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Economia
Valor da cesta básica no Rio de Janeiro sobe 0,51% em novembro
Preço na capital é o quarto mais caro do país, a R$ 777,66 O mês de novembro fechou com aumento do valor da cesta básica no Rio de Janeiro, de 0,51%. Foi o terceiro mês consecutivo de alta, porém inferior à inflação registrada em outubro (2,17%). A variação de preços em novembro também foi inferior à observada no mesmo período de 2023 (0,98%). Um alívio para a população carioca que gasta a maior parcela de seus rendimentos com a compra de alimentos e bebidas, na avaliação do consultor econômico da ASSERJ William Figueiredo. Os dados são do DIEESE (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos). Entre os produtos que tiveram seus preços elevados estão a carne bovina, devido à anormalidade na oferta de boi para abate e da alta demanda interna e externa por carne; óleo de soja, diante do aumento das exportações do óleo bruto e da menor oferta interna; e a batata, por causa da interrupção da colheita por alguns dias do mês devido à chuva. Por outro lado, banana, feijão preto, café e tomate registraram queda nos preços. Todas as 17 capitais pesquisadas pelo Dieese tiveram inflação em novembro A cidade do Rio registrou a segunda menor variação nos preços, à frente apenas de Florianópolis, em Santa Catarina (0,34%). Com a inflação de novembro, o preço da cesta básica na capital carioca subiu para R$ 777,66. Dessa forma, o Rio se manteve como a quarta cesta básica mais cara do país, superado pelas capitais de São Paulo (R$ 828,39), Santa Catarina (R$ 799,62) e Rio Grande do Sul (R$ 780,71). A diferença de preços da cesta básica do Rio para a de Belo Horizonte (MG), a capital mais barata do Sudeste, foi de R$ 90,76.
05/12/2024
Conecta
Etiquetas eletrônicas: Modernizando o varejo e transformando a gestão de preços nas gôndolas
Especialistas explicam benefícios para o varejista As soluções tecnológicas vêm transformando a experiência do consumidor e a gestão operacional dos varejistas já há um bom tempo, entre elas o uso das etiquetas eletrônicas, conhecidas como ESL (Electronic Shelf Labels). Conversamos com dois especialistas do setor, Luciano Constantino Toledo, um dos representantes da fabricante sueca Pricer no país, e Paulo Moratore, da Pricefy by Selbetti, que compartilharam insights valiosos sobre os benefícios e desafios da implementação. Ambos os especialistas concordam que o investimento vale a pena. Segundo Paulo Moratore, as etiquetas eletrônicas eliminam erros entre os preços exibidos na gôndola e os cobrados no caixa, um problema que afeta diretamente a confiança do cliente e a reputação da loja. " Imagine entrar em uma loja e ter a certeza de que o preço que você vê na gôndola é exatamente o que será cobrado no caixa. Essa confiança aumenta a fidelidade do consumidor", aponta. Benefícios para o varejista As vantagens vão além da agilidade. As etiquetas eletrônicas otimizam recursos, reduzem custos operacionais e oferecem insights estratégicos. “O sistema informa quais produtos vendem mais e em que momento do dia, facilitando a tomada de decisões sobre ajustes de preço e promoções”, revela Toledo, que atende hoje mais de 200 supermercados. Moratore enfatiza a praticidade para o time de marketing e operações. "É possível fazer campanhas e ajustes em massa em segundos, sem a necessidade de mobilizar equipes inteiras para essa tarefa", diz. Ele também aponta que a tecnologia aumenta a produtividade, liberando a equipe para focar em atividades mais estratégicas, como o atendimento ao cliente. Custos e retorno sobre o investimento O custo inicial pode parecer um obstáculo para alguns varejistas. Segundo Toledo, o investimento para compra de um sistema completo pode chegar a R$ 350 mil por loja, enquanto a locação tem um custo mensal em torno de R$ 10 mil. No entanto, ele destaca que a locação oferece vantagens, como a ausência de tributação e o suporte completo da empresa, incluindo treinamento e manutenção. Moratore também aponta que a economia gerada a longo prazo, somada à melhoria da experiência do cliente, justifica o investimento inicial. "As etiquetas eletrônicas representam uma verdadeira revolução na comunicação de preços, produtos e promoções no varejo", destaca. Outro ponto levantado é a limitação de design das etiquetas. “Atualmente, o sistema ainda não permite muitos elementos gráficos ou cores”, diz Moratore. Tanto Toledo quanto Moratore destacam que as etiquetas eletrônicas têm potencial para se tornar um padrão no varejo, unindo eficiência, economia e sustentabilidade. Para os varejistas dispostos a investir, os ganhos em produtividade e experiência do cliente superam os desafios iniciais.
