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Morre fundador da Daiso, principal varejista japonesa no Brasil
Ele deixa uma fortuna avaliada em R$ 9,4 bilhões Morreu aos 80 anos, Hirotake Yano, fundador da rede varejista japonesa de '1,99' Daiso, informou um comunicado divulgado por sua empresa na tarde desta segunda-feira, 19. Segundo a nota, a causa da morte foi insuficiência cardíaca. Hirotake faleceu em 12 de fevereiro, em Hiroshima, e sua família fez um enterro particular. A confirmação da morte, porém, só foi realizada hoje. O empresário é apontado como pioneiro mundial no conceito de "dollar-shop", em que os itens custam US$ 1. No Brasil, o termo se tornou popular como 'lojinhas de 1,99', onde são vendidas produtos do cotidiano a um preço muito abaixo do praticado no mercado. Segundo a Bloomberg Billionaires Index, Hirotake Yano deixa um patrimônio de US$ 1,9 bilhões, cerca de R$ 9,4 bilhões. Empresário de sucesso na Ásia, Yano, passou por um longo caminho de fracassos até conseguir criar e fortalecer a rede varejista Daiso. Até 1977, o empresário acumulou insucessos empresariais, entre eles, a falência da empresa de pesca de seu sogro. Atualmente, a Daiso é uma empresa de capital fechado e com receita de 589,1 bilhões de ienes (US$ 3,9 bilhões) no ano encerrado em fevereiro de 2023. São cerca de 4.360 lojas no Japão e 990 lojas no exterior, segundo o seu site oficial.
19/02/2024
Empresário inovador do setor de varejo construiu fortuna a partir da doceria da família, transformando-a na primeira rede de supermercados brasileira
Saiba o valor da fortuna de Abilio Diniz; Ibovespa sofre queda Abilio Diniz, 87, morreu na noite de domingo em São Paulo de insuficiência respiratória causada por uma pneumonite, após um mês internado no Hospital Israelita Albert Einstein. Segundo levantamento da revista Forbes, o empresário ocupava o 21º lugar entre as personalidades mais ricas do Brasil. Segundo o 'UOL', Abilio Diniz tinha uma fortuna de US$ 2 bilhões (cerca de R$ 10 bilhões), grande parte dessa totalidade criada a partir do inovador Grupo Pão de Açúçar (GPA), império varejista brasileiro do qual vendeu suas ações para o Casino, da França. O patrimônio de Diniz começou após o empresário assumir a doceria da família 'Pão de açúcar', em São Paulo, e realizar o desejo do pai de transformá-lo em um supermercado. Com intuito inovador, o pensamento 'self-service' nas gôndolas de mercado conquistou rapidamente os brasileiros. Na década de 1960, com as aquisições da Sirva-se, e lojas como Superbom, Peg-pag e Mercantil no inicio dos anos 1970, o Pão de Açúcar assumiria a forma do grupo que leva o nome de um dos monumentos naturais brasileiros mais conhecidos no mundo. Abílio só se tornaria, de fato, dono, em 1980 quando assumiu majoritariamente as ações da empresa. Com a aquisição da Jumbo, e a criação do conceito 'hipermercado' com as filiais do Extra, o empresário se tornou quase um 'semi-deus' do varejo supermercadista. Longa batalha com o Casino [caption id="attachment_29736" align="alignleft" width="300"] Casino Guichard[/caption] Seu voo solo no Grupo Pão de Açúcar duraria até 1999, quando a rede varejista francesa Casino se interessou pelos papeis da empresa. De uma só vez, os europeus adquiriram 25% do GPA e se tornaram membros do conselho da empresa. Em 2005, aconteceu um novo e duro golpe para Diniz: a Casino adquiriu metade da empresa, se tornando sócia-proprietária do GPA. Os franceses já tinham participação em gigantes do varejo brasileiro como as Casas Bahia e o Ponto Frio, do qual se tornaria proprietário anos depois. Após uma longa batalha, Diniz chegou a propor uma fusão