
Mamba Water identifica contaminação de bactéria e voluntariamente comunica ANVISA, que determina recolhimento

Mamba Water tem lotes recolhidos por determinação da Anvisa após identificação de bactéria
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, nesta quinta-feira (16), o recolhimento de dois lotes de Água Mineral Sem Gás Mamba Water (lata de 350 ml). A medida foi tomada após a detecção da bactéria Pseudomonas aeruginosa, identificada pela análise de controle de qualidade realizada pela fabricante. Além do recolhimento, o órgão suspendeu a comercialização, distribuição e uso das unidades afetadas em todo o país.
Foi a própria fabricante, HNK BR Indústria de Bebidas Ltda., que comunicou voluntariamente o problema à agência reguladora após detectar a contaminação em testes de rotina. A resolução foi publicada no Diário Oficial da União desta quinta-feira e já está em vigor.
Quais lotes de Mamba Water devem ser recolhidos?
Os itens afetados que devem ser retirados de circulação imediatamente são:
Mamba Water Água Mineral Sem Gás – lata de 350 ml
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Lote 13 - Data de fabricação: 3 de abril de 2026 | Data de vencimento: 3 de abril de 2027
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Lote 14 - Data de fabricação: 4 de abril de 2026 | Data de vencimento: 4 de abril de 2027
Por que a Mamba Water foi recolhida?
O motivo do recolhimento da Mamba Water é a presença da Pseudomonas aeruginosa, um microrganismo oportunista. Embora apresente baixo risco para pessoas saudáveis, a bactéria pode causar infecções graves em indivíduos com o sistema imunológico comprometido - como idosos, crianças, transplantados, pacientes oncológicos ou pessoas que fazem uso de medicamentos imunossupressores.
Flávio Graça, Especialista em Alimento Seguro da ASSERJ, explica como a bactéria age.
"A Pseudomonas aeruginosa é um dos microrganismos mais frequentemente detectados em análises sanitárias por sua elevada capacidade de sobreviver em ambientes úmidos, como ralos, tubulações, equipamentos e superfícies mal higienizadas. Sua principal estratégia de persistência é a formação de biofilmes, uma matriz de substâncias produzida pela própria bactéria que adere às superfícies e funciona como uma barreira física, protegendo-a da ação de detergentes, sanitizantes e da dessecação. Além disso, a espécie apresenta resistência natural a diversos agentes químicos e consegue multiplicar-se mesmo em ambientes com poucos nutrientes", esclarece.
Este é o terceiro caso recente de contaminação por Pseudomonas aeruginosa no Brasil. Em maio, a Anvisa determinou o recolhimento de lotes de produtos de limpeza da marca Ypê. Já em junho, um lote de água mineral da marca Crystal também foi recolhido pelo mesmo motivo.
"A eliminação da P. aeruginosa exige limpeza mecânica eficiente para remover o biofilme, seguida da aplicação correta de sanitizantes, respeitando concentração, tempo de contato e demais recomendações do fabricante", complementa Flávio Graça.
O que os supermercados devem fazer?
Os supermercados precisam checar imediatamente as gôndolas e estoques. Para identificar se o produto está no grupo afetado, deve-se verificar o rótulo da lata de 350 ml da Mamba Water Sem Gás e conferir o número do lote, a data de fabricação e a data de vencimento.
Caso encontre itens pertencentes aos lotes 13 ou 14, o estabelecimento deve retirar os produtos de exposição imediatamente e interromper a sua comercialização.
"Os responsáveis pelos estabelecimentos devem identificar estes lotes para recolhimento imediato e registro para fins de comprovação aos órgãos de fiscalização", recomenda Flávio Graça.
A ASSERJ entrou em contato com a Mamba Water para obter mais informações sobre o recolhimento, mas ainda não obteve resposta.
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