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GPA tem novo presidente do Conselho de Administração! Saiba mais!
Em meio às movimentações de bastidores que têm ganhado as manchetes nos últimos meses, o Grupo Pão de Açúcar (GPA) aclamou seu novo presidente do Conselho de Administração. O empresário André Coelho Diniz foi eleito, por unanimidade, na última sexta-feira, 10 de outubro. Já para a vice-presidência do colegiado foi aprovada pelo Conselho, com a maioria dos votos, a eleição de Edison Ticle de Andrade Melo e Souza Filho, diretor de finanças da exportadora de carne bovina Minerva Foods. O novo presidente do Conselho faz parte da família Coelho Diniz, maior acionista do GPA desde setembro deste ano, com 24,6% de participação. Além de André Luiz Coelho Diniz, a família reúne os empresários Alex Sandro Coelho Diniz, Fábio Coelho Diniz, Henrique Mulford Coelho Diniz e Helton Coelho Diniz. Família Coelho Diniz A família é proprietária da rede de supermercados Coelho Diniz, fundada em 1992, em Governador Valadares (MG). Atualmente, a empresa conta com 22 lojas presentes em diversos municípios do interior de Minas Gerais. Já o Grupo Pão de Açúcar vive um período de reestruturação operacional e financeira e a entrada ativa da família Coelho Diniz é vista pelo mercado como um sinal de confiança na sequência da recuperação do GPA. GPA: momento de mudanças na operação O Grupo Pão de Açúcar atravessa um momento de grandes mudanças na condução da operação. No dia 1º de setembro, o GPA comunicou que, em meio às recentes movimentações acionárias, Ronaldo Iabrudi dos Santos, então presidente do Conselho de Administração da rede e ex-presidente executivo da companhia entre 2014 e 2018, reduziu sua participação na empresa de 5,6% para cerca de 3,22% das ações ordinárias. Em paralelo, no dia 31 de agosto, o grupo anunciou que a família Coelho Diniz ampliou sua fatia acionária para 24,6% das ações ordinárias da companhia. Com essa participação, próxima a um quarto do capital votante do GPA, a família Coelho Diniz emergiu como maior acionista individual do grupo, reforçando seu peso estratégico nas decisões e ultrapassando a participação do Grupo Casino, que possui 22,5%. Por conta disso, o grupo mineiro solicitou a convocação de uma Assembleia Geral Extraordinária (AGE) para deliberar sobre uma nova eleição do Conselho de Administração (CA) do Grupo Pão de Açúcar. A chamada dos novos acionistas de peso foi aprovada por unanimidade pelo CA. O movimento, apontado como natural por analistas de mercado, teve como novos capítulos a eleição da nova chapa de candidatos. A Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou, sem restrições, a negociação. O despacho, assinado pelo superintendente-geral, Alexandre Barreto, foi publicado na edição do dia 2 de setembro do Diário Oficial da União (DOU). A ampliação do controle da família Coelho Diniz acontece em meio a mudanças recentes no Conselho Fiscal do GPA. A ASSERJ seguirá acompanhando os próximos passos desse grande associado, que contribui tanto para o desenvolvimento do nosso setor, como ficou comprovado pelo Ranking Top 300 IRTT, já destacado em nosso site (CLIQUE AQUI PARA VER A MATÉRIA COMPLETA).
13/10/2025
Associados em foco
A chama que move os supermercadistas: o PIV do Supermarket Alvorada e o poder das vendas
A chama da essência por trás do varejo supermercadista é resumida facilmente em seis letras: vendas. Sem essa labareda viva as portas das lojas do nosso setor não se abrem e os corredores não são preenchidos. Esse é o ponto de partida para tudo, movido por um sistema tripartite: propósito, estratégia e resultado. Não à toa, a edição deste ano do Seminário Super Negócios da ASSERJ conjura: "cada decisão é uma venda". E não faltam exemplos, entre supermercadistas do Estado do Rio de Janeiro, de como aumentar essa chama. Um grande retrato dessa visão é o sucesso do Programa de Incentivo à Venda (PIV) do Grupo Alvorada, associado da rede Supermarket, um projeto que valoriza equipes, estreita laços com indústrias parceiras e impulsiona o principal, aquelas seis letra mágicas, vendas. Alimentando a chama: construção conjunta do PIV A chama presente em todo supermercadista precisa ser nutrida de forma colaborativa para crescer em grande escala, baseada em seu tripé de sustentação. O PIV do Alvorada, como uma iniciativa voltada para esse crescimento, é desenvolvido com a participação de diversas áreas da rede, do comercial ao marketing, com o envolvimento direto da diretoria e o apoio fundamental da indústria. Cada ação é planejada com base em análises de mercado, desempenho de vendas e tendências de consumo, sempre orientada pelo princípio de que vender é oferecer experiências. Mais do que apenas um produto, o PIV busca levar ao consumidor ideais como prazer e qualidade, reforçando o propósito de entregar valor e não apenas preço. As execuções do programa e a curadoria de produtos são definidos antecipadamente pelo departamento comercial do grupo, levando em conta diversos fatores como sazonalidade, lançamentos e parcerias estratégicas. Isso garante que cada campanha traga novidades para clientes e novas oportunidades para as equipes de loja. Tudo muito bem analisado pela área de Inteligência Comercial, que tem papel crucial no processo, avaliando dados e estratégias, como explica Kamylle Pires, gestora comercial do Supermarket Alvorada, responsável pelas áreas de Compras, Pricing, Gerenciamento de Categorias e Inteligência Comercial: "O calendário do PIV é programado com antecedência pelo time de compras do Alvorada, visando itens de inovação, lucratividade, tendências, apostas, tudo que faça sentido para o momento e cliente que atuamos. Na área comercial, temos a área de Inteligência, que busca sempre dados da Nielsen e hábitos de mercado que possam proporcionar informações para ajudar na escolha do item. A área de Inteligência Comercial analisa diariamente os dados e repassa aos times para que todos acompanhem seus resultados. O resultado precisa ser buscado e monitorado. Uma vez escolhido o item, vamos buscar o parceiro e fazer-lhe a proposta que abrange vários pontos de negociação. Dentre eles, volume de compras, preço negociado para ponta, garantia de margem, entre outros". Mantendo a chama acesa: resultados e reflexos posteriores Depois de alimentado, é preciso garantir a manutenção do fogo. O PIV do Alvorada cumpre bem esse papel. As vendas de produtos envolvidos nas ações chegam a multiplicar de 5 a 6 vezes em relação ao volume natural. E o mais interessante: o impacto não se finda com a campanha. Mesmo após o encerramento, as vendas se mantêm em patamares acima do habitual, evidenciando a consolidação do comportamento de compra e o fortalecimento da relação entre consumidor e marca. Após as campanhas, a equipe comercial do grupo realiza acompanhamentos detalhados dos desempenhos dos produtos, analisando alcance e engajamento. Os resultados do histórico do programa mostram que os envolvidos ganham novos patamares, ampliando penetração. É comum que esses itens mantenham vendas acima da média mesmo depois do fim do PIV, evidenciando o efeito duradouro do programa, conforme pontua a gestora comercial do Alvorada: "Após o PIV o item é monitorado para analise de comportamento do produto, uma vez que claramente ele é outro após a campanha. Quantos clientes foram atingidos e tiveram a oportunidade de experimentar um item que estaria somente no seu ponto natural? O mais bacana é ver como esse produto ganha share e se desenvolve pós-PIV". Esses resultados refletem boas práticas de gestão comercial, como o estabelecimento de metas claras, reconhecimento de desempenho e monitoramento contínuo de indicadores, além de uma comunicação transparente com toda a equipe envolvida. Os raios de sol supermercadista: engajamento do time Sozinho, nada se cria. E para que a chama supermercadista pulse incessantemente é preciso uma aposta: engajamento e valorização interna. Para isso, o Supermarket Alvorada transformou seu PIV em mais do que uma estratégia de incentivo, na verdade, ele é uma ferramenta de cultura organizacional. O programa reconhece e valoriza o papel dos