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Retail Media: "tiro curto não gera receita!". Aprenda como o varejo precisa trabalhar com a indústria
O crescimento das vendas digitais de alimentos é uma realidade não apenas no Brasil, mas em todo o mundo. Dados da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm) mostram que, em 2024, o setor de alimentos e bebidas cresceu 18,4% no varejo online brasileiro, chegando aos R$ 16 bilhões. "Se fosse uma única empresa, o e-commerce de alimentos seria a sétima maior rede supermercadista do país", destaca Marcelo Pimentel, CEO do Grupo Pão de Açúcar (GPA) e membro do Conselho de Administração do GPA. Um case de sucesso para reforçar essa conclusão é do próprio GPA. A rede, que tem mais de 700 lojas físicas e um dos maiores e-commerces do varejo supermercadista do Brasil, viu a participação do digital nas vendas de alimentos atingir 12,2%, totalizando R$ 2,2 bilhões em 2024 (outro detalhe expressivo: perecíveis representaram 35% das vendas). "Quem souber entregar experiências relevantes terá sucesso no engajamento e retenção de clientes", afirma Marcelo Pimentel. Apesar do crescimento do e-commerce, o presidente do GPA reforça que a loja física não perde sua relevância, permanecendo como um elemento estratégico da cadeia de consumo: "Olhar para o momento atual é importante, mas entender como o presente molda o futuro é ainda mais relevante. Pensar a loja física como um ponto que gera encantamento, fortalece a marca e aumenta a aderência do cliente será cada vez mais importante. É nela que mostramos proposta, propósito e posicionamento". A reinvenção das lojas físicas tem um objetivo primordial: transformar cada jornada de compra em uma experiência única. Mais uma vez, o Pão de Açúcar surge como exemplo. O novo conceito de loja Premium da rede, que conta com 12 unidades, exemplifica esse modelo, oferecendo sortimento ampliado de produtos premium, especialistas em perecíveis, vinhos e queijos, e soluções para o dia a dia e ocasiões especiais, como explica Pimentel: "Depois de consolidarmos a volta do Pão de Açúcar, estruturamos a reinvenção do que significa uma loja física em um mundo cada vez mais digital. Isso passa por serviço humanizado e próximo dos consumidores. Trazer emoção, sensações e contato humano é essencial, pois o e-commerce não oferece isso". O CEO do GPA reforça também que apenas quem conhece profundamente hábitos e necessidades dos consumidores terá sucesso nesse modelo: "A reinvenção das lojas físicas com foco em experiências aprimoradas é um caminho de diferenciação. Uma jornada que nasce no consumidor e retorna a ele como oportunidade de ser relevante no seu dia a dia, gerar engajamento e conquistar tempo e atenção. Entregar experiências, engajar e oferecer motivos para que o cliente continue voltando às nossas lojas é o que garante relevância e sucesso no varejo do futuro". Essa estratégia de experiência nas lojas físicas complementa diretamente as iniciativas digitais, reforçando a importância da omnicanalidade na jornada do consumidor, como analisa Marcelo Pimentel: "Para os consumidores, não existe separação de canais. Cada ponto de contato deve contribuir para uma experiência omnicanal integrada". A afirmação é ratificada por um estudo da WD Partners nos Estados Unidos, que apontou que 63% dos consumidores preferem comprar online, mas vão às lojas para atendimento pessoal, experimentação, devoluções e retirada de pedidos online. "Essa é uma clara oportunidade a ser explorada. Com a digitalização, os clientes escolhem ir até o ponto de venda. Quem desenvolve lojas com alto nível de experiência se sobressai e gera resultados superiores", comenta o CEO do GPA. Conecta Varejo: nosso palco já abordou o tema em várias frentes Durante o Conecta Varejo deste ano, nosso palco no Rio Innovation Week, esse tema foi amplamente debatido. "Se o cliente estiver na frente da loja, talvez ele prefira entrar na loja. Se ele estiver em casa sentado no sofá, talvez prefira comprar online", destacou o especialista em varejo Paulo Drago. Ciro Bottini, lendário vendedor do varejo, também afirmou: "Se o cliente é multicanal, o vendedor tem que ser multicanal. No digital, offline, TV, loja, live, tudo se complementa. O importante é falar com o cliente e encantá-lo, agradá-lo, seja qual for o ponto de contato". Já Fábio Amorim, CEO da Pixel Retail, comentou: "Entender quem é o seu cliente e trazer os dados da campanha para a indústria é muito importante. A indústria vê valor nisso, e automaticamente volta para fazer mais campanhas, novas ações. Não é aquele tiro curto, em que você pega a grana e fala: 'legal, já tenho uma nova linha de receita no retail media, e vamos ver como segue'. Isso é um erro. Com esse tiro curto, você vai ter receita uma vez e depois acabou, porque não trabalhou a mídia da forma correta. Não entendeu o público-alvo, não distribuiu a campanha da maneira certa. A indústria olha e pensa: 'não teve um bom resultado, não gerou confiança, o ROI foi baixo'. Resultado? Tiro curto. Por isso é importante entender os dados, trabalhar de forma inteligente, personalizada, segmentada, entender qual é a audiência para distribuir a campanha da maneira correta. É muito legal ver essa diferença de postura, entre a preocupação em 'amarrar o sell-in' e o VIL (Varejo Inteligente Localizado, por exemplo), que traz uma preocupação muito maior, com plano de mix estruturado, com ações que realmente vão melhorar a performance de sell-out daquele produto. A ideia é ter uma campanha de sucesso no final do dia. É uma grande mudança de postura em relação ao modelo tradicional". Vitor Hugo Monteiro, head de digital dos Supermercados Zona Sul, reforçou a importância dos dados na jornada omnicanal: "O ponto chave são os dados. A Amazon é a número 1 mundial por conta disso. Ela trabalha muito bem com os dados que consegue minerar. Então, o nosso site faz um pouquinho disso. Esse é um grande salto, que mostra para a indústria que vale a pena investir. Saímos daquela visão de 'vou colocar um pouco de visibilidade, um banner na home do site e pronto'. Eu sei que se colocar um banner na home do site, vai gerar X milhões de impressões etc. Mas será que é a melhor mídia? Será que é a mídia mais adequada para divulgar aquela campanha? É muito comum, acho que todo mundo aqui já passou por isso, entrar em uma loja para comprar alguma coisa, puxar o celular, fazer uma pesquisa rápida de preço e pensar: 'Não, vou comprar porque o preço está bom, vai ser uma boa compra'. Então, isso também acontece na nossa loja. Na verdade, nós, através da nossa proposta de valor, incentivamos o cliente a acessar o nosso aplicativo dentro da loja, para que ele consiga ativar ofertas e promoções. Isso é um tipo de comunicação com o cliente via mídia. Ali, temos uma oportunidade: dentro da loja física, o cliente está passando com o smartphone em mãos, acessando o aplicativo da rede. Ele pode receber um preço personalizado. Além disso, existem outros pontos de contato com o cliente dentro da loja física, como a exposição em painéis de LED, como os que temos com a Pulse, por exemplo. Então, o cliente, em sua jornada de compra, já entra com intenção de comprar. Olha que interessante: o cliente já está propenso à compra. É muito mais fácil gerar conversão quando você fala com esse cliente no momento certo. Hoje, realmente, cerca de 90% da nossa renda vem do físico, mas o online é uma ferramenta superpoderosa para trabalhar essa conversão. Ou seja, conseguimos trabalhar o funil completo. Então é preciso trabalhar a omnicanalidade. O varejo supermercadista é um espaço democrático. Então, não tem como não olhar para isso e pensar: eu tenho a população brasileira inteira no mercado em