e de Guilherme Czillich Alvim, head de Vendas da Yango Tech no Brasil. Eles apresentarão insights, tendências e cases reais de aplicação da IA no setor. Entre os temas que serão abordados, estão, por exemplo: Como prever rupturas ou excesso de estoque com algoritmos de IA; Estratégias para otimizar o giro de perecíveis e reduzir perdas; O papel da IA na integração entre lojas físicas e digitais; Desafios culturais e de liderança para adoção da tecnologia; Ações da ASSERJ e da ALAS para impulsionar a digitalização do setor. Além de conhecer casos práticos que já estão impactando as redes supermercadistas, os participantes terão a chance de se aprofundar em discussões fundamentais sobre o futuro do varejo, o papel da liderança orientada por dados e os caminhos para formar ecossistemas colaborativos com startups e parceiros tecnológicos. A ASSERJ reforça, para todos os associados, que essa é uma oportunidade ímpar de se atualizar sobre um tema estratégico que já faz parte da realidade do nosso setor. Garanta a sua participação, compartilhe com os colaboradores que também não podem deixar de participar, e venham entender ainda mais como transformar o futuro do seu negócio. CLIQUE AQUI PARA SE INSCREVER!
22/09/2025
Associados em foco
Pioneiro: Carrefour lança ação inédita focada no bem-estar de colaboradores
Cuidar de pessoas é também cuidar do futuro do varejo supermercadista. Como um dos setores que mais gera empregos no Brasil, e no Rio de Janeiro, essa é uma necessidade. Afinal, nossa operação é feita de gente e para gente. Com esse propósito, o Grupo Carrefour Brasil deu um passo pioneiro, e transformador, ao lançar o Censo de Saúde Mental, uma iniciativa inédita desenvolvida em parceria com a Vittude. Leandro Muller, gerente sênior de Saúde do Grupo Carrefour Brasil, destaca: "É hora de olhar para dentro de nós mesmos e superar barreiras e preconceitos". O surgimento da ideia: atenção às necessidades internas Se levarmos em conta a crescente preocupação com a saúde mental de trabalhadores brasileiros, somada a dados que apontam que as enfermidades psiquiátricas são a segunda maior causa de afastamento do serviço no Brasil, a urgência de movimentos de atenção aos colaboradores se torna evidente. E, dentro desse contexto, surgiu o Censo de Saúde Mental do Carrefour. Baseado em uma análise do panorama geral e de uma autoavaliação honesta, o grupo percebeu a necessidade de alinhar a estratégia de bem-estar aos valores que orientam sua cultura corporativa. Ou seja, o Carrefour entendeu que não basta reagir aos problemas, mas sim atuar de forma proativa, cuidando da base que sustenta o negócio do varejo supermercadista: as pessoas. Atenção à saúde mental é atenção à eficiência da operação Segundo Leandro, investir em saúde mental significa investir também em produtividade, engajamento e sustentabilidade. O gerente sênior de Saúde do Grupo Carrefour Brasil explica que, sem dados concretos, é difícil construir programas realmente eficazes de suporte e prevenção. O propósito, portanto, é claro: conhecer para cuidar. Dessa forma, a rede procura criar um ambiente em que cada colaborador se sinta valorizado, equilibrado e preparado para entregar o melhor serviço possível, do atendimento ao cliente às operações internas. Informação de qualidade gera ações efetivas O Censo tem como meta produzir um diagnóstico atualizado e confiável sobre a saúde mental dos colaboradores, servindo de base para políticas e programas mais assertivos. “Queremos entender as necessidades reais da nossa população para oferecer o melhor a quem representa nossa maior força: as pessoas”, reforça o gerente sênior. Funcionamento Em fase piloto, o Censo será aplicado nos níveis corporativos, abrangendo escritórios e banco, com mais de 4 mil pessoas entre lideranças e equipes. Os participantes responderão a um questionário detalhado sobre bem-estar emocional e psicológico. Todas as respostas serão anônimas e confidenciais, garantindo privacidade. A partir dos dados coletados, o Carrefour estruturará ações que vão de campanhas educativas a programas de apoio individualizado. Um exemplo para o varejo supermercadista O Censo de Saúde Mental é mais do que um projeto interno do Carrefour: é um exemplo de como o setor supermercadista pode fortalecer práticas de gestão que valorizem pessoas e gerem impacto positivo e real em toda a cadeia. Como Leandro Muller bem destaca: "Investindo em saúde mental, investimos em bem-estar, produtividade e sustentabilidade. Um ambiente de trabalho saudável é fundamental para o sucesso a longo prazo, fortalecendo nossa equipe para enfrentar os desafios do mercado com mais resiliência e motivação". Ao priorizar o cuidado com a saúde emocional de seus colaboradores, o Carrefour mostra que o futuro do varejo passa pela construção de ambientes de trabalho humanizados, inclusivos e resilientes. Essa iniciativa não apenas reforça o compromisso da companhia com seus valores, mas inspira outras empresas do setor a seguir pelo mesmo caminho, colocando as pessoas no centro da transformação.
22/09/2025
Associados em foco
Supermercados Princesa aposta em experiência sensorial em nova ação!
O Supermercados Princesa deu um novo passo na busca por oferecer experiências sensoriais aos seus consumidores. A rede inovou e realizará, no dia 25 de outubro, a primeira edição do Drinkeria Princesa, festival de coquetelaria que combinará degustação, música e gastronomia. O encontro soma à estratégia do grupo de estreitar laços com clientes através de eventos temáticos, com objetivo de expandir a fidelização e fortalecer seu portfólio de bebidas. O evento, realizado no Salão Nobre do Fluminense Football Club, em Laranjeiras, em parceria com a Rádio Mix Rio FM, aposta no marketing de experiência como ferramenta de construção de vínculo com a marca. O cardápio de drinks será assinado pela Upgrade Bares, com apoio da Diageo, uma das líderes na produção de bebidas alcoólicas e dona de marcas como Johnnie Walker, Smirnoff, dentre outras. Wlauber Manhães, gerente de marketing do Supermercados Princesa, destaca: "Estamos investindo em experiências que criem uma conexão genuína com o consumidor. A Drinkeria Princesa reforça nosso papel de destaque na categoria de bebidas e gera valor para nossas indústrias parceiras, fortalecendo um ecossistema de relacionamento". O público terá acesso à degustações guiadas de destilados premium e coquetéis exclusivos, incentivando a descoberta de novos rótulos, todos disponíveis nas gôndolas do Princesa. Para aprimorar a experiência sensorial dos presentes, o festival contará com menu de finger foods harmonizado e programação musical ao vivo. A grande missão da rede é criar uma jornada imersiva para seus consumidores, indo além da experiência tradicional.
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Minuto ASSERJ
Guanabara amplia equipe e fortalece sua operação no varejo supermercadista
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