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Economia
Supermercados propõem mudanças saudáveis para nova cesta básica nacional
Abras toma a iniciativa de apresentar 17 novas categorias para a composição da cesta com imposto zero e defende que alimentos saudáveis sejam imunes a tributação do imposto seletivo Os supermercados decidiram propor uma nova composição da cesta básica nacional, com imposto zero, e focada em uma "alimentação saudável e nutricionalmente adequada". O setor defende que essa mudança não deve ser encarada como uma "cesta mínima", mas sim mais diversificada de produtos. A minuta será apresentada ao grupo de trabalho responsável pela regulamentação da cesta. A Associação Brasileira de Supermercados (Abras) sugeriu 17 novas categorias de alimentos, como carnes, ovos, laticínios, frutas, legumes, vegetais, farinhas e massas alimentícias. Para cada categoria, será indicada uma gama de itens. No texto da Reforma Tributária, promulgada no final de 2023, foi criada a cesta básica nacional, que deverá ser isenta de todos os tributos federais. Entretanto, a reforma não indicou quais seriam os itens que poderiam compor a lista da nova cesta básica. Ao lado dos supermercados, entidades do agronegócio também apresentaram uma proposta para itens da cesta básica nacional que possui mais de 40 produtos. Segundo o texto da reforma tributária, a nova cesta básica, “considerará a diversidade regional e cultural da alimentação do país e garantirá a alimentação saudável e nutricionalmente adequada”. Os itens defendidos pelos supermercados: Carnes: Bovinas, aves e suínas Peixes: Frescos, refrigerados, congelados, crustáceos Ovos: De aves com cascas, frescos, conservados ou cozidos Laticínios: Leite e creme de leite, manteiga, queijos e requeijão Grãos e sementes: Vagens, semestes de girassol, trigo Cereais, raízes, tubérculos, leguminosas: Arroz, milho, soja, amidos, féculas, linhagem, amendoim Mel e melaço: Mel natural Frutas: Maça, banana, melão, uva, melancia, mamão Legumes: Cenoura, nabo, beterraba, aipo, rabanete, mandioca Hortículas: Hortaliças frescas ou refrigeradas, congeladas Farinhas e massas alimentícias: Farinhas de trigo, tapioca, massas alimentícias Vegetais: Batata, cebola, alho, alface, couve, chicória Molhos e temperos: Sal, pimenta, canela, noz-moscada, cravo da índia Bebidas: Água mineral, café, chá, mate Açúcares e sobremesa: Açúcares de cana ou beterraba, e sacarose Gorduras e óleos: Óleo de soja, gordura de porco, margarinas Azeites e vinagres: Azeite de oliva e vinagres. O presidente da Associação de Supermercados do Estado do Rio de Janeiro (Asserj), Fábio Queiroz, reforçou a necessidade de apresentar alternativas para a composição da nova cesta básica. "É muito importante que o setor supermercadista ofereça ao poder público novas alternativas para os consumidores desse pacote. Ao longo prazo, podemos ver uma melhora na comida dos brasileiros, e isso estimulará o consumo de novos produtos nos supermercados. Todos saem ganhando". Vale ressaltar que, em novembro de 2023, durante a primeira votação na Câmara dos Deputados, a Abras havia apresentado uma cesta básica com 25 itens, nos quais os produtos de higiene e limpeza eram contemplados. Entretanto, essas categorias foram incluídas na alíquota do Imposto sobre Valor Agregado (IVA) recebendo um desconto de 60% e descartadas da isenção. Agora, a representante nacional dos supermercados defendeu que os alimentos que possuam alguma ressalva nutricional ao sofrerem a adição de elementos como gorduras, sódio, álcool ou outra modificação química não deveriam entrar para a cesta básica isenta e devem ser incluídos na lista de produtos com alíquota reduzida, como o que ocorrerá com os itens de higiene e limpeza. Segundo o texto da reforma tributária, os “alimentos destinados ao consumo humano” terão a alíquota reduzida, os da cesta básica nacional, porém, serão isentos de carga tributária. O tema é tratado como delicado devido a um crescente movimento para que os ultraprocessados sejam taxados pelo imposto seletivo, chamado de "impostos do pecado" por serem considerados danosos à saúde. Atualmente, os produtos que compõem a cesta básica são desonerados em 100% do PIS/Cofins, tributos sobre consumo cobrados pelo governo federal. Porém, nos Estados, há alíquotas diversas e as cestas contemplam itens extremamente diversos e regionais como mate e pão de queijo. Para o governo, com a regulamentação da nova cesta básica nacional, será evitada uma lista de excessos de produtos, o que deve gerar um amplo debate político.
06/03/2024
Atualidades
Morro da Urca fecha para turistas na noite do dia 18 e abre as portas para os supermercadistas
Um dos pontos turísticos mais prestigiados do Rio será palco da festa de abertura da 34ª edição da SRE, exclusiva para quem é do setor de supermercados Uma noite especial embalada pelos hits de Toni Garrido é o que promete a festa de abertura da 34ª edição da Super Rio ExpoFood – SRE Trade Show. Para marcar o início do evento mais inovador e concorrido do setor supermercadista, a ASSERJ convida a todos para desfrutar da festa open bar e open food numa grande confraternização no Morro da Urca, no próximo dia 18, a partir das 20h. Carioca, apaixonado pelo Rio, o presidente da ASSERJ, Fábio Queiróz, faz questão de prestigiar os melhores cenários da cidade maravilhosa nos lançamentos da SRE Trade Show. As comemorações já aconteceram em locações especiais, como a Ilha Fiscal, o Jockey, o Copacabana Palace e volta para a sua segunda edição no Morro da Urca. Ainda há ingressos disponíveis. Para garantir o seu e participar desta festa linda, clique aqui. Organizado pela Associação de Supermercados do Estado do Rio de Janeiro (ASSERJ) e pela Base Eventos, a SRE já faz parte do Calendário Oficial da Cidade Maravilhosa. O evento ocupa uma área de 45 mil m² no Riocentro, na Barra da Tijuca. No ano passado, reuniu 62 mil pessoas e gerou negócios da ordem de 2,5 bilhões de reais. Este ano, o evento acontece entre os dias 19 e 21 de março.
