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Atualidades
Mais de 90% dos consumidores do varejo supermercadista já compram de forma omnichannel
Mais de 90% dos consumidores compram produtos do varejo supermercadista tanto em lojas físicas quanto em canais digitais — como aplicativos e sites dos varejistas, redes sociais ou marketplaces de terceiros. O dado faz parte de um novo relatório divulgado pela (The Food Industry Association) FMI em parceria com a NielsenIQ. De acordo com o estudo, a maior parte dos lares dos Estados Unidos já adota algum tipo de jornada de compra omnichannel, o que posiciona o varejo supermercadista como a maior oportunidade de crescimento dentro do e-commerce. A projeção é que as vendas online do setor alcancem US$ 388 bilhões até 2027, ante os US$ 276 bilhões registrados em 2024. Para capturar esse potencial, o relatório aponta que os varejistas precisam avançar principalmente na qualidade de seus aplicativos, na fluidez entre canais e em estratégias digitais mais integradas. Segundo a análise, a maioria dos consumidores norte-americanos já pode ser considerada “digitalmente engajada”, ou seja, interage com as marcas do varejo supermercadista por meio de múltiplos pontos de contato, tanto físicos quanto digitais. Esse cenário aumenta a urgência por estratégias capazes de atender consumidores cada vez mais conectados e exigentes. “O engajamento digital deixou de ser uma estratégia complementar e passou a ser essencial para o crescimento”, afirmou Kim Cox, managing director de Omnicommerce da NielsenIQ, em comunicado. Embora os produtos do varejo supermercadista representem atualmente apenas 10% das vendas online — percentual inferior ao de categorias como cuidados infantis (47%) e saúde e beleza (45%) —, o crescimento é acelerado. O canal avançou 18% em um período de 52 semanas encerrado no fim de setembro, indicando uma aceitação cada vez maior das compras online, especialmente de itens de conveniência. Ainda assim, o relatório alerta para uma desaceleração do ritmo de crescimento nos próximos anos. Após registrar alta de 14,2% no último ano, a expectativa é que o crescimento das vendas online diminua gradualmente, chegando a 11,2% em 2027, o que pode tornar investimentos digitais mais robustos um desafio para os varejistas. Com as capacidades digitais influenciando tanto as vendas online quanto as realizadas em loja física, manter aplicativos eficientes e relevantes tornou-se fundamental. O estudo aponta que 41% dos consumidores consideram a qualidade do aplicativo um fator decisivo na escolha de sua loja principal. Entre os recursos considerados essenciais estão acesso fácil a cupons digitais e listas de compras, ofertas personalizadas, atualizações em tempo real de preços e promoções, programas de fidelidade e histórico de compras. Aplicativos de alta qualidade também se mostram especialmente relevantes para conquistar a lealdade de consumidores mais jovens, como a Geração Z. Além dos canais próprios, o relatório destaca a importância da chamada fluidez entre canais — a capacidade de o consumidor transitar entre diferentes plataformas de compra sem fricção. Segundo dados do NIQ Outlook 2024 citados no estudo, 55% dos entrevistados afirmaram realizar compras diretas de itens do varejo supermercadista e produtos para o lar por meio de redes sociais e plataformas de live streaming.
