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Supermercados x remédios para emagrecimento: impactos no consumo
A obesidade é um tema de crescente preocupação em todo o mundo, e o Brasil, infelizmente, se destaca nesse cenário. Segundo o Atlas Mundial da Obesidade, embora o país tenha um percentual de sobrepeso e obesidade menor que o de nações vizinhas, a projeção de crescimento anual até 2035 é uma das maiores. Entre adultos, a previsão é de avanço de 1,9% ao ano, e entre crianças, de 1,8%. Esse recorte tem ligação direta com o aumento do uso de medicamentos da classe agonistas GLP-1, como Ozempic e Wegovy, voltados para o tratamento de diabetes e obesidade. De acordo com a Associação Brasileira das Redes de Farmácias e Drogaria (Abrafarma), essas soluções já representam quase 10% das vendas nas drogarias associadas, ainda que apareçam em menos de 1% dos tickets. E o fenômeno não se restringe às farmácias: os reflexos já impactam o consumo no varejo supermercadista. Mudança de comportamento do consumidor Um estudo da Varejo 360 acompanhou consumidores por 24 meses (12 antes e 12 após o início do tratamento com os medicamentos) e apontou transformações relevantes no consumo de determinados produtos. Mulheres acima de 40 anos, das classes A e B, lideram o uso dos medicamentos, embora apenas 9,5% dos entrevistados tenham adquirido mais de cinco unidades, devido ao alto custo. Entre os principais resultados estão: Queda de 24% no ticket médio (de R$ 154,99 para R$ 118,48); Baixa de 35% no número de visitas ao ponto de venda (de 199 para 130 por shopper/ano); Redução de 48,6% no gasto total (de R$ 7,6 milhões no somatório para R$ 3,7 milhões). Ou seja, de acordo com o levantamento, o cliente em tratamento compra menos vezes, em menor quantidade e com valores reduzidos. Para Fernando Faro, fundador e CEO da Varejo 360, o dado mais surpreendente da pesquisa está justamente na intensidade das mudanças: “Considerando que o custo do tratamento é extremamente alto, chama bastante a atenção que praticamente a metade das pessoas que estão utilizando este recurso para redução de peso, não adote hábitos alimentares mais saudáveis, pelo contrário passem a adotar um consumo até mais ‘permissivo’ no tocante ao consumo de alimentos ultraprocessados e com altos índices calóricos. Por outro lado, a outra metade claramente passa por uma mudança profunda nos hábitos alimentares, o que maximiza os resultados do tratamento. Quer seja, pela escolha de alimentos mais saudáveis, quer seja pela redução do volume consumido. De qualquer forma, várias categorias de produtos podem ter os seus volumes de vendas afetados, e esta queda será proporcional ao volume de pessoas que estiverem dispostas a passar pelo tratamento”. Confira: produtos em queda, produtos em alta! A retração média é visível em alimentos básicos, como leite zero lactose integral (–25%), óleo de milho (–11%) e feijão (–8%). Bebidas alcoólicas tradicionais também recuaram, com destaque para vermute (–70%), gin (–62%) e cervejas especiais (–31%). No segmento de indulgências, doces de leite (–28%), snacks de cereais (–16%) e balas (–15%) tiveram quedas significativas. Por outro lado, algumas categorias surpreenderam com crescimento médio elevado. Entre elas, produtos funcionais e adaptados, como leite semidesnatado (+57%) e óleo de coco (+36%), além de indulgências pontuais como mini bolos (+29%), paçoca (+21%), energéticos (+19%) e refrescos (+16%). Nas bebidas alcoólicas, houve expansão em vinhos frisantes (+70%), ice drinks (+37%), whisky (+8%) e cervejas artesanais (+8%). Ao comentar os resultados, o CEO da Varejo 360 destacou que alguns foram contraintuitivos: “A sociedade claramente tem uma visão negativa na questão de ‘saudabilidade’ em relação aos alimentos ultraprocessados, como por exemplo biscoitos, refrigerantes e salgadinhos. Logo era esperado uma redução com mais intensidade nestas categorias de produtos, mas isso infelizmente não foi observado de forma linear. Embora seja necessário explorar com mais profundidade esta questão, a nossa interpretação é que os medicamentos de certa forma, também podem estimular a manutenção de uma alimentação não saudável, ou seja, a pessoa se sente mais confortável para consumir mais calorias, na expectativa que o medicamento ‘compense’ eventuais exageros alimentares (não saudáveis)". Novo cenário: para onde vai? Pequenas indulgências, grandes mudanças O estudo indica que, embora o consumo como um todo encolha, o cliente não elimina totalmente os momentos de prazer. Em meio a um novo padrão de compra, produtos indulgentes e premium ainda encontram espaço na cesta desses consumidores, assim como alternativas consideradas funcionais ou mais leves. Essa combinação aponta para um comportamento de compra mais seletivo: corta excessos, mas preserva ocasiões especiais, se permitindo certos momentos de relaxamento, muitas vezes migrando para categorias com maior percepção de qualidade ou benefício. Na visão de Fernando Faro, a explicação está no próprio efeito do medicamento no organismo: “De forma resumida, o efeito principal destes medicamentos no organismo é promover a ‘saciedade’, portanto porções menores na alimentação são esperadas após o início do tratamento e isto afeta o volume consumido nos itens básicos. Também acreditamos que as pessoas se ‘permitam’ a ‘pequenas recompensas’ durante o tratamento, o que justifica a estabilidade (exemplo: chocolates) ou o aumento (exemplo: vinho e mini bolos) do consumo de categorias mais indulgentes”. Impactos de longo prazo Segundo Faro, quanto maior for a penetração desses medicamentos na população, mais visíveis serão os impactos na indústria de alimentação dentro e fora do lar. Ele ressalta que uma redução nos custos tende a aumentar a adesão e, consequentemente, os efeitos sobre o consumo alimentar. O CEO da Varejo 360 também explicou que a parcela de consumidores que adota hábitos mais saudáveis impacta diretamente as vendas de ultraprocessados, migrando o consumo para alimentos mais naturais, com menos açúcar, sódio e gorduras. O que isso significa para o varejo supermercadista? Segundo Faro, os supermercados precisam acompanhar tendências de saudabilidade ao definir o sortimento e organizar as gôndolas, destacando produtos com diferenciais funcionais, light, diet, zero ou orgânicos. O CEO da Varejo 360 ressalta: “Na nossa visão, saudáveis e funcionais respectivamente são as maiores oportunidades”. Sobre fidelização, Faro explicou que