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30ª Super Rio Expofood bate recorde de público com 48 mil visitantes
A 30ª Super Rio Expofood tornou-se um evento nacional com a incorporação da Convenção da Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS) e, juntamente com ela, a vinda dos 200 maiores supermercadistas do Brasil. “Ampliamos um pavilhão do Riocentro e ocupamos uma área de 40 mil metros quadrados que abrigou mais de 500 expositores. Nos três dias de feira tivemos 48 mil visitantes, um crescimento expressivo em relação a 2017”, diz Fábio Queiróz, presidente da Associação de Supermercados do Estado do Rio de Janeiro (ASSERJ). O tema abordado em 2018 foi a Colaboração, e o retorno da Convenção da ABRAS faz jus a escolha. “Houve o entendimento da sinergia entre os eventos e de que poderíamos compartilhar despesas e receitas”, acrescenta Fábio. A convenção, que prioriza o conhecimento e a reciclagem profissional, retornou à cidade maravilhosa após 14 anos, e permanecerá em 2019. No ano em que completou 30 edições, o evento realizado pela ASSERJ e pela Escala Eventos apresentou novidades para milhares de empresários e profissionais dos setores de Supermercado, Panificação, Hotelaria, Franchising, Conveniência, Bares e Restaurantes. Além da importância corporativa, o evento movimenta a economia local, já que a Super Rio Expofood e a ABRAS injetaram mais de R$ 30 milhões na economia, 8.000 empregos diretos e indiretos e a ocupação de 3.000 quartos de hotel, o que também impulsiona o turismo na cidade. [gallery size="large" ids="10991,10992,10993,10994,10995,10996"] Entre os mais de 500 expositores que ocuparam dois pavilhões do centro de convenções, estiveram grandes players do cenário global, como JBS, P&G, Coca Cola, Nestlé, Unilever, Ambev, Piraquê e PepsiCo. Durante três dias, o Riocentro foi palco para profissionais conceituados realizarem palestras sobre diversos temas: política, economia, carreira, comunicação, diversidade, tecnologia. Nomes que se destacam nas áreas que atuam, como o Youtuber Felipe Neto, o jornalista Ricardo Boechat, a apresentadora Fernanda Gentil, a medalhista olímpica de judô Rafaela Silva, entre outros, foram alguns dos mais de 40 palestrantes. “Estamos muito felizes não apenas com o nosso crescimento no evento - nosso estande é hoje o maior em tamanho, ocupando 380 metros quadrados - mas também com o crescimento da própria Feira, que este ano passou a ocupar mais um pavilhão”, afirma Marcelo Marques, diretor da Marquepan. Para o presidente da SindRio, Fernando Blower, todo instrumento de fomento ao empresariado é muito importante e a Super Rio Expofood é um desses caminhos, principalmente para pequenos e médios empreendedores. O Gourmet Show Arena atraiu com sua cozinha show mais de 6000 visitantes para assistirem suas aulas e oficinas apresentadas por mais de 30 chefs renomados que passaram por ali, como Andrea Tinoco, Izabel Fidelis e Fernando Blower. Outra novidade para celebrar os 30 anos da Super Rio Expofood foi a criação de uma cerveja artesanal exclusiva: a Cerveja 30. Foram produzidas mil garrafas pela cervejaria Botto Bier, em 500ml do estilo Belgian Witbier. A expectativa para a 31ª edição no próximo ano é maior. “Iremos crescer mais e chegar em 50 mil metros quadrados de área de exposição em 2019, otimizando a ocupação dos pavilhões que já temos. Nossa meta é alcançar 60 mil visitantes e trazer novos players da indústria”, afirma Fábio Queiróz.