operadores de caixa e fiscais, transformando-os em protagonistas das campanhas e responsáveis diretos pelos resultados alcançados. A cada meta batida, as equipes recebem bonificações e prêmios, e em cada filial, os três colaboradores com melhor desempenho são destacados. Essa dinâmica cria um ambiente de motivação constante, fortalece o senso de pertencimento e estimula a colaboração entre equipes. "O grande sucesso do programa está no engajamento de todos e no acompanhamento das métricas estabelecidas. Precisamos do envolvimento entre todas áreas, conexão de valores e sentido da ação. Para isso fazemos o lançamento do programa em alto estilo unindo as áreas interessadas e deixando todos afiados para o grande momento de lançamento. Os papéis são bem definidos. O do varejo de estudar o item, apostar e vender muito. O da indústria de investir, confiar e colher os frutos juntamente com o parceiro. Já estamos na 25ª edição de sucesso, graças a parceria de nosso time e da indústria, que acredita no trabalho do Alvorada", ressalta Kamylle Pires. A direção do grupo afirma que essa abordagem tem contribuído para construir uma cultura cada vez mais orientada a resultados e, ao mesmo tempo, humana, em que cada colaborador entende seu papel na jornada do cliente e no sucesso da rede. Um exemplo de como olhar para todas as áreas do negócio traz resultados concretos, criando valor para toda a cadeia. Cada edição do PIV reforça o comprometimento dos times e consolida a confiança das marcas parceiras, que enxergam no Supermarket Alvorada um ambiente seguro e estratégico para impulsionar seus produtos. Com um histórico consistente e resultados comprovados, o PIV se consolidou como uma referência de gestão integrada e parceria estratégica. Para o grupo, cada edição é uma oportunidade de fortalecer vínculos, ampliar resultados e reafirmar uma máxima: o varejo supermercadista se constrói a quatro mãos, ninguém cresce sozinho. Afinal, é no calor do trabalho coletivo que se mantém viva a chama da essência que move o nosso setor, as vendas. "O Alvorada está muito feliz com a confiança depositada em nós pelas indústrias e com o sucesso que este programa faz hoje no mercado", finaliza Kamylle Pires. O PIV reforça a importância de integrar pessoas, dados e propósito, transformando cada decisão em uma venda, e em uma oportunidade de aprendizado e evolução. Seminário Super Negócios E por falar que cada decisão é uma venda, como mencionamos no início, o Seminário Super Negócios de 2025 da ASSERJ já está com inscrições abertas. Confirmado para o dia 29 de outubro, às 14h, no Riale Brisa Barra Hotel, na Barra da Tijuca, o encontro é voltado para compradores e profissionais de marketing e trade, trazendo uma programação cuidadosamente estruturada para impactar diretamente o dia a dia, com conteúdos práticos e aplicáveis à rotina de cada setor. O keynote desta edição será Bernardinho, técnico da seleção masculina de vôlei do Brasil e uma referência mundial em liderança. Não perca a chance de participar dessa experiência completa, que reunirá conhecimento estratégico, boas práticas, networking qualificado e negócios para impulsionar os resultados. Para mais informações, entre em contato com o SAA.
13/10/2025
Economia
Fim de ano promissor para o varejo supermercadista? Vem saber
As últimas projeções do mercado financeiro indicam um fechamento de 2025 mais estável do que o esperado para a economia brasileira. Segundo o Relatório Focus, divulgado pelo Banco Central, a estimativa para o IPCA caiu de 4,80% para 4,72%, enquanto o PIB deve crescer 2,16%. Em meio a esse ambiente de leve otimismo, um dado chama atenção: o consumo das famílias aumentou 1,5% no segundo trimestre, um avanço que não se via desde o final de 2024. O comportamento do consumidor também reflete essa melhora. De acordo com a nova edição da Pesquisa Radar Febraban, realizada pelo Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (Ipespe), o humor do brasileiro apresentou variação positiva neste segundo semestre. Entre os entrevistados, 72% afirmaram estar satisfeitos com a vida que levam, repetindo o patamar de março e superando o recuo de junho (70%). Já 65% acreditam que sua vida pessoal “vai melhorar” nos próximos meses — resultado superior ao índice anterior de 63%. A percepção sobre o país também mostra sinais de recuperação. O número de brasileiros que veem evolução positiva na economia chegou a 34%, após meses de queda contínua. Para o sociólogo e cientista político Antonio Lavareda, presidente do Conselho Científico do Ipespe, “nesse terceiro trimestre do ano, para além das tensões econômicas internas, os brasileiros precisaram lidar com uma nova pressão externa: as tarifas de até 50% sobre produtos brasileiros impostas pelos Estados Unidos, o chamado ‘tarifaço’. Nesse contexto, um misto de cautela e otimismo perpassa as avaliações sobre o País e a economia”. O que isso representa para o setor supermercadista Com o pagamento da primeira parcela do 13º salário até 30 de novembro e a chegada das festas de fim de ano, o varejo supermercadista entra em uma das fases mais estratégicas do calendário. O último trimestre costuma concentrar o maior volume de vendas do ano — e pode representar o fechamento de 2025 com resultados acima da média. “O fim do ano é um período decisivo para o setor supermercadista. As pessoas estão mais dispostas a consumir, há um aumento natural na circulação de renda e, ao mesmo tempo, a concorrência se intensifica. O segredo está em preparar o PDV, as campanhas e a experiência de compra para esse cenário”, explica José Mauro Nunes, especialista em comportamento do consumidor. Planejamento e marketing: a base do resultado Segundo Michel Jasper, especialista em varejo nacional, a importância de um trabalho de marketing bem estruturado é ainda maior no fim do ano. “Não basta ter boas ofertas; é preciso comunicar bem. A atmosfera de Natal e Ano Novo deve ser sentida na loja — desde a decoração e ambientação até a forma como os produtos são apresentados”, ressalta. As campanhas sazonais ganham força nessa época. Narrativas que envolvem momentos de celebração, união familiar e confraternização são essenciais para engajar o consumidor e aumentar o ticket médio. Além disso, o marketing visual e digital devem caminhar juntos para ampliar o alcance das ações, tanto no ambiente físico quanto online. “Cada canto do supermercado representa uma oportunidade de venda. A sinalização correta, o uso inteligente das gôndolas e a disposição estratégica dos produtos podem fazer toda a diferença”, destaca o especialista. Gestão do PDV: operação integrada e experiência fluida O sucesso nas vendas de fim de ano depende de uma gestão de PDV eficiente, capaz de garantir uma jornada de compra fluida e agradável. Isso inclui abastecimento adequado, controle de estoque e organização visual que facilite a navegação do cliente. A ausência de produtos essenciais, famosa e temida ruptura, ou o desarranjo nas gôndolas pode comprometer a experiência do consumidor e gerar perda de venda. Por isso, planejamento e reposição são etapas fundamentais. Outro ponto relevante é a agilidade no atendimento. Reduzir filas e tempos de espera é essencial. Nesse sentido, soluções de self checkout têm se mostrado uma alternativa prática e eficiente. “Além de otimizar o fluxo, o autoatendimento melhora a percepção do cliente sobre a marca, mostrando modernidade e cuidado com o tempo dele”, complementa Jasper. Relacionamento e fidelização: o pós-venda estratégico As vendas de fim de ano não devem ser vistas apenas como um pico sazonal, mas como uma oportunidade de fidelização. Clientes conquistados nesse período podem se transformar em consumidores recorrentes, desde que haja continuidade no relacionamento. Ferramentas de CRM (Customer Relationship Management) permitem personalizar ofertas, entender hábitos de compra e estreitar o vínculo com o público. E no pós, manter esse relacionamento aquecido. “O pós-venda é o grande diferencial competitivo. O supermercadista que usa o fim de ano para entender melhor o comportamento de seus clientes entra em 2026 com vantagem competitiva”, conclui Jasper.