é essencial conhecer profundamente os shoppers e alinhar a oferta de produtos às expectativas, garantindo frescor e qualidade, especialmente nos perecíveis. Ele conclui: “Na nossa visão a mudança será gradual, muito alinhada com o aumento da taxa de penetração destes medicamentos na sociedade, mas também não deve ser subestimada, pois atualmente no Brasil, 46% dos adultos e 28% das crianças estão com sobrepeso ou obesidade, o que deve favorecer a adesão a este tipo de medicamento, na medida que os custos dos tratamentos caiam”. Esse estudo confirma, mais uma vez, como o setor supermercadista deve estar atento aos movimentos da sociedade, como os comportamentos de consumo estão sempre em transformação, como eles impactam nos negócios e, principalmente, como é possível se adaptar a essas mudanças. Produtos de destaque (por categorias) Alimentos Básicos: - Leite UHT Zero Lactose Integral – Queda média de 25% (73% dos shoppers reduziram o consumo, com variação negativa de 42% no volume médio); - Óleo de Milho – Queda média de 11% (20% dos shoppers reduziram o consumo, com retração de 60% no volume médio); - Feijão – Queda média 8% (50% dos shoppers reduziram o consumo, com retração de 30% no volume médio); - Café torrado e moído – Queda média de 7% (44% dos shoppers reduziram o consumo, com retração de 33% no volume médio); - Leite UHT Semi-Desnatado – Alta média de 57% (70% dos shoppers aumentaram o consumo, com avanço de 101% no volume médio); - Feijão semi-pronto – Alta média de 41% (67% dos shoppers aumentaram o consumo, com avanço de 80% no volume médio); - Óleo de Coco – Alta média de 36% (83% dos shoppers aumentaram o consumo, com avanço de 66% no volume médio); - Leite UHT Desnatado – Alta média de 22% (70% dos shoppers aumentaram o consumo, com avanço de 57% no volume médio); - Leite UHT Zero Lactose Desnatado – Alta média de 17% (80% dos shoppers aumentaram o consumo, com avanço de 45% no volume médio); - Açúcar Cristal – Alta média de 15% (71% dos shoppers aumentaram o consumo, com avanço de 60% no volume médio); - Arroz Branco – Alta média de 9% (64% dos shoppers aumentaram o consumo, com avanço de 47% no volume médio). Bebidas Não Alcóolicas: - Água Mineral Sem Gás – Queda média de 27% (53% dos shoppers reduziram o consumo, com retração de 63% no volume médio); - Refrigerante Light/Diet/Zero – Queda média de 15% (55% dos shoppers reduziram o consumo, com retração de 44% no volume médio); - Água Mineral Com Gás – Queda média de 12% (63% dos shoppers reduziram o consumo, com retração de 37% no volume médio); - Água Saborizada com Gás – Alta média de 49% (86% dos shoppers aumentaram o consumo, com avanço de 69% no volume médio); - Suco Concentrado - Alta média de 22% (71% dos shoppers aumentaram o consumo, com avanço de 76% no volume médio); - Energético – Alta média de 19% (57% dos shoppers aumentaram o consumo, com avanço de 90% no volume médio); - Refresco em Pó – Alta média de 16% (64% dos shoppers aumentaram o consumo, com avanço de 74% no volume médio); - Suco Pronto - Alta média de 14% (60% dos shoppers aumentaram o consumo, com avanço de 70% no volume médio); - Refrigerante de Baixa Caloria - Alta média de 10% (60% dos shoppers aumentaram o consumo, com avanço de 98% no volume médio); - Isotônico - Alta média de 10% (56% dos shoppers aumentaram o consumo, com avanço de 68% no volume médio). Bebidas Alcóolicas: - Vermute – Queda de 70%, com 100% dos shoppers reduzindo o consumo; - Gin - Queda média de 62% (33% dos shoppers reduziram o consumo, com retração de 81% no volume médio); - Vinho Espumante - Queda média de 36% (57% dos shoppers reduziram o consumo, com retração de 57% no volume médio); - Licor - Queda média de 33% (50% dos shoppers reduziram o consumo, com retração de 46% no volume médio); - Cervejas especiais - Queda média de 31% (57% dos shoppers reduziram o consumo, com retração de 54% no volume médio); - Cerveja sem álcool - Queda média de 27% (53% dos shoppers reduziram o consumo, com retração de 49% no volume médio); - Vinho Frisante – Alta de 70%, com 100% dos shoppers aumentando o consumo; - Ice Drink - Alta média de 37% (62% dos shoppers aumentaram o consumo, com avanço de 101% no volume médio); - Vinho Fino - Alta média de 13% (61% dos shoppers aumentaram o consumo, com avanço de 59% no volume médio); - Whisky - Alta média de 8% (63% dos shoppers aumentaram o consumo, com avanço de 28% no volume médio); - Cervejas Artesanais - Alta média de 8% (52% dos shoppers aumentaram o consumo, com avanço de 78% no volume médio). Bomboniere: - Pipoca Pronta - Queda média de 16% (54% dos shoppers reduziram o consumo, com retração de 40% no volume médio); - Snack de Cereais - Queda média de 16% (64% dos shoppers reduziram o consumo, com retração de 43% no volume médio); - Bala - Queda média de 15% (57% dos shoppers reduziram o consumo, com retração de 56% no volume médio); - Salgadinho Tortilha - Queda média de 13% (59% dos shoppers reduziram o consumo, com retração de 36% no volume médio); - Biscoito - Queda média de 1% (52% dos shoppers reduziram o consumo, com retração de 34% no volume médio); - Paçoca Rolha Amendoim - Alta média de 21% (63% dos shoppers aumentaram o consumo, com avanço de 68% no volume médio); - Amendoim Aperitivo - Alta média de 19% (58% dos shoppers aumentaram o consumo, com avanço de 96% no volume médio); - Salgadinho Frito - Alta média de 16% (51% dos shoppers aumentaram o consumo, com avanço de 90% no volume médio); - Batata Palha - Alta média de 10% (62% dos shoppers aumentaram o consumo, com avanço de 44% no volume médio). Confeitaria: - Doce de Leite - Queda média de 28% (67% dos shoppers reduziram o consumo, com retração de 38% no volume médio); - Leite de Coco - Queda média de 16% (41% dos shoppers reduziram o consumo, com retração de 44% no volume médio); - Mistura de Creme de Leite - Queda média de 9% (38% dos shoppers reduziram o consumo, com retração de 40% no volume médio); - Granulado de Chocolate - Alta média de 55% (88% dos shoppers aumentaram o consumo, com avanço de 81% no volume médio); - Creme Tipo Chantilly - Alta média de 29% (83% dos shoppers aumentaram o consumo, com avanço de 52% no volume médio); - Coco Ralado - Alta média de 15% (68% dos shoppers aumentaram o consumo, com avanço de 49% no volume médio); - Gelatina - Alta média de 15% (61% dos shoppers aumentaram o consumo, com avanço de 55% no volume médio). Matinais: - Creme de Aveia - Queda média de 15% (63% dos shoppers reduziram o consumo, com