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Envelhecer é uma nova fase de consumo - seu supermercado está pronto para os 60+?
O Brasil vive uma gradual e profunda transformação demográfica com o envelhecimento acelerado da população. O redesenho da pirâmide etária e o aumento expressivo de pessoas na faixa acima dos 60 anos (grupo que ultrapassou 57% de crescimento desde 2010, segundo o último Censo do IBGE de 2022), aliado a queda da taxa de natalidade no país, apresenta uma oportunidade de momento - e uma necessidade futura - para o varejo supermercadista, ainda mais se considerar o fato de que, de acordo com as projeções, a população brasileira deve parar de crescer a partir de 2041. Com o novo cenário populacional, há uma redefinição do comportamento de consumo e entender esse contexto é fundamental para quem deseja inovar, criar conexões reais e fidelizar compradores e aumentar faturamento. Um novo perfil de consumidor Historicamente negligenciado, geralmente tratado como um segmento homogêneo considerado a partir dos 55 anos, o público com 60 anos ou mais apresenta características específicas. Pesquisas recentes apontam pessoas nessa faixa etária têm comportamento de compra distinto: carrinhos menores, maior poder aquisitivo, maior fidelidade às marcas que confiam, mais consciência de consumo e de custo-benefício e foco em saúde, qualidade e conveniência. Segundo o último levantamento Customer Insights, divulgado pela Rock Encantech, a população 60+ representa 18,6% do total de clientes do varejo supermercadista, sendo responsável por uma parcela considerável das vendas, variando de 19,2% a 25,5% (entre um quinto e um quarto do total comercializado, a depender do negócio). Se contabilizada a parcela 50+ (18,6%), que logo fará parte da categoria posterior, o total de consumidores chega a 37%, ou seja, mais de um terço dos shoppers. Ainda de acordo com a Rock Encantech, o ticket médio da categoria acima de 60 anos é de R$ 141,82 (já entre 50 e 59 anos, esse valor fica em R$ 163,71). Os levantamentos apontam para uma conclusão: entender e atender às necessidades dessa parcela da população é mais do que uma adaptação geracional, é uma oportunidade concreta de gerar valor e construir vínculos com uma base de consumidores cada vez mais representativa e que só tende a crescer. O tema, aliás, foi pauta no palco do Conecta Varejo / Rio Innovation Week. "Quando comecei a pesquisar sobre o tema tentávamos fazer estudos, mas não existiam dados sobre quem é o público consumidor 60+ no Brasil. Quem consome? O que consome? E aí descobrimos uma caixinha gigantesca: todo mundo acima de 55 anos era jogado dentro de uma única categoria. Não tinha pesquisa, não existiam dados. As pesquisas iam até os 40 anos, porque o mercado não considerava o restante interessante. E estamos falando de uma geração que tem muito dinheiro. Então, por um incômodo técnico, mas também um incômodo real de mercado, percebemos que essa é uma população com dinheiro, com demandas, e que ninguém enxerga. Foi daí que decidimos fazer o primeiro estudo nacional, que é o Tsunami 60+. Rodamos a primeira edição em 2019, e tomamos um susto com o envelhecimento do país, com o poder aquisitivo e de consumo da faixa dos 50+, que não era endereçada por marcas, por empresas", Mariana Fonseca, CEO da Mariposa. A experiência do consumidor 60+ Essa população, tende a valorizar programas de fidelidade, atendimento humanizado e empático e experiências personalizadas. O público 60+ exige que as redes supermercadistas se afastem dos estereótipos geracionais e das soluções genéricas, adotando estratégias segmentadas, humanas e tecnológicas. Portanto, a comunicação deve ser baseada em comportamentos, não em idades, como explica Andrea Bisker, co-CEO do Clube Aladas: "Os