algum momento. Então, eu tenho que potencializar isso. Como fazer o supermercado virar, de fato, um foco de mídia, de conversão? É totalmente possível. Temos que ter investimento em tecnologia, para trabalharmos mais rápido na distribuição das campanhas nos pontos de visibilidade. Mudar a cultura do varejista, para entender que isso sim é uma coisa muito importante, que tem que ser vista. Quem não trabalhar com isso, fecha a porta". Case prático supermercadista-indústria: Frango Orgânico Seara e o e-commerce do Zona Sul Um exemplo prático de omnicanalidade é o case Frango Orgânico Seara no e-commerce do Zona Sul, desenvolvido para introduzir a linha de produtos orgânicos com plano de comunicação completo, incluindo banners na home e na busca, notificações via push, e-mail marketing promocional e brindes exclusivos. Desde o início da ação, houve crescimento médio de 42% no volume comercializado, abrindo caminho para a expansão da linha também nas lojas físicas, como explica Juliana Hisae, gerente nacional de Trade Marketing da Seara: "Nós tínhamos o desafio de alavancar a nossa linha de frango orgânico. E, nesse caso, não tinha um plano 360. Então precisávamos mesmo fazer toda a comunicação dentro do varejo. Dentro desse contexto, contamos com um super parceiro, o Zona Sul, para explorar todos os pontos de contato no e-commerce. Porque, qual era o nosso desafio que traçamos junto com o time do Zona Sul? Vamos primeiro começar pelo e-commerce, e depois, com base nos resultados, distribuir para as lojas físicas. Só que, para distribuir para as lojas físicas, precisávamos estabelecer um target de sell-out. Com isso, construímos todo um plano de comunicação. O que inovava nesse plano de comunicação? Bom, claro que tinha o banner na home, mas além disso, usamos banner de busca, frete grátis, e também fizemos CRM com base segmentada. Ou seja, fomos diretamente aos consumidores que realmente consomem a linha de frango orgânico. Óbvio, começamos com uma comunicação institucional, depois trabalhamos com algum percentual de desconto, e também fizemos brindes promocionais". Vitor Hugo complementou: "Foi isso que fizemos nessa campanha e é o que sempre fazemos com as indústrias. A gente entende o propósito do produto, quem é o público-alvo. Temos uma base de dados muito bem identificada. Conseguimos entender o perfil de consumo e trabalhar esse público de forma direcionada. Não vamos falar, por exemplo, com um cliente vegano oferecendo promoção de carne. Entender quem é o seu cliente e levar os dados da campanha para a indústria é fundamental. A indústria vê valor nisso, e automaticamente volta para fazer mais campanhas. Não pode ser aquele tiro curto em que você pensa: 'Legal, vou pegar essa verba aqui, já tenho uma nova linha de receita no retail media, e vamos ver no que dá'. Porque, nesse modelo, você vai ter aquela receita só uma vez, e depois... acabou. Por quê? Porque não trabalhou a mídia da forma correta. Não entendeu o público-alvo. Não distribuiu a campanha do jeito certo. A indústria, então, olha e diz: 'Cara, não teve um bom resultado, o ROI foi baixo, não deu confiança...'. E aí vira um tiro curto. Por isso é importante entender os dados, trabalhar de forma inteligente, personalizada, segmentada. Entender qual é a audiência, para distribuir a campanha da maneira correta. Como eu disse antes: o dado é o ouro da felicidade no varejo moderno". Juliana Hisae prosseguiu: "Quando olhamos a curva de desempenho desde o início do projeto, vemos claramente o ponto em que atingimos o nosso target para abrir as lojas físicas, que foi entre abril e maio. Esse crescimento foi praticamente o dobro do volume de consumidores. Esse é o resultado de quando fazemos ações casadas, quando fechamos um plano completo de comunicação e ativamos o consumidor 'na veia', vamos dizer assim. Sempre tivemos apoio com relação aos dados, o reporte de dados sempre esteve presente. Fazíamos reuniões justamente para identificar oportunidades. Isso é muito interessante porque o grande desafio da indústria é justamente conseguir mostrar valor e fugir dos planos 'automáticos'. O que falta para a indústria é mais proximidade, mais contato com os dados que o varejista enxerga dentro da base de consumidores dele. Porque, quando eu falo da minha linha de frango orgânico, estou falando de um público muito específico. São consumidores que já vêm pautados, já sabem que querem aquele tipo de produto. Quando colocamos essa linha em um 'mar' de produtos in natura, ou até dentro da própria categoria de frangos, o frango orgânico acaba ficando muito pequeno, se perdendo. Mas, a partir do momento em que temos dados para entender, conseguimos ampliar bastante o investimento da indústria junto ao varejo. Muitos dos consumidores vão no varejo para buscar informação, porque não é sempre que a gente consegue fazer o aporte de mídia para todas as linhas. Então é dentro do varejo que o shopper vai entender o produto". "Essa ação foi um marco importante para a consolidação da nossa linha. Como marca número um em Frangos Orgânicos e referência em inovação e qualidade no setor alimentício, buscamos constantemente parcerias estratégicas que ampliem o acesso a produtos mais sustentáveis. Quando indústria e varejo atuam de forma integrada, com objetivos alinhados e execução consistente, os resultados aparecem. Conseguimos não só impulsionar as vendas no e-commerce, como também ampliar nossa presença nas lojas físicas, reforçando nosso compromisso com a excelência e com o consumidor", concluiu a gerente nacional de Trade Marketing da Seara. Retail media: usando dados na omnicanalidade Estudos mostram que a probabilidade de compra aumenta à medida que o consumidor é impactado por mais canais de venda. Um levantamento da Impulso, braço de retail media da RD Saúde, revelou que a taxa de conversão é 15 vezes maior entre consumidores impactados por cinco ou mais canais em relação a apenas um. Audiências impactadas por três canais aumentam a conversão em quatro vezes, e estratégias full funnel podem ampliar em até 36% a conquista de novos clientes. A CEO da Impulso, Fabiana Manfredi, enfatiza: "Compreender o comportamento da audiência em múltiplos canais de venda é essencial para oferecer experiências mais relevantes. O modelo full funnel permite uma atuação integrada e personalizada, especialmente no ponto de venda, local estratégico para a taxa de conversão". João Appolinário, fundador da Polishop, resumiu bem a questão em sua palestra na Plenária do Rio Innovation Week deste ano: "Multicanal é vender em vários canais. Ominichannel é a mesma coisa, porém, ele tem que ter sempre os mesmos produtos, os mesmos preços, um alinhamento, porque aí você não cria correntes entre seu próprio negócio. Se você tiver um preço diferente, que é muito comum, diferente no e-commerce, na loja física, e então você tem uma concorrência com você mesmo. O Omnichannel, o verdadeiro, é quando você tem um alinhamento dos preços, produtos e ofertas. Ou seja, tudo tem que ser o mesmo, porque seu cliente estará tomando apenas a decisão de qual canal ele quer comprar, do que é mais confortável naquele momento. O cliente que vai resolver e não vai ser prejudicado pagando um pouco mais caro porque ele foi em um determinado canal. Isso não faz sentido. O consumidor não vê sentido nisso. Se coloque no papel do seu consumidor, porque você também é". O cenário atual do varejo supermercadista mostra que investir em experiência, dados e integração de canais não é apenas uma vantagem competitiva, mas uma exigência para se manter relevante e engajar clientes no futuro. Porém, para estratégias assertivas e com real impacto em vendas é fundamental andar de braços dados com a indústria parceira.