retração de 33% no volume médio); - Cereal Matinal Flocos - Queda média de 14% (56% dos shoppers reduziram o consumo, com retração de 39% no volume médio); - Frutas em Calda - Queda média de 14% (63% dos shoppers reduziram o consumo, com retração de 40% no volume médio); - Composto Alimentar em Pó para Adultos - Queda média de 7% (50% dos shoppers reduziram o consumo, com retração de 13% no volume médio); - Chá de Frutas e Flores - Alta média de 14% (60% dos shoppers aumentaram o consumo, com avanço de 55% no volume médio); - Cappucino em Pó - Alta média de 10% (59% dos shoppers aumentaram o consumo, com avanço de 42% no volume médio); - Café Solúvel Granulado - Alta média de 3% (59% dos shoppers aumentaram o consumo, com avanço de 42% no volume médio). Conservas: - Cozidos à vapor / Embalados à Vácuo - Queda média de 39% (80% dos shoppers reduziram o consumo, com retração de 45% no volume médio); - Tomate sem pele - Queda média de 24% (57% dos shoppers reduziram o consumo, com retração de 40% no volume médio); - Extrato de Tomate – Queda média de 14% (54% dos shoppers reduziram o consumo, com retração de 41% no volume médio); - Molho de Tomate - Queda média de 7% (48% dos shoppers reduziram o consumo, com retração de 35% no volume médio); - Azeitona Preta - Alta média de 29% (60% dos shoppers aumentaram o consumo, com avanço de 86% no volume médio); - Carne - Alta média de 17% (71% dos shoppers aumentaram o consumo, com avanço de 40% no volume médio). Condimentos: - Óleo Composto - Queda média de 29% (67% dos shoppers reduziram o consumo, com retração de 40% no volume médio); - Ervas Naturais - Queda média de 23% (53% dos shoppers reduziram o consumo, com retração de de 56% no volume médio); - Sal - Queda média de 13% (37% dos shoppers reduziram o consumo, com retração de 41% no volume médio); - Vinagre - Queda média de 8% (48% dos shoppers reduziram o consumo, com retração de 36% no volume médio); - Azeite de Oliva - Alta média de 3% (64% dos shoppers aumentaram o consumo, com avanço de 26% no volume médio). Cereais: - Massa Zero Glúten - Queda média de 5% (40% dos shoppers reduziram o consumo, com retração de 37% no volume médio); - Farofa Pronta - Queda média de 5% (49% dos shoppers reduziram o consumo, com retração de 29% no volume médio); - Farinha de Trigo Tradicional - Queda média de 2% (27% dos shoppers reduziram o consumo, com retração de 38% no volume médio); - Pipoca de Micro-ondas - Alta média de 14% (56% dos shoppers aumentaram o consumo, com avanço de 61% no volume médio). - Massa de Sêmola com Ovos - Alta média de 8% (57% dos shoppers aumentaram o consumo, com avanço de 36% no volume médio); - Macarrão Instantâneo - Alta média de 6% (57% dos shoppers aumentaram o consumo, com avanço de 50% no volume médio); - Farinha - Alta média de 3% (57% dos shoppers aumentaram o consumo, com avanço de 49% no volume médio). Derivados de Leite Refrigerados: - Bebida Láctea UHT - Queda média de 14% (61% dos shoppers reduziram o consumo, com retração de 40% no volume médio); - Queijo Tradicional - Queda média de 11% (50% dos shoppers reduziram o consumo, com retração de 41% no volume médio); - Manteiga - Queda média de 6% (45% dos shoppers reduziram o consumo, com retração de 28% no volume médio); - Iogurte - Queda média de 5% (53% dos shoppers reduziram o consumo, com retração de 39% no volume médio); - Requeijão - Queda média de 3% (54% dos shoppers reduziram o consumo, com retração de 28% no volume médio); - Queijo Diet/Light - Alta média de 19% (80% dos shoppers aumentaram o consumo, com avanço de 26% no volume médio); - Queijo de Búfala - Alta média de 16% (69% dos shoppers aumentaram o consumo, com avanço de 49% no volume médio); - Queijo Cremoso - Alta média de 13% (63% dos shoppers aumentaram o consumo, com avanço de 59% no volume médio). Carnes Processadas e Embutidas: - Peixe de Água Salgada Congelado - Queda média de 18% (55% dos shoppers reduziram o consumo, com retração de 40% no volume médio); - Mortadela - Queda média de 10% (46% dos shoppers reduziram o consumo, com retração de 40% no volume médio); - Hamburguer Congelado - Queda média de 9% (53% dos shoppers reduziram o consumo, com retração de 29% no volume médio); - Carne Moída Congelada - Queda média de 7% (40% dos shoppers reduziram o consumo, com retração de 35% no volume médio); - Peixe de Água Doce Congelado - Alta média de 17% (76% dos shoppers aumentaram o consumo, com avanço de 37% no volume médio); - Empanado Pedaços - Alta média de 14% (57% dos shoppers aumentaram o consumo, com avanço de 58% no volume médio); - Linguiça de Frango - Alta média de 8% (63% dos shoppers aumentaram o consumo, com avanço de 47% no volume médio). Refrigerados e Congelados: - Legume Congelado - Queda média de 22% (64% dos shoppers reduziram o consumo, com retração de 35% no volume médio); - Fruta In Natura Congelada - Queda média de 16% (71% dos shoppers reduziram o consumo, com retração de 19% no volume médio); - Pães Refrigerados / Congelados - Queda média de 10% (51% dos shoppers reduziram o consumo, com retração de 42% no volume médio); - Quibe Congelado - Alta média de 39% (50% dos shoppers aumentaram o consumo, com avanço de 119% no volume médio); - Polpa de Fruta Congelada - Alta média de 14% (56% dos shoppers aumentaram o consumo, com avanço de 65% no volume médio); - Suco Pronto Refrigerado - Alta média de 6% (54% dos shoppers aumentaram o consumo, com avanço de 58% no volume médio); - Pratos Prontos - Alta média de 2% (49% dos shoppers aumentaram o consumo, com avanço de 51% no volume médio). Panificação Industrial: - Pão Tipo Tortilha - Queda média de 8% (63% dos shoppers reduziram o consumo, com retração de 22% no volume médio); - Panetone - Alta média de 30% (69% dos shoppers aumentaram o consumo, com avanço de 87% no volume médio); - Mini-bolo industrial de alto giro - Alta média de 29% (62% dos shoppers aumentaram o consumo, com avanço de 98% no volume médio); - Pão de Hamburguer - Alta média de 4% (52% dos shoppers aumentaram o consumo, com avanço de 48% no volume médio); - Pão de Forma Premium - Alta média de 4% (71% dos shoppers aumentaram o consumo, com avanço de 18% no volume médio); Hortifruti / Granjeiro: O estudo destaca que nestas categorias fatores sazonais e climáticos podem influenciar na demanda, portanto não é possível afirmar que quedas tenham relação com o uso dos medicamentos
19/09/2025
Associados em foco
Saiba como o Pão de Açúcar engaja consumidores através da solidariedade!