13/10/2025
O que o prato do brasileiro revela sobre a categoria de carnes?
Ao longo da história da humanidade, há um ponto em comum que é capaz de revelar a cultura e os hábitos de um povo: o prato. Entre aromas, cores e variedade, a comida carrega um papel além do nutricional, ela é também um símbolo de tradição e comportamento das populações. E nesse contexto, para os brasileiros, um segmento tem caráter especial, as carnes bovinas, presentes em todos os momentos do consumidor, da rotina do dia a dia à ocasiões especiais, sempre como protagonistas na mesa. O peso das carnes Quando falamos sobre o orçamento familiar no Brasil, a categoria de alimentos e bebidas é uma das principais preocupações, concentrando 36% dos gastos de consumo dentro de casa, segundo dados da Kantar. Ao dividir o prato do brasileiro, o desenho fica (em % de valor): Outros alimentos (arroz, feijão, macarrão, sal, óleo, etc): 34%; Carnes (bovina, aves, ovos e peixes): 32%; FLV: 17%; Salgadinhos: 9%; Pratos congelados: 7%. Ou seja, em média, um terço das refeições dos brasileiros é composto pela proteína animal. Desse total, as carnes bovinas se destacam, respondendo por 35% do gasto com proteínas e 24% do consumo total de alimentos. Além da relevância evidente na divisão do prato, outros dados complementam a análise. Segundo o estudo, as carnes estão presentes em um quarto de todas as ocasiões de consumo. Nos açougues, a categoria mantém sua forte representatividade nas cestas, especialmente nas classes A e B, onde os cortes bovinos lideram em volume e valor. Olhando dentro do açougue: cortes destacados A preferência do brasileiro é clara. 94% dos compradores de proteínas escolhem carne bovina, número que consolida ainda mais a importância do produto na mesa de refeição. Já entre os cortes mais consumidos, de acordo com o levantamento, acém e coxão mole são os mais presentes. Com tamanho protagonismo, entender a cesta de proteínas, em especial a considerável parte dominada pela carne bovina e seu valor simbólico para o consumidor, é essencial para assimilar o comportamento alimentar e as tendências de consumo ao sortimento e oferecer aos clientes aquilo que de fato procuram, proporcionando uma jornada completa de compra. Para o varejo supermercadista, esse cenário representa uma oportunidade estratégica. Comunicar-se claramente sobre cortes, procedência e promoções tende a conquistar aderência junto ao consumidor, esclarecendo dúvidas e criando uma forma de fidelização, já que o estabelecimento será, na memória do cliente, um espaço que oferece, além de qualidade, assistência para uma compra essencial ao seu dia a dia - o famoso serviço que fideliza. Oferecer opções de conveniência também é uma excelente forme de ampliar o ticket-médio de uma categoria de alto valor para o público. Supermercadista, como está o açougue da sua loja?
13/10/2025
Você sabe o que é upsell, mas executa estrategicamente?
Upsell... provavelmente o supermercadista já ouviu falar sobre essa expressão. Mas o que realmente ele é? Como aplicá-lo? Quais os resultados? Para solucionar essas questões vamos apresentar os detalhes de uma estratégia que pode alavancar o ticket-médio das suas vendas. Muitas empresas conseguem crescer e aumentar seus ganhos sem precisar conquistar clientes novos constantemente. O segredo para isso é, justamente, o upsell. Esse plano é essencial para qualquer negócio que busca crescimento inteligente, vendendo mais para quem já decidiu comprar. Quando aplicado de forma estratégica, o upsell não apenas aumenta o faturamento, como também melhora a experiência do cliente, que se sente valorizado ao receber ofertas relevantes para suas necessidades. "O upsell é uma estratégia inteligente porque demanda o aproveitamento da presença do cliente no local para potencializar o valor da sua compra. É importante que a equipe esteja com um olhar bem treinado e preparada para oferecer a esses clientes opções vantajosas em suas compras, apresentando-lhes, por exemplo, linhas alternativas de produtos, com mais vantagens em relação à versão original", destaca Flavia Mardegan, mestra em Administração de Empresas e CEO da Mardegan Transformation and Results. O que é upsell? O upsell é a técnica de oferecer ao cliente uma versão superior ou mais completa do produto ou serviço que ele já pretende adquirir. Em outras palavras, o cliente já disse “sim” à compra, e você apresenta uma oportunidade de entregar ainda mais valor por um acréscimo no preço. O objetivo não é vender algo diferente, mas agregar valor à compra original, oferecendo soluções que realmente aprimoram a experiência do cliente. Quando feito corretamente, o upsell gera benefícios para ambos: o cliente fica satisfeito e a empresa aumenta suas vendas. Upsell x cross-sell: entenda a diferença No varejo supermercadista, as estratégias de upsell e cross-sell podem aumentar significativamente o ticket médio e a satisfação do cliente, mas de formas diferentes. "Em supermercados, apesar das duas estratégias terem como objetivo o aumento do ticket médio, não são a mesma coisa e acabam sendo confundidas. Upsell é você incentivar o cliente a comprar o produto que ele precisa em uma versão com valor mais alto. Se o cliente vai em busca de azeite comum, por exemplo, o upsell mostra a ele as vantagens de levar um extra-virgem, mesmo pagando mais por isso. Já o cross-sell é adicionar mais produtos ao que o cliente escolheu, complementando aquela escolha. O exemplo mais clássico em supermercados é a seção de churrasco: o cliente que está ali em busca de carnes e acaba encontrando no mesmo espaço itens que fazem parte do contexto: carvão, queijo coalho, bebidas, kits de facas e espetos etc.", explica Flavia Mardegan. A CEO da Mardegan Transformation and Results prossegue: "O upsell você faz com o cliente, normalmente no momento em que está conversando com ele e mostrando os produtos. Se a compra é feita através de um site e outro produto é oferecido, não se trata de upsell e sim de cross-sell. Upsell é o cliente entrar no supermercado, por exemplo, para comprar um produto por um determinado preço e o promotor de vendas fazê-lo degustar e levar o mesmo produto só que de valor mais alto. Upsell não ajuda na construção de relacionamento, o que ajuda na construção de relacionamento, muitas vezes, é o cross-sell, a venda adicional. Quanto a ferramentas, a IA pode ajudar a sugerir produtos, baseada no perfil de comportamento de compra desse cliente, sugerindo novos