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Etiquetas eletrônicas: Modernizando o varejo e transformando a gestão de preços nas gôndolas
Especialistas explicam benefícios para o varejista As soluções tecnológicas vêm transformando a experiência do consumidor e a gestão operacional dos varejistas já há um bom tempo, entre elas o uso das etiquetas eletrônicas, conhecidas como ESL (Electronic Shelf Labels). Conversamos com dois especialistas do setor, Luciano Constantino Toledo, um dos representantes da fabricante sueca Pricer no país, e Paulo Moratore, da Pricefy by Selbetti, que compartilharam insights valiosos sobre os benefícios e desafios da implementação. Ambos os especialistas concordam que o investimento vale a pena. Segundo Paulo Moratore, as etiquetas eletrônicas eliminam erros entre os preços exibidos na gôndola e os cobrados no caixa, um problema que afeta diretamente a confiança do cliente e a reputação da loja. " Imagine entrar em uma loja e ter a certeza de que o preço que você vê na gôndola é exatamente o que será cobrado no caixa. Essa confiança aumenta a fidelidade do consumidor", aponta. Benefícios para o varejista As vantagens vão além da agilidade. As etiquetas eletrônicas otimizam recursos, reduzem custos operacionais e oferecem insights estratégicos. “O sistema informa quais produtos vendem mais e em que momento do dia, facilitando a tomada de decisões sobre ajustes de preço e promoções”, revela Toledo, que atende hoje mais de 200 supermercados. Moratore enfatiza a praticidade para o time de marketing e operações. "É possível fazer campanhas e ajustes em massa em segundos, sem a necessidade de mobilizar equipes inteiras para essa tarefa", diz. Ele também aponta que a tecnologia aumenta a produtividade, liberando a equipe para focar em atividades mais estratégicas, como o atendimento ao cliente. Custos e retorno sobre o investimento O custo inicial pode parecer um obstáculo para alguns varejistas. Segundo Toledo, o investimento para compra de um sistema completo pode chegar a R$ 350 mil por loja, enquanto a locação tem um custo mensal em torno de R$ 10 mil. No entanto, ele destaca que a locação oferece vantagens, como a ausência de tributação e o suporte completo da empresa, incluindo treinamento e manutenção. Moratore também aponta que a economia gerada a longo prazo, somada à melhoria da experiência do cliente, justifica o investimento inicial. "As etiquetas eletrônicas representam uma verdadeira revolução na comunicação de preços, produtos e promoções no varejo", destaca. Outro ponto levantado é a limitação de design das etiquetas. “Atualmente, o sistema ainda não permite muitos elementos gráficos ou cores”, diz Moratore. Tanto Toledo quanto Moratore destacam que as etiquetas eletrônicas têm potencial para se tornar um padrão no varejo, unindo eficiência, economia e sustentabilidade. Para os varejistas dispostos a investir, os ganhos em produtividade e experiência do cliente superam os desafios iniciais.
04/12/2024
Por dentro da mente do consumidor: Estratégias de neuromarketing em ação
Psicóloga Inês Cozzo aponta maiores desafios para empresas que querem implementar estudo Você sabia que uma simples mudança na cor de uma embalagem pode influenciar sua escolha sem que você perceba? Esse é o poder do neuromarketing, a ciência que explora os mistérios do comportamento do consumidor e que vai direto ao cérebro para entender o que realmente nos motiva a comprar. Quem ensina é a especialista na aplicação de neurociências para o desenvolvimento de pessoas e de negócios, a psicóloga Inês Cozzo. Há 40 anos estudando o tema, ela explica que num número extraordinariamente grande de vezes tomamos decisões sem perceber o porquê. E que é o neuromarketing que tenta desvendar esses mistérios, mostrando como cores, sons e, principalmente, cheiros podem influenciar nossas escolhas sem que a gente note. Nessa conversa com a ASSERJ, a especialista começa explicando que é neurologicamente impossível absorver a realidade tal e qual ela é porque dependemos dos nossos estados internos e externos (60 mil por dia) e das nossas crenças, que mudam com o passar do tempo. Então, quando revisitamos uma experiência, ela pode parecer muito diferente do que lembramos. O problema, conclui, é que quando respondemos a pesquisas somos altamente influenciados por falsas memórias e pelo impacto emocional que uma experiência (ou marca) nos causou num dado momento de vida, e isso costuma resultar numa pesquisa totalmente enviesada e, portanto, falsa e inócua. “Enquanto o marketing tradicional estuda o comportamento do consumidor através de pesquisas, entrevistas e dados (todos enviesados), o neuromarketing vai direto na fonte - o cérebro - para descobrir quais áreas de fato estão sendo ativadas quando o estímulo chega para nós. Ele usa técnicas científicas para entender como nosso cérebro reage a anúncios, produtos e marcas. Em vez de perguntar o que você acha de um comercial, podemos analisar suas reações cerebrais para ver o que você realmente sentiu”, ela esmiúça. "Mais