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Festa Junina no PDV: como os supermercados podem transformar a sazonalidade em oportunidade de vendas
Comidas típicas, decoração temática e uma dose generosa de memória afetiva fazem da festa junina uma das datas mais promissoras do calendário varejista. Para os supermercados, ativar o PDV (Ponto de Venda) com estratégias voltadas ao período é uma excelente oportunidade de aumentar o ticket médio, fidelizar clientes e fortalecer a presença da marca. Segundo levantamento da ASSERJ (Associação de Supermercados do Estado do Rio de Janeiro), mais de 80% dos supermercadistas fluminenses afirmam que as festas juninas impactam diretamente nas vendas. A procura por itens típicos, como milho, amendoim, canjica e adereços de decoração, cresce consideravelmente nesta época. A associação reforça ainda que o sucesso da operação passa por planejamento antecipado e reforço de estoque. Ambientação temática faz diferençaA decoração das lojas para a festa junina é um dos principais fatores de engajamento. Bandeirinhas, chapéus de palha, barracas e música de forró criam um ambiente acolhedor e envolvente para o consumidor. “Mais do que vender produtos, o supermercado precisa proporcionar uma experiência. Quando o cliente sente que entrou em um ‘arraiá’, ele se envolve emocionalmente com o ambiente e tende a consumir mais”, destaca Roberto Camargo, especialista em marketing para o varejo. Exposição estratégica de produtosCriar ilhas temáticas com produtos sazonais facilita a compra por impulso e ajuda o cliente a planejar a festa em casa. Ingredientes para receitas tradicionais, como canjica, pamonha, curau e bolo de fubá, devem estar em destaque. Reforçar a exposição com dicas de preparo também contribui para o aumento das vendas. Kits juninos e produtos de marca própriaUma tendência em alta são os kits prontos com produtos típicos. Eles oferecem praticidade ao consumidor e aumentam o valor agregado do carrinho. Supermercados também têm investido em linhas de marca própria para o período, ampliando a margem de lucro. “O cliente busca conveniência. Ao reunir tudo o que ele precisa para celebrar, os kits facilitam a escolha e aumentam a conversão”, reforça Camargo. Degustações e ações promocionais Durante o período junino, marcas como Combrasil e Santa Helena Alimentos investem em ações que combinam afeto, cultura popular e estratégia de varejo para se destacar no ponto de venda. A Combrasil reforçou sua presença nas lojas com materiais promocionais, ambientação temática e ações estratégicas. “As festas juninas são um dos principais momentos de consumo do ano. Por isso, preparamos uma campanha forte para atender à alta na demanda”, afirma Daniel Azevedo, gerente de vendas. Já a Santa Helena lançou uma edição limitada da Paçoquita com sabor coco queimado, inspirada na cocada nordestina. “É um sabor que desperta memórias afetivas e combina com o clima das festas”, diz Breno Carvalho, Head de Marketing da marca.
21/05/2025
Mira Transportes anuncia novo diretor comercial
Líder nas operações de transporte de cargas fracionadas e integração entre as regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Norte, a Mira Transportes anuncia a promoção de Jansen de Jesus para o cargo de diretor comercial da companhia. Há mais de 25 anos atuando no segmento de transportes e logística, Jansen reúne competências em gestão e capacitação das equipes de vendas e administrativas, com captação e fidelização de clientes, análise e otimização da rentabilidade, capilaridade e gestão do CRM da filial. Também foi o responsável pela implantação de sistemas de BI e TI que facilitam a tomada de decisão e a melhoria dos processos. “Cheguei no Mira em 2018 para dar uma nova roupagem à filial de São Paulo e neste período, até 2023, triplicamos o faturamento. Fui abrindo espaços, desenvolvendo uma equipe focada em trazer resultados e dar mais rentabilidade aos sócios”, afirma Jansen, que em 2024 assumiu a Gerência Nacional de Vendas com o objetivo de replicar o trabalho feito em São Paulo para toda a companhia. Nos últimos cinco anos, o Mira Transportes dobrou seu faturamento e agora pretende realizar uma atualização estrutural que visa o aprimoramento operacional e a relação mais próxima com clientes e parceiros. Sob esta ótica, Jansen ficou com a responsabilidade de rever todos os processos da empresa, focando a estratégia nos clientes mais antigos da casa e nas regiões de maior sinergia com o negócio. “Aceitei o desafio de assumir a direção comercial e estou empenhado em ajudar o Mira a atingir um patamar diferenciado no mercado. Essa promoção veio como consequência das ações que venho implementando junto com o time comercial de melhoria da customização na empresa, na precificação e de melhor análise do mercado”, ressalta Jansen. Formado em Administração/Marketing e Gestão Comercial, com certificações em liderança, o agora diretor comercial do Mira Transportes já começou a colocar em prática as ideias que traz consigo desde 2019. “Sou apaixonado pelo que faço e com comprometimento, ética e respeito vou seguir contribuindo para o sucesso do Mira Transportes”, concluiu. A ASSERJ deseja boa sorte!
21/05/2025
Pix domina os caixas dos supermercados, mas impõe novos desafios. Saiba quais!
