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Atualidades
Alta nos furtos em supermercados ganha destaque na TV e reforça a prevenção de perdas
Os casos de furtos, especialmente no setor de bebidas, em supermercados do Rio de Janeiro têm ganhado destaque recorrente nos noticiários televisivos neste início de ano. Nem mesmo turistas estão fora desse cenário, o que amplia a atenção sobre o tema. Diante desse contexto, o que antes era tratado como uma função essencialmente operacional passou a ocupar um papel estratégico nas decisões de investimento do varejo supermercadista, diretamente ligado à rentabilidade, à eficiência e à sustentabilidade do negócio. Segundo William Lodrão, diretor da Abrappe e gestor de prevenção de perdas e riscos do Supermercado Princesa, em um ambiente de margens cada vez mais pressionadas e maior complexidade operacional, controlar perdas deixou de ser apenas uma questão de segurança para se tornar um fator decisivo de competitividade. Para o especialista, a tecnologia precisa se consolidar como uma aliada fundamental nesse processo, ao transformar dados em inteligência, antecipar riscos e gerar retorno mensurável sobre o investimento. Lodrão ressalta que o contexto atual exige uma revisão profunda das estratégias tradicionais de prevenção de perdas. A ampliação dos canais de venda, a automação de etapas críticas e o maior volume de dados operacionais aumentam a eficiência, mas também expõem vulnerabilidades nos controles e na gestão da informação. “Não é mais possível atuar apenas de forma reativa. A prevenção de perdas precisa ser preditiva, integrada e orientada por dados, antecipando falhas e corrigindo ineficiências antes que se transformem em prejuízo financeiro”, reforça Lodrão. Diante desse cenário, o especialista frisa que investir em tecnologia deixa de ser apenas uma iniciativa de controle e passa a ser um movimento essencial para garantir eficiência operacional, rentabilidade e sustentabilidade no longo prazo. Especialmente na frente de caixa — um dos pontos mais sensíveis às perdas — as soluções tecnológicas assumem um papel decisivo na padronização de processos, na redução de erros e na melhoria consistente dos resultados.
09/01/2026
Por dentro da asserj
ASSERJ na NRF 2026: cobertura diretamente de NY
A ASSERJ marca presença de forma relevante na NRF Show 2026, maior evento de varejo do mundo, que acontece entre os dias 11 e 13 de janeiro, no Javits Center, em Nova York. O presidente da associação, Fábio Queiróz, estará presente no evento, que promete três dias de intensa imersão nos principais temas que vêm moldando o presente e o futuro do setor. E, claro, vamos compartilhar TUDO por aqui! Nesta edição da feira, a inteligência artificial ocupa o centro das discussões, com destaque para a IA agêntica, a automação de processos, o ganho de eficiência operacional nas lojas e o uso cada vez mais estratégico dos dados. Paralelamente, o evento reforça o novo papel da loja física, reposicionada como “loja palco”, focada em hiperexperiência, conexão emocional e engajamento do consumidor. “A NRF mostra, na prática, como tecnologia, dados e experiência do consumidor são, cada vez mais, decisões estratégicas. Para o varejo supermercadista fluminense, acompanhar esse movimento é fundamental para ganhar eficiência, fortalecer a relação com o cliente e se preparar para um mercado cada vez mais competitivo e conectado”, afirma Fábio Queiróz. Inteligência artificial no centro das discussões A inteligência artificial ocupa o centro das discussões e se consolida como a grande protagonista da NRF 2026, com espaço dedicado na programação do evento. A tecnologia, que já faz parte do dia a dia do varejo supermercadista, impacta diretamente a eficiência operacional, a experiência do consumidor e, sobretudo, o faturamento das empresas. Com trilhas específicas e painéis dedicados ao tema, um dos encontros mais aguardados traz Sundar Pichai e John Furner de volta ao palco para um bate-papo mais informal sobre como a inteligência artificial vem acelerando decisões estratégicas no Google e no Walmart, deixando de ser apenas experimental para gerar resultados concretos, além de transformar múltiplos setores da economia. Já Fran Horowitz, CEO da Abercrombie & Fitch Co. e vencedora do Visionary Award da NRF 2026, compartilha os bastidores da transformação da companhia, que acumula 11 trimestres consecutivos de crescimento, impulsionada pelo foco no cliente, empoderamento das equipes e alta capacidade de adaptação, em um cenário cada vez mais orientado por dados e tecnologia. “A inteligência artificial entra em uma nova fase no varejo, em que deixa de apenas sugerir caminhos e passa a executar decisões. A IA agêntica ganha espaço ao automatizar processos como reposição de estoques, precificação e gestão de demanda, atuando diretamente sobre margens, redução de perdas e aumento de faturamento, trazendo mais eficiência e assertividade para a operação supermercadista”, completa Fábio Queiróz. Grandes nomes no palco Convenção das Américas Reconhecida por sua curadoria de alto nível, a NRF 2026 reúne executivos e líderes globais de diferentes setores. Entre os destaques estão Sundar Pichai, CEO do Google, e John Furner, CEO do Walmart EUA, que abrem o evento discutindo o impacto prático da inteligência artificial na eficiência operacional e na experiência do consumidor. Ryan Reynolds também integra a agenda, compartilhando aprendizados sobre construção de marcas autênticas a partir de seus negócios. A abertura oficial será conduzida por Bob Eddy, presidente do Conselho da NRF e CEO da BJ’s Wholesale Club, e Ed Stack, CEO da Dick’s Sporting Goods, em um painel sobre liderança, varejo experiencial, tecnologia e engajamento comunitário. A programação conta ainda com executivos de marcas globais como Saks Global, Ulta Beauty, Taco Bell, The North Face, Shopify e Michael Rubin, CEO da Fanatics, que abordará estratégias centradas no fã como motor de crescimento.
