
Preço da cesta básica volta a crescer em setembro; veja dados do Rio de Janeiro

Veja cenário da cesta básica no Rio de Janeiro no mês de setembro
O custo da cesta básica no Rio de Janeiro voltou a registrar aumento em setembro de 2026, interrompendo a sequência de queda nos últimos dois meses. De acordo com o levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o valor do conjunto de alimentos básicos subiu nas 27 capitais brasileiras.
No acumulado do ano - entre dezembro de 2025 e setembro de 2026 -, foi registrada alta nos preços da cesta básica em todas as capitais. Entre agosto e setembro, as altas mais expressivas ocorreram em Florianópolis (7,61%), Rio de Janeiro (7,32%), Porto Alegre (5,93%) e Belo Horizonte (5,72%).
O Rio de Janeiro segue como a terceira cesta básica mais cara do país, custando R$ 913,46. O valor representa uma alta de 7,32% em relação a agosto. No ranking nacional, a capital fluminense ficou atrás de São Paulo (R$ 922,51) e Florianópolis (R$ 915,62). No acumulado dos últimos 12 meses, o custo no Rio acumula elevação de 14,29%. Já a variação acumulada ao longo de 2026 atingiu 15,33%.
Entre agosto e setembro, nove dos 13 produtos que compõem a cesta básica fluminense tiveram aumento nos preços médios: tomate (59,45%), batata (46,03%), arroz agulhinha (3,23%), carne bovina de primeira (2,43%), óleo de soja (2,23%), pão francês (2,14%), feijão preto (1,95%), manteiga (1,84%) e açúcar refinado (0,57%).
Por outro lado, os outros quatro itens apresentaram queda de preço: banana (-7,67%), farinha de trigo (-3,03%), café em pó (-2,31%) e leite integral (-1,20%).
De acordo com o Dieese, a alta do mês acompanha uma tendência global verificada pela FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura). O índice de preços de alimentos da FAO registrou aumento de 1,5% em setembro, alcançando a média de 136 pontos - o nível mais alto em quase quatro anos. A elevação internacional está associada a problemas logísticos, devido a conflitos internacionais e fatores climáticos.
No cenário nacional, os produtos alimentícios registraram as maiores altas no Centro-Sul, onde é coletada a batata. As chuvas reduziram a oferta do tubérculo, o que impulsionou o aumento no preço do produto. Outro destaque foi o tomate, que subiu em 26 capitais devido às baixas temperaturas, que desaceleram a maturação dos frutos e reduzem a oferta no mercado.
Já o preço médio do quilo do café em pó apresentou uma queda mensal em 25 das 27 capitais, incluindo o Rio de Janeiro. No acumulado mensal, o preço médio do produto diminuiu em todas as capitais. Os motivos por trás da retração no preço incluem a maior oferta do produto e a perspectiva de uma boa safra.