de 90% das escolhas são feitas de forma emocional" Os princípios neurocientíficos mais usados no neuromarketing atualmente incluem entender o que captura a atenção das pessoas, identificar quais emoções são desencadeadas por certos estímulos, ver o que ajuda as pessoas a lembrar de uma marca ou produto e compreender como escolhas são feitas no cérebro: “Mais de 90% dessas escolhas são feitas de forma emocional! Alguns dizem, inclusive, que é 100% de forma emocional e que, depois de decidir, apenas utilizamos a lógica e a razão para justificar essa decisão”. Entre as estratégias de neuromarketing usadas de forma inovadora, Cozzo cita a da Coca-Cola. E explica que a marca usa o neuromarketing para testar embalagens e campanhas publicitárias, garantindo que elas causem o impacto desejado. Mas também aplicam os princípios em seus comerciais/campanhas de venda usando storytelling com uma propriedade que só de algumas décadas para cá outras marcas começaram a usar como O Boticário, Itaú e Bradesco: “Toda marca que conta uma história ao invés de oferecer explicitamente seu produto está utilizando técnicas e princípios de neuromarketing. A Nike é outra bem conhecida que também utiliza essas técnicas para entender como seus anúncios motivam e inspiram as pessoas.” Técnicas como eye-tracking, análise de emoções e estímulos cerebrais estão ajudando marcas a entender seus consumidores, Cozzo lista. Entenda cada uma: Eye-tracking: Rastreia para onde estamos olhando em um anúncio ou site, ajudando a posicionar melhor informações importantes. “Tem um exemplo de que eu gosto muito e que circula direto pela internet que é um post dizendo: ‘Você vai olhar aqui primeiro, depois aqui e por último aqui”. Esse post mostra a influência tanto do posicionamento da frase quanto do tamanho das fontes. Análise de emoções: Observa expressões faciais para identificar como nos sentimos em relação a um produto mas, nesse quesito, tenho uma ressalva a fazer. A base teórica de tudo que se pesquisava sobre emoções e que se “sabia” (ou achávamos que sabíamos) a partir dos 8 anos de estudo sobre o tema pelo psicólogo Paul Ekman está em cheque atualmente. O motivo são os 25 anos de pesquisa da também psicóloga e neurocientista Linda Feldman Barrett. Suas descobertas fizeram com que muitas dúvidas recaíssem sobre a teoria que usávamos, uma vez que ela não encontrou nenhuma evidência neurocientífica nos estudos estatísticos e subjetivos usados para conduzir a primeira pesquisa. Ela tem um TED chamado “você não está à mercê de suas emoções; seu cérebro as cria." Estímulos cerebrais: Usando equipamentos como EEG (eletroencefalograma), as marcas podem ver quais partes do cérebro são ativadas por certos estímulos. "Somos relativamente previsíveis; não completamente previsíveis" Apesar de ser uma ferramenta poderosa, o neuromarketing não é uma bola de cristal, Cozzo atenta. Sua recomendação é que seja utilizado juntamente com as ferramentas tradicionais do MKT. “O neuromarketing pode indicar tendências e probabilidades, mas cada pessoa é única. Ele ajuda as marcas a entenderem melhor o público, mas não garante 100% de precisão. Nada que se conheça já tem essa capacidade. Somos relativamente previsíveis; não completamente previsíveis.” Além disso, existe todo um limite ético envolvido para o uso do neuromarketing. Para garantir que as estratégias respeitem os direitos dos consumidores, Cozzo aconselha que as empresas sejam transparentes e respeitem a privacidade. “Usar técnicas para influenciar decisões sem o conhecimento do consumidor levanta questões éticas. Regulamentações e códigos de conduta ajudam a garantir que os direitos dos consumidores sejam protegidos.” Na sua avaliação, a forma mais ética de utilizar o que se sabe através da neurociência aplicada ao MKT é buscar influenciar o comprador para a marca que representamos, e não instigá-lo à compra simplesmente. “Há preocupações de que técnicas possam ser usadas para manipular as pessoas sem que elas percebam. Por isso, é crucial que haja discussão e monitoramento sobre como o neuromarketing é aplicado. Principalmente na neuropropaganda aplicada na política, eu diria.” Entre os maiores desafios para empresas que querem implementar estratégias de neuromarketing de forma eficiente estão os custos altos com equipamentos e pesquisas, interpretação de dados, com auxílio de pessoal especializado e questões éticas que respeitem o consumidor. E finaliza listando dicas para clientes não serem tão facilmente influenciados por essas estratégias: Esteja atento: Saber que essas técnicas existem já é um grande passo. Reflexão antes da compra: Pense se você realmente precisa do produto ou se está sendo influenciado. Quase sempre uma decisão de compra (que, segundo os estudos da neurociência, é quase sempre de impulso) não sobrevive à uma voltinha no shopping (ou no site). Gostou, salva numa pasta (ou tira uma foto do produto e da loja) e reveja depois. Se envolver alimento, procure estar saciado(a) ou acabará comprando muito mais do que precisa de fato.
