Skip to Main Content
Join in
PT
EN
ES
A+
A-
Sobre Nós
Institucional
Our History
Board of Directors
ASSERJ Social
Keeping an eye on the garbage
Super Pet
News
Super Business Magazine
ASSERJ School
Serviços
Benefits
Orientation Visit
Soluções
Super Business Seminar
ASSERJ Experience
SRE Super Rio Expofood
Conecta Varejo
Join us
Contato
Contact us
SAA - Member Service
Work with us
Assessoria de Imprensa
ASSERJ
News
News
Keep up to date with the latest news from the supermarket sector
Search Bar
Date
All
Associados em foco
Atualidades
Comportamento & tendência
Conecta
Economia
Indústria em cena
Por dentro da asserj
Atualidades
Alimentação pronta impulsiona vendas no varejo supermercadista
O varejo supermercadista vem ampliando seu protagonismo no consumo de refeições prontas e já disputa, de forma direta, o espaço tradicionalmente ocupado por restaurantes. De acordo com um novo relatório da FMI – The Food Industry Association, a participação de consumidores que optam por alimentos preparados no varejo supermercadista, em vez de restaurantes, mais que dobrou desde 2017, saltando de 12% para 28%. Esse movimento ocorre em paralelo à redução da frequência em restaurantes: 23% dos consumidores afirmam estar indo menos a fast-foods e fast-casual. O dado reforça uma mudança estrutural no comportamento de consumo e amplia a relevância estratégica da área de alimentos prontos dentro das lojas. “Os consumidores estão cada vez mais considerando os alimentos preparados como uma verdadeira alternativa às refeições em restaurantes, e não apenas uma opção conveniente”, afirma Allison Febrey, gerente sênior de pesquisa e insights da FMI. “Essa mudança reflete como os compradores estão redefinindo o valor na alimentação; eles querem refeições que ofereçam qualidade e variedade, mas que também economizem tempo e dinheiro.” Segundo a associação, o segmento de alimentação fora do lar dentro do varejo supermercadista — que inclui sanduíches, pizzas, sushi e outros pratos prontos — cresceu 1,6% nos últimos 12 meses, alcançando US$ 52,1 bilhões em faturamento. Entre os destaques: Carnes totalmente cozidas: crescimento de 4,8% Pizzas prontas: alta de 4,5% Sushi: avanço de 3,8% Um dos pontos mais relevantes para o varejo supermercadista é a mudança na função dessas refeições no dia a dia do consumidor. Em 2017, cerca de 50% das refeições prontas substituíam o preparo em casa. Hoje, esse percentual caiu para 30%, indicando que os alimentos preparados no varejo estão cada vez mais substituindo refeições em restaurantes, e não apenas o consumo doméstico. O estudo também mostra que 38% dos consumidores consideram os preços das refeições prontas do varejo equivalentes aos dos restaurantes, reforçando a competitividade do canal. Além do preço, fatores como economia de tempo, praticidade, conveniência de comprar tudo em um só lugar, opções mais saudáveis e porções maiores impulsionam a decisão de compra. Do ponto de vista estratégico, o varejo supermercadista começa a adotar práticas típicas do foodservice. Quatro em cada dez consumidores afirmam que sua loja já é conhecida por algum prato pronto específico, avanço em relação aos 33% registrados no ano anterior. Pratos à base de frango lideram esse reconhecimento, seguidos por sanduíches e frios. Para executivos e decisores do varejo supermercadista, os dados da FMI deixam claro que a área de alimentos preparados deixou de ser um serviço complementar e se consolidou como um pilar estratégico para tráfego, fidelização e aumento de ticket médio, além de um vetor competitivo frente ao foodservice tradicional.
