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Checkout RH destaca saída para falta de mão de obra no varejo
A segunda palestra do palco Varejo & Negócios da Super Rio Expofood (SRE) trouxe à tona um dos maiores desafios atuais do setor: a formação e retenção de mão de obra. Com o tema “Formação e Desenvolvimento de Pessoal em Supermercados”, a apresentação foi conduzida por Rose Pavan, da Checkout RH, com participação de Pedro Santos, executivo da empresa. Logo no início, Rose destacou que a dificuldade de contratação deixou de ser pontual e se tornou uma realidade generalizada no setor supermercadista. Segundo ela, o problema já não está apenas na qualificação, mas na própria disponibilidade de profissionais. “O RH abre vaga, poucas pessoas aparecem. Quando aparecem, muitas não têm experiência. A loja contrata, treina, investe tempo, e em poucas semanas essas pessoas já foram embora. Esse é o cenário que todo supermercadista está vivendo hoje”, afirmou. De acordo com a especialista, o desafio evoluiu ao longo dos anos. Se antes a escassez era concentrada em funções específicas, como padeiros, açougueiros e confeiteiros, hoje atinge praticamente todas as áreas. “Antigamente, a dificuldade era de mão de obra qualificada. Hoje, é de mão de obra. Está cada vez mais difícil encontrar pessoas que queiram trabalhar e enxerguem uma carreira no varejo”, explicou. Nesse contexto, Rose reforçou o papel social dos supermercados como porta de entrada para o primeiro emprego, especialmente entre os jovens. No entanto, ela alertou que o modelo tradicional de contratação precisa ser repensado. “Talvez estejamos fazendo a pergunta errada. Em vez de buscar o candidato perfeito, será que não é melhor formar esse profissional dentro da loja?”, provocou. A alta rotatividade também foi apontada como um dos principais entraves do setor. Segundo ela, o supermercado acaba funcionando como um “trampolim”, o que gera custos constantes com recrutamento, treinamento e desligamento, além da perda do conhecimento adquirido. Como alternativa, a especialista apresentou o programa de estágio como estratégia para desenvolver talentos desde o início e aumentar a retenção. Diferente de outras modalidades, o modelo permite preparar jovens ainda em formação para atuar diretamente nas operações da loja. Na sequência, Pedro Santos, executivo da Checkout RH, destaca saída para falta de mão de obra no varejo detalhou como funciona a aplicação prática do programa dentro dos supermercados. Ele explicou que os estagiários podem atuar de forma polivalente, transitando entre diferentes setores. “O estagiário pode atuar no atendimento, reposição, operação de caixa, empacotamento, conferência de validade, entre outras atividades. Isso traz uma flexibilidade muito grande para a operação”, destacou. Segundo ele, essa característica é especialmente vantajosa em áreas como o caixa, onde há variação de fluxo ao longo do dia. “Se a loja está tranquila, ele pode apoiar em outras funções. Se o movimento aumenta, ele retorna para o caixa. Isso otimiza a operação”, afirmou. Pedro também ressaltou que o programa inclui acompanhamento contínuo, avaliações de desempenho e integração entre teoria e prática, garantindo que o jovem desenvolva habilidades alinhadas às necessidades do negócio. “O objetivo é que, quando o supermercado decidir efetivar esse profissional, ele já esteja preparado e adaptado à cultura da empresa”, explicou. A palestra evidenciou que, diante de um cenário de escassez de mão de obra e alta rotatividade, investir na formação interna deixou de ser uma opção e passou a ser uma estratégia essencial para a sustentabilidade do setor.