entre o GPA e o Carrefour, em 2011, mas foi prontamente recusado. Em 2013, Abilio vendeu sua parte ao Casino, e saiu pela porta da frente da empresa de sua família. Mas não demoraria muito para retornar ao cenário varejista. Em 2014, Abilio adquiriu uma boa fatia acionária do Carrefour Brasil e se tornou acionista conselheiro da principal rival da empresa de sua família. Abilio Diniz era vice-presidente do conselho de administração do Carrefour, cargo que ficará temporariamente vago após sua morte. O empresário tinha ainda investimentos na rede de padarias Benjamin, Wine (varejo de vinhos) e na Oncoclínicas (grupo de clínicas especializado no tratamento de câncer). Ibovespa em queda A morte de Abilio Diniz repercutiu rapidamente na Ibovespa, principal bolsa de valores do Brasil, enquanto os especialistas aguardavam os primeiros movimentos do Carrefour e também o Grupo Pão de Açúcar. [caption id="attachment_29738" align="alignright" width="300"] Sede da IBOVESPA em São Paulo[/caption] Segundo a 'Valor Investe', as ações do Carrefour operam em queda desde a abertura do 'pregão' na manhã desta segunda-feira. Às 12h, os papéis estavam em queda de 1,71% valendo R$ 10,94. O Carrefour afirmou que o cargo que Diniz ocupava desde 2022 seguirá vago até novo posicionamento do conselho. A empresa também confirmou que seus ativos passarão por uma revisão da JP Morgan. “Ao longo de quase uma década, o Sr. Abílio Diniz empenhou sua visão e habilidade únicas no desenvolvimento e amadurecimento do grupo Carrefour Brasil, deixando um legado inestimável para a companhia e para o País”, afirma a empresa, em comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM). A Ibovespa operou com queda influenciada pelo feriado nos Estados Unidos e a baixa do minério na China. A reação do Carrefour após a morte de Abilio Diniz foi o principal fator na perda de pontos do índice da bolsa de valores de São Paulo e na venda dos papéis acionários. No final da tarde da segunda-feira, a Ibovespa conseguiu recuperar a turbulência e fechou o dia com leve estabilidade.
19/02/2024
Associados em foco
Casa do Arroz promove campanha de endomarketing para estimular hábitos saudáveis
‘Construindo hábitos positivos’ é o tema do projeto-piloto, que começa hoje e vai até 18 de março O início do ano é sempre uma época de reflexão e estabelecimento de novas metas. Pensando nisso, a equipe de Marketing da Casa do Arroz Supermercados criou um grupo para desenvolver e estimular novos hábitos entre os colaboradores, seja na leitura, saúde, alimentação e/ou atividade física. A campanha tem como objetivo incentivar hábitos positivos e saudáveis na rotina. De modo a contribuir para reduzir a obesidade entre as mulheres, o projeto-piloto tem como foco o estímulo à alimentação saudável e prática de exercícios físicos. Nesta primeira etapa, são mais de 40 colaboradores da área administrativa que terão a pesagem registrada pelas nutricionistas da Casa do Arroz, Nathane e Sarah. No fim da campanha, as três colaboradoras que mais perderem peso serão premiadas como forma de incentivo. O piloto começou hoje (19) e vai até 18 de março, mas a ideia é que elas levem esses hábitos para a vida toda. De acordo com a gerente de marketing, Manu Figueiredo, “nossa intenção é expandir a iniciativa para toda a empresa. Neste primeiro grupo, convidamos apenas as mulheres da parte administrativa da loja. Vale ressaltar que a participação não é obrigatória”. Para dar suporte às participantes, foi criado um grupo de WhatsApp exclusivo para o projeto, com postagens de dicas das nutricionistas, exercícios de alongamento, incentivo à autoestima, além de sorteios.