produtos. A IA pode ajudar muito na identificação e administração desses dados". Enquanto o upsell aumenta o valor da unidade comprada, o cross-sell amplia a variedade de itens no carrinho, gerando mais vendas de forma natural e útil para o cliente. Tipos de upsell Upgrade direto: oferece uma versão melhor ou mais completa do produto, destacando benefícios extras que justificam o investimento adicional. Ideal para produtos com diferentes versões; Quantidade ou pacote: sugere mais unidades do produto ou um pacote, aumentando o valor da venda sem alterar a escolha inicial. Funciona bem para produtos consumidos em grandes quantidades ou combinados entre si; Funcionalidade adicional: oferece recursos extras que melhoram a experiência do cliente; Exclusividade: propõe algo raro ou limitado, criando sensação de valor único; Complemento: sugere itens que complementam a compra, tornando a experiência mais completa. Upsell na prática Compreenda seu cliente e seu mercado, conheça necessidades, preferências e perfil de compra; Use gatilhos mentais: ofertas limitadas ou exclusivas auxiliam na decisão do cliente; Ofereça algo personalizado: 68% dos consumidores brasileiros valorizam experiências personalizadas, segundo dados da CX Trends 2025. "A personalização é importantíssima para o sucesso do upsell, podendo impactar, inclusive, na recompra. No caso dos supermercados, a oferta de novas marcas de produtos que o cliente já usa habitualmente aumenta as chances de fidelização, o cliente se sentirá especial ao receber ofertas direcionadas e alinhadas aos seus gostos e, com certeza, irá testar a 'dica' dada pelo supermercado", analisa Flavia Mardegan. Use comparações visuais: destaque de forma clara as vantagens do upgrade; Exponha depoimentos de clientes satisfeitos: a prova social aumenta a confiança do consumidor; Escolha o momento certo: ofereça o upsell quando o cliente já está engajado na compra. "O momento certo é aquele em que já houve uma conexão com o cliente, já houve um entendimento do que ele precisa. Em supermercados, pode-se, por exemplo, disponibilizar promotores de vendas em lugares estratégicos para que observem o comportamento do cliente e enxerguem o timing ideal para o upsell. Clientes que comparam preços de marcas diversas do mesmo produto, por exemplo. Isso demanda um olhar aguçado e entendimento do que está motivando aquela compra e se o seu perfil é favorável para apresentá-lo os produtos com maior valor agregado", frisa a CEO da Mardegan Transformation and Results. Facilite a decisão: ofertas simples e claras geram mais conversões; Continue oferecendo upsell após a compra: sugira complementos de forma leve e natural. Mas atenção aos equívocos durante esse processo, para não criar ruídos na jornada de compra do consumidor, como alerta Flavia Mardegan: "O principal deles é fazer com que o cliente se sinta pressionado a levar determinado produto. Outro erro comum é não oferecer a esse cliente vantagens visíveis e reais, pois ele se sentirá enganado e induzido a trocar ‘seis por meia dúzia’". O upsell perfeito O upsell ideal é aquele que entende o cliente e agrega valor à experiência dele, criando um relacionamento sólido e aumentando a lucratividade do negócio. "O upsell não constrói relacionamento. É o relacionamento que cria upsell e é o relacionamento que faz com que você faça mais vendas, venda mais produtos, faça um cross-sell. O upsell por si só não vai construir relacionamento com o cliente a longo prazo", encerra Flavia Mardegan. O primeiro passo é conhecer o cliente: suas necessidades, comportamentos e preferências de compra. Pesquisas de mercado são fundamentais para identificar o que realmente faz diferença e direcionar ofertas de forma assertiva. Não perca a oportunidade de elevar seu negócio com um upsell inteligente: compreenda seu público e aumente suas vendas de forma estratégica e sustentável.
13/10/2025
Associados em foco
Floresta Supermarket se inspira em grandes players do varejo e lança a Campanha 10/10
Inspirado em gigantes do e-commerce, o Floresta Supermarket lançou, neste mês, a Campanha 10/10, uma ação promocional inédita no varejo supermercadista fluminense. A iniciativa, inspirada em campanhas de grandes plataformas como Shopee e Mercado Livre, teve como diferencial a estratégia totalmente digital de divulgação e concessão de descontos. De acordo com Ronildo Novato, diretor comercial do Floresta Supermarket, a proposta foi unir inovação e engajamento nas redes sociais para aproximar ainda mais o consumidor da marca. “A gente criou uma campanha inovadora para o varejo supermercadista, a 10/10. Colocamos alguns produtos com ofertas exclusivas, com preços bem abaixo do normal, mas divulgados somente nas redes sociais — nada de TV ou encartes impressos. A chamada foi feita de forma digital, e os preços foram revelados na quinta-feira, às 20h”, explica o executivo. A ação contou com um mecanismo de engajamento inédito: o cliente precisava compartilhar uma postagem da campanha em seus stories ou no feed para ativar o desconto no caixa. “O cliente apresentava o post compartilhado à operadora, que validava um código promocional no sistema. Assim, o preço da gôndola continuava o mesmo, mas o desconto era liberado no caixa. A ideia foi transformar o cliente em um verdadeiro divulgador das nossas promoções”, detalha Novato. O resultado superou as expectativas. Segundo o diretor comercial, as vendas gerais cresceram 20% durante o período da campanha. “O retorno foi excelente. Tivemos um aumento de 20% nas vendas gerais e percebemos uma movimentação muito forte nas redes sociais. As pessoas realmente se engajaram, divulgaram, comentaram e vieram até as lojas em busca das ofertas. Foi um sucesso”, comemora. Para Novato, a Campanha 10/10 abre caminho para um novo modelo de interação entre supermercados e consumidores, baseado na força das redes sociais e no marketing colaborativo. “Queríamos testar um formato novo, mais conectado com o comportamento atual do consumidor, que passa o dia no celular e gosta de participar. A estratégia deu tão certo que já estamos planejando novas ações nesse formato”, antecipa o executivo. "Com criatividade e foco na experiência do cliente, o Floresta Supermarket mostra que a inovação também pode vir das gôndolas, físicas e digitais — e que o futuro do varejo passa, cada vez mais, pelo modelo híbrido, criando uma jornada que envolve as lojas físicas e o digital", ressalta Fábio Queiróz, presidente da ASSERJ.