19/01/2026
Indústria em cena
Verde Campo lança Iogurte Natural Whey com 21g de proteínas e fibras
A Verde Campo acaba de divulgar a chegada uma edição limitada do Iogurte Natural Whey com 21g de proteínas. O lançamento traz ainda 2,5g de fibras, vitaminas A, B3, B12 e D e chega ao mercado nos sabores açaí e maracujá. A escolha dos sabores está diretamente ligada ao período de verão e ao perfil de consumo associado à estação, priorizando frescor, leveza e alta aceitação sensorial. Com a edição limitada, a marca reforça o posicionamento da linha Natural Whey ao incorporar novos atributos funcionais a uma base já reconhecida pelo elevado teor proteico. O movimento acompanha tendências globais de consumo. Estudos recentes indicam que a saúde intestinal vem se consolidando como um dos principais pilares do mercado de alimentos funcionais, influenciando decisões relacionadas ao bem-estar e às prioridades de saúde. De acordo com a Innova Market Insights, 59% dos consumidores globais afirmam que a saúde intestinal é “muito importante para o bom funcionamento de todo o corpo”, enquanto quase 60% relatam estar “ativamente incorporando mais proteína em suas dietas”. “O desenvolvimento dessa edição limitada partiu da observação de um comportamento claro do consumidor brasileiro, que busca alimentos saborosos que tragam saciedade associada ao bem-estar com uma composição nutricionalmente adequada às necessidades do dia a dia”, explica Maria Alice Oliveira, engenheira de alimentos da Verde Campo. “A combinação de proteínas de alto valor biológico com fibras e vitaminas foi desenvolvida pensando em um perfil de produto nutricionalmente mais completo. Além disso, por ser zero lactose, o iogurte também pode ser consumido por pessoas com intolerância à lactose”, completa. Esses dados reforçam a relevância de ingredientes como fibras, probióticos, prebióticos e proteínas, apontados como alguns dos principais fatores de influência nas decisões de compra no mercado global de alimentos e bebidas em 2026. A preferência crescente é por produtos que aliem digestão, saciedade e bem-estar de forma integrada. Para Lorena Andrade, gerente de marketing da Verde Campo, o lançamento está alinhado a um movimento global de valorização do wellness, que vai além da nutrição básica. “O consumidor busca alimentos que entreguem benefícios reais, sem abrir mão do sabor e da praticidade, e é nesse equilíbrio que a marca vem concentrando seus esforços de inovação.” A edição limitada do Iogurte Natural Whey é zero lactose, zero adição de açúcares, adoçada com stévia e elaborada com polpa de frutas. O produto já está disponível no mercado e deve ter sua distribuição ampliada para pontos de venda em todo o país nos próximos meses.
19/01/2026
Associados em foco
Supermercados Mundial entrega loja mais espaçosa e com mix ampliado na Rua Santo Afonso
A rede de Supermercados Mundial reinaugurou, nesta sexta-feira, 16 de janeiro, a loja localizada na Rua Santo Afonso, na Tijuca, após a conclusão de uma ampla modernização realizada ao longo de 2025. As intervenções foram feitas sem interrupção do atendimento ao público e marcam uma nova fase da unidade, agora mais espaçosa, moderna e funcional, alinhada ao perfil dos moradores da região. A reforma contemplou uma reestruturação completa do setor de perecíveis, com a instalação de novos equipamentos, reorganização do layout e ampliação significativa do mix de produtos. Houve crescimento expressivo nas categorias de laticínios, frios, queijos, margarinas e congelados, além de melhorias no fluxo de circulação, tornando a experiência de compra mais confortável e intuitiva. Logo na abertura, os clientes foram recebidos com café da manhã, além de ativações, degustações e ofertas especiais distribuídas por diversos setores da loja. “Essa reinauguração representa um novo momento para a loja da Rua Santo Afonso. Continuamos fazendo parte da rotina da Tijuca, agora com uma estrutura mais moderna, organizada e preparada para atender melhor nossos clientes”, destaca Almir Souza, gerente geral do Mundial Santo Afonso. Segundo ele, a modernização permitiu uma expansão relevante do sortimento. “Antes da reforma, trabalhávamos com um mix em torno de 10 mil produtos entre perecíveis e mercearia. Com a ampliação da área de perecíveis, conseguimos acrescentar cerca de 1.500 novos SKUs, principalmente em função de novos sabores e variedades”, afirma. A padaria também passou por ampliação e melhorias estruturais, o que possibilitou ganhos em qualidade, agilidade e diversidade da produção própria. “Houve uma modificação importante no setor de salgados e uma ampliação da padaria, que nos permitiu oferecer um mix mais completo, mais variedade na produção e até mesmo ampliar o número de fornecedores”, destaca Souza. Com as mudanças, a expectativa da operação é de crescimento nas vendas. “Esperamos um aumento entre 10% e 15% no volume de vendas com essa reforma, justamente por conta da ampliação do mix e da melhoria na experiência do cliente”, explica o gerente geral. A loja conta com 2.532 metros quadrados de área de venda, 30 check-outs — que foram mantidos, mas agora com maior espaçamento entre eles — e uma equipe de 492 colaboradores, incluindo funcionários próprios, jovens aprendizes e equipes terceirizadas. “O número de check-outs permaneceu o mesmo, mas conseguimos ampliar o espaço entre eles, o que gera mais conforto para o cliente”, ressalta Souza. Outro diferencial da unidade é a estrutura de estacionamento, com 182 vagas distribuídas em dois andares, oferecendo mais comodidade aos clientes da região. A ASSERJ deseja sucesso e ótimas vendas à "nova" loja do Mundial na Santo Afonso, Tijuca!
