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Conecta Varejo / Rio Innovation Week 2025 amplia visão de futuro com retail media, influência, IA e liderança humanizada
O Rio Innovation Week 2025 superou todas as expectativas. Consolidado como o maior evento global de tecnologia e inovação, o encontro recebeu, no Píer Mauá, entre as últimas terça e sexta-feira, 205 mil visitantes (10,81% a mais que em 2024), de todos os estados do Brasil e de mais de 30 países diferentes. Ao todo, foram mais de 3 mil palestrantes ao longo dos quatro dias de RIW, com mais de 20 nações diferentes subindo aos palcos distribuídos pelos 90 mil m². Além disso, o total de negócios gerados no evento chegou aos R$ 4 bilhões. E, evidentemente, um dos responsáveis por esse resultado foi o Conecta Varejo. Sempre muito concorrido e lotado nos quatro dias de RIW, nosso palco contou com cerca de 40 palestras, em uma reunião com grandes nomes do setor, debatendo as transformações do varejo e abordando desde o uso estratégico de dados e da inteligência artificial até o fortalecimento da liderança humanizada por meio das soft skills, da força do live commerce às maneiras de traçar planos de influência, das oportunidades com retail media à evolução das experiências omnichannel, dentre tantos outros assuntos e insights. Em resumo, o grande destaque do Conecta Varejo 2025 foi a extrema relevância em unir pessoas, propósito, tecnologia e estratégia para transformar ideias em resultados práticos nos negócios. [video width="1280" height="720" mp4="https://asserj.com.br/wp-content/uploads/2025/08/VID-20250812-WA0318.mp4"][/video] Dia 1 – Varejo mais humano e conectado O primeiro dia (12/08), começou com uma reflexão contundente sobre o impacto da tecnologia nas relações humanas. Em "Para além da IA: o que nos resta num mundo em transformação exponencial", Lucas Daibert, sócio e vice-presidente de Estratégia da Binder, destacou que, mais do que entender a inteligência artificial, é preciso compreender o papel do humano nesse novo cenário: "É sobre storytelling. Nos prendemos às histórias. Precisamos encontrar sentido, até nas marcas, para estabelecermos conexões. Antigamente, falava-se o que se queria e as pessoas compravam. Agora é diferente. As pessoas enxergam as empresas. As marcas não podem falar apenas de si, mas das pessoas. Hoje, as pessoas esperam mais das marcas. Não fiquemos com medo da IA, mas foquemos nas pessoas. Criemos significado e histórias para nossas marcas. Sejamos relacionais, olhemos para nossa cadeia e formemos parcerias. Criemos também uma cultura de inovação, que no final esteja focada nas pessoas", resumiu Daibert. Na sequência, a keynote Dafna Blaschkauer, fundadora e CEO da SuperJump, trouxe um olhar estratégico sobre soft skills como fator-chave de liderança com a palestra "Liderança Inovadora". Para ela, empatia, comunicação e adaptabilidade estão se tornando mais relevantes do que habilidades técnicas isoladas, sendo diferenciais estratégicos para líderes que desejam conduzir equipes de forma mais eficiente e engajada: "A liderança verdadeira vai além de gerir equipes — trata-se de viabilizar sonhos. Líderes inspiradores têm a capacidade de transformar a visão individual e coletiva em objetivos concretos, criando um ambiente onde cada pessoa se sente motivada a crescer e a contribuir para um propósito maior", frisou Blaschkauer. Outra keynote, Camila Salek, autora, palestrante e futurista especializada em varejo, trouxe uma reflexão profunda sobre a transformação do nosso setor na era da jornada de compra fragmentada. Em "Jornada não linear - o novo mapa do varejo", nos provocou a repensarmos como as marcas e varejistas podem atender um consumidor que navega constantemente entre canais físicos e digitais, exigindo experiências cada vez mais integradas e personalizadas: "Estamos vivendo a sexta geração do varejo, um momento em que a integração entre os canais físicos e digitais não é mais um diferencial, mas uma obrigação. O consumidor não segue uma linha reta, ele navega por um labirinto de canais e pontos de contato, buscando conveniência, experiência e personalização. Usar dados não é só sobre tecnologia, é sobre respeitar e antecipar as necessidades reais de cada cliente, entregando exatamente o que ele busca", expôs Salek. Posteriormente, "Passado, presente e futuro do live commerce" mostrou como o varejo pode, e deve, unir os sucessos do passado com as tendências do futuro. Rodrigo Farah, head de marca, mídia e social commerce da Shopee, e o lendário Ciro Bottini, do Shoptime, referência no varejo televisivo brasileiro, mediados pelo associado da ASSERJ Paulo Drago, CEO do Hortifruti Natural da Terra, abordaram um dos temas mais promissores e transformadores do varejo moderno, a nova fronteira das vendas: o Live Commerce. De transmissões em canais de TV à revolução digital, a modalidade transforma, desde a década de 90, o relacionamento entre marcas e consumidores, mas sempre sem perder a essência do ato de vender, apesar das transformações: encantar o cliente. "Uma empresa para vender mais tem que ter vários canais de contato com o cliente. É preciso apresentar algo diferente daquilo que você já mostra no dia a dia. Produto novo, a curadoria de produtos é fundamental, você pode fazer uma live maravilhosa, bem iluminada, com um vendedor que fala bem, mas se o produto estiver errado, mal precificado, não vai vender. Tem que entregar algo diferente na sua live, com algumas ofertas também diferentes, e recompensas. Se o cliente é multicanal, o vendedor tem que ser multicanal. No digital, offline, TV, loja, live, tudo se complementa. O importante é falar com o cliente e encantá-lo, agradá-lo, seja qual for o ponto de contato", pontuou Bottini. Confira as matérias completas de cada palestra do Dia 1: "Não tenha medo da IA, mas foque nas pessoas": reflexão sobre o futuro humano em um mundo cada vez mais tecnológico - CLIQUE AQUI PARA LER Dafna Blaschkauer revela o papel das soft skills na liderança durante o Conecta Varejo; descubra! - CLIQUE AQUI PARA LER Geração Z e o consumo consciente: o que o varejo precisa saber para se conectar - CLIQUE AQUI PARA LER Camila Salek revela o futuro do varejo: venha saber qual é! - CLIQUE AQUI PARA LER Descubra como construir marcas fortes e relevantes: insights da Rebu no Conecta Varejo - CLIQUE AQUI PARA LER Como marcas centenárias permanecem relevantes no mercado? - CLIQUE AQUI PARA LER "Se o cliente é multicanal, o vendedor também precisa ser", a revolução poderosa do Live Commerce, em bate-papo mediado por associado da ASSERJ. Saiba quem! - CLIQUE AQUI PARA LER Retail Media na prática: saiba como supermercados estão monetizando dados e audiência - CLIQUE AQUI PARA LER Dia 2 – Liderança e inovação em tempos de automação e a importância dos dados para resultados eficazes O segundo dia do Conecta Varejo (13/08) foi marcado pelo foco em formas de liderança eficazes no mundo moderno da inteligência artificial e na importância do uso de dados como meios de alavancar resultados de pessoas e de negócios. Em "Cultura de inovação", o keynote Arthur Igreja trouxe uma reflexão sobre como cultura, inovação e IA podem transformar empresas, destacando as necessidades de adaptação e de criação de ambientes férteis para novas ideias, ambientes que precisam aprender a lidar com os erros: "A inovação não depende apenas de tecnologia ou ferramentas, ela começa na forma como pensamos e nos preparamos para o novo. Empresas que querem gerar inovação precisam criar espaços que incentivem experimentação, colaboração e troca de experiências. Sem isso, qualquer tecnologia, por mais avançada que seja, não terá impacto real. Errar não é falhar, é descobrir novos caminhos e aprimorar soluções. Uma cultura que aceita o erro como parte do processo de inovação cria profissionais mais engajados e criativos", afirmou Igreja. Depois foi a vez de Ricardo Zucollo, vice-presidente de vendas da Unilever, em um bate-papo com o jornalista Pedro Dória, apresentar os desafios de liderar em um cenário cada vez mais automatizado e impulsionado por tecnologias. Em "Liderança em tempos de IA" foi exposto como gerir equipes se tornou uma tarefa ainda mais complexa, principalmente no que tange a se atentar às pessoas, tomar as melhores decisões e, ao mesmo tempo, conduzir negócios, unindo tecnologia, sensibilidade e propósito para desenvolver uma liderança adaptativa, humana e estratégica, com um recado direto: é preciso sair dos achismos e colocar o dado no centro das decisões, sem perder de vista o fator humano. "Lideranças humanas são lideranças que cada vez mais se preocupam. A inteligência artificial vai trazer a necessidade de você estar evoluindo junto com ela, porque ela vai te desafiando. Uma qualidade do futuro é a curiosidade, e ter essa relação e essa empatia com as pessoas para que você tenha lideranças cada vez mais humanas. Hoje, quando eu vou contratar alguém, eu estou muito menos preocupado com a parte técnica, o que a pessoa já fez do ponto de vista operacional, transacional, e estou muito mais preocupado com essas soft skills, que são essas habilidades mais relacionadas ao comportamento humano e o tanto que essa pessoa realmente tem isso como um valor", destacou Zucollo, que também salientou a importância de varejo e indústria compartilharem dados para alcançarem, juntos, melhores resultados. E claro que retail seria pauta! O painel "Retail Media com Dados: Quando métricas viram resultados", trouxe foco justamente para o alerta feito pelo VP de vendas da Unilever, a relevância dos dados como os protagonistas de uma transformação extremamente rentável para a indústria e supermercados, focando nas questões relacionadas ao Retail Media, como ferramenta de diferenciação da concorrência. Vitor Hugo Monteiro, head de digital dos Supermercados Zona Sul, Fábio Amorim, CEO da Pixel Retail, Juliana Hisae, gerente nacional de trade marketing da Seara, e Lorena Andrade, gerente de marketing da Verde Campo, apresentaram suas visões, experiências e insights sobre converter números em decisões estratégicas que realmente gerem