13/10/2025
Mundial lança o Bebê Mundi, primeiro festival voltado para mães e crianças
O Supermercados Mundial realizou, em outubro, o Bebê Mundi, primeiro festival da rede voltado especialmente para mães, bebês e crianças. Criada em celebração ao Dia das Crianças, a ação reuniu ofertas inéditas, ativações com grandes marcas e condições exclusivas em todas as unidades da rede. Entre os destaques estavam as ofertas relâmpago, ativações especiais e brindes da Granado. A programação incluiu ainda ações da Cheirinho de Bebê, com kits promocionais e descontos diferenciados ao longo do festival. Segundo Renata Lisandra, responsável pelo setor de perfumaria do Mundial, o evento reforçou o compromisso da rede em oferecer conveniência e variedade para as famílias. “É a primeira vez que realizamos um festival desse porte, e nossa expectativa é alta. Sabemos da importância que esses produtos têm no dia a dia das famílias, por isso buscamos oferecer preços muito competitivos e condições que realmente façam a diferença para o consumidor”, afirma Renata. Para Vanessa Leite, coordenadora de Marketing do Mundial, o Bebê Mundi é um projeto de longo prazo que finalmente se concretiza. “Pensávamos nesse festival há alguns anos e agora ele se materializa. Muitos clientes que começaram a comprar conosco ainda jovens hoje têm família e filhos, e encontram nas nossas gôndolas tudo o que precisam para essa nova fase da vida. O Bebê Mundi é uma forma de acompanhar essa jornada”, explica. Vanessa acrescenta que o objetivo também é transformar a experiência de compra em algo único e afetivo. “Queremos tornar o ato de comprar em uma experiência diferente, especialmente neste mês que celebra as crianças. O festival trará ativações divertidas e marcas parceiras reconhecidas, aproximando ainda mais o cliente do nosso propósito de oferecer qualidade, variedade e preço justo em um ambiente acolhedor”, completa.
13/10/2025
Economia
Em setembro, supermercados do Rio registram deflação pelo quinto mês consecutivo. ASSERJ explica cenário
Após a deflação registrada em agosto, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do Brasil, voltou a subir em 2025. Segundo os dados divulgados na última quinta-feira, 9, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o IPCA indicou alta de 0,48% em setembro. Apesar da aceleração na comparação com o oitavo mês do ano (0,59 ponto percentual), o número ficou abaixo do projetado pelo mercado, que esperava uma elevação de 0,55%. No acumulado de 2025, o indicador soma 3,64%. Já especificamente o varejo supermercadista do Rio de Janeiro registrou deflação no nono mês do ano. Alimentação, mais uma vez, ajuda na redução da inflação no Brasil. Supermercados do Rio têm baixa de preços Segundo o IBGE, três dos nove grupos pesquisados apresentaram variação negativa. Os principais responsáveis por pressionar a inflação foram os setores de Habitação (+2,97%), Vestuário (+0,63%) e Despesas Pessoais (+0,51%). Já os grupos a registrar retração foram Artigos de Residência (-0,4%), Comunicação (-0,17%) e Alimentação no Domicílio, que concentra os alimentos e bebidas vendidos no varejo supermercadista, que apontou baixa de 0,26%, a quarta deflação consecutiva. Considerando somente o cenário do Rio de Janeiro, o índice de inflação de Alimentação no Domicílio recuou pelo quinto mês consecutivo, com queda de 0,76% em setembro (abaixo da média nacional), a quinta maior do país e a segunda do Sudeste. No acumulado ao fim do terceiro trimestre de 2025, o estado tem a quarta maior deflação entre os entes federativos, e a maior do Sudeste, no setor de Alimentação no Domicílio (-0,16%), muito inferior à média nacional (+1,66%). Da categoria de alimentos e bebidas vendidos nos supermercados do Rio, 50,6% tiveram queda de preços em setembro, com destaque para: alho (-13,67%); tomate (-13,35%); cebola (-6,42%); feijão preto (-5,03%); batata inglesa (-4,87%); azeite (-4,71%); laranja pera (-4,1%); frango inteiro (-2,64%); macarrão (-2,17%); açúcar cristal (-2,05%); ovos (-1,72%); patinho (-0,96%); e café moído (-0,84%). Já entre as altas, as principais foram: limão (+26,57%); óleo (+3,12%); cenoura (+2,5%); banana prata (+2,34%); chocolate em barra (+1,42%); couve (+1,99%); contra-filé (+1,87%); leite longa vida (+1,52%); alface (+1,47%); chocolate em barra (+1,42%); cerveja (+1%); e alcatra (+0,47%). Resultado apresenta oportunidades para o varejo supermercadista fluminense A quinta deflação seguida nas categorias de maior importância para o varejo supermercadista apresenta a sequência de uma janela de oportunidade que vem se consolidando no cenário fluminense. Produtos mais baratos nas gôndolas significam alívio no orçamento dos consumidores e maiores possibilidades de atração. Baixa de preços também pode significar a chance de renegociação com fornecedores. Mas, atenção, aproveitar oportunidades exige acompanhamento, análise e boa gestão, antecipando fatores futuros que possam reverter a maré de baixa ou afetar de forma específicas certas categorias.