Boomers, nascidos antes de 1965, estão reinventando o que significa amadurecer, porque estamos vivendo muito mais. E temos ainda os que têm entre 80 e 100 anos. Ou seja, hoje, temos sete gerações convivendo ao mesmo tempo. Há muitos estudos que se perguntam: ainda faz sentido pensar em projetos, briefings e comunicações separando essas gerações? Para mim, faz sentido, mas somente se analisarmos todas as variáveis, porque é algo muito complexo. Quando colocamos todo mundo ‘no mesmo saco’, digamos assim, corremos o risco de perder nuances importantes. Mas o mais importante de tudo, quando falamos sobre gerações, é lembrar que estamos falando de pessoas. E muitas vezes nos esquecemos disso e, com isso, acabamos errando e perdendo grandes oportunidades". "As gerações são convenientes, mas não suficientes. Elas marcam uma ideia que, muitas vezes, pode nos confinar. Existem cinco temas estruturantes que conectam as pessoas: identidade; bem-estar; crescimento e evolução; laços afetivos; e pertencimento, comunidade. Isso confirma que estamos indo além do consumo, estamos falando de desejos e estímulos pessoais. A partir daí, claro, podem existir traduções e expressões específicas para certos momentos da vida. Não temos conclusões fechadas, só abrimos várias outras", analisou Iza Dezon, CEO da DEZON. Mais do que rótulo geracional: o ciclo de vida é o fator-chave A ideia central para atrair, estimular e fidelizar a população acima dos 60 anos está além dos rótulos geracionais. O cerne do pensamento é simples, mas direto: é preciso olhar comportamentos, estilos e fases de vida, sem necessariamente se apegar às questões etárias. "O ciclo de vida impacta mais no consumo do que a geração. Não importa a geração que estamos, importa a fase de vida que estamos", destacou Andrea Bisker. Ou seja, essa parcela relevante do público consumidor não deve ser encarada como uma categoria homogênea, mas sim como uma massa diversa, com necessidades e comportamentos diferenciados. "As cinco marcas mais votadas por todas as gerações correspondiam diretamente aos cinco temas estruturantes. Quando olhamos para essas marcas, vemos que cada uma tem um desses valores como espinha dorsal. E, a partir disso, se encontra muitas maneiras de expressar esse único valor, adaptando conforme as gerações. Você precisa escolher o que faz sentido para o DNA da sua marca. E essa deve ser uma pergunta estratégica para qualquer decisão de comunicação, marketing ou posicionamento. O mesmo vale para como falamos com as pessoas. Quando adaptamos os discursos, aí sim conseguimos campanhas mais direcionadas para grupos geracionais, faixas etárias, momentos de vida. A idade hoje significa muito menos", pontuou Iza Dezon, CEO da DEZON. Como o varejo supermercadista pode atender melhor os 60+ Adotar estratégias centradas para esse público não é apenas uma ação de inclusão, é uma decisão estratégica. Confira algumas dicas: Atendimento humanizado: treinar equipes para oferecer atenção, empatia, escuta e apoio. A qualidade do atendimento impacta diretamente na fidelização; Serviços personalizados: entregas em domicílio com canais acessíveis, suporte na loja e orientação para o uso de tecnologias podem ser diferenciais importantes para facilitar o acesso; Layout e sinalização das lojas: evitar barreiras físicas e visuais: corredores amplos, carrinhos especiais e letreiros grandes promovem uma boa experiência; Engajamento e experiência: apostar em faixas de horário com menor fluxo e atendimento personalizado pode trazer mais conforto e segurança para esse público, fortalecendo a conexão emocional; Produtos e formatos adaptados: embalagens práticas e alimentos funcionais, com foco em saúde, nutrição e conveniência, são bons atrativos; Uso estratégico da tecnologia: personalização, ferramentas