impacto. "É importante entender os dados, trabalhar de forma inteligente, personalizada, segmentada. Entender qual é a audiência, para distribuir a campanha da maneira correta. Você precisa entender quem é o seu público-alvo e onde você vai conseguir impactá-lo. Isso é muito importante. Uma forma que encontramos de potencializar as campanhas, e mostrar para a indústria que vale a pena investir, é provar que o retail media não é só mais uma linha de receita. Ele tem que gerar mais venda. Com dados conseguimos planejar melhor. O dado é o ouro da felicidade no varejo moderno", ressaltou Amorim. Já em "Da sala de aula ao pitch: como transformar ideias em negócios", foi reforçado uma máxima que o varejo supermercadista conhece bem: não existe ideia pequena quando há propósito, visão e coragem. Em uma verdadeira aula de inspiração sobre buscar sonhos e alcançar objetivos Camila Farani, a maior investidora anjo mulher da América Latina, Beatriz Galvão, CEO da Openi, e Paula Esteban, diretora de ensino do IBMEC, apresentaram suas visões sobre os desafios de empreender e as características necessárias para não desistir e alcançar o sucesso em seus empreendimentos. "O aprendizado precisa ser contínuo. Sem dúvida nenhuma, não pode se parar nunca de aprender. É o que chamamos de ‘long life learning’. Não parem nunca. Não tem fórmula, não tem segredo. São duas coisas: gastar a sola de sapato e continuar aprendendo. O empreendedorismo, antes de mais nada, ele é atitude", explicou Camila Farani. Confira as matérias completas de cada palestra do Dia 2: Como se reinventar sem perder a identidade? Confira cases e dicas! - CLIQUE AQUI PARA LER Transformação digital e inteligência artificial: como o varejo pode e deve explorar essas inovações? - CLIQUE AQUI PARA LER "Errar não é falhar!". Fórmula de sucesso das empresas revelada no Conecta Varejo. Vem saber! - CLIQUE AQUI PARA LER Inteligência artificial no varejo: oportunidades, riscos e o que você precisa saber agora - CLIQUE AQUI PARA LER "Sair dos achismos e colocar o dado na essência do negócio", a liderança humanizada em tempos de inteligência artificial - CLIQUE AQUI PARA LER "O dado é o ouro da felicidade no varejo moderno", entenda como o Retail Media pode transformar o seu negócio - CLIQUE AQUI PARA LER Liderança feminina transforma o varejo: conheça histórias que inspiram e inovam - CLIQUE AQUI PARA LER "Sucesso não tem segredo: gastar a sola de sapato e continuar aprendendo", uma aula de inspiração com Camila Farani - CLIQUE AQUI PARA LER "Quem entende o controle das histórias e narrativas, pode ditar o que será verdade nos próximos anos", um mergulho em questionamentos sobre a tecnologia - CLIQUE AQUI PARA LER Dia 3 – O poder da influência e da imaginação no varejo do futuro O terceiro dia do Conecta Varejo(14/08) foi uma imersão nas tendências que apontam para os próximos passos do nosso setor e, principalmente, no impacto do marketing de influência nos resultados dos negócios e em como o varejo deve ser visto como um gigante de mídia ainda adormecido, com enorme potencial de rentabilidade. Inicialmente, Priscila Seripieri, head of business & operations da WGSN, apresentou um olhar para o futuro em "Tendências que vão redefinir o varejo até 2027", defendendo que marcas bem-sucedidas serão aquelas capazes de unir imaginação, propósito e capacidade de execução. "Informação já não é escassa. O desafio agora é: o que fazer com tanta informação? É aí que entra a criatividade para transformar dados em experiências e soluções que conectem com as pessoas. Até 2027, quem conseguir unir imaginação, propósito e capacidade de execução vai liderar o jogo", apontou Seripieri. Na sequência, o painel "Do feed ao carrinho: como a influência move o varejo" reuniu os influenciadores Lívian Aragão, Nina Talks e Vitor Gomes Maia para discutir como a estratégia de influência pode gerar conversão real, usando o universo das redes sociais. Com uma estratégia bem definida, consegue-se alavancar vendas e atrair novos consumidores. "Como você quer se comunicar? É preciso ter entendimento da essência da sua marca. Assim, é possível construir algo em parceria, de forma transparente e mais leve para o influenciador e o público. Por que você criou a marca? Por que você quer se comunicar? Muitas marcas contratam influenciadores sem saber exatamente o que querem, sem definir objetivos claros. E, com isso, se frustram, porque esperam que o influenciador faça tudo. Mas essa não é a função do influenciador. O influenciador está ali para entender a intenção da marca e se comunicar de forma clara, autêntica, do seu jeito, mas alinhado ao objetivo proposto. Visibilidade e vendas serão consequência se tudo estiver bem estruturado. Portanto, tenha sua comunicação completamente alinhada, sem perder a essência da sua marca", manifestou Vitor Hugo. Na palestra "Experiência é o novo produto: o futuro do varejo presencial", Juliana Neves, CEO da KUBE Arquitetura, apresentou como o varejo físico precisa se adaptar como um espaço de experiência e criação de memórias, proporcionando coisas que o mundo digital não consegue, focando em uma jornada do consumidor humanizada, consistente e envolvente, transformando o ponto de venda em um ambiente de pertencimento e interação. "É preciso entender a estratégia das marcas para que o espaço físico seja uma extensão dessa experiência e gere resultados reais para o negócio. A loja física precisa oferecer algo que o digital não entrega: emoção, engajamento e descoberta", resumiu Juliana. Já no painel "Do zero ao topo: como transformar seu supermercado em uma plataforma de mídia", a proposta foi mostrar como o varjeo supermercadista pode se transformar em uma plataforma de mídia própria, monetizando dados e criando audiências diretas. Fábio Amorim, CEO da Pixel Retail, Douglas Pombo, CEO da Inviron Technologies SA, Lucas Cunha, business development manager da Kantar IBOPE Media, e Ronan Daniel Cezar, CEO da WOOOH (Wonders of Out of Home), apresentaram os supermercados não apenas como um espaço de compra, um ponto de venda, mas como sistemas de mídia que podem potencializar negócios, baseados em inovação e relacionamento com a indústria. "O varejo começou a se interessar por isso e, com o tempo, passou a criar painéis de LED’s, instalar monitores, e percebemos que, com essas iniciativas, a comunicação se tornou mais adequada. Foi assim que se construiu uma estrutura para viabilizar o uso de vídeo no varejo. A partir dessa experiência, com participação em diversas iniciativas, conseguimos observar mais de centenas de operações no setor varejista. Além disso, temos um projeto focado em qualificar a audiência. Por fim, o terceiro ponto é a monetização dessa mídia. O varejo é um membro de mídia, um gigante adormecido", ratificou Fábio Amorim. Confira as matérias completas de cada palestra do Dia 3: Live Commerce: descubra a arte de vender em qualquer tela - CLIQUE AQUI PARA LER Até 2027, quem conseguir unir imaginação, propósito e capacidade de execução vai liderar o jogo - CLIQUE AQUI PARA LER Do online ao físico: saiba tudo sobre a estratégia da Época Cosméticos para transformar a experiência do consumidor - CLIQUE AQUI PARA LER Do brinquedo à experiência: lições do varejo infantil para transformar supermercados - CLIQUE AQUI PARA LER "Visibilidade e vendas serão consequência se tudo estiver bem estruturado", o segredo por trás de uma boa estratégia de influência - CLIQUE AQUI PARA LER Por que a arquitetura de varejo precisa criar experiências e memórias? - CLIQUE AQUI PARA LER "O varejo é um membro de mídia, um gigante adormecido", supermercados podem (e devem) se tornar plataformas de mídia - CLIQUE AQUI PARA LER Inteligência Artificial descomplicada: como crescer seu negócio mesmo sem grandes estruturas - CLIQUE AQUI PARA LER "É um programa transversal na cultura da empresa", como promover inovações em uma organização tradicional? - CLIQUE AQUI PARA LER Dia 4 – Grandes negócios, dados estratégicos e inspiração No quarto e último dia de Conecta Varejo (15/08), os temas foram variados, passando pela inteligência artificial e de dados, Tik Tok shop, mercado multigeracional, parcerias estratégicas e qualificação. Abrindo os painéis que mostraram como tecnologia, inovação e pessoas se conectam para transformar o setor varejista, Priscila Ariani, diretora de Marketing da Scanntech Brasil, apresentou a palestra "Tecnologia que transforma, decisões que vendem: como a democratização da inteligência tem transformado o varejo brasileiro, mostrando como a evolução acelerada da tecnologia e a democratização do acesso à inteligência de dados, tem afetado os resultados, gerado decisões mais rápidas, assertivas e, principalmente, conectadas ao comportamento do consumidor, impactando em melhor desempenho em vendas e em fidelização. "Temos, sim, promoções 'de massa', mas também temos que ter promoções hipersegmentadas, voltadas para perfis específicos de consumidores, para alavancar esse universo específico. Se o usuário final tem tecnologia na vida dele, como o varejo, de que tamanho for, não vai ter? Nosso mundo é volátil e a volatilidade não vai para lugar nenhum. Ela vai continuar aqui e com a velocidade da informação ela vai ser cada vez mais rápida. Olha a velocidade que adquirimos e aderimos à inteligência artificial para dentro da nossa vida. Todas as coisas estão muito rápidas, estamos hiperconectados. E com hiperconexão vem muito dado, com muito dado vem muita complexidade de gestão. Não adianta nada também trazermos muita plataforma de tecnologia para o nosso negócio, se não conseguimos ter processos no dia a dia e na tomada de decisão que permitam alavancar com eficiência tudo que essa tecnologia pode trazer", frisou Ariani. Prosseguindo o dia, Iza Dezon, CEO da DEZON, Andrea Bisker, co-CEO do Clube Aladas, e Mariana Fonseca, CEO da Mariposa, destacaram, no painel "Que idade tem a sua ideia? Como romper com rótulos geracionais e criar conexões verdadeiras?" que construir pontes e comunicar com empatia e relevância é essencial para dialogar com as diferentes gerações que coexistem hoje, além