
Saúde mental no varejo supermercadista: como o cuidado com a equipe evita prejuízos na operação

Cuidar da saúde mental dos colaboradores vai além de ações pontuais nos supermercados
Debater a saúde mental no ambiente de trabalho tornou-se premissa fundamental para o sucesso de qualquer negócio - e no setor supermercadista não é diferente. A pressão por metas e a velocidade da operação fazem parte do dia a dia do varejo. O problema surge quando as exigências ultrapassam o limite saudável e se tornam causadoras de desgaste e adoecimento na equipe, cobrando um preço alto dos colaboradores e dos resultados da empresa.
Atenta a essa realidade, a edição de setembro da Revista Super Negócios trouxe um debate aprofundado na editoria Gestão Eficiente, Lucro Certo com o tema: "Saúde mental também é gestão: quando o cuidado vira lucro".
A matéria conta com análises jurídicas e estratégicas da advogada e consultora trabalhista Dra. Bárbara Ferrari, além da visão prática do setor trazida por Cristina Felix, diretora executiva de RH do Supermarket Grupo Barra Oeste.
Pressão, metas e o aumento nos afastamentos
Na reportagem completa da Revista Super Negócios, Bárbara Ferrari traduz esse impacto em números: segundo dados da Previdência Social, as concessões de benefícios por incapacidade temporária (antigo auxílio-doença) relacionados a transtornos mentais e comportamentais em 2025 tiveram um aumento de 15,66% em relação ao ano anterior.
A especialista destaca que o grande gargalo não está em ter metas, mas na forma como elas são construídas e cobradas. "O varejo naturalmente trabalha com velocidade, competitividade, atendimento ao consumidor, sazonalidade e momentos de demanda mais alta. Não precisamos retirar essas características do negócio; precisamos administrar os riscos decorrentes delas", aponta a advogada.
O custo invisível do esgotamento nas lojas
Aumento do absenteísmo, rotatividade alta, custos com novas contratações e ações trabalhistas são apenas a ponta do iceberg. O esgotamento mental gera o chamado presenteísmo: quando o funcionário está presente fisicamente, mas sem capacidade de concentração. Isso afeta diretamente a produtividade, o atendimento e a rentabilidade do supermercado.
Para conter esses danos, o treinamento do líder na loja é o primeiro passo. "Mais do que diagnosticar, o papel da liderança é, ao perceber o primeiro sinal de que algo mudou, abrir espaço para o diálogo e saber encaminhar a situação de forma responsável sem expor o indivíduo", destaca Cristina Felix.
Embora campanhas como o Setembro Amarelo sejam portas de entrada importantes para o tema, o cuidado com o ambiente de trabalho precisa ser contínuo e incorporado à cultura organizacional durante todo o ano.
Quer aprofundar o tema no seu supermercado? Para conferir as medidas práticas para implementar na gestão, descobrir os sinais de alerta para identificar equipes fadigadas e conhecer os cases reais aplicados no Supermarket Grupo Barra Oeste, leia a matéria completa na Revista Super Negócios!
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