como gôndolas estendidas, programas de fidelidade inteligentes e ofertas com foco no custo-benefício; Campanhas sem estereótipos: é essencial abandonar a representação ultrapassada do idoso passivo e valorizar a autonomia e a experiência. "Outra iniciativa importante é a implementação de programas de cashback e benefícios, que se mostram fundamentais para atrair clientes com menor poder aquisitivo. Esses programas não apenas incentivam novas compras, mas também promovem a fidelização do consumidor", sugere Fernando Gibotti, vice-presidente de Varejo e Indústria da Rock Encantech. Tamara Paccas, estatística de Inteligência de Mercado da Rock Encantech, salientou: "As marcas que desejam se manter relevantes devem adotar estratégias segmentadas, investir em programas de fidelidade robustos, personalizar promoções conforme datas sazonais e oferecer soluções que respeitem o momento de vida de cada consumidor". "A questão é a personalização, como conseguir de fato, com o uso de tecnologia e ferramentas, personalizar as experiências. E não é personalizar de achar uma caixinha e criar um padrão para aquela caixinha. É entender qual é o desejo que existe ali e esse desejo, com base de tecnologia, de poder ajudar a ser personalizado. As vezes, se organiza caixinhas porque é mais fácil fazer leituras, mas é preciso tomar cuidado porque as coisas estão mudando muito. Se apegar a esses estereótipos é arriscado em muitos casos", frisou Mariana Fonseca, CEO da Mariposa. Envelhecer é uma nova fase de consumo Com a projeção de mais de 21 milhões de novos idosos no Brasil até 2030, nosso setor precisa ajustar suas ações para encarar a longevidade do brasileiro como um mercado ativo, dinâmico e cheio de possibilidades. Isso requer o abandono de "achismos" e basear ações em dados, escuta ativa de consumidores, adaptação de experiências e, principalmente, na construções de conexões genuínas com os consumidores. Investir no público 60+ é investir no futuro do seu negócio.
01/09/2025
Nestlé anuncia novo CEO após saída de Laurent Freixe
O Conselho de Administração da Nestlé nomeou nesta segunda-feira, 1º de setembro, Philipp Navratil como novo CEO da Nestlé S.A., após a saída imediata de Laurent Freixe, que ocupava o cargo desde setembro de 2024. “Tenho o prazer de anunciar Philipp Navratil como CEO. Ele possui um histórico consistente de entrega de resultados em cenários desafiadores. Reconhecido por sua presença dinâmica e estilo de gestão colaborativo e inclusivo, o Conselho acredita que ele será essencial para acelerar os esforços de eficiência e impulsionar os planos de crescimento da companhia”, afirmou Paul Bulcke, presidente da Nestlé. Com 24 anos de trajetória no grupo, Navratil iniciou sua carreira em 2001 como auditor interno. Em seguida, passou por cargos comerciais na América Central e, em 2009, assumiu como Country Manager da Nestlé Honduras. Em 2013, liderou o negócio de café e bebidas no México, fortalecendo a marca Nescafé no mercado. Já em 2020, passou a integrar a Unidade de Negócios Estratégicos de Café, contribuindo para a estratégia global e para a inovação das marcas Nescafé e Starbucks. Mais recentemente, em julho de 2024, assumiu a liderança da Nespresso, onde acelerou o crescimento e consolidou um forte desempenho. Em janeiro deste ano, ingressou no Conselho Executivo da Nestlé. “É uma honra receber a confiança do Conselho. Assumir a responsabilidade de liderar a Nestlé é um privilégio, e estou totalmente comprometido com a direção estratégica da empresa e com o plano de ação em andamento. Quero trabalhar em estreita colaboração com a liderança global, ao lado do Conselho, do presidente Paul Bulcke e do presidente designado Pablo Isla, para acelerar a execução e intensificar a criação de valor”, declarou Navratil.