de ressaltarem que, antes de segmentar por rótulos geracionais, é preciso relembrar que se trata de uma comunicação com pessoas. "Há muitos estudos que se perguntam: ainda faz sentido pensar em projetos, briefings e comunicações separando essas gerações? Para mim, faz sentido, mas somente se analisarmos todas as variáveis, porque é algo muito complexo. Quando colocamos todo mundo 'no mesmo saco', digamos assim, corremos o risco de perder nuances importantes. Mas o mais importante de tudo, quando falamos sobre gerações, é lembrar que estamos falando de pessoas. E muitas vezes nos esquecemos disso e, com isso, acabamos errando e perdendo grandes oportunidades", frisou Andrea Bisker. Já no painel "De startup a BigTech", Camila Farani, Anderson Chamon, cofundador e vice-presidente executivo de Novos Negócios do PicPay, e Cristina Palmaka, conselheira da Vivo, Eurofarma e C&A, participaram de um bate-papo inspirador sobre mentalidade empreendedora e os desafios que transformam o início de um projeto em um grande empreendimento. "Hoje eu aguento uma pressão muito maior do que antes. Isso é fruto de um aprendizado contínuo. E acho que tem uma coisa essencial para esse processo acontecer: humildade. Não podemos achar que sabemos tudo. Se eu acredito que já sei tudo, perco a chance de aprender. Isso, para mim, é vaidade. E a vaidade trava o crescimento. Sempre procurei me desprender disso", afirmou Chamon. Por fim, encerrando as atividades do Conecta Varejo 2025, Fábio Queiróz, presidente da ASSERJ, primeiro vice-presidente da ALAS e idealizador do Conecta Varejo, evento que inspirou a criação do RIW, do qual ele é cofundador, e Anderson Moraes, secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado do Rio de Janeiro, apresentaram suas visões sobre o varejo do futuro, já olhando para os próximos passos de um setor em constante evolução. "Difundir propósito é importante. Onde queremos chegar, para onde vamos? Essa crise mundial passa muito pela crise de propósito: o que eu quero, o que eu estou fazendo, e mais do que isso, o que o meu trabalho muda na vida dos outros. Eu vejo pessoas trabalhando sem compromisso com o resultado. Isso é tão ruim, não é? No final, não pode dar certo. E estamos aqui para nos propormos a falar do varejo do futuro, com o varejo do futuro que queremos, ou melhor, com o futuro do varejo. O futuro do varejo passa pelo varejo do futuro", reforçou Fábio Queiróz. Confira as matérias completas de cada palestra do Dia 4: "Se o usuário final tem tecnologia na vida dele, como o varejo não vai ter?", a importância da IA para o seu negócio - CLIQUE AQUI PARA LER IA no Varejo: especialistas apontam riscos, oportunidades e dicas para começar com segurança - CLIQUE AQUI PARA LER "Quando falamos de gerações, é preciso lembrar que estamos falando de pessoas", como criar vínculos com públicos diversos - CLIQUE AQUI PARA LER Como o varejo supermercadista pode vender mais com o TikTok? - CLIQUE AQUI PARA LER "Não podemos achar que sabemos tudo, a vaidade trava o crescimento", a mentalidade da construção de grandes negócios em palco com Camila Farani - CLIQUE AQUI PARA LER Fecomércio destaca ASSERJ como exemplo de economia circular no Conecta Varejo / Rio Innovation Week - CLIQUE AQUI PARA LER "Temos que conectar os nossos mercados a valores", o futuro do varejo supermercadista por Fábio Queiróz - CLIQUE AQUI PARA LER Conecta Varejo 2025: um varejo cada vez mais estratégico, inovador e centrado em pessoas O Conecta Varejo 2025 mostrou que a chave para o futuro do setor está no equilíbrio entre tecnologia, dados, experiência e humanização. Retail media, IA, influência, live commerce e novos formatos de liderança se consolidam como pilares de um varejo mais conectado com o consumidor e preparado para os próximos passos. Nosso palco foi um grande convite à ousadia, à reflexão e à ação para o futuro do nosso setor. RIW: novidades anunciadas e data confirmada para o Rio em 2026 Diante da dimensão atingida com a edição deste ano do Rio Innovation Week, a organização já planeja ampliar o alcance em 2026. Marcada para 4 a 7 de agosto, a próxima edição ocorrerá também em outros pontos da cidade do Rio, incluindo as Zonas Norte, Oeste e Sul. "Queremos democratizar ainda mais a inovação, levando o RIW a diferentes pontos da cidade e mantendo o compromisso de que tecnologia só faz sentido quando impulsiona o desenvolvimento humano, social e ambiental", afirmou Fábio Queiroz, cofundador do evento. E não para por aí! Innovation Week para além do Rio O cofundador e diretor-Geral do encontro, Jerônimo Vargas, completou: "Vamos expandir o Rio Innovation Week para outros pontos da cidade. A ideia é levá-lo para a Zona Sul, Zona Norte e Zona Oeste, abraçando ainda mais o Rio de Janeiro e democratizando ainda mais o acesso. Outra novidade é que vamos expandir o projeto Innovation Week para São Paulo, em maio de 2026". E, claro, o Conecta Varejo seguirá fazendo parte dessa história e escrevendo novos capítulos para o varejo.
18/08/2025
Rio Innovation Week quebra recordes, consolida título de maior evento global de inovação e tecnologia e anuncia edição em São Paulo
O Rio Innovation Week 2025 quebrou todos os recordes desde a sua criação e consolidou o título de maior evento global de tecnologia e inovação. Realizado de terça a sexta-feira no Píer Mauá, o evento recebeu 205 mil visitantes, número 10,81% superior ao registrado no ano passado. Foram quatro dias de programação distribuídos pelos 90 mil metros quadrados do espaço, reunindo participantes de todos os estados brasileiros — 15% vindos de outros estados e 25% de fora da capital, segundo levantamento da Riotur e da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano e Econômico (SMDE). A edição também registrou presença internacional recorde, com 30 delegações estrangeiras. O impacto econômico foi expressivo: a rede hoteleira atingiu 90% de ocupação no Centro e na Zona Sul, movimentando R$ 149,7 milhões, enquanto o total de negócios gerados chegou a R$ 4 bilhões. Ao todo, 3 mil palestrantes de 20 países passaram pelos palcos do RIW, entre eles o Prêmio Nobel da Paz Denis Mukwege, a futurista Amy Webb, o tetracampeão de Fórmula 1 Sebastian Vettel e o físico Marcelo Gleiser. Diante da dimensão atingida, a organização já planeja ampliar o alcance em 2026. Marcada para 4 a 7 de agosto, a próxima edição ocorrerá também em outros pontos da cidade, incluindo Zona Sul, Zona Norte e Zona Oeste. “Queremos democratizar ainda mais a inovação, levando o RIW a diferentes pontos da cidade e mantendo o compromisso de que tecnologia só faz sentido quando impulsiona o desenvolvimento humano, social e ambiental”, afirmou o cofundador do evento, Fábio Queiroz. “Vamos expandir o Rio Innovation Week para outros pontos da cidade. A ideia é levá-lo para a Zona Sul, Zona Norte e Zona Oeste, abraçando ainda mais o Rio de Janeiro e democratizando ainda mais o acesso. Outra novidade é que vamos expandir o projeto Innovation Week para São Paulo, em maio de 2026”, completou o cofundador e diretor-Geral do evento, Jerônimo Vargas. Este ano, o RIW renovou a parceria com a Marinha, que levou ao Píer Mauá o veleiro Cisne Branco e o NAM Atlântico, maior porta-helicópteros da América Latina, transformados em palco para batalhas de games e experiências imersivas. Entre os destaques, John Maeda, da Microsoft, usou a culinária para explicar inteligência artificial; Rebeca Andrade anunciou que não competirá mais no solo; Graça Machel, homenageada pelos 80 anos, defendeu que a inovação deve servir ao ser humano; Vettel uniu esporte, sustentabilidade e tecnologia; Ney Matogrosso e Arnaldo Antunes emocionaram o público com apresentações à capela; e influenciadores como Gil do Vigor, Hugo Gloss, Manu Cit e Malu Borges mostraram a força do digital. ASSERJ é protagonista: compromisso com o futuro E a ASSERJ, mais uma vez, marcou presença com protagonismo, reforçando a pujança do varejo supermercadista. Por meio do palco Conecta Varejo, um dos mais disputados e impactantes do Rio Innovation Week, nosso setor atraiu olhares do mundo inteiro. Com o mote "O varejo que transforma o mundo, o mundo que transforma o varejo", o Conecta promoveu mais de 40 palestras ao longo dos quatro dias de evento, abordando as transformações do setor varejista, cenários futuros, temas de relevância e questões emergentes que merecem um foco atento, tudo sempre destacando um ponto comum: a experiência e a conexão humana são cada vez mais necessárias. Estiveram em nosso palco nomes como: Arthur Igreja, proprietário da Disrupt Treinamentos; Camila Farani, maior investidora anjo mulher da América Latina; Camila Salek, autora, palestrante, futurista do varejo e CEO da Vimer; apresentador Ciro Bottini; Dafna Blaschkauer, fundadora e CEO do SuperJump; Ricardo Zuccollo, vice-presidente de vendas da Unilever; dentre outros. Além disso, ainda tivemos a ampliação do ASSERJ Hub, espaço destinado às startups com soluções para o varejo, que contou com a presença de cerca de 40 empresas. Ou seja, a edição deste ano reforçou o papel da ASSERJ como o elo entre varejistas, startups, investidores e grandes líderes. Claro, o sucesso do Conecta Varejo não podia ser diferente. Afinal, foi do nosso palco que surgiu o RIW. O que nasceu como um projeto da ASSERJ com foco no fortalecimento do setor supermercadista fluminense, hoje, se tornou a maior plataforma de debate e inovação do maior evento de tecnologia do planeta. Da origem à vanguarda do futuro. "Mais do que falar de tecnologia, falamos sobre pessoas. O Conecta Varejo é um espaço onde o varejo se transforma com propósito, ética e inovação", destacou Fábio Queiróz, presidente da ASSERJ. O êxito do Conecta Varejo reafirma o compromisso da ASSERJ com a inovação, capacitação e valorização do nosso setor. Seguiremos investindo em iniciativas que promovam o avanço do varejo supermercadista fluminense, com responsabilidade, visão de futuro e foco nas pessoas. "Encerramos mais uma edição histórica. Mas já começamos a planejar a próxima. Porque o futuro do varejo é uma constante e já começa hoje", concluiu Fábio Queiróz.
