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Por dentro da asserj
Segurança de dados entra no centro das estratégias do varejo supermercadista
A proteção de dados deixou de ser apenas uma preocupação jurídica e passou a ocupar posição estratégica dentro das empresas. Durante a palestra “Dados Seguros, Negócios Fortes”, a advogada e especialista em proteção de dados Barbara Ferrari destacou os desafios enfrentados pelo varejo supermercadista na era digital, especialmente diante do avanço das trocas de informações entre indústria, varejistas e consumidores. O painel abordou a importância de garantir segurança, governança e conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), equilibrando privacidade e geração de valor nas relações comerciais. Segundo Barbara, muitas empresas ainda não têm clareza sobre os riscos envolvidos no armazenamento e na utilização de dados sem observância adequada da legislação. “É urgente a necessidade das empresas e dos negócios observarem a proteção de dados, a transação de dados, como é guardado o seu dado e todas as medidas de prevenção. Também explicamos o que são dados sensíveis, que precisam de autorização da outra parte para serem utilizados”, afirmou. A especialista alertou ainda para os impactos financeiros e jurídicos que podem surgir quando as organizações deixam de cumprir as exigências previstas na LGPD. “Mostramos também um cenário de como as empresas podem ser multadas se não observarem a LGPD e todas as conformidades em razão dos dados coletados”, destacou. Durante a apresentação, Barbara detalhou as etapas necessárias para a implementação de uma política eficaz de proteção de dados, incluindo mapeamento das informações coletadas, definição de responsáveis internos e adoção de sistemas adequados para armazenamento seguro. “Fazemos um grande mapa sobre a implantação de uma LGPD eficaz, com fase de mapeamento, nomeação de responsável e estruturação dos processos, justamente por conta da fragilidade que existe hoje em armazenar dados sem observância da legislação”, explicou. Outro ponto abordado foi o valor estratégico das informações coletadas pelas empresas e os limites legais para o uso desses dados em diferentes finalidades comerciais. “Trazemos também uma visão sobre a importância do dado e como ele pode ser comercializado para fins distintos daquele para o qual foi coletado. Por isso, é fundamental que as empresas expliquem claramente para a pessoa que está fornecendo as informações qual será a utilização daquele dado, principalmente quando falamos de dados sensíveis”, concluiu. Confira a programação completa AQUI!
13/05/2026
Por dentro da asserj
IA física ganha espaço no varejo e promete mudar a experiência de compra
A inteligência artificial deixou de atuar apenas nos bastidores e começa a ganhar presença física dentro das operações, das lojas e até dos eventos. Durante a palestra “Varejo 4.0: A Ascensão da Physical AI”, realizada na Mercado Livre Arena Pacaembu, o diretor da Ventura Robotics, Guilherme Marostica, apresentou como a combinação entre IA, robótica e automação está redesenhando a relação entre marcas, tecnologia e consumidores. Segundo Marostica, a transformação atual representa uma continuidade das revoluções industriais, mas agora com impacto direto no comportamento social e no varejo supermercadista. “Essa última revolução que a gente está passando hoje tem um impacto gigantesco na sociedade como um todo. Por isso, eu trago o termo da indústria 4.0 e mostro como ela vira varejo 4.0”, explicou. Durante a palestra, o executivo destacou que o comportamento do consumidor mudou e que as estratégias tradicionais já não garantem mais resultados no ponto de venda. “As marcas precisam entender que as coisas mudaram. Não basta mais fazer uma pirâmide de panetone e achar que isso vai garantir venda. O consumidor está buscando experiência, conexão e interação. E é justamente aí que entram a robótica e a inteligência artificial”, afirmou. Além de abordar a evolução da IA, Marostica mostrou como os próximos passos da tecnologia passam pela integração com robôs físicos, capazes de atuar diretamente na experiência de consumo, no atendimento e nas ativações de marca. “Eu faço um panorama da evolução da inteligência artificial e mostro que as próximas etapas são justamente a evolução da IA física com robôs. Depois, conecto isso ao varejo e apresento muitos dos cases que estamos desenvolvendo no Brasil com diferentes marcas”, destacou. A apresentação também reforçou como o varejo supermercadista passa a disputar atenção em um ambiente cada vez mais físico-digital, no qual experiências memoráveis tendem a ter peso tão importante quanto preço ou exposição de produtos. Com bom humor, interações ao vivo e demonstrações práticas, robô influenciador Zeca Byte, que dividiu o palco com Marostica e virou uma das atrações mais comentadas da programação. Interagindo ao vivo durante a apresentação, o robô reforçou na prática o conceito de “Physical AI”, que propõe uma inteligência artificial cada vez mais integrada ao mundo físico e às experiências humanas.