01/09/2025
Falsificação de café: saiba como proteger sua gôndola
A Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC) emitiu um alerta importante aos consumidores sobre a circulação de cafés torrados e moídos com embalagens falsificadas no mercado. Os produtos, muitas vezes vendidos em pontos de venda não convencionais e com preços muito abaixo da média, podem representar riscos à saúde e não seguem padrões de qualidade exigidos pelo setor. Segundo a ABIC, os consumidores devem ficar atentos a sinais de fraude, como a ausência do selo de qualidade com QR Code, embalagens com aparência suspeita e preços excessivamente baixos. Além disso, a entidade disponibiliza um canal de denúncias para suspeitas de falsificação, incentivando o envio de fotos e informações sobre o local da compra. "Os supermercados têm um papel decisivo em proteger o consumidor e fortalecer a cadeia do café. A melhor forma de garantir isso é priorizando apenas cafés certificados, que passam por programas de controle de qualidade e rastreadibilidade. Ao dar espaço nas gôndolas para produtos com selo ABIC e exigir a conformidade com a legislação, O supermercado protege sua própria marca, valoriza o empresário sério, que cumpre as regras e, acima de tudo, oferece ao consumidor o direito de levar para casa um café puro, seguro e de qualidade", frisa Celírio Inácio, diretor executivo da ABIC. O alerta acende uma luz também para o varejo supermercadista. Flávio Graça, consultor de Alimento Seguro da ASSERJ, ressalta a responsabilidade legal dos estabelecimentos que comercializam esse tipo de produto. "A recomendação da ABIC quanto à verificação da veracidade do selo é importante e deve ser observada pelas equipes de compras dos supermercados, especialmente quando houver desconfiança em relação a preços muito atraentes", afirma o especialista. Graça destaca que o Código de Defesa do Consumidor (CDC) é claro ao atribuir responsabilidade ao fornecedor, mesmo que ele não seja o fabricante direto do produto. "É importante ressaltar que o fornecedor pode ser responsabilizado pela venda do produto fraudado ou adulterado, mesmo que não tenha fabricado. A responsabilidade é objetiva, ou seja, independe de culpa, com base na teoria do risco da atividade. Isso significa que o estabelecimento que coloca o produto nas gôndolas é responsável por eventuais danos ao consumidor", explica. A ASSERJ recomenda que os supermercados redobrem a atenção nos processos de compra e fiquem atentos à procedência dos produtos. O objetivo é garantir a segurança alimentar dos consumidores e evitar a exposição a produtos irregulares que afetam toda a cadeia produtiva e comercial do café.
01/09/2025
Sabe quais associados da ASSERJ estão no Ranking Top 300 IRTT? Te contamos aqui!
Criado para produzir conhecimento estratégico sobre o ambiente de varejo e os impactos da tecnologia, cultura, processos e decisões macroeconômicas no setor, o Instituto Retail Think Tank Brasil (IRTT) apresentou a edição 2025 do Ranking Top 300 do Varejo Brasileiro. O levantamento se consolida como referência para empresas, indústrias, distribuidores e associações setoriais ao oferecer informações relevantes que orientam decisões e fortalecem a competitividade do varejo. O grande objetivo é ampliar o acesso do ecossistema brasileiro de varejo a dados de mercado, pesquisas e tendências que possam embasar o desenvolvimento de estratégias para promover o fortalecimento do setor. Fundado por Alberto Serrentino, Eduardo Terra e Hélio Biagi, o IRTT é um verdadeiro think tank do varejo brasileiro. Seu propósito é mapear tendências, conectá-las à realidade nacional, analisar dados de mercado e estimular reflexões que apoiem a estratégia das empresas. "O que descobrimos nesta edição é muito mais que um “quem é quem” do varejo: é um mapa para entender as oportunidades, projetar as tendências e superar os desafios que se impõem no setor mais dinâmico da economia", frisa Eduardo Terra, cofundador do IRTT. O cenário do varejo em 2024 O estudo aponta que as 300 maiores varejistas do Brasil cresceram acima da média do setor e ampliaram sua base de lojas, movimentando R$ 1,3 trilhão, em 2024, com crescimento médio de 