04/12/2024
O Super Prêmio Abrappe 2024 foi para...
A quinta edição do Prêmio Abrappe 2024, promovido pela Associação Brasileira de Prevenção de Perdas (ABRAPPE), reuniu mais de 200 profissionais decisores do varejo, e representantes das empresas de logística e indústria para uma noite de conquistas, reconhecimento e celebração, na Casa Bisutti, em São Paulo, no mês de novembro. O presidente da ABRAPPE, Carlos Eduardo Santos, explicou que “o objetivo do prêmio é reconhecer os melhores cases de prevenção de perdas no Brasil que, por meio de ações inovadoras e consistentes, contribuem significativamente para a redução de prejuízos no varejo”. As empresas concorreram em 18 categorias, além do Super Prêmio, conquistado pela rede paulista de supermercados St. Marche com o projeto "Prejuízo tô fora, prevenção é agora!", uma estratégia brilhante aclamada pela eficiência e impacto na prevenção de perdas. Emocionado, o gerente executivo de inteligência e operações da St. Marche, Walison Vieira, agradeceu ao time que, segundo ele, trabalhou exaustivamente no projeto campeão. A cerimônia de entrega do prêmio contou com patrocínio e apoio de 23 empresas, consolidando-se como uma relevante iniciativa do setor. O Prêmio Abrappe 2024 também proporcionou uma excelente oportunidade de networking, permitindo que os participantes trocassem ideias, experiências e estratégias para enfrentar os desafios do setor. Foi, sem dúvida, uma noite de aprendizado e de grandes conexões, que promete render frutos para o futuro da prevenção de perdas no Brasil. No encerramento, Carlos Eduardo Santos agradeceu a presença de todos os envolvidos e reafirmou o compromisso da associação em seguir promovendo a excelência na prevenção de perdas. "Em 2025, estaremos de volta para mais uma edição do prêmio, com mais histórias de sucesso para contar e mais desafios para enfrentar juntos", declarou. A ASSERJ parabeniza os vencedores e o nosso parceiro Abrappe pela iniciativa.
04/12/2024
Associados em foco
Guaraná Antárctica acelera vendas nos supermercados; vem conhecer
A rede de Supermercados Vianense firmou parceria com a Ambev para celebrar o legado de um dos maiores ícones do automobilismo brasileiro: Ayrton Senna. A série, que já é produção nacional que recebeu o maior investimento da Netflix (algo em torno de R$ 250 mi, segundo estimativa do Meio&Mensagem), é o mote para a ação de trade marketing do Guaraná Antárctica. [caption id="attachment_37856" align="alignleft" width="300"] Da esquerda para direita: Sergio Guedes, marketing Vianense, Mirella Maciel, trade marketing da Ambev, Fábio Godinho, coordenador de rede da Ambev, Rodrigo Viana, diretor de marketing e Aloysio Barros, gerente de marketing Vianense[/caption] A campanha do guaraná, iniciada no fim de novembro e com duração de dois meses, marca também a reestruturação da área de trade da rede, como explica o gerente de marketing Aloysio Barros: “O Vianense iniciou um processo de estruturação da área de trade marketing em julho deste ano e, a partir de então, iniciamos uma abordagem às diversas indústrias parceiras, no sentido de entender as estratégias de ativação de cada produto”. Na ocasião, a Ambev estava em fase de planejamento da campanha para divulgar a série, conta Barros, e foi desenvolvido um projeto especial para a companhia de bebidas. “O objetivo, além de incrementar a venda dos produtos, é apoiar uma produção audiovisual de extrema qualidade, que conta um pouco da história de um dos principais ícones do esporte brasileiro. Acreditamos que heróis como o Senna sempre devem ser lembrados e seu legado deve ser passado para as gerações que não tiveram a oportunidade de vê-lo competir”, afirma. Ele ressalta que o “diretor de marketing da rede, Rodrigo Viana, sempre demanda da equipe projetos de impacto para potencializar a venda de produtos, bem como vincular nossa marca a conceitos fortes e diferenciados. Assim, entendemos que merecia uma intervenção de grande impacto na fachada da nossa loja do Recreio, além de outras ações na área de vendas desta e de outras filiais, como adesivos no piso, nos checkouts e nos elevadores”. Nas lojas da Freguesia, em Jacarepaguá, e de Bonsucesso, telões de led veiculam os filmes da campanha e os clientes adoraram a novidade. Aloyso Barros não informa o valor do investimento, mas acredita num excelente retorno e elogia o mote da campanha da Ambev: “A escolha da marca foi muito inteligente. Não sei se todos sabem, mas o Ayrton Senna era um ávido consumidor do Guaraná Antártica e pedia sempre aos amigos e familiares que enviassem ou levassem a bebida para ele consumir no exterior, onde passava a maior parte do tempo, por conta das corridas de Formula 1. Inclusive, em alguns capítulos da série, há cenas em que o personagem aparece bebendo o Guaraná”. A campanha representa uma oportunidade única de criar uma conexão emocional com os consumidores, ao mesmo tempo em que traz benefícios comerciais significativos para ambas as marcas.
