Tendencia supermercado

Quatro tendências de consumo que o varejo supermercadista precisa monitorar em 2026

05/01/2026 • Last updated 4 Days

Comportamento & tendência
Tendencia supermercado

As transformações no comportamento do consumidor e o avanço acelerado da tecnologia seguem redefinindo a forma como o varejo supermercadista opera, planeja sortimento e se relaciona com marcas e fornecedores. De olho nesse cenário, o Acosta Group, agência global de vendas e marketing, divulgou quatro previsões de consumo para 2026 que impactam diretamente a estratégia B2B do setor.

Segundo executivos da empresa, mudanças nos estilos de vida, aliadas à digitalização da jornada de compra, estão elevando o nível de exigência dos consumidores em relação à personalização, transparência e relevância das ofertas.

"A tecnologia e a evolução dos estilos de vida continuam a remodelar a experiência de compra, assim como as expectativas, prioridades e valores que impulsionam as decisões dos consumidores”, afirma Colin Stewart, vice-presidente executivo de inteligência de negócios do Acosta Group.

As análises foram desenvolvidas por especialistas em varejo, marcas e foodservice da companhia, com base em pesquisas realizadas junto à comunidade de consumidores da Acosta, formada por cerca de 40 mil participantes. Confira os principais pontos de atenção para o varejo supermercadista em 2026:

1 - IA como aliada estratégica, mas com desafios de confiança

O uso de assistentes virtuais com inteligência artificial tende a se intensificar ao longo de 2026. De acordo com o levantamento, 70% dos consumidores já utilizaram algum recurso de IA durante o processo de compra, seja para planejar, comparar ou decidir produtos. Para o varejo supermercadista, isso abre espaço para novas soluções de recomendação, gestão de categorias e experiência omnichannel.

No entanto, a adoção plena ainda encontra barreiras. Apenas 12% dos consumidores confiam totalmente na IA para realizar compras de forma autônoma, principalmente por preocupações com privacidade de dados, fraudes e perda de controle. Para varejistas e fornecedores, o desafio será equilibrar automação, segurança e transparência.

2 - Saúde mais personalizada e transparente

A busca por saúde e bem-estar avança para um patamar mais individualizado, funcional e baseado em informações claras. Esse movimento impacta diretamente o sortimento, a comunicação de benefícios e a relação entre indústria e varejo supermercadista, exigindo dados mais precisos, rastreabilidade e alinhamento entre proposta de valor e expectativa do shopper.

3 - Inovação com propósito e relevância

Os consumidores seguem abertos à inovação, mas com um filtro mais rigoroso: só ganham espaço produtos e soluções que façam sentido no dia a dia. Para o B2B supermercadista, isso reforça a importância de lançamentos bem fundamentados, testes controlados e parcerias estratégicas entre varejo e indústria para validar novidades antes de uma expansão em larga escala.

4 - Novo conceito de valor

Preço continua relevante, mas já não é o único critério. Conveniência, experiência, confiança, sustentabilidade e serviço passam a compor uma definição mais ampla de valor, tanto em lojas físicas quanto nos canais digitais. Esse movimento exige do varejo supermercadista uma visão mais integrada entre operações, tecnologia e relacionamento com o consumidor final.

Para Kathy Risch, vice-presidente sênior de liderança de pensamento e insights do consumidor do Acosta Group, varejistas e marcas que conseguirem endereçar as preocupações relacionadas à confiança e ao uso de dados tendem a capturar mais oportunidades com a expansão do comércio assistido por IA. Segundo ela, 2026 deve marcar um avanço gradual no uso de agentes inteligentes e testes mais cautelosos de sistemas de checkout automatizados, especialmente entre consumidores da Geração Z.