10/10/2025
Consumidor em alerta! Bebidas destiladas têm queda em campanhas de ofertas
Os recentes casos confirmados em diferentes estados no Brasil, além dos inúmeros suspeitos, de contaminação por metanol após o consumo de bebidas destiladas têm provocado impactos também no varejo supermercadista. A latente preocupação dos consumidores com o tema, acentuou uma tendência já observada ao longo deste ano no setor. Destilados e afins já vinham registrando queda em campanhas de ofertas de supermercados, mas após os episódios de adulteração de bebidas, essa baixa se acentuou. Segundo levantamento da Shopping Brasil, na segunda semana de setembro os anúncios de destilados veiculados em mídias sociais, campanhas em TV e encartes físicos e digitais, das mais variadas redes supermercadistas, representavam 20,7% das campanhas de ofertas. Na última semana do nono mês do ano, esse índice caiu para 19,9%. Já na primeira semana deste mês de outubro, o número retraiu ainda mais, atingindo 17,2%, em um reflexo direto da queda na confiança do consumidor na categoria. Por outro lado, outras categorias de bebidas alcóolicas apresentaram crescimento. As cervejas subiram 1,4 ponto percentual no mesmo período, chegando a 27%. Já vinhos, espumantes e fermentados cresceram de 16,9% para 17,4%, o que aponta também para a atenção dos supermercadistas, ajustando estratégias promocionais, privilegiando produtos que mantêm a demanda e confiança do cliente, como destaca Renata Gonzalez, sócia e diretora Comercial da Shopping Brasil: "Vemos outras categorias alcoólicas ganhando espaço nas ofertas, evidenciando a necessidade de adaptar as estratégias de comunicação e sortimento ao novo comportamento do consumidor". Alerta para Black Friday Renata Gonzalez também levanta um ponto de atenção para o varejo supermercadista. A baixa da confiança do público geral na categoria de destilados acontece em um momento historicamente importante para o segmento. Nas campanhas de promoções de fim de ano, especialmente durante a Black Friday, Natal e Ano Novo, o consumidor amplia o interesse por destilados de maior valor agregado com preços acessíveis, motivado por promoções sazonais. Ou seja, os episódios de intoxicação que abalam a confiança na categoria podem causar também impacto nas vendas das datas promocionais na reta final do ano. Apesar do sinal de alerta, uma pesquisa da ASSERJ apontou que a visão do consumidor carioca sobre os casos de adulteração de bebidas ainda não chegou a impactar negativamente as compras, mas desperta cautela. Segundo o levantamento, 38,8% continuam comprando, mas com mais atenção à marca e à procedência, enquanto 25,4% afirmaram ter reduzido a quantidade adquirida. Já 9% disseram estar evitando a compra de bebidas alcoólicas no momento. A pesquisa também apontou os principais cuidados adotados: 47,8% preferem marcas conhecidas, 28,4% confiam apenas em supermercados de credibilidade, e 23,9% verificam se a embalagem está intacta. Questionados se já deixaram de comprar alguma marca por desconfiança, 46,3% responderam que sim. Para as festas de fim de ano, o comportamento tende a se manter cauteloso: 40,3% pretendem comprar apenas marcas conhecidas, e 35,8% priorizarão redes de confiança (VEJA TUDO SOBRE O LEVANTAMENTO CLICANDO AQUI). Como agir? Estratégias diante da queda de confiança nos destilados O atual contexto da categoria exige atenção redobrada e estratégias assertivas por parte dos supermercadistas para tranquilizar o consumidor. A queda na confiança dos destilados, afeta as expectativas para as vendas de fim de ano. Para isso, é preciso planejamento, cuidado e, principalmente, transparência com foco na credibilidade da relação com o cliente: 1. Reforce a segurança e a procedência dos produtos: destaque a confiabilidade das marcas disponíveis nas lojas, priorize exibir, tanto nas gôndolas quanto nas comunicações de marketing, informações claras sobre origem, certificação e selos de qualidade das bebidas. Trabalhar em parceria com fornecedores reconhecidos é fundamental para garantir rastreabilidade e comunicar, de forma cristalina, o compromisso do setor com a segurança alimentar e o combate à falsificação, trazendo mais idoneidade e tranquilidade para o consumidor. 2. Ajuste de sortimento e redirecionamento de esforços: a retração na demanda de destilados, pode alavancar o protagonismo de outras categorias, como cervejas, vinhos, espumantes e bebidas fermentadas. Ampliar a visibilidade desse produtos e diversificar ações de cross-selling, com kits, ofertas combinadas e campanhas temáticas voltadas para celebrações pode ser uma estratégia para migrar a atenção do consumidor e até aumentar o ticket-médio. Além disso, o planejamento de compras deve ser ajustado para evitar excesso de estoque em produtos de menor saída momentânea. 3. Seja transparente: em momentos de instabilidade, a confiança construída ao longo de anos com o consumidor se fortalece por meio da informação. Nos canais digitais e materiais de PDV é preciso adotar uma comunicação clara, sem ruídos, reforçando o compromisso já estabelecido com o cliente e sua segurança. Promova conteúdos informativos sobre consumo responsável e dicas para identificar produtos de origem duvidosa é uma estratégia para assegurar a credibilidade, tal como utilizar especialistas em bebidas para referendar a garantia de qualidade dos produtos. 4. Antecipe o planejamento: o preparo para as grandes datas promocionais em um futuro recente já está em andamento. Para evitar transtornos, as campanhas devem valorizar a qualidade e a procedência dos produtos, mais uma vez, transmitindo segurança ao consumidor em um cenário sensível, o que pode ser decisivo no momento de compra. Investir em experiências de valor agregado, como combos premium, curadorias de itens e sugestões de celebração, também podem compensar a retração momentânea dos destilados e manter o desempenho nas vendas. 5. Monitore o comportamento de compra: é fundamental acompanhar continuamente o desenvolvimento dos hábitos de consumo no momento de queda de confiança na categoria de destilados. A inteligência de mercado, aliada ao acompanhamento dos indicadores de venda e do engajamento nas campanhas, é essencial para ajustar estratégias com decisões rápidas e embasadas. Dados de mercado e relatórios de comportamento do consumidor podem orientar decisões mais assertivas, garantindo que o sortimento e a comunicação estejam alinhados às novas demandas do público. O cenário exige prudência do varejo supermercadista, combinada com prudência estratégica e proatividade junto ao momento do consumidor. Reforçar a confiança pode impactar não apenas na mitigação de impactos negativos, mas em uma oportunidade para conquistar ainda mais relevância na relação construída com o cliente. As datas promocionais de fim de ano seguirão extremamente relevantes, mas, mais do que nunca, precisam ser sustentadas por estratégias de credibilidade e valor percebido para assegurar um desempenho positivo. Vale lembrar que a ASSERJ já preparou, assim que os primeiros casos começaram a surgir pelo Brasil, um guia completo de informações e orientações para todos os seus associados. CLIQUE AQUI E LEIA TODOS OS DETALHES.
