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Geração de luz cresce e influencia custo no mercado livre de energia
Apesar do aumento na produção de energia, o custo da conta de luz seguirá escalada de preços e decisão impacta setores do mercado livre brasileiro Cerca de um mês após o anúncio das mudanças no mercado livre de energia, um estudo do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), mostrou que embora a oferta de energia aumente nos próximos anos, o custo impedirá a queda dos preços. Desde janeiro de 2024, o mercado livre de energia, onde se é permitido a contratação de fornecimento de energia e de distribuidoras com outros serviços sem as tradicionais concessionárias, tem sido cada vez mais procurado por redes de supermercados. Segundo dados da Aneel, um comércio de médio porte consegue economizar até 40% do seu custo de energia com a troca das distribuidoras convencionais pelas cadastradas no mercado livre. Redes de supermercados como o Princesa, já apontam uma redução de 15% de seu custo médio desde a adesão a essa modalidade. A Aneel apontou que mais de 3 mil empresas procuraram a agência para realizarem essa troca, e são esperadas cerca de 10 mil solicitações até o final do verão, estação do ano onde, tradicionalmente, o custo de energia aumenta. Na prática, empresas com custo médio de luz acima de R$ 10 mil podem fazer o pedido de troca. Antes, apenas industriais e comércios com mais de R$ 50 mil em custo de luz podiam solicitar a alteração da sua modalidade. “Caso os consumidores optem por escolher de quem comprar sua energia, têm a oportunidade de negociar valores, prazos, o tipo da fonte (como renovável) etc. A boa notícia é que é possível obter reduções de 10 a 20% dos gastos com energia elétrica“, afirmou o professor Carlos Aparecido, do Departamento de Engenharia Elétrica da UERJ. Você pode conferir uma matéria da Asserj sobre essa nova modalidade para os supermercadistas clicando nesse link.
20/02/2024
Álcool 70%: varejistas seguem na corrida para se desfazer do estoque
O prazo final para zerar os frascos restantes nas prateleiras é 29 de abril Com a volta da proibição da venda de álcool 70% na forma líquida, determinada em 31 de dezembro do ano passado, o varejo tem até o dia 29 para se desfazer do estoque do produto. Adotada sob a justificativa de que a versão líquida é altamente inflamável, representando um risco em especial para crianças, a medida é polêmica e pesa no bolso do consumidor. O custo do produto em gel é bem maior do que o líquido e demanda mais tempo na fabricação. O coordenador de Planejamento e Controle de Produção da Álcool Montenegro, Matheus Rangel, afirma que “o impacto da proibição é gigantesco e até difícil para mensurarmos”. Ele explica que o custo do produto em gel é bem maior: “O gel precisa de outros insumos como espessantes, desnaturantes e neutralizantes. Essas matérias-primas são importadas e zelamos pela qualidade do nosso produto. Não abrimos mão dessa prestação de serviço de alto nível”. O custo de fabricação também é mais elevado. Devido à viscosidade do gel, são necessários mais processos de manipulação e equipamentos mais caros porque as bombas para fluidos viscosos são mais complexas do que as da forma líquida, cuja densidade teoricamente é similar à da água. Rangel acrescenta que: “Além desses custos operacionais, a máquina de envase funciona de modo mais lento. Não há dúvida de que a produtividade é dobrada para o álcool líquido. Para você ter uma ideia: a cada hora, em média, eu produzo 400 caixas. Na linha de gel, são apenas 180/200 por hora e isso se reflete lá no final. Temos esses impactos que acabam onerando o produto”. A empresa já produzia o álcool 70% em gel antes da crise sanitária da Covid-19, porém com uso específico, somente para atender segmentos de assistência à saúde. A venda era pequena, lembra Rangel. “Assim que a Anvisa liberou o álcool 70% líquido, ele rapidamente voltou a ser o nosso carro-chefe. Em poucos meses, o faturamento da empresa era de, basicamente, 80% com a venda de álcool na forma líquida. Isso foi até o fim do ano de 2020. Nos anos seguintes, a venda começou a declinar. Vivemos um momento de estabilidade e a venda de álcool 70 na forma líquida passou a representar 60% do faturamento”, comentou. Após a proibição, em dezembro de 2023, as vendas da fábrica despencaram e são poucos os segmentos que ainda compram o produto. A Montenegro, então, lançou o álcool bactericida. Trata-se de álcool 46% com outros componentes químicos para ter a função desinfetante. “Nós discordamos da proibição mesmo sabendo que o produto em gel tenha um teor de ação mais elevado. Nós não ouvimos relatos de acidentes nem de casos de pessoas com problemas de alcoolismo. O produto foi essencial para a contenção do vírus da COVID-19 e poderia ser em outros casos de doença porque é versátil, polivalente e o consumidor gosta e já se acostumou. Tivemos quatro anos de uso com resultado positivo”, concluiu. Liberação na pandemia Proibido desde 2002 no Brasil, o comércio de álcool 70% na forma líquida foi liberado temporariamente durante a crise sanitária da Covid-19. Na ocasião, a articulação da ASSERJ junto aos órgãos reguladores conseguiu autorização para a venda do produto, trazendo tranquilidade à população num momento de grande incerteza e escassez. Neste sentido, agradecemos o apoio da Anvisa e do deputado federal Luiz Antonio Teixeira Junior (PP-RJ), conhecido como Dr. Luizinho, que, na época, coordenou a Comissão do Coronavírus da Câmara dos Deputados e teve papel fundamental para viabilizar a liberação. Foi graças à atuação da Comissão que a Anvisa voltou a permitir a venda de álcool 70% líquido nos mercados, num momento em que o preço do álcool em gel chegou a aumentar em mais de 600%.