15/08/2025
"Temos que conectar os nossos mercados a valores", o futuro do varejo supermercadista por Fábio Queiróz
Encerrando a programação do Conecta Varejo no Rio Innovation Week, nesta sexta-feira, 15 de agosto, a palestra "Varejo 5.0", mais uma vez, esteve repleta. No palco, Fábio Queiróz, presidente da ASSERJ, primeiro vice-presidente da ALAS e idealizador do Conecta Varejo, evento que inspirou a criação do Rio Innovation Week, do qual ele é cofundador, e de Anderson Moraes, secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado do Rio de Janeiro. O presidente da ASSERJ iniciou exaltando a atual edição do RIW e valorizando o setor supermercadista: "É com muita felicidade que encerro esta edição do Rio Innovation Week, pelo segundo ano consecutivo com vocês neste palco. E participo deste painel com meu amigo, Anderson Moraes, meu companheiro de agruras nos supermercados. Fazer supermercado é muito difícil, muito difícil. Chegamos a ter 65 mil itens na nossa loja. Vocês imaginem a quantidade de compra e vendas que fazemos, a quantidade de boletos para pagar, a operação, não pode faltar produto". Discurso de Fábio Queiróz "Nós nunca seremos vanguarda em tecnologia e inovação. Mas começamos a ser mais atentos, mais competentes em gestão e vamos conversar aqui um pouquinho sobre isso. E, obviamente, vou puxar um pouco para nosso lado, a nossa zona de conforto, que é o supermercado, mas eu queria que você, varejista, entendesse essa conversa. Nós vamos falar muito mais em linhas gerais do varejo. Essa operação dura, não pode engessar a entrada de tecnologia e inovação e ela não está fazendo isso. A nossa velocidade só é diferente. Então, dia 10 de agosto, véspera do Rio Innovation Week, eu completei 10 anos como presidente da Associação de Supermercados do Estado do Rio de Janeiro (ASSERJ) e eu já passei por muita transformação digital. Quando eu entrei, ainda escutava assim: 'self check-out? (o que nós chamamos de auto atendimento). Isso não vai funcionar no Rio de Janeiro, nunca. Na Baixada Fluminense, nem pensar. Ninguém vai pagar os produtos. E olha só, hoje estamos discutindo pagamento via aplicativo, reconhecimento facial... não estou dizendo que a tecnologia não embarca no supermercado, estou dizendo que ele demora um pouco mais do que outros setores que estão mais atentos, mas o varejo opera com margens muito apertadas. E atenção, assim como a despesa, a gestão sai do lucro. Então, você ter uma boa gestão, e aqui fica a campanha que a ASSERJ lidera e que vem surtindo muitos efeitos, garanto, que chama-se gestão eficiente, lucro certo. O Warren Buffett fala que se ele tivesse só um dólar, ele colocaria em marketing. Se eu tivesse só um real hoje, no supermercado eu colocaria em gestão. Então, eu queria que vocês escutassem atentamente essa troca. E, antes, por favor, vamos parar com essa história de varejo alimentar. Alguém aqui come sabão em pó? Então o supermercado não pode ser varejo alimentar. É varejo supermercadista ou, o que eu até prefiro, mas não é tão sonoro, varejo abastecedor. Ok? Porque nós somos a ponta final do abastecimento. Varejo alimentar me parece reduzir o setor que trabalhamos tão duro, tão forte, para negociar bazar, que ninguém come vassoura. Eu não vejo ninguém comer desodorante. Uma das nossas maiores dores é a mão de obra. E olha, meus amigos, para quem quer emprego está difícil, mas para quem quer trabalhar, tem trabalho para caramba. Nosso setor é um setor de muita empregabilidade, de muito trabalho; é um setor onde você cresce muito rápido. Então, eu falei de tecnologia e inovação no varejo. Vamos falar rapidamente sobre empregabilidade. Somos a maior porta de primeiro emprego e certamente o setor onde o plano de carreira acontece com mais velocidade. É um trabalho árduo, é um trabalho duro, mas eu convido todos vocês a indicarem o varejo para trabalhar, porque é um trabalho muito recompensador. Eu não tenho a menor dúvida de que abastecer a população, esse propósito, é muito gostoso de trabalhar. Na pandemia, a gente viu isso claramente: a essencialidade do supermercado, como os colaboradores se aventuraram, mesmo sabendo que corriam risco de vida naquele momento. Então, eu tenho muito orgulho de pertencer ao varejo e tenho ainda mais orgulho de pertencer ao varejo supermercadista. A ASSERJ tem a Escola ASSERJ, que forma colaboradores, atualiza colaboradores. E eu também tenho muito orgulho da adesão daquele cantinho que está ali e que, no ano que vem, vai ganhar mais espaço. O ASSERJ HUB. E não pode ser uma iniciativa só no Rio Innovation Week. Ali, temos 40 startups de varejo expondo suas ideias. São 40 ideias, 40 esperanças, 40 vontades de mudar o mundo, ou pelo menos melhorar o mundo. Então, isso causa muito impacto. Quero chamar a atenção para uma coisa: a cultura da empresa. Sejam diligentes com isso. O colaborador precisa desse direcionamento. Essa geração me parece que tem menos compromisso, menos apego. Então, difundir propósito é importante, onde queremos chegar, para onde vamos? Essa crise mundial passa muito pela crise de propósito: o que eu quero, o que eu estou fazendo, e mais do que isso, o que o meu trabalho muda na vida dos outros. Eu vejo pessoas trabalhando sem compromisso com o resultado. Isso é tão ruim, não é? No final, não pode dar certo. E estamos aqui para nos propormos a falar do varejo do futuro, com o varejo do futuro que queremos, ou melhor, com o futuro do varejo. O futuro do varejo passa pelo varejo do futuro". O que queremos? Eu, particularmente, quero estar na minha casa e consultar no aplicativo se tem vaga de estacionamento no mercado da minha preferência. Mais do que isso, quero que, no sofá da minha casa, eu consiga, pelo mesmo aplicativo, saber se a loja está cheia ou vazia. Quero chegar na loja e ter corredores amplos. Também não quero ficar na fila do açougue. Quero ser notificado no celular quando o meu pedido, que fiz talvez até me deslocando da minha casa ao supermercado, estiver pronto, para ir buscá-lo. Enquanto isso, quero estar circulando pela loja, vendo lançamentos, sentindo os cheiros, degustando produtos, encontrando quem eu quero no supermercado, porque aquilo é um lugar de encontros. Também encontro quem eu não quero, porque, afinal, faz parte, porque os supermercados são grandes laboratórios sociais. Quantos casais já não se formaram na fila de um supermercado? Mas quantos casais também já não brigaram nos corredores dos supermercados? Então, tudo isso faz parte, mas essa experiência tem que mudar. Agora, para os casais que se conheceram na fila do supermercado, eu tenho uma péssima notícia: estou trabalhando todos os dias para acabar com aquela situação no supermercado, porque o pagamento precisa estar na palma da nossa mão. Todo mundo ama supermercado, mas o que as pessoas não gostam é da fila, de procurar vaga no estacionamento, de corredores apertados. Mas se você tiver uma loja ampla, confortável, e não pegar fila, todo mundo vai gostar desse supermercado. Supermercados são shoppings de alimentos, de produtos de limpeza, de bazar, onde tem lançamento. Quem é que não gosta de uma promoção? Fala a verdade. E é ali o lugar de convívio social. Mas precisamos avançar. Precisamos fazer com que essa experiência seja cada vez melhor e mais agradável. E atenção à frase: o meu trabalho consiste em fazer vocês irem a supermercados por vontade e não por necessidade. Cada vez mais, amigos, vendemos mais no varejo online. Por quê? Porque vocês não querem carregar peso. Vê se o supermercado tem saco de 15 quilos de ração? Tem de 5 kg. E esse já é o nosso limite. Sabe por quê? Com arroz de 15 quilos da marca da tua preferência, eu posso entregar na sua casa. Aí você carrega menos peso e tem mais conforto. No entanto, eu não posso entregar o tomate do jeito que vocês podem escolher. Então, eu quero que vocês tenham mais tempo para escolher o tomate seguindo aquelas crenças (aperta em cima, aperta do lado), verdadeiras ou falsas, que nos trazem o lúdico, a memória emocional. Essa é a verdade. Mas não podemos parar ali. Temos que conectar os nossos mercados a valores. E aqui, a Luísa Trajano, que é nossa palestrante, querida amiga, olha o que essa mulher fez: ela trouxe de fora uma prática em que treinou os colaboradores dela e colocou um botão nas lojas da Magalu dizendo o seguinte: 'Você, mulher, que é vítima de violência e precisa de ajuda, só aperta esse botão. O meu colaborador está pronto para te auxiliar e te ajudar psicologicamente, encaminhando para o profissional ou, legalmente, encaminhando para o profissional da delegacia, de uma forma orientada'. Pergunte a vocês: 'alguém vai esquecer do Magazine Luísa se for ajudado dessa maneira?' Não, de jeito nenhum. Aqui, eu não acredito em fidelização pelo tempo. Eu acredito em recorrência. No meu conceito de fiel, se você der uma piscadinha para o lado, já traiu. E quem aqui é fiel a uma só marca? Quem aqui compra só em um supermercado? Estudos mostram que chegamos a usar até oito canais de compras diferentes. Então, voltando para nossa reflexão sobre esse varejo do futuro, eu preciso conectar de maneira emocional. Já falei dos valores, agora quero falar de maneira emocional. Os supermercados precisam abranger uma reunião da confraria que você tenha. E precisam promover ali um encontro mensal. Olha que conexão da marca com o teu emocional! Os supermercados precisam ser centros de treinamento. Olha, eu não gosto de vinho, isso é verdadeiro. Eu não sou chegado a vinho. Sou cervejeiro. Mas, outro dia, eu também experimentei vinho e gostei. Aquilo me gerou uma curiosidade. O nosso paladar muda ao longo dos anos. Eu fiquei alguns anos sem tomar uma taça, e tomei esses dias. Adorei, amei. Com a outra, voltei a detestar. O que eu estou precisando? O que eu estou precisando é de treinamento. E fui descobrir que tem o vinho de entrada, o vinho mais ou menos, e o vinho para quem já está muito acostumado É isso que supermercados precisam entregar. E quando eu falei supermercado, é a boca torta pelo hábito do cachimbo. Leia-se varejo, porque citei a Magalu. Leia-se o varejo que vocês quiserem. Isso é muito, muito, muito importante. E quando temos o poder público entregando mão de obra qualificada para isso, eu não consigo imaginar tudo o que estou falando se eu não tiver gente me fornecendo mão de obra qualificada. Porque, olha, eu tenho a honra de ter entregue, a vocês, nesses quatro últimos dias, o maior evento de tecnologia e inovação do mundo. Aqui na plenária estava o maior nome de inteligência artificial e emocional também, por acaso, Daniel Goleman, mas o maior nome de inteligência artificial do mundo, que é John Maeda, vice-presidente de inteligência artificial da Microsoft, que está liderando a corrida de inteligência artificial no mundo. Então, ninguém vai me dizer, com todo respeito, o valor que têm tecnologia e inovação. Mas existe algo acima disso, que se chama ser humano. O tema do Rio Innovation Week é ética. Por quê ética? Porque, se nos acostumarmos a viver a tecnologia sem ética, a máquina vai tomar conta. O ser humano precisa estar no controle: a mão de obra que vai conseguir fazer, entender e realizar o varejo do futuro. Discurso Anderson Moraes "Sou deputado estadual. Hoje estou secretário de Estado. Eu não misturo a minha vida política com a minha vida profissional. Eu sou do varejo. Quem esteve aqui conosco no passado, acho que escutou: aprendi essa profissão com a minha mãe, desde os 14 anos de idade. Enfim, não vou entrar nesse assunto agora, mas