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O que cada geração coloca no carrinho? Vem saber!
A Rock Encantech divulgou um levantamento que detalha como a idade influencia as compras no varejo supermercadista brasileiro. O estudo analisou 89 milhões de transações de 10 milhões de consumidores, entre janeiro e maio de 2025, e apontou mudanças relevantes de comportamento por faixa etária. A pesquisa mapeou as cinco categorias mais vendidas em oito grupos, de jovens com até 19 anos a consumidores com mais de 80. Biscoitos dominam entre os públicos até 49 anos, com participação acima de 5,4%, mas perdem espaço progressivamente e praticamente desaparecem a partir dos 60. Doces e ingredientes culinários surgem na segunda posição entre os menores de 29 anos (mais de 4,7%) e mantêm presença no top 5 em todas as demais idades, sempre acima de 4%. Quando se trata de bebidas, os refrigerantes permanecem estáveis em todas as faixas etárias, sempre entre a segunda e a terceira colocação (acima de 4,5%). Entre os mais jovens, o consumo é levemente menor, já os sucos e água de coco também figuram com percentuais superiores a 4,4%. “A preferência pelos biscoitos está ligada a lanches rápidos no trabalho ou em casa. E a presença de várias bebidas mostra que o consumidor valoriza portfólios diversificados, que atendem momentos diferentes”, explica Fernando Gibotti, vice-presidente de Varejo e Indústria da Rock Encantech. Comportamento na maturidade Nas faixas etárias mais elevadas, as frutas se destacam e alcançam a liderança a partir dos 70 anos, com participação superior a 5,9%. O leite entra no top 4 a partir dos 60 (acima de 4,4%) e chega ao segundo lugar entre os maiores de 80 (mais de 5,7%). Já a cerveja ganha relevância entre 40 e 79 anos, com índices acima de 5,2%, mas quase não aparece antes dos 39. “Na maturidade, o aumento do consumo de álcool se mistura a hábitos mais saudáveis”, observa Gibotti. “A escolha por frutas reflete a busca por alimentação nutritiva, enquanto a presença do leite indica cuidado com a saúde óssea.” O executivo reforça que compreender essas diferenças é fundamental para o setor: “A pesquisa comprova que a faixa etária é um fator crucial, revelando hábitos atuais e tendências futuras. Varejistas e marcas que ajustarem portfólio, comunicação e estratégias de posicionamento para atender cada geração terão vantagem competitiva no mercado”, conclui. Indústria atenta às tendências Atenta às tendências e às mudanças no comportamento do consumidor, o Grupo Heineken aumentou sua prioridade no segmento de cervejas sem álcool, sendo o Brasil um mercado estratégico para essa transformação. “Temos visto uma aceitação crescente e um avanço consistente em volume, confirmando o enorme potencial da categoria. Acreditamos que as cervejas com e sem álcool não competem – elas se complementam, ampliando as possibilidades de consumo e celebrando a liberdade de escolha”, afirma Cecilia Mondino, vice-presidente de Marketing do Grupo Heineken. No setor de proteínas vegetais, a possibilidade de consumir alimentos saudáveis começou a se consolidar principalmente graças ao avanço da tecnologia. Na NotCo, por exemplo, é usada uma inteligência artificial proprietária, o Giuseppe, para criar combinações com ingredientes à base de plantas que replicam o sabor e a textura de produtos tradicionais, de forma mais sustentável e nutritiva. “Seja no café da manhã, no lanche, no pós-treino ou até para cozinhar em casa de maneira prática, opções com proteína vegetal são grandes aliadas para planejar uma alimentação simples, prazerosa e que se integra naturalmente à rotina”, explica Weinmann. “No mercado, já existem alternativas versáteis, com sabores que remetem a memórias afetivas e compostos por nutrientes importantes, como fibras e vitaminas”, completa. A Unilever, buscando ampliar sua presença em diversas ocasiões de consumo do brasileiro, se uniu à Vapza para entrar na categoria de refeições prontas, segmento que tem registrado crescimento nos últimos anos no país. “Estamos atentos às mudanças de comportamento, especialmente entre pessoas que vivem no corre e querem comer bem sem perder tempo. A parceria combina nossa expertise em levar o sabor da comida caseira com a tecnologia de embalagem a vácuo e cocção a vapor da Vapza, garantindo refeições completas que oferecem, ao mesmo tempo, conveniência e qualidade superior – características ainda pouco exploradas em soluções prontas”, pontua Maria Eugênia, diretora de Novos Negócios da Unilever Alimentos LATAM.