30/12/2025
Atualidades
Perdas no varejo supermercadista: 80% dos furtos acontecem antes do caixa
Um novo estudo baseado em inteligência artificial revela uma mudança relevante no comportamento do furto no varejo supermercadista: 80% dos itens mais roubados são escondidos ainda na área de vendas, antes mesmo de chegarem ao caixa. O dado reforça um alerta para gestores sobre a limitação dos modelos tradicionais de prevenção de perdas, hoje fortemente concentrados no ponto de pagamento. O furto em lojas já representa um dos maiores desafios operacionais do setor, gerando prejuízos superiores a US$ 100 bilhões por ano em escala global. Para compreender melhor como essas perdas acontecem, a Trigo — plataforma especializada em IA de visão computacional — analisou mais de 1.000 ocorrências de furto confirmadas, em parceria com grandes redes varejistas ao redor do mundo. O levantamento oferece uma visão aprofundada sobre em que momento da jornada do cliente as perdas ocorrem, trazendo implicações diretas para a gestão de risco, eficiência operacional e retorno sobre investimento em segurança. Principais insights para o varejo supermercadista Categorias mais impactadas: bebidas (22%), produtos frescos (19%) e padaria (10%) — áreas estratégicas em tráfego e margem. Ocultação é regra, não exceção: apenas 20% dos itens furtados chegam visíveis ao caixa, o que reduz significativamente a eficácia de controles focados apenas na etapa final da compra. Fraudes no autoatendimento: quando os itens chegam ao caixa, as táticas mais comuns incluem “leituras falsas” (27,3%), deixar produtos no carrinho sem escanear (31,7%) ou simplesmente ignorar o leitor (14,1%). Horários de maior risco: as perdas se concentram nas tardes (46,6%) e noites (30,4%) dos dias úteis, com destaque para as tardes de quinta-feira (18,4%). Já os sábados registram menor incidência (4,6%), possivelmente pela maior presença de equipes e segurança. A análise da Trigo, que rastreia produtos desde a gôndola até a saída da loja, identificou um esquema sistemático de ocultação em escala inédita, evidenciando que a maior parte das perdas ocorre muito antes do caixa. Isso expõe um desalinhamento entre o comportamento real do furto e os sistemas convencionais de prevenção, que atuam de forma reativa, geralmente após a quebra de estoque. “Hoje, a maioria dos varejistas só descobre o que foi roubado depois do fato consumado, por meio de auditorias, ou, no melhor cenário, identifica o problema no caixa”, afirma Daniel Gabay, CEO da Trigo. Diante da sofisticação crescente das táticas — que evoluíram da simples evasão de scanners para o ocultamento estruturado — o estudo levanta uma questão estratégica para o setor: a infraestrutura tradicional de prevenção de perdas é suficiente ou será necessário avançar para modelos baseados em rastreamento inteligente de ponta a ponta? Segundo a Trigo, o uso de IA de visão computacional integrada às câmeras de CFTV já existentes permite acompanhar produtos em tempo real, da prateleira à saída, ampliando a visibilidade sobre toda a operação. Essa abordagem possibilita detectar tanto o ocultamento quanto falhas intencionais no autoatendimento, criando um novo patamar de controle e eficiência. Para o varejo supermercadista, o estudo sinaliza que o futuro da prevenção de perdas passa menos pelo caixa e mais pela jornada completa do produto dentro da loja, com impacto direto em margens, produtividade e sustentabilidade do negócio.