19/02/2024
Adeus a Abilio Diniz: Carrefour toma decisão sobre vaga de empresário
Rede supermercadista francesa tinha o empresário como acionista e conselheiro, se manifestou após sua morte Morreu em São Paulo, na noite de domingo, 18, o empresário Abilio Diniz, fundador do Grupo Pão de Açúcar e reconhecido como um dos grandes nomes do varejo brasileiro. A morte foi informada pelo Hospital Israelita Albert Einstein, e confirmada pela família em nota à imprensa. Horas depois, segundo o 'Infomoney', o Carrefour Brasil decidiu que a vaga que Abilio Diniz ocupava, de vice-presidente do conselho administrativo da empresa, ficará vago até que a própria turma de acionistas decidir sobre a cadeira vazia. Ainda não está claro se a gigante do varejo francês que, recentemente, vem aprovando vendas de terrenos sem utilização para o setor imobiliário, escolherá outro membro do próprio conselho ou se dará preferência para algum nome de fora. A Península, holding criada por Abilio Diniz, e que prestava serviços de consultoria para o grupo francês, confirmou que seguirá sua parceria ressaltando o compromisso de longo prazo com a empresa europeia. Na manhã desta segunda-feira, 19, personalidades políticas e empresariais compareceram ao velório do empresário no Estádio Morumbis. O apresentador Luciano Huck; o presidente do São Paulo Futebol Clube (SPFC), Júlio Casares; o ex-piloto Felipe Massa e o CEO do Grupo Carrefour, Stephane Maquaide, foram alguns dos nomes que compareceram. Morte de Abilio Diniz Abilio Diniz estava internado na UTI do hospital paulistano há cerca de um mês com pneumonite, uma condição agravada de pneumonia. Ele havia interrompido sua viagem aos Estados Unidos depois de se sentir mal durante um passeio. Seu retorno foi em um avião adaptado com UTI móvel. O empresário morreu aos 87 anos vítima de insuficiência respiratória, e sua condição era considerada gravíssima pela equipe médica. Além de fundador do Grupo Pão de Açúcar, o Abilio era vice-presidente do conselho administrativo e acionista do Carrefour Brasil e da holding Península, do qual era sócio-proprietário.
19/02/2024
Abilio Diniz: a trajetória do empresário que fez do Grupo Pão de Açúcar, a maior varejista do Brasil
Líder empreendedor ousado, Abilio foi um dos homens mais ricos do país, enfrentando crises econômicas, disputas com concorrentes estrangeiros, um sequestro e a morte do filho há dois anos Ex-sócio do Grupo Pão de Açúcar (GPA), empresa que fundou, Abilio tem um patrimônio estimado em R$ 12 bilhões. Era vice-presidente do conselho administrativo do Carrefour no Brasil, sócio majoritário das Casas Bahia e um dos empresários do setor varejista mais respeitados do país. Graças a ele, a doceria da família, fundada em 1949 por seu pai, Valentim Diniz, tornou-se um dos maiores negócios do Brasil: o Grupo Pão de Açúcar. O empresário também era apaixonado pelos esportes e se tornou um exemplo na prática de atividades físicas. Há dois anos, viveu um drama pessoal: perdeu o filho, João Paulo Diniz, aos 58 anos, em decorrência de um infarto fulminante. Contada em detalhes pela Folha de S. Paulo, a trajetória do grande empresário é motivo de orgulho e inspiração para todo o setor varejista. Leia abaixo na íntegra: Primeiro dos seis filhos do imigrante português Valentim dos Santos Diniz (1913-2008), Abilio nasceu em São Paulo em 28 de dezembro de 1936. Um pouco antes, em 1932, surgira a ideia do autosserviço, do supermercado —nos Estados Unidos da grande depressão, um comerciante resolveu acabar com o balcão para cortar custos e baratear as mercadorias. Abilio se formou na segunda turma de administração da FGV (Fundação Getulio Vargas), em 1959, no mesmo ano em que seu pai abriu a primeira loja do Pão de Açúcar. Foi quando o primogênito entrou no mundo dos negócios: "Eu me entusiasmei e resolvi ser especialista em comércio varejista", contou Diniz. Fez