04/12/2024
Docile anuncia primeira collab em parceria com a Melissa
Bala exclusiva em formato de M e coração une características semelhantes e inconfundíveis das duas empresas Referência no segmento de doces e guloseimas, a Docile anuncia ao mercado a sua primeira collab: uma parceria com a Melissa, icônica marca de calçados reconhecida por seus designs inovadores. O movimento entre as duas empresas resulta na criação de uma bala de gelatina exclusiva, nos formatos de coração e do clássico "M" da marca. A inusitada união de Docile e Melissa associa características comuns, como cores vibrantes, aromas e plasticidade, a impressões e comportamentos relacionados às duas marcas: alto astral, alegria e ludicidade. "Ter a Melissa como parceira para estrearmos a nossa primeira collab tem um significado muito especial para a Docile. São duas empresas gaúchas com atributos muito similares. Imaginem transformar a essência icônica de tutti-frutti da Melissa num sabor extraordinário? É isso que estamos fazendo: transformamos um ícone em doçura", afirma a gerente de marketing da Docile, Jaqueline Hartmann. Ela reforça que ambas as marcas são queridas pelos consumidores e buscam trabalhar a inovação e a qualidade por meio de experiências diferenciadas para seus públicos. "Temos certeza de que esse movimento será especial e estratégico para todos nós. Duas marcas que se completam e que, agora, vão estar mais juntas do que nunca”, avalia. Parte de um dos maiores grupos produtores de calçados do mundo (Grendene), a Melissa busca, por meio de seus produtos, transformar o plástico em algo extraordinário. Para isso, a marca – que tem como pilares a moda, a arte e o design – conta com uma estratégia baseada na inovação e na autenticidade dos seus produtos. A Docile também tem a inovação como premissa em seus mais de 30 anos de atuação: foi a primeira marca a lançar o marshmallow recheado e a apresentar ao mercado sabores diferenciados, como o marshmallow pipoca. "A parceria entre Melissa e Docile celebra a doçura e a leveza que ambas as marcas compartilham. Queremos que nossos consumidores tenham uma experiência multissensorial, unindo moda e sabor, despertando memórias e sensações. A essência de tutti-frutti inconfundível da Melissa traz cor, diversão e nostalgia ao dia a dia das pessoas, criando uma coleção que é um convite para mergulhar em um universo único e inovador", afirma a gerente geral da Melissa, Raquel Scherer. Nos últimos três anos, a Docile apresentou um posicionamento de mercado ainda mais consistente, por meio de investimentos importantes em marca, ampliação de capacidade fabril, lançamento de produtos relevantes, presença em novos mercados, além de ter alcançado a posição de maior exportadora do setor, estando presentes em mais de 80 países. A ASSERJ comemora a iniciativa e não vê a hora dessas delícias chegarem nos supermercados.