30/12/2025
Comportamento & tendência
5 tendências que irão moldar o varejo em 2026
O ano de 2025 marcou a consolidação acelerada das tecnologias baseadas em Inteligência Artificial (IA) no varejo supermercadista. Esse avanço ocorreu em paralelo a transformações profundas no comportamento de compra, na relação com as marcas e nos critérios de decisão do consumidor. A integração entre lojas físicas, canais digitais e dados deixou de ser diferencial competitivo e passou a ser pré-requisito operacional. Apesar disso, grande parte do varejo ainda atua com iniciativas fragmentadas de tecnologia — pilotos, testes e projetos isolados, com impacto limitado sobre eficiência, margem e crescimento. A virada para 2026 está justamente na capacidade de escalar: transformar experimentações em operações estruturadas, com governança, integração sistêmica e retorno financeiro mensurável. De acordo com o estudo global The State of AI 2025, da McKinsey, apenas 39% das empresas conseguem atribuir impacto direto da IA ao lucro. Ao mesmo tempo, 80% das organizações já definem eficiência operacional, crescimento de receita e inovação como objetivos centrais de suas iniciativas. É nesse cenário que cinco tendências passam a moldar o varejo supermercadista em 2026. 1. Confiança se torna ativo estratégico na decisão de compra A chamada “crise da confiança” dá lugar a um consumidor mais racional, cauteloso e orientado por valor. Segundo o NIQ’s 2026 Consumer Outlook, da NielsenIQ, 95% dos consumidores consideram a confiança fator determinante na escolha de uma marca. Dados da Euromonitor International reforçam essa mudança: 57% dos consumidores pesquisaram intensamente produtos e serviços antes de comprar em 2024. Para o varejo supermercadista, isso significa que preço isolado já não sustenta competitividade. Transparência, consistência, conveniência e experiência tornam-se pilares de fidelização e recorrência. 2. Agentes inteligentes de IA deixam de ser teste e viram base da operação Em 2026, os agentes inteligentes de IA avançam de ferramentas analíticas para o centro da operação varejista. Segundo a McKinsey, 62% das empresas já experimentam agentes de IA, enquanto 88% utilizam IA regularmente em ao menos uma função do negócio. O Gartner projeta que, até 2026, 40% das aplicações corporativas contarão com agentes dedicados. No varejo supermercadista, esses agentes passam a atuar diretamente em previsão de demanda, gestão de estoque, logística, atendimento, recomendação de produtos e execução de pedidos. O diferencial competitivo estará na integração desses agentes aos sistemas legados e à jornada do cliente, com impacto direto em ruptura, margem e produtividade. 3. Relacionamento inteligente substitui automação básica Conhecer o nome do cliente já não é suficiente. O varejo entra em uma fase em que compreender contexto, intenção e momento se torna essencial. A personalização deixa de ser tática e passa a ser estratégica, baseada em dados em tempo real e histórico de interações. Segundo Danilo Rocha, Diretor de Vendas Brasil da Yalo, o foco passa a ser a construção de relacionamentos inteligentes por meio de conversas contínuas e contextualizadas. “Não se trata mais de responder rápido, mas de antecipar necessidades. A irrelevância e a inércia custam atenção, conversão e fidelidade”, afirma. 4. Conversação por voz acelera a transformação da jornada A interação por voz se consolida como canal de compra, atendimento e reposição. O relatório How the World Does Digital, da PYMNTS Intelligence, aponta que 17,9% dos consumidores já utilizam tecnologia de voz para compras semanais — índice que chega a 30,4% entre a Geração Z. No varejo supermercadista, a conversação por voz reduz fricções, acelera decisões e simplifica processos. Assistentes virtuais passam a integrar a jornada, tornando a experiência mais intuitiva, acessível e eficiente, especialmente em ambientes omnichannel. 5. Expansão dos canais conversacionais no B2B e no B2C O avanço do chat commerce, impulsionado pela IA, redefine tanto a relação com o consumidor final quanto o relacionamento B2B. Plataformas como o WhatsApp evoluem para canais completos de vendas, atendimento e gestão de pedidos, conectando indústrias, distribuidores e varejistas de forma contínua. O Gartner estima que, até 2026, quatro em cada dez interações digitais ocorrerão por voz ou linguagem natural. Para o varejo supermercadista, isso significa canais diretos sempre ativos, capazes de otimizar reposições, personalizar negociações e fortalecer o relacionamento comercial. “O cliente quer ser compreendido, não apenas atendido. Contexto e timing são decisivos para conversão”, reforça Danilo Rocha. O varejo que escala, lidera Mais do que adotar tecnologia, o desafio de 2026 será redesenhar processos, integrar dados e escalar inteligência. O varejo supermercadista que avançar será aquele que abandonar iniciativas isoladas e tratar a IA como motor estratégico de eficiência operacional, crescimento sustentável e melhoria da experiência. “O negócio que liderar será aquele capaz de oferecer soluções tão precisas que o cliente nem sabia que precisava delas naquele momento”, conclui Danilo Rocha.