Solidariedade é uma das ações mais magnânimas que um ser humano pode promover. E ela ganha ainda mais valor quando ultrapassa as singularidades e se fortalece em um movimento compartilhado. É com essa inspiração que o Grupo Pão de Açúcar (GPA) realiza a campanha "Solidariedade em Dobro – Stix", mostrando que o varejo supermercadista pode, com o poder de contato que tem, mobilizar não apenas seus times e operações, mas também envolver diretamente os consumidores na construção de uma sociedade mais justa e inclusiva. A iniciativa reforça o papel estratégico do nosso setor como um agente de transformação social, unindo toda a cadeia em prol de causas relevantes para a comunidade. Ação que multiplica impacto A campanha, realizada pelo terceiro ano consecutivo, permite que clientes troquem seus pontos acumulados nos programas de fidelidade Pão de Açúcar Mais e Clube Extra por doações a instituições sociais. O diferencial da ação está no modelo de contribuição: para cada ponto doado pelo consumidor, a Stix doa o mesmo valor em dinheiro, dobrando o impacto da arrecadação. Assim, cada gesto de solidariedade se transforma em duas vezes mais apoio para quem precisa. Participar é simples e totalmente digital. Os clientes podem acessar os aplicativos de fidelidade, entrar na aba "Meus Stix", digitar o nome da instituição escolhida ou selecionar a opção doar e definir a quantidade de pontos que desejam disponibilizar. As contribuições podem variar de 50 a 3.000 pontos, o que equivale de R$0,50 até R$30,00. A ação é válida até o dia 31 de setembro, para os clientes do Pão de Açúcar, Minuto Pão de Açúcar, Pão de Açúcar Fresh, Extra Mercado e Mini Extra, cadastrados nos programas de fidelidade da rede, em todo o Brasil. As doações serão direcionadas para cinco instituições de forte impacto social: Ação da Cidadania (combate à fome); Amigos do Bem (combate à fome); Fundação Amazônia Sustentável (desenvolvimento sustentável); UIPA (proteção animal); Uneafro (educação). Uma iniciativa com propósito A campanha "Solidariedade em Dobro – Stix" tem como objetivo tornar o ato de doar acessível e prático para milhões de consumidores. Mais do que apenas arrecadar valores, o projeto fortalece a cultura de solidariedade, aproxima clientes das causas que mais necessitam de apoio e ainda geram uma forte percepção de valor do GPA por parte de seu público. Renata Amaral, gerente de Sustentabilidade, Diversidade e Impacto Social do GPA, resume a importância da ação: "Com essa iniciativa, queremos facilitar aos nossos clientes a doação para diferentes causas sociais. A partir dessa troca, de pontos por doação, ampliamos o impacto positivo destas organizações nas comunidades nas quais atuam, ampliando oportunidades e potencializando relações. E isso tem tudo a ver com o propósito do GPA de alimentar sonhos e vidas". Um gesto que fortalece o varejo supermercadista A campanha solidária do GPA mostra que pequenos gestos têm o poder de gerar grandes transformações. Ao convidar os consumidores a participar de uma corrente do bem conjunta, o Pão de Açúcar fortalece sua conexão com a sociedade, aumenta o valor percebido da marca e estimula a fidelização dos clientes. Mais do que uma ação social, a iniciativa é um exemplo de como o varejo supermercadista pode atuar de forma inovadora e responsável, transformando sua força de relacionamento em impacto positivo para toda a sociedade. É dessa forma, unindo propósito, engajamento e solidariedade, que o setor, que já é essencial para o desenvolvimento socioeconômico do Brasil e do Rio de Janeiro, dá mais um passo na construção de um futuro mais humano.
19/09/2025
Setor supermercadista reforça papel de grande empregador: Prezunic anuncia 400 vagas
Setembro tem sido um mês agitado para o setor supermercadista quando o assunto é geração de empregos. Após o Grupo Barra Oeste (GBO), associado da Rede Supermarket, anunciar um processo seletivo para 225 vagas, agora é o Prezunic que abre novas oportunidades. A rede disponibiliza 400 vagas em suas lojas na cidade do Rio de Janeiro: 200 para operador de perecíveis e 200 para operador de supermercado. Os interessados devem comparecer nesta segunda-feira (22/09), das 8h às 15h, na Rua Uranos, 1.293, em Olaria, onde serão distribuídas as senhas para atendimento. É necessário levar currículo impresso, documento de identificação com foto e caneta. Para concorrer, é preciso Ensino Médio completo, experiência no setor e disponibilidade de horário. Entre os benefícios, a rede oferece assistência médica e odontológica, seguro de vida, cartão de compras para uso nas lojas Prezunic, desconto de até 10% em compras na rede Cencosud, além de descontos em instituições de ensino superior e cursos de idiomas (extensivos a dependentes), empréstimo consignado em contracheque, participação nos lucros e resultados, programas de treinamento com plano de carreira, vale-transporte e refeição no local de trabalho. “O varejo supermercadista é um dos maiores empregadores do estado e representa o primeiro emprego de muitos jovens e adultos que buscam iniciar sua trajetória profissional. Essa abertura de vagas pelo Prezunic reforça o compromisso do setor com a geração de renda e oportunidades para a população fluminense”, destaca Fábio Queiróz, presidente da ASSERJ.