15/09/2025
O que o Futebol Americano tem a ver com o seu supermercado?
O futebol americano vem conquistando cada vez mais espaço no Brasil, especialmente após a emocionante partida entre o Kansas City Chiefs e o Los Angeles Chargers, realizada em São Paulo, no início de setembro. Mas você sabia que o Brasil é considerado pela National Football League (NFL) um dos principais mercados para captação de novos fãs e geração de receitas? E essa tendência não é só esportiva: ela representa oportunidades reais para o varejo supermercadista. Promoções temáticas, kits especiais, experiências de consumo durante os jogos e ações de marketing alinhadas ao campeonato podem atrair novos clientes, aumentar o ticket médio e fortalecer a relação com o público. Ou seja, o futebol americano não está apenas nos campos — ele também pode entrar nas gôndolas do seu supermercado. Ivan Martinho, professor de marketing esportivo pela ESPM, explica que o crescimento do futebol americano no Brasil abre oportunidades únicas para redes supermercadistas. "A NFL não é apenas um espetáculo esportivo, mas também uma plataforma para engajar consumidores, criar promoções temáticas e aumentar o ticket médio com experiências alinhadas aos grandes jogos", explica. De olho nesse nicho, a patrocinadora oficial da NFL, Perdigão Na Brasa, criou para os fãs da liga uma edição limitada de embalagens. A iniciativa apresenta embalagens comemorativas de produtos com a identidade de times da liga, visando uma conexão maior com os torcedores e destacando a sinergia de seus produtos com ocasiões de torcida. São 8 embalagens especiais para a linha, disponíveis a partir de setembro nos principais pontos de venda do país. Para o lançamento, a marca realizou a seleção a partir de um cruzamento entre a base de fãs da NFL no Brasil e a popularidade das franquias, chegando aos oito times com as maiores torcidas no país: Buffalo Bills, Dallas Cowboys, Green Bay Packers, Kansas City Chiefs, Philadelphia Eagles, Pittsburgh Steelers, San Francisco 49ers e Seattle Seahawks. “O Brasil hoje representa a segunda maior base internacional de fãs da NFL, com mais de 40 milhões de brasileiros apaixonados pelo esporte. Entre eles, 67% têm uma percepção mais positiva das marcas que investem nesse universo e 64% demonstram maior disposição para consumir produtos e serviços de patrocinadores. É nesse cenário estratégico que lançamos as novas embalagens de Perdigão Na Brasa em parceria com a NFL no Brasil, uma iniciativa que nasce da escuta ativa do público e apresenta uma curadoria de produtos com identidade renovada, promovendo uma conexão genuína com os consumidores”, afirma Marina Secaf, gerente executiva de Marketing da Perdigão. NFL em São Paulo domina redes sociais - Dados do Comscore Social revelam que o evento gerou 78 milhões de visualizações de vídeos e 6,1 milhões de ações (reações, comentários, compartilhamentos e curtidas) nas plataformas Facebook, Instagram, X e TikTok. O TikTok foi a plataforma que mais concentrou interações, respondendo por 52% do total, seguido pelo Instagram, com 45%. Facebook e X tiveram participação minoritária. Perfis brasileiros foram os grandes protagonistas: 6 dos 10 posts mais engajados foram em português. O canal CazéTV liderou a audiência no YouTube, com 9,5 milhões de visualizações na transmissão do jogo completo. "Os números reforçam o crescimento do interesse pelo futebol americano no Brasil e o poder de influência de criadores de conteúdo locais para impulsionar o engajamento de grandes eventos esportivos", analisa Rafael Goes, especialista de marketing da Comscore.
15/09/2025
Do café da manhã ao jantar: como ampliar as ocasiões de consumo do panetone?