08/01/2026
Comportamento & tendência
O novo consumidor e o impacto direto nas decisões do varejo supermercadista
O comportamento do consumidor vive uma transformação silenciosa, porém profunda. Após anos marcados por instabilidade econômica, excesso de estímulos digitais e mudanças no padrão de renda, o processo de compra passou a ser mais racional, seletivo e intencional. Em 2026, preço segue relevante, mas já não atua sozinho. Confiança, conveniência e alinhamento de valores se consolidam como fatores decisivos, redesenhando estratégias no varejo supermercadista. Para quem empreende no setor, especialmente pequenos e médios supermercadistas, compreender essas mudanças deixou de ser diferencial e passou a ser requisito para manter competitividade, fidelizar clientes e sustentar margens em um cenário cada vez mais pressionado. Segundo André Miceli, coordenador do MBA de Marketing e Negócios Digitais da Fundação Getulio Vargas (FGV), o consumidor está mais atento e menos impulsivo. “O que observamos é um consumidor que aprendeu a filtrar estímulos. Ele não reage mais apenas a promoções agressivas, mas à percepção de valor, coerência e confiança que a marca transmite ao longo de toda a jornada”, analisa. Consumo intencional transforma confiança em ativo estratégico Dados do relatório Consumer Outlook 2026, da NielsenIQ, indicam que o consumo impulsivo está em queda e que a cautela passou a ser um comportamento permanente. Cada decisão de compra é avaliada com base em utilidade real, transparência e clareza de comunicação. No varejo supermercadista, isso se traduz em maior atenção à origem dos produtos, práticas sustentáveis, consistência de preços e qualidade no atendimento, tanto no ambiente físico quanto nos canais digitais. Para Miceli, a confiança deixa de ser um discurso institucional e passa a ser construída no detalhe operacional. “A confiança não nasce de campanhas, mas da repetição de boas experiências. Quando o consumidor encontra o mesmo padrão de preço, atendimento e informação em todos os canais, ele reduz a fricção da escolha e aumenta a fidelidade”, destaca. Simplicidade se consolida como o novo premium O excesso de opções, ofertas e canais gerou um consumidor sobrecarregado. Em resposta, a simplicidade se transforma em um dos principais diferenciais competitivos para 2026. No varejo supermercadista, jornadas mais curtas, comunicação objetiva e processos de compra ágeis passam a ter mais peso do que sortimentos excessivamente amplos ou mensagens complexas. Organizar o mix, destacar produtos estratégicos e facilitar o pagamento não apenas melhoram a experiência, como impactam diretamente a conversão. “Simplicidade hoje é sinônimo de respeito ao tempo do consumidor. Quem consegue reduzir etapas, ruídos e dúvidas ganha preferência, mesmo sem ser o mais barato”, explica Miceli. Produtos com propósito ganham espaço nas gôndolas A decisão de compra passa, cada vez mais, por critérios éticos, ambientais e sociais, mas com foco em benefícios reais e mensuráveis. O consumidor quer entender o que está comprando, de quem está comprando e por que aquele produto faz sentido para sua rotina. Esse movimento favorece o varejo supermercadista que investe em transparência, comunicação clara de rótulos, produtos funcionais e fornecedores locais. Pequenos e médios negócios ganham protagonismo justamente pela proximidade com o consumidor e pela capacidade de contar histórias reais. “Propósito sem entrega virou ruído. O consumidor percebe rapidamente quando o discurso não se sustenta na prática. No varejo, propósito se manifesta em sortimento coerente, menos desperdício e escolhas mais responsáveis”, reforça Miceli. Inteligência artificial torna a personalização acessível A inteligência artificial deixou de ser exclusividade de grandes redes e passa a integrar a rotina de pequenos supermercadistas. Em 2026, a principal aplicação da IA no varejo será a personalização: entender padrões de compra, prever demandas e oferecer comunicações mais relevantes. Ferramentas de automação, chatbots e análise de dados permitem segmentar ofertas, otimizar estoques e melhorar a experiência sem perder o toque humano. “A tecnologia não substitui o