19/09/2025
Supermercados e atacarejos avançam 4,5% em agosto
Quer saber a performance do varejo supermercadista no mês de agosto? Uma pesquisa da Rock Encantech fez análise baseada em 160 milhões de transações realizadas no período, o levantamento aponta que o segmento registrou uma alta de 4,5% em agosto na comparação com o mês anterior. No recorte por canais, a queda de 1,3% na frequência de compras não atrapalhou o crescimento dos supermercados de 3,7%, que foi impulsionado pelo aumento de itens por carrinho (+5,9%) e pelo ticket médio (+4,4%). Já os atacarejos cresceram 2,2%, também decorrente dos resultados alcançados na quantidade de produtos por carrinho (+1%) e no ticket médio (+0,8%), além da elevação da frequência (+1,8%). Além disso, em agosto, os atacarejos registraram um percentual de 108,7% no IFEV (Índice de Fidelidade e Engajamento do Varejo), enquanto os supermercados alcançaram 108,5%. O índice é voltado para o entendimento de como determinadas ações do setor impactam o comportamento de compra e promovem a retenção de clientes. O indicador funciona a partir da análise do ticket médio, calculando a diferença entre o engajamento do shopper fidelizado e do não fidelizado. Ou seja, o índice comprova que o primeiro grupo compra mais que o segundo. Para Fernando Gibotti, vice-presidente de Varejo e Indústria da Rock Encantech, os números demonstram que os valores dos produtos continuam determinantes para os resultados obtidos. “Apesar dos cinco fins de semana de agosto terem contribuído positivamente para a frequência de compras, devido à sazonalidade típica desses períodos, o avanço do segmento está diretamente relacionado ao aumento do preço médio e do ticket médio”, explica. Panorama do setor Os resultados do varejo supermercadista de agosto acompanham uma fase de crescimento do setor. Em julho, o segmento registrou uma alta de 4,8% na comparação com o mês anterior. No período, os atacarejos avançaram 3,9%, puxados principalmente pelo aumento do gasto médio dos shoppers (+1,8%), da frequência de ida às lojas (+2,5%) e do número de itens por compra (+0,4%). Já os supermercados cresceram 3,3%, com aumentos de 0,8% e 2,5% nos dois primeiros tópicos respectivamente e uma queda de 1,1% no último. Ainda vale destacar que o impacto dos preços dos produtos nessa fase de crescimento também pode ser identificado por meio da análise do desempenho do setor no ano passado. No comparativo de agosto de 2025 com o mesmo mês de 2024, os supermercados avançaram 2,9% e os atacarejos recuaram 2,6%, mas o ticket médio e o gasto médio cresceu em ambos os canais: respectivamente, 5,7% e 0,7%, e 3,5% e 5,4%. “É importante ter cautela no momento de analisar a performance do varejo supermercadista justamente porque um crescimento ou uma retração muitas vezes são eventos mais complexos do que apenas percentuais positivos ou negativos”, reforça Gibotti. “A inflação e os reajustes, além de questões políticas e relações comerciais, são essenciais para a forma como um produto chega ao shopper. Por isso, cada varejista precisa agir para lidar com imprevistos e focar esforços, principalmente, em entender o comportamento dos consumidores”, finaliza.
19/09/2025
Como potencializar vendas com o check-stand? Incentive compras por impulso e aumente o faturamento
Quando o seu cliente se dirige rumo ao caixa, o verbo "comprar" está na mente e atitude dele. Em paralelo, o "vender" está na do supermercadista. Então porque não aproveitar bem esse momento na esteira para incentivar uma compra por impulso? É exatamente nesse momento que entra o check-stand, uma oportunidade estratégica que, se bem trabalhada, pode aumentar o ticket-médio e o faturamento da loja. Posicionados colados nos caixas, esses displays de produtos, geralmente indulgentes, exploram a atenção do cliente enquanto ele aguarda sua vez no atendimento. Ele já está pronto para pagar e a espera pode ser convertida em venda. Compra por impulso: aproveite um comportamento natural A compra por impulso, sem planejamento prévio, é uma atitude comum dos consumidores. Porém, ela precisa de um "empurrãozinho". Para ceder à tentação, o cliente requer uma motivação e ela pode acontecer de várias formas, por estímulos visuais, olfativos ou sensoriais. Nos supermercados, onde os consumidores já estão expostos a uma ampla gama de produtos, o check-stand se apresenta como um espaço ideal para gerar esses estímulos. Nessa posição estratégica, a ideia é não exigir uma decisão complexa, por isso apostar em itens pequenos, atrativos e de baixo valor, os chamados indulgentes, têm grande potencial de conversão. Estratégia: maximize o potencial do check-stand Para que as apostas no check-stand sejam eficazes, é necessário combinar a escolha adequada de produtos com marketing e organização. Ambiente e experiência do cliente: o espaço deve ser iluminado, organizado e confortável. A disposição harmoniosa dos produtos é um fator que pode chamar a atenção; Marketing sensorial: explorar os sentidos é uma forma de aumentar as vendas por impulso. Distribuição de amostras grátis e aromas atraentes podem estimular a tentação no momento certo da decisão de compra; Psicologia: ao oferecer produtos de baixo valor, bem na chegada ao caixa, é possível criar a percepção de vantagem atrelada à compra daquele item específico. Combos promocionais ou pequenas promoções ampliam a oportunidade de convencimento; Apelo visual: displays bem estruturados e chamativos, com sinalização clara, cores vibrantes e telas digitais, são como holofotes para os olhos do consumidor. É preciso seduzir a atenção, aumentando visibilidade e impacto das ofertas; Praticidade: o design do check-stand é crucial. O consumidor precisa ter facilidade em acessar, visualizar e manusear os produtos. Investir em um móvel bem planejado é investir em resultado. Além das vendas: oportunidade para negociar com fornecedores O check-stand também se apresenta como uma excelente janela de ocasião para negociar com indústrias parceiras, funcionando com um espaço de trade marketing para marcas específicas. O planejamento conjunto pode incluir promoções específicas, brindes, material de PDV e incentivos para aumentar a rotatividade de produtos. Como fez o Princesa Supermercados. A rede negociou com a Pepsico para explorar todo o