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Associados em foco
Apostando em nova tendência de consumo, SuperPrix cria gôndola exclusiva para bebidas zero álcool
Lançada na loja da Barra da Tijuca - Rio 2, a novidade acompanha o crescimento do segmento no Brasil, que é o segundo maior mercado global de cerveja zero álcool e deve alcançar o consumo de 885 milhões de litros da bebida em 2026
16/04/2026
Conecta
36% dos consumidores já usam IA para decidir compras no varejo supermercadista
Mais de um terço dos consumidores que utilizam inteligência artificial já recorrem à tecnologia para tomar decisões sobre compras de supermercado. É o que aponta um novo relatório da Rithum, empresa global de comércio, que evidencia como a IA vem ganhando protagonismo na jornada de consumo. De acordo com o estudo, 36% dos consumidores que usam IA afirmaram ter utilizado a tecnologia para decidir compras de supermercado nos últimos seis meses. O movimento é ainda mais amplo: entre pessoas de 18 a 43 anos, 80% disseram ter usado inteligência artificial ao fazer compras nos últimos três meses. Entre os consumidores com 60 anos ou mais, o índice chega a 51%. Esse avanço mostra uma mudança estrutural no comportamento de consumo. “Mais do que uma ferramenta de apoio, a IA passou a atuar como um filtro de decisão. Ela encurta o caminho entre a dúvida e a escolha . E isso muda completamente a lógica da compra no varejo supermercadista”, aponta o o sócio e VP de Estratégia da Binder, Lucas Daibert. O relatório, que ouviu 1.046 consumidores online em todo o mundo, revela que a principal utilização da IA está nas etapas iniciais da jornada: pesquisa, comparação de produtos e análise de preços. Mais de 90% dos usuários afirmaram recorrer à tecnologia para obter informações detalhadas sobre itens e também para comparar alternativas. “A jornada de compra deixou de ser baseada em busca e passou a ser guiada por recomendação. Quem não estiver bem posicionado nos algoritmos simplesmente deixa de existir para o consumidor”, destaca Lucas Daibert. Após a escolha do produto, a influência da IA segue presente. Segundo o estudo, 53% dos consumidores utilizam ferramentas de inteligência artificial para decidir de qual varejista comprar, evidenciando que a tecnologia já impacta não apenas o “o quê”, mas também o “onde” comprar. No entanto, o avanço da IA também traz desafios importantes para marcas e varejistas. O relatório aponta que 19% dos consumidores passaram a comprar produtos ou marcas que não conheciam, impulsionados por recomendações automatizadas. Além disso, 13% afirmaram estar mais propensos a trocar de marca ou de varejista com base nessas sugestões. “A IA não só ajuda a escolher, ela influencia o que entra no radar do consumidor. Isso abre espaço para novas marcas, mas também fragiliza a fidelidade construída ao longo do tempo”, analisa Lucas Daibert. Outro ponto de atenção é a confiança. Quando as ferramentas de IA cometem erros, o impacto recai diretamente sobre marcas e varejistas. Segundo a pesquisa, 58% dos consumidores dizem que sua confiança diminui ao encontrar informações incorretas, enquanto 16% afirmam abandonar completamente a compra nesses casos. “O consumidor está terceirizando parte da decisão de compra para a IA. O problema é que, quando há erro, a confiança não cai na tecnologia, recai sobre a marca”, reforça o Daibert, que completa: “Se antes o desafio era estar na gôndola, agora é estar na resposta da IA. Essa é a nova disputa no varejo supermercadista.”