04/12/2024
Por dentro da mente do consumidor: Estratégias de neuromarketing em ação
Psicóloga Inês Cozzo aponta maiores desafios para empresas que querem implementar estudo Você sabia que uma simples mudança na cor de uma embalagem pode influenciar sua escolha sem que você perceba? Esse é o poder do neuromarketing, a ciência que explora os mistérios do comportamento do consumidor e que vai direto ao cérebro para entender o que realmente nos motiva a comprar. Quem ensina é a especialista na aplicação de neurociências para o desenvolvimento de pessoas e de negócios, a psicóloga Inês Cozzo. Há 40 anos estudando o tema, ela explica que num número extraordinariamente grande de vezes tomamos decisões sem perceber o porquê. E que é o neuromarketing que tenta desvendar esses mistérios, mostrando como cores, sons e, principalmente, cheiros podem influenciar nossas escolhas sem que a gente note. Nessa conversa com a ASSERJ, a especialista começa explicando que é neurologicamente impossível absorver a realidade tal e qual ela é porque dependemos dos nossos estados internos e externos (60 mil por dia) e das nossas crenças, que mudam com o passar do tempo. Então, quando revisitamos uma experiência, ela pode parecer muito diferente do que lembramos. O problema, conclui, é que quando respondemos a pesquisas somos altamente influenciados por falsas memórias e pelo impacto emocional que uma experiência (ou marca) nos causou num dado momento de vida, e isso costuma resultar numa pesquisa totalmente enviesada e, portanto, falsa e inócua. “Enquanto o marketing tradicional estuda o comportamento do consumidor através de pesquisas, entrevistas e dados (todos enviesados), o neuromarketing vai direto na fonte - o cérebro - para descobrir quais áreas de fato estão sendo ativadas quando o estímulo chega para nós. Ele usa técnicas científicas para entender como nosso cérebro reage a anúncios, produtos e marcas. Em vez de perguntar o que você acha de um comercial, podemos analisar suas reações cerebrais para ver o que você realmente sentiu”, ela esmiúça. "Mais de 90% das escolhas são feitas de forma emocional" Os princípios neurocientíficos mais usados no neuromarketing atualmente incluem entender o que captura a atenção das pessoas, identificar quais emoções são desencadeadas por certos estímulos, ver o que ajuda as pessoas a lembrar de uma marca ou produto e compreender como escolhas são feitas no cérebro: “Mais de 90% dessas escolhas são feitas de forma emocional! Alguns dizem, inclusive, que é 100% de forma emocional e que, depois de decidir, apenas utilizamos a lógica e a razão para justificar essa decisão”. Entre as estratégias de neuromarketing usadas de forma inovadora, Cozzo cita a da Coca-Cola. E explica que a marca usa o neuromarketing para testar embalagens e campanhas publicitárias, garantindo que elas causem o impacto desejado. Mas também aplicam os princípios em seus comerciais/campanhas de venda usando storytelling com uma propriedade que só de algumas décadas para cá outras marcas começaram a usar como O Boticário, Itaú e Bradesco: “Toda marca que conta uma história ao invés de oferecer explicitamente seu produto está utilizando técnicas e princípios de neuromarketing. A Nike é outra bem conhecida que também utiliza essas técnicas para entender como seus anúncios motivam e inspiram as pessoas.” Técnicas como eye-tracking, análise de emoções e estímulos cerebrais estão ajudando marcas a entender seus consumidores, Cozzo lista. Entenda cada uma: Eye-tracking: Rastreia para onde estamos olhando em um anúncio ou site, ajudando a posicionar melhor informações importantes. “Tem um exemplo de que eu gosto muito e que circula direto pela internet que é um post dizendo: ‘Você vai olhar aqui primeiro, depois aqui e por último aqui”. Esse post mostra a influência tanto do posicionamento da frase quanto do tamanho das fontes. Análise de emoções: Observa expressões faciais para identificar como nos sentimos em relação a um produto mas, nesse quesito, tenho uma ressalva a fazer. A base teórica de tudo que se pesquisava sobre emoções e que se “sabia” (ou achávamos que sabíamos) a partir dos 8 anos de estudo sobre o tema pelo psicólogo Paul Ekman está em cheque atualmente. O motivo são os 25 anos de pesquisa da também psicóloga e neurocientista Linda Feldman Barrett. Suas descobertas fizeram com que muitas dúvidas recaíssem sobre a teoria que usávamos, uma vez que ela não encontrou nenhuma evidência neurocientífica nos estudos estatísticos e subjetivos usados para conduzir a primeira pesquisa. Ela tem um TED