estágios em supermercados nos EUA e na França. Em 1963, foi inaugurada a segunda loja em São Paulo e, dois anos depois, a empresa comprou mais três unidades da rede SirvaSe, a pioneira em autosserviço no país. Em 1967, o grupo já tinha 20 pontos de comércio; em 1969, 50. Em 1971, a empresa se tornava a maior organização de vendas a varejo na América do Sul. A ascensão vertiginosa da companhia levou Abilio ao convívio com o poder. Em 1979, ele opinava positivamente sobre o ministério do general João Baptista Figueiredo, o último governante da ditadura militar. Classificava Delfim Netto como um "vaidoso" e palpitava sobre a hipótese de o Brasil ter Luiz Inácio Lula da Silva no Ministério do Trabalho. Amigo de Mário Henrique Simonsen (1935-1997), Abilio foi levado ao CMN (Conselho Monetário Nacional). Conforme a recessão se ampliava e o regime cambaleava, o empresário foi se afastando do governo. Em 1981, avaliou que parte dos empresários tinha se beneficiado do período do "milagre econômico" no Brasil, mas enxergava uma "ruptura entre o empresariado e a tecnoburocracia". Para ele, o "milagre econômico" tinha sido um período de acumulação que não voltaria e que tinha beneficiado apenas alguns. "Quem é contra a abertura é contra o capitalismo; regime fechado e capitalismo não combinam", afirmou. O sequestro Havia três anos que Abilio aprendera a atirar. Dois sequestros já tinham chocado o meio empresarial: o de Antonio Beltrán Martinez, vice-presidente do Bradesco, em novembro de 1986, e o do publicitário Luiz Salles, da Salles Interamericana, em julho daquele ano. No dia 11 de dezembro de 1989, sua vida deu uma guinada. Dirigia seu Mercedes-Benz branco de casa para o trabalho quando teve o caminho bloqueado. Uma falsa ambulância o fechou pela frente; um opala branco bateu na traseira de seu carro. Previdente, fazia trajetos diferentes para se deslocar. Quando percebeu que era vítima de um sequestro, sacou a arma e ficou em posição de tiro. Mas foi dominado pelo grupo e levado a um sobrado na praça Hachiro Miyazaki, no Jabaquara, na zona Sul de São Paulo. Passou 153 horas no cativeiro. Abilio foi libertado pela polícia no dia da eleição presidencial. Não pôde votar em Fernando Collor, como pretendia. "Eu não me superestimei. Eu subestimei o adversário", disse. "Foram os piores momentos da minha vida, mas passou", avaliou então. Desafios à frente Outros momentos dramáticos estavam à espreita. Acostumado com o crescimento impulsionado pela fórmula inflação alta e ganhos na ciranda financeira, o Pão de Açúcar entrou em parafuso com o confisco de Collor e a recessão que se seguiu. O grupo beirou a concordata e encolheu quase pela metade: demitiu 22 mil funcionários, fechou 270 lojas e vendeu imóveis. Chegou a ser oferecido no mercado internacional por US$ 400 milhões. Não conseguiu nem um lance de US$ 200 milhões. Os resultados financeiros do grupo despencaram. Foi a deixa para que a efervescente disputa familiar entre os seis filhos do patriarca Valentim viesse a público. Sônia e Arnaldo entraram na Justiça contra ações do irmão Abilio no comando da empresa. A matriarca Floripes também foi a tribunais. Em 1994, um acordo de mudança acionária acabou enterrando a disputa. Os irmãos Arnaldo, Sônia e Vera venderam suas participações no grupo para Abilio. Lucilia ficou com uma parte da companhia; Alcides (morto em 2006, aos 63 anos) já havia deixado o grupo. Abilio passou a ter o completo poder na empresa. Abriu o seu capital e saiu em busca de um sócio estrangeiro. Em 1999, o Casino adquiriu participação relevante de 25% do total do capital do Pão de Açúcar. Os negócios se recuperaram. Uma década depois, em 2004, o empresário lançou seu livro, com um balanço de sua trajetória. Na sua análise, o sequestro, a disputa familiar e a profunda crise de sua companhia provocaram mudanças na sua perspectiva de vida: "já não era mais o homem