relacionamento, ela o potencializa. O uso inteligente de dados permite falar com o cliente certo, no momento certo, com uma proposta mais relevante”, avalia Miceli. Bem-estar e alimentação funcional impulsionam novas oportunidades O cuidado com a saúde física e mental se tornou prioridade e influencia diretamente o carrinho de compras. Cresce a busca por alimentos com rótulos claros, ingredientes naturais, opções prontas mais equilibradas e embalagens sustentáveis. Para o varejo supermercadista, o tema do bem-estar representa uma oportunidade estratégica de posicionamento, seja por meio da curadoria de produtos, da organização das gôndolas ou da produção de conteúdo educativo. “Bem-estar deixou de ser um nicho e passou a ser um valor transversal. O varejo que consegue traduzir isso em escolhas práticas e acessíveis constrói relevância de longo prazo”, conclui Miceli.
08/01/2026
Comportamento & tendência
PwC Brasil: saúde e bem-estar impulsionam o varejo supermercadista em 2026
Após um 2025 marcado por cautela, o varejo brasileiro deve encontrar novas oportunidades de crescimento em 2026, impulsionado por grandes eventos, avanços tecnológicos e pela busca por maior eficiência operacional. A avaliação é de Luciana Medeiros, sócia da PwC Brasil e líder da área de Varejo e Consumo, em entrevista ao Brazil Economy. Segundo a executiva, o último ano foi desafiador para o setor, principalmente em razão dos juros elevados, da inflação resistente e de um consumidor mais seletivo. “O varejo brasileiro operou em 2025 dentro de um cenário de otimismo cauteloso. O consumidor esteve mais atento ao orçamento, o que exigiu das empresas uma gestão ainda mais disciplinada e estratégica”, afirmou. Entre os segmentos que mais se destacaram, Luciana apontou saúde e bem-estar, impulsionados pela cultura wellness e por inovações como os medicamentos para emagrecimento. “Saúde e bem-estar seguem como vetores importantes de crescimento, com impactos diretos no varejo supermercadista, no setor farmacêutico e na indústria de produtos embalados”, explicou. Outro ponto de atenção destacado pela executiva é a escassez de mão de obra qualificada, que passou a figurar como um dos principais desafios do setor. “Mesmo com os ganhos de eficiência proporcionados pela tecnologia, o capital humano segue sendo essencial. Em nossa pesquisa global com CEOs, a falta de mão de obra apareceu pela primeira vez como o principal obstáculo ao crescimento do setor de consumo no Brasil”, ressaltou ao Brazil Economy. Para 2026, a expectativa é de um ambiente ainda complexo, mas com espaço para avanços. “O varejo terá novas avenidas de crescimento em 2026, especialmente para empresas que conseguirem equilibrar expansão, rentabilidade, inovação e eficiência operacional. Será um ano de desafios, com a reforma tributária, tensões globais, eleições e grandes eventos, como a Copa do Mundo, que tradicionalmente movimentam o consumo”, disse. Segundo Luciana, além da expansão física tradicional, os executivos devem olhar para novos horizontes, como retail media, monetização de dados, serviços financeiros, soluções B2B e parcerias estratégicas. No campo operacional, temas como inteligência artificial, automação, otimização de capital e disciplina de custos devem ganhar ainda mais relevância nas agendas corporativas. A executiva também destacou que, apesar do avanço do digital e dos marketplaces, a loja física continua central no varejo brasileiro. “A loja física não perde importância. Ela se transforma em um novo centro de gravidade do varejo, assumindo funções logísticas, sensoriais e de relacionamento, integradas a uma jornada verdadeiramente omnichannel”, afirmou. Por fim, Luciana Medeiros ressaltou o papel crescente da inteligência artificial no setor. “A IA tende a deixar de ser um diferencial competitivo para se tornar parte do cotidiano do varejo. Já observamos ganhos claros em gestão de estoques, prevenção de perdas e personalização da jornada de compra. Mais da metade dos brasileiros demonstra familiaridade com a IA generativa no planejamento de compras, o que impacta diretamente o comportamento do consumidor”, concluiu.
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