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Associados em foco
Prezunic avança na digitalização do atendimento e integra influenciadora virtual com IA ao e-commerce
O Prezunic avança em sua estratégia de transformação digital ao expandir a atuação de Nic, sua influenciadora virtual baseada em Inteligência Artificial, para o ambiente de e-commerce. Já presente nas redes sociais e no WhatsApp, a personagem passa a acompanhar também a jornada do consumidor no site, reforçando o posicionamento da rede em oferecer canais digitais mais integrados, eficientes e orientados à experiência do cliente — um movimento alinhado às demandas de escala, padronização e agilidade no varejo supermercadista. Desenvolvida com Inteligência Artificial Generativa (IA Gen), Nic atua como um hub de informações e atendimento, respondendo dúvidas sobre horários e endereços das lojas, status de pedidos online, procedimentos nas unidades físicas, oportunidades de trabalho, além de orientações sobre carteira digital e o programa de benefícios do Clube Prezunic. A solução contribui para a otimização do atendimento e redução de fricções nos canais digitais. A iniciativa está conectada ao desenvolvimento contínuo do ecossistema digital da Cencosud e representa um avanço na automação e qualificação do relacionamento com o consumidor, ampliando a capacidade de resposta da operação sem perder proximidade na comunicação. “A inovação é um dos pilares estratégicos da Cencosud e se reflete em projetos voltados à transformação da experiência do cliente, proporcionando uma jornada mais intuitiva e alinhada ao nosso propósito de servir de forma extraordinária em cada momento”, destaca a companhia. Primeira influenciadora digital 100% carioca do varejo supermercadista, Nic vem ampliando suas funcionalidades desde o lançamento, consolidando-se como um ativo estratégico de comunicação e atendimento. Com a expansão para o e-commerce, a ferramenta passa a atuar de forma ainda mais integrada nos principais pontos de contato digitais da rede.
07/01/2026
Indústria em cena
Mondelez Brasil anuncia nova diretoria de Mídia, Dados, CX e Martech
A Mondelēz Brasil, detentora de marcas como BIS, Oreo, Lacta, Trident, Tang e Club Social, anuncia a criação da diretoria de Mídia, Dados, Consumer Experience (CX) e Martech. A nova estrutura marca um avanço na gestão integrada da experiência do consumidor e será liderada por Carolina Crespo, executiva com mais de 15 anos de experiência em transformação digital, marketing e mídia. O movimento está diretamente conectado à ambição da companhia de dobrar de tamanho até 2030 e ao aumento da complexidade de suas operações. A nova diretoria passa a concentrar, em uma única estrutura, a estratégia de mídia on e offline, o uso avançado de dados de consumidores e a gestão das plataformas de marketing. “Vamos ampliar o papel da mídia para além de um canal e atuar como verdadeiros arquitetos de experiências”, afirma Carolina Crespo, diretora de Mídia, Dados, Consumer Experience e Martech da Mondelēz Brasil. “Ao unir dados, empatia e storytelling, conseguimos transformar informações em ações de comunicação mais relevantes e consistentes, tanto para o consumidor quanto para o negócio.” Trajetória com foco em transformação digital Antes de assumir a nova posição no Brasil, Carolina atuou por cerca de cinco anos como Head de Digital Commerce e Retail Media para a América Latina na Mondelēz International, com foco na aceleração de vendas e no desenvolvimento de novos modelos de negócio na região. Ao longo da carreira, a executiva acumulou mais de 15 anos de experiência em multinacionais, incluindo uma passagem de aproximadamente uma década pelo Grupo L’Oréal, no Brasil e na Europa. Nesse período, liderou iniciativas nas áreas de mídia, marketing, conteúdo e vendas, sempre com forte orientação para a transformação digital. “A integração entre dados, tecnologia e mídia é essencial para escalar relevância, eficiência e inovação. Quando essas frentes operam de forma conectada, é possível tomar decisões mais inteligentes e construir marcas ainda mais fortes”, reforça Crespo. Presente em 92% dos lares brasileiros e em cerca de um milhão de pontos de venda, a Mondelēz Brasil amplia, com a nova diretoria, sua capacidade de gerar conexões relevantes com os consumidores e fortalecer seu portfólio para diferentes ocasiões de consumo.