30/12/2025
Economia
Preços em movimento: o que está mudando na cesta do varejo supermercadista
O comportamento dos preços dos alimentos em novembro reforçou um cenário de contrastes relevantes para o varejo supermercadista. Enquanto os queijos registraram forte elevação, com alta de 21,2% no preço médio nacional, produtos de alto giro e presença constante no carrinho do consumidor, como leite UHT (-4,9%) e arroz (-3,0%), apresentaram recuo, ajudando a equilibrar o custo médio da cesta. Os dados fazem parte do estudo “Variações de Preços: Brasil & Regiões”, elaborado pela Neogrid, ecossistema de tecnologia e inteligência de dados voltado à cadeia de consumo. O levantamento considera os itens mais recorrentes nas compras dos brasileiros e traz insumos estratégicos para decisões de precificação, negociação com fornecedores e gestão de estoques. Além dos queijos, outras categorias também exerceram pressão inflacionária em novembro. Legumes (3,1%), sal (3,1%) e óleo (2,5%) figuraram entre as maiores altas no período, sendo que o óleo apresentou elevação de preços em todas as regiões do País — um ponto de atenção para margens e estratégias promocionais. Na direção oposta, alguns itens contribuíram para conter a inflação dos alimentos no mês, com destaque para café em pó e em grãos (-1,5%), açúcar (-1,4%) e ovos (-1,2%), favorecendo o equilíbrio do sortimento em um momento de consumo mais cauteloso. Inflação controlada, mas com pressão setorial No contexto macroeconômico, o IPCA avançou 0,18% em novembro de 2025, sinalizando um ambiente de inflação relativamente controlada no encerramento do ano. Ainda assim, a dinâmica de preços segue heterogênea entre as categorias. Para Anna Carolina Fercher, líder de Dados Estratégicos na Neogrid, fatores como custos de produção, recomposição de estoques e oferta de matéria-prima continuam influenciando o comportamento de determinados segmentos. “Categorias como óleo e queijos, que apresentaram elevação de preços em todas as regiões em novembro, tendem a levar mais tempo para se estabilizar, dependendo da normalização dos estoques e da evolução dos custos ao longo da cadeia”, explica. Café lidera altas no acumulado de 12 meses No recorte anual, considerando o período entre dezembro de 2024 e novembro de 2025, o café em pó e em grãos segue como o item de maior impacto inflacionário no Brasil, com alta acumulada de 42,1% no preço médio nacional. O movimento mantém o produto no radar de supermercadistas, tanto pela relevância no consumo quanto pelos efeitos diretos na sensibilidade ao preço. Na sequência aparecem queijos (12,3%), margarina (11,2%), creme dental (10%) e refrigerantes (5,7%), reforçando a necessidade de estratégias comerciais mais refinadas para preservar volume sem comprometer rentabilidade. Sudeste concentra maiores pressões em novembro Na análise regional, o Sudeste apresentou um dos cenários mais desafiadores para o varejo supermercadista no mês. Os queijos lideraram a alta, com avanço de 24,3%, seguidos por legumes (5,5%), carnes bovinas (3,3%), sal (3,1%) e óleo (2,8%). Por outro lado, a região também registrou quedas relevantes em categorias essenciais, como leite UHT (-6,5%), sabão para roupas (-3,5%), arroz (-2,8%), leite em pó (-2,1%) e açúcar (-1,1%), o que pode abrir espaço para ações promocionais e recomposição de volume em loja. Para o varejo supermercadista, o estudo reforça a importância de monitorar continuamente os movimentos regionais de preços, ajustando políticas comerciais, mix e negociações com a indústria em um ambiente marcado por oscilações pontuais, mas com impacto direto na percepção de valor do consumidor e na margem operacional.
