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Comportamento & tendência
Quatro tendências de consumo que o varejo supermercadista precisa monitorar em 2026
As transformações no comportamento do consumidor e o avanço acelerado da tecnologia seguem redefinindo a forma como o varejo supermercadista opera, planeja sortimento e se relaciona com marcas e fornecedores. De olho nesse cenário, o Acosta Group, agência global de vendas e marketing, divulgou quatro previsões de consumo para 2026 que impactam diretamente a estratégia B2B do setor. Segundo executivos da empresa, mudanças nos estilos de vida, aliadas à digitalização da jornada de compra, estão elevando o nível de exigência dos consumidores em relação à personalização, transparência e relevância das ofertas. "A tecnologia e a evolução dos estilos de vida continuam a remodelar a experiência de compra, assim como as expectativas, prioridades e valores que impulsionam as decisões dos consumidores”, afirma Colin Stewart, vice-presidente executivo de inteligência de negócios do Acosta Group. As análises foram desenvolvidas por especialistas em varejo, marcas e foodservice da companhia, com base em pesquisas realizadas junto à comunidade de consumidores da Acosta, formada por cerca de 40 mil participantes. Confira os principais pontos de atenção para o varejo supermercadista em 2026: 1 - IA como aliada estratégica, mas com desafios de confiança O uso de assistentes virtuais com inteligência artificial tende a se intensificar ao longo de 2026. De acordo com o levantamento, 70% dos consumidores já utilizaram algum recurso de IA durante o processo de compra, seja para planejar, comparar ou decidir produtos. Para o varejo supermercadista, isso abre espaço para novas soluções de recomendação, gestão de categorias e experiência omnichannel. No entanto, a adoção plena ainda encontra barreiras. Apenas 12% dos consumidores confiam totalmente na IA para realizar compras de forma autônoma, principalmente por preocupações com privacidade de dados, fraudes e perda de controle. Para varejistas e fornecedores, o desafio será equilibrar automação, segurança e transparência. 2 - Saúde mais personalizada e transparente A busca por saúde e bem-estar avança para um patamar mais individualizado, funcional e baseado em informações claras. Esse movimento impacta diretamente o sortimento, a comunicação de benefícios e a relação entre indústria e varejo supermercadista, exigindo dados mais precisos, rastreabilidade e alinhamento entre proposta de valor e expectativa do shopper. 3 - Inovação com propósito e relevância Os consumidores seguem abertos à inovação, mas com um filtro mais rigoroso: só ganham espaço produtos e soluções que façam sentido no dia a dia. Para o B2B supermercadista, isso reforça a importância de lançamentos bem fundamentados, testes controlados e parcerias estratégicas entre varejo e indústria para validar novidades antes de uma expansão em larga escala. 4 - Novo conceito de valor Preço continua relevante, mas já não é o único critério. Conveniência, experiência, confiança, sustentabilidade e serviço passam a compor uma definição mais ampla de valor, tanto em lojas físicas quanto nos canais digitais. Esse movimento exige do varejo supermercadista uma visão mais integrada entre operações, tecnologia e relacionamento com o consumidor final. Para Kathy Risch, vice-presidente sênior de liderança de pensamento e insights do consumidor do Acosta Group, varejistas e marcas que conseguirem endereçar as preocupações relacionadas à confiança e ao uso de dados tendem a capturar mais oportunidades com a expansão do comércio assistido por IA. Segundo ela, 2026 deve marcar um avanço gradual no uso de agentes inteligentes e testes mais cautelosos de sistemas de checkout automatizados, especialmente entre consumidores da Geração Z.
