
Higiene vira motor de vendas no varejo supermercadista

Os produtos de higiene básica continuam sendo a base da cesta de compras dos brasileiros quando o assunto é higiene e beleza. Itens de uso cotidiano, como desodorantes, sabonetes e produtos de higiene bucal, aparecem entre os mais consumidos, reforçando o papel essencial dessas categorias no varejo supermercadista.
De acordo com o estudo Panorama do Consumo de Higiene e Beleza no Brasil, mais de 80% dos consumidores costumam comprar desodorantes, produtos de higiene bucal e sabonetes regularmente. Em contraste, apenas 41% afirmam ter o hábito de adquirir maquiagem, indicando que os itens básicos ainda predominam nas compras mensais.
O tipo de produto é determinante na escolha do canal de compra para 84% dos consumidores. Entre os itens de reposição frequente, a preferência recai majoritariamente sobre as lojas físicas. Na categoria de higiene bucal, por exemplo, 68% dos consumidores compram exclusivamente nesse formato. Os supermercados aparecem como os principais destinos nessas ocasiões.
“Os supermercados têm se consolidado cada vez mais como destinos importantes para a compra de produtos de higiene. O consumidor valoriza a praticidade de encontrar tudo em um só lugar, e o varejo supermercadista vem ampliando o sortimento e a visibilidade dessas categorias para atender a essa demanda crescente”, afirma Juliana Terra, do Marketing do Adonai.
Dentro do varejo supermercadista, algumas categorias de beleza têm se destacado como importantes motores de crescimento. Segundo Ricardo Zuccollo, vice-presidente de Vendas da Unilever Brasil, os maiores avanços vêm dos segmentos de cuidados com o cabelo e higiene pessoal.
“Os maiores motores são cuidados com o cabelo e higiene pessoal, seguidos de cuidados com a pele corporal. Cabelo cresce impulsionado pela ampliação das rotinas — máscaras, tratamentos e leave-ins — e pela personalização por necessidade. Em higiene pessoal, sabonetes líquidos e corporais premium vêm ganhando espaço relevante. Essas categorias ampliam o ticket médio e a frequência de compra”, afirma.
Além do sortimento, a forma como os produtos são apresentados também influencia diretamente os resultados. Em uma categoria marcada pelo apelo visual e pela experimentação, a exposição no ponto de venda pode ser decisiva para a conversão.
“A exposição no ponto de venda tem um papel central. Beleza é uma categoria altamente visual e aspiracional. Boa exposição, blocagem por marca e por necessidade, materiais de comunicação claros e ilhas temáticas elevam a conversão e estimulam a experimentação. Estudos de shopper mostram que as decisões são tomadas majoritariamente no ponto de venda, especialmente no supermercado”, destaca Zuccollo.
Nesse cenário, a combinação entre categorias de alta reposição, como higiene básica, e produtos de maior valor agregado, como tratamentos capilares e sabonetes premium, tem se mostrado estratégica para impulsionar resultados no varejo supermercadista. Ao mesmo tempo, a integração entre pesquisa online e compra presencial reforça a necessidade de o setor investir em informação, exposição eficiente e experiência de compra.
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