13/05/2026
Por dentro da asserj
Prevenção de perdas exige mais do que tecnologia, afirma especialista no SPIW
A tecnologia tem ganhado cada vez mais espaço nas estratégias de prevenção de perdas no varejo supermercadista, mas seu sucesso depende diretamente da cultura organizacional e do engajamento das equipes. Esse foi o principal tema da quinta palestra do primeiro dia do palco Retail Talks, no São Paulo Innovation Week. Com o tema “Tecnologia sem cultura não resolve: o fator humano na prevenção de perdas”, Carlos Eduardo Santos destacou que processos, pessoas e tecnologia precisam atuar de forma integrada para que os resultados sejam sustentáveis dentro das empresas. Segundo o especialista, muitas organizações investem em soluções tecnológicas avançadas, mas deixam de lado um dos pontos mais importantes da prevenção de perdas: o comportamento humano. “Não tem como não falar de processos e pessoas. Existe uma tríade fundamental para um programa sustentável de prevenção de perdas, que envolve processos, pessoas e tecnologia. Quando um desses pilares não funciona bem, o resultado fica comprometido”, afirmou. Durante a apresentação, Carlos Eduardo explicou que o chamado “básico bem feito” continua sendo essencial para reduzir perdas no varejo supermercadista. Para ele, antes mesmo da adoção de ferramentas sofisticadas, é necessário garantir processos claros, indicadores consistentes e equipes capacitadas. “Vou falar justamente sobre o que seria esse básico bem feito para que a empresa tenha um programa sustentável do ponto de vista de processos, além da importância das pessoas para manter um programa equilibrado dentro das operações”, destacou. O palestrante também apresentou indicadores relacionados às perdas operacionais e reforçou que a liderança exerce papel decisivo no fortalecimento da cultura preventiva dentro das empresas. Inteligência artificial ganha espaço na prevenção de perdas Apesar do foco no fator humano, a tecnologia também teve destaque na palestra. Carlos Eduardo apontou que ferramentas de inteligência artificial e análise de dados estão entre as principais tendências utilizadas atualmente na prevenção de perdas. “Como estamos em um evento de tecnologia, não tem como deixar de apresentar as principais soluções que vêm sendo utilizadas hoje, principalmente inteligência artificial e ciência de dados”, explicou. Segundo ele, essas ferramentas ajudam empresas a identificar padrões, antecipar riscos, monitorar operações e tomar decisões mais rápidas e assertivas. No entanto, o especialista alertou que nenhuma tecnologia consegue gerar resultados sozinha. “A tecnologia potencializa os resultados, mas ela depende de pessoas preparadas e de uma cultura organizacional forte para funcionar de verdade”, afirmou.
