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Consumidores: como eles estão se comportando no supermercado?
Em um cenário em que cada compra se torna uma decisão estratégica, os hábitos de consumo no Brasil passam por uma transformação silenciosa, mas profunda. Diante da inflação persistente, dos juros altos e das variações de oferta provocadas por fatores climáticos e econômicos, o brasileiro está repensando suas prioridades — e cada ida ao supermercado reflete esse novo modo de consumir. De acordo com a pesquisa “Dados sobre consumo em tempos de inflação e repriorização”, realizada pela Neogrid e Opinion Box em setembro de 2025, 95% dos consumidores afirmam ter percebido aumento de preços nos últimos 12 meses, e 55% acreditam que essa alta deve continuar. A consequência é clara: 82% dos entrevistados afirmam ter trocado produtos que costumavam comprar por versões mais baratas. “Esses números mostram um consumidor mais atento, seletivo e consciente. Ele busca preço, mas sem abrir mão de qualidade, confiança e disponibilidade”, analisa Nicolas Simone, CEO da Neogrid. Preço, qualidade e o equilíbrio entre razão e emoção O preço segue como o fator decisivo para 66% dos brasileiros na hora de escolher um produto, mas 60% ainda colocam a qualidade quase no mesmo patamar de importância. O equilíbrio entre custo e confiança se tornou a nova bússola do consumo. Segundo a pesquisa, o consumidor brasileiro navega entre o físico e o digital em busca de valor: 64% ainda preferem fazer compras exclusivamente em mercados presenciais, enquanto 32% combinam loja física e online. Essa mescla mostra que o e-commerce avança, mas a experiência de compra em loja continua sendo um diferencial relevante. Estratégias para driblar os preços altos Diante dos preços mais altos, o consumidor brasileiro tem recorrido a diferentes estratégias para equilibrar o orçamento. Segundo a pesquisa, 62% afirmam substituir marcas conhecidas por opções mais baratas, enquanto 52% priorizam produtos em promoção. A busca por economia também leva 39% a reduzir a quantidade de itens comprados e 35% a optar por embalagens maiores ou compras em atacado. Já 21% dos consumidores preferem preparar em casa produtos que antes compravam prontos, e a mesma proporção tem priorizado as marcas próprias dos supermercados, que vêm ganhando espaço nas gôndolas e na confiança do público. As substituições não se limitam a marcas — elas atravessam diversas categorias do carrinho de compras. Os produtos de limpeza lideram o ranking, com 69% dos consumidores optando por versões mais baratas, seguidos por itens de higiene pessoal (57%) e alimentos e bebidas (54%). Até mesmo as carnes e produtos de origem animal (53%), tradicionalmente valorizados nas refeições, foram alvo de trocas. Outras categorias também sentiram o impacto da repriorização: frutas, legumes e vegetais (31%), cosméticos (29%), ovos e laticínios (29%), além de bebidas alcoólicas (14%) e produtos para pets (12%). "Os números mostram que o consumidor brasileiro está abrindo mão de conveniências e indulgências, ajustando o carrinho conforme o peso do bolso — mas sem abandonar totalmente o prazer de comprar", ressalta Bruno Maia, Head de Dados e IA da Neogrid. Os pequenos prazeres que resistem à crise Mesmo com o orçamento apertado, 73% dos consumidores afirmam manter os “mimos” na cesta de compras. Chocolates, refeições fora de casa e cosméticos seguem como indulgências que o brasileiro não abre mão. Mais de 70% dos entrevistados reconhecem que a saúde mental influencia suas decisões de compra, e 40% consideram ir ao supermercado uma experiência prazerosa. “O ato de comprar é também um ato emocional. Mesmo com cortes e ajustes, o brasileiro encontra espaço para bem-estar e satisfação pessoal”, avalia Júlia Villela, Head de Insights do Opinion Box. Omnicanalidade e o poder da pesquisa A pesquisa reforça que o brasileiro está mais criterioso: 56% pesquisam preços na própria loja física, e 53% em sites de supermercado antes de finalizar a compra. Redes sociais e aplicativos de comparação também têm participação relevante, embora as ferramentas de inteligência artificial ainda sejam usadas por apenas 5% dos consumidores. “Os consumidores estão mais atentos e criteriosos: vão ao supermercado com regularidade e só decidem a compra depois de comparar preços. Entender essa jornada é essencial para identificar oportunidades de diferenciação”, destaca Dani Schermann, CMO do Opinion Box. Novos canais e rotinas de compra A pesquisa também mostra o avanço de canais complementares: 50% dos brasileiros compram ocasionalmente em lojas de conveniência, e 61% adquirem produtos não medicamentosos em farmácias, como cosméticos e suplementos. Esses dados revelam que as farmácias e as lojas de conveniência estão se consolidando como pontos de conveniência e autocuidado, indo além de suas funções originais. Um consumidor mais humano, conectado e seletivo Apesar dos desafios, os dados mostram que o consumidor brasileiro não é apenas reativo ao cenário econômico: ele é adaptável. Reprioriza, substitui, pesquisa, mas continua comprando — com mais consciência e propósito. “Esses números nos convidam a sermos mais estratégicos e humanos na forma como construímos a cadeia de consumo”, conclui Christiane Cruz, diretora executiva de marketing e performance da Neogrid. “Porque, no fim, o shopper não escolhe apenas pelo preço. Ele escolhe pelo valor percebido”, completa a executiva.