potencial do espaço em mais uma prova de que nosso setor se constrói a quatro mãos: varejo e indústria juntos, buscando vendas e exposição. "Identificamos a oportunidade de uma nova estruturação dos itens de check-stand. Era necessário realinhar o mix à realidade atual do nosso consumidor, revendo itens, posicionamento e até mesmo o móvel nas lojas. Além de criar padronização na rede. Transformamos isso em um projeto bem elaborado e apresentamos aos parceiros que teriam ligação com a ideia. A Pepsico já tinha mostrado interesse num outro momento de assumir conosco um projeto como esse. Pronto, eram interesses em comum, negócio fechado. Estreitamos nossa relação e nos organizamos juntos para realizar o plano. Execução bem cuidada, com desenho de planograma, móvel novo e espaço para outras indústrias também", explica Wlauber Manhães, gerente de marketing do Princesa Supermercados. Wlauber Manhães completa destacando a projeção com a ação: "Agora vamos à outra etapa, acompanhar e promover a manutenção do material e da arrumação. A expectativa é a melhor. Aumentar itens na cesta e ticket médio levando o setor a dobrar o faturamento logo nos 3 primeiros meses". Mais que um espaço: é faturamento O check-stand é muito mais do que uma extensão das gôndolas para exposição de produtos, é uma ferramenta valiosa para o aumento de faturamento, ao transformar a fila do caixa em um novo momento de decisão de compra, além do fortalecimento do relacionamento com parceiros. A combinação bem planificada de ambiente, marketing sensorial, psicologia, apelo visual e negociação estratégica com a indústria cria um PDV com potencial de resultados expressivos. Supermercadistas que apostam nesse espaço e conceito vão além do aumento de vendas, melhorando a experiência de compra e a probabilidade de fidelização.
18/09/2025
O que cada geração coloca no carrinho? Vem saber!
A Rock Encantech divulgou um levantamento que detalha como a idade influencia as compras no varejo supermercadista brasileiro. O estudo analisou 89 milhões de transações de 10 milhões de consumidores, entre janeiro e maio de 2025, e apontou mudanças relevantes de comportamento por faixa etária. A pesquisa mapeou as cinco categorias mais vendidas em oito grupos, de jovens com até 19 anos a consumidores com mais de 80. Biscoitos dominam entre os públicos até 49 anos, com participação acima de 5,4%, mas perdem espaço progressivamente e praticamente desaparecem a partir dos 60. Doces e ingredientes culinários surgem na segunda posição entre os menores de 29 anos (mais de 4,7%) e mantêm presença no top 5 em todas as demais idades, sempre acima de 4%. Quando se trata de bebidas, os refrigerantes permanecem estáveis em todas as faixas etárias, sempre entre a segunda e a terceira colocação (acima de 4,5%). Entre os mais jovens, o consumo é levemente menor, já os sucos e água de coco também figuram com percentuais superiores a 4,4%. “A preferência pelos biscoitos está ligada a lanches rápidos no trabalho ou em casa. E a presença de várias bebidas mostra que o consumidor valoriza portfólios diversificados, que atendem momentos diferentes”, explica Fernando Gibotti, vice-presidente de Varejo e Indústria da Rock Encantech. Comportamento na maturidade Nas faixas etárias mais elevadas, as frutas se destacam e alcançam a liderança a partir dos 70 anos, com participação superior a 5,9%. O leite entra no top 4 a partir dos 60 (acima de 4,4%) e chega ao segundo lugar entre os maiores de 80 (mais de 5,7%). Já a cerveja ganha relevância entre 40 e 79 anos, com índices acima de 5,2%, mas quase não aparece antes dos 39. “Na maturidade, o aumento do consumo de álcool se mistura a hábitos mais saudáveis”, observa Gibotti. “A escolha por frutas reflete a busca por alimentação nutritiva, enquanto a presença do leite indica cuidado com a saúde óssea.” O executivo reforça que compreender essas diferenças é fundamental para o setor: “A pesquisa comprova que a faixa etária é um fator crucial, revelando hábitos atuais e tendências futuras. Varejistas e marcas que ajustarem portfólio, comunicação e estratégias de posicionamento para atender cada geração terão vantagem competitiva no mercado”, conclui. Indústria atenta às tendências Atenta às tendências e às mudanças no comportamento do consumidor, o Grupo Heineken aumentou sua prioridade no segmento de cervejas sem álcool, sendo o Brasil um mercado estratégico para essa transformação. “Temos visto uma aceitação crescente e um avanço consistente em volume, confirmando o enorme potencial da categoria. Acreditamos que as cervejas com e sem álcool não competem – elas se complementam, ampliando as possibilidades de consumo e celebrando a liberdade de escolha”, afirma Cecilia Mondino, vice-presidente de Marketing do Grupo Heineken. No setor de proteínas vegetais, a possibilidade de consumir alimentos saudáveis começou a se consolidar principalmente graças ao avanço da tecnologia. Na NotCo, por exemplo, é usada uma inteligência artificial proprietária, o Giuseppe, para criar combinações com ingredientes à base de plantas que replicam o sabor e a textura de produtos tradicionais, de forma mais sustentável e nutritiva. “Seja no café da manhã, no lanche, no pós-treino ou até para cozinhar em casa de maneira prática, opções com proteína vegetal são grandes aliadas para planejar uma alimentação simples, prazerosa e que se integra naturalmente à rotina”, explica Weinmann. “No mercado, já existem alternativas versáteis, com sabores que remetem a memórias afetivas e compostos por nutrientes importantes, como fibras e vitaminas”, completa. A Unilever, buscando ampliar sua presença em diversas ocasiões de consumo do brasileiro, se uniu à Vapza para entrar na categoria de refeições prontas, segmento que tem registrado crescimento nos últimos anos no país. “Estamos atentos às mudanças de comportamento, especialmente entre pessoas que vivem no corre e querem comer bem sem perder tempo. A parceria combina nossa expertise em levar o sabor da comida caseira com a tecnologia de embalagem a vácuo e cocção a vapor da Vapza, garantindo refeições completas que oferecem, ao mesmo tempo, conveniência e qualidade superior – características ainda pouco exploradas em soluções prontas”, pontua Maria Eugênia, diretora de Novos Negócios da Unilever Alimentos LATAM.