18/03/2026
Por dentro da asserj
O segredo por trás do retail media que está impulsionando o varejo
A programação do segundo dia do palco Varejo & Negócios da Super Rio Expofood (SRE) começou com uma discussão estratégica sobre o avanço do retail media e seus impactos no comportamento de consumo. Com o tema “Retail Media: O Varejo Virou o Novo Dono da Audiência?”, a palestra reuniu André Dias, do Supermarket, e Domênico Filho, da Nielsen, que trouxeram análises sobre o novo papel do varejo na disputa pela atenção do consumidor. Logo na abertura, Domênico Filho destacou que o cenário atual é marcado por um consumidor mais complexo, menos fiel e cada vez mais difícil de engajar. Segundo ele, fatores econômicos ajudam a explicar esse comportamento. “Hoje, o consumidor brasileiro está mais multicanal, menos fiel às marcas e aos formatos de loja. Ele busca alternativas para continuar consumindo em um cenário de maior pressão econômica”, afirmou. De acordo com o especialista, apesar de indicadores positivos como a queda do desemprego e aumento da renda, o consumo segue desacelerado. O alto nível de endividamento da população — que atinge cerca de 78% dos brasileiros —, somado a taxas de juros elevadas, limita o poder de compra e muda as prioridades de consumo. Outro ponto levantado foi a presença de “concorrentes invisíveis” do varejo, que também disputam o orçamento das famílias. Entre eles, Domênico citou o crescimento das apostas online. “Hoje, 27% dos lares brasileiros têm pelo menos uma pessoa que realiza apostas. E entre 10% e 15% dessas pessoas já deixaram de comprar itens, inclusive alimentos, por conta disso”, explicou. Além disso, ele alertou para novas tendências que devem impactar o setor, como o uso crescente de medicamentos emagrecedores. “Já temos cerca de 5% dos lares brasileiros utilizando esse tipo de produto, o que deve alterar o padrão de consumo e a demanda por determinadas categorias”, disse. Diante desse cenário, o comportamento de compra também mudou. O consumidor, que antes visitava em média três canais, hoje transita por até nove antes de concluir uma compra. E a decisão no ponto de venda é cada vez mais rápida: cerca de 38 segundos diante da gôndola. “Se ele não compra na sua loja, ele vai procurar em outras. Isso exige uma execução impecável, com produto disponível, preço adequado e exposição eficiente”, reforçou. Nesse contexto, o retail media surge como uma das principais apostas do varejo para ampliar receitas e fortalecer a relação com o consumidor. Domênico explicou que a estratégia vai além da comunicação tradicional no ponto de venda. “Retail media é quando você utiliza os dados da sua audiência para direcionar mensagens personalizadas. Não é apenas colocar uma comunicação na loja, mas falar com o consumidor certo, no momento certo”, destacou. Segundo ele, o movimento já ganha força globalmente. Nos Estados Unidos, o investimento em mídia dentro do varejo já supera o da televisão e deve crescer ainda mais nos próximos anos. No Brasil, o mercado também avança rapidamente, tendo triplicado em três anos e ultrapassado a marca de 1 bilhão de dólares em investimentos. Na sequência, André Dias trouxe uma visão prática sobre como transformar esse potencial em receita. Ele destacou que um dos principais desafios do setor ainda é precificar corretamente os ativos de mídia disponíveis nas lojas. “Muitos varejistas ainda não sabem quanto vale uma fachada, uma tela ou uma ação dentro da loja. E, além disso, têm dificuldade em comprovar o retorno para a indústria”, afirmou. Para ele, o varejo precisa assumir seu papel como veículo de mídia e explorar de forma integrada todos os pontos de contato com o consumidor, da fachada ao ambiente interno e ao digital. “Se o cliente é impactado na fachada, dentro da loja e também no digital, a chance de conversão aumenta muito. O varejo tem um ativo poderoso nas mãos, mas precisa usar dados para transformar isso em valor”, explicou. André também chamou atenção para a importância de mensuração e transparência nos resultados, como forma de atrair mais investimentos da indústria. “Alguém sempre precisa prestar conta. Quando você entrega dados claros de desempenho, a confiança aumenta e o investimento também”, disse. Ao apresentar cases práticos, ele mostrou como ações integradas de retail media podem gerar resultados expressivos, com aumento significativo de vendas e milhões de impactos junto ao consumidor. A palestra reforçou que, diante de um consumidor mais exigente e disperso, o varejo precisa evoluir de um espaço de vendas para um verdadeiro canal de mídia capaz de gerar receita, dados e conexão direta com o público.
18/03/2026
Por dentro da asserj
Comitiva da ALAS visita o Cristo Redentor no segundo dia da SRE
A programação do segundo dia da SRE Super Rio Expofood começou em clima de integração e encantamento, com uma visita especial ao Cristo Redentor. Uma comitiva com cerca de 60 representantes da Associação das Américas de Supermercados (ALAS) participou do passeio, reforçando o caráter de troca cultural e relacionamento que marca o evento. Entre os participantes, Claudio Galán destacou a experiência como um momento único. “Tivemos o privilégio de visitar o Cristo Redentor e receber uma bênção. Foi um momento muito especial, em um lugar que é uma das maravilhas do mundo. Eu já havia vindo há 15 anos, mas desta vez, com o grupo, foi ainda mais significativo. Estamos muito agradecidos à organização por esse cuidado em nos proporcionar essa experiência”, afirmou. Para Fábio Queiróz, a visita vai além do turismo e reforça a proposta do encontro. “Levar a comitiva da ALAS ao Cristo Redentor, o ponto turístico mais emblemático do Rio de Janeiro, é também proporcionar uma experiência que simboliza acolhimento, conexão e a força das relações que construímos no setor. Esse tipo de iniciativa fortalece ainda mais os laços entre os países e valoriza o ambiente de integração que a SRE promove”, destacou.