22/10/2025
Indústria em cena
Lançamento da Nescau Protein fortalece portfólio wellness nos supermercados
A Nescau, marca de achocolatado da Nestlé, anunciou a expansão do seu portfólio com o lançamento do novo Nescau Protein, voltado para o público que busca saúde, bem-estar e praticidade no dia a dia. A marca mira um mercado de produtos proteicos que segue em forte crescimento no Brasil, consolidando o país como o quinto maior mercado global de itens funcionais, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos para Fins Especiais e Congêneres (ABIAD). A expectativa é de que o setor dobre de tamanho até 2028, impulsionado pelo interesse em saúde, saciedade e estilo de vida equilibrado. Dados do Euromonitor mostram que 88% do consumo de produtos proteicos concentra-se em bebidas em pó ou prontas para beber, com o sabor chocolate liderando a preferência. Um dado importante é desse universo que está cada vez mais ganhando destaque é o whey protein. Em suma, o mercado brasileiro voltado às bebidas e aos suplementos com alto teor proteico está estimado em R$ 2,1 bilhões e possui projeções de crescimento, para 2027, no valor de R$ 3,1 bilhões, conforme o Euromonitor. O novo Nescau Protein foi desenvolvido para acompanhar o ritmo da nova geração, ajudando na reposição de energia e nutrientes. A linha chega primeiro na versão achocolatado em pó, e em 2026 será lançada a versão pronta para beber. Vale lembrar que esta não é a primeira investida da Nescau no segmento, já que a marca havia lançado anteriormente a versão protein para o consumidor final. “Se antes os alimentos enriquecidos com nutrientes eram restritos ao universo das academias e atletas de alta performance, hoje fazem parte da rotina de adolescentes e jovens adultos que buscam equilíbrio e praticidade, sem abrir mão de um sabor delicioso e único, como o de Nescau”, afirma Tatiany Ernesto, diretora de marketing da área de bebidas da Nestlé. Aproveitamos a pauta para destacar a participação da Verde Campo na Revista Super Negócios de outubro. Na editoria Indústria em Cena, contamos os bastidores dessa empresa que está se posicionando no mercado de saudabilidade com muita consistência e estratégia. Vale muito a leitura (clique aqui).
22/10/2025
Como as ondas de calor e frio impactam o consumo de bebidas e produtos de mercearia?
O clima tem mostrado forte influência sobre o comportamento de consumo no varejo brasileiro. Depois de diversas ondas de calor em 2024, o país voltou a sentir frio, especialmente nas regiões Sul e Sudeste, e isso se refletiu diretamente nas vendas de bebidas e mercearia, segundo dados do Radar Scanntech Brasil de setembro. “A cesta de bebidas apresentou retração de -11,2% em unidades e -4,3% em faturamento e, dentro dessa categoria, as bebidas alcoólicas caíram -17% e as não alcoólicas -7,5%”, revela Priscila Ariani, diretora de Marketing da Scanntech Brasil. Apesar da queda geral, algumas categorias apresentaram crescimento: “Observamos aumento de 0,4% nas vendas de refrigerantes, 0,3% em vinhos e 0,1% em energéticos”, destaca Priscila, mostrando que mesmo em meses mais frios há nichos de oportunidade para o varejo supermercadista. A análise também aponta queda na mercearia, de -3% em unidades, com chocolates e biscoitos concentrando grande parte da retração. No entanto, em termos de faturamento, alguns produtos registraram crescimento: chocolate (+0,9%), petiscos e snacks (+0,3%), leite condensado (+0,3%), café (+39%) e milho para pipoca (+115%), refletindo a adaptação do consumo às condições climáticas. Entre os canais de venda, os supermercados tiveram desempenho mais estável, com queda de -2,5% em unidades, mas aumento de +4% em faturamento. Já os atacarejos foram mais impactados pela mudança de temperatura, caindo -5,4% em unidades. “Isso acontece porque eles abastecem bares e ambulantes, que dependem de calor para impulsionar vendas de bebidas”, explica Priscila. A especialista ressalta que os consumidores estão adotando um comportamento mais racional. “O consumidor busca equilíbrio, desempenho e saúde. Ele opta por marcas mais acessíveis em segmentos com pouca diferenciação, mas premiumiza em categorias e produtos onde percebe valor agregado, como cafés e bebidas alcoólicas”, completa. Os dados reforçam que o clima é apenas um dos fatores que impactam o varejo, mas que entender o comportamento do consumidor é essencial para que supermercadistas ajustem sortimento, promoções e estratégias de precificação de forma ágil para lucrar.