A categoria de biscoitos, massas, pães industrializados e bolos, avançou no primeiro semestre deste ano. Segundo dados divulgados pela Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães Industrializados (Abimapi), com informações fornecidas pela NielsenIQ, o setor apresentou crescimento de 3,9% na comparação com o mesmo período de 2024, somando um faturamento de R$ 33,8 bilhões. Dentre inúmeros fatores responsáveis pela alta, a diversificação de opções no sortimento chama a atenção, como explica Claudio Zanão, presidente executivo da Abimapi: “Outro fator interessante é que as marcas menores e com preços mais competitivos ganharam espaço e giro em todas as categorias, apesar das líderes se manterem no topo”. Bolo: principal destaque De acordo com os dados, a categoria de bolos foi a principal responsável por puxar o crescimento da cesta, com alta de 8,3% em volume vendido (32,6 mil toneladas comercializadas), totalizando R$ 1,4 bilhão em faturamento. Pães industrializados: alta reforça preferência pelo consumo em domicílio A subida de 3,5% em volume (com 400 mil toneladas negociadas) e de 7,8% em faturamento (somando R$ 8,3 bilhões) na categoria de pães industrializados não demonstra apenas a elevação do setor, mas também a ratificação de um comportamento do consumidor já apontado pela ASSERJ: a preferência pelo consumo em domicílio (CLIQUE AQUI E SAIBA MAIS). Essa constatação se confirma, por exemplo, com os aumentos do volume de vendas de pães de hambúrguer (1,3%) e hot dog (0,4%), como salienta Zanão: “Os dados refletem o comportamento dos consumidores que preferem fazer as refeições em casa a preços mais acessíveis”. "O desempenho positivo no primeiro semestre mostra a força do consumo dentro do lar. Esse movimento, refletido no crescimento de categorias como pães, bolos e massas, reforça a importância do supermercadista se preparar para atender um consumidor cada vez mais atento a preço, variedade e conveniência", ratifica Fábio Queiróz, presidente da ASSERJ. Massas alimentícias: confirmação do “estilo caseiro” A conclusão da preferência na busca pelo consumo no lar é reforçada também pelo avanço de 4,2% das massas alimentícias, responsáveis por movimentar R$ 7,7 bilhões (654,2 mil toneladas consumidas). Biscoitos: opção ao chocolate A categoria de biscoitos teve alta de 1,1% em faturamento (R$ 16,4 bilhões vendidos, com 728,5 mil toneladas consumidas). Esse movimento, está relacionado à subida da categoria de chocolates, fazendo com que o consumidor procure alternativas para lidar com os preços, como analisa Claudio Fernando Czarnobai, chefe de Pequenas e Médias Empresas para a América Latina da NielsenIQ: “Cobertos e cookies cresceram, mostrando que o consumidor busca prazer e qualidade a um preço mais acessível. É possível relacionar que um dos fatores que impulsionaram a venda de biscoitos foi o aumento do preço dos chocolates nas gôndolas. O consumidor age racionalmente e encontra nos biscoitos uma possibilidade de substituição”. Mas o que esses dados representam para o Natal? O crescimento da categoria de biscoitos, massas, pães industrializados e bolos no primeiro semestre de 2025 aponta um horizonte de expectativas positivas para o Natal. Por quê? Com o início das vendas de produtos voltados para a festividade, chega às gôndolas um item da cesta com alto potencial: os panetones. Uma pesquisa da ASSERJ sobre o tema, inclusive, foi destaque no RJTV (CLIQUE E CONFIRA). Segundo a Abimapi, os panetones registraram 62,9% de penetração nos lares brasileiros entre novembro de 2024 e janeiro de 2025. No último Natal, eles foram responsáveis por movimentar cerca de R$ 1,2 bilhão (com 49,7 mil toneladas, uma alta 7,3% em volume vendido na comparação com 2023). Dados do Radar Scanntech, confirmam a relevância do produto junto ao consumidor e a importância para o varejo supermercadista. Segundo o levantamento, o panetone teve aumento de 637,8% no faturamento, contribuindo para a alta de 22% na cesta de perecíveis na reta final de 2024. Fábio Queiróz pontua: "O panetone se consolidou como um dos protagonistas do Natal brasileiro. Mais do que um presente, passou a fazer parte da rotina de consumo das famílias, seja no café da manhã, no lanche da tarde ou como sobremesa. Esse comportamento cria novas ocasiões de compra e reforça a necessidade de planejamento do varejo supermercadista”. Consumo próprio: o foco das vendas de panetones Segundo dados do Worldpanel by Numerator, em 2024, o panetone também apresentou mudança no perfil de consumo. O produto deixou de ser um presente de Natal e se converteu em item de consumo próprio, principalmente para consumidores de até 29 anos e da classe C, reforçando sua aderência aos mais variados grupos, como confirma o dado de que 88% do crescimento de novas ocasiões de consumo foi em família ou entre amigos. “Dezembro ainda concentra a maior parte do consumo, mas percebemos uma desconcentração crescente. O panetone vem ganhando força no pré-Natal e permanece até março na mesa dos brasileiros. Essa expansão é resultado da reinvenção das marcas, da inovação e da democratização do acesso, com maior presença nas classes C e D”, explica Claudio Zanão, presidente executivo da Abimapi. David Fiss, diretor Comercial de Novos Negócios da Worldpanel by Numerator, analisa: “O mercado de panetones está cada vez mais presente nos lares brasileiros e ganha relevância de consumo em todas as gerações e classes sociais. Com um sortimento diverso e inovador desde embalagens e sabores. Os dados levaram em conta indicadores como penetração, volume de compras, frequência de consumo, canais de compra e perfil socioeconômico. Consumo variado por gerações e ocasiões Como mencionado nos dados sobre o crescimento do panetone, a diversificação de público e formas de consumo também chama a atenção. De acordo com as informações do levantamento da Numerator, cada geração adota um momento diferente para o produto. Gerações Alpha e Z: lanche; Millennials: geração que mais consome panetones e em qualquer ocasião; Baby Boomers e mais velhos: sobremesa no jantar. Dentre as ocasiões, uma, em especial, se destaca: o café da manhã. O consumo nesse momento saltou 200% em 2024. Apesar disso, representa apenas 2% das ocasiões nessa refeição, evidenciando um amplo potencial de crescimento. Dos mais variados tipos, o tradicional segue forte Mesmo com toda a variação de sabores oferecida pelas indústrias, o tradicional panetone de frutas segue resiliente na liderança das vendas do segmento, sendo responsável por 44% do total. Panetones de gotas de chocolate aparecem posteriormente com 42,6%, seguidos pelos recheados (10,1%) e outros tipos (3,3%). Produto alheio à sazonalidade Outro ponto de extrema relevância apontado pelos dados é que o panetone representa ótimos números muito além do período específico das festividades do Natal, com aumento fora da sazonalidade. Já as ocasiões de consumo, variam: Pré-Natal (outubro e novembro): alta de 17% nas ocasiões de consumo, puxada pelas classes A e B; Natal: 74% das ocasiões de consumo no café da manhã, principalmente entre os Millennials e a classe C; Pós-Natal (janeiro a março): subida de 90%, com presença forte nas classes D e E e em integrantes da Geração Z. "Com base nos dados do primeiro semestre e no desempenho da categoria no último Natal, nossa expectativa é de que os panetones voltem a ser um dos grandes motores de vendas do período. O cenário é promissor, mas exige do supermercadista atenção à gestão de estoque, mix de produtos e comunicação com o consumidor", frisa o presidente da ASSERJ. Projeção otimista: indústria aposta em novidades Com base no desempenho positivo da categoria de biscoitos, massas, pães industrializados e bolos no primeiro semestre e do histórico de alta dos panetones, o prognóstico é de um Natal de subida nas vendas. Para impulsionar os resultados, a indústria aposta em lançamentos, aliando tradição e inovação, com foco na pluralidade dos consumidores. Durante o 4º Salão do Panetone, realizado em São Paulo no dia 11 de setembro, diversas marcas apresentaram suas novidades, dos clássicos de frutas cristalizadas às versões recheadas e gourmet. As empresas também destacaram estratégias para ampliar o consumo fora do período do Natal. Bauducco (com a collab com a Fini e o novo sabor pistache), Arcor (com o novo sabor beijinho), Festtone (sabores chocolate com laranja e chocolate belga) e Panco (Doce de Leite e Castanha do Pará), são apenas alguns dos exemplos de indústrias que apostam em produtos inéditos e em itens já consagrados para diversificar o mix e atrair a atenção do consumidor. "A campanha de Natal da Panco deste ano é muito mais do que uma vitrine de produtos, é o reflexo do trabalho coletivo que começa meses antes, com planejamento disciplinado, decisões estratégicas e, principalmente, com pessoas comprometidas em fazer dar certo. Do desenvolvimento à execução, cada etapa foi cuidadosamente pensada para entregar não apenas sabor, mas experiência e emoção na mesa de milhões de famílias brasileiras. Resultado é consequência, mas cultura forte é escolha e, por trás de cada fatia de pão ou panetone, tem gente, gente boa, comprometida, que acredita e faz a diferença. O sabor do nosso Natal é feito de pessoas. Do pão ao panetone", destaca Marta Santos, diretora Comercial e de Marketing da Panco. Atenção, supermercadista! Chegou a hora de vender Todos os dados, e os movimentos da indústria, apontam para uma sentença óbvia para os supermercadistas: é preciso seguir a tendência de aumento da categoria de biscoitos, massas, pães industrializados e bolos e preparar estratégias eficazes de venda para os panetones, tais como: Crie pontos extras: espaços em áreas de alto fluxo podem instigar as compras por impulso; Cross-sell: o café da manhã e momentos de lanche são ocasiões de oportunidade. Realizar ações de cross, oferecendo combos com produtos para este momento, como café ou leite, podem gerar alta em outras categorias; Destaque os tradicionais, mas ressalte as novidades: panetones dos sabores tradicionais concentram a maioria das vendas, porém, com o aumento da atenção das gerações mais jovens, outras opções devem ganhar mais relevância neste ano; Comunicação variada: o produto passou por uma transição, deixando de ser apenas um presente e se tornando item de consumo próprio. É preciso dialogar com esse novo perfil; Degustações e versatilidade: promova momentos de experiência em loja com o produto, destacando as formas possíveis de consumo, como o panetone quente ou mesclado em receitas de sobremesa; Campanhas digitais: destaque o consumo fora do período do Natal, aproveitando o interesse fora da sazonalidade; Atenção ao estoque: os panetones se tornaram itens de alto giro, então é preciso muita atenção ao estoque para evitar ruptura e prejuízo à experiência do consumidor.