30/12/2025
Economia
Reforma Tributária já começou: o que muda na prática e como sua rede supermercadista deve agir
O varejo supermercadista brasileiro entra em uma nova fase de adaptação à Reforma Tributária, diante de atualizações normativas recentes e de movimentos já adotados por grandes indústrias fornecedoras. As mudanças trazem impactos diretos nas relações comerciais B2B e exigem atenção redobrada às obrigações acessórias ligadas ao IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e à CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços). As novas regras passam a produzir efeitos a partir de 1º de janeiro de 2026, ainda que, em um primeiro momento, a apuração desses tributos tenha caráter apenas informativo. Obrigatoriedade de IBS e CBS na NF-e é prorrogada A Nota Técnica nº 2025.002-RTC – versão 1.35 adiou o início da obrigatoriedade de informar IBS e CBS nos documentos fiscais eletrônicos, como NF-e e NFC-e, em ambiente de produção. Com isso, a exigência passa a valer a partir do primeiro dia do quarto mês subsequente à publicação dos regulamentos do IBS e da CBS. Na prática, a atualização afasta o risco de rejeição da emissão de notas fiscais exclusivamente pela ausência dessas informações no XML dos documentos. Segundo a advogada da ASSERJ e especialista em direito tributário aplicado ao varejo supermercadista, Dra. Ana Paula Rosa, a prorrogação traz um alívio operacional, mas não deve ser vista como um adiamento estratégico. “Esse período inicial sem penalidades é importante para reduzir impactos imediatos, mas não elimina a necessidade de adequação. As empresas precisam usar esse tempo para ajustar sistemas, processos e contratos, porque a exigência virá de forma definitiva”, alerta. Além disso, o Ato Conjunto RFB/CGIBS nº 1, de 22 de dezembro de 2025, estabeleceu que, até esse mesmo prazo, não haverá aplicação de penalidades pela falta de preenchimento dos campos relativos ao IBS e da CBS em documentos fiscais eletrônicos, como NF-e, NFC-e, NFS-e e CT-e. O texto também assegura que, nesse período, será considerado atendido o requisito legal para a dispensa do recolhimento da alíquota-teste do IBS e da CBS, conforme previsto na Lei Complementar nº 214/2025. Outro ponto relevante é que, durante todo o ano de 2026, a apuração do IBS e da CBS terá caráter meramente informativo, sem efeitos tributários, desde que as obrigações acessórias sejam devidamente cumpridas. Período de adaptação exige adequação de sistemas e processos Apesar da suspensão temporária de penalidades, o cenário exige preparação imediata. Para a Dra. Ana Paula Rosa, o maior risco está na falsa sensação de segurança. “A ausência de penalidade não significa ausência de obrigação. O contribuinte que não se preparar agora pode enfrentar dificuldades operacionais, fiscais e até comerciais quando o período de tolerância acabar”, destaca. Empresas do varejo supermercadista devem aproveitar o período para: Ajustar sistemas de emissão de documentos fiscais; Atualizar cadastros, códigos e classificações tributárias; Alinhar processos internos com fornecedores, distribuidores e parceiros comerciais. Verbas comerciais passam a exigir documento fiscal Outro movimento que vem ganhando força no mercado é a mudança de postura de grandes indústrias fornecedoras, que já estão comunicando a exigência de emissão de documento fiscal eletrônico para o pagamento de verbas comerciais a partir do início de 2026. A exigência decorre da Emenda Constitucional nº 132/2023 e da Lei Complementar nº 214/2025, que ampliaram o conceito de incidência tributária. Pela nova legislação, toda operação com contraprestação caracteriza uma operação onerosa sujeita ao IBS e à CBS, devendo ser formalizada por documento fiscal. De acordo com a especialista, essa mudança altera de forma relevante a dinâmica comercial entre indústria e varejo. “Verbas comerciais, ações de trade marketing e bonificações passam a ser tratadas, de forma mais clara, como operações tributáveis. Isso exige emissão de nota fiscal, em especial a NFS-e, e um cuidado maior na formalização dessas operações”, explica Ana Paula Rosa. Responsabilidade solidária reforça necessidade de formalização A legislação também reforça os riscos para toda a cadeia econômica. O artigo 24, inciso I, da Lei Complementar nº 214/2025, prevê responsabilidade solidária pelo pagamento do IBS e da CBS quando houver operações não acobertadas por documento fiscal idôneo. Segundo a advogada, esse ponto merece atenção especial do varejo supermercadista. “A responsabilidade solidária amplia o risco fiscal. Se uma operação não estiver corretamente documentada, todos os envolvidos na cadeia podem ser responsabilizados, o que reforça a necessidade de controles rigorosos e alinhamento contratual”, afirma. Preparação será decisiva para reduzir riscos fiscais Diante do novo cenário, a recomendação é que empresas do varejo supermercadista avaliem, junto às áreas fiscal, contábil e jurídica, o correto enquadramento das verbas comerciais, revisem contratos e políticas internas e preparem seus sistemas para atender às exigências do IBS e da CBS. “A Reforma Tributária avança de forma gradual, mas seus impactos nas relações comerciais B2B já são concretos. A preparação antecipada será decisiva para garantir segurança jurídica, previsibilidade fiscal e equilíbrio nas negociações entre indústria e varejo”, explica Ana Paula Rosa.