agressivo, arrogante e prepotente que fora no passado", escreveu. No ano seguinte, precisando de injeção de capital para enfrentar dívidas, Abilio vendeu o controle acionário do grupo para o Casino. O Pão de Açúcar, com aquisições e enfrentando a concorrência de Carrefour e Walmart, era então a maior rede de varejo do país. Era o início do fim do controle familiar e brasileiro da companhia, que resistira à primeira onda de globalização —que derrubara ícones empresariais como Metal Leve e Cofap e atingira o sonho de uma geração de pobres imigrantes empreendedores que construíram impérios, como o seu pai, Valentim. Ainda à frente do Pão de Açúcar, Abilio adquiriu, em 2009, a Casas Bahia e o Ponto Frio. Em dez anos, o grupo efetuara 11 aquisições e quintuplicara o número de lojas de sua rede. A fortuna pessoal do empresário chegara a US$ 1,5 bilhão naquela época. A empresa estava no auge. Ele havia mudado de estilo: abandonara os modernos ternos pretos e azuis e trocara por roupas mais descontraídas. Tinha se casado pela segunda vez, em 2004, com a economista Geyse, 35 anos mais jovem, ex-diretora de planejamento do Pão de Açúcar. Com ela teve dois filhos: Rafaela e Miguel. Do seu primeiro casamento, com Auriluci, sua namorada da adolescência, tivera quatro: Ana Maria, Pedro Paulo, João Paulo (que faleceu em 2022) e Adriana. Adultos, eles já não mantinham ligações com a empresa, e Abilio se debatia com os profissionais que contratara para tocar a empresa. Delegar o poder não era o seu forte; avaliava que tinha errado em profissionalizar a gestão. Pela frente, havia a sombra do acerto com o sócio francês, quando o comando da empresa foi transferido totalmente para o Casino, em 2012. Num lance arrojado, para tentar brecar o avanço desse processo, Abilio buscou negociar a compra da operação brasileira do Carrefour, com a ajuda do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) - ,que acabou desistindo da operação. Abilio perdeu. Em 2012, conforme o acerto feito em 2005, teve que sair do Pão de Açúcar, cuja história, até então, estava totalmente ligada à sua trajetória. Avaliando depois seu embate com o Casino, disse que tinha sido negligente e ingênuo. Sem querer sair da cena empresarial (e com dinheiro no bolso), foi para a presidência do conselho de administração da BRF, de 2013 a 2018. Como Pelé, falava de si mesmo na terceira pessoa. Torcedor roxo do São Paulo, seu humor azedava sempre que o time perdia, comentavam seus auxiliares. Gostava de assistir a partidas com até sete TVs ligadas, para não perder nenhum lance. Sua devoção aos esportes continuava. Mantinha uma rígida rotina de exercícios. Chegou a ter um índice de gordura corporal entre 7,5% e 8,5%. Mesmo quando viajava para passar o réveillon numa ilha em Angra dos Reis, enviava para lá um caminhão com todos os seus equipamentos de ginástica. "Se não faço esporte, não me sinto bem", disse uma vez. Adepto da terapia junguiana, Abilio dizia que as pessoas não deviam pensar na morte. "Tem que acreditar que é eterno, pronto para o que aparecer na vida", declarou em 2009. Depois da traumática saída do Pão de Açúcar e da ida para a BRF, fez este balanço de si mesmo: "As pessoas falam que ninguém é insubstituível. Mas quem substituiu Beethoven? Ninguém. Existiram outros tão bons ou melhores do que ele. Mas o Abilio é o Abilio. Tenho que me concentrar em que agrego valor".
19/02/2024
Nota de falecimento
É com grande pesar que a Associação de Supermercados do Rio de Janeiro recebeu a notícia do falecimento do empresário, associado e amigo Abílio Diniz Cientes de todo o legado que ele deixa para o nosso setor, lamentamos a partida, mas mais do que isso, seremos eternamente gratos por toda a sua colaboração à história do varejo supermercadista. Ficam aqui nossos sinceros sentimentos a toda sua família, amigos e admiradores.
19/02/2024
Atualidades
Vitória da ASSERJ!
