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IPCA volta a subir em setembro; veja impacto em alimentos nos supermercados do Rio de Janeiro

Enquanto cenoura, batata e frango registram queda nos preços, limão, tomate e batata obtiveram aumento

09/10/2026

Economia
Veja o IPCA de setembro e entenda como o número impacta o setor supermercadista do Rio de Janeiro

Veja o IPCA de setembro e entenda como o número impacta o setor supermercadista do Rio de Janeiro

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou aumento de 0,82% em setembro de 2026, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado do nono mês do ano reverte a queda de 0,32% registrada em agosto, representando um avanço de 1,14 ponto percentual no índice geral.

No acumulado de 2026, a inflação está em 3,95%. Já nos 12 meses até setembro, a alta alcança 4,58%, acima dos 4,22% acumulados até agosto. O aumento geral do mês foi puxado especialmente pelo grupo Habitação, que apresentou avanço de 2,31%, influenciado principalmente pela energia elétrica residencial.

No varejo supermercadista do Rio de Janeiro, o segmento de Alimentação no Domicílio registrou aumento de 1,12%, enquanto a média nacional ficou em 0,96%. Os números interrompem a sequência de três meses consecutivos de recuo nos preços dos alimentos, refletindo pressões pontuais de safra e custos operacionais no abastecimento.

Habitação puxa alta dos preços em setembro

No mês de agosto, o grupo Habitação havia sido o maior destaque na deflação, com recuo de 1,87%. Em setembro, porém, tornou-se o principal responsável pelo aumento dos preços. O crescimento foi impulsionado principalmente pelo fim do abatimento do Bônus de Itaipu, creditado nas faturas de agosto, além da manutenção da bandeira amarela. Com isso, a conta de luz do grupo subiu 7,98%.

De acordo com o IBGE, todos os grupos de produtos e serviços pesquisados apresentaram variação positiva no nono mês do ano. Os principais destaques foram Habitação (2,31%), Transportes (0,89%), Alimentação e bebidas (0,83%), Vestuário (0,71%) e Comunicação (0,64%).

No segmento de Alimentação no Domicílio, responsável pelos produtos vendidos nos supermercados, o Rio de Janeiro apresentou a quinta maior variação entre as unidades da Federação pesquisadas em setembro, com aumento de 1,12%. À sua frente, ficaram Grande Vitória (1,81%), Belo Horizonte (1,42%), Porto Alegre (1,38%) e Curitiba (1,21%).

Cenoura, banana e frango são destaques em queda

Entre os produtos comercializados nos supermercados fluminenses, as principais altas foram registradas no Limão (42,89%), Tomate (40,11%), Batata-inglesa (38,78%), Cebola (14,01%), Couve-flor (10,90%), Alcatra (4,29%), Arroz (3,47%), Patinho (3,02%), Açúcar refinado (2,91%), Feijão preto (2,65%) e Macarrão (1,77%).

Por outro lado, os maiores recuos foram observados na Cenoura (-11,24%), Manga (-9,41%), Costela (-7,64%), Mamão (-6,50%), Banana prata (-5,31%), Couve (-4,59%), Frango Inteiro (-3,02%), Café moído (-2,51%), Leite longa vida (-2,56%), Ovo de galinha (-2,48%), Alface (-2,21%) e Carne de porco (-0,03%).

O aumento no preço de alguns tubérculos e legumes está relacionado ao clima adverso em importantes regiões produtoras e à transição entre safras, que reduziu temporariamente a oferta no mercado local. Já a queda nos preços de itens como cenoura, frutas tropicais e aves está relacionada ao aumento da produtividade do período e à melhoria no fluxo do abastecimento regional.

Monitoramento de safras garante previsibilidade ao setor

Apesar da elevação pontual nos preços dos alimentos em setembro, o cenário para os próximos meses exige atenção e acompanhamento contínuo por parte do setor supermercadista. Com a transição de estações na primavera e as mudanças nas condições meteorológicas, itens do hortifrúti podem continuar apresentando variações nas gôndolas.

Eventos climáticos atípicos podem afetar o ritmo de colheita e o transporte de mercadorias, o que reforça a importância de planejar estoques e diversificar parceiros comerciais para equilibrar os impactos diretos ao consumidor final.

“A oscilação observada em setembro reflete a sensibilidade do mercado hortifrúti às variações de clima e custos de energia. Por isso, o setor supermercadista fluminense atua constantemente na busca por eficiência logística e ampliação de fornecedores. Diversificar a rede de suprimentos e manter parcerias com produtores são estratégias fundamentais para absorver impactos sazonais e assegurar o abastecimento com os melhores preços possíveis ao consumidor”, destaca o presidente da ALAS e da ASSERJ, Fábio Queiróz.