9,6% em relação ao ano anterior. Apesar disso, a concentração não cresce e as empresas ainda atuam predominantemente em âmbito regional. Mesmo em um ambiente austero imposto pelos juros elevados, as empresas mostraram resiliência e maior busca por liquidez. "O ano de 2024 marcou uma inflexão importante para o varejo brasileiro. Após um período de forte influência inflacionária, o setor registrou crescimento mais sustentado por fundamentos reais de demanda. O resiliente mercado de trabalho, a forte política fiscal e a flexibilidade do consumidor ao adaptar a cesta de consumo às movimentações de preço refletiram no melhor resultado em termos reais desde 2013. Apesar desse cenário mais desafiador, mudanças estruturais no comportamento do consumidor, como a digitalização acelerada, a valorização de experiências locais e a busca por conveniência continuaram a moldar o perfil do varejo em todo o país. Nesse contexto, a leitura regional e setorial tornou-se ainda mais relevante para entender onde e como o consumo está se transformando", pontua Gustavo Arruda, economista chefe para América Latina da Mastercard Economics Institute. Alberto Serrentino, sócio do IRTT, destaca: "O varejo teve em 2024 o melhor ano dos 11 anteriores, as empresas se beneficiaram em crescimento e resultados. O mercado brasileiro continua muito diversificado e muito regionalizado, mas o peso relativo das maiores empresas está aumentando. De outro lado, plataformas dominam o ambiente digital. Nosso ranking reúne a maior base de dados do grande varejo no Brasil". Dados gerais do varejo: setor supermercadista é a espinha dorsal do segmento Crescimento foi o ponto comum entre as 300 maiores varejistas do mercado brasileiro. As empresas apresentadas no ranking do varejo nacional somaram uma venda de R$ 1,3 trilhão no ano passado. Considerando as 212 empresas que divulgaram seus números de 2023, permitindo uma comparação direta, a expansão das vendas foi de 9,6%. O grupo de hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, o mais representativo do varejo, teve, em 2024, o terceiro ano consecutivo de expansão, com crescimento cada vez mais acelerado: 1,4% em 2022, 3,7% em 2023 e 4,6% em 2024. Motor de avanço do segmento, o grupo trouxe 6,2% dos 9,6% de expansão das 300 maiores. O setor representou 52,6% das vendas totais e 65,3% do crescimento. Eduardo Terra analisa: "Líderes do varejo brasileiro crescem independente dos ventos da economia. Tecnologia, cultura e dados fazem toda a diferença. Como um todo as 300 maiores continuam avançando com força. Esse crescimento não vem do acaso, e sim de decisões ousadas, do investimento em tecnologia e de uma visão de longo prazo. As 300 líderes do varejo brasileiro fazem a hora, não esperam acontecer. Elas criam seus caminhos em vez de seguir tendências. A resiliência do varejo brasileiro nasce do olhar de longo prazo, alinhado aos valores do negócio – e a partir daí se dissemina pela cultura de cada empresa, determinando investimentos em tecnologia, reforçando o uso de dados e preparando cada negócio para agir com muita fluidez para contornar as dificuldades que o ambiente sempre apresenta. Mais do que prever o próximo solavanco, cada empresa vem desenvolvendo processos, pessoas e tecnologias para identificar e superar os desafios". Além disso, o grupo de supermercados, hiper, atacarejo e conveniência é o mais significativo. Duas das 5 maiores e 4 das 10 maiores varejistas são supermercadistas - sendo o Carrefour, associado da ASSERJ, liderando em 1º lugar. Ao mesmo tempo, 81 das 150 empresas na segunda metade das TOP 300 também fazem parte do setor. A expansão do setor decorre tanto do crescimento orgânico quanto de fusões e aquisições. Por outro lado, 129 empresas estão em um estado e 130 redes têm menos de 50 lojas. Ou seja, o negócio de supermercados no Brasil tem como características mater a proximidade com o consumidor e o regionalismo acentuado, como explica Terra: "Uma parte essencial desse posicionamento anticrise do varejo é sua capacidade de conhecer os consumidores e ser altamente relevante para eles. Uma característica que, por sinal, explica o fato de que o crescimento mais expressivo entre