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Indústria em cena
Kraft Heinz anuncia novo CEO em meio à reestruturação da companhia
A Kraft Heinz, detentora de marcas como Heinz, Kraft e Philadelphia, anunciou a nomeação de Steve Cahillane, ex-presidente da Kellogg, como novo CEO da companhia. A chegada do executivo ocorre em um momento estratégico, marcado pelo processo de divisão da empresa em duas companhias independentes. Cahillane assume o cargo em 1º de janeiro, substituindo Carlos Abrams-Rivera, que permanecerá como consultor até março para apoiar a transição. Aos 60 anos, o executivo liderou a Kellogg durante sua separação corporativa em 2023 e seguiu à frente da Kellanova até sua venda para a Mars, concluída neste ano por aproximadamente US$ 36 bilhões. “É uma honra me juntar à Kraft Heinz como CEO em um momento tão crucial e empolgante”, afirmou Cahillane em comunicado. “Dediquei minha carreira à construção de marcas, e a oportunidade de fazer isso com o portfólio icônico da Kraft Heinz é a realização de um sonho.” A decisão de dividir as operações da companhia foi anunciada em setembro, dez anos após a megafusão liderada por Warren Buffett, em parceria com a gestora 3G Capital, dos empresários brasileiros Jorge Paulo Lemann, Marcel Herrmann Telles e Carlos Alberto Sicupira.
24/12/2025
Por dentro da asserj
Escola ASSERJ capacita 2,8 mil profissionais e soma 7,2 mil horas-aula em 2025
A Escola ASSERJ encerra 2025 com resultados expressivos que reforçam seu papel como um dos principais pilares de desenvolvimento humano e profissional do setor supermercadista fluminense. Ao longo do ano, a Associação manteve um panorama consistente de ações voltadas para Treinamento e Desenvolvimento, alinhadas às demandas operacionais, estratégicas e de relacionamento com o consumidor. No total, a ASSERJ ofertou 936 horas de cursos internos, realizados em diferentes instituições, refletindo um investimento contínuo no aprimoramento técnico e comportamental das equipes. O volume resultou em uma média de 34,7 horas de capacitação por colaborador, índice considerado robusto para o fortalecimento das competências necessárias à atuação no setor. “A Escola ASSERJ é uma ferramenta essencial para preparar profissionais mais qualificados, engajados e alinhados com as transformações do setor supermercadista. Nosso foco vai além do treinamento técnico: buscamos desenvolver pessoas que impactem positivamente os resultados das redes associadas e a experiência do consumidor”, afirma Michelle Rodrigues, gerente de Gestão de Pessoas da ASSERJ. Engajamento elevado e alto aproveitamento De forma geral, o índice de aproveitamento dos treinamentos da Escola ASSERJ superou 90%, indicador que evidencia a aderência dos temas, a qualidade dos fornecedores e o comprometimento dos participantes. “Esse resultado mostra que estamos no caminho certo, oferecendo conteúdos que dialogam diretamente com a realidade do varejo supermercadista e com as necessidades do dia a dia das operações”, complementa Michelle. Escola ASSERJ: números que traduzem impacto Em 2025, a Escola ASSERJ ampliou significativamente seu alcance junto aos profissionais do setor. Ao todo, foram realizados: 9 cursos 38 turmas 2.800 alunos inscritos 2.200 concluintes 7.200 horas-aulas 3 cursos em parceria com a indústria (Buaiz Alimentos e Sadia) NPS de 92%, refletindo alto nível de satisfação dos participantes A diversidade dos temas reforçou o compromisso da Escola ASSERJ com a formação prática e estratégica, abordando desde áreas operacionais até experiência do cliente e vendas especializadas. Entre os destaques de 2025 estão cursos como Atendente de Adega, O Poder do Açougue, Como valorizar o FLV, Postura vocal para locutores de supermercado, Panificação, Confeitaria, além de capacitações em Boas Práticas de Manipulação de Alimentos e formações em parceria com a indústria. Olhar para o futuro Para 2026, a ASSERJ já projeta a oferta de mais de 1.000 horas de cursos, mantendo o foco na continuidade do desenvolvimento das equipes, no fortalecimento das competências estratégicas e na sustentação dos resultados institucionais. “Capacitar é investir no futuro do setor. A Escola ASSERJ seguirá evoluindo, ampliando parcerias e oferecendo conteúdos cada vez mais conectados com inovação, eficiência operacional e experiência do cliente”, conclui Michelle Rodrigues.