06/03/2024
Cãomidinha, marca própria do Hortifruti de comida para pet, traz receitas saudáveis para cães
A elaboração do cardápio conta com a participação de veterinários nutrólogos Pensando na comodidade dos clientes, a rede Hortifruti sai na frente e oferece congelados de comida natural para pets da marca própria Cãomidinha. São cinco produtos para cães: frango fit, frango à moda do chef bob, ragú de carne com legumes, chop suey de carne e filezinho suíno à francesa. Os alimentos são comercializados congelados, com validade de três meses, e ficam expostos em um freezer próprio sinalizado para a categoria. As receitas selecionadas são exclusivas para a rede Hortifruti, e a elaboração dos cardápios conta com a participação de veterinários nutrólogos, dosando as proporções adequadas e nutrientes necessários para os pets. Também há opções de petiscos da marca carioca Chef Bob. Os snacks Bob Noel são 100% naturais, sem glúten nem conservantes. Alinhada à missão de promover uma vida mais natural, a rede Hortifruti se preocupa não apenas com a alimentação dos clientes, mas de todos que façam parte da vida deles, incluindo a saúde de seus pets. Conforme dados divulgados pela Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet), o Brasil ocupa a quarta colocação entre os países com maior faturamento de produtos pet. São mais de 139 milhões de pets, que na economia representam um faturamento superior a R$40 bilhões por ano. Desse total, 73,9% é oriundo do setor de comida para pet, mais conhecido como Pet Food.
06/03/2024
Economia
'El Niño' enfraquece mas continua a influenciar preços nas gôndolas
Fenômeno climático enfraquece em março, mas continuará influenciando preços no campo e nas gôndolas dos supermercados A Organização Meteorológica Mundial (OMM), atualizou o balanço do 'El Niño', fenômeno climático responsável pelo aumento das temperaturas nas águas do Oceano Pacífico Tropical, nesta terça-feira, 5. Após catalogar o fenômeno de 2023-24 como um dos mais rigorosos já registrados, a intensidade do evento está diminuindo gradativamente. Na nova atualização, os efeitos ainda continuarão sendo sentidos até meados de maio, mas a diminuição da intensidade do 'El Niño' é o indicativo de um outro fenômeno conhecido, o 'La Niña', evento climático que realiza a operação inversa ao atual. Segundo a OMM, há uma probabilidade de 60% de que os efeitos do 'El Niño' permaneçam nos próximos dois meses e quase 80% de condições neutras entre abril e junho, período de hiato entre o 'El Niño' e o 'La Niña'. A organização ainda reforça que a previsão consta como incerta. Impacto no agro e reação nos supermercados Para o Coordenador de Índices de Preços da Fundação Getúlio Vargas (IBRE FGV), André Braz, o 'El Niño' será um dos principais componentes da inflação em 2024, principalmente, por ditar as safras no campo e a reação que os supermercados e o varejo alimentar poderão ter. [caption id="attachment_30177" align="alignleft" width="300"] Consumidor avalia legumes[/caption] “Pode haver um atraso de algumas safras importantes como milho e soja, e isso vai fazer com que esses grãos subam de preço. Esse aumento vai contaminar toda a família de produtos derivados, inclusive as carnes”, avalia. O professor ainda pede atenção para a piora acontecer depois de uma desaceleração dos preços dos alimentos, em 2023. André levanta a ideia de que os alimentos vão pesar no bolso das famílias, e serão os brasileiros com menos condições quem sentirão os impactos primeiro. "Eu acho que se a gente observar, por exemplo, o quanto os alimentos subiram de janeiro de 2020 até novembro de 2023, isso dá um número em torno de 45% de alta só para alimentos no domicílio. Agora, se a gente acumular, a inflação dá algo em torno de 25%. Então dá para ver que a alimentação subiu 20 pontos percentuais a mais do que a inflação média", explica. Seguindo na mesma linha, o Coordenador do curso de Ciências Econômicas do Senac Ead, Marcelo Cerqueira, explica que o grupo de alimentos e bebidas do índice de inflação já é a maior alta do mês de janeiro desde 2016, "esse cenário de aumento de preços é justificado por fatores climáticos, onde diversas regiões produtoras do Brasil têm convivido com temperaturas elevadas e chuvas mais intensas prejudicando o resultado das colheitas", afirmou. Para Cerqueira, o caminho dos supermercadistas será manter a política de preços atual e sem alterações que impactem de maneira abrupta o bolso do consumidor. Ele ainda ressalta um cuidado dos mercados em relação a Páscoa, que já conta com um aumento considerável no bacalhau, especiaria tradicionalmente consumida pelos brasileiros de fé católica. "O varejo supermercadista deve continuar mantendo aquilo que vem dando certo, como as promoções. Temos observado que a cada ano que passa, os brasileiros estão mais cautelosos com suas finanças e cada oportunidade de gastar menos é valorizada ao máximo. Portanto, oferta de promoções, descontos e temporadas de vendas com preços mais baixos se tornam um diferencial diante da concorrência para o cumprimento dos objetivos estabelecidos no início do ano", completa.
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Guanabara amplia equipe e fortalece sua operação no varejo supermercadista
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