29/12/2025
Atualidades
Leite entra em 2026 com risco de recomposição de preços
Após um ano marcado por forte volatilidade, o mercado de leite inicia 2026 com sinais de maior estabilidade, mas ainda sob pressão. A queda acumulada de 18,1% nos preços pagos ao produtor em 12 meses até outubro tende a frear o ritmo de produção, o que pode alterar o equilíbrio entre oferta e demanda ao longo do próximo ano — movimento que merece atenção do varejo supermercadista. Analistas avaliam que, apesar da demanda interna seguir relativamente firme, a redução dos preços ao produtor e o achatamento das margens devem levar os pecuaristas a conter investimentos, o que limita a expansão da produção. Esse cenário abre espaço para ajustes graduais nos preços ao longo da cadeia, com possíveis reflexos no custo de aquisição do leite e derivados para o varejo. Segundo Natália Grigol, pesquisadora do Cepea, os valores pagos ao produtor estão nos níveis mais baixos desde 2021. “O setor deve iniciar o ano com mais cautela e margens limitadas, o que tende a desacelerar investimentos e reduzir o ritmo de crescimento da produção”, afirma. Produção cresce menos e muda dinâmica de preços A projeção do Cepea é que a captação industrial de leite cresça entre 2% e 2,5% em 2026, após um avanço próximo de 7% em 2025. Para o varejo supermercadista, essa desaceleração sinaliza um possível ponto de inflexão no comportamento dos preços, especialmente em um contexto de consumo interno mais moderado, influenciado pelo crescimento econômico estimado em torno de 2%. Em 2025, a combinação de custos mais baixos — com destaque para o milho — estimulou investimentos em nutrição do rebanho e elevou a produção. Para 2026, o cenário é diferente. “O produtor começa o ano com preços mais baixos e margens comprimidas, o que naturalmente reduz o ritmo de expansão”, explica Juliana Pila, analista da Scot Consultoria. Pressão na origem contrasta com excesso de oferta Apesar da perda de rentabilidade no campo, especialistas evitam classificar o momento como crise. Para Valter Galan, sócio da Milkpoint, o principal desafio está no descompasso entre oferta e demanda. “A produção cresce cerca de 7%, enquanto a demanda avança perto de 2%. Isso gera excesso de leite e pressiona os preços ao longo da cadeia”, avalia. Para o varejo supermercadista, esse desequilíbrio ajuda a explicar a manutenção de preços mais competitivos nas gôndolas em 2025, mas também indica que esse cenário pode não se sustentar no médio prazo caso a produção desacelere mais fortemente. Importações seguem no radar do setor O debate sobre importações de lácteos também segue relevante. Embora os volumes tenham recuado 13,2% em 12 meses até novembro, segundo a Embrapa, os produtos importados ainda representam cerca de 10% da produção nacional, o dobro do registrado há três anos. Medidas estaduais, como a restrição à reconstituição de leite em pó importado para venda como leite fluido, ajudam a reduzir a pressão sobre os preços, mas não resolvem o desequilíbrio estrutural. O que o varejo deve observar em 2026 Para o setor supermercadista, o cenário exige atenção redobrada à gestão de preços, negociação com a indústria e planejamento de promoções. A tendência é de um primeiro semestre ainda marcado por preços pressionados, seguido por possível recomposição gradual, dependendo do comportamento da produção e do consumo. Em um ambiente de margens apertadas para toda a cadeia, eficiência, previsibilidade e leitura de mercado serão fundamentais para preservar competitividade e rentabilidade no varejo supermercadista ao longo de 2026.
