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Atualidades
Michael Jackson sonhava em viver a rotina de compras em um supermercado. E isso diz muito do nosso setor!
Há algo profundamente humano em empurrar um carrinho de supermercado ou empunhar uma cestinha. Passear pelos corredores, se perder de vista entre as gôndolas... Pode parecer banal. E talvez seja. Ou quase invisível na rotina diária, mas, provavelmente, seja justamente aí que mora a força do varejo supermercadista. Em meio às listas mentais, escolhas rápidas e corredores iluminados, existe um ritual silencioso de autonomia, memória afetiva, desejo e, principalmente, vivência humana. Agora imagine alguém que teve praticamente tudo no mundo à sua disposição. Tudo, menos isso. Quando pensamos em Michael Jackson, ainda mais agora com o lançamento de sua tão esperada cinebiografia "Michael", pensamos em shows, dança, vocais poderosos, estádios lotados, aplausos ensurdecedores, uma vida fora de escala. Foi o "Rei do Pop", não há outro modo de pensar. Mas há uma cena menos grandiosa, quase íntima, que diz mais sobre a condição humana do que qualquer performance histórica de Michael: o dia em que ele quis, simplesmente, ir ao supermercado. Não como ícone. Não como espetáculo. Mas como qualquer um de nós, simples mortal. Empurrar um carrinho, analisar produtos, fazer suas compras. Escolher sem pressa. Olhar gôndolas sem ser observado. Para alguém que viveu cercado por multidões, esse gesto simples representava algo raro: liberdade. Normalidade. Pertencimento. Em 2003, amigos de Michael lhe proporcionaram esse momento. "Alugaram" um supermercado. Nos corredores, "figurantes" (amigos e parentes disfarçados, dando o ar de normalidade, sem pararem o astro para pedir autógrafos ou fotos). O objetivo era simplesmente simular uma ida comum à uma loja, sem os holofotes da fama extrema. "O meu sonho entrar em um supermercado e simplesmente fazer compras. Ser como todo mundo e colocar coisas em uma cesta. Porque eu não posso fazer isso. Porque, quando tento, as pessoas se aglomeram ao meu redor, querem autógrafos, querem que eu assine coisas e tire fotos. É por isso que eu gosto tanto de disfarces, posso sentar em um banco na Disneylândia e ver o que as pessoas realmente fazem e sobre o que conversam. Mas quando percebem que é Michael Jackson, elas mudam, e eu não vejo a realidade. E eu quero ver o mundo real e como ele é, e isso é muito difícil", disse Michael Jackson à época. E é aí que o supermercado mostra que é muito além de um ponto de venda na vida das pessoas. Ele se revela como um dos poucos espaços verdadeiramente democráticos e de convivência da vida moderna. Porque dentro de um supermercado, todos vivem momentos e histórias: a criança que escolhe seu item favorito, o casal que decide o jantar da semana, aquela pessoa que satisfaz um impulso indulgente, a família que cria uma memória afetiva das compras conjuntas, inclusive casais que se formam. Enfim, os exemplos são quase infinitos. São decisões aparentemente pequenas, mas carregadas de significado. São escolhas que constroem rotina, identidade e até afeto. O que o episódio de Michael Jackson em 2003 nos mostra, sem distorções, nem exageros, é que até alguém como Michael Jackson desejava participar desse ritual cotidiano. Não pelo consumo em si, mas pela experiência. Pela sensação de ser parte de algo comum. "Isso me deu a chance de ver, do meu jeito, como é o mundo real. Mesmo que não fosse exatamente a realidade", afirmou o "Rei do Pop". Isso muda a perspectiva das coisas. O varejo supermercadista não é apenas sobre abastecimento. É sobre acesso à normalidade. Proporcionar momentos que, para a maioria, passam despercebidos, mas que, para alguns, são inalcançáveis. Talvez o verdadeiro luxo nunca tenha sido o extraordinário. E sim o ordinário. E enquanto o mundo revisita a trajetória do maior artista de todos os tempos nas telas, fica uma provocação silenciosa: se até o "Rei do Pop" sonhava em viver um dia comum no supermercado… será que temos a verdadeira noção do quanto os nossos estabelecimentos são essenciais a todos, sem distinção e muito além da compra?