15/09/2025
Eles compram mais, mas voltam menos: o que o varejo precisa entender agora
A nova edição da pesquisa Brand Footprint Brasil, realizada pela Worldpanel by Numerator, revela um consumidor mais racional e estratégico em suas compras. O levantamento, que acompanhou mais de 11 mil lares em sete regiões do país ao longo de 2024, mostra que, apesar da melhora de indicadores como PIB, renda e desemprego, o consumo ainda é marcado pela cautela. Com inflação persistente, juros elevados e dólar instável, os brasileiros reduziram as idas aos pontos de venda em 0,4%, mas aumentaram em 1,8% o número médio de unidades compradas por visita e elevaram o tíquete médio em 4,3%. “O consumidor está comprando de maneira mais planejada. Ele vai menos vezes ao varejo supermercadista, mas aproveita cada visita para abastecer a despensa com mais itens por ocasião”, explica Marcela Botana, growth & commercial excellence director da Worldpanel by Numerator no Brasil. Esse comportamento dá origem a um novo perfil, o consumidor “Net Zero”, que busca equilibrar desejo, conveniência e racionalidade. “Ele não deixa de consumir, mas avalia cada escolha com muito mais cuidado, reduzindo compras por impulso e priorizando marcas que entregam valor percebido”, acrescenta Botana. Elen Wedemann, CEO da Worldpanel by Numerator no Brasil, descreve o cliente "Net Zero", como um consumidor mais seletivo, de consumo estável, com gasto médio equilibrado e procura por embalagens menores e alta frequência de compra. Mais marcas no carrinho, menos fidelidade O brasileiro diversificou o portfólio de marcas, mas sem aumentar a presença das empresas em sua rotina. Em 2024, cada lar comprou em média 97 marcas, duas a mais que em 2023. No entanto, apenas 167 empresas ampliaram sua penetração, contra 219 no ano anterior. “Estar na prateleira não basta. É preciso ser escolhido com frequência. O crescimento depende de ampliar a base de compradores e manter a recorrência”, destaca a executiva. A métrica Consumer Reach Points (CRP) comprova: 48% das marcas que cresceram em 2024 o fizeram com aumento simultâneo de penetração e frequência, enquanto aquelas que avançaram apenas em frequência caíram de 23% em 2023 para 10% em 2024. Diferenças entre classes sociais O estudo também aponta contrastes importantes. As classes AB adicionaram, em média, três novas marcas ao carrinho, enquanto a classe C incorporou apenas uma. Já a classe DE excluiu duas marcas, reflexo direto das restrições orçamentárias. “As classes mais altas aproveitam a estabilidade relativa da renda para experimentar. Já as classes mais baixas continuam sob pressão, o que limita a diversidade de marcas”, analisa Botana. Para os supermercadistas, a mensagem é clara: o desafio não é apenas atrair o consumidor, mas garantir recorrência e valor percebido em cada compra. “O varejo precisa investir em estratégias de fidelização e em sortimento inteligente, entendendo que o consumidor está disposto a escolher, mas apenas quando percebe real vantagem”, conclui Marcela Botana.
15/09/2025
Dia do Sorvete: como converter a data em mais vendas?
