
Reforma Tributária: como os supermercados devem se adaptar a partir de agosto

Reforma Tributária impacta na emissão de notas fiscais em supermercados
A partir de 3 de agosto de 2026, a Reforma Tributária começa a ser cobrada na prática para o varejo. Desta data em diante, todos os documentos fiscais eletrônicos emitidos por empresas do regime regular deverão conter, obrigatoriamente, os campos relativos ao IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e à CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços).
Até o momento, notas fiscais sem esses dados vinham sendo toleradas devido ao período de adaptação do Ato Conjunto RFB/CGIBS nº 1/2025. Porém, essa "colher de chá" acaba no próximo mês: documentos incompletos serão rejeitados pelo sistema, travando a operação.
Mas qual é o real impacto disso no dia a dia do varejo supermercadista? Esse foi o tema central da editoria "Gestão Eficiente, Lucro Certo" da Revista Super Negócios deste mês. A reportagem traz uma análise profunda sobre como a nova exigência afeta desde o recebimento de mercadorias até o caixa da loja, contando com a visão estratégica de especialistas do setor: Renata Peres (gerente de contabilidade do Princesa Supermercados), Gabriel Araújo (Controller Financeiro do Grupo Adonai) e Thiago Mattos (Superintendente do Grupo Alvorada Supermarket).
O risco operacional do cadastro desatualizado
No setor supermercadista, a emissão da nota fiscal funciona como um gatilho para toda a operação: se o documento trava por erro fiscal, o caminhão não descarrega, a mercadoria não entra e a ruptura na gôndola vira realidade na ponta.
Com milhares de SKUs ativos e um mix de produtos em constante atualização, pequenos desvios de cadastro costumavam ser ajustados manualmente no dia a dia. Porém, com a validação em tempo real exigida pela Reforma, o espaço para o improviso acabou.
A especialista Renata Peres alerta na matéria da Super Negócios que a NF-e passa a ser um dos instrumentos mais importantes para a sobrevivência do negócio. Erros no preenchimento não ficam restritos ao fiscal: "A empresa poderá recolher tributos de forma errada, perder créditos, sofrer autuações e gerar impactos financeiros relevantes no fluxo de caixa", destaca.
Como os supermercados devem agir com a Reforma Tributária?
Antes das novas medidas, era possível conviver com algumas fragilidades dentro do sistema. Agora, para atravessar a transição sem sustos, as empresas estão sendo obrigadas a fazer um "raio-x" dos seus processos internos. A mudança não se resume a preencher novos campos na nota, mas a garantir que o dado nasça correto lá na ponta.
Na Super Negócios, executivos que estão vivenciando essa virada detalham as estratégias importantes nesse momento. Gabriel Araújo, Controller Financeiro do Grupo Adonai, revela que os últimos meses foram marcados por uma revisão intensa no cadastro de produtos, regras tributárias e parametrização de NCMs e CSTs dentro dos ERPs.
Já quando o assunto é capacitação da equipe, Thiago Mattos, superintendente do Grupo Alvorada Supermarket, reforça que a comunicação interna e o treinamento constante dos colaboradores para evitar falhas de comunicação são pontos fundamentais para garantir o sucesso da transição.
Uma coisa é certa: o supermercado que vai atravessar a transição com tranquilidade não é apenas o que conhece a lei, mas aquele que também domina os próprios dados e processos. Clique aqui para ler a matéria completa na Revista Super Negócios, com os depoimentos e análises completas dos especialistas e mais detalhes sobre a Reforma Tributária!