27/04/2026
Comportamento & tendência
Dia Nacional do Vinho transforma gôndolas em oportunidades de lucro
Com 89% das compras concentradas nos supermercados, data favorece ações práticas para potencializar o desempenho da categoria nas gôndolas
27/04/2026
Por dentro da asserj
Escola ASSERJ abre inscrições para workshop sobre implantação da NR-1 no varejo supermercadista
Estão abertas as inscrições para o workshop “Como estruturar a implantação da NR-1”, voltado a profissionais de RH e lideranças do varejo supermercadista, como gerentes, supervisores e coordenadores que atuam diretamente na gestão de equipes e na implementação de práticas relacionadas à saúde, segurança e ao clima organizacional. O evento acontece no dia 11 de maio e será realizado sob a tutela da Escola ASSERJ. O curso será ministrado pela advogada trabalhista Dra. Bárbara Ferrari. O workshop tem como objetivo apresentar, de forma prática e aplicada, como estruturar a implantação da NR-1 nas empresas, com foco no papel do RH e das lideranças. A proposta é garantir clareza sobre as etapas, responsabilidades e requisitos envolvidos nesse processo, incluindo o que deve compor o Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR) e como aplicá-lo no dia a dia do varejo supermercadista. A atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1) amplia a responsabilidade das empresas na prevenção de riscos ocupacionais, incluindo de forma mais clara os fatores psicossociais no ambiente de trabalho, como estresse, assédio, sobrecarga e outros elementos que impactam diretamente a saúde mental dos colaboradores. Dra. Bárbara Ferrari destaca que, a partir de 26 de maio, todas as empresas brasileiras passam a ser fiscalizadas e que a adequação deve ser tratada com prioridade. Segundo ela, “A saúde mental deixa de ser apenas uma pauta de bem-estar e passa a ser também uma questão de responsabilidade legal. A NR-1 exige que as empresas identifiquem e gerenciem os riscos psicossociais de forma estruturada e documentada. Isso significa revisar processos internos, capacitar lideranças e criar mecanismos preventivos que estejam integrados à rotina da empresa e não apenas no papel.” A especialista ressalta ainda que o varejo supermercadista, por sua dinâmica, precisa olhar com ainda mais atenção para esse cenário. “Quando falamos de um setor tão específico, com tantos postos de trabalho e com a responsabilidade essencial de abastecimento e cuidado com a população, é fundamental observar os ambientes de trabalho, os resultados, a forma como as escalas são organizadas e como acontecem os contatos diretos com o público. É preciso cuidar ainda mais da saúde emocional e da saúde mental desses trabalhadores, com uma visão estratégica e atenta, inclusive ao tipo de negócio.” ”Não se trata apenas de cumprir uma exigência legal, mas de preservar a empresa, os empregos e as pessoas, reduzir afastamentos e fortalecer a cultura organizacional”, completa a Dra. Bárbara Ferrari. Adriana Alves, analista de educação corporativa da ASSERJ, reforça a importância da iniciativa e destaca que o workshop foi pensado para oferecer suporte prático às empresas neste momento de adaptação. “Nosso objetivo é proporcionar conhecimento aplicável à realidade do varejo supermercadista, ajudando RHs e lideranças a entenderem seu papel nesse processo e a implementarem ações efetivas. A Escola ASSERJ busca justamente ser essa ponte entre a atualização legal e a prática do dia a dia das empresas.” Ela acrescenta que o tema exige urgência e preparo. “Muitas empresas ainda têm dúvidas sobre como começar essa implantação e quais medidas precisam ser adotadas imediatamente. O workshop vem para trazer essa clareza, orientar sobre prioridades e mostrar que investir em prevenção também significa investir em produtividade, retenção de talentos e sustentabilidade do negócio.”