foi aí que ingressei no mercado de varejo. Cada dia mais eu tenho a oportunidade de conviver nos dois campos, da iniciativa privada e do poder público. E é engraçado, quando ganhei a eleição em 2018, eu achava que iria levar mais ideias da iniciativa privada para dentro do poder público do que o contrário. Mas hoje vejo que não é bem assim. Percebo que existe um equilíbrio muito grande nisso. Claro, quando você fala de dinamismo, de velocidade, aquela coisa de ser empresário, de estar no mercado de varejo, de apertar um botão para trocar um preço e o preço já mudar na gôndola, e a plaquinha já virar para o novo modelo, isso tudo acontece com muita rapidez na iniciativa privada. No poder público, muitas vezes, para as coisas avançarem, é preciso respeitar um certo ritmo. Nem tudo acontece no momento em que você determina ou solicita. E algo que tenho trazido da política para a iniciativa privada é a forma de se relacionar com as pessoas. A política dá um verdadeiro show nesse sentido. Aprendemos a ter mais compreensão, a lidar melhor com as pessoas. Na iniciativa privada, temos muito aquela postura de, se alguém não atende à expectativa, simplesmente substituí-lo. Hoje, penso diferente: buscamos melhorar as pessoas, entender por que, naquele momento, elas não deram a resposta que esperávamos. É uma troca diária que vem ajudando em ambos os lados em que tenho a oportunidade de atuar. E hoje, poder estar aqui dividindo este palco com você, mais uma vez, é um motivo de muito orgulho. Você, que é um grande empreendedor no estado do Rio de Janeiro, é um cara por quem tenho enorme admiração, por desenvolver projetos grandiosos e ajudar o nosso estado a crescer economicamente, para que possamos trabalhar cada vez mais pela empregabilidade. Nós estamos na Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado do Rio de Janeiro. Lembrando a todos que a nossa Secretaria não tem uma entrega final, ela é meio. As nossas interações acontecem por meio das vinculadas, e eu faço questão de citar o nome de todas elas aqui. Nós trabalhamos com a UERJ, com a UENF, e hoje temos uma relação espetacular com as universidades. Claro que precisamos entender e respeitar o que está na Constituição, aquilo que foi conquistado com muita luta ao longo dos anos: a independência, a autonomia universitária. Temos também a FAETEC, que hoje é a maior escola de ensino técnico e profissionalizante do país. Contamos ainda com a Fundação CEPERJ, que realiza um trabalho incrível com aquelas pessoas que, muitas vezes, perderam a oportunidade de ingressar em uma sala de aula ou de concluir o ensino fundamental e o ensino médio. Lá também temos o Pré-Vestibular Social. Neste ano, batemos recorde de inscrições: abrimos mais de 30 mil vagas. Chegamos a atingir 70% de aprovação nos vestibulares, graças à Fundação CEPERJ. Temos ainda o Consórcio CEPERJ. É um consórcio formado em parceria com todas as universidades estaduais e federais públicas do Estado do Rio de Janeiro. Por meio dele, conseguimos interiorizar cada vez mais o ensino superior. Assim, pessoas que moram no Noroeste Fluminense e na Região Serrana, por exemplo, têm condições de obter um diploma da UFF, da UERJ, da UFRJ, entre outras. Também contamos com a Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj), que realiza um trabalho espetacular no campo da pesquisa, apoiando projetos de diversas áreas em todo o nosso estado. Estamos indo em cada região, buscando a vocacionalidade de cada região, nós estamos transformando os cursos da nossa instituição, a Faetec, em cursos profissionalizantes, cursos esses voltados para a empregabilidade local, de acordo com as necessidades de cada região. A partir disso, estamos descobrindo, junto ao empresariado, quais são as demandas reais de mão de obra. Ou seja, perguntamos diretamente aos empregadores: 'Qual é a mão de obra que vocês precisam?'. Eles respondem: 'Precisamos de mão de obra X, Y, Z.' E aí, vamos em frente: vamos formar essa mão de obra. Começamos, então, a formar dentro da Faetec exatamente os profissionais que o mercado está contratando. Dessa forma, estamos valorizando o currículo das pessoas, o que é muito importante, mas, mais do que isso, estamos trabalhando a empregabilidade de forma concreta. Estamos dando condições para que a pessoa ingresse em um determinado tipo de emprego e, dali em diante, possa até ter a oportunidade de se especializar ainda mais e fazer carreira dentro das empresas. Isso tem sido muito bacana e está funcionando muito bem. Fechamos o ano passado com cerca de 110 mil alunos na instituição, e temos uma projeção para este ano de alcançar, pelo menos, 135 mil alunos. Antes, tínhamos salas de aula com capacidade para 30 pessoas, mas que, muitas vezes, tinham apenas 15, 16 ou 17 alunos matriculados. Quando fizemos a reestruturação da oferta dos cursos, conseguimos mobilizar a população. As pessoas passaram a procurar mais a nossa instituição. Aquela mesma sala, que tinha um custo fixo para atender 17 ou 18 alunos, hoje, com 30 alunos, tem o mesmo investimento. E, se você é da iniciativa privada e conhece o ramo, sabe do que estou falando: as cadeiras já estavam lá, a estrutura já estava montada, o que fizemos foi otimizar e dar mais sentido ao uso desses recursos. Mas, no final do ano que vem, a nossa instituição, através de uma virada de chave, de uma virada de chave que nós vamos fazer, eu faço aqui um compromisso: no final do ano de 2026, a nossa instituição terá um número de pessoas matriculadas que nunca aconteceu antes no Estado do Rio de Janeiro. Nunca! Nós vamos bater o recorde de alunos naquela instituição, justamente usando tecnologia e inovação. Outro produto que estamos desenvolvendo na Faetec é o Banco de Talentos. Estamos criando uma plataforma onde todos os alunos que passaram pela instituição terão seus currículos disponíveis, tanto do ensino técnico quanto do profissional. Já peço aqui a sua ajuda: possivelmente, no mês que vem, faremos o lançamento dessa plataforma, Fábio. Queremos convidar o maior número possível de empresários para esse lançamento, porque cada empresário vai sair com um login e uma senha, de forma que, na sua empresa, quando pensar em contratar alguém ou tiver uma vaga disponível, poderá entrar com esse login e senha e acessar o Banco de Talentos da Faetec. Ali, será possível encontrar de tudo. Vamos disponibilizar tudo isso, fazendo essa ponte entre a mão de obra disponível, os empregadores e o desenvolvimento econômico, gerando empregabilidade para o nosso povo. Será uma espécie de aplicativo de relacionamento da oportunidade de negócio no Estado do Rio de Janeiro. É isso mesmo, é o que nós precisamos entender: a inovação, a tecnologia estão aí, e creio que isso que o Fábio quis também dizer. Por mais que a gente venha evoluir, com tanta tecnologia, é preciso sempre ter na cabeça e entender o que existe de mais importante dentro de todo esse processo. É claro que é o ser humano. Em todos os sentidos, não só aquele que está dentro do varejo atendendo, mas também aquele que está entrando no varejo para poder consumir. As pessoas precisam entender, principalmente aqueles que estão dentro do varejo atendendo as pessoas que ali estão chegando, que aquelas pessoas que estão chegando para consumir naquele momento, nós precisamos identificar, antes de fazer com que as atendamos bem, qual é o estado em que aquela pessoa se encontra naquele momento. E até isso, dentro dos nossos cursos profissionalizantes, estamos fazendo, porque, por exemplo, todo o segmento de drogarias também. Têm muitos clientes que entram nas drogarias e, naquele momento, não estão entrando para comprar shampoo, nem creme; muitas vezes eles estão cheios de dor, estão indo até ali para comprar algum remédio, alguma coisa que vai fazer o estado deles, naquele momento, se transformar e voltar à normalidade. Então, é preciso que dentro do varejo entendamos que, por mais que tenhamos hoje inovação e tecnologia, nós vamos precisar sempre ter a sensibilidade de entender que a todo tempo estamos lidando com seres humanos. E mais que isso, existem algumas profissões dentro do varejo que, a princípio, as pessoas ficam com receio de que sejam extintas, e eu não consigo acreditar que a evolução vá fazer isso. Pelo contrário, vai fazer com que aquelas profissões sejam mais completas, mais valorizadas e nunca extintas. E, voltando a falar até do evento que estamos hoje, eu acho que no caminho que vocês estão, Fábio, possivelmente, dentro de alguns anos, esse evento terá duas entradas: a entrada daqui da Praça Mauá, que sempre existiu, e possivelmente, na forma como está se estendendo para dentro do mar, vai ter muita gente podendo entrar pelo litoral também. Mas tudo isso só é possível através da inovação e da tecnologia, porque mandam muito bem em serem identificadores de talento, e têm a sensibilidade de conseguir se relacionar, de lidar com pessoas, de buscar mais parceiros. Portanto, é bom deixar bem claro que jamais a tecnologia vai superar aquilo que nós temos de mais importante, que são as pessoas. Não tem jeito, eu sei que nós somos sonhadores, nós queremos que cada vez mais as coisas possam evoluir. O mercado varejo é sensacional, é um dos maiores empregadores do nosso país. E hoje, quando falamos de empreender no nosso país, é muito difícil. São muito grandes os números das empresas que vão fazendo a constituição do seu CNPJ e que, muitas vezes, não conseguem chegar ao seu quinto ano de aniversário. Quero aproveitar para parabenizar todos que tentam, não só os que conseguem, mas os que vêm tentando empreender no Brasil. Quando você fala de mercado varejo, eu tenho várias pessoas que trabalharam comigo no mercado varejo. Eu tenho amigos hoje que entraram para trabalhar de 'jacaré' nas lojas e hoje, eles têm muito mais do nós. Então, o mercado varejo é bacana por isso, porque você tem condições de entrar ali pequenininho, sabe? E, se você se dedicar, claro, não gastando tudo aquilo que você ganha. Eu acho que hoje o grande sucesso, não só no mercado varejo, mas em qualquer outro, não está mais no muito que se ganha, mas está no controle do pouco que você consegue gastar. E, dessa forma, você vai acumulando os seus rendimentos e, lá na frente, você vai ser grande pra caramba. É só esperar o tempo passar, não sofrer tanto de ansiedade que você vai conseguir realizar tudo aquilo que pensa. Então, já finalizando, é muito bom o varejo. Eu tenho uma saudade de encostar a barriga no balcão, de ficar lá, eu sempre gostei disso. O mercado varejo me ensinou também, me ajudou muito a entrar na política, claro, porque eu passei a aprender a lidar com as pessoas, no sentido de saber cumprimentar, de perder a vergonha. Não tem como você trabalhar no mercado varejo e ser aquele cara para baixo, então você acaba sendo um cara mais autêntico, e, mais pra frente, mais gente. É uma escola muito bacana que eu vivi diretamente dos meus 14 anos até os 38 anos de idade, que foi quando eu conquistei o primeiro mandato. Uma grande escola pra mim, e, sem dúvida nenhuma, eu tenho certeza que a minha vida na política não vai ser eterna. Minha mãe sempre falou pra mim que a maior coisa que o ser humano pode ter é o crédito, e temos que trabalhar a vida inteira para nunca perder o nosso crédito. E é isso que eu carrego pra vida. Quero agradecer aqui a presença de todos vocês. Muito obrigado por estarem até agora conosco, escutando o Fábio, escutando aquilo que nós temos para falar. Espero que a experiência seja válida pra alguma coisa".