18/09/2025
Unilever nomeia novo CFO para impulsionar estratégia financeira e IA
A Unilever anunciou a nomeação de Srinivas Phatak como seu novo Diretor Financeiro (CFO), cargo que ele assumiu oficialmente em 16 de setembro de 2025, após atuar como interino desde fevereiro. Com mais de duas décadas de experiência em finanças, estratégia e fusões e aquisições, Phatak chega para fortalecer a governança da companhia em um momento decisivo: a aceleração do uso de inteligência artificial (IA) em toda a operação global. Presente em 190 países e dona de marcas icônicas nos segmentos de alimentos, cuidados pessoais e limpeza, a Unilever vem incorporando plataformas de dados e IA em áreas que vão de cadeia de suprimentos a marketing de precisão. O objetivo é tornar a companhia mais eficiente, inovadora e preparada para responder a tendências de consumo em ritmo acelerado. "Phatak é considerado peça-chave para aprofundar essa transformação. Conhecedor das complexas operações internacionais da empresa, ele já demonstrou, no período como CFO interino, habilidade para garantir estabilidade financeira enquanto a Unilever expande iniciativas digitais e sustentáveis", diz o comunicado da empresa. Segundo analistas de mercado, a tendência é que Phatak fortaleça investimentos em infraestrutura de dados, análise preditiva e automação, permitindo decisões financeiras mais ágeis e assertivas — de orçamentos automatizados à previsão de demanda. Esse movimento deve beneficiar especialmente a Hindustan Unilever Ltd., subsidiária indiana que já se destaca pelo uso de IA para ganhos de eficiência e sustentabilidade. A nomeação sinaliza que, para a Unilever, tecnologia e estratégia financeira são indissociáveis. Ao alinhar finanças e inovação, a companhia se posiciona para crescer de forma sustentável, manter competitividade global e atender consumidores com cada vez mais personalização e rapidez. Desejamos sucesso!
18/09/2025
Inteligência artificial, hiperpersonalização e experiência do consumidor: os debates do segundo dia da NRF Europe
O segundo dia da NRF Europe, realizada em Paris, destacou, na última terça-feira, 17 de setembro, como a inteligência artificial, a hiperpersonalização e a integração entre físico e digital estão remodelando o varejo global. Executivos de diferentes setores apresentaram cases de inovação, estratégias de engajamento do cliente e evolução das operações, reforçando a importância de dados, tecnologia e experiência humana no futuro do setor. Inteligência artificial aplicada ao varejo e operações O papel transformador da inteligência artificial foi um dos principais temas do dia, apresentando como a IA está remodelando operações, supply chain e atendimento ao cliente. Olaf Maecker, vice-presidente de Inteligência Artificial e Automação da Metro, destacou que a tecnologia deixou de ser apenas um tema de hype para se tornar um divisor de águas, impactando eficiência operacional e experiência do consumidor. Ele ressaltou que a IA não tem o objetivo de substituir colaboradores, mas otimizar processos e permitir que equipes atendam melhor os clientes com agentes digitais e automação. Ran Hu, diretora de IA para Varejo e Bens de Consumo da NVIDIA, explicou como a empresa oferece não apenas hardware, mas plataformas e bibliotecas especializadas que permitem aos varejistas aplicar IA de forma prática, desde visão computacional para self-checkout até otimização de armazéns e entregas. Jean-Christophe Morisseau, head de Enterprise IT Solutions da Lenovo, reforçou que a missão de sua companhia é reduzir a complexidade da adoção de IA, garantindo escalabilidade, consistência e viabilidade financeira. Segundo ele, programas como o AI Innovator compartilham melhores práticas globais, incluindo aplicações no varejo. Para Mark Irvin, diretor de Supply Chain na Best Buy, a cadeia deve funcionar como suporte à experiência em loja. A busca deve ser pelo equilíbrio, para que as unidades físicas não sejam sobrecarregadas como centros de distribuição, garantindo que vendedores e técnicos possam focar no atendimento e na consultoria ao consumidor. Irvin também frisou a importância da humildade diante do conhecimento em todo o processo, adotando constantemente a postura de aprendiz e futurista, com um questionamento constante: com quem aprender e de quem se aproximar. Todos destacaram que a próxima fronteira será a "IA física", com robôs desempenhando tarefas complexas em centros de distribuição e lojas, mas sempre em colaboração com humanos. A expectativa é que, até 2030, consumidores interajam com avatares e agentes virtuais, enquanto colaboradores utilizem copilotos de IA para oferecer serviços mais rápidos e personalizados. Para que a tecnologia entregue valor real, os especialistas reforçaram três fatores: qualidade dos dados, contexto correto e adoção cultural nas equipes. Hiperpersonalização e experiências únicas no e-commerce Outro tema central foi a hiperpersonalização (tema abordado também no Rio Innovation Week deste ano. CLIQUE AQUI PARA CONFERIR), definida como a evolução da personalização tradicional, capaz de tratar cada cliente de forma única e ajustar ofertas, conteúdos e serviços em tempo real. Foram apresentados dados que demonstram impactos relevantes da estratégia, impulsionada pela IA: campanhas hiperpersonalizadas podem aumentar taxas de conversão em até 60%, elevar a receita média por cliente em 10% a 15% e gerar 40% mais receita para negócios que aplicam a estratégia com excelência. Marc Lolivier, diretor-geral da FEVAD, enfatizou que o avanço do e-commerce, por exemplo, exige esse tipo de mudança na forma de se relacionar com o consumidor. Preço e conveniência já não bastam, é preciso oferecer experiência personalizada e relevante. Já François-Xavier Leroux, partner da KPMG, pontuou que a hiperpersonalização é uma revolução silenciosa, que muda a função do varejo digital, em cada interação se torna algo único e de alta relevância. Os palestrantes também disseram que, até 2030, essa característica será o diferencial competitivo mais relevante do e-commerce. Leroux, inclusive, declarou que já estamos entrando na era em que cada cliente deve ser tratado de forma singular. A implementação da hiperpersonalização requer coleta e integração de dados em visão 360º do