03/12/2024
Gerente geral de retail media do GPA compartilha com ASSERJ estratégia da tendência que está revolucionando o varejo supermercadista
Lucas Soffner, gerente geral de retail media do GPA, conta, em entrevista exclusiva para a ASSERJ, a estratégia de RM do Grupo. Leia: Retail media é uma tendência crescente no Brasil. Como o GPA está se posicionando nesse mercado e qual tem sido a sua estratégia para integrar essa tecnologia nas suas operações de varejo? No GPA, investimos nessa área desde o ano passado de forma mais intensa. Ao longo de 2024, nosso objetivo foi expandir nossa atuação em número de campanhas, fornecedores parceiros, ecossistema de ativos físicos e digitais. Em paralelo, para suportar o crescimento e permitir escala, potencializamos nossas ferramentas de conhecimento de perfil de clientes, capacidade operacional e tecnológica. As características únicas de nosso grupo também são peça crítica para nossa estratégia, já que temos abrangência nacional e com marcas que transitam desde o mainstream até o público premium. Portanto regionalizações são vistas como muito importantes para o grupo. Queremos que o mesmo boom que acontece em São Paulo seja refletido nas regionais. Estamos com agenda forte em praças como Rio de Janeiro, Centro-Oeste e Nordeste, respeitando suas individualidades e estratégias. Quais são os principais benefícios que o GPA vê na adoção do retail media, tanto para o varejo quanto para as marcas anunciantes que utilizam seus espaços? O retail media permite que haja geração de valor e melhoria de experiência para os varejistas, anunciantes e clientes. Do lado dos varejistas, além de criar uma linha de complemento à rentabilidade em uma indústria de pressão crescente nas margens, também há um incentivo para que maximize a identificação e conhecimento de seus clientes e da vocação de cada loja, e potencialize suas vendas e rentabilização de seus ativos físicos e digitais, reforçando estratégias comerciais, de marketing e de customer experience. Anunciantes têm acesso a um canal complementar para sua estratégia comercial e de marketing, do topo ao fundo de funil. Isso pode ser realizado tanto com acesso a pontos de ativação de marca próximos da conversão, o que maximiza o retorno sobre o investimento. Outro benefício claro do retail media é a quebra de silos entre áreas de um anunciante, que muitas vezes possuem objetivos similares e atuam com agendas não sinérgicas. Os varejistas têm o papel e a capacidade de unir a estratégia de lançamentos de produtos, fortalecimento de marca e conversão, integrando em uma estratégia única que maximize o retorno para a marca de forma ampla. O principal beneficiado com esse canal de publicidade é o consumidor, que será comunicado de forma cada vez mais personalizada para seus interesses e objetivos sobre marcas e produtos relevantes ao seu consumo, evitando publicidades massivas e não relevantes. Como vocês utilizam os dados dos consumidores para personalizar as ofertas e garantir que as campanhas de mídia de varejo tenham mais impacto? Com entrada do varejo alimentar forte nesse tema, novos relacionamentos devem ser construídos não somente na indústria. Como exemplo, a área de marketing e trade, mas também nas agências. Esse relacionamento vai permitir a construção de KPIs que sejam aderentes para ambos. O GPA vem se estruturando com profissionais que falam essa linguagem e dediquem tempo para esses novos pontos de contato. Como você avalia o impacto do retail media na experiência de compra do consumidor? Quais mudanças você notou no comportamento do cliente desde que foram implementadas essas soluções? A experiência do cliente é a nossa bússola, e é crucial conhecê-los profundamente para personalizar ofertas e oferecer vantagens e benefícios relacionados ao seu perfil e estilo de consumo, isso é algo que temos feito com ainda mais recorrência e inteligência de dados, entregando relevância e fidelizando os clientes. Implementamos a plataforma Customer Data Platform (CDP), em parceria com a Adobe. O uso dessa tecnologia nos tem permitido identificar os clientes com base em hábitos de compras, preferências alimentares e estilo de vida, dando origem a um alto grau de personalização na comunicação com eles. Por meio da análise dos dados, a plataforma unifica o envio de mensagens em diferentes canais, como e-mail, SMS, push, Whatsapp e redes sociais, trazendo uma visão integrada do negócio. Identificamos que por meio de informações conectadas entre os meios de comunicação, é possível entender quais produtos têm maior demanda, quais estão em declínio e quais podem ser substituídos por uma alternativa mais adequada. Essa análise ajuda a otimizar o mix de produtos, garantindo que o sortimento ideal seja composto pelos itens mais procurados pelos clientes, por exemplo. Com uma compreensão mais profunda do comportamento de compra e das preferências individuais, somos capazes de apresentar ofertas personalizadas e relevantes para os clientes e ter um canal muito mais próximo para atendê-los em todas as pontas. Esse é um grande diferencial, principalmente quando falamos de clientes. Por meio de ativações de retail media realizadas em parceria com a indústria, conseguimos