10/10/2025
Atualidades
Desplastifique em Teresópolis! Justiça ratifica, mais uma vez, movimento criado pela ASSERJ
A campanha "Desplastifique Já", lançada pela ASSERJ em 2019, virou referência nacional. Em seus mais de seis anos de existência, o movimento pioneiro da nossa Associação virou lei (Lei Estadual nº. 8.006/2018) e case de sucesso pelo Brasil, rompendo fronteiras e sendo implementada em diversos estados. Além disso, a ação também acumula vitórias nos tribunais. Dessa vez, o Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ) declarou inconstitucional a Lei nº. 4.527/2025, do município de Teresópolis, que proibia estabelecimentos comerciais de cobrar o valor de custo de sacolas plásticas, inclusive nas versões biodegradáveis, compostáveis ou recicláveis. A decisão foi resultado de duas ações diretas de inconstitucionalidade apresentadas pela ASSERJ e pela Fecomércio-RJ, que contestaram a validade da norma municipal. Além de contrariar uma legislação estadual vigente, responsável por regulamentar o fornecimento das sacolas e autorizar a cobrança pelo preço de custo, também ia em caminho contrário à jurisprudência consolidada do Supremo Tribunal Federal (STF), que já declarou inconstitucionais leis que obrigavam supermercados a disponibilizar sacolas gratuitamente (CLIQUE AQUI E SAIBA MAIS). "A declaração de inconstitucionalidade da Lei Municipal nº. 4.527/2025, de Teresópolis, reafirma a importância dos limites constitucionais na atuação legislativa local. A norma impunha o fornecimento gratuito de sacolas plásticas e previa sanções desproporcionais, desde multa superior a R$ 475 mil até a suspensão do alvará de funcionamento por 12 meses, configurando flagrante violação aos princípios do livre exercício de qualquer atividade econômica (art. 5º, XIII, e art. 170, parágrafo único, da Constituição Federal), da livre iniciativa e do direito de propriedade (art. 5º, XXII). A decisão do Poder Judiciário restabelece, portanto, a segurança jurídica e a proteção da atividade empresarial no varejo", destaca a Dra. Ana Paula Rosa, advogada da ASSERJ e especialista em varejo. A campanha "Desplastifique Já" e a Lei Estadual nº. 8.006/2018 foram criadas com foco no combate ao uso excessivo de sacolas plásticas e na promoção do consumo consciente, com o incentivo à adoção de alternativas mais sustentáveis. Ao longo desse período, a ação mobilizou supermercadistas, consumidores, diversas organizações (inclusive a classe política), em torno do objetivo comum de reduzir o impacto ambiental das embalagens descartáveis. Segundo a decisão do TJRJ, além da Prefeitura e da Câmara de Vereadores de Teresópolis terem extrapolado suas competências legislativas, criando uma regra que contrariava a política pública estadual vigente, a determinação municipal comprometia o objetivo da ação, que não possui fins lucrativos, mas de conscientização sobre o uso racional de sacolas plásticas. A Justiça do Rio também pontuou que a norma do município criava uma desigualdade entre consumidores do estado, pois somente os moradores de Teresópolis teriam direito às sacolas gratuitas, e violava os princípios da livre iniciativa e da liberdade econômica. "A ASSERJ foi pioneira no movimento de desplasticificação no estado do Rio de Janeiro, liderando um processo que uniu o varejo supermercadista, o poder público e a sociedade em torno de uma causa ambiental e de consumo consciente. Cada decisão judicial como essa confirma que traçamos o caminho certo ao orientar o setor e promover a responsabilidade compartilhada. Essa vitória reforça nosso compromisso com a sustentabilidade e com a segurança jurídica dos supermercadistas fluminenses", ressalta Fábio Queiróz, presidente da ASSERJ e da Associação de Supermercados das Américas (ALAS).
10/10/2025
Black Friday 2025: consumidor confiante, planejado e mais exigente
A Black Friday completa 15 anos no Brasil em 2025, em meio a um cenário de maturidade e transformação do varejo supermercadista. Um estudo especial conduzido pela Scanntech, com análises de dados do Google Offerwise, revela o comportamento do consumidor para a data. A já tradição de um dos momentos mais esperados do ano, trouxe junto com seu desenvolvimento, um perfil de cliente cada vez mais planejado, confiante e, principalmente, atento às reais vantagens das promoções. Planejamento e confiança: motores das compras Segundo o levantamento, seis em cada dez brasileiros pretendem comprar na Black Friday 2025 e 81% dos consumidores que participaram da alguma ação promocional do período em 2024 afirmaram que repetirão o movimento neste ano. Os dados reforçam o alto nível de recorrência e fidelização que o evento vem construindo ao longo do tempo, representando uma janela de oportunidade para quem souber comunicar ações e estreitar vínculos com clientes. Dentre os principais motores de engajamento na Black Friday, a confiança nas promoções e o planejamento se destacam. Para 51% dos entrevistados, a data promocional é aguardada pelo fato de confiarem nos descontos oferecidos, e 48% dos consumidores disseram já ter uma lista pronta de produtos que desejam adquirir. Os números demonstram a racionalização do comportamento e a orientação baseada em uma intenção de compra prévia. Da "Black Fraude" à era da Inteligência Artificial Além das mudanças no comportamento de compra, outro ponto da pesquisa apresenta a profunda transformação nas estratégias das empresas ao longo de mais de uma década da trajetória da Black Friday no Brasil: 2010 — 100% online: a primeira edição foi marcada pela desconfiança e pelo foco em eletroeletrônicos, originando o termo "Black Fraude"; 2015 — Varejo físico entra em cena: consolidação da omnicanalidade e popularização da data, levanto ao aumento da confiança do consumidor; 2020 — Pandemia e novos interessados: durante a emergência sanitária global, 13 milhões de novos clientes passaram a comprar online, fortalecendo o mobile e a diferenciação das promoções para além de apenas preço; 2025 — Consolidação: mais destaque, mais espaço no calendário promocional e maior uso de IA nas estratégias de personalização de ofertas para comunicações assertivas com um consumidor focado em pesquisa e comparação de preços e vantagens. Black Friday além do preço Como principal chamariz da data, o preço segue no topo do ranking de fatores de influência na decisão de compra. Porém, outros critérios têm conquistado espaço considerável nas análises dos consumidores, reforçando, como já mencionado, a maturidade que a Black Friday vem adquirindo no calendário brasileiro. Fatores de decisão (% em importância): 1. Preços baixos: 56%; 2. Qualidade dos produtos: 48%; 3. Custo do frete: 41%; 4. Tempo de entrega: 37%; 5. Variedade de produtos: 35%; 6. Confiabilidade do vendedor: 33%; 7. Cupons de desconto: 30%; 8. Parcelamento sem juros: 24%; 9. Opções de pagamento: 19%; 10. Facilidade de trocas/devoluções: 18%. Os dados indicam que fatores ligados à confiança, logística e conveniência já têm peso comparável ao desconto em si junto ao consumidor. Em um ambiente extremamente competitivo, pontos como transparência, qualidade percebida e eficiência operacional tornam-se diferenciais essenciais para superar a concorrência e garantir a conversão. Cesta de categorias se diversifica Apesar da liderança histórica e consolidada de eletrônicos e vestuário na lista de intenções de compra, outras categorias vem ganhando a atenção dos consumidores e confirmando a expansão da Black Friday para o consumo cotidiano, o que, para o varejo supermercadista, apresenta uma grande oportunidade de alavancar ainda mais as vendas. Categoria (% em importância): 1. Eletrônicos: 71%; 2. Vestuário: 59%; 3. Beleza e cuidado pessoal: 45%; 4. Casa: 39%; 5. Alimentação: 32%; 6. Lazer: 28%; 7. Serviços: 17%; 8. Viagem: 14%; 9. Pets: 10%. Black Friday: mais que o consumidor, uma revelação para o varejo O levantamento da Scanntech indica que o consumidor aprendeu com a data e chega em 2025 mais informado, preparado e exigente. Ele pesquisa antes de comprar, compara preços, vantagens e valoriza quem entrega transparência, praticidade e confiança. Para o varejo supermercadista, a Black Friday se tornou uma oportunidade estratégica não apenas para vender, mas também para corroborar a credibilidade e a eficiência operacional do setor. O principal desafio não consiste em apenas oferecer descontos atrativos, mas no alinhamento de estratégia comercial e experiência do cliente, garantindo ofertas reais, comunicação clara e capacidade logística. Além disso, o uso de IA e de ferramentas analíticas passa a ser um diferencial competitivo fundamental para personalizar campanhas e antecipar demandas. Se o cliente aprendeu a comprar, o varejo precisa, em sintonia, aprender a vender melhor. O preço continuará sendo o ponto de partida, mas confiança, conveniência e personalização serão os pilares de sustentação. O supermercadista que souber entregar valor de forma consistente, fortalecerá a relação de longo prazo com o consumidor e poderá sair vencedor da Black Friday de 2025.