as 300 maiores não aconteceu no topo do Ranking, e sim no segmento médio. Empresas com forte atuação regional, décadas de relacionamento com o cliente e a capacidade de usar dados e tecnologia para levar a personalização aos detalhes. Da logística à comunicação no ponto de venda, do marketing às promoções, o varejo brasileiro, a cada nova interação com os clientes, entende melhor o que cada pessoa deseja – e isso faz toda a diferença". A plenitude da força dos supermercados para o varejo nacional é ainda mais explícita quando se analisa as 50 varejistas que mais cresceram: 34 deles são supermercadistas. Outro registro é importante é que, no último ano, o "Clube do Bilhão" do varejo brasileiro ganhou 16 novos integrantes, sendo 8 deles no setor de supermercados. Com 102 empresas bilionárias, o varejo supermercadista também lidera a lista. Por fim, vale destacar que a trajetória natural do varejo é de crescimento acima do PIB, mas para as TOP 300 ele está acima da média do setor como um todo. O levantamento pontua ainda que o aumento de venda não é necessariamente relacionado a abertura de lojas, mas sim à eficiência operacional. Conheça os supermercados associados da ASSERJ presentes no ranking: 1 (1º BR) - Grupo Carrefour Brasil - R$ 120,6 bilhões (crescimento de 4,5%) 2 (11º BR) - Grupo Pão de Açúcar - R$ 20,04 bilhões (crescimento de 5%) 3 (22º BR) - Cencosud Brasil - R$ 11,23 bilhões (crescimento de 0,48%) 4 (24º BR) - Supermercados Guanabara - R$ 10,32 bilhões (crescimento não mensurado por falta de dados sobre 2023) 5 (25º BR) - Rede Supermarket - R$ 10 bilhões (crescimento de 18%) 6 (50º BR) - Supermercado Mundial - R$ 5,50 bilhões (crescimento não mensurado por falta de dados sobre 2023) 7 (112º BR) - Supermercados Zona Sul - R$ 2,11 bilhões (crescimento não mensurado por falta de dados sobre 2023) 8 (113º BR) - Grupo Torre (Supermarket) - R$ 2,11 bilhões (crescimento de 11%) 9 (126º BR) - Grupo Alvorada (Supermarket) - R$ 1,85 bilhões (crescimento de 15%) 10 (137º BR) - Grupo Barcelos - R$ 1,70 bilhões (crescimento de 19%) 11 (168º BR) - Royal Supermercados - R$ 1,26 bilhões (crescimento de 18%) 12 (215º BR) - Supermercado Vianense - R$ 900 milhões (crescimento de 7%) 13 (275º BR) - Supermercados Campeão - R$ 634 milhões (crescimento de 6%) 14 (287º BR) - Supermercados Casa do Sabão - R$ 600 milhões (crescimento de 22%) Aproveitamos para parabenizar a todos! Venda por loja: expressividade referendada Outro recorte do levantamento é a venda por loja. E só de pensar em pontos de venda de grande superfície comercializando produtos de alta recorrência, automaticamente o que vem à mente são os supermercados. E não é à toa. Essa parte é território do nosso segmento: 48 das 50 maiores varejistas brasileiras em venda por loja são supermercadistas. No Rio, os principais destaques ficam para: Guanabara, com R$ 369 milhões em média por loja; Mundial, com R$ 275 milhões em média por loja; Carrefour Brasil, com R$ 108 milhões em média por loja; Royal Supermercados, com R$ 97 milhões em média por loja. Varejo supermercadista: um colosso de empregabilidade Entre as 50 líderes em número de colaboradores no varejo brasileiro, 24 são redes de supermercados, hipers, atacarejos e conveniências. O varejo é um negócio de escala e intensivo em pessoas, portanto, para crescer, é preciso contratar. O aumento da base de colaboradores de uma empresa depende do ritmo de expansão do negócio. Grupo Carrefour Brasil, 130 mil colaboradores; Grupo Pão de Açúcar, 39.320 colaboradores; Rede Supermarket, 20 mil colaboradores; Cencosud Brasil, 17.942 colaboradores; Guanabara, 13 mil colaboradores. Já em relação a contratações, setorialmente, os supermercados também se destacam nesta análise, com 38 das 50 empresas que mais contrataram fazendo parte do setor. Entre as redes com presença no mercado fluminense, o grande holofote fica por conta do Royal Supermercados, com alta de 14% no quadro de colaboradores. Diversidade também é tema presente Diversidade, equidade e inclusão são temas importantes para a sociedade e levados em conta por parte dos consumidores, sejam esses pontos explícitos ou não nos princípios e valores das organizações. Refletir