segmentar as campanhas e direcioná-las de forma eficaz a diferentes perfis de público, atendendo às necessidades específicas de cada grupo. Qual a importância da colaboração entre o varejo e a indústria na criação de campanhas de retail media? Como o GPA facilita essa interação para melhorar os resultados das marcas anunciantes? Acredito que é fundamental uma parceria entre o varejo e a indústria para entendermos quais são as necessidades e o objetivo das marcas no relacionamento com o consumidor. No GPA, o nosso foco é construir uma relação de confiança e recorrência com nossos parceiros da indústria, oferecendo pacotes personalizados e aderentes às necessidades específicas de cada cliente. Montamos planos de ativações de acordo com os interesses de cada parceiro novo, mantendo uma comunicação próxima com as áreas de marketing e trade das indústrias para entender seus objetivos principais. Constantemente, criamos formatos e possibilidades de digitalização, aplicando tecnologias como mídia programática voltada para ativação de marcas, campanhas e lançamentos direcionados para o público-alvo. Além disso, estamos desenvolvendo uma plataforma de relacionamento com a indústria para retail media e trade marketing, conectando as duas frentes. Você acredita que o retail media tem o potencial de substituir ou complementar outras formas de publicidade mais tradicionais, como a mídia em TV ou nas mídias sociais? Por quê? Acreditamos que são ações com propostas distintas, mas que podem funcionar em harmonia. Enquanto canais mais tradicionais possuem alcance massivo para trabalhar algumas estratégias de marketing, o retail media permite que esses mesmos canais direcionem suas comunicações a um público mais adequado, por exemplo em redes sociais, e que o cliente seja direcionado ao produto mais atrativo e desperte seu interesse no momento em que o consumidor já está no local físico ou digital de compra Quais formatos de anúncios de retail media você acredita que terão mais destaque no futuro, especialmente considerando a crescente convergência entre o digital e o físico no setor de varejo? Vemos o interesse e o resultado de ações cada vez maiores ao não limitar para formatos específicos, mas sim ao ampliar as ações de retail de forma 360. Enquanto canais digitais onsite permitem maior agilidade de operação e facilidade de medição, o canal físico ainda possui grande volume de tráfego e impacto em exposição e conversão, não podendo ser ignorado. Há alguma novidade ou tendência em retail media que o GPA esteja investindo ou planejando para o futuro próximo? O que podemos esperar em termos de inovação nos próximos anos? Aqui no GPA temos investido fortemente em retail media. Estamos focados em construir uma relação de confiança e recorrência com nossos parceiros da indústria, oferecendo pacotes personalizados e aderentes às necessidades específicas de cada cliente. Na companhia, montamos planos de ativações de acordo com os interesses de cada parceiro novo, mantendo uma comunicação próxima com as áreas de marketing e trade das indústrias para entender seus objetivos principais. Além disso, estamos abrindo frentes de atuação com agências de publicidade dos parceiros, buscando opções rentáveis e rápidas para a veiculação de mídias, maximizando personalização de ofertas.
03/12/2024
Cargill lança nova embalagem de Liza Girassol 500ml de olho nos novos perfis de consumo
Versão compacta do óleo rico em ômega 6 e vitamina e vem na medida certa A busca por hábitos mais saudáveis vem influenciando a rotina dos brasileiros nos últimos anos. Consumidores cada vez mais atentos à qualidade das refeições estão optando por ingredientes diferenciados, como os óleos especiais, em busca de uma alimentação mais equilibrada, nutritiva e saborosa. Acompanhando esse novo perfil de consumo, a Cargill lançou a nova embalagem de Liza girassol 500 ml. Indicado para o preparo de alimentos refogados, frituras, molhos e maionese, o óleo especial agora está disponível em versão mais compacta, pensado especialmente para atender famílias menores e consumidores que moram sozinhos. De acordo com a TrendTracker 2024, recém-lançada pesquisa proprietária da Cargill, que ouviu consumidores brasileiros, algumas tendências estão sendo observadas com maior atenção, entre elas a de consumidores que buscam melhor qualidade de vida e alimentos alinhados a esse propósito, dando ênfase a ingredientes específicos que os ajudem a alcançar benefícios à saúde ou objetivos funcionais específicos. “Na Cargill, levamos em consideração todos os aspectos relacionados às necessidades dos clientes. Além de oferecer diversas opções dentro do portfólio de óleos especiais, para atender as demandas por saudabilidade e preparos específicos, entendemos também suas exigências em relação a preço e embalagem, por exemplo. A nova versão do Liza girassol, de 500 ml, é ideal para consumidores que fazem uso reduzido de óleo, mas não abrem mão de qualidade na hora de preparar o alimento”, destaca Mariana Mendel, gerente de marketing de Food Solutions da Cargill. E você, supermercadista? Está sabendo desse lançamento e já providenciou para que seus clientes possam encontrá-lo no seu estabelecimento?