23/12/2025
Economia
2026 deve consolidar queda da inflação e dos juros e redesenhar estratégias de crédito no varejo supermercadista
As projeções econômicas para 2026 indicam um cenário de maior previsibilidade macroeconômica, com expectativa de desaceleração da inflação e trajetória mais consistente de queda dos juros. Para o varejo supermercadista, esse ambiente tende a ir além de um simples alívio financeiro: ele redefine decisões de crédito, investimento, expansão e gestão de caixa. A leitura predominante do mercado é que o Banco Central vem conseguindo ancorar expectativas, fator considerado essencial para setores intensivos em capital, como o varejo supermercadista, que depende de crédito estruturado, renegociação de prazos, investimentos em tecnologia, logística e expansão física. “No mercado de crédito, previsibilidade é tão importante quanto taxa. As projeções para 2026 reforçam a confiança no Banco Central justamente por indicarem consistência na condução da política monetária”, avalia Pedro Da Matta, CEO da Audax Capital. Segundo ele, esse ambiente favorece operações de crédito estruturado, renda fixa e capital privado — instrumentos cada vez mais utilizados por empresas fora do sistema bancário tradicional. Planejamento de médio prazo ganha força Para redes supermercadistas, a previsibilidade apontada pelo Boletim Focus permite retomar o planejamento de médio prazo, algo que ficou comprometido nos últimos anos diante da volatilidade de juros, inflação e consumo. “As projeções para 2026 ajudam a consolidar a confiança do mercado no Banco Central porque reduzem incertezas e permitem planejamento de médio prazo”, destaca João Kepler, CEO da Equity Group. Ele ressalta que esse cenário influencia diretamente decisões de investimento, valuation e apetite ao risco, pontos críticos para empresas em expansão ou em processo de profissionalização. No varejo supermercadista, esse movimento tende a se traduzir em decisões mais criteriosas sobre abertura de lojas, retrofit de unidades, automação de processos, investimentos em prevenção de perdas e fortalecimento da cadeia logística. Crédito mais técnico e seletivo Outro efeito direto do cenário projetado para 2026 é a mudança na lógica do crédito. Com juros ainda elevados, mas em trajetória de queda e com maior previsibilidade, o mercado passa a operar com mais racionalidade e análise de risco. “O Boletim Focus reforça a credibilidade do Banco Central ao reduzir ruídos que poderiam gerar volatilidade excessiva. Para o universo de FIDCs, essas projeções são fundamentais, pois impactam diretamente a formação de taxas e a avaliação de risco de crédito”, explica Edgar Araújo, CEO da Azumi Investimentos. Para o varejo supermercadista, isso significa mais acesso a alternativas como FIDCs, securitização de recebíveis e estruturas híbridas de funding, especialmente para redes de médio porte que buscam reduzir dependência do crédito bancário tradicional. Decisões de investimento mais disciplinadas O ambiente de maior previsibilidade também influencia o comportamento de investidores e gestores, que passam a olhar menos para movimentos de curto prazo e mais para fundamentos estruturais. “As expectativas para 2026 ajudam a sustentar a credibilidade do Banco Central ao sinalizar continuidade no combate à inflação e compromisso com estabilidade macroeconômica”, afirma Leandro Turaça, sócio-gestor da Ouro Preto Investimentos. Segundo ele, essas projeções impactam diretamente decisões de alocação, revisão de carteiras e estratégias para o próximo ciclo econômico. No contexto do varejo supermercadista, essa mudança tende a favorecer empresas com governança mais sólida, dados financeiros organizados, controle de margens e visão clara de crescimento sustentável. O que esperar para 2026 no varejo supermercadista Na prática, o cenário projetado aponta para um setor que entra em 2026 mais cauteloso, porém mais estratégico. Entre as principais tendências estão: Revisão das estruturas de capital, com busca por crédito mais eficiente e alinhado ao fluxo de caixa; Maior seletividade em investimentos, priorizando eficiência operacional e retorno claro; Planejamento financeiro mais robusto, com foco em previsibilidade e disciplina; “Quando há previsibilidade macro, o mercado consegue estruturar operações mais eficientes e sustentáveis”, resume Pedro Ros, CEO da Referência Capital. Para ele, o encerramento do ano é o momento em que empresas revisam rotas, ajustam estratégias e se preparam para atravessar o próximo ciclo com mais clareza e menos improviso. Para o varejo supermercadista, 2026 não deve ser marcado por euforia, mas por decisões mais técnicas, estratégicas e sustentáveis, um movimento que tende a separar redes bem estruturadas daquelas que ainda operam sem planejamento financeiro consistente.
23/12/2025
Comportamento & tendência
Arroz e feijão: como a mudança de consumo impacta o varejo supermercadista
Mesmo com quedas relevantes de preço, arroz e feijão seguem enfrentando retração de consumo no varejo supermercadista ao longo de 2025. Dados da Scanntech indicam que, em novembro, o preço médio do arroz recuou expressivos 34,5% na comparação anual, enquanto o feijão ficou 13,1% mais barato. Ainda assim, o volume vendido em unidades caiu 1,7% no arroz e 3,9% no feijão, mantendo uma dinâmica observada durante praticamente todo o ano. No acumulado, o movimento de deflação não foi suficiente para reverter o desempenho de consumo. Apesar da retração de 28,6% no preço médio do arroz entre novembro de 2025 e o mesmo mês de 2024, as vendas em unidades caíram 2,7%, contribuindo diretamente para o segundo pior resultado de faturamento da cesta de mercearia básica em 2025. A leitura mensal reforça essa tendência. Na comparação entre novembro e outubro, o arroz registrou nova queda de preço (-2,2%), acompanhada por recuo ainda maior nas vendas em unidades (-2,7%). Já o feijão apresentou leve alta de preço (+0,9%), mas com retração mais intensa no volume vendido (-4%). "Para o varejo supermercadista, os números indicam que a questão vai além de preço. Trata-se de uma mudança estrutural no padrão de consumo. Fatores como a redução do tamanho das famílias, maior urbanização, rotinas mais aceleradas, busca por praticidade e novas percepções de saudabilidade vêm alterando a relevância desses itens no carrinho de compras", destaca Priscila Ariani, diretora de marketing da Scanntech Brasil. O cenário reforça a necessidade de revisão de estratégias de sortimento, exposição e comunicação no ponto de venda. Mesmo com preços mais acessíveis, arroz e feijão já não respondem automaticamente com aumento de volume, exigindo do varejo supermercadista uma leitura mais profunda do comportamento do shopper e do papel desses produtos dentro da cesta básica atual.
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