03/04/2018
Supermercados e indústria do Rio negociam descontos em nome de vendas
RIO - A perda de 1% nas vendas em 2017 no Rio de Janeiro — metade do prejuízo esperado em meio à crise fiscal que derrubou o consumo no estado — foi motivo de comemoração para os supermercados fluminenses. Esse resultado foi obtido graças à união entre varejo e indústria. Para garantir vendas, os dois setores negociaram promoções, sobretudo reduções de preço, e precisaram abrir mão de parte de suas margens de ganho. Foi um caminho para estimular o consumo e, por consequência, também a produção. Com o fim da recessão, o setor supermercadista já mostra recuperação no país. No Rio, porém, as melhores apostas são de fechar 2018 com estabilidade. Para que isso aconteça, avaliam as empresas, o casamento indústria-varejo precisa continuar. — Na crise, é como se tivesse havido um velório e todos tivessem chorado o morto juntos. É o momento em que todos se unem, se ajudam. Mas o enterro acabou, ao menos para o resto do Brasil. No Rio, ainda não. Nos anos de recessão, houve muita promoção para garantir vendas e fomentar a atividade industrial. Então, o varejo e a indústria se uniram. No mercado fluminense, esse movimento precisa continuar este ano — avalia Fábio Queiroz, presidente da Associação de Supermercados do Estado do Rio de Janeiro (Asserj). No Brasil, as vendas do setor supermercadista avançaram 4,3% em 2017, para R$ 353,2 bilhões, segundo pesquisa da Associação Brasileira de Supermercados (Abras) em parceria com a consultoria Nielsen, após ter ficado estável em 2016. No Rio, o faturamento bateu R$ 38,8 bilhões, queda de 1% em relação a 2016. A estabilidade só deve vir este ano. — No ano passado, a redução de preços se intensificou no varejo. E isso impacta as vendas. Houve aumento de vendas em consequência de promoções em todos os mercados que acompanhamos. No Rio, com uma deflação dos alimentos superior à registrada no resto do país, as promoções devem ter tido um peso ainda maior — explica Ana Szasz, consultora de varejo da Nielsen. ‘AINDA NÃO SAÍMOS DA CRISE’ O consumidor, no entanto, continua Ana, tem uma baixa percepção dessa redução de preços nas prateleiras. Em 2017, apenas 6% das vendas com descontos fizeram o consumidor levar para casa algo que não planejava adquirir. Mas cresceu o número de categorias em que o desconto ganhou relevância para alavancar as vendas. Em 72,1% das categorias que reduziram preços houve aumento de vendas. E 33,6% daquelas que fizeram promoção teriam registrado queda nas vendas sem a remarcação. — Isso mostra que o varejo e a indústria devem estar atentos. Será que se faz tanto corte de preço que o desconto já não dá o gostinho de promoção verdadeira? É preciso dar desconto de forma pensada. A duração da promoção tem que ser pontual, avaliar frequência e a profundidade, além de casar com outras ações — destaca Ana. Do lado da indústria, a visão não é diferente. — A crise fez o varejo e a indústria trabalharem a quatro mãos. Não é só baixar preço, mas ter estratégia de venda, de exposição de produto. São ajustes que podem fazer as vendas saltarem. E a indústria pode ajudar muito nesse sentido. Existe demanda pela redução de preço, mas tudo depende do perfil da loja — explica Tarcísio Bravo Júnior, diretor comercial da Limppano, de produtos de limpeza. Queiroz, da Asserj, destaca que o perfil do varejo fluminense ajuda na negociação com a indústria: — O Rio é marcado pela atuação de grandes redes regionais, que têm grande força de negociação e composição de preço. As redes menores já entenderam que a escala ajuda na parceria com a indústria. O surgimento da Integra é exemplo disso. As redes SuperPrix, Princesa, Costazul, Vianense, Bramil, Campeão, Real de Itaipu e Inter criaram a Central de Negócios Integra, reunindo 130 lojas. É aposta em ganho de escala, explica Viviane Areal, diretora do SuperPrix: — Juntos, faremos melhores negociações com a indústria alimentícia, possibilitando o aumento do volume das negociações e evitando, assim, prejuízos como o encolhimento das redes, corte de custos, de pessoal e redução de operações, o que beneficia a todos e ao consumidor final. Os grandes do setor confirmam os esforços em corte de preço. Sérgio Leite, diretor comercial do Mundial, que tem 18 unidades e abrirá mais duas este ano, na Barra da Tijuca e