13/05/2026
Por dentro da asserj
Do preço ao “adorei”: como o varejo supermercadista pode transformar atendimento em afeto
Criar uma experiência memorável não depende necessariamente de grandes investimentos financeiros. Para Edmour Saiani, fundador da Ponto de Referência, o diferencial está na intenção, na cultura e na capacidade de colocar o cliente no centro das decisões. Esse foi o foco da quarta palestra do primeiro dia do palco Retail Talks, no São Paulo Innovation Week, com o tema “Experiência memorável não custa caro, custa intenção”. Durante a apresentação, Edmour destacou que o varejo vive uma transformação importante: a saída de um modelo puramente transacional para uma lógica baseada em conexão emocional, pertencimento e relacionamento. “Estamos saindo de uma fase de transações comerciais básicas para um momento em que as marcas precisam criar conexões profundas, capazes de gerar carinho de verdade. A experiência do cliente não acontece por acaso. Ela é desenhada estrategicamente para transformar uma relação fria em uma conexão emocional”, afirmou. Segundo o especialista, o consumidor atual não busca apenas resolver uma necessidade prática. Ele deseja se sentir reconhecido, acolhido e valorizado durante toda a jornada de compra. Nesse contexto, o varejo supermercadista precisa compreender que atendimento deixou de ser apenas operação e passou a ser construção de vínculo. Edmour explicou que o cliente só retorna quando a experiência recebida funciona como um convite para voltar. “O cliente só fica se o atendimento que recebeu for um convite para ele voltar. Hoje, não basta vender produto. É preciso criar uma sensação tão positiva que retornar se torne a escolha mais natural para o consumidor”, destacou. De “interesseiro” para “interessante” Um dos principais pontos abordados na palestra foi a diferença entre marcas “interesseiras” e marcas “interessantes”. Para Edmour, muitas empresas ainda operam focadas apenas na venda imediata, sem construir relacionamento de longo prazo. Ele divide essa evolução em três níveis. O primeiro é o da marca interesseira, que pensa apenas na própria venda. O segundo é o da marca interessada, que já tenta entender a jornada do consumidor. Já o terceiro estágio é o da marca interessante, capaz de gerar encantamento e conexão emocional. “Enquanto a razão resolve um problema momentâneo, é a emoção que encanta. O consumidor lembra de quem faz ele se sentir bem”, explicou. A fórmula PhD da experiência Outro conceito apresentado foi a chamada fórmula “PhD”, composta pela integração entre físico, humano e digital. Segundo Edmour, a experiência só se torna completa quando esses três pilares trabalham juntos. “O elemento humano é a cola que conecta o físico e o digital. Sem o humano, o físico vira apenas concreto e o digital vira somente programação”, afirmou. A palestra também trouxe reflexões sobre a evolução das expectativas dos consumidores. Em um dos slides apresentados, Edmour destacou os principais fatores valorizados atualmente pelos clientes: carinho, sustentabilidade, personalização, educação, entretenimento, atendimento, design, conveniência, produto e segurança. Entre as expectativas destacadas estavam frases como “Me reconheça como único e me faça sentir especial”, “Facilite minha vida” e “Me proteja e me dê tranquilidade”. Segurança primeiro, carinho depois Ao explicar a chamada “escada do carinho”, o especialista mostrou como a relação entre marca e consumidor evolui gradualmente. Segundo ele, tudo começa pela sobrevivência, ou seja, pela necessidade básica de segurança. “A primeira obrigação de qualquer negócio é entregar segurança, seja física, financeira ou até relacionada aos dados do consumidor. Sem isso, não existe relação”, pontuou. Depois disso, entram fatores como produto, conveniência, educação, personalização e, no topo da jornada, o carinho, momento em que o consumidor cria vínculo emocional com a marca. “O grande objetivo é fazer o cliente sair do ‘encontrei o que precisava’ para chegar ao ‘adorei’. Esse ‘adorei’ é o sinal de que a conexão emocional foi construída com sucesso”, disse. O que o varejo supermercadista pode aprender Para o varejo supermercadista, a principal mensagem da palestra foi clara: experiência não depende apenas de tecnologia ou grandes projetos, mas da soma de pequenos detalhes capazes de gerar percepção positiva. Desde a organização da loja até o atendimento no caixa, passando pela personalização de ofertas, ambientação, conveniência e acolhimento, cada ponto de contato pode contribuir para fortalecer a relação entre marca e consumidor. “A marca que apenas gerencia processos operacionais fica presa em relações frias. Já a marca que constrói experiências cria conexão humana verdadeira”, concluiu Edmour Saiani.