07/01/2026
Atualidades
ASSERJ alerta para impactos operacionais e jurídicos da Lei 11.077/2025 sobre produtos “similares”
A Lei nº 11.077/2025, sancionada no Estado do Rio de Janeiro, no dia 26 de dezembro, impõe ao varejo supermercadista uma série de obrigações relacionadas à forma de exposição de produtos considerados “similares”, com impactos diretos na operação das lojas. A norma estabelece que, no prazo de 60 dias a partir de sua publicação, fica proibida a exposição conjunta de produtos “similares” e “originais”, exigindo a segregação física de gôndolas e a adoção de sinalização obrigatória ao consumidor. De acordo com a advogada da ASSERJ e especialista em direito tributário aplicado ao varejo supermercadista, Dra. Ana Paula Rosa, a lei traz um ponto sensível logo em sua base conceitual. “O texto legal adota uma definição aberta e subjetiva do que seriam ‘produtos similares’, utilizando expressões como ‘produtos tradicionalmente conhecidos’ e itens que ‘podem induzir o consumidor’, o que gera elevada insegurança jurídica para o setor”, avalia. Embora apresente um rol exemplificativo de produtos, incluindo blends de manteiga e margarina, compostos lácteos, misturas de óleos com azeite e pós para bebidas tipo café, a especialista ressalta que o alcance da norma pode ser ampliado conforme a interpretação dos órgãos fiscalizadores. “Não se trata de uma lei voltada à qualidade sanitária dos produtos, mas sim à forma de exposição e organização comercial, o que interfere diretamente em práticas consolidadas do varejo supermercadista”, explica. No campo operacional e logístico, os impactos são considerados relevantes. Segundo Dra. Ana Paula, a norma impõe a necessidade de uma reorganização completa de layout de lojas, gôndolas e planogramas, além de reduzir a eficiência da exposição por categoria, contrariando estratégias amplamente adotadas pelo varejo. “Em lojas de pequeno porte, com espaço físico limitado, o cumprimento integral da lei se torna ainda mais complexo”, destaca. Do ponto de vista econômico, a advogada chama atenção para o aumento inevitável de custos. “Haverá despesas adicionais com sinalização, possíveis reformas, reestruturação de layout e treinamento de equipes. Além disso, produtos alternativos e mais acessíveis tendem a perder visibilidade, o que afeta a concorrência e a estratégia de mix e preços”, afirma. Segundo ela, esse cenário pode impactar diretamente o consumidor de menor renda, uma vez que os custos operacionais tendem a ser repassados ao preço final dos produtos. No aspecto jurídico e regulatório, os riscos também são elevados. “Conceitos normativos vagos abrem margem para autuações arbitrárias, aumentam a insegurança jurídica e estimulam a judicialização em massa”, analisa Dra. Ana Paula. Ela também aponta a desproporcionalidade das sanções previstas, que incluem multas elevadas e até a possibilidade de cassação do alvará de funcionamento, como fator que amplia o risco regulatório da atividade supermercadista. Durante a tramitação do projeto, a ASSERJ apresentou à Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro um ofício de veto total, apontando inconstitucionalidades formais e materiais, ofensa ao direito à informação, violação à liberdade econômica, desproporcionalidade e ausência de fundamentação técnica. “O projeto chegou a ser vetado integralmente pelo governador, com base nos argumentos apresentados pela associação. No entanto, o veto foi derrubado em plenário pelo presidente interino da ALERJ, resultando na publicação da lei”, relembra a especialista. Diante desse cenário, a ASSERJ já se movimenta no campo jurídico. “Considerando os fortes fundamentos para o reconhecimento da inconstitucionalidade do texto normativo, estamos providenciando medida judicial com pedido de suspensão liminar imediata das restrições impostas pela Lei nº 11.077/2025”, conclui Dra. Ana Paula Rosa.