O Dia do Sorvete, comemorado em 23 de setembro, se consolida como uma data estratégica para o varejo supermercadista, que encontra no produto uma oportunidade de aumentar as vendas e fidelizar clientes em plena chegada da primavera. Mais do que uma sobremesa refrescante, o sorvete é associado a prazer, memória afetiva e bem-estar, características que favorecem as compras por impulso e reforçam a presença do item no carrinho de compras. De acordo com a Associação Brasileira do Sorvete e Outros Gelados Comestíveis (Abrasorvete), saborear o doce com moderação estimula a liberação de serotonina e dopamina, hormônios ligados à felicidade, e pode ser um grande atrativo para o varejo. Para 2025, a entidade lança a campanha nacional “Felicidade Congelada”, que incentiva o consumo equilibrado e ressalta a importância do setor. “O sorvete não é um vilão, mas um alimento que traz alegria e pode ser um grande gerador de tráfego e vendas para o varejo”, afirma Martin Eckhardt, presidente da Abrasorvete. O mercado segue em crescimento e inovação. Na alta temporada 2024/2025, o faturamento do setor avançou 8,5%, superando as expectativas, enquanto o consumo médio nacional é de 7,7 litros por pessoa ao ano. A campanha “50 em 10”, criada pela Abrasorvete, pretende aumentar esse índice em 50% até 2033, além de buscar a redução da carga tributária que incide sobre a categoria. Para os supermercadistas, o portfólio de produtos está cada vez mais diversificado, com opções que vão de sorbets sem laticínios e linhas veganas a versões diet/sem açúcar e sorvetes proteicos enriquecidos com ingredientes como spirulina, que atendem ao público fitness. Essas inovações elevam o ticket médio e favorecem a criação de espaços diferenciados de exposição, como ilhas e freezers verticais, estimulando a compra por impulso. Comportamento do consumidor As preferências do consumidor também ajudam a guiar o sortimento. Dados da Abrasorvete e do Google Trends indicam que o sorvete de massa lidera com 73,47% da preferência, seguido pelo picolé (13,20%) e pelo soft (10,93%). O sabor de chocolate domina em 24 dos 27 estados. “Mapear o gosto do cliente por região é um diferencial competitivo. O supermercadista que ajusta o sortimento com base nesses dados ganha relevância e aumenta as vendas”, destaca Eckhardt. Hoje, 56% dos consumidores de sorvete têm renda de até dois salários mínimos, demonstrando que o item é amplamente aceito em diferentes perfis de público. Como driblar a sazonalidade e vender sorvete o ano todo? Mesmo que o inverno brasileiro não seja rigoroso, as vendas de sorvete em supermercados costumam cair nos dias mais frios. Muitos gestores acreditam que é preciso vender muito no verão para compensar a baixa no inverno, mas, segundo Michel Jasper, especialista em negócios do setor, “o grande desafio não está nas baixas temperaturas, mas sim na falta de planejamento e inovação. Quem consegue se antecipar mantém as vendas mesmo nos meses mais frios”. Para driblar a sazonalidade, Jasper recomenda investir em sabores mais cremosos e sofisticados, que combinam melhor com o clima frio, e criar combinações de quente e frio. “Produtos que podem ser consumidos com sobremesas quentes, como brownies ou petit gâteau, e bebidas como chocolate ou café, ajudam a manter o consumidor no ponto de venda e incentivam o consumo de sorvete mesmo no inverno”, explica. Além disso, promoções e programas de fidelidade são essenciais para movimentar as vendas. Jasper recomenda que as novidades para o outono e inverno sejam divulgadas ainda no final do verão, aproveitando campanhas em redes sociais e materiais de ponto de venda, gerando expectativa e atraindo clientes. Com essas estratégias, os supermercados conseguem manter o sorvete como um item atrativo durante todo o ano, provando que a sazonalidade pode ser administrada com criatividade e planejamento. Sorvete segue em alta no varejo supermercadista, mas logística ainda é desafio Mesmo no inverno, o sorvete continuou garantindo boa rentabilidade para o varejo supermercadista. A avaliação é de Andenilson Vidal, diretor comercial Supermercados Unidos, que acompanha de perto o desempenho da categoria e destaca que, embora o consumo seja naturalmente maior no verão, a sazonalidade já não é um obstáculo tão grande para as vendas. “Coletivamente, vamos destacar a data nas mídias sociais e nos encartes semanais. Mas isoladamente as grandes empresas de sorvete, como a Froneri e a Slup, com as quais mantemos relações comerciais, estão preparando ações nas lojas e destacando alguns preços mais competitivos”, explica Vidal. Segundo Vidal, a logística é hoje o maior gargalo. “Algumas lojas sofrem rupturas não mais por falta de produção, mas por questões logísticas. A área de armazenamento nem sempre é adequada para o período de maior demanda. Algumas unidades já começam a se preparar para o inverno ampliando a área de estoque, criando mais câmaras de congelados e até adquirindo, em comodato, equipamentos das indústrias para melhorar o armazenamento.” A categoria, porém, mantém boa performance. “É um produto com rentabilidade legal. Não fazemos promoções agressivas, mas ofertamos de forma razoável, dentro da margem. Promoções mais fortes ficam para épocas especiais, como os encartes”, reforça. Apesar de a venda em volume permanecer estável, o crescimento em valor tem sido consistente. “O faturamento do sorvete cresce, em média, 10%”, conclui o Vidal.
15/09/2025
EXCLUSIVO ASSERJ! Conheça bastidores da operação da rede russa, Vantajoso.
Um novo player internacional se prepara para entrar no mercado supermercadista brasileiro e mira o Rio de Janeiro. O grupo russo Svetofor, conhecido pelo modelo de Hard Discount (SAIBA MAIS SOBRE ESSE SEGMENTO AQUI), tem planos de abrir diversas lojas pelo país, com a bandeira da rede "Vantajoso", conforme já divulgado pela ASSERJ (CLIQUE PARA CONFERIR). A informação movimentou o setor, e o noticiário fluminense, mas diversas dúvidas surgiram. E para tentar clarear o tema, a equipe de jornalismo da ASSERJ apurou informações exclusivas sobre os bastidores da operação russa em território nacional. Segundo fontes da ASSERJ, o grupo estruturou equipes de compras em São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, divididas por categorias, em que cada gestor está em contato direto com fornecedores para apresentar o projeto. A estratégia, no entanto, é baseada em uma política de extrema rigidez e radicalmente diferente da prática tradicional aplicada no Brasil. De acordo com a apuração, o modelo de fornecimento será no formato consignado, com pagamento conforme a venda semanal e devolução, obrigatória em contrato, após 90 dias. Ou seja, se apura o volume vendido, realiza a quitação de débitos apenas sobre esse total e, caso o produto não gire, o fornecedor deve reaver os itens não comercializados. A rigidez adotada pelo Vantajoso impacta negociações com grandes indústrias e marcas líderes, que não pretendem negociar pautadas por esse modelo de contrato. Essa questão porém, ainda baseado no que revelaram nossas fontes, não incomoda o grupo, já que a intenção não é, necessariamente, ter grandes nomes à disposição dos consumidores. A prioridade é apenas que haja um item da categoria, independentemente da marca, desde que dentro da sua política de preço. Outro ponto apurado pela ASSERJ é a política comercial, também bastante rígida. A rede pretende adotar uma margem fixa de aproximadamente 20% em tudo o que for oferecido, sem flutuações de preço, sem promoções ou verbas de trade. É um preço único, em cima do custo da nota e condicionado ao consignado. Segundo nossas informações, a ideia inicial da rede, de vender até 20% abaixo dos concorrentes para liberar cadastros, tem se apresentado um grande desafio, principalmente em regiões com forte presença de atacarejos. Ainda, segundo nossas fontes, apesar dos obstáculos, o Vantajoso não parece estar aberto, até o momento, a se adaptar, mas sim a reproduzir o modelo que opera na Rússia, no Brasil. Em relação à operação das lojas, o investimento será baixo, aponta a apuração da ASSERJ. As unidades contarão com poucos caixas (cerca de 2 ou 3), com pouca quantidade de pessoal, em espaços sem gôndolas, com paletes expostos e sem estoque, com todo sortimento acessível no ponto de venda. O mix será simplificado: 80% alimentos e 20% itens de primeira necessidade. Por fim, as fontes da ASSERJ afirmam que as inaugurações já acabaram adiadas em algumas oportunidades. A nova previsão seria para janeiro de 2026, provavelmente influenciada pela dificuldade em cadastrar fornecedores e produtos. Impactos no setor Para fornecedores regionais e de menor porte, o formato pode representar uma oportunidade de acesso a um novo canal de vendas, desde que aceitem as regras rígidas de consignado. Já para redes estabelecidas, a chegada de mais um player internacional pressiona a competitividade e reforça a necessidade de inovação. No Rio, a entrada da rede pode gerar impacto principalmente em nichos de consumo mais sensíveis a preço, mas ainda há dúvidas sobre a capacidade de adaptação da Vantajoso ao mercado brasileiro. Até agora, o grupo segue inflexível: vai aplicar, no Brasil, o mesmo modelo de operação da Rússia. A ASSERJ seguirá atenta para antecipar qualquer novidade aos nossos associados.