29/12/2025
Comportamento & tendência
Bebidas alcoólicas em 2026: como as novas tendências impactam o varejo supermercadista
O mercado de bebidas alcoólicas caminha para 2026 sustentado por quatro grandes pilares: saúde, inovação, nostalgia e funcionalidade. Para o varejo supermercadista, esse movimento representa uma mudança clara no perfil de consumo e, principalmente, na forma de estruturar sortimento, comunicação e estratégias de exposição no ponto de venda. O consumidor está mais informado, atento à composição dos produtos e disposto a consumir com mais consciência, mas sem abrir mão da experiência, da conveniência e do valor percebido. Além disso, o calendário de 2026, impulsionado pela Copa do Mundo e por uma sequência de feriados prolongados, tende a aumentar o consumo em ocasiões sociais, reforçando a relevância das bebidas alcoólicas como categorias-chave para geração de fluxo, incremento de ticket médio e ações sazonais no varejo supermercadista. É nesse cenário que a Missiato Indústria e Comércio Ltda., com mais de 60 anos de atuação, mapeia tendências e caminhos estratégicos para o canal. Consumo consciente redefine sortimento e exposição Entre as principais tendências está o chamado “Zebra Striping”, conceito identificado pela Euromonitor International, que descreve o hábito de intercalar bebidas alcoólicas e não alcoólicas em uma mesma ocasião. Para o varejo supermercadista, esse comportamento amplia a necessidade de um sortimento equilibrado, com opções mais leves, funcionais e de menor teor alcoólico, posicionadas de forma estratégica nas gôndolas e ilhas promocionais. Esse movimento dialoga diretamente com dados da Mordor Intelligence, que apontam que o mercado global de bebidas saudáveis deve crescer, em média, 3,49% ao ano entre 2025 e 2030. Para os supermercadistas, trata-se de uma oportunidade clara de ampliar a participação de produtos com apelo de saúde, baixo teor calórico e diferenciais funcionais, capturando novos perfis de consumidores e aumentando a recorrência de compra. Quando a compra vira experiência no ponto de venda No varejo supermercadista, a decisão de compra deixou de ser apenas racional e passou a ser altamente influenciada pela experiência. O consumidor pesquisa, compara, avalia embalagem, preço e proposta de valor antes de colocar o produto no carrinho. Segundo estudo da Two Sides Brasil, as embalagens influenciam a decisão de compra em 99% dos casos, sendo um fator frequente ou constante para mais de 70% dos consumidores. Para João Paulo Modulo, Head de Marketing da Missiato, o design das embalagens deixou de ser apenas funcional e passou a ser um ativo estratégico para a indústria e para o varejo. “No ponto de venda, a embalagem é o primeiro contato com o consumidor. Quando o visual comunica identidade, propósito e pertencimento, ele gera conversão. É o que acontece com Corote, uma marca que se tornou sinônimo de categoria, facilitando a decisão de compra e fortalecendo a performance no varejo”, destaca. RTDs ganham espaço e fortalecem a conveniência Os drinks RTDs (Ready To Drink) seguem como uma das categorias de maior potencial para o varejo supermercadista em 2026. A combinação de praticidade, sabor e padronização de qualidade atende tanto ao consumidor que busca conveniência quanto à operação do varejo, que se beneficia de produtos com alta rotatividade, fácil exposição e apelo imediato. De acordo com a Fortune Business Insights, o mercado global de RTDs movimentou US$ 732,49 bilhões em 2023 e deve alcançar US$ 1.227,81 bilhões até 2032, com CAGR de 6,06%. Esse crescimento reforça o papel da categoria como estratégica para ações promocionais, ativações sazonais e ganho de espaço nas gôndolas. Portfólio alinhado às demandas do varejo supermercadista Atenta a esse cenário, a Missiato apresenta um portfólio alinhado às tendências de 2026 e às necessidades