Sócio e advogado da MBW, Vinícius Cunha orienta como os supermercadistas devem se preparar para a Reforma Tributária

No SRE Cast, sócio do Grupo MBW orienta supermercadistas sobre a adequação à Reforma Tributária

Vinícius Cunha orienta empresários a organizarem processos, fortalecerem a gestão financeira e transformarem a transição em uma oportunidade para ganhar eficiência

10/08/2026

Por dentro da ASSERJ
Sócio e advogado da MBW, Vinícius Cunha orienta como os supermercadistas devem se preparar para a Reforma Tributária

Sócio e advogado da MBW, Vinícius Cunha orienta como os supermercadistas devem se preparar para a Reforma Tributária

A Reforma Tributária já começou a sair do papel e, para o varejo supermercadista, este é o momento de entender as mudanças e organizar a operação. Mais do que acompanhar novas regras, a preparação passa por fortalecer processos internos e integrar as áreas financeira, contábil e jurídica.

Esse foi o tema da participação do Grupo MBW no SRE Cast, podcast oficial da SRE Super Rio Expofood. Especializado no atendimento ao setor supermercadista, o escritório estreou com estande próprio na 36ª edição da feira e aproveitou o espaço para orientar empresários do setor sobre os principais impactos da reforma e como se preparar para a transição.

"Tenha um bom escritório de advocacia, uma boa empresa de contabilidade e uma boa gestão financeira cuidando do seu negócio como um todo, além de um backoffice muito bem feito para ser menos afetado. O supermercadista, que tem a margem muito pequena, se não se estruturar agora, vai sentir o impacto já no ano que vem", aconselhou Vinícius Cunha, sócio e advogado tributarista do Grupo MBW, em sua participação no SRE Cast. O episódio completo está disponível no canal da ASSERJ no YouTube.

Organização hoje para ganhar eficiência amanhã

Antes mesmo da entrada definitiva do novo modelo tributário, o supermercadista deve aproveitar o momento para revisar processos e corrigir falhas que impactam diretamente o resultado da empresa.

Segundo Vinícius, a complexidade da legislação brasileira faz com que muitos negócios acabem recolhendo tributos acima do necessário.

"A gente vive num 'manicômio tributário' e isso é importante deixar claro: não é culpa do empresário ou da contabilidade. O supermercadista sofre porque comercializa milhares de produtos e, por conta dessa legislação, 99% dos clientes que a gente atende hoje estão recolhendo tributo a maior", explica.

Ele lembra que pequenas diferenças entre produtos podem alterar completamente a tributação. "Um extrato de tomate tem uma tributação, o tomate in natura já tem outra. Depende até da formulação do produto que você está comprando. Diante desse contexto, é muito difícil não errar sem o apoio adequado", diz.

Atenção ao fluxo de caixa

Com a implantação do IBS e da CBS, outro ponto que merece atenção é o fluxo de caixa. As novas regras de creditamento exigirão planejamento financeiro para evitar desequilíbrios durante a transição.

Um exemplo citado pelo especialista ocorre nas compras parceladas. "Se houver um pagamento parcelado em 120 dias, é só na quitação da prestação que haverá o crédito", explica.

Por isso, ele reforça a importância de integrar as áreas da empresa. "Os empresários tendem a achar que contabilidade e financeiro é tudo a mesma coisa, e são coisas absolutamente diferentes. Vocês precisam dos dois trabalhando juntos", comenta.

Empresas do Simples também precisam se preparar

Embora o Simples Nacional permaneça, as empresas enquadradas nesse regime também precisarão adaptar suas rotinas fiscais.

"O Simples só vai dar crédito de IBS e CBS, os novos tributos, dentro daquilo que está no DAS. Não vai dar o crédito inteiro", explica Vinícius.

Na prática, isso influencia diretamente a relação com fornecedores e o planejamento das negociações.

"Se amanhã o consumidor tiver dois fornecedores, um no Simples e outro fora, ele vai preferir o que está fora porque vai dar o crédito cheio. A não ser que recolha por fora, e aí vai onerar se você não tiver planejado, se não tiver um bom advogado tributarista e a contabilidade ajudando nisso", orienta o especialista.

Para o advogado, acompanhar as mudanças desde o início facilita a adaptação. "Leu alguma coisa relacionada à reforma? Pergunte como isso vai impactá-lo, peque pelo excesso e deixe que a gente faz o filtro", aponta.

A força da SRE para gerar relacionamento e negócios

A decisão de participar pela primeira vez com um estande próprio na SRE Super Rio Expofood reforçou a estratégia do Grupo MBW de estreitar o relacionamento com supermercadistas e ampliar sua presença no setor.

"Para nós, colocar um estande aqui pela primeira vez nesses quatro anos de visitas é verdadeiramente uma imensa satisfação", afirma Vinícius Cunha.

Segundo o advogado e sócio do Grupo MBW, o evento cria um ambiente favorável para fortalecer vínculos e gerar novos negócios. "A gente percebeu que era uma necessidade para o escritório e para nossos clientes e leads. O cliente vem aqui, conhece o nosso estande, a gente consegue conversar e apontar novidades, fortalecendo essa conexão. No final do dia, tudo nessa vida é relacionamento"

A experiência também mostrou o potencial comercial da feira. "A SRE tem um grande impacto e importância, pois facilita fazer e aprofundar contatos (...) Fizemos negócios aqui e os clientes estão até hoje conosco, dentro desses quatro anos de participação".

Por isso, o especialista incentiva empresários e fornecedores a aproveitarem ao máximo a Convenção das Américas. "Otimize o tempo de vocês na feira. Participe para conhecer pessoas, fazer negócio. Esqueçam o cansaço um pouquinho em casa, pelo menos durante esses três dias", recomenda Vinícius Cunha.

Quer estar por dentro das principais tendências e oportunidades de negócios do setor? Fale com o Comercial da ASSERJ e participe da próxima SRE Super Rio Expofood, o maior evento B2B das Américas para supermercados e foodservice.