12/09/2025
Preço do azeite: panorama X visão de negociação de supermercadistas
Após três meses de queda acumulada superior a 25%, os preços em origem voltaram a subir, interrompendo a tendência de baixa e trazendo incertezas para importadores e compradores das grandes redes. Por enquanto, analistas apontam estabilidade no curto prazo. De acordo com fontes ligadas à ASSERJ, já foram aplicados pequenos reajustes nas negociações com o varejo supermercadista, entre 1% e 2%, em razão do fim dos estoques da safra anterior. Esses ajustes, porém, não configuram tendência nem permitem prever alta ou queda expressiva nos preços. A nova colheita está apenas começando e deve trazer um panorama mais definido nos próximos meses. Safra 2025-2026 sob observação A nova safra, que vai de 1º de outubro deste ano a 30 de setembro de 2026, dependerá das chuvas e temperaturas de setembro e outubro. O Ministério da Agricultura da Espanha projeta para 2024-2025 uma produção de 1,29 milhão de toneladas, 50% acima da safra anterior (855,6 mil toneladas) e bem superior ao volume de 2022-2023 (666 mil toneladas). Entretanto, o otimismo inicial foi afetado por um verão de calor extremo. A Agência Estatal de Meteorologia (Aemet), do governo espanhol, registrou a onda de calor mais intensa já medida em agosto, provocando estresse hídrico nos olivais e redução da floração. Risco de perda na colheita Juan Luis Ávila, gerente de olival do Comitê de Agricultura da Espanha (COAG), alertou em comunicado que “as oliveiras suportam bem o calor, mas 25 dias acima de 40 °C podem provocar uma produção até 30% menor” em regiões como Jaén, Córdoba e Granada. Ele estima perdas de 10% a 20% no restante do país e torce por “uma mudança imediata no clima, que traga chuvas e temperaturas mais amenas, para garantir uma colheita razoável e preços acessíveis ao consumidor”. Para Luis Carelos Varela, gerente de azeite da Asaja, em entrevista ao site espanhol La Información Económica, ainda é cedo para projeções. “Com um outono normal, a azeitona amadurece bem e a colheita pode ser semelhante à de 2024-2025, ligeiramente superior, pois os reservatórios estão cheios”, afirmou. Ele calcula que os estoques de azeite extravirgem variam entre 270 mil e 300 mil toneladas, suficientes para abastecer o mercado até setembro. Preços em alta De acordo com o sistema Infaoliva, o azeite extravirgem voltou a superar a barreira de 4 euros/kg na origem, patamar não registrado desde fevereiro: Extravirgem: 4,30 €/kg Virgem: 3,58 €/kg Lampante: 3,45 €/kg Vale destacar, contudo, que durante o verão, o extravirgem chegou a cair para 3,20 €/kg, mas a tendência agora é de alta. Estoques e produção A Espanha produziu 1,41 milhão de toneladas nesta safra. Os estoques atuais somam 412.612 toneladas, após a comercialização de 93% do volume, segundo a Agência de Informação e Controle Alimentar (AICA). O nível ainda reflete o déficit acumulado das safras anteriores. Olhar do supermercadista brasileiro Para o diretor comercial da Redeconomia Thiago Cunha, o movimento recente reforça a necessidade de cautela: “O azeite teve uma queda grande nos últimos três meses, mais de 25%, mas agora está estável. O mercado acelerou muito as vendas nos últimos seis meses por conta da oferta grande que tivemos. A colheita de outubro é para venda após o Natal. O que já foi esmagado lá é para vender no Natal. Acredito que os preços se mantenham por enquanto. Ainda existe um déficit de produção devido às perdas dos anos anteriores; a azeitona subiu e não baixou porque a safra e os estoques reguladores ainda não se equalizaram.” Segundo Cunha, cada rede de varejo adota sua própria estratégia de negociação. “É difícil falar em prazo exato. O lead time de entrega do produto da Europa para o Brasil é de 30 a 60 dias e, no momento, não há movimento forte de negociação antecipada, já que a nova colheita está apenas começando”, completa. O diretor comercial dos Supermercados Unidos, Andenilson Vidal, acrescenta que algumas marcas tentam aproveitar a retração internacional para reposicionar preços: “Algumas marcas estão buscando aproveitar a queda de preços internacionais e fazer um reposicionamento, ajustando-se à nova realidade. Essa movimentação dos supermercados também ajuda a manter os preços mais competitivos, mas esbarramos na queda de margem de um produto que agrega valor. Mas isso faz parte do mercado, que está afoito e agressivo para conquistar clientes, principalmente aqueles que aumentam o ticket médio”, diz Vidal. De modo geral, segundo ele, a rede tem encontrado mais abertura dos fornecedores para bons negócios, especialmente quando o volume é a peça fundamental da negociação. "Nas redes associativas, buscamos unificar as compras para ganhar escala e facilitar as negociações com os fornecedores. Esperamos mais ações e uma estabilidade de preços a partir de novembro, quando as festas de fim de ano aquecem itens sazonais — e, neste caso específico, o azeite, nosso de cada dia”, ressalta Vidal. O que diz a indústria? Segundo Cristiane Souza, presidente da Gallo no Brasil, “os preços não devem voltar ao patamar de 20 reais, mas podemos esperar estabilizarem entre 30 e 35 reais. Como inclusive já começamos a ver chegar nas prateleiras dos supermercados." Ela destaca que esse cenário deve impulsionar um crescimento de 20% no volume de vendas da Gallo em 2025. “O azeite precisa sair das manchetes pelo preço e voltar a ser protagonista pelo sabor e pelos benefícios à saúde.”
12/09/2025
Atualidades
Branding Moderno: ir além do "ser lembrado". Seu supermercado é imprescindível para o seu consumidor?