em Niterói, avalia que a parceria com a indústria precisa permanecer: — Tem que continuar. Ao contrário do resto do Brasil, ainda não saímos da crise. O governo fluminense ainda não botou os salários em dia. O Rio precisa ser ainda encarado como praça deficitária. Apesar da crise, o Mundial registrou alta de 1,5% nas vendas em 2017. Descontando-se a inflação, porém, houve queda. Leite estima que este ano deve haver crescimento real: — Confiamos na melhora e estamos investindo em expansão. Mas, por ora, é preciso manter promoções. Estamos revendo margens para manter o cliente ativo em algumas categorias, sobretudo em limpeza da casa e higiene pessoal. Produtos como amaciante e sabonete líquido já eram hábito e foram sendo cortados. Para Ana, da Nielsen, o desconto pode, de fato, manter alguns itens no carrinho, mas o varejo deve apostar em um conjunto de ações: — As promoções podem evitar que o consumidor desista de comprar produtos de uma categoria específica. Está claro, porém, para o varejo e para a indústria, que esse movimento não depende apenas do preço. É preciso entender a necessidade do cliente, rever embalagens e formatos de apresentação de um produto, avaliar a exposição na loja. Com 25 lojas e previsão de abrir mais uma este ano, a rede Supermercados Guanabara mantém a estratégia de preços baixos. — O Guanabara tem longa parceria com os fornecedores. Cada dia da semana temos uma seção a preço de custo. Também trabalhamos com produtos-chave em promoção. O grande momento é o Aniversário do Guanabara, quando a rede trabalha com preços ainda mais baixos — conta Lenício Barbosa, diretor de operação do grupo. — Apenas o preço competitivo deixou de ser um diferencial. Mas ele admite que é preciso trabalhar com redução na margem de lucro: — Já enfrentamos crises piores do que essa, inclusive com inflação e taxas de desemprego maiores do que temos hoje. Então, a estratégia é manter crescimento com margem menor de lucro. PREOCUPAÇÃO COM A MARGEM DE GANHO O impacto nos ganhos preocupa o varejo. André Portes, à frente do Multimarket, diz que o foco, agora, deve ser retomar a margem saudável de vendas: — O preço nas gôndolas caiu porque todos abrimos mão de margem. Isso afeta o fluxo de caixa. Os varejistas ficam com menos recursos para gastos não previstos, sobra pouco ou nada para investir. Rodrigo Gagliardi, gerente executivo de vendas da JBS Carnes, faz coro: — Cortar preço reduz margem. Se o varejista não tiver boa estratégia, corrói seus ganhos. Fonte: O GLOBO
03/04/2018
Supermercados ainda exploram pouco o potencial do marketing de conteúdo
Rádio, TV, mídias digitais – não importa o meio: a comunicação com o cliente deve ir além da divulgação de preços e da oferta de produto. E o setor supermercadista deve se atentar para a grande oportunidade, ainda pouco explorada, de gerar um marketing de conteúdo apropriado a cada canal. Essa foi uma das mensagens do painel “A comunicação empresarial atual e do futuro”, que abriu a programação do auditório principal no último dia da 30ª Super Rio Expofood. Com a mediação de Cynthia Vale, gerente de marketing do SuperPrix Supermercados, os painelistas Silvana Ramiro, da TV Globo, Clóvis Monteiro e Mário Belisário, da Rádio Tupi, e o diretor comercial e de Marketing do Centro Universitário Celso Lisboa, Felipe Borba, mostraram como suas empresas estão se adaptando às novas exigências de consumo em um mundo extremamente conectado. [caption id="attachment_10876" align="aligncenter" width="1280"] Silvana Ramiro (Rede Globo) e Clóvis Monteiro (Rádio TUPI)[/caption] “Chamamos de ´consumidor três telas´, aquele que assiste TV, ao mesmo tempo em que mexe no celular e está com um tablet no colo. Ele deve ser impactado pela sua marca em todas essas telas”, disse Felipe Borba. A importância da experiência Crossmedia, ou seja , a distribuição de serviços, produtos e experiências por meio das diversas mídias e plataformas de comunicação existentes no mundo digital e offline, foi ressaltada pelos painelistas da rádio Tupi. Plataformas digitais “O rádio se modernizou e estamos em todas as plataformas digitais, com retransmissão pelo Facebook e pelo site da Tupi, com lives feitas pelas câmeras em estúdio. Mas, não abandonamos a fidelidade dos ouvintes que estão conosco há muito tempo. Temos uma audiência impressionante, com meio