
Cesta básica: entenda cenário de maio no Rio e nas demais capitais

O custo da cesta básica continuou a subir no Rio de Janeiro em maio, mantendo a tendência de alta no mês anterior. Segundo levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o aumento mensal também foi registrado em todas as outras capitais brasileiras.
No acumulado do ano, ou seja, entre dezembro de 2025 e maio de 2026, também houve alta nos preços da cesta básica em todas as capitais. Entre abril e maio de 2026, as maiores altas ocorreram em Recife (8,05%), Florianópolis (7,81%), Fortaleza (7,48%), Porto Alegre (7,24%), Maceió (6,68%) e João Pessoa (6,22%).
O Rio de Janeiro foi, novamente, a terceira capital com a cesta básica mais cara do país, chegando a R$ 914,48, o que representa um aumento de 4,03% em relação a abril. A capital ficou atrás somente de São Paulo (R$ 952,20) e Cuiabá (925,49), que também estiveram na frente do Rio de Janeiro no mês anterior. Assim, as três cidades com as cestas básicas mais caras se mantêm.
No acumulado de 12 meses, o preço da cesta básica na capital fluminense registrou alta de 7,84%. Já a variação acumulada de 2026 chegou a 15,46%. Entre abril e maio, seis dos 13 produtos que compõem a cesta básica tiveram aumento nos preços médios: batata (56,59%), tomate (10,61%), carne bovina de primeira (2,91%), feijão preto (2,87%), manteiga (0,24%) e pão francês (0,05%)
Por outro lado, houve queda nos preços do óleo de soja (-6,38%), café em pó (-4,77%), banana (-3,48%), açúcar refinado (-3,46%), leite integral (-3,28%), farinha de trigo (-3,11%) e arroz agulhinha (-1,27%).
O presidente da ASSERJ e da ALAS, Fábio Queiróz, ressalta que o varejo supermercadista precisa ter cuidado extra com possíveis mudanças no comportamento para se adaptar à alta dos preços. "O consumidor busca alternativas no mercado quando os insumos básicos sobem. A tendência é realizar algumas trocas de alimentos e optar por marcas mais acessíveis, além de buscar promoções. Vale ficar de olho também nos produtos que tiveram queda nos preços, como o café em pó e o óleo de soja. Os alimentos que estão ficando mais baratos podem voltar a ganhar destaque na compra do mês", analisa.
Apesar da tendência de aumento dos alimentos ser esperada em relação ao último ano, o resultado reflete fatores pontuais como encerramento da safra das águas e início da colheita da temporada das secas.
Além disso, a menor oferta no campo, os altos preços dos insumos, a demanda externa aquecida e as incertezas climáticas (principalmente no Sul do país) são outros fatores que pressionam os custos da cadeia de abastecimento, o que impacta o varejo supermercadista e o consumidor final.