13/05/2026
Por dentro da asserj
Ticket médio na véspera dos jogos da Copa de 2026 deve subir 24%, aponta Scanntech
Estudo apresentado no Retail Talks mostra que véspera dos jogos pode aumentar o ticket medio e elevar fluxo em loja em até 8,3%
13/05/2026
Por dentro da asserj
O que os supermercados podem aprender com o segmento de luxo?
O que faz uma experiência se tornar inesquecível? Essa foi uma das reflexões apresentadas por Caio Zalc durante a segunda palestra do primeiro dia do palco Retail Talks, no São Paulo Innovation Week. Com o tema “O Novo Luxo da Hospitalidade: experiências autênticas que conectam pessoas, lugares e histórias”, o executivo mostrou como o setor de hospitalidade tem transformado serviços em memórias. Segundo Caio Zalc, o consumidor atual busca muito mais do que apenas produtos ou serviços. Ele procura conexão emocional, autenticidade e experiências que gerem lembranças duradouras. Para o executivo, esse conceito também pode ser aplicado ao varejo supermercadista, especialmente em um cenário em que a experiência do cliente se torna um diferencial competitivo. “Em março deste ano, o Belmond realizou uma parceria com o grupo Iguatemi em uma residência de uma semana na Casa de Genópolis, em São Paulo. Criamos experiências que o dinheiro não pode comprar para um público muito especializado, formado por clientes estratégicos, imprensa e influenciadores”, explicou. A ação reuniu experiências imersivas envolvendo gastronomia, moda, bem-estar e entretenimento. Entre os destaques, esteve um jantar de gala inspirado no famoso Venice Simplon-Orient-Express, considerado um dos trens de luxo mais icônicos do mundo e conhecido por ter inspirado a obra “Assassinato no Expresso do Oriente”, de Agatha Christie. Além disso, a marca trouxe para São Paulo o designer sul-africano Thebe Magugu, referência internacional da moda, que participou de palestras e apresentou peças desenvolvidas em parceria com grandes marcas de luxo. Outra ativação envolveu o tradicional bar do hotel Cipriani, em Veneza, levando ao público brasileiro os mesmos profissionais responsáveis por preparar drinks para celebridades internacionais. “Os mesmos bartenders que fazem drinks para George Clooney, Julia Roberts e Cate Blanchett estavam em São Paulo contando histórias e criando experiências únicas para os convidados”, destacou Zalc. "Para o varejo supermercadista, o aprendizado está justamente na capacidade de criar conexões mais humanas e memoráveis com os consumidores. Mais do que oferecer produtos, as empresas podem investir em experiências, ambientações, ações sensoriais, eventos e ativações que aproximem as marcas das pessoas", completa o executvo. Confira a programação completa do São Paulo Innovation Week AQUI!
13/05/2026
Por dentro da asserj
Supermercados vivem corrida por eficiência, personalização e inovação no varejo abastecedor
Debate com a APAS no São Paulo Innovation Week mostra como algoritmos, inteligência de consumo e automação já impactam vendas e decisões estratégicas
13/05/2026
Por dentro da asserj
Liderar a Geração Z se torna um dos maiores desafios do varejo supermercadista
Conselho de RH da ASSERJ vai debater soluções para reduzir rotatividade e fortalecer o engajamento dos jovens nas empresas
12/05/2026
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Supermarket Blue oferece experiência gastronômica em celebração ao Dia Nacional do Café
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No ritmo da Páscoa, Supermarket Blue vira Fábrica de Chocolate neste sábado (28)
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Guanabara amplia equipe e fortalece sua operação no varejo supermercadista
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Está sabendo? GPA anuncia novo CFO
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