05/01/2026
Economia
Varejo supermercadista dispara e geração de empregos no setor acelera em novembro
Os supermercados fluminenses continuam aquecendo o mercado de trabalho em 2025 com números recordes. Segundo dados do Caged, divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego na última terça-feira, 30 de dezembro, o setor recuperou o ritmo de alta no 11º mês do ano e apresentou saldo positivo de 1.208 vagas formais no estado do Rio de Janeiro em novembro, no balanço entre contratações e demissões. No cenário nacional, o setor supermercadista registrou saldo de 17.886 vagas formais no mês. Foi o décimo mês seguido de crescimento. Todas as regiões brasileiras tiveram desempenho positivo, com 26 dos 27 entes federativos apresentando resultado de contratações no azul em novembro. No comparativo com os demais estados, o Rio ficou na quinta posição, atrás de São Paulo (4.898), Santa Catarina (2.200), Minas Gerais (2.165) e Rio Grande do Sul (1.458). Já no acumulado do ano, os supermercados do Rio de Janeiro contabilizam um saldo de 4.464 vagas abertas. Fábio Queiróz, presidente da ASSERJ, destaca: “Os números reforçam a força e a resiliência do varejo supermercadista fluminense, que segue cumprindo um papel fundamental na geração de empregos e no desenvolvimento econômico do estado. Esse resultado é fruto do trabalho consistente dos nossos associados, que continuam investindo, expandindo operações e acreditando no Rio de Janeiro.” A ASSERJ parabeniza o trabalho e o esforço dos associados para alcançar mais um resultado histórico, chancelando 2025 como um ano de crescimento e expansão do nosso setor, contribuindo diariamente com a melhor qualidade de vida para a população fluminense. Seguimos apoiando todos na geração de oportunidades e no fortalecimento do nosso estado.
02/01/2026
Comportamento & tendência
Como a sinalização da loja impulsiona vendas e melhora a experiência no varejo supermercadista
Em um cenário de margens pressionadas e consumidor cada vez mais exigente, aumentar as vendas no varejo supermercadista passa por muito mais do que preço e sortimento. A forma como a loja se comunica com o cliente no ponto de venda — especialmente por meio da sinalização — tem impacto direto na jornada de compra, no giro dos produtos e no resultado do negócio. Cartazes, etiquetas, placas e elementos visuais orientam o consumidor, destacam ofertas e organizam o fluxo dentro da loja. Quando bem planejada, a sinalização deixa de ser apenas operacional e passa a atuar como uma ferramenta estratégica de vendas. “A sinalização é uma extensão do vendedor dentro da loja. Ela orienta, influencia decisões e reduz atritos na jornada de compra”, afirma Marcelo Ermini, professor da ESPM e especialista em varejo supermercadista. Tipos de sinalização e seus impactos no PDV Para gerar resultados, a sinalização precisa cumprir funções claras dentro do supermercado. De acordo com especialistas, ela pode ser dividida em três grandes frentes: Sinalização de promoções Cartazes de ofertas, etiquetas de preço e materiais promocionais têm como objetivo chamar a atenção do consumidor e estimular a compra por impulso ou a substituição de marcas. “Promoção mal sinalizada é promoção que não vende. Clareza, destaque visual e informação correta são determinantes para conversão no PDV”, destaca Ermini. Sinalização de espaço e organização A identificação de corredores, categorias, seções e serviços — como caixas e filas prioritárias — contribui para uma jornada de compra mais fluida. Esse tipo de sinalização reduz o tempo de busca, melhora a experiência do cliente e aumenta a probabilidade de compras adicionais. “No varejo supermercadista, tempo é valor. Quanto mais fácil é circular pela loja, maior tende a ser o ticket médio”, explica o especialista. Sinalização de segurança Placas de saída de emergência, piso molhado, áreas em manutenção e extintores de incêndio são indispensáveis para garantir a segurança do consumidor e evitar riscos operacionais e jurídicos para a operação. Comunicação visual como ferramenta de venda A comunicação visual no ponto de venda exerce papel central na relação entre loja e consumidor. Mais do que informar, ela influencia escolhas, reforça posicionamento e contribui para a percepção de organização e profissionalismo. “Uma sinalização eficiente reduz ruídos, transmite confiança e cria um ambiente mais agradável. Isso impacta diretamente a decisão de compra”, afirma Ermini. Para o varejo supermercadista, investir em sinalização estratégica significa potencializar promoções, organizar a loja e aumentar a satisfação do cliente — fatores diretamente ligados ao crescimento das vendas. Boas práticas para melhorar a sinalização no supermercado Especialistas recomendam algumas ações práticas para tornar a comunicação visual mais eficiente e orientada a resultados: Cartazeamento padronizado e atualizado - Cartazes bem diagramados, com informações claras e sem erros, são fundamentais. Além disso, a atualização rápida de preços e ofertas é essencial para evitar divergências no caixa e perda de credibilidade. “No supermercado, escala é tudo. Um erro simples replicado em centenas de etiquetas vira um grande problema”, alerta Ermini. Uso estratégico das cores - A psicologia das cores deve ser considerada na sinalização. Tons quentes chamam mais atenção e funcionam bem para promoções e alertas, enquanto cores frias ajudam na identificação de categorias como bebidas, laticínios e produtos refrigerados. Iluminação como reforço da mensagem - A iluminação potencializa a visibilidade da sinalização e pode ser utilizada como recurso de marketing sensorial. Luzes direcionadas destacam ofertas e ajudam a criar ambientações que valorizam categorias específicas. Precisão na etiquetagem de preços - As etiquetas de gôndola são decisivas no momento da compra. Qualquer divergência entre o preço exibido e o valor cobrado no caixa compromete a experiência do cliente e pode gerar perda de confiança. “Preço errado não é apenas falha operacional, é risco de perda de cliente”, reforça Ermini. Sinalização estratégica gera resultado Para o especialista da ESPM, a sinalização no varejo supermercadista deve ser tratada como investimento, não como custo. Quando bem executada, ela contribui para aumento de vendas, melhor experiência de compra e maior eficiência operacional. “O PDV precisa falar com o cliente o tempo todo. E a sinalização é uma das formas mais eficientes e acessíveis de fazer isso”, conclui Marcelo Ermini.
