fátima merlin

Fátima Merlin afirma que 1º dia da NRF evidencia a resiliência do varejo e o “próximo agora”

11/01/2026

Comportamento & tendência
fátima merlin

A NRF 2026 começou neste domingo, dia 11 de janeiro com uma mensagem clara, de acordo com Fátima Merlin, CEO da Connect Shopper e consultora de varejo: mesmo diante de um dos cenários mais desafiadores dos últimos anos, o varejo segue avançando e com força.

Para a especialista, estar na NRF ao lado de líderes globais reforça uma certeza estratégica. “Estar na NRF com líderes que movem a indústria mais resiliente e inovadora do mundo reforça uma convicção: o varejo tem momentum. E esse momentum foi construído por nós”, afirma.

Ela destaca que o avanço do setor não se explica apenas por indicadores econômicos. “O varejo não é ‘só’ uma indústria. Ele é uma força estabilizadora na vida real. É quem entrega valor quando cada dólar conta, sustenta comunidades em momentos de crise e viabiliza experiências que viram memória — festas, rituais, tradições e conquistas”, diz.

State of Retail: o retrato do jogo

Um dos principais blocos do evento, o State of Retail, trouxe um diagnóstico claro do cenário atual. O consumidor está mais seletivo e pragmático, há uma polarização evidente do poder de compra — com a baixa renda pressionada e a alta renda sustentando parte do consumo — e o conceito de valor mudou.

“Valor deixou de ser sinônimo de menor preço”, explica Fátima Merlin. “Hoje, valor é o que isso muda na minha vida, o que resolve e o que melhora de fato.”

Nesse contexto, a especialista reforça que a chamada “regra de ouro” do varejo segue válida, mas ganha ainda mais relevância: produto certo, preço certo, promoção certa, disponibilidade e uma experiência sem fricção.

The Next Now: o que muda o jogo

O tema central da NRF, The Next Now, parte da premissa de que a transformação não espera o cenário ideal. “Transformação não espera condições perfeitas. O que vem a seguir já está acontecendo agora. Por isso o tema é tão certeiro”, afirma Fátima.

A indústria, segundo ela, acelera investimentos em eficiência e produtividade, personalização, relevância e experiências mais rápidas, intuitivas e humanas — com destaque especial para a inteligência artificial em escala.

Mas há um alerta importante, de acordo com Fátima Merlin. “Não é IA para substituir pessoas ou criatividade. É IA para amplificar. Para potencializar a imaginação e liberar energia para o que realmente importa”, pontua.

Quando bem aplicada, a tecnologia abre novas possibilidades em áreas como sortimento, previsão de demanda, abastecimento, execução, merchandising, design e naquilo que Fátima define como “a arte da surpresa”.

Aprendizados que ficam

Da abertura da NRF, Fátima Merlin destaca três aprendizados centrais: “O varejo é infraestrutura social. Os vencedores inovam no caos — a transformação não espera estabilidade. E a IA se consolida como uma alavanca de decisão, capaz de resolver complexidade e devolver tempo para estratégia e humanização.”

“O próximo capítulo do varejo não está daqui a alguns anos. Ele já está sendo escrito agora, por quem combina dados, cultura, execução e uma obsessão real pelo cliente”. completa Fátima Merlin.