18/09/2025
Unilever nomeia novo CFO para impulsionar estratégia financeira e IA
A Unilever anunciou a nomeação de Srinivas Phatak como seu novo Diretor Financeiro (CFO), cargo que ele assumiu oficialmente em 16 de setembro de 2025, após atuar como interino desde fevereiro. Com mais de duas décadas de experiência em finanças, estratégia e fusões e aquisições, Phatak chega para fortalecer a governança da companhia em um momento decisivo: a aceleração do uso de inteligência artificial (IA) em toda a operação global. Presente em 190 países e dona de marcas icônicas nos segmentos de alimentos, cuidados pessoais e limpeza, a Unilever vem incorporando plataformas de dados e IA em áreas que vão de cadeia de suprimentos a marketing de precisão. O objetivo é tornar a companhia mais eficiente, inovadora e preparada para responder a tendências de consumo em ritmo acelerado. "Phatak é considerado peça-chave para aprofundar essa transformação. Conhecedor das complexas operações internacionais da empresa, ele já demonstrou, no período como CFO interino, habilidade para garantir estabilidade financeira enquanto a Unilever expande iniciativas digitais e sustentáveis", diz o comunicado da empresa. Segundo analistas de mercado, a tendência é que Phatak fortaleça investimentos em infraestrutura de dados, análise preditiva e automação, permitindo decisões financeiras mais ágeis e assertivas — de orçamentos automatizados à previsão de demanda. Esse movimento deve beneficiar especialmente a Hindustan Unilever Ltd., subsidiária indiana que já se destaca pelo uso de IA para ganhos de eficiência e sustentabilidade. A nomeação sinaliza que, para a Unilever, tecnologia e estratégia financeira são indissociáveis. Ao alinhar finanças e inovação, a companhia se posiciona para crescer de forma sustentável, manter competitividade global e atender consumidores com cada vez mais personalização e rapidez. Desejamos sucesso!
18/09/2025
Inteligência artificial, hiperpersonalização e experiência do consumidor: os debates do segundo dia da NRF Europe
O segundo dia da NRF Europe, realizada em Paris, destacou, na última terça-feira, 17 de setembro, como a inteligência artificial, a hiperpersonalização e a integração entre físico e digital estão remodelando o varejo global. Executivos de diferentes setores apresentaram cases de inovação, estratégias de engajamento do cliente e evolução das operações, reforçando a importância de dados, tecnologia e experiência humana no futuro do setor. Inteligência artificial aplicada ao varejo e operações O papel transformador da inteligência artificial foi um dos principais temas do dia, apresentando como a IA está remodelando operações, supply chain e atendimento ao cliente. Olaf Maecker, vice-presidente de Inteligência Artificial e Automação da Metro, destacou que a tecnologia deixou de ser apenas um tema de hype para se tornar um divisor de águas, impactando eficiência operacional e experiência do consumidor. Ele ressaltou que a IA não tem o objetivo de substituir colaboradores, mas otimizar processos e permitir que equipes atendam melhor os clientes com agentes digitais e automação. Ran Hu, diretora de IA para Varejo e Bens de Consumo da NVIDIA, explicou como a empresa oferece não apenas hardware, mas plataformas e bibliotecas especializadas que permitem aos varejistas aplicar IA de forma prática, desde visão computacional para self-checkout até otimização de armazéns e entregas. Jean-Christophe Morisseau, head de Enterprise IT Solutions da Lenovo, reforçou que a missão de sua companhia é reduzir a complexidade da adoção de IA, garantindo escalabilidade, consistência e viabilidade financeira. Segundo ele, programas como o AI Innovator compartilham melhores práticas globais, incluindo aplicações no varejo. Para Mark Irvin, diretor de Supply Chain na Best Buy, a cadeia deve funcionar como suporte à experiência em loja. A busca deve ser pelo equilíbrio, para que as unidades físicas não sejam sobrecarregadas como centros de distribuição, garantindo que vendedores e técnicos possam focar no atendimento e na consultoria ao consumidor. Irvin também frisou a importância da humildade diante do conhecimento