milhão de pessoas escutando o rádio por minuto na parte da manhã”, disse Clóvis Monteiro. Por isso mesmo, os supermercados tradicionalmente investem bastante na divulgação em rádios. “É uma tradição o consumidor ligar o radio para ouvir promoções. Vários produtos que são lançados no mercado do Rio são divulgados primeiramente em nossa programação, a partir da voz do radialista”, comentou Mário Belisário. [caption id="attachment_10878" align="aligncenter" width="1280"] Mário Belisário (Rádio TUPI) e Felipe Borba (Dir. de Marketing do Centro Universitário Celso Lisboa)[/caption] Silvana Ramiro também ressaltou a importâncias das mídias tradicionais, especialmente em época das chamadas “fake news”. “Ainda somos o canal de comunicação que o espectador sente confiança”, disse a apresentadora do Bom Dia Rio. Independentemente da tecnologia, a mensagem não pode deixar de levar em conta a humanização do consumidor. Encantar o cliente, ouvir os seus anseios é parte fundamental da comunicação na atualidade. “Agir com transparência é o pulo do gato das empresas. Reconhecer o erro é extremamente importante e isso ainda não é um hábito nas grandes redes varejistas. Vamos chegar em uma era em que a reputação vai ser a primeira coisa que a o consumidor irá consultar antes de comprar. Isso já acontece no ecommerce e vai acontecer com as lojas físicas”, projetou Borba.
23/03/2018
Que Marravilha! Claude Troisgros encanta e ensina na Super Rio Expofood
O segundo dia da 30ª Super Rio Expofood foi fechado com chave de ouro por Claude Troisgros, renomado chef francês que fez fama no Brasil e é uma das principais referências gastronômicas do país atualmente. Na palestra “Empreendedorismo no mercado gastronômico”, oferecida pela ALELO, ele contou sobre sua trajetória até chegar ao sucesso de hoje, sempre prezando pela coragem de mudar e inovar nos seus empreendimentos. Com o país atravessando uma crise econômica que começa agora a se dissipar, Claude não deixou de acreditar em nosso potencial. Ele contou como se apaixonou pelo Brasil desde que chegou ao país, há mais de trinta anos. “Meu país”, ele disse. Desde que fundou o Roanne no bairro do Leblon, arriscando basicamente tudo que tinha na época, até a abertura do Chez-Claude, na mesma altura do bairro que lhe abriu as portas na década de 80, Troisgros foi ousado e voou alto: empreendeu em Nova York com uma mistura da culinária tradicional de sua família (e de toda a França) com a do Brasil. Abriu restaurantes voltados para as carnes nobres, e foi parar na TV após questionar uma alta executiva da televisão por que não tínhamos um canal culinário no estilo do Food Newtork norte-americano. Foi assim que ele iniciou a trajetória de fama para além dos círculos mais elitistas do país (ele já cozinhou para presidentes) e entrou em lares de classe média e baixa, tornando-se uma celebridade. Mas a TV o ajudou a mostrar seu lado mais simples, tirando a aura de "chef francês durão" e o revelando como o que é: um ser humano comum. Seguindo essa linha intimista, o Chez-Claude é mais uma inovação de Claude, carimbando essa característica como uma marca registrada tão grande quanto a qualidade de suas comidas. Sem divisões entre a cozinha, o público e os alimentos servidos na panela para serem compartilhados na mesa, o chef pretende não só trazer a aura afetiva de uma mesa de família ou casal, mas também reduzir os custos sem abrir mão do sabor – essencial para empreender em sua área nos dias de hoje. Quando perguntado sobre as novas tendências, ele mostrou que estar ligado nas atualidades é importante: o seu próximo restaurante, que já está sendo projetado, terá seu maior menu vegetariano até hoje, atendendo a um público específico. No final, Troigros deixou um recado importante para quem sonha em abrir seu próprio negócio: "Empreender aqui não é fácil, ainda mais na crise. Mas tomar iniciativa e investir de forma inteligente, sendo positivo e buscando sua felicidade acima do lucro são essenciais para que as coisas funcionem. Assim como confiar nas pessoas que te acompanham nesses projetos", disse. Claude saiu do palco aplaudido, como era esperado, por uma platéia que voltou para casa inspirada por um homem que venceu os desafios que lhe foram apresentados sem nunca perder o sorriso no rosto.
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