06/01/2026
Indústria em cena
Ambev projeta Copa de 2026 como ciclo ampliado de vendas para o varejo supermercadista
Em teleconferência recente com analistas, o CEO da AB InBev, Michel Doukeris, destacou a Copa do Mundo de 2026 e o clima mais quente nas Américas como vetores relevantes para o crescimento do consumo de bebidas. Para o varejo supermercadista, o cenário aponta para maior giro em categorias como cervejas, refrigerantes, snacks e itens de conveniência, além de oportunidades concretas de elevação do ticket médio nos dias de jogos. Segundo Leandro Mendonça, diretor de eventos e experiências da Ambev, o principal diferencial desta edição do Mundial é o fator tempo. “A Copa não é apenas um pico de vendas. Ela pode reescrever o calendário de consumo e ampliar a base de consumidores também no pós-evento”, afirma. Para o executivo, o desafio está em garantir que as marcas estejam conectadas à experiência brasileira de assistir aos jogos — algo que passa diretamente pelo ponto de venda e pela execução no varejo. Outro ponto relevante para o planejamento das redes supermercadistas é a definição dos horários das partidas. Para atender aos fusos dos países-sede e evitar o calor extremo, a Fifa distribuiu os jogos em até 12 horários diferentes, priorizando partidas noturnas para a audiência sul-americana. Na prática, isso tende a favorecer compras de reposição, consumo imediato e operações de conveniência, tanto nas lojas físicas quanto nos canais digitais. Portfólio segmentado amplia oportunidades no ponto de venda A estratégia da Ambev para a Copa do Mundo de 2026 passa por uma segmentação clara do portfólio, o que abre espaço para ações coordenadas com o varejo supermercadista ao longo de todo o período do evento. Cada marca assume um papel específico dentro da jornada de consumo. De acordo com Leandro Mendonça, a Brahma será posicionada como protagonista da celebração nacional, reforçando seu vínculo histórico com o futebol brasileiro. A campanha “Tá Liberado Acreditar”, criada pela Africa Creative, estreou durante o sorteio dos grupos e traz o técnico Carlo Ancelotti convidando a torcida a acreditar no hexa. Já a Budweiser, patrocinadora global da Copa, atua no território da experiência internacional, explorando conexões com entretenimento e música. A Flying Fish, cerveja saborizada e lançamento mais recente da companhia, reforça a estratégia de inovação e ampliação de público. Completando o portfólio, o Guaraná Antarctica trabalha o atributo da brasilidade, ampliando ocasiões de consumo além da cerveja. “Um dos nossos grandes trunfos é a pluralidade do portfólio. Temos uma marca adequada para cada momento e perfil de torcedor, o que nos permite ocupar diferentes espaços de celebração sem canibalização”, explica Mendonça. Com uma Copa mais longa, horários variados e forte apelo emocional, o Mundial de 2026 se desenha como uma oportunidade estratégica para o varejo supermercadista planejar sortimento, exposição, abastecimento e ações promocionais com maior antecedência, transformando o evento em um ciclo ampliado de vendas — e não apenas em um pico pontual de consumo.
