Dados do Dieese revelam retração na cesta básica do Rio de Janeiro em agosto Imagem de header interno

Cesta básica tem nova queda em agosto; confira o cenário no Rio de Janeiro

Levantamento do Dieese registra retração de 0,49% no valor da cesta fluminense, totalizando R$ 851,19

11/09/2026

Economia
Dados do Dieese revelam retração na cesta básica do Rio de Janeiro em agosto

Dados do Dieese revelam retração na cesta básica do Rio de Janeiro em agosto

O custo da cesta básica no Rio de Janeiro registrou mais uma queda em agosto de 2026, seguindo a tendência observada em julho. De acordo com o levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o valor do conjunto de alimentos básicos diminuiu em 25 das 27 capitais brasileiras.

No acumulado do ano - entre dezembro de 2025 e agosto de 2026 -, todas as capitais registraram alta nos preços da cesta básica. Entre julho e agosto, as quedas mais expressivas ocorreram em Rio Branco (-4,68%), Manaus (-4,55%), Boa Vista (-4,47%). As únicas altas foram em Maceió (1,43%) e São Luís (0,78%).

O Rio de Janeiro registrou a terceira cesta básica mais cara do país, no valor de R$ 851,19. O montante representa uma queda de 0,49% em relação a julho. No ranking nacional, a capital fluminense ficou atrás apenas de São Paulo (R$ 900,59) e Cuiabá (R$ 851,57). No acumulado dos últimos 12 meses, o valor acumula elevação de 6,22%. Já a variação acumulada ao longo de 2026 chegou a 7,47%.

Entre julho e agosto, sete dos 13 produtos que compõem a cesta básica fluminense tiveram diminuição nos preços médios: batata (-21,31%), café em pó (-5,98%), manteiga (-1,08%), tomate (-0,50%), açúcar refinado (-0,28%), farinha de trigo (-0,20%) e feijão preto (-0,15%). O pão francês se manteve estável.

Por outro lado, outros cinco alimentos registraram aumento no preço: banana (5,61%), leite integral (2,59%), carne bovina de primeira (0,59%), óleo de soja (0,39%) e arroz agulhinha (0,36%).

De acordo com o Dieese, a queda no valor da batata tem relação com a intensificação da colheita da safra de inverno, que elevou a oferta e resultou na desvalorização do tubérculo. No caso do café, houve retração na oferta de grãos por conta do início das exportações e das chuvas que reduziram a qualidade do produto. Porém, diante dos altos preços praticados no varejo, a demanda recuou, o que provocou a redução no preço.

O tomate teve redução de preço em 22 cidades. Na maior parte das praças, o calor e o fim da safra de inverno foram os responsáveis pelo aumento da oferta e consequente diminuição do preço, enquanto em outras a menor oferta elevou os preços.

Já no caso do óleo de soja, o aumento registrado em 18 capitais pode ser explicado pela demanda global e pelos possíveis efeitos climáticos do El Niño sobre a safra 2026/2027. Outro produto impactado pelo clima foi o arroz agulhinha, que subiu em 23 cidades devido a chuvas que dificultaram o transporte em algumas regiões, além da baixa disponibilidade de matéria-prima e da recomposição de estoques na indústria.