15/08/2025
Fecomércio destaca ASSERJ como exemplo de economia circular no Conecta Varejo / Rio Innovation Week
No último dia do Rio Innovation Week, o palco do Conecta Varejo recebeu a palestra “A experiência do comércio fluminense no uso das novas tecnologias verdes”, conduzida por Vinícius Crespo, diretor executivo da Fecomércio RJ, que abordou as oportunidades da economia circular e os projetos que a instituição possui na área. Na ocasião, Crespo destacou que, apesar da política nacional afastar o país das questões de resíduos, ainda enfrentamos desafios significativos, citando fotos recentes de lixões no Rio de Janeiro, em São Paulo e em Belém, a menos de 100 dias da COP. Segundo ele, o Brasil recicla apenas 4% dos resíduos gerados anualmente — 82,5 milhões de toneladas — e 72% da população não separa corretamente o lixo, mesmo sabendo que materiais como plástico são recicláveis. "Apesar das dificuldades, o país já apresenta conquistas, como a reciclagem de quase 100% das latas de alumínio, além do potencial em energia limpa, biocombustíveis, biodiversidade e recursos hídricos", afirma. O diretor também apresentou projetos da ASSERJ que vêm transformando a gestão de resíduos e promovendo a economia circular. "Entre eles estão o Programa Repet, que transforma garrafas PET em pontos trocáveis por benefícios do SESC", destacou. Por fim, para Crespo, o comércio fluminense e o Sistema Comércio vêm avançando nessa agenda verde, mostrando que tecnologia, inovação e propósito podem gerar impactos ambientais, sociais e econômicos positivos, transformando desafios em oportunidades para todo o estado do Rio de Janeiro.
15/08/2025
"Não podemos achar que sabemos tudo, a vaidade trava o crescimento", a mentalidade da construção de grandes negócios em palco com Camila Farani
A mentalidade define um negócio. Seu objetivo, estratégias e trajetória. Mas quais os desafios e decisões que transformam o início de um projeto em um grande empreendimento? Esse foi o tema da palestra "De startup a BigTech", realizada nesta sexta-feira, 15 de agosto, no palco do Conecta Varejo, no último dia do Rio Innovation Week. Com participações de Camila Farani, maior investidora anjo mulher da América Latina, Anderson Chamon, cofundador e vice-presidente executivo de Novos Negócios do PicPay, e Cristina Palmaka, conselheira da Vivo, Eurofarma e C&A, o debate foi repleto de insights e, principalmente, de muito incentivo à inspiração para arriscar e se destacar no mercado, entendendo como grandes empresas nascem, crescem e se mantêm relevantes em um mercado em constante transformação. Criando ecossistemas, acima de negócios Negócios se constroem com várias mãos, assim como nosso setor é erguido com o braço da indústria, por exemplo. Portanto, é importante manter um olhar sempre amplo, como destacou Cristina Palmaka: "Eu já trabalhei em grandes companhias. Sempre fui uma empreendedora dentro das empresas. Trabalhei em companhias bacanas, mas para mim, a parte de ecossistema é uma das mais importantes. Primeiro, porque nenhuma empresa faz nada sozinha. Mesmo as grandes companhias, ao criarem seus produtos, precisam de um ecossistema. Esse aprendizado, de ter uma mente aberta para entender que o seu ecossistema pode vir de parceiros, investidores, depende da sua localização geográfica, mas é essencial. Por exemplo, concorrentes. Em alguns momentos, tivemos concorrentes que faziam parte do nosso ecossistema. Em outras situações, competíamos diretamente com eles. Então, é fundamental ter essa visão aberta: entender onde sou bom, o que preciso do ecossistema como complemento e como criar isso de forma que seja um ganha-ganha. Tem que ser assim para a empresa que está conduzindo e também para o ecossistema. Já ouvi muita gente dizer: 'Vamos montar um ecossistema para tornar tudo mais barato, mais acessível'. Porém, se a matemática não fecha para todos os envolvidos no processo, não funciona". "É importante enxergar todo o ecossistema se retroalimenta. Por exemplo, no ecossistema de startups, quando fazemos um recorte com tecnologia, o que você tem? Você tem os empreendedores, mas os empreendedores não vivem sem os investidores, que, no fim do dia, precisam das aceleradoras, que por sua vez precisam das incubadoras, que dependem do setor público, que dependem do setor privado. Então, é cada vez mais importante entender que você não está sozinho. E buscar, cada vez mais, fortalecer o seu ecossistema, o ecossistema dos seus negócios", frisou Camila Farani. Anderson Chamon também pontuou: "Eu acho que, quando você constrói um produto, uma plataforma sobre a qual novos negócios podem surgir, é aí que você realmente tem um ecossistema. Ou seja, negócios sendo criados por pessoas que vendem para outras empresas em cima do seu produto. E temos vários exemplos. O TikTok é um deles, o Google também. O PicPay nasceu com esse viés. Sempre pensamos assim. Desde o início, experimentamos muita coisa diferente. Essa é a filosofia de um ecossistema". O início da escalada: defina seu mercado e foque em pessoas Oferecendo diversos insights sobre a caminhada de preparar e alavancar negócios, o cofundador e vice-presidente executivo de Novos Negócios do PicPay alertou: "O primeiro passo depende do contexto de cada um, mas existe muita dor quando você escala. Primeiro, é preciso encontrar o product-market fit: o que estamos vendendo? Qual é o nosso produto? Qual é a proposta de valor que estamos oferecendo? Essa fase, no Picpay, foi muito demorada. Levamos muito tempo para encontrar, de fato, o nosso product-market fit. E, como consequência disso, a busca por ele foi constante. É muito diferente construir um negócio que ainda não existe, em comparação com criar algo que já tem um modelo mental estabelecido. Quando você cria algo novo, precisa tomar cuidado para não tentar abraçar o mundo. É preciso focar em características específicas. Primeiro, construir um produto que as pessoas queiram usar. Segundo momento, reter. Depois, foco em receita". "Grandes corporações também precisam fazer market-fit. Porque isso muda, o consumidor muda, os concorrentes mudam. E todo mundo quer crescer, escalar, todos estão tentando encontrar qual é o próximo salto, qual é a próxima grande oportunidade. E, algumas vezes, as grandes companhias ficam esperando, achando que estão seguras, que têm um nome forte, mas elas também podem desaparecer. Acho que manter-se sempre atento ao 'lobo' é fundamental. Se não estiverem, as empresas quebram e somem. Temos vários exemplos por aí, empresas que pareciam intocáveis e desapareceram. Por isso, é essencial pensar nisso como parte do DNA da empresa. E desde o dia um", ressaltou Cristina Palmaka. Camila Farani concluiu: "A ordem é essa: primeiro as pessoas, depois o produto e a tecnologia, e em terceiro lugar observar as culturas, porque culturas diferentes, significam comportamentos de consumo e mentalidades diferentes. Então vejam, estamos falando de prioridades. É preciso olhar para si. De uma forma que seja efetiva, de uma forma que você consiga sentir". Lidar com a frustração: controle suas expectativas, aprenda com erros e tenha humildade Anderson Chamon expôs a necessidade de estar constantemente atento a não se frustar com as próprias expectativas de seu negócio: "Primeiro, isso é o tempo inteiro. Na minha vida, a frustração só vai mudando de patamar. É quase como um videogame. Na primeira fase, o chefe é mais fácil, você vence. Depois vai passando de fase, e os desafios vão ficando mais difíceis. Hoje, as fases são bem mais complexas, mas as frustrações continuam muito parecidas. Como eu lido com isso? Geralmente, quando tenho uma frustração muito grande, algo que eu queria muito fazer, com uma expectativa alta, eu percebo que isso vale para tudo na vida. Na minha opinião, frustração e expectativa são irmãs. A mãe da frustração é a expectativa. Ou seja, quanto mais distante a realidade estiver da minha expectativa, maior será a frustração quando ela bater à porta. Então, na minha vida, eu aprendi a manter minhas expectativas lá embaixo. Nos negócios, levo isso comigo. Várias vezes me peguei frustrado e pensei: 'Minha expectativa estava errada'. Então eu ajusto. Quando levo uma pancada e caio no chão, minha tendência é juntar os cacos, esperar passar, e depois voltar. Eu sempre volto. Sempre penso: 'Como é que eu faço diferente para alcançar aquele objetivo?'. Se algo deu errado, eu busco uma nova forma de chegar lá. Desistir é muito raro para mim. Esqueço a frustração e foco na solução". "Sobre pressão, porque não é só a frustração, tem a pressão também, é até engraçado. A gente vai se acostumando com ela e vai melhorando. Eu brinco que, se pegassem o eu de 2002 e o teletransportassem para hoje, ele não aguentaria. Ao longo da minha jornada, fui aprendendo a lidar com a pressão e com os desafios. Tenho uma analogia que uso bastante: o 'teto'. Às vezes você chega num ponto e pensa: 'Dei teto. Cheguei no meu limite. Não sei o que fazer. Quem me ajuda? Como resolvo isso?'. Mas, com o tempo, você aprende, supera, e percebe que o seu teto aumentou. Você consegue ir mais longe, liderar melhor, tomar decisões melhores", prosseguiu o o cofundador e vice-presidente executivo de Novos Negócios do PicPay. Anderson Chamon finalizou com uma lição pessoal: "Por exemplo: hoje eu lidero pessoas muito mais sérias do que eu. Em outros tempos, eu não saberia como lidar com isso. Mas aprendi. E meu teto aumentou. Hoje eu aguento uma pressão muito maior do que antes. Isso é fruto de um aprendizado contínuo. E acho que tem uma coisa essencial para esse processo acontecer: humildade. Não podemos achar que sabemos tudo. Se eu acredito que já sei tudo, perco a chance de aprender. Isso, para mim, é vaidade. E a vaidade trava o crescimento. Sempre procurei me desprender disso. Um exemplo prático: em 2018, eu era CEO do PicPay. Quando fui para São Paulo, comecei a contactar pessoas e trouxe alguns de Vitória comigo. Naquele momento, eu comecei a perceber e falar pro time: "Talvez o CEO não deva ser eu". A verdade é que eu criei um negócio tão grande, que se eu me candidatasse à vaga de CEO da empresa hoje, eu não seria contratado. Eu só estou aqui porque fui o cara que criou. Mas eu era um teto para empresa. Reconhecer isso foi doloroso. Foi um processo interno difícil. Mas entendi que precisava trazer alguém do mercado, alguém com mais preparo para esse momento. E foi o que eu fiz, no início de 2019. Trouxemos o primeiro CEO externo, e hoje temos um CEO de mercado. Estou super feliz com isso. Aprendo absurdamente com ele. Ele me ajuda demais". Encerrando o painel Cristina Palmaka salientou: "Temos que aceitar que nunca estamos totalmente preparados. Nunca estamos 100% prontos, sempre vai existir alguém bacana, melhor em algo, que pode nos complementar. Eu sempre fui boa em montar 'xadrez de pessoas', como costumam dizer. Gente que me complementa justamente nas partes em que eu tenho alguma debilidade, ou que pode me desafiar. Eu gosto de conversar com quem me desafia. Acho importante respeitar o fato de que nunca vamos saber tudo e, para mim, essa é a parte mais legal. Fico em paz em saber que não sei tudo e que posso continuar aprendendo. Inclusive, hoje aqui, aprendi muito. Quando nos permitimos esse espaço, realmente aprendemos, sem mascarar, sem medo. Não saber não é fraqueza. Não saber não é ter medo. É olhar para situação, correr atrás de alternativas e, de verdade, buscar aprendizado para ir ao próximo nível. Para mim, isso traz habilidade, traz flexibilidade, competências que eu aprendi a desenvolver bem ao longo do tempo".