16/01/2026
Comportamento & tendência
Consumo mais cauteloso redefine estratégias do varejo supermercadista para 2026, aponta NIQ
A volatilidade econômica deixou de ser conjuntural e passou a influenciar estruturalmente as decisões de compra dos consumidores — com impactos diretos sobre as estratégias do varejo supermercadista e de seus fornecedores. Essa é a principal leitura do Consumer Outlook: Guide to 2026, relatório global da NIQ que combina dados de comportamento e de compra para apoiar decisões estratégicas no ambiente B2B. De acordo com o estudo, o consumo evoluiu de um padrão cauteloso para um modelo intencional, no qual cada item precisa justificar seu espaço na cesta. Para o varejo supermercadista, esse movimento exige maior precisão em sortimento, preço, comunicação e uso de dados ao longo de toda a cadeia. “A cautela pode ser o novo normal, mas ela não significa retração automática. Para o varejo supermercadista, trata-se de entender como transformar esse comportamento em decisões mais inteligentes de portfólio, experiência e execução”, afirma Marta Cyhan-Bowles, diretora de Comunicações e chefe do COE de Marketing Global da NIQ. Confiança do consumidor exige leitura estratégica dos dados Um dos principais alertas do relatório é o descompasso entre percepção e realidade financeira. Os consumidores se sentem mais preparados para lidar com a volatilidade, mas continuam pressionados por inflação, custos de crédito e despesas essenciais. Para supermercadistas e indústrias, isso reforça a importância de planejamento orientado por dados, com decisões que considerem elasticidade de preço, comportamento por missão de compra e regionalização do consumo. “Os compradores se adaptaram à instabilidade, mas isso não reduziu a pressão sobre o orçamento. A volatilidade se tornou uma condição permanente, e os líderes do varejo precisam planejar seus negócios a partir dessa premissa”, destaca Marta. Cada item precisa provar seu valor na gôndola O relatório aponta que os gastos passaram a ser altamente seletivos. No ambiente do varejo supermercadista, isso se traduz em maior disputa por espaço na gôndola e na cesta do consumidor. Marcas e varejistas que oferecem conveniência, personalização e confiança tendem a capturar maior share. Nesse cenário, o estudo indica que estratégias baseadas exclusivamente em reajustes de preço perderam eficácia. “O consumidor está esgotado de aumentos. O crescimento passa por sortimentos mais assertivos, inovação relevante e marcas próprias bem posicionadas, capazes de ampliar o valor percebido sem pressionar o orçamento”, explica a executiva da NIQ. Marcas próprias ganham protagonismo estratégico O avanço das marcas próprias é outro ponto central do Consumer Outlook. Longe de serem apenas uma alternativa econômica, elas se consolidam como ferramenta de fidelização, margem e diferenciação competitiva no varejo supermercadista. Esse movimento também pressiona marcas nacionais a revisarem suas propostas de valor, inovação e comunicação para permanecerem relevantes na cesta do shopper. Varejistas como plataformas de mídia e dados O relatório destaca ainda a ascensão das redes de mídia de varejo (RMNs) como um novo pilar estratégico B2B. Ao integrar dados de compra, publicidade e jornada omnichannel, o varejo supermercadista assume um papel central na conexão entre marcas e consumidores. “As RMNs estão remodelando a forma como fabricantes e varejistas colaboram. Para o consumidor, os benefícios são claros; para o ecossistema B2B, trata-se de repensar escala, monetização e parceria baseada em dados”, afirma Marta Cyhan-Bowles. Inovação orientada por custo e eficiência A volatilidade das commodities vem impulsionando a inovação focada em eficiência e acessibilidade. Reformulações, alternativas de ingredientes e ajustes de portfólio surgem como respostas estratégicas para preservar margem, competitividade e confiança do consumidor. Para o varejo supermercadista, o desafio é equilibrar custo, disponibilidade e valor percebido — mantendo a operação resiliente em um ambiente de pressão constante. Comércio ininterrupto eleva o padrão operacional Por fim, o Consumer Outlook: Guide to 2026 aponta a convergência entre comércio social, quick commerce e RMNs, criando um ecossistema de comércio ininterrupto, que exige execução integrada entre indústria, varejo e tecnologia. “Os consumidores esperam experiências de compra contínuas, personalizadas e sem fricção. Para o varejo supermercadista e seus parceiros, isso eleva o nível de exigência operacional e estratégica”, conclui Marta. O relatório reforça que, em um cenário de cautela estrutural, o crescimento no varejo supermercadista será resultado direto de decisões mais precisas, colaboração B2B e uso inteligente de dados — fatores que definirão os vencedores de 2026 e além.
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