chamado “você não está à mercê de suas emoções; seu cérebro as cria." Estímulos cerebrais: Usando equipamentos como EEG (eletroencefalograma), as marcas podem ver quais partes do cérebro são ativadas por certos estímulos. "Somos relativamente previsíveis; não completamente previsíveis" Apesar de ser uma ferramenta poderosa, o neuromarketing não é uma bola de cristal, Cozzo atenta. Sua recomendação é que seja utilizado juntamente com as ferramentas tradicionais do MKT. “O neuromarketing pode indicar tendências e probabilidades, mas cada pessoa é única. Ele ajuda as marcas a entenderem melhor o público, mas não garante 100% de precisão. Nada que se conheça já tem essa capacidade. Somos relativamente previsíveis; não completamente previsíveis.” Além disso, existe todo um limite ético envolvido para o uso do neuromarketing. Para garantir que as estratégias respeitem os direitos dos consumidores, Cozzo aconselha que as empresas sejam transparentes e respeitem a privacidade. “Usar técnicas para influenciar decisões sem o conhecimento do consumidor levanta questões éticas. Regulamentações e códigos de conduta ajudam a garantir que os direitos dos consumidores sejam protegidos.” Na sua avaliação, a forma mais ética de utilizar o que se sabe através da neurociência aplicada ao MKT é buscar influenciar o comprador para a marca que representamos, e não instigá-lo à compra simplesmente. “Há preocupações de que técnicas possam ser usadas para manipular as pessoas sem que elas percebam. Por isso, é crucial que haja discussão e monitoramento sobre como o neuromarketing é aplicado. Principalmente na neuropropaganda aplicada na política, eu diria.” Entre os maiores desafios para empresas que querem implementar estratégias de neuromarketing de forma eficiente estão os custos altos com equipamentos e pesquisas, interpretação de dados, com auxílio de pessoal especializado e questões éticas que respeitem o consumidor. E finaliza listando dicas para clientes não serem tão facilmente influenciados por essas estratégias: Esteja atento: Saber que essas técnicas existem já é um grande passo. Reflexão antes da compra: Pense se você realmente precisa do produto ou se está sendo influenciado. Quase sempre uma decisão de compra (que, segundo os estudos da neurociência, é quase sempre de impulso) não sobrevive à uma voltinha no shopping (ou no site). Gostou, salva numa pasta (ou tira uma foto do produto e da loja) e reveja depois. Se envolver alimento, procure estar saciado(a) ou acabará comprando muito mais do que precisa de fato.
04/12/2024
O Super Prêmio Abrappe 2024 foi para...
A quinta edição do Prêmio Abrappe 2024, promovido pela Associação Brasileira de Prevenção de Perdas (ABRAPPE), reuniu mais de 200 profissionais decisores do varejo, e representantes das empresas de logística e indústria para uma noite de conquistas, reconhecimento e celebração, na Casa Bisutti, em São Paulo, no mês de novembro. O presidente da ABRAPPE, Carlos Eduardo Santos, explicou que “o objetivo do prêmio é reconhecer os melhores cases de prevenção de perdas no Brasil que, por meio de ações inovadoras e consistentes, contribuem significativamente para a redução de prejuízos no varejo”. As empresas concorreram em 18 categorias, além do Super Prêmio, conquistado pela rede paulista de supermercados St. Marche com o projeto "Prejuízo tô fora, prevenção é agora!", uma estratégia brilhante aclamada pela eficiência e impacto na prevenção de perdas. Emocionado, o gerente executivo de inteligência e operações da St. Marche, Walison Vieira, agradeceu ao time que, segundo ele, trabalhou exaustivamente no projeto campeão. A cerimônia de entrega do prêmio contou com patrocínio e apoio de 23 empresas, consolidando-se como uma relevante iniciativa do setor. O Prêmio Abrappe 2024 também proporcionou uma excelente oportunidade de networking, permitindo que os participantes trocassem ideias, experiências e estratégias para enfrentar os desafios do setor. Foi, sem dúvida, uma noite de aprendizado e de grandes conexões, que promete render frutos para o futuro da prevenção de perdas no Brasil. No encerramento, Carlos Eduardo Santos agradeceu a presença de todos os envolvidos e reafirmou o compromisso da associação em seguir promovendo a excelência na prevenção de perdas. "Em 2025, estaremos de volta para mais uma edição do prêmio, com mais histórias de sucesso para contar e mais desafios para enfrentar juntos", declarou. A ASSERJ parabeniza os vencedores e o nosso parceiro Abrappe pela iniciativa.
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