15/08/2025
Atualidades
Como o varejo supermercadista pode vender mais com o TikTok?
A força das redes sociais — especialmente dos vídeos curtos — na construção de uma nova jornada de consumo foi o tema da palestra “Vendas | Do entretenimento à compra: O consumidor em movimento nas plataformas digitais”, realizada no palco do Conecta Varejo, no último dia do Rio Innovation Week. O encontro reuniu Monique Lima, CEO e cofundadora da Mimo Live Sales; Silvia Belluzzo, diretora de marketing SMB América Latina do TikTok; em um bate-papo mediado por Daniela Graciar, CEO da Aladas. O ponto central da conversa foi: unir entretenimento, conexão e conversão, uma das estratégias mais poderosas para engajar clientes e impulsionar vendas. E, o varejo supermercadista tem muito espaço para explorar esse potencial. Afinal, um levantamento da FGV, em parceria com a Hotmart, apontou que a criação de conteúdo digital cresceu 30%, em 2024. TikTok como ecossistema de vendas Silvia Belluzzo destacou que o TikTok deixou de ser apenas uma plataforma de entretenimento para se tornar um verdadeiro ecossistema de negócios. Segundo a executiva, na plataforma, a jornada do consumidor poderá ocorrer de ponta a ponta dentro do aplicativo: da descoberta do produto à entrega na casa do cliente, incluindo pagamento, logística e suporte. “O formato de vídeo curto é único para cada usuário, o que garante uma experiência personalizada. Essa segmentação refinada é um diferencial para transformar atenção em conversão”, disse Silvia. Por que o brasileiro ama comprar ao vivo? Segundo Monique Lima, o Brasil já é o segundo maior mercado de live commerce do mundo, atrás apenas da China. Mais de 90% dos brasileiros compram online e metade prefere ter contato com vídeos antes de fechar uma compra. “Não basta foto bonita e descrição técnica. O consumidor quer ver o produto no uso real, na casa de alguém, com luz natural. Ele quer interação e autenticidade”, explica Monique. Silvia complementa: “O brasileiro não entra na live apenas para comprar. Ele quer conversar, ser chamado pelo nome, dar dicas e fazer parte da experiência. É um comportamento que humaniza a relação no digital”. Lições para o varejo supermercadista O formato já está consolidado em segmentos como moda, beleza e tecnologia, mas os supermercados também podem usar a força dos creators e das lives para aumentar vendas. Produtos frescos, lançamentos de marcas, receitas ao vivo e demonstrações de preparo podem gerar desejo imediato e facilitar a conversão. De acordo com ambas as palestrantes, "a chave está em vender como as pessoas querem comprar: de forma visual, interativa e integrada ao ambiente digital que elas já frequentam." O papel dos influenciadores Silvia reforçou que trabalhar com creators — de grandes nomes a microinfluenciadores — amplia alcance e credibilidade. “O importante é deixar o criador se conectar com sua comunidade do jeito dele. Essa autenticidade é o que gera confiança e venda”, afirma. Um exemplo, segundo Monique é a marca de luxo Loewe, que permitiu que criadores contassem sua história de forma livre, gerando conteúdos criativos e engajamento espontâneo. Portanto, no varejo supermercadista, a mesma lógica pode ser aplicada: dar liberdade para influenciadores apresentarem produtos de forma verdadeira, sem roteiro engessado. O futuro é vender enquanto entretém Para o varejo supermercadista, o recado é claro: não basta apenas expor produtos; é preciso contar histórias e criar conexões. Lives, vídeos curtos e integração com plataformas de compra direta podem transformar a experiência de consumo e até aumentar o ticket médio. "Na China, existem locais de venda onde as lives acontecem 24 horas por dia", exemplifica Silvia Belluzzo. "Vamos chegar nesse ponto, mas já podemos explorar o que temos, como gravar diretamente na loja, mesmo que com áudio ambiente. Feito é melhor que perfeito", acrescenta Monique Lima. Como já apontamos na edição de junho da Revista Super Negócios (https://asserj.com.br/portfolio-items/edicao-71a-edicao-junho-2025/), o consumidor de hoje busca conveniência, informação e emoção na mesma experiência — e quem souber entregar tudo isso estará um passo à frente.
15/08/2025
"Quando falamos de gerações, é preciso lembrar que estamos falando de pessoas", como criar vínculos com públicos diversos
Na sequência do último dia do Conecta Varejo, uma provocação: você já se perguntou que idade tem a sua ideia? Como criar vínculos fortes no consumo? Essas indagações são essenciais para romper barreiras e criar formas eficazes de diálogo com públicos diversos e fidelizar clientes. Como construir pontes e comunicar com empatia e relevância? Para tentar analisar as questões relacionadas ao tema, Iza Dezon, CEO da DEZON, Andrea Bisker, co-CEO do Clube Aladas, e Mariana Fonseca, CEO da Mariposa, subiram ao palco para a apresentação: "Que idade tem a sua ideia? Como romper com rótulos geracionais e criar conexões verdadeiras?". Andrea Bisker, co-CEO do Clube Aladas e mediadora do debate, abriu a palestra destacando a quantidade diversa de gerações existentes no mesmo período de tempo: Quantas gerações temos convivendo hoje? São sete. Mas quais as diferenças entre elas? Temos quem está nascendo agora, que são os Betas. Depois, vêm os Alphas, nascidos a partir de 2010. Temos a Geração Z, que é aquela em que todo mundo está interessado — a geração dos 20 e poucos anos. Tem os Millennials, que têm entre trinta e quarenta e poucos anos. Eles sonhavam em solucionar o mundo, pois não tinham a preocupação de pagar as contas no final do mês, mas, hoje, essa preocupação chegou. Temos a Geração X, que é a minha, de 1965 até os anos 80, a super "Geração Sanduíche", que cuida dos pais e dos filhos. É essa geração que está repensando e revolucionando o que significa amadurecer. Junto com os Boomers, que são a sexta geração. Os Boomers, nascidos antes de 1965, também estão reinventando o que significa amadurecer, porque estamos vivendo muito mais. E temos ainda os filhos dos que têm entre 80 e 100 anos. Ou seja: são sete gerações convivendo ao mesmo tempo. Há muitos estudos que se perguntam: ainda faz sentido pensar em projetos, briefings e comunicações separando essas gerações? Para mim, faz sentido, mas somente se analisarmos todas as variáveis, porque é algo muito complexo. Quando colocamos todo mundo 'no mesmo saco', digamos assim, corremos o risco de perder nuances importantes. Mas o mais importante de tudo, quando falamos sobre gerações, é lembrar que estamos falando de pessoas. E muitas vezes nos esquecemos disso e, com isso, acabamos errando e perdendo grandes oportunidades". Comunique com atenção, não rotule Iza Dezon, CEO da DEZON, alertou sobre os riscos de se apegar a estereótipos geracionais, que podem comprometer estratégias: "As gerações são convenientes, mas não suficientes. Elas marcam uma ideia que, muitas vezes, pode nos confinar. Existem cinco temas estruturantes que conectam as pessoas. Todo mundo aqui busca expressar identidade. Todo mundo, principalmente nesse momento do mundo, busca bem-estar. Tem gente virando de ponta-cabeça, tomando 'shot' de tomate, suco, ficando em jejum, raspando a língua... eu sei que parece loucura, mas todos buscamos bem-estar. Também buscamos crescimento, evolução não tem idade. Temos também os laços afetivos, sejam amorosos, de amizade ou emocionais. Todo mundo busca isso. E pertencimento, comunidade. Isso confirma que estamos indo além do consumo, estamos falando de desejos e estímulos pessoais. A partir daí, claro, podem existir traduções e expressões específicas para certos momentos da vida. Não temos conclusões fechadas, só abrimos várias outras". "Tecnologia e longevidade, saúde e wellness, porque está tudo ficando na mesma caixa. Antes, parecia estranho a ideia de que viveríamos mais. Existia uma visão de que aos 65 anos a pessoa se aposentava, ia para a praia, e acabou o mundo. Mas essa não é mais a realidade, e já não é há muito tempo. Vivemos em um país que já é bastante envelhecido, considerando os padrões de países em desenvolvimento. Temos mais avós do que netos neste país e as pessoas não sabem disso, não falam sobre isso. E a tecnologia também está puxando essa pauta de forma muito intensa. Se você ainda tem dúvidas de que poderá viver muito mais, diminua essas dúvidas, porque, potencialmente, vamos viver muito mais do que imaginamos. E os signos da vida estão mudando muito", ressaltou Mariana Fonseca, CEO da Mariposa. Mariana Fonseca ainda frisou: "Quando comecei a pesquisar sobre o tema, tomei vários sustos vindos do mercado. Porque, quando tentávamos fazer estudos, não existiam dados sobre quem é o público consumidor 60+ no Brasil. Quem consome? O que consome? E aí descobrimos uma caixinha gigantesca: todo mundo acima de 55 anos era jogado dentro de uma única categoria. Não tinha pesquisa, não existiam dados. As pesquisas iam até os 40 anos, porque o mercado não considerava o restante interessante. E estamos falando de uma geração que tem muito dinheiro. Então, por um incômodo técnico, mas também um incômodo real de mercado, percebemos que essa é uma população com dinheiro, com demandas, e que ninguém enxerga. Foi daí que decidimos fazer o primeiro estudo nacional, que é o Tsunami 60+. Rodamos a primeira edição em 2019, e tomamos um susto com o envelhecimento do país, com o poder aquisitivo e de consumo da faixa dos 50+, que não era endereçada por marcas, por empresas. Sem falar nos desafios sociais que vêm junto. Porque o Brasil é o primeiro país, entre os que estão envelhecendo em curva exponencial, que vai envelhecer sendo um país pobre. Não é como o Japão ou os países europeus, que envelheceram sendo desenvolvidos. Nós somos um país pobre que vai envelhecer". O que antes era um olhar geracional, hoje é uma questão de hábito A CEO da Mariposa expôs: "Na prática, por exemplo, o mercado de tecnologia se surpreende muito com o não padrão