16/04/2026
Comportamento & tendência
Mudança no consumo do brasileiro redesenha o varejo e desafia empresas
O comportamento de consumo do brasileiro passa por uma transformação profunda e silenciosa que já impacta diretamente diferentes setores da economia. A avaliação é de Leonardo Leão, CEO da Brave Corporate, consultoria de Gestão Financeira Empresarial, que analisa dados recentes de pesquisas para apontar uma mudança estrutural, e não apenas conjuntural, nos hábitos alimentares da população. Levantamentos recentes ajudam a ilustrar esse movimento. Dados da Scanntech, divulgados pela Folha de S.Paulo, mostram alterações significativas no carrinho de compras nos últimos anos. Entre 2022 e 2025, produtos como massa instantânea (-16%), açúcar (-14%), hambúrguer (-11%), suco pronto (-11%), margarina (-10%), biscoito (-10%) e cerveja (-6%) perderam espaço. Em contrapartida, itens como água (+60%), frutas in natura (+33%), ovos (+24%), sardinha enlatada (+19%), queijo (+17%) e frango in natura (+15%) avançaram de forma consistente. “Não é uma retração de consumo, é uma substituição. O brasileiro não deixou de gastar, ele passou a gastar de outra forma, priorizando produtos que considera mais alinhados com saúde e bem-estar”, afirma Leonardo Leão. Ao mesmo tempo, o cenário econômico pressiona o orçamento das famílias. Segundo o Dieese, a cesta básica subiu em todas as 27 capitais brasileiras em março de 2026. No Rio de Janeiro, por exemplo, a alta foi de 4,96% em relação a fevereiro, com aumento em nove dos 13 itens que compõem a cesta, como tomate (30,59%), batata (17,91%) e feijão preto (4,42%). Ainda assim, o encarecimento dos alimentos não explica sozinho as mudanças no consumo. Para o especialista, há uma reconfiguração mais ampla em curso. “Mesmo com o orçamento apertado, o consumidor continua fazendo escolhas. Ele pode até reduzir o consumo de determinados itens, mas aumenta o de outros que considera mais importantes para sua saúde. Isso acontece em todas as faixas de renda, ainda que em intensidades diferentes”, explica. Esse movimento também se reflete fora do varejo supermercadista. “O cliente não necessariamente está consumindo menos. Muitas vezes, ele está redirecionando esse gasto para o consumo dentro de casa ou para hábitos ligados à saúde, como alimentação mais equilibrada e atividades físicas”, diz. Outro dado que reforça essa tendência é o crescimento da chamada “cesta de saudabilidade”, que inclui suplementos, iogurtes funcionais, bebidas proteicas e snacks saudáveis. A categoria cresceu mais de 17% no início de 2025, com alguns segmentos avançando em ritmo até 110 vezes superior à média do varejo supermercadista. As bebidas proteicas, por exemplo, saltaram de 5% de penetração em 2020 para 13% em 2025. Além disso, pesquisas indicam que metade dos brasileiros pretende aumentar o consumo de proteínas em 2026. Esse dado ajuda a explicar movimentos aparentemente contraditórios: mesmo com a queda de quase 9% no preço da carne bovina, o consumo recuou cerca de 8% em volume. Já os ovos, mesmo com alta de 11% no preço, tiveram crescimento de 5% na demanda. “Quando o consumidor paga mais caro por um produto e reduz o consumo de outro que ficou mais barato, isso não é efeito da inflação. É uma escolha consciente. E escolha não se resolve com promoção, mas com adaptação de portfólio”, analisa Leão. O especialista também chama atenção para um fator emergente que pode acelerar ainda mais essa transformação: o avanço dos medicamentos à base de GLP-1, utilizados para emagrecimento e controle do apetite. “Esses medicamentos têm impacto direto no padrão de consumo. Pessoas que antes consumiam grandes volumes em bares, restaurantes ou até em casa passam a ingerir menos. Isso já começa a afetar o faturamento de diversos segmentos, da alimentação fora do lar à indústria de ultraprocessados”, afirma. Diante desse cenário, Leão alerta para um erro comum entre empresas: tentar recuperar vendas apenas com redução de preços. “Quem responde à queda de demanda com promoção está olhando para o problema errado. O consumidor não está deixando de comprar porque está caro, ele está comprando outra coisa. As empresas que não entenderem essa mudança de comportamento tendem a perder relevância”, diz. Para ele, o caminho passa por reposicionamento e adaptação. “Negócios que ajustarem seus produtos e serviços a esse novo perfil de consumo têm mais chances de crescer. O brasileiro não desapareceu, ele evoluiu. A pergunta que as empresas precisam responder agora é: para qual consumidor estão vendendo?”, conclui.
16/04/2026
Economia
Receita dos supermercados mantém alta em fevereiro
No recorte do Estado do Rio de Janeiro, os dados da PMC apontam crescimento de 5,3% em termos reais, em comparação com fevereiro de 2025, já descontada a inflação
15/04/2026
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