em todo o processo, adotando constantemente a postura de aprendiz e futurista, com um questionamento constante: com quem aprender e de quem se aproximar. Todos destacaram que a próxima fronteira será a "IA física", com robôs desempenhando tarefas complexas em centros de distribuição e lojas, mas sempre em colaboração com humanos. A expectativa é que, até 2030, consumidores interajam com avatares e agentes virtuais, enquanto colaboradores utilizem copilotos de IA para oferecer serviços mais rápidos e personalizados. Para que a tecnologia entregue valor real, os especialistas reforçaram três fatores: qualidade dos dados, contexto correto e adoção cultural nas equipes. Hiperpersonalização e experiências únicas no e-commerce Outro tema central foi a hiperpersonalização (tema abordado também no Rio Innovation Week deste ano. CLIQUE AQUI PARA CONFERIR), definida como a evolução da personalização tradicional, capaz de tratar cada cliente de forma única e ajustar ofertas, conteúdos e serviços em tempo real. Foram apresentados dados que demonstram impactos relevantes da estratégia, impulsionada pela IA: campanhas hiperpersonalizadas podem aumentar taxas de conversão em até 60%, elevar a receita média por cliente em 10% a 15% e gerar 40% mais receita para negócios que aplicam a estratégia com excelência. Marc Lolivier, diretor-geral da FEVAD, enfatizou que o avanço do e-commerce, por exemplo, exige esse tipo de mudança na forma de se relacionar com o consumidor. Preço e conveniência já não bastam, é preciso oferecer experiência personalizada e relevante. Já François-Xavier Leroux, partner da KPMG, pontuou que a hiperpersonalização é uma revolução silenciosa, que muda a função do varejo digital, em cada interação se torna algo único e de alta relevância. Os palestrantes também disseram que, até 2030, essa característica será o diferencial competitivo mais relevante do e-commerce. Leroux, inclusive, declarou que já estamos entrando na era em que cada cliente deve ser tratado de forma singular. A implementação da hiperpersonalização requer coleta e integração de dados em visão 360º do cliente, análise inteligente com IA, ativação em tempo real e mensuração contínua dos resultados. Além disso, os painelistas destacaram a necessidade de integração omnicanal, governança de dados, IA como copiloto estratégico e processos ágeis que permitam adaptação em escala. David Nedzela, CMO da SNCF, reforçou que esse movimento só faz sentido quando conecta pessoas, criando experiências memoráveis sem gerar fricção na jornada de compra. Para corroborar a visão, Nedzela citou o exemplo do Spotify, mostrando como o consumidor já se acostumou com ações hiperpersonalizadas em seu cotidiano, e que o varejo precisa aprender a interpretar os sinais de comportamento para oferecer o mesmo serviço, de forma fluida e invisível. Experiência do cliente e engajamento O conceito de transformar lojas físicas em centros de experiência e engajamento foi reforçado por representantes de diferentes segmentos. Fernanda Dalben, CMO do Salben Supermercados, mostrou como a rede brasileira tem usado inteligência artificial, dados e iniciativas de comunidade para criar pontos de socialização que reforçam a fidelidade do cliente, incluindo assistentes virtuais para localização de produtos, experiências em cafés e workshops criativos. Nacho Carnes, head de Estratégia, Estratégia de Dados e Mídia Paga da Dunkin’ Benelux, e Jayne Rafter, especialista em varejo e lazer internacional, destacaram a importância de conectar dados e tecnologia à experiência física, utilizando IA para personalização de produtos, recomendações e interação humana qualificada. Eles reforçaram que a jornada do consumidor deve ser fluida entre canais digitais e lojas físicas, com experiências consistentes, personalizadas e orientadas a engajamento emocional. Gestão de marcas e marketplaces integrados Outro painel muito aguardado foi sobre a estratégia da Authentic Brands Group (ABG), que demonstrou como marcas globais podem ser transformadas em negócios multicanais, combinando tradição, inovação e alcance global. Segundo Corey Salter, diretor de Operações, da ABG, e Henry