18/03/2026
Por dentro da asserj
Confira o resumo do primeiro dia da SRE 2026 e os destaques da Convenção das Américas
O primeiro dia da 36ª edição da SRE – Super Rio Expofood, realizada nesta terça-feira (17), no Riocentro, no Rio de Janeiro, foi marcado por uma programação intensa que reuniu autoridades, lideranças do setor e especialistas em um panorama completo dos principais desafios e caminhos para o varejo supermercadista. Entre cerimônia de abertura, encontros institucionais e palestras, o evento destacou temas como liderança, estratégia, precificação e gestão de pessoas. A abertura oficial deu início à Convenção das Américas, reforçando a importância do evento como um espaço de integração e desenvolvimento para o setor , com a presença de autoridades e a posse de Fábio Queiróz como presidente da ALAS para o biênio 2026-2027. Na sequência, um dos momentos mais simbólicos do dia trouxe ao palco uma abordagem diferente, conectando o universo do futebol à realidade empresarial. No painel “A tática do campeão: liderança, disciplina e gestão de egos”, o ex-jogador Bebeto, campeão da Copa do Mundo de 1994, compartilhou experiências que evidenciam como disciplina, foco e resiliência são determinantes tanto no esporte quanto na gestão de empresas. Com mediação de Getúlio Vargas e participações de Andrade e Leandro Ávila, o debate destacou a importância do trabalho em equipe, do comprometimento e da preparação para alcançar resultados consistentes. A conversa ganhou ainda mais conexão com o varejo com a participação do presidente da ASSERJ, Fábio Queiróz, que ressaltou o peso da responsabilidade na liderança e a necessidade de manter o foco diante da pressão diária por resultados. Para ele, assim como no futebol, o desempenho no varejo está diretamente ligado à capacidade de concentração e execução. Dando continuidade à programação, a Convenção das Américas sediou a reunião da Associação das Américas de Supermercados (ALAS), que marcou a posse de Fábio Queiróz na presidência da entidade para o biênio 2026-2027. O encontro reforçou a integração entre países e a troca de experiências sobre desafios comuns ao setor, como competitividade e eficiência operacional. No palco Varejo & Negócios, as discussões ganharam um viés técnico e estratégico, com uma agenda diversificada. Entre os destaques, a palestra da ABRAPPE trouxe reflexões sobre prevenção de perdas, reforçando o impacto direto desse tema na rentabilidade das empresas e a necessidade de tratá-lo de forma cada vez mais estratégica dentro do varejo supermercadista. A transformação do comportamento do consumidor também esteve em pauta, com debates sobre o avanço do delivery e a importância de integrar canais físicos e digitais. As discussões apontaram que conveniência, agilidade e experiência do cliente são fatores determinantes para a fidelização, exigindo do varejo adaptação constante e uso inteligente de tecnologia. Outro tema de grande relevância foi a reforma tributária, que segue no radar do setor. Especialistas destacaram os possíveis impactos das mudanças no sistema de impostos sobre a operação das empresas, desde a precificação até a gestão financeira, reforçando a necessidade de planejamento e acompanhamento próximo das regulamentações. A programação contou ainda com a palestra sobre gestão de pricing conduzida por Dimas Dantas, que chamou atenção para a importância de rever a lógica de precificação no varejo. Segundo ele, é fundamental equilibrar preço, volume e margem, com foco em lucro bruto e geração de caixa, evitando a dependência excessiva de promoções. As discussões também avançaram sobre gestão de pessoas e ambiente de trabalho, incluindo riscos psicossociais e exigências regulatórias. O aumento de demandas relacionadas à saúde mental foi apontado como um alerta para o setor, reforçando a importância de investir em organização interna, clareza de funções e treinamento contínuo. Com uma programação que integrou conteúdo inspiracional, técnico e estratégico, o primeiro dia da SRE 2026 apresentou um retrato abrangente dos desafios do varejo supermercadista. Ao mesmo tempo, evidenciou que o sucesso no setor passa por liderança preparada, eficiência operacional, adaptação às mudanças do consumidor e capacidade de tomar decisões cada vez mais orientadas por dados. Confira a programação dos próximos dias AQUI!
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