06/01/2026
Comportamento & tendência
O que muda nos setores de laticínios, frios e panificação em 2026
Em 2026, o desafio do varejo supermercadista e de seus fornecedores seguirá sendo o mesmo — porém em um cenário ainda mais complexo: antecipar o comportamento do consumidor e responder rapidamente às mudanças de hábito, sem comprometer margens, operação e abastecimento. Para os departamentos de laticínios, delicatessen e panificação, essa equação exige olhar além das gôndolas e compreender as atitudes que influenciam as decisões de compra. Foi com esse objetivo que revelamos a análise estratégica da vice-presidente de Relações com a Indústria e Educação da International Dairy Deli Bakery Association (IDDBA), Heather Prach, sobre as tendências que devem moldar o consumo em 2026 no setor. A especialista destacou três atitudes centrais do consumidor: simplificação da decisão de compra, busca por conforto e confiança nos produtos escolhidos. Para o supermercadista fluminense, essas atitudes representam oportunidades claras de diferenciação, tanto na indústria quanto no ponto de venda. Atitudes duradouras geram impactos de longo prazo Embora o início do ano costume estimular mudanças temporárias de comportamento, como foco em saúde e bem-estar, Heather Prach ressalta que as atitudes mais relevantes para o varejo são aquelas que permanecem estáveis ao longo do tempo. Entre elas, estão a necessidade de praticidade, segurança e conforto emocional. O consumidor atual vive sob pressão de agendas cheias, custos elevados e excesso de informação. Nesse contexto, o alimento deixa de ser apenas funcional e passa a desempenhar um papel emocional. “As pessoas estão exaustas de pensar todos os dias no que vão comer. Elas querem reduzir esse desgaste mental”, afirma Prach. Para varejistas e fornecedores, isso reforça a importância de soluções que unam conveniência, clareza e valor percebido, sem elevar a complexidade operacional. Simplificar a decisão é gerar valor no ponto de venda A fadiga de escolha é um fator cada vez mais presente no comportamento do shopper. Quanto mais simples for a decisão, maior a chance de conversão. Kits de refeição, produtos prontos para consumo, combos inteligentes e sortimentos bem curados ganham protagonismo. “Quando tudo já vem organizado e pensado, o consumidor deixa de começar do zero”, explica Prach. Para o varejo supermercadista, isso significa investir em merchandising funcional, sinalização clara e sortimento estratégico, reduzindo o excesso de opções e aumentando a rotatividade. Conforto emocional impulsiona categorias tradicionais Laticínios, frios e panificação sempre tiveram forte apelo emocional. Em 2026, esse atributo segue relevante, mas com uma atualização importante: o consumidor busca conforto sem abrir mão de qualidade, identidade e personalização. A nostalgia continua sendo um ativo poderoso, mas agora acompanhada de inovação moderada. “As pessoas querem se orgulhar do que servem. Querem sentir que participaram da criação”, destaca Prach. Para o varejo supermercadista, isso se traduz em oportunidades para linhas artesanais, edições especiais, produtos com storytelling e experiências de compra mais humanas, especialmente nos setores de produção própria e serviços de balcão. Confiança deixou de ser diferencial e virou pré-requisito Outro ponto central para 2026 é a confiança. O consumidor está mais atento à composição dos produtos, à procedência dos ingredientes e à transparência das informações. Rótulos claros, ingredientes reconhecíveis e processos menos industrializados deixaram de ser tendência e passaram a ser exigência. “Produto limpo hoje é o mínimo. É uma expectativa básica”, afirma Prach. No varejo supermercadista, isso reforça a necessidade de alinhamento entre indústria e varejo, garantindo comunicação clara, padronização de informações e sinalização eficiente no ponto de venda, fatores que impactam diretamente a decisão de compra e a fidelização. Estratégia integrada para departamentos periféricos Quando analisadas em conjunto, as atitudes de simplificação, conforto e confiança oferecem um guia estratégico para os departamentos de laticínios, delicatessen e panificação. O varejo supermercadista que souber traduzir essas demandas em sortimento, exposição e serviços estará melhor preparado para um consumidor mais exigente — e menos disposto a perder tempo. Como resume Heather Prach: “Os consumidores querem honestidade, praticidade, funcionalidade e diversão, com um toque de sofisticação acessível, conforto e conveniência”. Para varejistas e fornecedores, alinhar-se a essas expectativas não é apenas acompanhar tendências — é construir relevância e competitividade em um mercado cada vez mais dinâmico.