Stupp, presidente da empresa para Europa, Oriente Médio e África (EMEA) & Índia, o futuro do varejo passa pela conexão inteligente entre marcas, parceiros e consumidores, transformando propriedades intelectuais em experiências de consumo multicanal e emocionalmente relevantes. Ambos frisaram que marcas carregam conexões emocionais e é preciso desbloquear esse potencial, criando valor. (A não-linearidade da jornada do consumidor também foi tema do Conecta Varejo deste ano, nosso palco no Rio Innovation Week. SAIBA MAIS CLICANDO AQUI). Posteriormente, Régis Pennel, diretor de e-commerce da Galeries Lafayette, Romain Roulleau, diretor digital e comercial do Kingfisher Group, Vitaliy Novikov, diretor de comércio digital da Coca-Cola HBC, e Nir Manor, partner da Transformational Retail Group, debateram sobre marketplaces, mostrando como grandes redes estão transformando suas plataformas em ecossistemas integrados, unindo lojas físicas, canais digitais, personalização, engajamento social e sustentabilidade. O uso de IA e dados permite hiperpersonalização, otimização de estoques e logística integrada, fortalecendo a relevância dos marketplaces como hubs de experiência e serviços. Conexões genuínas com o consumidor: como construir? Por fim, Dennis Schröder, CEO da SNIPES, e Bruno Owokoti, diretor de patrocínios e parcerias de marca do Paris Saint-Germain (PSG), expuseram como a importância da construção de comunidade é uma vantagem competitiva no varejo moderno. Segundo Schröder, programas tradicionais de fidelidade não são mais o bastante para garantir engajamento a longo prazo. A união de propósito, relevância cultural e parcerias consolidadas serão os pilares das marcas que assumirão a liderança no futuro, diante de consumidores que têm o desejo de fazer parte de coisas grandes. O foco não deve ser apenas em descontos, mas em solidificar conexões autênticas, com experiências que tenham sentido na vida do cliente. Uma marca relevante entende que investimento na comunidade é investimento na própria organização. O objetivo deve ser alcançar a simbiose com a cultura, se tornando parte dela, e deixando o status de marca para se transformar em um movimento. As lições do 2º dia da NRF Europe para os supermercadistas fluminenses Os debates da NRF Europe mostraram os caminhos para um desenvolvimento pleno do nosso setor em um futuro que, cada dia mais, se torna uma realidade presente. As rotas possíveis passam por questões bastante claras: IA e tecnologia prática: inteligência artificial e automação devem ser implementadas com foco em problemas reais do negócio, tendo métricas claras para medir impacto; Experiência personalizada: o passo para a hiperpersonalização precisa ser dado, transformando cada interação em uma jornada única, impactando diretamente em aumento de conversão, fidelização e receita. Integração de canais: para o consumidor não existem mais fronteiras entre digital e físico. As experiências coerentes e conectadas são essenciais; Humanização da tecnologia: IA e robótica são necessárias, mas devem ser um apoio aos colaboradores, já que o atendimento humano qualificado é um diferencial competitivo; Dados como alicerce estratégico: decisões orientadas por dados e governança robusta garantem personalização, eficiência e sustentabilidade das operações; Conecte-se com o cliente: o objetivo de quem deseja liderar seu segmento deve ser a criação de uma ideia de pertencimento da marca ao dia a dia do consumidor. Em resumo, o segundo dia da NRF Europe reforçou que o futuro do varejo passa pela convergência entre tecnologia, dados, experiência do cliente e integração entre físico e digital. A adoção prática da IA, combinada com hiperpersonalização e engajamento humano, será determinante para empresas que buscam relevância, competitividade e fidelidade do consumidor. A NRF Europe confirma para o nosso setor uma conclusão que a ASSERJ já vinha destacando: o futuro do varejo supermercadista está na convergência das tendências tecnológicas modernas, mas sem abandonar o lado humano vital das operações, sempre focando em proporcionar a melhor jornada possível para cada cliente, em qualquer canal que ele escolher.