27/04/2026
Atualidades
Arraiá em Clima de Copa: uma explosão nas vendas
Junho e julho tradicionalmente representam um dos períodos mais estratégicos para o varejo supermercadista, impulsionados pela força cultural da Festa Junina e pelo aumento expressivo no consumo de produtos típicos. Em 2026, no entanto, um fator adicional promete ampliar ainda mais esse movimento: a coincidência com a Copa do Mundo, que deve potencializar as vendas e criar novas oportunidades para a indústria e os supermercados. Neste ano, a realização simultânea da Copa do Mundo cria um cenário ainda mais favorável. O clima de celebração e confraternização se intensifica, unindo dois momentos de forte apelo emocional e alto consumo: as tradicionais festas juninas e as reuniões para acompanhar os jogos da seleção brasileira. Segundo Willian Freitas, diretor-administrativo da DaColônia, a expectativa da empresa é bastante positiva para o período. “A Festa Junina é uma das principais datas sazonais para a DaColônia, com forte impacto no varejo supermercadista. Para este ano, nossa expectativa é de crescimento em torno de 15% em relação ao mesmo período do ano passado. Esse crescimento é sustentado por dois fatores importantes. O primeiro é a força natural da data, que tem grande apelo cultural e alta recorrência de consumo. O segundo, e muito relevante neste ano, é a coincidência com a Copa do Mundo, que cria um ambiente ainda mais favorável para o consumo de alimentos práticos, indulgentes e compartilháveis”, afirma. A empresa se preparou para atender essa demanda com um portfólio robusto, reunindo aproximadamente 250 SKUs, voltados para diferentes ocasiões de consumo, desde momentos individuais até situações de compartilhamento, característica muito presente tanto nas festas juninas quanto nas reuniões para assistir aos jogos. “Estamos preparados para atender essa demanda com um portfólio completo, oferecendo soluções para diferentes momentos do dia do consumidor. Além disso, atuamos fortemente junto ao varejo com materiais de exposição e ativações no ponto de venda, potencializando a visibilidade da categoria e contribuindo diretamente para o aumento das vendas”, complementa Freitas. Outra estratégia que reforça essa conexão entre os dois eventos vem da Chinezinho. Segundo o presidente da marca, Sérgio Duarte, a empresa prepara o lançamento de embalagens especiais para seus produtos mais vendidos durante a Festa Junina, com identidade visual inspirada na Copa do Mundo e nas cores do Brasil. A proposta é aproveitar o forte apelo emocional da torcida nacional para tornar os produtos ainda mais atrativos no ponto de venda, criando uma comunicação visual que una tradição, brasilidade e conveniência. Para o diretor comercial da Rede Unidos, Adenilson Vidal, a Festa Junina deste ano tende a impulsionar ainda mais a venda de produtos típicos, já que o calendário coincide com os jogos da Seleção Brasileira. Segundo ele, a expectativa é de maior movimentação nas lojas, uma vez que os brasileiros costumam se reunir para assistir às partidas, transformando esses momentos em oportunidades de consumo e confraternização. O Carrefour, por exemplo, anunciou que seus produtos de marca própria terão embalagens temáticas e ações especiais voltadas para o período. A rede também preparou ativações estratégicas para impulsionar as vendas e fortalecer a conexão com os consumidores durante a temporada. Além disso, lançou uma campanha embalada pelo samba, ritmo que traduz a identidade e a proximidade da marca com o público brasileiro, reforçando o clima de celebração e pertencimento. Na edição de abril da revista Super Negócios, a editoria Boas Vendas destacou a Festa Junina como uma das principais alavancas sazonais do setor, reforçando sua relevância não apenas como tradição cultural, mas como uma poderosa ferramenta comercial. Durante esse período, categorias como milho, amendoim, doces, paçocas, canjicas, pipocas e produtos para preparo de receitas típicas chegam a dobrar ou até triplicar as vendas, além de contribuírem diretamente para o aumento do ticket médio. Leia a matéria completa AQUI a partir da página 72.
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