cliente, análise inteligente com IA, ativação em tempo real e mensuração contínua dos resultados. Além disso, os painelistas destacaram a necessidade de integração omnicanal, governança de dados, IA como copiloto estratégico e processos ágeis que permitam adaptação em escala. David Nedzela, CMO da SNCF, reforçou que esse movimento só faz sentido quando conecta pessoas, criando experiências memoráveis sem gerar fricção na jornada de compra. Para corroborar a visão, Nedzela citou o exemplo do Spotify, mostrando como o consumidor já se acostumou com ações hiperpersonalizadas em seu cotidiano, e que o varejo precisa aprender a interpretar os sinais de comportamento para oferecer o mesmo serviço, de forma fluida e invisível. Experiência do cliente e engajamento O conceito de transformar lojas físicas em centros de experiência e engajamento foi reforçado por representantes de diferentes segmentos. Fernanda Dalben, CMO do Salben Supermercados, mostrou como a rede brasileira tem usado inteligência artificial, dados e iniciativas de comunidade para criar pontos de socialização que reforçam a fidelidade do cliente, incluindo assistentes virtuais para localização de produtos, experiências em cafés e workshops criativos. Nacho Carnes, head de Estratégia, Estratégia de Dados e Mídia Paga da Dunkin’ Benelux, e Jayne Rafter, especialista em varejo e lazer internacional, destacaram a importância de conectar dados e tecnologia à experiência física, utilizando IA para personalização de produtos, recomendações e interação humana qualificada. Eles reforçaram que a jornada do consumidor deve ser fluida entre canais digitais e lojas físicas, com experiências consistentes, personalizadas e orientadas a engajamento emocional. Gestão de marcas e marketplaces integrados Outro painel muito aguardado foi sobre a estratégia da Authentic Brands Group (ABG), que demonstrou como marcas globais podem ser transformadas em negócios multicanais, combinando tradição, inovação e alcance global. Segundo Corey Salter, diretor de Operações, da ABG, e Henry Stupp, presidente da empresa para Europa, Oriente Médio e África (EMEA) & Índia, o futuro do varejo passa pela conexão inteligente entre marcas, parceiros e consumidores, transformando propriedades intelectuais em experiências de consumo multicanal e emocionalmente relevantes. Ambos frisaram que marcas carregam conexões emocionais e é preciso desbloquear esse potencial, criando valor. (A não-linearidade da jornada do consumidor também foi tema do Conecta Varejo deste ano, nosso palco no Rio Innovation Week. SAIBA MAIS CLICANDO AQUI). Posteriormente, Régis Pennel, diretor de e-commerce da Galeries Lafayette, Romain Roulleau, diretor digital e comercial do Kingfisher Group, Vitaliy Novikov, diretor de comércio digital da Coca-Cola HBC, e Nir Manor, partner da Transformational Retail Group, debateram sobre marketplaces, mostrando como grandes redes estão transformando suas plataformas em ecossistemas integrados, unindo lojas físicas, canais digitais, personalização, engajamento social e sustentabilidade. O uso de IA e dados permite hiperpersonalização, otimização de estoques e logística integrada, fortalecendo a relevância dos marketplaces como hubs de experiência e serviços. Conexões genuínas com o consumidor: como construir? Por fim, Dennis Schröder, CEO da SNIPES, e Bruno Owokoti, diretor de patrocínios e parcerias de marca do Paris Saint-Germain (PSG), expuseram como a importância da construção de comunidade é uma vantagem competitiva no varejo moderno. Segundo Schröder, programas tradicionais de fidelidade não são mais o bastante para garantir engajamento a longo prazo. A união de propósito, relevância cultural e parcerias consolidadas serão os pilares das marcas que assumirão a liderança no futuro, diante de consumidores que têm o desejo de fazer parte de coisas grandes. O foco não deve ser apenas em descontos, mas em solidificar conexões autênticas, com experiências que tenham sentido na vida do cliente. Uma marca relevante entende que investimento na comunidade é investimento na própria organização. O objetivo deve ser alcançar a simbiose com a cultura, se tornando parte dela, e deixando o status de marca para se transformar em um movimento. As lições do 2º dia da NRF Europe para os supermercadistas fluminenses Os debates da NRF Europe mostraram os caminhos para um desenvolvimento pleno do nosso setor em um futuro que, cada dia mais, se torna uma realidade presente. As rotas possíveis passam por questões bastante claras: IA e tecnologia prática: inteligência artificial e automação devem ser implementadas com foco em problemas reais do negócio, tendo métricas claras para medir impacto; Experiência personalizada: o passo para a hiperpersonalização precisa ser dado, transformando cada interação em uma jornada única, impactando diretamente em aumento de conversão, fidelização e receita. Integração de canais: para o consumidor não existem mais fronteiras entre digital e físico. As experiências coerentes e conectadas são essenciais; Humanização da tecnologia: IA e robótica são necessárias, mas devem ser um apoio aos colaboradores, já que o atendimento humano qualificado é um diferencial competitivo; Dados como alicerce estratégico: decisões orientadas por dados e governança robusta garantem personalização, eficiência e sustentabilidade das operações; Conecte-se com o cliente: o objetivo de quem deseja liderar seu segmento deve ser a criação de uma ideia de pertencimento da marca ao dia a dia do consumidor. Em resumo, o segundo dia da NRF Europe reforçou que o futuro do varejo passa pela convergência entre tecnologia, dados, experiência do cliente e integração entre físico e digital. A adoção prática da IA, combinada com hiperpersonalização e engajamento humano, será determinante para empresas que buscam relevância, competitividade e fidelidade do consumidor. A NRF Europe confirma para o nosso setor uma conclusão que a ASSERJ já vinha destacando: o futuro do varejo supermercadista está na convergência das tendências tecnológicas modernas, mas sem abandonar o lado humano vital das operações, sempre focando em proporcionar a melhor jornada possível para cada cliente, em qualquer canal que ele escolher.
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