
Saíram os números da Cesta Básica, confira!

O custo da cesta básica voltou a subir no Rio de Janeiro em abril, mantendo a tendência de alta observada no mês anterior e reforçando o impacto da inflação dos alimentos no orçamento das famílias fluminenses. Segundo levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o aumento também foi registrado nas outras 26 capitais brasileiras. No acumulado do primeiro quadrimestre do ano, todas as capitais apresentaram elevação nos preços dos itens básicos. Entre março e abril, as maiores altas ocorreram em Porto Velho (5,60%), Fortaleza (5,46%), Cuiabá (4,97%), Boa Vista (4,36%), Rio Branco (4,05%) e Teresina (4,02%).
O Rio de Janeiro foi a terceira capital com a cesta básica mais cara do país, chegando a R$ 879,03, o que representa aumento de 1,27% em relação a março, atrás apenas de São Paulo (R$ 906,14) e Cuiabá (R$ 880,06). No acumulado de 12 meses, o preço da cesta básica na capital fluminense registrou alta de 3,45%. Já a variação acumulada de 2026 chegou a 10,98%.
Entre março e abril, houve aumento nos preços médios de dez dos 13 produtos que compõem a cesta básica: batata (13,99%), leite integral (13,22%), arroz agulhinha (6,56%), óleo de soja (4,49%), feijão preto (4,41%), carne bovina de primeira (2,36%), pão francês (0,92%), café em pó (0,48%), açúcar refinado (0,25%) e manteiga (0,01%).
Por outro lado, apresentaram queda os preços do tomate (-7,92%), banana (-2,95%) e farinha de trigo (-1,43%).
O presidente da ASSERJ e da ALAS, Fábio Queiróz, destaca que o cenário exige atenção constante do varejo supermercadista diante das mudanças no comportamento de consumo das famílias. “Os números mostram que o setor segue em um cenário de atenção. Quando os alimentos básicos sobem, o consumidor tende a reorganizar as compras, buscar marcas mais acessíveis, promoções e alternativas que caibam no orçamento. Ao mesmo tempo, produtos que registraram forte pressão nos primeiros meses do ano, como tomate e farinha de trigo, começam a voltar com mais força para o carrinho, ajudando a equilibrar o consumo”, analisa.
Em nível nacional, todas as 27 capitais brasileiras registraram alta no valor da cesta básica, em abril. Apesar de a tendência de aumento dos alimentos já ser esperada em relação a 2025, o resultado também reflete fatores como alta dos combustíveis e fertilizantes, restrições de oferta provocadas pela safra e impactos climáticos.
Além disso, questões logísticas, tensões internacionais, como a guerra no Oriente Médio, e a demanda externa aquecida continuam pressionando os custos da cadeia de abastecimento, cenário que segue impactando diretamente o varejo supermercadista e o consumidor final.