06/01/2026
Atualidades
Anvisa suspende lote de chá de camomila por contaminação com larvas e insetos
A Anvisa determinou o recolhimento do lote 6802956 do Chá de Camomila Lavi Tea após identificar larvas, fragmentos de insetos e outras matérias estranhas acima dos limites permitidos, reforçando o alerta ao varejo supermercadista sobre a importância do controle rigoroso da qualidade dos alimentos em toda a cadeia. De acordo com a Anvisa, análises laboratoriais apontaram a presença de 14 larvas inteiras e 224 fragmentos de insetos em apenas 25 gramas do produto — quando o limite aceitável é de até 90 fragmentos para a mesma quantidade. Além disso, o ensaio de identificação histológica revelou talos, ramos e sementes incompatíveis com o padrão esperado para o chá de camomila, evidenciando falhas relevantes nas boas práticas de fabricação. Para o consultor técnico de Segurança Alimentar da Associação de Supermercados do Estado do Rio de Janeiro (ASSERJ), Flávio Graça, o caso reforça o papel estratégico da microscopia de alimentos como ferramenta de gestão preventiva no varejo. “O exame microscópico é fundamental para identificar contaminantes físicos e biológicos que não são visíveis a olho nu, como fragmentos de insetos, larvas, pelos de roedores ou partículas estranhas. Esses achados indicam falhas em etapas críticas, como produção, armazenamento ou transporte”, explica Graça. Segundo o especialista, embora a responsabilidade primária pela fabricação seja da indústria, o varejo supermercadista também precisa estar atento aos seus processos internos, especialmente no recebimento, armazenamento e rastreabilidade dos produtos. “Quando um problema desse tipo vem à tona, o impacto não é apenas sanitário, mas também operacional e reputacional. Retiradas emergenciais de produtos, comunicação com consumidores e possíveis sanções regulatórias geram custos e desgastes que poderiam ser minimizados com controles mais rigorosos e fornecedores bem avaliados”, destaca. Graça ressalta ainda que a avaliação microscópica contribui diretamente para a proteção da saúde do consumidor e para a conformidade com a legislação sanitária. “A microscopia não é apenas um ensaio técnico, mas um instrumento de segurança alimentar. Ela ajuda a garantir que o alimento chegue ao consumidor dentro dos padrões aceitáveis e protege o varejo de riscos legais e de imagem”, afirma. O episódio envolvendo o chá de camomila reforça a necessidade de o varejo supermercadista investir continuamente em boas práticas, qualificação das equipes, auditorias internas e relacionamento próximo com fornecedores. Em um cenário de consumidores cada vez mais atentos à segurança dos alimentos, a prevenção se consolida como um diferencial competitivo — e não apenas como uma exigência regulatória.
06/01/2026
Por dentro da asserj
A 1ª Revista Super Negócios de 2026 está no ar!
Já está disponível a edição de janeiro da Revista Super Negócios, publicação da ASSERJ que abre o ano trazendo análises, tendências e cases essenciais para quem atua no varejo supermercadista. Com uma curadoria de temas atuais e olhar prático para a gestão, a revista reforça seu papel como leitura estratégica para empresários, executivos e gestores do setor. A matéria de capa, “Conquistar é o novo vender”, aponta como o relacionamento, a experiência do cliente e a fidelização assumem protagonismo em um mercado cada vez mais competitivo. O conteúdo dialoga diretamente com o momento do setor, que exige mais inteligência comercial e conexão com o consumidor. Para o presidente da ASSERJ, Fábio Queiróz, a edição de janeiro chega em um momento decisivo. “A Super Negócios abre o ano trazendo reflexões fundamentais para o varejo supermercadista. É uma leitura que ajuda o empresário a enxergar além da operação diária e a tomar decisões mais estratégicas”, afirma. Entre os destaques editoriais, a seção Indústria em Cena apresenta a trajetória da Sloop e mostra como uma marca familiar se consolidou como líder no segmento de sorvetes no Rio de Janeiro. Já o Super Papo traz uma entrevista com Ulisses Merat, gerente regional da MBRF Global Foods, ampliando o debate sobre indústria e varejo. A editoria Gestão Eficiente, Lucro Certo aborda o papel da liderança e mostra como o gerente pode ser um verdadeiro motor de resultados. Em Associado em Foco, ações de redes como Supermarket, Prezunic e Redeconomia reforçam boas práticas e iniciativas de sucesso no estado. O Caderno Especial desta edição analisa a aceleração da demanda por bebidas zero, enquanto o Conecta Varejo discute como o ERP