em suas equipes de colaboradores essa preocupação é um diferencial para clientes. Nesse recorte, em relação a presença feminina, os destaques para o varejo supermercadista do Rio ficam para o Grupo Pão de Açúcar, com 53% do seu quadro de funcionários composto por mulheres (e 50% da liderança formada por elas também), e Cencosud Brasil, com 49%. Já quando o assunto é a questão racial, considerando a base total de colaboradores das empresas, 14 das 39 varejistas que abriram seus números têm pelo menos 50% do time formado por pretos e pardos. Com atuação no território fluminense, os destaques também são a Cencosud Brasil, com 71% de funcionários pretos/pardos, e o Grupo Pão de Açúcar, com 63% (ambas as redes tem 59% das lideranças formadas por pretos/pardos também). Varejo digital: forte presença supermercadista, mas um gargalo a ser superado O e-commerce já foi algo mais distante do dia a dia do varejo. Porém, em uma realidade onde a omnicanalidade se tornou essencial, é preciso ação prática. E nesse recorte, os supermercadistas se destacam no ranking, sendo o setor com maior número de empresas com e-commerce, com 95 organizações ou 42,2% da listagem. Por outro lado, é o segmento com menor penetração da ferramenta no total de empresas. Atualmente, 60,9% das 156 redes de supermercados no Top 300 contam com e-commerce. Isso é reflexo da digitalização tardia, que só passou a se fortalecer há cinco anos, com a pandemia. No segmento, o Grupo Carrefour Brasil é o maior destaque, como a terceira empresa em e-commerce na lista. Já em relação aos marketplaces, imensas forças de aceleração do varejo digital no mercado brasileiro e mundial, a capacidade de construção dessas plataformas tendem a crescer, pois a atratividade para os consumidores é cada vez maior, consequentemente, elevando o interesse por parte dos negócios. No recorte sobre marketplaces próprios ou a adesão às plataformas já disponíveis, 39 empresas do setor supermercadista surgem despontando, sendo duas com plataformas próprias. O destaque também fica por conta do Carrefour, na sétima posição geral. Sobre o impacto da Inteligência Artificial (IA) nos negócios o estudo aponta que, apesar de inegável força, ainda é cedo para desenvolver algo além dos estudos de caso na identificação dos ganhos operacionais. Entre as Top 300 do varejo brasileiro, dentro da base de 76 empresas, 68 fecharam 2024 desenvolvendo projetos ligados ao uso de IA em alguma área do negócio. "O setor tem testado, experimentado e, principalmente, aprendido muito a partir do uso de IA. E esse é o maior valor do investimento em tecnologia: criar hipóteses, testar e usar os resultados para continuar a aprender. O consumidor muda a todo instante – e o varejo que não estiver sempre em mutação não conseguirá se manter relevante. Se a cada dia o consumidor é diferente, o varejo precisa se adaptar diariamente. Não é simples, mas a tecnologia viabiliza a resposta a esse desafio", salienta Eduardo Terra. ASSERJ reforça orgulho de seus associados O Ranking Top 300 do Varejo Brasileiro produzido pelo IRTT é um dos levantamentos mais completos do setor, trazendo dados extremamente relevantes para o segmento e, evidentemente, para os supermercadistas. Estar atento aos resultados, tendências e movimentos do mercado é um fator essencial para que a nossa categoria siga como o grande pilar do varejo nacional, entregando serviços de qualidade e gerando reconhecimento de consumidores, além de resultados expressivos e fundamentais para as economias nacionais e regionais, como reforça Terra: "Mais do que nunca, o varejo brasileiro vive um momento especial. Um momento em que, independente de como soprem os ventos da política e da economia, as empresas estão capacitadas a tomar para si o protagonismo, fazendo os investimentos necessários ao sucesso. Um movimento que fará cada vez mais a diferença para quem conquista a atenção, o coração e o bolso dos consumidores". Ficamos muito orgulhosos de ver nossos associados despontando nessa importante lista e firmamos a nossa missão de estar sempre lado a lado na busca pelo constante desenvolvimento do setor!
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