03/12/2024
Papo exclusivo com a especialista em vendas Flavia Mardegan. Confira seus valiosos insights!
"Não existe jornada excelente do cliente se a jornada do colaborador não é boa" "No varejo, não basta vender produtos, é preciso contar histórias, se conectar com pessoas e transformar a experiência de compra em algo significativo", afirma Flavia Mardegan, especialista em vendas e atendimento com 28 anos de experiência. Defensora da humanização no setor supermercadista, ela acredita que a interação entre equipes e consumidores é o coração de um varejo bem-sucedido. Em entrevista à ASSERJ, a autora do recém-lançado livro "Vendas: Ciência ou Intuição?" (Gente), aborda o papel estratégico do relacionamento no ponto de venda, a importância de treinar equipes para atender às expectativas dos consumidores e como alinhar tecnologia e humanização para criar uma jornada de compra eficiente e encantadora. "Não existe jornada excelente do cliente se a jornada do colaborador não é boa", reforça. Leia os principais trechos ASSERJ: Qual é o papel da intuição nas vendas em um mercado cada vez mais orientado por dados? Flavia Mardegan: O papel da intuição vai ficando cada vez menor, porque venda não é intuição, venda é estratégia. Então, a gente precisa saber analisar os dados. É claro que a gente usa o nosso feeling. Quem tem muita experiência chama de intuição, mas não é. É experiência, é você saber olhar para o cliente, é saber interpretá-lo. Eu interpreto o meu cliente, eu olho para ele, eu entendo de gente. Isso é uma coisa, e eu preciso entender cada vez mais de pessoas, mas eu preciso saber analisar números, sem dúvida nenhuma. Como transformar um atendimento de rotina em uma oportunidade de venda encantadora e eficaz no setor de varejo? Para o varejo, o atendimento, independentemente de qualquer coisa, precisa ser cordial e cortês. O vendedor precisa se conectar com o cliente. Parece que não, mas o cliente retorna várias vezes naquele supermercado, naquela padaria. Quanto mais ele estiver conectado com os atendentes, melhor. Eu, por exemplo, frequento um grande supermercado perto da minha casa onde um dos caixas sabe o meu nome e eu sempre dou um jeito de passar as minhas compras com ele, para saber como ele está. No varejo, a gente precisa se conectar com as pessoas. Não é porque tem um alto fluxo que não precisa dessa conexão. O relacionamento no varejo é super importante. Quais sinais ou comportamentos o atendente deve observar para propor soluções que atendam às necessidades do consumidor? Ele precisa perguntar ao cliente, sempre. Uma vez que ele se conecta ali, entende, cria ali o primeiro vínculo, ele precisa perguntar o que o cliente precisa. Ele não tem que adivinhar a gente; ele tem que perguntar. Ele tem que entender qual produto o cliente quer e para qual finalidade e, junto a isso, o que ele espera que aquele produto traga. Se for um presente, [perguntar] para quem e qual é a característica da pessoa, para que ele possa indicar a solução mais adequada e dentro do que o cliente pode pagar. É importante também saber adequar as soluções, os produtos ao quanto o cliente pretende investir. Quais são as estratégias mais eficazes para implementar técnicas de cross selling e up selling em supermercados, considerando o ritmo acelerado desse ambiente? Nesse caso, as técnicas de cross selling (venda cruzada) e up selling (upgrade do produto ou serviço) precisam levar em conta a questão do PDV (ponto de venda), sua arquitetura e design e o visual merchandising ajudando no aumento dessa venda, inclusive de produtos afins. Eu coloco produtos afins perto. Se eu estou vendendo macarrão, eu vou ter o molho de macarrão, queijo, tudo que pode compor esse prato por perto. Quantas vezes eu, por impulso, comprei um produto considerando esse ingrediente dentro da minha receita porque eu esqueci de ver se eu tinha ele em casa? É uma venda muito por impulso. O produto, mesmo dentro do supermercado, precisa contar uma história e isso é importante considerar. Em que medida o atendimento humanizado impacta diretamente a decisão de compra e a fidelização de clientes? O atendimento humanizado impacta em 100% na personalização, na fidelização do cliente. As pessoas querem pessoas, as pessoas não estão querendo mais falar com máquinas. Elas querem contato físico, conversar, aprender. O ponto físico vira ambiente de experiência, não só o ponto de venda. Então, ter esse atendimento humanizado é fundamental. Quais habilidades você considera indispensáveis para profissionais que atuam no atendimento ao cliente no varejo? Ele precisa ver o varejo como uma opção de carreira e não como a primeira opção de emprego, que é o que muitas vezes acontece. O vendedor do varejo deve ser rápido em se conectar, em fazer leitura para poder acolher esse