20/02/2024
Economia
Sobe para 4,5% expectativa dos supermercados nas vendas da Páscoa
Aproximação da Páscoa faz com que supermercados aumentem as expectativas para a Semana Santa Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o IBGE, o cenário para as vendas da Páscoa nesse ano é de grande expectativa positiva, principalmente pela soma de muitos fatores. O estudo do IBGE apresenta que as políticas públicas de recuperação de crédito da população, como o Desenrola Brasil, poderão dar uma nova perspectiva para o varejo alimentar. O crescimento deverá figurar na casa dos 4,5% em comparação ao mesmo período de 2023. Entretanto, se a expectativa pelas vendas está alta, o preço médio do chocolate, que vem se diversificando entre os tradicionais ovos de Páscoa e as barras, aumentou cerca de 3,8% em relação as datas desse feriado em 2023. O IBGE ainda aponta um fechamento positivo na questão dos empregos. Segundo o levantamento, 2023 foi o ano com a menor taxa de desemprego desde 2014. Para 2024, o varejo espera contratar cerca de 41 mil empregos temporários voltados para a Páscoa, e a expectativa é que 25% dessas vagas se tornem efetivas. "A injeção de crédito e a melhoria no poder de compra da população são os principais combustíveis para as vendas da Páscoa. Os supermercados estão ansiosos para conseguirem fechar os números positivos dessas datas", explicou Fábio Queiroz, presidente da Associação de Supermercados do Estado do Rio de Janeiro. Segundo um levantamento feito pela consultoria de economia, Future Tank, a pedido da Asserj, a receita real do setor supermercadista fechou com um acréscimo de 5,4% em 2023, o que se somou a um acumulado de 5,5%. Para o estudo, a queda da taxa Selic, a quarta consecutiva, e somada a expectativa de novos cortes para os próximos meses visam estimular o consumo, o que é tratado como vital para os supermercados do Rio de Janeiro nas vendas da Semana Santa e da Páscoa.
20/02/2024
Morre fundador da Daiso, principal varejista japonesa no Brasil
Ele deixa uma fortuna avaliada em R$ 9,4 bilhões Morreu aos 80 anos, Hirotake Yano, fundador da rede varejista japonesa de '1,99' Daiso, informou um comunicado divulgado por sua empresa na tarde desta segunda-feira, 19. Segundo a nota, a causa da morte foi insuficiência cardíaca. Hirotake faleceu em 12 de fevereiro, em Hiroshima, e sua família fez um enterro particular. A confirmação da morte, porém, só foi realizada hoje. O empresário é apontado como pioneiro mundial no conceito de "dollar-shop", em que os itens custam US$ 1. No Brasil, o termo se tornou popular como 'lojinhas de 1,99', onde são vendidas produtos do cotidiano a um preço muito abaixo do praticado no mercado. Segundo a Bloomberg Billionaires Index, Hirotake Yano deixa um patrimônio de US$ 1,9 bilhões, cerca de R$ 9,4 bilhões. Empresário de sucesso na Ásia, Yano, passou por um longo caminho de fracassos até conseguir criar e fortalecer a rede varejista Daiso. Até 1977, o empresário acumulou insucessos empresariais, entre eles, a falência da empresa de pesca de seu sogro. Atualmente, a Daiso é uma empresa de capital fechado e com receita de 589,1 bilhões de ienes (US$ 3,9 bilhões) no ano encerrado em fevereiro de 2023. São cerca de 4.360 lojas no Japão e 990 lojas no exterior, segundo o seu site oficial.
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Minuto ASSERJ
Guanabara amplia equipe e fortalece sua operação no varejo supermercadista
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