18/09/2025
ASSERJ se une a entidades em defesa da manutenção dos incentivos fiscais no Rio de Janeiro
A Associação de Supermercados do Estado do Rio de Janeiro (ASSERJ) integra o grupo de entidades que se posiciona contra o projeto de lei enviado à Assembleia Legislativa (Alerj) propondo a antecipação do fim da política de incentivos fiscais no estado, já a partir de 2026. O movimento representa a união de diferentes setores em torno de um objetivo comum: garantir a competitividade do Rio de Janeiro diante de outros estados, preservando empregos, renda e investimentos. Recentemente, outros entes federativos ampliaram seus programas de renúncia fiscal para atrair mais empresas e aplicações, enquanto o Rio caminha no sentido oposto, criando insegurança jurídica e afastando o interesse em apostar no estado. O posicionamento coletivo reconhece a evidente importância do equilíbrio fiscal e da modernização tributária, mas é urgente fazer o alerta de que a antecipação prevista no projeto fragiliza o setor produtivo e não ataca a raiz dos problemas econômicos fluminenses, concentrados no crescimento das despesas públicas. O caminho para o fortalecimento do estado deve passar por alternativas sustentáveis de arrecadação. O cenário que se desenha resultaria na perda de empresas, na migração de postos de trabalho e no aumento da informalidade, aprofundando a crise social e econômica já vivida pelo estado. "Para a ASSERJ, que representa diretamente o setor supermercadista, a proposta preocupa porque antecipa uma elevação significativa da carga tributária e cria instabilidade em um segmento essencial para a sociedade, além de ser um dos maiores empregadores do estado. A Associação reforça que a atual legislação nacional já estabelece 2032 como prazo para a extinção dos incentivos, e qualquer antecipação coloca o Rio em risco de perder investimentos e postos de trabalho para outras regiões", frisa Fábio Queiróz, presidente da ASSERJ. O debate sobre a proposta deve ocorrer com diálogo aberto e participação de todos os setores, garantindo um ambiente de negócios mais justo e competitivo, capaz de assegurar o desenvolvimento econômico e social do Rio de Janeiro. Análise tributária Para a Dra. Ana Paula Rosa, advogada da ASSERJ e especialista do segmento de varejo, a medida representa substancial alteração na política de incentivos fiscais do estado, uma vez que o projeto essencialmente revisa a estrutura de contrapartida fiscal que historicamente beneficiou setores essenciais. A progressiva elevação da contribuição ao FOT (Fundo Orçamentário Temporário), atingindo 90% até 2032, na prática significa uma quase revogação dos benefícios, mantendo-os apenas formalmente. A tributarista adverte sobre os efeitos em cascata na cadeia tributária: "Do ponto de vista do direito tributário, a medida cria um efeito cascata na formação de preços. O aumento do custo tributário direto será inevitavelmente incorporado ao custo das mercadorias, impactando toda a cadeia de suprimentos, do produtor ao consumidor final". Sobre a adequação à reforma tributária, a advogada observa: "A proposta parece buscar um alinhamento antecipatório com as novas regras do ICMS, impostas pela Reforma Tributária, porém o faz de maneira abrupta e sem as salvaguardas necessárias para setores sensíveis como o de alimentos e bebidas. Há que se examinar a constitucionalidade de alterações tão profundas sem a devida discussão com os setores impactados". A especialista finaliza com um alerta: "Do ponto de vista da segurança jurídica, a alteração de regras vigentes antes do prazo originalmente estabelecido cria um ambiente de instabilidade fiscal, desestimulando novos investimentos no estado. O setor supermercadista, que opera com margens estreitas, precisará revisar toda sua estrutura de custos tributários caso a proposta seja aprovada". Impactos no varejo supermercadista A retirada, ainda que parcial, dos incentivos fiscais estaduais vai impactar diretamente o preço de alimentos e bebidas vendidos nos supermercados fluminenses. Hoje, esses incentivos beneficiam tanto a indústria quanto o varejo abastecedor, gerando competitividade e preços mais baixos ao consumidor. Uma medida de caráter estritamente fiscal tende a pressionar a inflação, comprometer a performance do setor supermercadista, impactando também o bolso do consumidor. "O aumento da carga tributária efetiva sobre bens essenciais pode gerar pressões inflacionárias setoriais, reduzir a rentabilidade das empresas e comprometer os níveis atuais de competitividade do estado, devendo-se considerar o trade-off entre a necessidade fiscal do estado e a manutenção da acessibilidade de produtos essenciais para a população", destaca Fábio Queiróz. Quanto aos aspectos técnicos, ressalta o presidente da ASSERJ: "A distinção entre benefícios com e sem contrapartidas é tecnicamente frágil, visto que na prática, a maioria dos incentivos possui contrapartidas indiretas na forma de geração de empregos e movimentação econômica que não estariam sendo consideradas neste projeto". O segmento supermercadista acompanha com atenção os desdobramentos da proposta, destacando que mudanças desta magnitude exigirão reavaliação completa das estratégias fiscais e de precificação das empresas do setor. Qualquer alteração no regime tributário impacta não apenas a cadeia de valor, mas também o custo final aos consumidores e o desempenho financeiro do segmento.
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Guanabara amplia equipe e fortalece sua operação no varejo supermercadista
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