Com mais de 150 milhões de usuários cadastrados, o Pix se consolidou como o meio de pagamento mais utilizado no Brasil. Segundo a Febraban, foram 63,8 bilhões de transações em 2024 — um crescimento de 52% em relação ao ano anterior. Especialmente nos supermercados, o sistema tem se mostrado uma solução eficiente para agilizar o checkout e atrair consumidores em busca de praticidade. Dados da Fundação Getulio Vargas (FGV) mostram que 63% dos brasileiros utilizam o Pix mensalmente, com uma média de 32 transações por usuário. A adoção massiva tem impulsionado as vendas no setor supermercadista, que hoje vê no Pix uma ferramenta importante para reduzir filas, facilitar a conciliação financeira e até diminuir os custos com taxas de operadoras de cartão. No entanto, essa popularização também acendeu o alerta para fraudes, erros de transação e golpes digitais, trazendo à tona a necessidade de maior segurança jurídica — especialmente nas relações entre varejistas e consumidores. Segundo Karina Gutierrez, advogada do escritório Bosquê & Advogados, o setor precisa estar atento às responsabilidades previstas pelo Código de Defesa do Consumidor (CDC). “Em casos de fraude ou erro, como transferências indevidas, os supermercados, assim como os bancos, podem ser responsabilizados se não demonstrarem medidas preventivas eficazes”, explica. A Resolução nº 4.893/2021 do Banco Central estabelece normas que as empresas devem seguir, como o bloqueio cautelar de valores em transações suspeitas. Porém, ainda há lacunas na padronização de condutas em casos de golpes cada vez mais sofisticados — como a engenharia social. Além disso, o aumento do uso do Pix também chama atenção da Receita Federal, com foco na rastreabilidade e impacto fiscal, especialmente para redes menores e lojas de bairro que usam a ferramenta de forma informal. PIX: promova capacitação digital da equipe Diante disso, especialistas alertam: é preciso investir em educação digital para funcionários e clientes, sistemas antifraude, e treinamento no ponto de venda. “A segurança é uma via de mão dupla. Enquanto o consumidor precisa estar atento, o varejo deve garantir um ambiente protegido e transparente para as transações”, conclui Karina. Para os supermercadistas, o desafio é equilibrar conveniência e segurança, reforçando protocolos internos, canais de atendimento e comunicação clara com o cliente. Em tempos de transformação digital acelerada, o Pix é um aliado importante — mas exige uma gestão consciente e responsável. LEIA MAIS: PIX: como as mudanças podem impactar as vendas dos supermercados?
20/05/2025
Gripe Aviária: como os supermercados podem mitigar impactos e manter a confiança do consumidor
Com a confirmação de casos de gripe aviária em aves de subsistência no Brasil e a suspensão temporária das exportações para países como Argentina, África do Sul e Japão, o setor supermercadista precisa se preparar para enfrentar possíveis desdobramentos na cadeia de abastecimento e na percepção dos consumidores. Embora a Organização Mundial da Saúde (OMS) e autoridades brasileiras reforcem que não há risco de transmissão da doença por meio do consumo de carne de frango e ovos bem cozidos, o alerta sanitário já começa a impactar o mercado interno. A atenção agora se volta para como os supermercados podem agir de forma estratégica e preventiva para manter a regularidade das vendas e a confiança dos clientes. Diversificar fornecedores é uma das chaves A primeira medida apontada por especialistas é a diversificação de fornecedores. “Em momentos de crise sanitária, depender de poucos parceiros pode comprometer o abastecimento. Supermercados devem mapear alternativas confiáveis para garantir estoques estáveis, especialmente de ovos, frangos e derivados”, recomenda Luciana Teixeira, economista especializada em varejo. Gripe aviária: transparência é diferencial competitivo Além da logística, a comunicação com o consumidor se torna ainda mais importante. A recomendação é manter os canais atualizados com informações claras sobre a origem dos produtos e os cuidados tomados na cadeia de produção. “Transparência gera confiança. As redes que informam com clareza saem na frente”, afirma Luciana. Oferecer alternativas e ajustar mix de produtos Outro caminho é oferecer substitutos e ajustar promoções de acordo com o cenário. “Se houver uma redução temporária na oferta de carne de frango, por exemplo, produtos como cortes suínos, bovinos ou proteínas vegetais podem ser destacados nas gôndolas, com preços atrativos. Isso ajuda a equilibrar a demanda e reduzir pressões sobre categorias específicas”, explica a especialista. Ambiente seguro e orientado Do ponto de vista da experiência nas lojas, é importante manter a equipe informada e preparada para tirar dúvidas dos consumidores. “Além de garantir boas práticas de higiene e manipulação de alimentos — um fator que se torna ainda mais relevante em tempos de alerta sanitário”, destaca Luciana. Monitoramento constante e atuação ágil Por fim, o monitoramento de tendências e o diálogo com a ASSERJ, são fundamentais para que os supermercados estejam atualizados sobre novas medidas do governo e ações coordenadas do setor. “Em momentos como esse, agilidade e coordenação são essenciais. Quem se antecipa e adota boas práticas consegue transformar uma situação de risco em oportunidade para fortalecer o relacionamento com o cliente”, afirma Fábio Queiróz, presidente da ASSERJ. LEIA MAIS: Gripe aviária de 2025: acompanhe o impacto no setor
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