especializado deixa de ser apenas uma ferramenta operacional para se tornar um ativo estratégico. O Espaço Trade revela como marcas como Jim Beam, Coca-Cola, Heineken e Bauducco estão ativando o ponto de venda nos supermercados. A revista também traz conteúdos institucionais em Por Dentro da ASSERJ, com destaque para o recorde de embalagens recolhidas pelas Retorna Machines e para a pesquisa da entidade que ganhou repercussão em O Globo. Há ainda espaço para histórias inspiradoras, como a trajetória de Ailton Coquito, presidente do Redeconomia Alfa e Ômega, na editoria Eu no Varejo. Completam a edição pautas práticas e de planejamento, como Cheguei na Gôndola, Boas Vendas, que coloca a Páscoa no radar desde já, além de Vem Aí, com novidades sobre a SRE Super Rio Expofood 2026, e o tradicional Papo de Adega, que analisa as categorias de vinhos com melhor desempenho no calor. “É uma edição pensada para informar, provocar reflexão e apoiar o crescimento do setor. Por isso, consideramos uma leitura obrigatória para quem quer começar o ano bem informado e preparado”, destaca Fábio Queiróz. CLIQUE AQUI e confira a Revista Super Negócios de janeiro
05/01/2026
Economia
Dólar em 2026: o que esperar e como o câmbio pode impactar o varejo supermercadista
Depois de surpreender positivamente em 2025, com queda superior a 10% — o melhor desempenho do real desde 2016 —, o dólar entra em 2026 cercado de expectativas mais moderadas. Para o varejo supermercadista, que convive diariamente com impactos do câmbio sobre preços, margens e custos logísticos, o tema segue no centro das decisões estratégicas. Projeções de oito grandes instituições financeiras indicam que a moeda norte-americana deve oscilar entre R$ 5,20 e R$ 5,90 ao longo de 2026, refletindo um cenário externo mais favorável, mas ainda marcado por incertezas internas, especialmente no campo político. Juros elevados favorecem o real no curto prazo Um dos principais fatores de sustentação do real no início do ano é o chamado carry trade. Com a taxa Selic ainda elevada — atualmente em 15% —, investidores seguem atraídos pelo diferencial de juros entre Brasil e economias desenvolvidas. A expectativa é que o Banco Central só comece a reduzir a Selic a partir de março de 2026, mantendo o Brasil competitivo no curto prazo para entrada de capital estrangeiro. Para o varejo supermercadista, esse movimento tende a aliviar pressões sobre produtos importados, insumos dolarizados, embalagens, fertilizantes e commodities precificadas em dólar, contribuindo para maior previsibilidade na formação de preços. Política monetária dos EUA pressiona o dólar globalmente No cenário internacional, o Federal Reserve deve dar continuidade ao ciclo de cortes de juros iniciado em 2025. Segundo analistas, essa estratégia tende a enfraquecer o dólar frente a outras moedas. Para Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad, o mercado já precifica novos cortes. “A curva de juros embute ao menos duas reduções adicionais em 2026, o que gera pressão negativa sobre a moeda americana”, afirma. Esse contexto pode beneficiar países exportadores de commodities, como o Brasil, favorecendo o equilíbrio cambial e reduzindo volatilidades nos custos da cadeia de abastecimento. Eleições no Brasil trazem cautela ao mercado Apesar do ambiente externo mais benigno, o fator eleitoral no Brasil surge como ponto de atenção. A proximidade das eleições tende a aumentar a volatilidade do câmbio, impactando diretamente o planejamento financeiro das empresas do setor. Para William Castro Alves, estrategista-chefe da Avenue, o diferencial de juros pode perder força ao longo do ano. “O cenário eleitoral é binário e carrega elevado grau de incerteza, o que costuma se refletir no câmbio”, avalia. Na prática, isso significa que movimentos mais fortes de valorização do real devem ser limitados, exigindo do varejo supermercadista estratégias de proteção cambial, renegociação com fornecedores e maior rigor na gestão de custos. Tendência global ainda favorece dólar mais fraco Relatórios da Ágora apontam que a diversificação das reservas globais, o fortalecimento de moedas ligadas a commodities e a busca por maior autonomia financeira em diferentes regiões seguem contribuindo para um dólar estruturalmente mais fraco. Para o varejo supermercadista, o cenário reforça a importância de acompanhar de perto o câmbio em 2026, já que suas oscilações continuarão impactando desde o custo de produtos importados até a dinâmica de preços ao consumidor final.
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