do varejo supermercadista. A linha Corote Drinks ICE Ultra, pioneira no Brasil, atende à demanda por bebidas mais leves, com 3% de teor alcoólico, 40% menos calorias e açúcar e zero glúten, nos sabores Limão e Lichia Dream. A proposta facilita a entrada da categoria em novos momentos de consumo e amplia o público-alvo no ponto de venda. A marca também aposta no Corote Combo, coquetel alcoólico gaseificado de 1 litro e 8% de teor alcoólico, desenvolvido para atender o público dos tradicionais “copões”, com sabores como Gin Melancia, Combo Vodka, Combo Whisky e Gin Tropical. Já a linha Corote Sabores amplia o sortimento com opções elaboradas com vodka tridestilada e aromas naturais, oferecendo variedade e fortalecendo a gestão de categoria no varejo. Inovação orientada por dados e performance A inovação no mercado de bebidas alcoólicas vai além do lançamento de novos produtos. Ela envolve tecnologia, eficiência logística, personalização do portfólio e estratégias integradas entre indústria e varejo. Para 2026, a tendência é oferecer soluções que combinem giro, margem e experiência de compra. “O varejo supermercadista terá um papel ainda mais estratégico na construção dessas tendências. Produtos com apelo funcional, estética atrativa e fácil compreensão no ponto de venda serão decisivos para capturar o consumidor. O próximo ano será marcado por drinks criativos, refrescantes e com forte apelo visual, que unem nostalgia, inovação e conveniência”, conclui João. Na revista Super Negócios de janeiro você vai conferir uma matéria completa sobre esse nova tendência de consumo! Fique atento!
29/12/2025
Indústria em cena
Santa Helena Alimentos nomeia Sérgio Mobaier como novo CEO
A Santa Helena Alimentos, com sede em Ribeirão Preto, anunciou Sérgio Mobaier como seu novo CEO. O executivo assume a liderança com a missão de dar continuidade à estratégia de crescimento sustentável da companhia, acelerar iniciativas de inovação e fortalecer o portfólio de marcas. Com mais de três décadas de experiência nos setores de alimentos e bens de consumo, Mobaier construiu uma carreira sólida em empresas nacionais e multinacionais como Sadia, Marfrig, JBS/Seara, BRF, Catupiry e Queijos Regina, onde atuou em diferentes posições executivas, incluindo a de CEO. Engenheiro de Alimentos formado pela Unicamp, o novo CEO possui MBAs pela USP, Fundação Dom Cabral e Kellogg School of Management (EUA). É reconhecido por sua atuação em inovação, transformação cultural, governança orientada a resultados e desenvolvimento de equipes de alta performance. Segundo Renato Fechino, presidente do Conselho de Administração da Santa Helena, a chegada de Mobaier inaugura uma nova fase para a empresa. “A chegada de Mobaier marca um novo capítulo da Santa Helena. Ele reúne visão estratégica consistente e um olhar voltado à inovação, alinhado ao nosso momento atual e fundamental para impulsionar o crescimento da companhia. Tenho plena confiança de que ele dará continuidade ao legado construído nos últimos anos, fortalecendo ainda mais nossas marcas e nossa cultura”, afirma.
29/12/2025
1
...
6
7
8
...
390
8 Entries
4
Entries per Page
8
Entries per Page
20
Entries per Page
40
Entries per Page
60
Entries per Page
Showing 49 to 56 of 3,115 entries.
Page
1
...
Intermediate Pages Use TAB to navigate.
Page
2
Page
3
Page
4
Page
5
Page
6
Page
7
Page
8
...
Intermediate Pages Use TAB to navigate.
Page
9
Page
10
Page
11
Page
12
Page
13
Page
14
Page
15
Page
16
Page
17
Page
18
Page
19
Page
20
Page
21
Page
22
Page
23
Page
24
Page
25
Page
26
Page
27
Page
28
Page
390
Newsletter ASSERJ
Receba as principais notícias do setor supermercadista e informações exclusivas para associados.
Warning:
You do not have the permission to access the upload fields on this form. Contact the form owner or portal administrator to request the access.
Sem spam. Cancele quando quiser.
Hidden