02/01/2026
Atualidades
O indicador que está mudando a segurança no varejo supermercadista
No varejo supermercadista, falar em segurança sem considerar o impacto direto das perdas no resultado do negócio é um erro estratégico. A avaliação é de Jonathan Schmidt, conselheiro de perdas na indústria da Associação Brasileira de Prevenção de Perdas (ABRAPPE), que defende uma mudança de mentalidade: segurança não pode ser tratada apenas como custo operacional, mas como ferramenta de geração de valor. “Quando olhamos para segurança apenas pelo viés técnico — câmeras, rondas, barreiras perimetrais — deixamos de conectar essa estratégia ao ativo que realmente importa: o resultado financeiro do negócio”, afirma Schmidt. Segundo o especialista, ainda é comum que decisões de investimento em segurança no varejo supermercadista sejam baseadas exclusivamente em conceitos clássicos, como CPTED, círculos concêntricos e controle perimetral. Embora importantes, essas abordagens representam apenas parte da equação. Entender o negócio antes de proteger Para Schmidt, o ponto de partida da prevenção a perdas deve ser o entendimento profundo do negócio e de como ele está exposto a perdas ao longo de toda a operação — da indústria ao centro de distribuição, passando pelas lojas. “O primeiro passo é identificar onde, como e por que a loja pode perder. Só depois disso a estratégia de segurança faz sentido. Caso contrário, ela fica desconectada do negócio que deveria proteger”, explica. Esse conceito está alinhado à abordagem de Perda Ampliada, amplamente discutida na literatura de Prevenção a Perdas e Gestão de Riscos, que propõe uma visão integrada dos riscos estratégicos e dos processos operacionais. Segurança precisa gerar resultado No varejo supermercadista, onde margens são pressionadas e o controle de custos é decisivo, Schmidt provoca os gestores com uma pergunta direta: qual é o retorno financeiro da área de segurança? “O quanto de resultado financeiro sua estrutura de segurança gera para a empresa? Se ela ainda é vista apenas como despesa, existe um problema sério de posicionamento”, diz. Segundo ele, a sobrevivência das áreas de segurança e prevenção de perdas passa, necessariamente, pela capacidade de demonstrar impacto direto na redução de perdas e na eficiência operacional. O “Triângulo da Perda” como estratégia Para tornar a segurança financeiramente relevante, Schmidt defende a aplicação prática do chamado Triângulo da Perda, que integra três pilares fundamentais: Fraude: análise de como processos podem ser fraudados, adulterados ou substituídos; Perdas: identificação, dentro da DRE, de onde surgem perdas de estoque, avarias, quebras e perdas não identificadas; Segurança: direcionamento das ações de proteção para mitigar os riscos identificados nos dois pilares anteriores. “Quando conectamos fraude, perdas e segurança, os investimentos deixam de ser genéricos e passam a ser cirúrgicos. É aí que a segurança começa a entregar resultado”, destaca. Segurança como investimento estratégico Para o conselheiro da ABRAPPE, a principal lição para o varejo supermercadista é clara: segurança sem conexão com perdas é despesa; segurança integrada ao negócio é investimento. “Só quando entendemos o que podemos perder é que conseguimos direcionar a estratégia de segurança de forma assertiva. A perspectiva de perdas é o que transforma custo em investimento e garante a sustentabilidade da operação”, conclui Jonathan Schmidt.
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