Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

Cesta básica no Rio: fevereiro aponta subida nos preços. ASSERJ analisa

10/03/2026

Economia
Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

O valor da cesta básica no Rio de Janeiro, iniciou 2026 mantendo a curva de alta registrada desde dezembro do ano passado. De acordo com levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), no segundo mês do ano, a inflação nos preços foi de 1,15% na cidade do Rio de Janeiro, na comparação com janeiro.

Em fevereiro, sete dos 13 produtos que compõem a cesta tiveram subida nos preços médios. Registraram alta: feijão preto (8,82%); tomate (7,97%); batata (3,97%); leite integral (1,89%); manteiga (1,01%); pão francês (0,89%); e carne bovina de primeira (0,71%).

Por outro lado caíram: banana (-3,51%); café em pó (-2,27%); açúcar refinado (-1,93%); farinha de trigo (-1,82%); arroz agulhinha (-1,48%); e óleo de soja (-0,38%).

O presidente da ASSERJ e da Associação das Américas de Supermercados (ALAS), Fábio Queiróz, destaca: "A alta de fevereiro, com pressão relevante sobre itens essenciais, mostra que o início de 2026 ainda carrega efeitos importantes da demanda aquecida do fim de ano e dos custos típicos do primeiro trimestre. Esse movimento acende um sinal de atenção para toda a cadeia, especialmente porque impacta diretamente o poder de compra das famílias. O varejo supermercadista segue trabalhando para mitigar esses efeitos, com eficiência operacional e negociação com fornecedores, mas o comportamento dos preços nos próximos meses ainda dependerá de variáveis como oferta, clima e carga tributária".

Início de ano com alta geral: atenção ao cenário para o varejo supermercadista

Em nível nacional, 14 das 27 capitais brasileiras registraram alta na cesta básica em fevereiro. O resultado de alta geral nos dois primeiros meses de 2026 foi muito impactado pela sequência da subida das demandas de fim de ano e pelos tributos do início de 2026, o que não significa um movimento obrigatoriamente sequencial, mas acende um sinal de alerta para o setor supermercadista. Uma eventual volta da curva de baixas, porém, também não quer dizer que a atenção do varejo supermercadista não precise estar direcionada para os diversos fatores que podem influenciar os preços para a sequência de 2026.