cliente. As habilidades que ele precisa desenvolver são as de relacionamento. É claro que ele tem que conhecer o produto, o PDV, mas antes de tudo ele deve conhecer e estar preparado para se conectar com pessoas, gostar de gente. Em tempos de mudanças no comportamento do consumidor, como reestruturar a estratégia comercial de uma empresa para se manter competitiva? Varia muito do segmento do produto que você vende. Para montar uma boa estratégia, você precisa entender o seu cliente, saber o que ele espera de você e como ele quer ser atendido. Acho que esses são os pontos fundamentais. O varejista conversa pouco com o cliente e eu acho que vale incentivar a linha de frente, a equipe de vendas, a conversar com seu cliente, ver o que ele busca, como ele quer ser atendido, o que ele espera. Assim será mais fácil desenhar uma jornada de compra bacana, que fidelize. Quais são os maiores desafios e recompensas de preparar equipes para alcançar excelência em vendas? Eu acho que o primeiro desafio para treinar uma equipe comercial é ter treinadores preparados. E quando eu falo de treinadores preparados, não são só os treinadores que sabem atender e vender, são os treinadores que sabem ensinar. Isso é bastante importante: encontrar e desenvolver essa pessoa. E quanto aos benefícios, são inúmeros, porque o treinamento diminui, inclusive, o turnover (rotatividade de funcionários). Mudou o perfil não somente do consumidor, mas também do trabalhador. Ele quer trabalhar numa empresa onde ele possa crescer, aprender, se desenvolver, ter um plano de carreira. E treinamento é a base de tudo. A pessoa se sente valorizada, que a empresa está investindo, sente a necessidade de devolver para a empresa tudo que está recebendo. O treinamento, na verdade, é um grande filtro para você saber em quem você pode investir na sua empresa e em quem não pode. Quanto mais turnover a empresa tem, menor a fidelização e o relacionamento com o cliente, porque cada vez que o cliente vai na loja é atendido por uma pessoa diferente, e isso prejudica muito a empresa. Então treinar favorece em vários aspectos, desde o aumento de resultado, da lucratividade e a diminuição do turnover. Um desafio também é o tempo. Tirar o vendedor da linha de frente para treinamento é um grande desafio. Mas quanto custa para você ter um vendedor atendendo mal o seu cliente? Então é importante trabalhar os horários, dedicar uma verba para o treinamento, porque é isso que vai garantir a satisfação do seu cliente. Pense que eu preciso ter uma jornada excelente do meu colaborador para que o meu cliente tenha uma jornada excelente, consequentemente. Não existe jornada excelente do cliente se a jornada do colaborador não é boa. Como integrar tecnologia e humanização no atendimento, garantindo que as ferramentas digitais complementem o trabalho das equipes? O importante é não esquecer das pessoas nesse processo. A tecnologia não vai fazer o trabalho de relacionamento. Ela pode até criar uma jornada de compra e uma experiência bacanas, mas ela não vai fazer relacionamento com o seu cliente. O setor supermercadista está sempre lidando com margens apertadas. Quais estratégias você recomendaria para aumentar o ticket médio sem afastar os clientes? O que facilita é ter uma equipe preparada para mostrar o valor agregado do produto, pois o mercado é agressivo e delimita bastante a margem. A minha dica é que o PDV tenha um storytelling do produto para que o cliente enxergue que vale a pena a aquisição dele. Quais tendências no atendimento e vendas você acredita que serão cruciais para o varejo nos próximos cinco anos? O cliente quer, cada vez mais, principalmente no varejo, uma compra rápida e sem atrito. Ele quer entrar, comprar, pegar o que ele precisa, aprender sobre um produto novo. Então é interessante ter uma novidade, o storytelling que conta a história daquele produto, ter áreas dentro do supermercado, por exemplo, de bem-estar como a de uma alimentação mais saudável, onde o cliente entende que ele pode pegar algo que vá mudar o dia dele, trazer ali alguma questão afetiva dentro do supermercado. Eu acho que o cliente quer ter uma experiência mais próxima com as marcas, ver que as suas necessidades são atendidas dentro daquela unidade de negócio, que o que ele busca tem lá. Outra tendência também é que os consumidores querem sentir que os varejistas impactam a sociedade de alguma forma, que eles intervêm na sociedade na qual estão inseridos, que levam algum desenvolvimento para a região onde estão. Tudo isso muda também. A loja não pode ser só um ponto de venda. Às vezes, com um ponto de coleta ou uma promoção social, ele se engaja com a sociedade onde está inserido, mostrando que, de alguma forma, pode transformar essa sociedade.
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