10/10/2025
Indústria em cena
Setor no Halloween: Heinz lança maionese de alho negro temática e limitada
A Heinz surpreendeu os consumidores com uma combinação inusitada e sofisticada. Em edição limitada, a marca lançou a Heinz Mayo Halloween, uma maionese feita com alho negro — ingrediente considerado o mais caro do mundo, conhecido pelo sabor adocicado, aroma intenso e toque gourmet. Segundo Thiago Lopes, CMO da Heinz Brasil, o Halloween, embora ainda não seja uma tradição consolidada no país, tem ganhado força impulsionado pela cultura pop e pelas redes sociais, especialmente entre o público jovem. “Mais do que um produto inusitado, o lançamento reforça o olhar da marca para inovação e sua capacidade de criar conversas culturais”, afirma. A novidade chama atenção pelo visual marcante: uma maionese preta, de textura cremosa e sabor diferenciado, feita a partir da fermentação do alho tradicional. O tom escuro não vem de corantes artificiais, mas do carvão vegetal, que mantém a cor intensa sem alterar o gosto. Além do sabor, o design da embalagem segue a proposta temática e traz rótulos que brilham no escuro, em alusão à data mais sombria do ano. O resultado é uma maionese elegante, com notas levemente doces e sabor umami, que tem conquistado até quem costuma evitar temperos marcantes. A edição especial está sendo vendida em potes de 215 gramas, com preço médio de R$ 14,49, variando conforme a região e o supermercado. Nas redes sociais, o produto virou tendência: vídeos mostram o contraste da maionese preta em pães, hambúrgueres e batatas fritas, despertando curiosidade e desejo de experimentação. Muitos consumidores destacam o equilíbrio entre o toque suave do alho negro e a cremosidade tradicional da Heinz. O lançamento integra a estratégia da marca de transformar produtos clássicos em experiências criativas, conectando inovação com o calendário cultural. E é uma oportunidade dos supermercados surfarem a onda da data que vem ganhando mais espaço no imaginário popular.
10/10/2025
Economia
Faturamento dos supermercados do Rio sobe em setembro e indulgência está em alta! ASSERJ te conta
O setor supermercadista tem registrado um 2025 de elevação no faturamento e de reforço da confiança já estabelecida com o consumidor. E em setembro, o varejo abastecedor manteve a curva de subida, com resiliência mesmo diante de eventuais turbulências econômicas. Segundo dados do Radar Scanntech, no nono mês deste ano, o desempenho mostrou leve alta de 0,8% em crescimento de vendas, na comparação com o mesmo período de 2024. No Brasil, essa elevação foi de 2,5%. Especificamente se tratando de supermercados, a subida de faturamento foi de 1,9%. No comparativo entre os três primeiros trimestres de 2025 e 2024, o avanço foi de 5,1%. Impacto de setembro: perecíveis e mercearia puxam crescimento As cestas que mais contribuíram para o avanço de faturamento registrado na comparação anual entre os meses de setembro foram perecíveis (+3,7%) e mercearia (+1,5%), com destaque para as indulgências. Em relação às categorias de maior aporte para a alta, os principais resultados ficam por conta de: Perecíveis: bovino in natura (+12,1% em faturamento); frango in natura (+5,7% em faturamento); e suíno in natura (+12,4% em faturamento e +3,5% em unidades); Mercearia: chocolate (+10,7% em faturamento); leite em pó (+7% em faturamento e +1,5% em unidades); e leite condensado (+6,6% em faturamento e 4,7% em unidades). Além desses itens, vale mencionar outros SKU's que obtiveram atuação de relevância na comparação entre setembro de 2024 e 2025: Café (+43,3% em faturamento); Óleo (+18,2% em faturamento e +7,2% em unidades); Creme Dental (+10,8% em faturamento); Kit Capilar (+6,3% em faturamento e +3,7% em unidades); Lenço Higiênico (+9,2% em faturamento e +14,9% em unidades). Missões de compra: reposição é tão importante quanto abastecimento Já em relação aos objetivos do consumidor em suas idas aos supermercados, o Radar Scanntech apresenta que, no Rio de Janeiro, as compras de reposição e de abastecimento possuem a mesma frequência, ambas com 30,1%. Juntas, elas concentram quase dois terços de todas as viagens às lojas. Porém, uma missão específica ganha força: a express, com 24,2%, acima da média nacional, que é de 22,1%. Aprofundando sobre as categorias de destaque no mês de setembro, as missões de compra envolvem: Perecíveis: abastecimento (49,7%); reposição (29,3%); express (8,6%). Mercearia: abastecimento (39,7%); reposição (30,1%); express (19%). Oportunidades: o que devemos observar? Os números de setembro reforçam um cenário de estabilidade positiva para o setor supermercadista fluminense, mas também apontam caminhos estratégicos que merecem atenção. A leve alta no faturamento, mesmo em um contexto econômico desafiador, demonstra a força do consumo recorrente e o papel fundamental das categorias de alto giro, especialmente perecíveis e mercearia, na sustentação das vendas. Nesse contexto, vale observar o desempenho expressivo dos itens de indulgência, como chocolates e produtos lácteos, que seguem ganhando espaço no carrinho. Mesmo diante do maior cuidado com o orçamento, o consumidor se permite viver momentos de prazer, o que pode abrir oportunidades para ativações e campanhas de experimentação no ponto de venda. Outro ponto de destaque está no crescimento das missões de compra express, que já representam quase um quarto das idas aos supermercados no Rio de Janeiro, acima da média nacional. Isso evidencia o dinamismo e a priorização da conveniência e agilidade no comportamento do cliente. Uma comunicação eficiente e sortimento otimizado para compras rápidas pode aumentar o ticket-médio desse tipo de jornada. O levantamento traz a conclusão: quem souber equilibrar abastecimento, reposição e conveniência, potencializará os resultados no último trimestre do ano. "Na ASSERJ, seguimos ao lado do varejo fluminense, oferecendo inteligência de mercado, apoio estratégico e iniciativas que realmente fortalecem nossos associados. O objetivo é claro: o desenvolvimento contínuo do nosso setor", enfatiza Fábio Queiróz, presidente da ASSERJ e da Associação de Supermercados das Américas (ALAS).
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