21/10/2025
Associados em foco
Supermercado + indústria + streaming: confira o que essa trinca de ases está fazendo no Supermarket Blue
As luzes piscam. Um som ecoa entre aqueles que passam pelas portas automáticas ou sobem rampas e elevadores. E, por um instante, o cliente que entra na loja não sabe se chegou ao supermercado ou se atravessou o portal para outro universo. O que poderia ser uma simples ida às compras se transforma em uma viagem imersiva ao universo de "Stranger Things". Essa magia, ou melhor, esse mistério, é resultado da parceria da trinca formada por Hellmann’s, Netflix e o Grupo Torre, associado Supermarket, na loja do Supermarket Blue, na Avenida das Américas, nº. 12.700, na Barra da Tijuca. A ativação faz parte da estratégia nacional conjunta (Hellmann’s e Netflix) para celebrar a campanha "Estranho é resistir a esse sabor", que une indústria e supermercado ao streaming aproveitando o lançamento da última temporada da badalada série "Stranger Things", sucesso com mais de 50 bilhões de minutos assistidos em todo o mundo. O que torna a experiência ainda mais singular para o consumidor é o fato de que apenas 10 lojas em todo o Brasil foram selecionadas para receber a ação. Da chegada à compra: impacto real na jornada de consumo Ao chegar no Supermarket Blue o consumidor já percebe que há algo de diferente acontecendo na loja. A fachada exclusiva da Hellmann's e "Stranger Things", a única em todo o país, não esconde do cliente que alguma surpresa o aguarda. É mais que uma mera ação de merchandising, é a promoção de uma experiência de imersão, onde o cliente não somente vê o produto, ele vive o universo da marca, da série e do varejo supermercadista. "Aqui no Grupo Torre, nós pensamos na experiência do cliente do início ao fim. É por isso que nós somos o único supermercado no Brasil com uma fachada exclusiva. Eu convido todos a conhecerem um pouquinho sobre essas ativações aqui na nossa loja do Supermarket do Blue", exalta Brenda Larissa, diretora de Marketing do Grupo Torre. Acessando a loja, o consumidor se vê transportado para Hawkins, a misteriosa cidade onde tudo acontece na série, e encara um cenário típico da história. Dividido entre dois ambientes complementares, o mundo real e o mundo invertido, o espaço convida o público a experimentar, ver, ouvir e sentir o universo de "Stranger Things" de um jeito inédito no varejo abastecedor. No lado "real", o colorido dos produtos Hellmann’s e a energia vibrante do cotidiano resumidas em uma pacata cozinha. No lado "invertido", a mesma cozinha, mas de cabeça para baixo, em um cenário envolto no escuro do universo sombrio, com a trilha sonora característica da série e uma iluminação que garante toda a ambientação necessária. Cada detalhe, dos fios de luz às sombras nas paredes, recria a atmosfera icônica de "Stranger Things". "A experiência imersiva do cliente tem se tornado uma tendência gigantesca dentro do varejo. Temos a honra de sermos um dos 10 supermercados do Brasil a receber esse móvel super exclusivo, uma imersão dentro do mundo de Stranger Things por Hellmann's", explica Brenda Larissa. A experiência surpreende o cliente e transforma a rotina de compras em um momento de descoberta e encantamento. A campanha conjunta entre Hellmann’s, Netflix e Supermarket Torre vai muito além da exposição de produtos. É uma proposta de imersão emocional, conectando os prazeres da comida e do entretenimento, inseridos na jornada de compra, mostrando que varejo supermercadista e indústria estão presentes em todos os momentos, até na cultura pop e no lanche para maratonar a série preferida. Para a ASSERJ, o destaque do Rio de Janeiro, e do Grupo Torre, nessa iniciativa nacional reflete o dinamismo e a capacidade inovadora do varejo supermercadista fluminense. "Ver uma loja do nosso estado entre as dez escolhidas no Brasil é motivo de orgulho. Essa ação reforça o poder da experiência no varejo e como o setor pode se reinventar para encantar o consumidor. E mais, destaca a atuação dos supermercados fluminense como referência para o país inteiro", destaca Fábio Queiroz, presidente da ASSERJ e da Associação das Américas de Supermercados (ALAS). Entre o mundo real e o invertido, o certo é que essa parceria mostra um novo caminho para o varejo: um espaço onde sabor, emoção e imaginação se encontram, e onde o ato de fazer compras pode se tornar uma experiência sinistramente deliciosa, íntima e memorável.
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