O mundo do branding vive um momento de transformação profunda. O simples objetivo de "ser conhecido" já não é suficiente, e as métricas tradicionais de preferência não capturam mais o que realmente sustenta o valor das marcas. Nesse contexto, o pensador David Aaker, um dos maiores especialistas em estratégia de marcas, apresentou, em artigo recente na Management and Business Review, um novo modelo. A bússola da relevância agora são os "5 B's" do branding moderno, que se conecta diretamente à mudança de foco de atuação, como explica Tatiana Fanti, relações públicas e fundadora da Prima Donna: "Neste modelo novo apresentado, saímos do conceito de brand preference e entramos no brand relevance. Para o varejo, isso significa que não basta o consumidor reconhecer a marca, ele precisa sentir que ela é indispensável na sua rotina. É a diferença entre 'lembrar de um supermercado' e 'não imaginar o dia a dia sem ele'". A proposta de Aaker sugere uma ida além da notoriedade ou de atributos funcionais. Ela se baseia em uma estrutura estratégica de construção de marcas fortes, ágeis e indispensáveis em um ambiente digital cada vez mais competitivo e imprevisível. É deixar para trás a premissa de que sua marca já está entre as opções comparadas e substituí-la pela ideia de ocupar um espaço tão vital na vida do público que sua ausência seja sentida imediatamente. "Dentro dos 5Bs, as métricas olham para Brand Equity E Brand Relevance. Isso inclui medir nível de relevância percebida na vida do cliente (brand relevance index), valor emocional associado à marca (share of heart) e índices de lealdade (como recompra e engajamento contínuo). Essas métricas vão além de 'ser lembrado' e captam se a marca realmente tem espaço e preferência na vida do consumidor", expõe Tatiana Fanti. Os "5 B's" do Branding Moderno Segundo Aaker, muitos ainda se prendem à métricas superficiais como fama e benefícios funcionais, deixando de lado atributos como lealdade e relevância. Além disso, a pressão por resultados de curto prazo muitas vezes enfraquece a construção de valor de longo prazo, frisa Tatiana Fanti: "A conexão entre consumidor e marca em uma espera mais profunda e que não se constrói apenas com atributos funcionais, mas com propósito, valores e experiências memoráveis. Para o supermercado, é estar do lado do cliente em escolhas saudáveis, sustentáveis e convenientes". Para enfrentar esses desafios, o pensador propõe os seguintes "B's": Valor da Marca (Brand Equity) No centro dos "5 B's" está o Brand Equity. Ele é o patrimônio estratégico que da marca. Quando bem trabalhado, cresce com o uso, fortalecido por ações que ampliem imagem, lealdade e relevância. Para isso é preciso reconhecer o papel programado, quebrar as barreiras entre marketing, produto, vendas e financeiro e defender o valor de longo prazo, mesmo com a pressão por resultados imediatos. "O Brand Equity é fortalecido quando a promessa da marca se traduz em valor genuinamente percebido, pois o que é construído (ou montado apenas como estratégia) é percebido pelo público como inverdade. Isso tudo pede coerência entre discurso e prática, investimento em inovação de serviços e marcas próprias (como algumas marcas já têm), experiências consistentes em todos os canais. No varejo, o equity não vem só de preço, mas da soma entre conveniência, confiança e impacto positivo", analisa a fundadora da Prima Donna. Relevância (Brand Relevance) Nesse tópico está a batalha pela mente do consumidor. Essa vitória, porém, precisa ser conquista no momento certo. Relevância significa ser presente e crível no contexto de uma necessidade real. Não é mais suficiente apenas dizer "sou melhor", mas é preciso conquistar esse espaço no imaginário do cliente no momento da decisão de compra. Sucesso significa se tornar sinônimo de solução. Tatiana Fanti destaca: "O Brand Relevance se conquista resolvendo problemas reais. É quando o consumidor entende que aquele supermercado simplifica sua vida, seja pela variedade de produtos, pela praticidade do e-commerce ou pelo posicionamento alinhado aos seus valores. O desafio é estar presente não apenas na lembrança, mas na decisão de compra diária". Imagem (Brand Image) Aqui reside a conexão emocional e o quão forte ela consegue se tornar. A imagem passa a ser o conjunto de atributos que diferenciem a marca: de design a propósitos e qualidade. Ela só se fortalece, porém, com clareza e pilares de visão consistentes, que geram relevância e diferenciação. "É aí que entra a autenticidade da Brand Resonance. A imagem deve refletir práticas reais: sustentabilidade que se vê na gôndola, apoio à comunidade local que aparece nos fornecedores escolhidos, inclusão que se percebe na comunicação são alguns bons exemplos", pontua a relações públicas. Lealdade (Brand Loyalty) A lealdade é a nova "corrida do ouro". Ela representa a continuidade do valor construído, representando nos clientes recorrentes. As consequências diretas da "vitória" nesse quesito impactam em custos, previsibilidade de receita e resistência frente à concorrência. Mais do que programas de fidelidade, a lealdade nasce do relacionamento real criado com o consumidor. A fundadora da Prima Donna salienta: "O Brand Loyalty hoje é menos sobre acumular pontos e mais sobre criar vínculos. Para supermercados, isso significa programas de relacionamento personalizados, benefícios emocionais além de descontos e experiências exclusivas que façam o cliente se sentir parte de uma comunidade". Portfólio de Marcas (Brand Portfolio) Por último, mas não menos importante, o portfólio. Esse tópico se refere a uma estrutura bem traçada, funcionando como um time, onde cada marca ou submarca cumpre um papel estratégico, desde a Marca-Mãe às submarcas e marcas colaborativas, com atenção especial às marcas próprias. "Elas (marcas próprias) fortalecem o Brand Equity e o Brand Relevance do supermercado. As marcas próprias, quando bem construídas, traduzem os valores e diferenciais da rede: qualidade acessível, inovação em categorias estratégicas e conexão com o estilo de vida do cliente. Não são mais apenas alternativas baratas, mas ativos estratégicos para fidelização", reforça Tatiana Fanti. A grande força do Branding Moderno está na sinergia dos fatores. Quando um "B" é fortalecido, outros são impulsionados. Quando um fraqueja, todo o ecossistema cede. Se antes a disputa pelo imaginário do consumidor era pelo convencimento de escolher uma marca e não a outra, por diferenciação de atributo, hoje é preciso se tornar indispensável. Em resumo: preferência é algo que pode ser comparado, a relevância não, ela é inevitável. Pontos de atenção à mudança Concorrência ampliada: a disputa não está mais apenas entre marcas do setor, mas com qualquer solução que atenda à mesma necessidade do consumidor; Influência sociocultural: para ser relevante é preciso conexão com causas e discussões maiores, importantes para a sociedade; Parcerias colaborativas: formar relações com marcas que agreguem valor gera a ideia de pertencimento; Agilidade estratégica: monitorar e antecipar mudanças de comportamento, tecnologia e semiótica. Para adaptar-se à nova realidade é preciso muita atenção ao uso de dados e ao social listening. Além disso, campanhas institucionais precisam de aplicação visível no dia a dia do negócio, com experiências imersiva, criando valor além de produtos e serviços. Também é necessário estar conectado com a linguagem dos consumidores, porém, mantendo a autenticidade da marca. No jogo da preferência, a disputa era pela opção do consumidor. No jogo da relevância, é preciso garantir espaço permanente na vida dele. Os 5 B's oferecem justamente uma estrutura sólida para trilhar essa jornada. Em tempos de concorrência altamente acirrada, apenas marcas com estratégia de gestão, relevância cultural e conexão emocional crescerão ao ponto de subirem ao nível de indispensáveis. A grande pergunta que reside ao fim é: sua marca será imprescindível na vida do consumidor amanhã?
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