das gerações no uso da tecnologia. Eu sempre digo que toda tecnologia que você cria só faz sentido depois que o usuário decide o sentido que quer dar a ela. Muita gente já errou achando que estava trabalhando com um target, com uma geração e, na prática, não estava. O TikTok é o maior case que temos hoje. Você vê grandes influenciadores na plataforma, desde os super jovens até influenciadores 60+. E o TikTok não foi pensado, necessariamente, para esse público. Com certeza, não era essa a expectativa, mas essa pessoa está lá e está usando o TikTok ativamente. Então, no olhar da tecnologia, tudo isso é bem transversal. Claro, existe uma fase de letramento, muitas gerações passaram ou ainda estão passando, e isso foi um baque para muita gente. Ainda tem muita gente fora desse mercado, mas, no fim, o que conta é o tempo de vida, o estilo de vida, o que a ferramenta traz ou proporciona. Por isso, acho difícil olhar só por gerações quando falamos de tecnologia. Porém, a gente já tomou muito susto até nas coisas mais básicas". "A longevidade mudou a forma como olhamos para o envelhecimento. Envelhecer era uma preocupação. Mas, quando falamos de longevidade, a preocupação é estar bem no longo prazo, e não só o bem-estar do agora, deste momento. As pessoas começam a se preocupar com isso a partir dos 20 anos. Ou seja, começamos a olhar para a longevidade com outra perspectiva. Isso muda completamente aquela ideia de que o envelhecimento era um assunto só para quem já está envelhecendo. Mas não dá pra negar que a Geração Z, por ter nascido já imersa na internet, por mais discada que ela tenha sido, por ser nativa digital, tem um outro nível de exposição. Então, tem algumas distinções que são importantes para colocarmos todo mundo na mesma página", pontuou Andrea Bisker. Iza Dezon concluiu: "Quem viveu os anos 80 e 90 lembra. As campanhas tinham que ter todas as idades, todas as etnias, todas as expressões de gênero, tudo. Cada campanha era um casting dificílimo e ninguém tomava partido. Acho super legal fazer campanhas diversas, plurais, mas também dá pra tomar uma posição. Coloca, sim, uma mulher mais velha. Coloca uma mulher fora de algum padrão e assim por diante. Então, pra mim, essa primeira tentativa de 'vamos representar todo mundo' não vai funcionar. Porque não dá para representar todo mundo. Por isso, quando olhamos para como a marca quer se posicionar, ela precisa escolher. No nosso estudo, identificamos isso claramente: as cinco marcas mais votadas por todas as gerações correspondiam diretamente aos cinco temas estruturantes que havíamos mapeado: bem-estar; identidade; crescimento; laços afetivos; e comunidade. Quando olhamos para essas marcas, vemos que cada uma tem um desses valores como espinha dorsal. E, a partir disso, encontra muitas maneiras de expressar esse único valor, adaptando conforme as gerações". Conclusão? Estude seu público e comunique comportamentos A CEO da DEZON retificou o alerta inicial da palestra, não foque em rótulos geracionais, mas em hábitos dos consumidores: "Vivemos num mundo em que todo mundo quer abraçar tudo. Se eu apresento cinco tendências, a marca já pergunta: 'Como eu abraço as cinco?' E eu digo: não abrace as cinco tendências, assim como não dá pra abraçar os cinco temas estruturantes ao mesmo tempo. Você precisa escolher o que faz sentido para o DNA da sua marca. E essa deve ser uma pergunta estratégica para qualquer decisão de comunicação, marketing ou posicionamento. O mesmo vale para como falamos com as pessoas. Quando adaptamos os discursos, aí sim conseguimos campanhas mais direcionadas para grupos geracionais, faixas etárias, momentos de vida. A idade hoje significa muito menos". "Ainda existe muita confusão. Então, eu gosto de explicar assim: por exemplo, o meu estudo mais conhecido, que se chama 'A Era da Emoção', eu apresentei em 2017. E agora, só agora, estamos falando sobre emoção de forma absolutamente mais democratizada, mais ampla, entendendo, de fato, aquilo que eu estava falando lá atrás. Quem trabalha com tendências precisa ser paciente. Porque muitas vezes a gente senta hoje e fala: 'Isso vai acontecer ao longo dos próximos 10 anos'. Então, é um processo. Mais do que prever, eu gosto de provocar: que as marcas venham com clareza sobre o que elas querem. Quais são as funções que elas desejam cumprir? Onde querem inovar? O que querem transformar no mundo? Qual é a proposta de existência da marca? A partir disso, olhamos para o mercado, para o contexto, para o poder aquisitivo, e entendemos com quem queremos falar. E aí, sim, podemos ser menos guiados por essa necessidade de 'acompanhar uma geração que está correndo na minha frente', prosseguiu Iza Dezon. Mariana Fonseca retificou: "A questão é a personalização, como é que você vai conseguir de fato, com o uso de tecnologia e ferramentas, personalizar as experiências. E não é personalizar de achar uma caixinha e criar um padrão para aquela caixinha. É entender qual é o desejo que existe ali e esse desejo, com base de tecnologia, de poder ajudar a ser personalizado. As vezes, se organiza caixinhas porque é mais fácil fazer leituras, mas é preciso tomar cuidado porque as coisas estão mudando muito. Se apegar a esses estereótipos é arriscado em muitos casos". Por fim, Andrea Bisker deixou uma mensagem: "O ciclo de vida impacta mais no consumo do que a geração. Não importa a geração que estamos, importa a fase de vida que estamos".
15/08/2025
IA no Varejo: especialistas apontam riscos, oportunidades e dicas para começar com segurança
No último dia do Rio Innovation Week, o palco Conecta Varejo recebeu a palestra “Futuro Conectado: Inovação, IA e Segurança na Nova Era Digital”, reunindo nomes de peso para debater os desafios e oportunidades da inteligência artificial no ambiente corporativo. O painel contou com Matheus Zeuch, CIO da SAP Labs Latin America; Paulo Pontes, consultor da Petrobras; e Rodrigo Leite, Lead Scientist da Mastercard, com a mediação de Elifas Vargas, coordenador de curadoria do RIW. Logo no início, os especialistas destacaram a importância de tratar com atenção a privacidade e segurança dos dados, peça-chave para qualquer solução baseada em IA. Para Matheus Zeuch, o ponto mais crítico é a confiança nos dados utilizados para treinar e operar os modelos: “Dados são a matéria-prima da inteligência artificial. É preciso garantir que sejam tratados de forma responsável, relevante e segura. Na SAP, trabalhamos há anos com IA e lançamos recentemente o BDC – Instance Data Cloud, pensado justamente para gerenciar dados com confiabilidade.” Paulo Pontes alertou para um risco conceitual: a falta de compreensão sobre o que é IA de fato. “IA é um termo de mercado para técnicas de análise estatística. É preciso consciência sobre onde ela se aplica, entender que os resultados podem variar a cada execução e que existe uma nova camada de gestão de segurança: não basta controlar quem acessa os dados, é preciso controlar como a IA os acessa, para evitar vazamentos.” Já Rodrigo Leite reforçou a necessidade de transparência e rastreabilidade nos sistemas: “O usuário precisa saber em quais momentos pode receber uma resposta imprecisa. Além disso, legislações em andamento vão exigir cada vez mais rastrear cada decisão tomada pelo sistema e explicar como ela foi gerada.” Oportunidades para o varejo O painel também trouxe exemplos práticos do uso da IA no varejo. Paulo Pontes citou sistemas de recomendação, como os da Amazon, que sugerem produtos com base no comportamento de compra: “Hoje, algoritmos conseguem identificar padrões que antes demandariam equipes inteiras de analistas, com custos inviáveis. Isso impacta diretamente o faturamento.” Matheus Zeuch mencionou soluções como previsão de demanda, otimização da cadeia de suprimentos e logística, além de casos premiados, que implantaram precificação inteligente com etiquetas digitais, reduzindo o tempo e o custo para atualizar preços. Rodrigo Leite alertou que, mesmo com ganhos expressivos, é preciso atenção às ambiguidades nas correlações feitas pelos algoritmos, garantindo que as recomendações não gerem riscos para o consumidor. Aspectos legais e arquitetura dos sistemas O debate também abordou a LGPD e legislações futuras específicas para IA, inspiradas no modelo europeu. Pontes destacou que pensar em segurança desde a concepção do produto evita retrabalho e passivos jurídicos. Leite acrescentou que, com direitos como o “direito ao esquecimento”, é necessário desenhar sistemas capazes de excluir ou anonimizar dados de forma efetiva, sem comprometer modelos já treinados. Dicas para quem vai começar a usar IA nos negócios Para quem está iniciando, os especialistas concordam que atualização constante é essencial. “IA muda toda semana. Novos conceitos, produtos e metodologias surgem o tempo todo. É preciso estar pronto para revisar processos e adotar novas ferramentas”, disse Paulo Pontes, citando o exemplo recente do Crew AI, que cria múltiplas IAs para trabalhar de forma colaborativa. Zeuch recomendou buscar parcerias estratégicas com empresas que ofereçam acesso seguro a múltiplos modelos de IA e recursos de teste, como a plataforma BTP da SAP, que integra 35 modelos homologados com camadas de segurança e anonimização de dados. Já Rodrigo Leite ressaltou que, apesar do fácil acesso a tecnologias avançadas, entender os fundamentos técnicos é indispensável: “Ter acesso a uma Ferrari não significa saber dirigir. Sem noções básicas de como os modelos funcionam, aumenta-se o risco de erros e falhas de segurança.” O aprendizado que fica é: devemos nos atualizar sobre o tema, estudar as melhores ferramentas para os negócios e estar sempre atento às opções que surgem no mercado. Afinal, a IA, bem utilizada, traz benefícios incríveis para o varejo e não devemos deixá-la de lado. Pelo contrário, devemos explorar da melhor forma.
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