ASSERJ consegue a prorrogação dos efeitos da resolução 578/2023, que obriga os contribuintes fluminenses a declarar as operações interestaduais sujeitas ao regime da substituição tributária No segmento do varejo existe uma regra de obrigação de pagamento do ICMS-ST para determinados produtos, que recai ao fornecedor (primeiro da cadeia) que repassa os custos integralizados no preço. Na dinâmica do tratamento tributário, quando se estabelece uma margem de valor agregado ao produto, o fornecedor aplica o cálculo do ICMS-ST que, ao final, pode apurar crédito ou débito deste imposto, a depender do preço praticado para a venda. Se apurado crédito, o contribuinte deve pleitear medida administrativa compensatória de imposto vincendo e, se apurado débito, deve-se recolher o imposto, com encargos previstos nas normas fazendárias, sob pena de sofrer autuação. Para facilitar a dinâmica de apuração de crédito e débito das diferenças do imposto de ICMS-ST, o Estado do Rio de Janeiro, por meio da Secretaria de Fazenda, publicou a Resolução 578, de 08 de novembro de 2023, obrigando aos contribuintes do Estado declarar as operações interestaduais sujeitas ao regime da substituição tributária. O ERJ, também por via da Fazenda Estadual, dará aos contribuintes fluminenses a opção do Regime Optativo Tributário. Optando pelo ROT-ST, o contribuinte varejista abre mão de qualquer restituição de diferença de ICMS retido por ST quando praticar preço de venda inferior ao lucro presumido para o consumidor final, deixando de se sujeitar às regras impostas na Resolução 578. Como, porém, o Projeto de Lei Estadual n. 2744/23 que implantará o ROT-ICMS-ST se encontra aguardando aprovação da ALERJ, a ASSERJ apresentou um requerimento de prorrogação dos efeitos da resolução, por 05 (cinco) meses, de maneira que os varejistas se desobriguem de cumprir as regras até que seja possível optar pelo regime optativo tributário. A resolução 617, de 15 de fevereiro de 2024 visa atender a prorrogação dos efeitos da resolução 578, conforme pretendido, estabelecendo-se maior segurança jurídica e fiscal.
16/02/2024
Economia
Supermercado: Brasileiros voltam a priorizar compras nas lojas
Dados da Associação Brasileira de Supermercados apontam para o maior aumento no percentual de vendas nos últimos 24 meses. Números divulgados pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras), apontou que o consumo nos lares fechou o ano em alta de 3,09%. Isso significa um crescimento de 18% maior que novembro, o maior número apresentado nos últimos 24 meses, quando se compara o mês atual com o anterior. Segundo o Abras, o recuo do desemprego (no Rio de Janeiro o índice caiu de 19,9% para 10%, dados do O Globo), a melhora do poder de compra do brasileiro e a circulação de mais dinheiro no mercado: 13º, Bolsa Família, pagamento de precatórios, influenciaram positivamente a queda nos preços da carne e do frango ao longo do ano. Cortes como acém e cupim, registraram queda de 0,23% em dezembro, 11,60% a menos no acumulado do ano. E embora frango e pernil terem estado mais caros em dezembro, tiveram queda de preço também no acumulado do ano. Entretanto, o ovo registrou o menor percentual de queda em dezembro, cerca de 0,48% e a maior alta acumulada: 2,81%. Em análise, o consumidor voltou a procurar mais proteína animal e, junto a isso, aumentou sua procura por alternativas mais baratas. Cereais como arroz e feijão, apontados como vilões da inflação, são os principais alvos de trocas no carrinho de compra. Outros itens que encareceram foram os produtos de higiene, onde todos apresentaram alta. A maior foi a da pasta de dente: 6,06% no acumulado do ano. Segundo números da cesta básica, todas as regiões apresentaram queda. A maior: 5,07% na região Nordeste, que tem a cesta mais barata do país, avaliada em R$ 649,80. A menor queda: 3,25% no Centro-Oeste. E a cesta mais cara, segundo a Abras está na região sul: R$ 808. Por fim, o brasileiro tem preferido comer em casa. As alimentações em domicílio aumentaram 1,34%. E a fora de casa, 0,53%. Essa expectativa é um 'prato cheio' para os supermercados, que enfrentam produtos de sazonalidades ofertando quedas consideráveis nos itens da cesta básica. Datas festivas como Páscoa e Dia das Mães já movimentam as gôndolas.
16/02/2024
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